A vida missionária dos idosos e enfermos

Novena missionária simplificada – Nono dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoNo Brasil, já somos 30 milhões de idosos e um grande número de pessoas portadoras de enfermidades que necessitam de atenções e cuidados diferenciados em todos os aspectos, sobretudo no campo da saúde.Os grupos de Idosos e Enfermos Missionários (IEM) são um serviço missionário que a Igreja oferece, por meio da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, aos anciãos, enfermos e todas as pessoas com limitações físicas, com a finalidade de animá-los, despertá-los e acompanhá-los para que, a partir de sua situação particular, possam viver sua vocação missionária, cooperando efetivamente com toda a Igreja. O serviço nasceu na França, pela iniciativa de uma jovem enferma que, após uma visita a Lourdes, compreendeu que seu sofrimento humano podia dar sentido à sua vida e também ser um efetivo meio para a salvação do mundo. Palavra de Deus: Cl 1,24-29 24 Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo em meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor de seu corpo, que é a Igreja.25 Dela me tornei ministro de acordo com a responsabilidade por Deus a mim atribuída, de apresentar-lhes plenamente a palavra de Deus, 26 o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos.27 A eles quis Deus dar a conhecer, entre os gentios, a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória.28 Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.29 Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim. Para meditar Paulo se alegra em seus sofrimentos como ocasião de participar dos sofrimentos de Jesus, pelo bem da Igreja.Como assumo as dificuldades e os sofrimentos da vida? Sou capaz de oferecê-los a Deus como oferta para o bem dos outros? Sou solidário, solidária com os doentes e enfermos? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo As dificuldades próprias da idade e os sofrimentos causados pelas doenças também são um caminho de amor e oportunidade para o testemunho missionário. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:

Solenidade de todos os Santos

“Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa nos céus”Mt 5,1-12 Esses primeiros versículos de capítulo 5 servem, ao mesmo tempo, como introdução e como resumo do Sermão da Montanha. Apresentam-nos um retrato das qualidades do verdadeiro discípulo, discípula, daquele que, no seguimento de Jesus, procura viver os valores do Reino de Deus. Basta uma leitura superficial para ver que a proposta de Jesus está na contramão da proposta da sociedade vigente, tanto a do tempo de Jesus como de hoje. Embora de uma forma menos contundente do que Lucas (Lc 6,20-26), o texto de Mateus deixa claro que o seguimento de Jesus exige uma mudança radical em nossa maneira de pensar e viver. Um primeiro elemento que chama a atenção é o fato de que a primeira e a última bem-aventurança estão com o verbo no tempo presente (o Reino “já é” dos pobres em espírito e dos perseguidos por causa da justiça), na verdade, as mesmas pessoas, pois os que buscam a justiça verdadeira são “pobres em espírito”. Eles já vivem a dependência total de Deus, pois só com ele esses valores podem vigorar. Mas quem luta pela justiça será perseguido, e quem não se empenha nessa luta jamais poderá ser “pobre em espírito”. As outras bem-aventuranças traçam as características de quem é pobre em espírito. É aflito por causa das injustiças e do sofrimento dos outros, causados por uma sociedade materialista e consumista. Podemos lembrar os sentimentos expressados pelo Papa Francisco na ocasião do naufrágio do barco carregando 500 refugiados da África, perto da Ilha de Lampedusa, na Itália. Em Assis, ele falou que sentiu uma sensação de “vergonha” diante da situação que não era somente daquele grupo, mas de milhões de nossos irmãos e irmãs. É manso, não no sentido de passivo, mas porque não é movido pelo ódio e violência que marcam a ganância e a truculência dos que dominam, “amansando” os pobres e fracos. Tem fome da justiça do Reino, não a dos homens, que tantas vezes não passa de uma legitimação oficial da exploração e privilégio. Tem coração compassivo, como o próprio Pai do Céu, e é “puro de coração”, sem ídolos e falsos valores. Promove a paz, não “a paz que o mundo dá” (Jo 14,27), mas o shalom, a paz que nasce do projeto de Deus, quando existe a justiça do Reino. Mas Jesus deixa clara a consequência de assumir esse projeto de vida: a perseguição. Pois um sistema baseado em valores antievangélicos não pode aguentar quem o contesta e questiona, algo que a história dos mártires de nosso continente testemunha muito bem. Qualquer igreja cristã que é bem-aceita e elogiada pelo sistema hegemônico precisa se questionar sobre a sua fidelidade à vivência das bem-aventuranças do Sermão da Montanha. O martírio (= testemunho, na língua grega) é pedra de toque dessa fidelidade. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD

