A infância é uma etapa da vida que todo sujeito vivencia até os 12 anos e que requer muitos cuidados, olhares e desenvolvimento integral. Quem vive tudo isso é o que chamamos criança, esse sujeito histórico que vivencia todas essas modificações e etapas importantes nesse desenvolver-se.
A primeira etapa da infância, que vai até por volta dos 5 anos, é de extrema importância, pois é período em que a criança cria milhões de conexões, o cérebro reage melhor à plasticidade, respondendo e se adaptando melhor aos estímulos do ambiente, período em que a criança forma as bases emocionais que serão importantes para o restante de seu desenvolvimento.
Por isso a infância é base construída para toda a vida e precisa de olhar atento, pois suas consequências marcam todas as fases da vida. Nesse período, formam-se aspectos essenciais do desenvolvimento emocional, social e afetivo. Diante disso, proteger a crianças não é apenas um dever moral, mas um compromisso coletivo com o presente e o futuro de cada um.
A Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabeleceram um marco importante: crianças e adolescentes são sujeitos de direitos. A legislação também determina que crianças e adolescentes devem receber proteção integral. Ou seja, a proteção deve ser prioridade absoluta e responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado.
Hoje vivemos uma era extremamente tecnológica e que remete que as crianças precisam estar protegidas nesse meio, seja pela exposição da imagem das crianças, seja pelo que elas recebem nesse meio. Essa proteção é fundamental para garantir o desenvolvimento saudável, a privacidade e a segurança física e emocional diante dos riscos do ambiente virtual.
Quais as consequências que a falta de proteção pode gerar? Vulnerabilidade, pois, a depender da idade, eles ainda não são capazes de filtrar o que é bom ou ruim para eles. Proteger auxilia na prevenção de violências bem como evita prejuízos no desenvolvimento saudável pelo excesso de telas.
Essas consequências, por vezes, não são percebidas na infância, mas a longo prazo, na adolescência ou vida adulta. Assim, é preciso entender que o meio tecnológico pode, sim, ter coisas boas, mas também tem prejuízos, e é por isso que os adultos precisam proteger as crianças.
Christiane Cordeiro Silvestre Dalla Vecchia
Psicóloga (CRP 08/20358), Colégio Santa Maria, Cascavel-PR
Imagem principal: Teerasak1988 (Istock)