A vocação do catequista

O quarto domingo de agosto, Mês das Vocações, é dedicado aos leigos e leigas e, de maneira especial, aos e às catequistas. De fato, a Igreja deve muito a tantas mulheres e homens que dedicam seu tempo e seu amor para comunicar a fé e ensinar a Boa-Nova de Jesus. Cada um, cada uma de nós certamente se recorda com carinho de quem o acompanhou na preparação para a primeira comunhão eucarística ou mesmo para a crisma. Muitos de nós abraçamos a fé por intermédio de nossos pais, que foram nossos primeiros catequistas. Mas, depois, na catequese, descobrimos e aprendemos muito mais, participando da Igreja e integrando a fé e os ensinamentos de Jesus a nosso cotidiano. Em carta dirigida às e aos catequistas, Dom José Antonio Peruzzo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, afirma: “Celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança: gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque, enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura. Os catequistas, eles e elas, evangelizam com afeto. Os tempos desafiam, requerem novos paradigmas, pedem por novas linguagens, mas, se houver paixão, a catequese será sempre criativa”. Há muitas maneiras de realizar a catequese. O primeiro passo cabe aos pais e consiste em ensinar a criança, desde bem pequena, a amar a Deus, mostrando aos pequenos como rezar e falando-lhes de Jesus e do Evangelho. Os pais ensinam pelo exemplo, e é muito importante transmitir os valores humanos e cristãos às crianças e levá-las para a Igreja. Aquilo que aprendem desde o berço fica gravado para toda a vida. Todas as paróquias e a maioria das comunidades contam com uma equipe de catequistas preparada para ensinar diferentes faixas etárias, envolvendo crianças pequenas, crianças em idade de receber a primeira comunhão eucarística, adolescentes que se preparam para o crisma e até jovens e adultos que buscam a fé e não tiveram oportunidade antes. A catequese pode acontecer também nas escolas católicas que, além do Ensino Religioso, que é ecumênico e dirigido a todas as denominações religiosas, oferece a oportunidade para os alunos que são católicos aprofundarem a fé, participarem da catequese e receberem os sacramentos. No Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, uma das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, os alunos que o desejam participam da catequese. Padre Expedito de Lopes Castro, Capelão Escolar, gravou um vídeo no qual fala sobre o Dia do Catequista. Vale a pena assistir.
Papo Vocacional – A escolha da profissão

“O que você vai ser quando crescer?” Essa é uma das perguntas mais comuns feitas às crianças. Já muito pequenas, elas têm uma resposta, mas conforme vão crescendo e se aproximam de uma decisão concreta, vão surgindo as dúvidas. Não é fácil decidir qual profissão seguir. Há muitos fatores que pesam, desde a influência dos pais até a pressão das necessidades econômicas que, muitas vezes, condicionam a escolha, levando o jovem ou a jovem a optar por uma profissão mais rentável, em vez daquela para a qual realmente tem vocação. Neste vídeo, os alunos de algumas das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo discutem sobre vocação e escolha da profissão. Eles expõem vários aspectos que devem ser considerados antes de se optar por uma determinada carreira. E você que é jovem, já fez sua escolha profissional? Foi por vocação ou por outros motivos? Que tal partilhar conosco?