Mudança de paradigmas

Mudança de paradigma é uma expressão de Thomas Kuhn (1962) para dizer que, quando há mudança em um determinado padrão, é necessário reaprender a lidar com a nova realidade, começando do zero. Isto é, aprender a fazer de um jeito novo. Nós estamos vivendo uma mudança de paradigma que foi ocasionada pela pandemia. Como alguém disse, “agora que eu sabia as respostas, mudaram as perguntas!”. Parece ser isso que está acontecendo nesse tempo em que estamos vivendo uma situação inusitada provocada pelo novo coronavírus. Todos estávamos habituados às lidas de cada dia, numa rotina que nos fazia quase robôs, automáticos. Já acordávamos sabendo o que, como e onde ocupar nosso dia. De repente, veio uma ordem para “ficar em casa”, coisa que poucos estavam acostumados. E esse ficar em casa foi se modificando, com restrições aqui e ali, com a necessidade de se adaptar a novos hábitos, usar máscaras, álcool em gel, ficar longe, entre outras. Ainda estamos nesse compasso, esperando que a situação melhore, que o vírus seja vencido.As esperanças, porém, vêm e vão. Uma hora a vacina resolve, mas vai demorar; logo depois, não resolve, e angústia vai tomando conta. Somos forçados a aprender a lidar com essa nova realidade, de um jeito ou de outro. Todos fomos atingidos na parte emocional, na parte financeira, na parte de planos, na parte de como será depois… Descobrimos meios novos de nos comunicar via internet que resolveram vários problemas, desenredamos as lives que nos entretiveram em muitos momentos. Elas se multiplicaram em enxurradas, que foram sensação no início e agora começam a cansar. Vamos descobrindo que, apesar do benefício que isso trouxe, não pode substituir o contato físico. Não conseguimos amar só virtualmente, porque o coração humano não mudou de paradigma, continua pulsando dentro de cada um, em seu ritmo constante, pedindo espaço para viver humanamente. O que vai resultar dessa experiência de mudança de paradigma ainda não sabemos bem. Temos expectativas ainda não testadas. Todos ainda meio perdidos no meio de tantos desafios. A mudança de paradigma exige aprendizados novos, não podemos fazer as coisas como sempre as fizemos, porque isso não funciona mais. Como não temos ainda um conjunto de experiência feitas que dê segurança na nova forma de viver, ficamos esperando que algum “Aladdin” diga como funciona a “nova lâmpada” que ilumine nossos caminhos. Essa espera angustiante cria ansiedade e até desequilibra muita gente em seu funcionamento psíquico. Cada um de nós está vivendo ou sobrevivendo nessa situação, porque a força da vida é maior que aquilo que a ameaça. Faz-se necessário tomar consciência de que isso um dia vai passar e seremos capazes de trilhar os novos caminhos que irão fazer-se aos poucos; aliás, que já estão em andamento. Como está havendo mudança em nosso padrão antigo, então não adianta ficar lamentando o “como era” que não se consegue mais vivê-lo. A saída é ter paciência e, ao mesmo tempo, coragem e confiança de nos adaptarmos ao novo paradigma e permitir que a vida continue ziguezagueando por caminhos novos até que eles se tornem habituais sem precisar angustiar-se tanto diante deles. Vamos também acreditar em nossa capacidade de resistência e criatividade para sairmos mais fortes, com novos padrões de convivência e solidariedade, tornando-nos mais humanos e menos robôs. As crises, se bem administradas, são sempre oportunidades de crescimento. Elas podem também trazer a bancarrota para muita gente que desanima e se submete, sem reação, ao fracasso. Novos paradigmas propiciam rumos novos para se trilharem, andando por estradas antes não percorridas, mas que podem levar para mais longe, porque agregam experiências novas. Abracemos as novas oportunidades, mesmo que custem um pouco de ansiedade e exijam um esforço. É o preço que precisamos pagar por novas conquistas. Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.

