33º Domingo do Tempo Comum

“Muito bem, empregado bom e fiel”Mt 25,14-30 O Evangelho de hoje situa-se no quinto e último grande discurso do Evangelho de Mateus, o “discurso escatológico”, ou aquele que trata do fim último das coisas. O tema básico do discurso é a vigilância, ilustrada pela leitura dos sinais dos tempos (24,1-44), a parábola do empregado responsável (24,45-51), a das virgens prudentes e imprudentes (25,1-13), e que vai terminar no próximo domingo, Festa de Cristo Rei, com o texto sobre o Juízo Final (25,31-46). O texto de hoje versa sobre os empregados e os talentos. No tempo de Jesus, um talento era uma soma considerável de dinheiro. Hoje, no contexto da parábola, pode ser interpretado em termos de dons recebidos de Deus. O trecho demonstra que o importante é arriscar-se e lançar-se à ação em prol do crescimento do Reino de Deus, para que os dons que recebemos de Deus possam crescer e frutificar (de forma alguma, deve-se interpretar o texto ao pé da letra, como se ela tratasse de investimentos e lucros financeiros, pois ele é uma parábola, que é uma comparação que usa imagens e símbolos conhecidos). Jesus confiou à comunidade cristã a revelação dos segredos do Reino e a revelação de Deus como o “Abbá”, ou querido Pai. Esse dom é um privilégio, mas também um desafio e uma responsabilidade. Nem a comunidade cristã nem o cristão individual podem guardar para si essa riqueza. Embora carreguemos “esse tesouro em vasos de barro” (2Cor 4,7), como diz São Paulo, temos de partir para a missão, para que o maior número possível chegue a essa experiência de Deus e do Reino. Não é suficiente que estejamos preparados para o encontro com o Senhor (mensagem do domingo passado), o outro lado da medalha é a atividade missionária, que faz com que o Reino de Deus cresça, mediante o testemunho da nossa prática da justiça. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.

Alfabetizar letrando

Ler, escrever, aprender, encantar-se… A alfabetização é um pilar do desenvolvimento de todo cidadão. É por meio da leitura e da escrita que conhecemos o mundo em que vivemos e podemos atuar em sociedade. Um indivíduo alfabetizado está habilitado a expressar uma opinião individual ou coletiva, o que embasa uma prática inclusiva. A ideia de alfabetização, contudo, não pode estar vinculada apenas à aquisição do sistema da língua escrita, desvinculada da ideia de letramento. Este é um processo mais amplo que permite o desenvolvimento da capacidade crítica e autônoma, o que colabora para uma maior compreensão do mundo e posicionamento perante os outros. Na sociedade midiática na qual vivemos, esses processos se ampliam e, em um cenário de altos índices de analfabetismo e baixo letramento, como é o caso do Brasil, destacar a importância de alfabetizar e letrar é mais do que oportuno. A alfabetização e o letramento devem ser metas educativas que extrapolam a esfera da língua propriamente dita e se ampliam, designando aprendizagens básicas em todas as áreas do conhecimento. Só assim estaremos, realmente, transformando nossa sociedade. Assista ao bate-papo das professoras Cristiane Imperador, do Colégio Espírito Santo, de São Paulo-SP, e Rosângela Noronha, do Colégio Stella Matutina, de Juiz de Fora-MG. Elas falam mais sobre o assunto e explicam a diferença entre letramento e alfabetização.

Sou devoto… Sou de voto

Dia 15 de novembro, serão realizadas as eleições municipais em todo o Brasil. Hora de nossa devoção virar voto. Momento de elevar nossas preces para que sejam ouvidas nas urnas. Sou devoto, acredito que podemos melhorar. Sou de voto, penso que, para melhorar, tem-se de escolher, com muito zelo, a candidatura. Sou devoto, acredito na vida em missão. Sou de voto, creio que não pode haver omissão. Sou devoto, acredito que há gente comprometida com o bem comum atuando na política. Sou de voto, consigo enxergar esperança em algumas candidaturas. Sou devoto, acredito na força do coletivo. Sou de voto, desejo uma vida comunitária digna, com garantia de políticas públicas. Sou devoto, acredito no Executivo e no Legislativo. Sou de voto, almejo candidaturas às prefeituras e câmaras municipais que pensem uma cidade inclusiva e de oportunidades. Sou devoto, acredito que religião e política não se misturam. Sou de voto, penso que ser religioso é um atributo que não basta para merecer um mandato. Sou devoto, acredito que uma cidade, para ser boa de se viver, tem de ser boa para todos. Sou de voto, vislumbro parques, escolas, postos de saúde, espetáculos de rua, mobilidade urbana e zelo. Sou devoto, acredito nas coisas miúdas feitas para alcançar o infinito. Sou de voto, porque o infinito, no dia das eleições, vai estar habitando a ponta dos nossos dedos! Seja de voto… Seja devoto! Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