O desafio de ser jovem

Com o passar do tempo, tudo se transforma. Com a juventude, não é diferente. O que era ser jovem 20 anos atrás não o é mais. Os jovens da Pós-Modernidade têm desejos, sonhos e buscam objetivos diferentes, reafirmam suas personalidades, ao mesmo tempo em que fazem parte de grupos, o que se torna paradoxal, mas fortalece a juventude. Os diferentes se atraem, unem-se em causas comuns, lutam por ideais, sem perderem de vista suas perspectivas individuais. Nada melhor do que perceber a juventude ouvindo os próprios jovens falarem. O que sai do coração se torna razão e evidencia uma geração que marca presença em um mundo, muitas vezes, incerto e mutável. Em um bate-papo, jovens de 15 e 16 anos, todos estudantes da 1ª série do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, falam de seus desejos, angústias, carreira, escola, sonhos e amizades. Ser estudante, no século XXI, é viver desafios, conviver com o diferente, dedicar-se, lidar com cobranças, mas, ao mesmo tempo, também é prazeroso, segundo João Pedro Dourado, principalmente quando se “adquirem vários conhecimentos, se descobrem coisas novas com os professores e com os amigos, se dialoga sobre assuntos que, em casa, não é possível abordar”. Outro desafio enfrentado pelos jovens é lidar com o tempo em uma sociedade marcada pela liquidez e tecnologia, em que tudo, rapidamente, torna-se passageiro e obsoleto. Será que temos de ter mais tempo para perder? Será que temos de aprender de forma tão rápida para passar no vestibular e conquistar uma carreira de sucesso? Quanto tempo temos mais? Diante dos olhos daqueles que respondem às perguntas, a juventude se esvai aceleradamente… O tempo também intensifica a cobrança que o jovem vivencia por ter de entrar em uma faculdade federal, ter de passar no ENEM. As tomadas de decisão devem ser muito rápidas. Essas cobranças, segundo eles, “vêm do próprio jovem, em primeiro lugar; em seguida, são externas, por parte da família, da escola e dos professores”, lembra o aluno Tiago Valentim Viana. Quem pensa que os jovens são desinteressados se engana. É fato que os interesses daqueles que nasceram entre os anos de 2003 e 2004 são bem diferentes dos que nasceram na década de 1980 ou mesmo 1990. Os jovens se engajam e se interessam por aquilo que tem aplicação, faz sentido e tem significado. “Quando se aprende o que pode ser usado, tudo se torna mais significativo”, diz Anna Laura Natario. É unânime entre eles que a geração atual tem muita empatia. “A maioria pensa no outro antes de fazer alguma coisa. Essa relação que a gente vai criando, conforme os anos vão se passando, é muito importante e faz muita diferença”, declara Isabella Menezes de Oliveira. Todos percebem que são privilegiados e valorizam o que conquistaram. Quando questionados a respeito dos sonhos, respondem que almejam um mundo em que o outro seja aceito, independentemente da cor, da cultura, da religião, do país de origem. “Todos somos seres humanos, há riqueza na diversidade”, afirma Mariana de Souza Ferreira. Passa ano, sai ano, vai juventude, vem juventude, as transformações chegam, mas há valores que permanecem. A amizade se perpetua, e os amigos se unem, dão conselhos, ajudam, criticam, caso seja preciso, mas sempre com a intenção de ajudar. Ser jovem, na atualidade, é desafiador. Ser jovem, na atualidade, é engrandecedor! Alunos que participaram do bate-papo: Anna Laura Van Der H. Natario, Aline Maria S. Bellangero, João Pedro Dourado F. de Maria, Isabella Menezes de Oliveira, Luiza Perestelo Cinzento, Marina Esteves Pelegrina, Mariana de Souza Ferreira, Tiago Valentim Viana.