A vida missionária na Amazônia

Novena missionária simplificada – Oitavo dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoO Sínodo da Amazônia, que se realizou em outubro do ano passado, após dois anos de intensa preparação, foi um verdadeiro kairós que, pela ação do Espírito Santo, marcou a história da Igreja, não somente da Pan-Amazônia, mas de todo o mundo. O objetivo principal do Sínodo foi “Identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, e também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”. Em fevereiro deste ano, o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Querida Amazônia”, apresentando seus sonhos para a Amazônia e convidando todos para retomarem o Documento Final do Sínodo, com suas reflexões, indicativos de novos caminhos para a Evangelização e para a ecologia integral. Palavra de Deus: Lc 4,16-21 16 Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e, no dia de sábado, entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos19 e proclamar o ano da graça do Senhor”.20 Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se. Na sinagoga, todos tinham os olhos fitos nele;21 e ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”. Para meditar Nesse texto, Jesus apresenta sua missão como compromisso com os mais vulneráveis e sofredores, e anuncia um ano da graça do Senhor.Como estou vivendo a missão? Como esse Evangelho ilumina a minha prática de vida? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Veja as iniciativas missionárias que estão surgindo após o Sínodo da Amazônia. Há muito a fazer, mas vale a pena comprometer-se com a ecologia integral e cuidar de nossa Casa Comum. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:

Idosos: compromisso missionário

No dia 1º de outubro, recordamos temas importantes. Esse foi o Dia do Idoso, marcando a data em que, em 2003, passou a vigorar o Estatuto do Idoso no Brasil e, na liturgia, a memória da Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus. Por estarmos ainda nos dias em que se destacam as missões, devemos lembrar que esta não se restringe somente ao décimo mês do ano. Por isso, pensar em missões ad gentes é importante, mas temos de nos preocupar também com uma camada da sociedade que tem enfrentado uma situação muito constrangedora de humilhação social e de “etarismo”: a da pessoa idosa. O que é “etarismo”? Segundo a Sociedade de Geriatria e Gerontologia, “É o preconceito contra os idosos, referente à saúde, à capacidade e empenho, idade, fragilidade”. Principalmente neste tempo de pandemia, temos ouvido, muitas vezes, estereótipos como “não conseguem fazer nada”, “não contribuem com a sociedade”, “são o ônus para a economia”. Chegou-se mesmo a dizer na mídia que, se necessitasse optar por salvar a vida de alguém que estivesse no hospital com covid-19, que fosse privilegiado o mais novo. Além disso, os planos de saúde cobram mensalidades altíssimas quanto mais avançada a idade da pessoa. Outro dia, uma senhora de 92 anos, queixando-se para um funcionário de determinado banco, disse que morriam mais jovens do que idosos. Ela questionou, então, o porquê de os mais velhos não poderem financiar um apartamento (no caso, quando ela tinha 80 anos). Esse preconceito deixa indignadas e constrangidas muitas pessoas idosas, ainda lúcidas de suas faculdades mentais. Logo, para combater o etarismo, precisamos informar às famílias e aos próprios idosos sobre seus direitos, erradicando, assim, a humilhação social que muitos têm passado. E o que é humilhação social? De acordo com o psicólogo José Moura Gonçalves Filho, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, humilhação social “é um sentimento de desigualdade; consiste numa angústia causada por um impacto traumático que se sofre quando alguém o despreza”. Podemos, portanto, considerar uma tortura invisível, quando é psicológica, pela maneira de se falar com a pessoa idosa. A situação da pessoa idosa no Brasil Somos 211 milhões de habitantes no País. Destes, temos 28 milhões de pessoas idosas, o que representa 13% da população, conforme dados de 2020 publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2031, há uma previsão de 43 milhões. A maioria é de baixa renda e tem baixa escolaridade. Os tipos de idosos são variados: urbanos, rurais, aposentados, profissionais, desempregados, os que estão em situação de rua. De acordo com a antropóloga Guita G. Debert (Unicamp), a categoria idoso é uma “construção social”. Discutida por diversos autores, essa construção retrata o papel do idoso na sociedade antes e depois da Revolução Industrial, na cultura ocidental e nas sociedades milenares, o que varia de um contexto para outro. Alguns filósofos, no entanto, podem auxiliar com suas reflexões. Por exemplo, Cícero (século I a.C.), filósofo romano, escreve sobre a velhice com otimismo e coragem, aconselhando a refutar quatro aspectos indesejados que costumam rondar o imaginário dos anciãos: 1) o impedimento das atividades; 2) debilitação do corpo; 3) afastamento dos prazeres; e 4) que está à beira da morte. Outro filósofo, Sêneca (65 d. C.), chama a atenção para a brevidade da vida. Ele recomenda empregar o tempo da melhor maneira, na prática do bem e das virtudes, pois é a única coisa que levamos desta vida. Com as mudanças culturais no século XX, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, ao dedicar-se sobre o assunto, divide em dois momentos a questão: a visão de fora, da sociedade; e a visão de dentro, do próprio idoso. A vida através dos olhos dos idosos, seja pobre ou rico, apresenta seus sentimentos como jovens. Por isso, valorizar os sonhos de bisavós, avós, tias, tios e demais pessoas de idade avançada é uma forma de ter respeito. O fato de uma pessoa idosa morar ou querer viver sozinha em sua casa ou apartamento não quer dizer que ela é abandonada. Devemos diferenciar o idoso abandonado do idoso independente e daquele que é solitário. Para isso, é importante a presença da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), que tem como objetivo ouvir e levar a Palavra de Deus ao outro por meio de uma visita a esses nossos irmãos e irmãs que nem sempre têm os seus para conversar ou ligar um pouco. Seja voluntário na Pastoral da Pessoa Idosa. Em sua paróquia ou diocese, procure saber como se inscrever. Esse compromisso missionário deixará felizes muitas pessoas idosas. É mais um serviço da Igreja às famílias que carecem da presença do Estado para orientá-las em suas necessidades. Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia (USP), especialista em Ensino de Filosofia (UFSCar), graduada em Filosofia (UFJF) e Pedagogia (Unitins), Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC, atualmente professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa pertencente à Arquidiocese de Florianópolis.