Entenda a relevância da gentileza para uma sociedade harmoniosa

Propagar ações mais humanas, divulgar boas práticas e transmitir amor são pilares que norteiam as bases do conceito de gentileza. Praticar a gentileza é ser mais humano, colocar-se no lugar dos outros, dispor-se a fazer o bem sem olhar a quem e, como o próprio nome já diz, ser gentil. Viver em sociedade nos imprime conceitos e obrigações que devemos cumprir, e uma dessas tarefas é a gentileza. A partir do momento em que não se praticam bons atos para com os outros, torna-se comum o aparecimento de problemas sociais, como violência, pobreza e disseminação de discursos de ódio.Por isso, é fundamental destacar o papel da gentileza para uma sociedade mais harmoniosa, a fim de manter relações sociais mais fluidas e diminuir o índice de violência (física ou não). É como diz a citação de Jean de La Bruyère: “A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente como deveria ser interiormente”. No ambiente escolar, a gentileza é trabalhada por meio dos mediadores dos alunos, que são os próprios professores. É claro que educação vem de casa, mas prezar que as crianças tenham atitudes gentis é algo que norteia o papel pedagógico dos professores e da equipe pedagógica, principalmente os profissionais ligados aos primeiros anos do colégio. Gestos de gentileza também fazem com que as pessoas que os praticam se destaquem na própria sociedade, uma vez que atitudes do bem são cada vez menos comuns em uma população que olha mais para si do que para o próximo. Pessoas empáticas são vistas como diferenciadas e, por muitas, acabam sendo ridicularizadas. Ainda é importante ressaltar que gestos gentis também devem ser devolvidos com agradecimento, essa é uma forma de devolver simbolicamente a gentileza feita a você. Afinal, gentileza gera gentileza, é uma relação mútua de trocas, como diria o grande Profeta Gentileza. Trabalhar a concepção de gentileza e afabilidade em um ambiente escolar é fundamental em uma sociedade que preza por uma geração que, além de dar valor a boas atitudes, também busca humanizar o conceito de educação. No dia 29 de outubro, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo promoveu a Webinar Tecendo Relações com a premiada atriz Denise Fraga. O tema foi “O poder da gentileza: como levar uma vida mais leve”. Confira, na íntegra, o bate-papo com a atriz que marcou sua carreira nas telas do cinema e da televisão, no teatro e como autora de livros. Assista! Professora Andréa Diegues Gomes de Souza, Colégio Imaculado Coração de Maria, Belo Horizonte-MG, formada em Letras/Literatura.