Amizade é deixar-se cativar

A amizade é uma das joias mais preciosas que adquirimos no decorrer de nossa vida. Encontrar um amigo não é tarefa fácil. Exige muito. Precisa de cuidados. Demanda atenção. Quem já leu o famoso livro do francês Antoine de Saint-Exupéry encontra, de maneira única, essa realidade no diálogo entre a Raposa e o Pequeno Príncipe. “— Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”? — É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”… — Criar laços? — Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…” E em tempos de frágeis relações, num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo. Por esse motivo, no dia em que somos convidados a pensar na importância da amizade e nos nossos amigos, os alunos da Rede de Educação nos ajudam a entender seu real significado. Para Ana Clara Loredo Miranda, do 9º ano B do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, amizade é “ter alguém em que você possa confiar e que te apoie nos bons e nos maus momentos”. Sua opinião é compartilhada pelos seus colegas de classe Caio Goulart e Lucas do Amaral Rosa. Para Caio, “é ter alguém que te acompanhe em qualquer situação que você estiver”. Lucas acrescenta que “amizade é uma conexão entre duas pessoas, em que se precisa de confiança e querer o bem do outro”. Em São Paulo-SP, os alunos do 9º ano A e B do Colégio Espírito Santo também confirmam o valor da confiança na amizade. Thiago Gonçalves Correia Petri diz que amizade é “ter alguém do seu lado, em que você possa confiar e que vai te ajudar quando necessário”. Já Luiz Felipe Ricobom de Sousa acrescenta que é “compartilhar todos os momentos da vida, é ter confiança, respeito e parceria, é apoiar, é discordar, é estar ao lado, ajudar e, principalmente, dividir sentimentos, alegria, tristeza e saudade…” Também os alunos do ensino médio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, partilharam o que pensam sobre amizade. Para Antônio Vitor Maluf, da 1ª série A, amizade significa “ter empatia com a pessoa, gostar dela e principalmente confiar nela. Sem confiança não se constrói uma amizade, pois ela é fundamental e faz com que você se abra e conte toda a sua vida, sem se preocupar em ser julgado e nas consequências que isso pode trazer”. Victor Abreu, da 2ª série B, diz que “amizade é quando temos alguém em que podemos confiar, não só nos momentos fáceis da vida, mas, principalmente, nos difíceis, pois são nestes que vemos quais são as verdadeiras amizades. É alguém com quem podemos ser nós mesmos sem medo de sermos julgados. É amar e ser amado na mesma intensidade por essa pessoa”. Mariana Beirigo de Castro, da 1ª série, confirma que a “amizade é quando você tem uma pessoa para todos os momentos e sabe que ela vai estar sempre lá. Que entende cada momento seu e que sempre fala a verdade”. E complementa: “É a confiança e o amor depositado em outra pessoa”. E para você? O que é uma verdadeira amizade? Venha dividir conosco, deixando seus comentários pelo Facebook e em nosso blog. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.
Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos. Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha. Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro. O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens
Jovens se preparam para a Missão sem Fronteiras

Estamos nos aproximando da II Missão sem Fronteiras, promovida pela Rede de Educação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, será em Belo Horizonte-MG, de 28 a 30 de junho. O projeto nasceu com o desejo de ser um jeito novo de a juventude fortalecer seu protagonismo como agente de transformação e de esperança, diante de realidades que clamam por dignidade e justiça. Tudo começou com um pequeno grupo do Colégio Sagrado Coração de Jesus que, depois de implantado, ganhou nova e maior proporção, tornando-se um encontro interescolar. A primeira edição, que reuniu 43 jovens das quatro escolas da Rede SSpS, deixou marcas importantes e foi uma experiência muito bonita na vida de cada participante. Experiência marcada pela convivência, solidariedade, resolução de conflitos e ajuda aos imigrantes. O encontro dos alunos tem como objetivo evangelizar a juventude com base na ação missionária dos jovens, da espiritualidade trinitária da Congregação das Missionárias SSpS, em comunhão com a realidade global e com os excluídos dessa realidade. A ideia, de forma especial neste ano, vem ao encontro da Campanha da Fraternidade e do tema transversal que permeia nossa ação pedagógica, a busca por direitos, justiça e pelo bem comum. Ao aproximar-se o encontro, cresce a expectativa dos alunos e educadores envolvidos na edição de 2019, que tem como tema “Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum”. Primeiro, por ser um encontro com pessoas de diferentes lugares e com novas realidades; segundo, por partir do desejo vivo de cada jovem, que é tornar o mundo um lugar melhor. Por esse motivo, a proposta de identidade visual também harmoniza com o espírito que anima a missão. O conceito utilizado foi o de permear, atravessar as fronteiras. A ideia é trilhar um caminho para que as fronteiras não existam, um mundo no qual se possa viver, realmente, sem elas. Por isso o balão com a ideia de ser o transporte, afinal, quando a visão é de cima, não há limite. Algo que faça referência à afirmação de que “no céu não existe fronteira”, que cabe tanto no sentido literal quanto figurativo. Além disso, ele é meio de transporte para uma passagem mais leve, simbolizando a leveza de se espalhar o carisma. Assista ao depoimento da jovem Bruna Lopes de Souza, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que participou da Missão sem Fronteiras do ano passado, em São Paulo-SP. Agora ela se prepara para o evento que será em sua própria escola.