A vida missionária da juventude

Novena Missionária simplificada – Sétimo dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoA vida dos jovens é repleta de descobertas, experimentos e sonhos, mas também cheia de desafios. No Brasil, cerca de um quarto da população é jovem, mas muitos não têm acesso à educação e ao trabalho, são vítimas da violência e da marginalização. A Juventude Missionária (JM) é um serviço de animação e formação missionária ligada à Pontifícia Obra da Propagação da Fé. Busca animar o espírito missionário e profético nas juventudes, testemunhar a misericórdia de Jesus Cristo e se deixar guiar pelo Mestre de Nazaré. Há 15 anos, a JM cria pequenos grupos de jovens que aprofundam a leitura orante da Bíblia, buscam despertar o espírito missionário em suas paróquias, dioceses e demais espaços da juventude, e tem como ponto culminante a Experiência de Missão Sem Fronteiras com jovens do Brasil inteiro. Neste ano, foi em Planaltina-DF, junto com o 1º Congresso Missionário Nacional. Palavra de Deus: Lc 10,25-37 25 Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”.26 “O que está escrito na Lei?”, respondeu Jesus. “Como você a lê?”27 Ele respondeu: “‘Ame o Senhor o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”.28 Disse Jesus: “Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá”.29 Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?”.30 Em resposta, disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.31 Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado.32 E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado.33 Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele.34 Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele.35 No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e disse-lhe: ‘Cuide dele. Quando voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’.36 “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”37 “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: “Vá e faça o mesmo”. Para meditar No tempo de Jesus, os samaritanos eram malvistos e considerados infiéis, mas, nesta parábola, foi o único que sentiu compaixão e cuidou do homem ferido e abandonado à beira da estrada, enquanto os especialistas da religião e da lei não fizeram nada.Sou capaz de agir como o samaritano diante do meu próximo que enfrenta dificuldades? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo O testemunho missionário de inúmeros jovens espalhados pelo Brasil nos anima com sua alegria, saída corajosa e esperança. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:

Psicólogo propõe métodos para vencer a ansiedade

Nos últimos anos, mais e mais pessoas revelam sua luta contra a ansiedade, uma companhia constante e indesejada. Esse é um dos problemas de saúde mental mais comuns atualmente. “Em nossos dias, com tantas coisas para fazer, parece que a pessoa anda correndo demais, sempre fazendo as coisas às pressas! E a ansiedade em alta”, constata o psicólogo Edson Castro. “Por que tem de ser assim?”, ele questiona. Os pensamentos tortuosos e negativos empurram a pessoa para um estado cada vez mais ansioso. A ansiedade não apenas gera mais ansiedade e medo, mas também causa reações físicas. O corpo responde, liberando cortisol e outros hormônios do estresse que podem levar a um conjunto de sintomas que vão desde palpitações cardíacas, sudorese e tontura a nervosismo, rubor, dificuldade de concentração, erupções cutâneas, e muito mais. Além disso, viver com ansiedade pode ser uma experiência que leva ao isolamento. “Não nascemos sabendo como lidar com nossas emoções, sobretudo a ansiedade. Ao longo do tempo, aprendemos, por erros e acertos, como administrá-la”, afirma Castro. A ansiedade leve pode ser vaga e perturbadora, enquanto a severa pode afetar seriamente a vida cotidiana. O psicólogo defende que a ansiedade precisa ser controlada, para que possamos viver bem. Para superar a ansiedade, ele propõe três métodos: 1 – observar como determinado pensamento surgiu;2 – deixá-lo ir embora, não lutar contra ele, mas pensar em algo positivo;3 – dizer para si mesmo: “Está tudo bem”. Quando se está com raiva, tenso ou com medo, os músculos ficam tensos, e a respiração fica superficial, constrita. Nesse momento, o corpo de uma pessoa não está recebendo a quantidade necessária de oxigênio. A respiração longa e profunda reverte esse processo, permitindo que o corpo e a mente fiquem mais calmos. Inspirar, expirar, proceder a algumas respirações profundas todos os dias pode trazer uma melhoria intensa no estilo de vida das pessoas, sugere Castro. Ele prossegue dizendo que quem está ansioso se preocupa em demasia com o futuro. É o conflito entre o presente e o futuro. Na verdade, o futuro não existe, ainda não chegou. O passado já se foi, e o que temos é o momento presente, o “aqui e agora”. Autoconhecimento é a atitude de buscar saber sobre os próprios pensamentos e emoções. “Tem a ver com quando uma pessoa para de buscar respostas fora e começa a buscar dentro si mesma. Quando ela para, silencia-se, todas as coisas da vida ganham um novo sentido e fazem uma nova história de sua vida”, explica. Castro propõe observar os pensamentos, a respiração e também a forma de fazer as coisas. Ele recomenda que a pessoa reserve um momento para se centrar e trazer-se de volta ao momento presente. “Quando você estiver tomando uma refeição, procure se conectar naquele momento, sinta o sabor dos alimentos, mastigue devagar, aproveitando e agradecendo por aquele momento. O sentimento de gratidão ajuda a ter pensamentos positivos.” Para o psicólogo, quando um indivíduo diz “está tudo bem”, é como que se abraçasse. “Isso é cuidar de mim. Consequentemente, eu cuido daqueles que estão a meu redor, porque, se eu estiver bem comigo mesmo, estarei bem para o outro. O resultado é imensa paz e alegria. Com o tempo, eu me torno mestre de mim mesmo! Aprenda a administrar sua ansiedade e aprenda mais sobre você. Invista mais no seu autodesenvolvimento”, aconselha. Assista ao vídeo: Como administrar minha ansiedade? Neste vídeo, eu faço uma reflexão sobre a administração da ansiedade. E como funcionam os nossos pensamentos, e a forma como lidamos com as nossas emoções. Publicado por Edson Castro Psicólogo em Segunda-feira, 6 de julho de 2020

