Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos. Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha. Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro. O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens
O que significa o sinal da cruz?

Se você é católico, certamente aprendeu com seus pais e com as pessoas da sua paróquia a fazer o sinal da cruz e, provavelmente, deve fazer sempre. Mas você sabe de verdade o que ele representa e para que serve? Será que é pra espantar mau-olhado ou pra lembrar da crucificação de Jesus? Vamos descobrir agora. Vem com a gente! Do ponto de vista histórico e teológico, a prática de fazer o sinal da cruz é feita desde a fundação da Igreja e é usada pelas pessoas da Igreja Romana e da Ortodoxa. Tudo começou com um padre chamado Tertuliano, do século III, por volta de 160 d.C. Em um de seus escritos, chamado ‘De Corona Militis’, foi encontrada essa prática descrita por ele da seguinte maneira: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, lavamo-nos e iniciamos as refeições, quando vamos nos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, façamos o sinal da cruz na testa.” Podemos entender que, ao fazer este ato, estamos afirmando pelo menos três verdades fundamentais da nossa fé: Deus, que é Uno e Trino; a Encarnação de Jesus e Sua Morte na Cruz. Quando dizemos: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, neste momento professamos a fé na Santíssima Trindade. Aprendendo a fazer o sinal da cruz É tão simples que não precisa de nenhum tutorial em vídeo para ensinar, mas é preciso lembrar que tem um jeito certo de fazer: Com sua mão direita, faça o sinal da cruz começando na cabeça, depois descendo para o estômago, logo em seguida eleve a mão para o ombro esquerdo, depois, para o direito. “Quando fazemos este gesto, a começar na cabeça e descendo ao estômago, estamos declarando nossa fé na Encarnação de Jesus por meio do ventre de Maria Santíssima e afirmando a marca de Cristo e a graça da redenção, que veio através da cruz”. (Catecismo, n.1235). Agora você sabe, sempre que passar por alguma dificuldade ou por um momento de tentação, faça o sinal da cruz e pense em na força protetora de Jesus. O simples ato de fazer o sinal da cruz, nos ajuda a fortalecer a ideia de que Jesus Cristo está conosco e a sua morte na cruz veio nos salvar e nos proteger.