Encontro da Palavra revelada com a história vivida

O Curso Internacional de Formação em Bibliodrama foi realizado de 10 de abril a 18 de maio de 2019, no Centro Ad Gentes, em Nemi, Itália. Coordenado pela irmã Maria Illich, SSpS, e padre Rudi Pöhl, SVD, reuniu pessoas de seis países: Alemanha, Filipinas, África, Polônia, Coreia do Sul e Brasil. Entre os participantes estava o educador Agostinho Travençolo Júnior, coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Para ele, participar do curso foi uma oportunidade única e muito especial de experimentar um caminho novo de leitura, escuta e vivência da Sagrada Escritura. Ele ressalta a experiência de interagir com a Palavra de Deus “não meramente como coadjuvante e sim como protagonista”. Segundo Agostinho, o objetivo do curso foi buscar fortalecer a espiritualidade e o encontro com a Palavra de Deus, tendo como base quatro pilares (“relacionamento”, “comunhão”, “missão profética” e “ministério bíblico-pastoral”), além de formar facilitadores do método no bibliodrama. O texto inspirador foi a passagem dos “Discípulos de Emaús” (Lc 24,13-35). Buscando uma nova dinâmica e maneira de experimentar e comunicar a Palavra de Deus, o bibliodrama constitui-se de duas partes que se encontram: a Palavra de Deus e a história pessoal de cada participante. Por esse motivo, no método, cada pessoa é considerada única pelo que é e pelo modo como sente e compartilha sua experiência pessoal com a Palavra. O curso também capacita o participante a tornar presentes personagens e outros objetos do texto sagrado bem como aflorar o melhor e mais verdadeiro de seu mundo interior. Nesse sentido, Agostinho confidencia: “O curso veio para ressignificar minha história onde o Texto Sagrado pode expressar sua força e sabedoria”. Também conta que provocou uma mudança de direção, no sentido de olhar, sentir e tocar a vida de um jeito diferente e mais pleno de significados: “Trouxe para o centro o que deve estar no centro: a Palavra e a vida”, resume. Para Agostinho e demais participantes, Nemi se tornou, por seis semanas, um “laboratório internacional” de vivência e de aprendizado do método, possibilitando diferentes leituras da Bíblia, o que proporcionou uma profunda reflexão dos ensinamentos e dos valores do Evangelho. Agostinho retorna ao Brasil trazendo na bagagem o desejo de partilhar a experiência vivida. Ele quer proporcionar às comunidades educativas dos colégios da Rede de Educação a vivência do método e seus elementos, “para que nossas ações se transformem cada vez mais em expressões criativas e espontâneas”. Com entusiasmo, afirma: “É tempo de partir e de adaptar o método à nossa realidade latino-americana, que clama por dignidade e justiça. Afinal, o Deus de Israel bíblico e de Jesus de Nazaré é o Deus dos excluídos”. Agostinho ressalta ainda o clima intercultural de acolhida. “É o sinal mais claro da Palavra viva nesse encontro, que semeou no coração de cada um, de cada uma, sentimentos de gratidão e o desejo de continuar nessa caminhada”. “Quem ganha é a Dimensão Missionária, por se tornar cada vez mais um espaço de encontro da pessoa com a sua história e com a Palavra que fez morada entre nós”, conclui. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.