30º Domingo do Tempo Comum

“Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”Mt 22,34-40 No Evangelho deste domingo, temos mais uma das controvérsias do capítulo 22; desta vez, com os fariseus. De novo, a pergunta feita por um legista não é para descobrir a verdade, mas para armar uma cilada para Jesus. O verbo traduzido aqui como “para pô-lo à prova” é o mesmo usado no versículo 8 (“armar cilada”). O que seria o maior mandamento era discutido entre as diversas escolas rabínicas da época. Para alguns, o maior era o amor a Deus; para a maioria, era a observância do sábado. O Antigo Testamento enfatiza a importância de amar a Deus e de amar o próximo (Lv 19,18 e Dt 6,5). A originalidade de Jesus está no fato de Ele assemelhar um ao outro, dando-lhes igual importância e, sobretudo, na simplificação e concentração da Lei (que tinha 613 mandamentos) nesses dois elementos. A colocação de Jesus exige uma forma correta de amor próprio: não de egoísmo, mas de autorrespeito. A ligação íntima dos dois mandamentos não é atestada antes de Jesus e marca um avanço moral importante. Mais uma vez, Jesus desloca o eixo da questão, como fez no Evangelho do último domingo, na passagem sobre o imposto a César. Desta vez, Ele se recusa a entrar em discussões fúteis sobre leis, para enfatizar o papel central do amor, tanto a Deus como ao próximo. É importante frisar que o “amor” de que Jesus fala não é um mero sentimento ou emoção, como muitas vezes é na linguagem de hoje. O amor é uma atitude de vida, uma fidelidade à Aliança com Deus, uma vivência solidária com os irmãos e irmãs. Obviamente, não é possível simpatizar-nos com cada pessoa nem gostar de cada pessoa. Mas é possível superar antipatias e aversões na caminhada da construção do projeto de Deus para nosso mundo. A ligação essencial entre o amor a Deus e ao próximo se torna urgente hoje em dia, quando se dá tanto espaço a pregações intimistas e formas alienantes de “espiritualidade”, que muitas vezes não passam de uma busca disfarçada de autorrealização, mas que jamais levam a um compromisso com a transformação de nossa realidade. A frase de Jesus desautoriza qualquer pregação religiosa que separa o amor a Deus do amor ao próximo – um amor não somente afetivo (que talvez, muitas vezes, nem possa ser), mas efetivo, concretizando de maneira prática a solidariedade e a justiça. O nosso texto nos adverte contra qualquer tendência alienante ou legalista. Os mandamentos não são para serem discutidos, mas vividos, no amor e compromisso. Para os rabinos do tempo de Jesus, o mundo todo dependia da Lei, do serviço no Templo e dos atos de bondade. Mateus faz com que a própria Lei dependa dos atos de amor solidário. Esse avanço feito por Jesus desafia a todos nós para que não caiamos na tentação perene de separar os dois aspectos do amor: não é possível amar a Deus sem que amemos o irmão, e o verdadeiro amor ao próximo brota de nosso amor a Deus. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.