Eleições 2020: o voto como instrumento de transformação

Estamos muito próximos das eleições municipais no Brasil. No dia 15 de novembro, 147,9 milhões de eleitores estão aptos a ir às urnas e tomar parte na importante decisão de escolher os representantes do executivo e do legislativo dos 5.569 municípios do País. O voto é obrigatório para as pessoas entre 18 e 70 anos; opcional para jovens entre 16 e 18 anos, idosos com mais de 70 anos e analfabetos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, neste ano, houve um aumento tanto no número de eleitores quanto de candidatos a prefeito e vereador. Em tempos em que a democracia vem sofrendo ameaças, esses dados são vistos com bons olhos. No entanto, ter um título de eleitor e estar apto ao voto não é suficiente para a vitalidade democrática. De acordo com os dados das últimas eleições municipais, no primeiro turno, 17,8% dos brasileiros não compareceram às urnas. No Município de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, a soma dos votos brancos, nulos e das abstenções foi maior que o número de votos que o candidato a prefeito vencedor conquistou. Uma pesquisa do cientista político José Álvares Moisés aponta que, embora a maioria dos brasileiros demonstre satisfação com o sistema de governo democrático, há um estranhamento entre eleitores e políticos, e uma grande desconfiança em relação às instituições políticas. Nesse sentido, é comum ouvirmos expressões do tipo “eu não gosto de política” ou “esses políticos são todos ladrões”, entre outras afirmações que revelam desprezo pela política. Precisamos, contudo, tomar consciência de que, quanto mais nos afastamos, agimos com indiferença ou imaturidade em relação à política, mais a crise se aprofunda. Honestamente, é necessário avaliar nossas próprias atitudes em relação ao que é público. Não é raro ouvirmos críticas afiadas das pessoas sobre a corrupção das elites governamentais, porém, no período eleitoral, muitos põem seu voto à venda ou fazem de moeda de troca, reforçando a corrupção. Desde sua origem, a política supõe participação ativa na busca do bem comum. Sem dúvida, o voto é um dos principais instrumentos da vontade popular capaz de influenciar na vida e no destino das cidades. Ao abster-se ou anular o voto, a pessoa abre mão desse direito e corre o perigo de ser governada por aqueles que participaram do processo eleitoral. Assim, mais do que votar, é necessário “votar conscientemente”, ou seja, é fundamental que o eleitor conheça os partidos políticos, com seus conteúdos programáticos, os candidatos e suas propostas de governo, bem como sua realidade local, com os problemas de política pública que afetam sua vida e da comunidade. Vale a pena ressaltar que a ação política do cidadão e o sucesso democrático não se encerram com o voto confirmado nas urnas eletrônicas. A eleição dos representantes do povo não significa um “lavar as mãos” do que é público. A democracia depende da participação constante das pessoas na vida republicana, por meio de suas ações e palavras na busca do bem comum. Que o 15 de novembro de 2020 seja, portanto, o primeiro compromisso assumido com o governo de nossas cidades e que, ao longo dos próximos quatro anos, sejamos corresponsáveis no exercício da política em nossas cidades. Ir. Stela Martins, SSpSCoordenadora da RedesRede de Solidariedade