Mês do Livro na Rede de Educação

Abril é o mês do livro! Várias datas são dedicadas a ele. Por que um mês reservado para celebrar o principal instrumento de multiplicação do conhecimento? Além de homenagear os escritores e suas obras, todas as datas comemoradas reforçam a conscientização sobre a importância do livro. As celebrações iniciam com o Dia Internacional do Livro Infantil, em 2 de abril. Já 18 de abril foi nomeado o Dia Nacional do Livro Infantil. Existe um motivo especial para isso. Foi nessa data, no ano de 1882, que nasceu Monteiro Lobato, um dos maiores escritores brasileiros, responsável por criar e dar vida a personagens que marcaram a infância de diversas gerações, como a Narizinho, Emília, Visconde de Sabugosa, Tia Anastácia e Dona Benta. O Dia Mundial do Livro é comemorado em 23 de abril. Nessa mesma data, celebramos o Dia de São Jorge, que tem grande relação com os livros. Além disso, foi nesse dia que morreram dois dos maiores escritores da literatura mundial: William Shakespeare e Miguel de Cervantes, que, coincidentemente, faleceram na mesma data, em 1616. Esses são os motivos da escolha do dia 23 de abril para celebrar o livro. Nos quatro colégios e nos três centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, várias atividades, realizadas ao longo do mês, marcam as comemorações. Mostras e semanas literárias, feira de livros, bate-papo com autores, “contação” de histórias são somente algumas das atividades que agitaram todas as escolas da Rede neste mês. O foco de todas elas é mostrar a importância do livro no projeto pedagógico, mas, acima de tudo, reforçar o quanto ele é necessário para trazer novos conhecimentos, inclusive nas horas de lazer. Na agenda escolar de 2019, a cada mês, um vídeo, sempre narrado por alunos, apresenta um tema relacionado àquele período do ano. Para abril, escolhemos contar curiosidades e ressaltar a importância dos livros em nossas vidas. Esse e outros estão disponíveis no canal do Youtube da Rede, que pode ser acessado pelo endereço bit.ly/rededeeducacao Ir. Maria de Fátima Marques, SSpS Diretora-presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo
Páscoa em gestos concretos

Neste ano, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo preparou um jeito diferente de envolver alunos, professores e colaboradores no espírito da Páscoa e de uma #EscolaViva. A Campanha de Páscoa, como ficou chamada, tem como objetivo provocar uma reflexão sobre como vivenciar a Semana Santa como tempo de preparação para a festa da Páscoa. Irmã Maria de Fátima Marques, diretora presidente da Rede de Educação explica: “Nesta Páscoa, queremos celebrar a vida. Jesus ressuscitou. A vida renasceu. Com gestos concretos de solidariedade, amizade e compromisso com a justiça e o direito, queremos transformar nossas atitudes para que gerem vida”. A aceitação da campanha foi tão boa que os quatro colégios e os três centros educacionais da Rede de Educação aderiram. Até o Convento Santíssima Trindade quis participar. Irmã Maria Aparecida Ribeiro, coordenadora do convento, acredita que a campanha “vai ajudar muito os nossos colaboradores a vivenciarem, com gestos concretos, a Semana Santa, seja na doação, no encontro com alguém especial ou num gesto de acolhimento”. Mas em que consiste a campanha? Segundo a gerente administrativa Zilda Sousa, na Rede de Educação, as diretoras educacionais trabalharão com suas equipes, e os professores levarão a reflexão também para a sala de aula. A motivação partirá da entrega de alguns cartões com mensagens incentivadoras. Para a assessora de comunicação, Patrícia Campos, a proposta é, “Assim como Cristo ressuscitou em três dias, teremos ações e atividades diferenciadas nos três dias de aula que antecedem o recesso de Páscoa”, durante a Semana Santa. Por isso, em vez de um cartão de Páscoa, foram produzidos quatro. O primeiro cartão está sendo entregue nesta sexta-feira, 12 de abril, e é o que ilustra esta notícia. Os outros serão entregues um na segunda, outro na terça e o último na quarta-feira. “Cada cartão propõe uma atividade que ajuda a refletir sobre o verdadeiro sentido da Páscoa”, lembra Patrícia. Os cartões, com cores alegres e vivas, trazem propostas de gestos concretos. De acordo com Patrícia, não são como um “dever de casa”, mas “um convite para refletir e analisar como estamos lidando com as diversidades que o mundo atual nos impõe”. Segundo ela, trata-se de uma campanha ampla, direcionada a toda a comunidade escolar: alunos, famílias e educadores. “É uma forma de a Congregação ‘cuidar’ das famílias que acreditam em suas escolas para a formação de seus filhos”, conclui. Acompanhe a campanha em nosso Facebook e no Twitter. Compartilhe com seus amigos, e vamos todos transformar a nossa Páscoa em gestos de acolhida, partilha e solidariedade.