ONU, Vivat Internacional e Vivat Brasil: em defesa dos direitos humanos

O Dia das Nações Unidas, ou Dia da ONU, é comemorado em 24 de outubro, desde 1948. A data celebra o aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas, em 1945. Segundo o documento, os objetivos da ONU são: manter a paz e a segurança em todo o mundo; mediar e promover relações amistosas entre as nações; promover cooperações na resolução de problemas internacionais; ser o centro responsável por reunir as nações em prol desses objetivos. Esses propósitos foram se ampliando e, desde 2015, a ONU promove os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Como congregação missionária, esses intuitos também orientam nossa missão. No ano de 2000, para articular melhor essas frentes, a organização Vivat foi criada como ação conjunta entre as missionárias servas do Espírito Santo e os missionários do Verbo Divino. A Vivat International tem sede em Nova Iorque, conta com 12 congregações religiosas e é reconhecida pelo Conselho Econômico e Social da ONU. A Vivat reconhece que as Nações Unidas são um foro importante para a colaboração e o trabalho em rede com outras organizações no mundo que partilham os mesmos objetivos. Além da sede em Nova Iorque, a Vivat mantém um escritório em Genebra, Suíça, pois é nessa cidade onde a ONU abriga o escritório da Coordenação de Assuntos Humanitários. Neste ano, o posto de Secretaria Executiva da Vivat foi ocupado por nossa irmã Gretta Fernandes, SSpS, que vive em Roma. Assim, a coordenação da Vivat Internacional se dá no triângulo entre Nova Iorque, Genebra e Roma. Vivat Brasil Alguns países, como Argentina, Espanha, Quênia, Indonésia e Irlanda criaram uma Vivat local. No Brasil, após muitas reflexões, optou-se por ser um movimento, um coletivo de membros de congregações, sem instituir uma entidade. Desde o início do ano de 2020, o verbita Pe. José Boeing, com quase 30 anos de missão na Região Amazônica, foi liberado para articular a Vivat Internacional no Brasil. A equipe de coordenação é composta ainda pela Ir. Michael Nolen, da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, que, entre muitas outras atribuições, é advogada do Cimi (Conselho Indigenista Missionário); Pe. Dario Bosi, assessor da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica) e do movimento Igreja e Mineração; e nossa irmã Petronella (Nelly) Boonen, que trabalha pelo Centro de Direitos Humanos e Educação Popular, com uma frente de cultura de paz, perdão e justiça restaurativa. Essa composição da equipe de coordenação no Brasil dá uma ideia dos diversos campos de missão que levaram à escolha das seguintes prioridades: erradicação da pobreza, mulher e questão de gênero; desenvolvimento sustentável e cultura de paz. Mas também são desenvolvidas ações com as temáticas boa saúde e bem-estar; educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Em diálogo com a sociedade No Brasil, cerca de 1200 religiosas e religiosos, membros da Vivat Brasil, assumem a urgência da missão de efetivar a presença do Reino de Deus nas diversas realidades do mundo. Portanto, a Vivat atende ao chamado para a vida religiosa se deixar tocar pelas necessidades do povo brasileiro e intervir de forma articulada, para além dos espaços religiosos, com outras esferas privadas e públicas. Existem muitos desafios quando se olha para os objetivos. Cada membro das congregações que compõe essa rede está sendo convidado a escolher como colaborar com a missão Vivat, para que todos e todas tenham vida. Que a celebração do Dia das Nações Unidas possa nos lembrar essa convocação. Ir. Petronella Maria Boonen (Nelly) é co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP e doutora e mestra em Sociologia da Educação pela USP.)

A vida missionária dos ministros ordenados

Novena Missionária simplificada – Sexto dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumente em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. Reflexão“A Igreja é, na sua totalidade, um povo sacerdotal. Graças ao batismo, todos os fiéis participam no sacerdócio de Cristo.” Mas, na base desse sacerdócio e a seu serviço, estão os ministros ordenados pelo sacramento da ordem, cuja missão é servir em nome e na pessoa de Cristo-Cabeça no meio da comunidade. Em nosso país, existem mais de 25 mil ministros ordenados (bispos, padres e diáconos). E qual a missão dos bispos e padres? O Papa Francisco explica que existe algo que configura profundamente o sacerdote ao Cristo: “Só ele está habilitado para presidir a Eucaristia”. Assim como o Senhor ia ao encontro das pessoas, como Bom Pastor, o bispo, o padre e o diácono são inspirados a agir da mesma forma. Eles são convidados a ir, a se encontrar e ficar com os seus, a agir por Jesus. Muitos desses ministros entendem que esse “estar com os seus” é ir além das fronteiras de sua própria nação e servir ao povo de Deus em países e culturas diferentes: essa é a vocação missionária de tantos ministros ordenados. Palavra de Deus: 1Pd 5,1-4 1 Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada: 2 pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.3 Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.4 Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória. Para meditar Nesse texto, Pedro fala das atitudes dos presbíteros em relação ao povo de Deus. É uma missão exigente e que necessita de muito amor e desprendimento. Como podemos apoiar nossos pastores para que realizem bem sua missão?Em que essa Palavra me inspira para realizar bem minha missão? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Neste vídeo, vamos conhecer o testemunho do padre Lúcio Espíndola, da Arquidiocese de Florianópolis, que viveu a missão em Guiné-Bissau durante treze anos. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:

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