32º Domingo do Tempo Comum

“Vigiai e estai preparados, porque, na hora em que não pensais, virá o Filho do homem”Mt 25,1-13 Nos capítulos 24 e 25 de seu Evangelho, Mateus apresenta o quinto e último discurso de Jesus. Para compô-lo, o evangelista reelaborou o chamado “discurso escatológico” de Marcos (cf. Mc 13) e ampliou-o com três parábolas e uma impressionante descrição do Juízo Final. Enquanto em Marcos, o “discurso escatológico” se refere especialmente aos sinais que precederão a destruição do Templo de Jerusalém, em Mateus, o mesmo discurso aborda sobretudo o tema da segunda vinda de Jesus e a atitude com que os discípulos devem preparar essa vinda. Essa mudança de perspectiva tem a ver com as necessidades da comunidade de Mateus… Estamos nos fins do século I (década de 80). Já tinha passado a “febre escatológica”, e os cristãos já não esperavam a vinda iminente de Jesus. Passado o entusiasmo inicial, a vida de fé dos crentes tinha arrefecido, e a comunidade tinha-se instalado na rotina, no comodismo, na facilidade… Era preciso algo que abanasse os discípulos e os despertasse de novo para o compromisso com o Evangelho. Nesse contexto, Mateus descobre que as palavras do “discurso escatológico” de Jesus encerram uma poderosa interpelação. Então compõe, com elas, uma exortação dirigida aos cristãos. Fundamentalmente, lembra-lhes de que a segunda vinda do Senhor está no horizonte final da história humana, mas, enquanto esse acontecimento não se realiza, os crentes são chamados a viver com coerência e entusiasmo sua fé, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com a construção do Reino. A isso a catequese primitiva chama “estar vigilantes, à espera do Senhor que vem”. A parábola que hoje nos é proposta alude aos rituais típicos dos casamentos judaicos. De acordo com os costumes, a cerimônia do casamento começava com a ida do noivo à casa da noiva, para levá-la para sua nova casa. Normalmente, o noivo chegava atrasado, pois antes devia discutir com os familiares da noiva os presentes que ofereceria à família de sua amada. As negociações entre as duas partes eram demoradas e tinham uma importante função social… Os parentes da noiva deviam mostrar-se exigentes, sugerindo, dessa forma, que a família perdia algo de muito precioso ao entregar a menina a outra família. Por outro lado, o noivo e seus familiares ficavam contentes com as exigências, pois, dessa forma, mostravam aos vizinhos e conhecidos o valor e a importância daquela mulher que entrava na sua família. Os que testemunhavam o acordo estavam prontos para ir avisar a noiva de que as negociações estavam encerradas, e o noivo iria chegar… Enquanto isso, a noiva, vestida a preceito, esperava na casa de seu pai que o noivo viesse a seu encontro. As amigas da noiva esperavam também, com as lâmpadas acesas, para acompanhar a noiva, entre danças e cânticos, até sua nova casa. Era aí que tinha lugar a festa do casamento. É esse pano de fundo que a nossa parábola supõe. O alegre encontro com o “Noivo” A “Parábola das dez jovens”, tal como saiu da boca de Jesus, era uma “parábola do Reino” (v. 1: “O Reino dos Céus pode comparar-se…”). O Reino de Deus é, aqui, comparado a uma das celebrações mais alegres e mais festivas que os israelitas conheciam: o banquete de casamento. As dez jovens representam a totalidade do povo de Deus, que espera ansiosamente a chegada do Messias (o noivo)… Uma parte desse povo (as jovens previdentes) está preparada e, quando o Messias finalmente aparece, pode entrar a fazer parte da comunidade do Reino; outra parte (as jovens descuidadas) não está preparada e não pode entrar na comunidade do Reino. A parábola original constituía, pois, um apelo aos israelitas, no sentido de não perderem a oportunidade de participarem na grande festa do Reino. Algumas dezenas de anos depois, Mateus retomou a mesma parábola, adaptando-a às necessidades da comunidade. A parábola foi, então, convertida numa exortação a estar preparado para a vinda do Senhor, a qual pode acontecer no momento menos esperado. A festa é, nesse novo contexto, a segunda vinda de Jesus. O noivo que está para chegar é Jesus. As dez jovens representam a Igreja que, experimentando na história as dificuldades e as perseguições, anseia pela chegada da libertação definitiva. Uma parte da Igreja (as jovens previdentes) está preparada, vigilante, atenta e, quando o “noivo” chega, pode entrar no banquete da vida eterna; a outra parte (as jovens descuidadas) não está preparada, porque apostou nos valores do mundo, guiou sua vida por eles e esqueceu os valores do Reino. O que quer dizer, na perspectiva de Mateus, “estar preparado para acolher a vinda do Senhor”? Significa, escutar as palavras de Jesus, acolhê-las no coração e viver de forma coerente com os valores do Evangelho… “Estar preparado” refere-se a, fundamentalmente, viver na fidelidade aos projetos do Pai e amar os irmãos até ao dom da vida, em todos os instantes de nossa existência. Com essa parábola, a mensagem que Mateus pretende transmitir aos cristãos de sua comunidade (e, no fundo, aos membros de todas as comunidades cristãs de todos os tempos e lugares) é esta: nós, os crentes, não podemos afrouxar a vigilância e enfraquecer nosso compromisso com os valores do Reino.Com o passar do tempo, nossas comunidades têm tendência a instalar-se no comodismo, no adormecimento, no descuido, numa vida de fé que não compromete, numa religião de “meias tintas” e de facilidade, num testemunho pouco empenhado e pouco coerente… É preciso, no entanto, que nosso compromisso com Jesus se renove a cada dia. A certeza de que Ele vem outra vez deve impulsionar-nos a um compromisso ativo com os valores do Evangelho, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e ao compromisso com o Reino. Adaptado de Dehonianos Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.