Direitos humanos: uma opção pela justiça e pelo bem comum

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe, anualmente, no tempo quaresmal, a Campanha da Fraternidade. O objetivo é colaborar para que a sociedade reflita acerca das dificuldades enfrentadas pela população e sobre a necessidade de conversão. Com isso, o tema escolhido para este ano é “Fraternidade e Políticas Públicas”, com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”. Segundo o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Júnior, o tema das políticas públicas está sendo refletido nas escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo e na sociedade como um todo. “O desejo da CF é ajudar a população a pensar na importância das políticas de Estado como meio de assegurar condições para que as pessoas possam viver com dignidade”, explica. Mas o que são políticas públicas? Segundo Agostinho, “Educação, saúde, trabalho, lazer, assistência social, meio ambiente, cultura, moradia, transporte, entre outros, são alguns exemplos de direitos que deveriam ser garantidos aos cidadãos”. Para ele, “O principal objetivo da CF é estimular a participação de todos, à luz da Palavra de Deus, na busca do fortalecimento da cidadania e do bem comum, como sinais de fraternidade”. Agostinho conta que a Equipe Missionária da Rede de Educação e os educadores dos colégios Stella, Sagrado Coração de Maria, Sagrado Coração de Jesus e Espírito Santo se inspiraram na CF 2019 ao escolheram o tema transversal “Direitos humanos: uma opção pela justiça e pelo bem comum”, que permeará todo o trabalho pedagógico da Rede de Educação durante este ano. Pensando na pertinência do tema para o contexto social, Agostinho afirma: “Somos chamados a garantir e colocar em prática direitos que ajudem nosso povo a ser mais feliz”. Tema transversal no Sagrado Cada um dos colégios está colocando em prática o tema transversal e busca viver a CF 2019. Para Simone Fortunato Nunes, coordenadora da Pastoral Missionária do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, “A importância de se ter um tema norteador para todas as atividades acadêmicas é a oportunidade de motivar os alunos a perceber que os direitos humanos são o caminho para que a sociedade chegue à justiça e ao bem comum”. “As políticas públicas se tornam necessárias como forma de redistribuição dos bens não ofertados plenamente e suficientemente pelo Estado, principalmente como forma de suprir as demandas existentes, a fim de se evitar que a sociedade corra algum tipo de risco”, explica. Assim, segundo Simone, “O Estado busca garantir a segurança, a ordem e o bem-estar social, almejando, a partir de funções associadas, distributivas e estabilizadoras, as demandas coletivas”. Para a coordenadora, a escola é um desdobramento da garantia de um bem público obrigatoriamente fornecido pelo Estado, que é a educação. E ela define essa área como “um espaço de educação e convívio social, com um papel fundamental na formação de cidadãos críticos, justos e solidários”. Por isso, ela considera imprescindível para as escolas católicas acolher a proposta de reflexão e conversão lançadas pela CNBB. Simone afirma que, “como escola católica, que tem sua filosofia baseada no exemplo do Cristo, torna-se impossível ignorar o desafio social” e explica que “a justiça social é uma das implicações do evangelho”. Por isso, “acreditar, promover e lutar por ela é um testemunho cristão”. “Num mundo afligido por tantas situações que atentam contra a vida, a dignidade e o bem-estar dos seres humanos, é mister que os cristãos reforcem seu compromisso pessoal e social, perguntando-se acerca de sua responsabilidade pelo bem comum, partindo da experiência individual e ampliando para a vivência comunitária, dando vida às palavras do Mestre: ‘Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!’ (Mateus 5,6)”, conclui. Veja as fotos da abertura da CF – 2019 no Colégio Sagrado Coração de Jesus