Carlo Acutis: a surpresa de Deus para nosso tempo

Deus é especialista em surpreender e desatar as “certezas” de nossa lógica humana. Um adolescente cristão tornou-se mais um farol a iluminar este difícil início de milênio. No dia 10 de outubro, foi beatificado, na emblemática Basílica de São Francisco, em Assis, Itália, Carlo Acutis. Ao ouvir falar do “descolado” jovem, figura cada vez mais celebrada nas redes sociais, logo pensei que ele seria mais um desses personagens “fofinhos”, muitas vezes instrumentalizados por grupos demasiadamente católicos, mas pouco cristãos. Por pura curiosidade, confesso, e enquanto não ficava pronto o almoço, procurei sua biografia. Ao ter contato com a vida do novo bem-aventurado, veio-me um choque, sobretudo ao saber de detalhes de seus últimos dias neste mundo. Depois de ser diagnosticado com leucemia fulminante, Carlo, então com 15 anos, viveu poucos dias. Não se deixou abater pelas dores. Sempre depois de um sorriso, dizia a médicos e enfermeiros que estava bem e havia gente a sofrer muito mais. O jovem morreu às 6h45min de 12 de outubro de 2006, em Monza. Em seu velório, havia amigos, parentes e colegas de escola. Mas, para meu embaraço e emoção, também migrantes, pessoas que viviam nas ruas, trabalhadores… Os lascados da vida, tão queridos de Jesus, foram prestar-lhe as últimas homenagens. Pessoas a quem o adolescente ajudava como podia. Naquelas testemunhas, estava uma espécie de resumo do apostolado de um santo de nossos tempos. Conforme seu desejo, o jovem foi sepultado em Assis. Carlo nasceu em 3 de maio de 1991, em Londres, e era filho de uma família de remediada situação econômica. Por causa do trabalho do pai, Andrea Acutis, tiveram de se mudar para Milão, no Norte da Itália. Segundo a mãe, Antonia Salzano, eles não eram uma família devota. O filho tinha um dom inato para o sagrado, mas sem deixar de ser uma criança como as outras. Gostava de desenhos animados, videogame, animais de estimação, de brincar com os amigos. Talvez seja essa própria vida “normal” o maior sinal de sua santidade. Isso o torna um modelo não apenas para os jovens, mas para todos nós, batizados e batizadas. Tinha os pés no chão e o olhar em Deus e nos irmãos. Constantemente, Carlo nutria-se com o Pão da Palavra e da Eucaristia. Tinha o hábito de buscar o sacramento da reconciliação. Com sabedoria, comparava os pecados ao peso que impede um balão de subir ao céu. Não ser cópias “Tornem-se o que comem! Vocês comem o Corpo de Cristo, tornem-se Corpo de Cristo”, dizia Santo Agostinho. E assim o fez Carlo. Os inúmeros momentos diante do sacrário, sua prática sobretudo antes e depois da missa, transformaram-se em fecundas ações de misericórdia. “Quanto mais recebermos a Eucaristia, mais nos tornaremos como Jesus, para que, nesta terra, tenhamos uma antecipação do Céu”, escreveu em seu site. Com a mesada, comprou agasalhos para os que viviam nas ruas. Ajudava a distribuir alimentos aos mais necessitados. Tinha compaixão pelos migrantes, sentindo com eles a dor de terem abandonado a terra natal. Era amigo de trabalhadores simples, aos quais chamava pelo nome. Muitas de suas iniciativas de amor ao próximo foram descobertas apenas no dia de sua morte ou depois. Seu testemunho foi o “fermento do Reino dos Céus”, o qual, no oculto e no silêncio, faz crescer o pão (cf. Mt 13,33). Na exortação apostólica Gaudete et Exultate: sobre o chamado à santidade no mundo atual, o Papa Francisco destaca algumas características de quem emana a santidade de Deus (algo a que todos nós somos convocados). O adolescente Carlo encaixa-se em muitos desses traços. Ele tinha disciplina na oração e demonstrava ternura e respeito aos colegas, sobretudo quem tinha mais dificuldade de aprendizado, passava por problemas familiares ou sofria bullying. Era reconhecido pelo humor e alegria, sinal de quem realmente crê no Deus da Vida. Exímio em Informática, procurou usar seus dons para anunciar pela internet apenas o bem e o Evangelho. Poucos meses antes de morrer, organizou um site sobre os chamados “milagres eucarísticos”, assunto com o qual era fascinado. “Todos nascemos originais, mas, muitos de nós morremos como fotocópias”, disse certa vez o novo bem-aventurado da Igreja, incentivando os colegas a descobrirem os próprios dons. Era uma elogiosa subversão de Carlo a um dos males dos temos de hoje: a conformação. Uma poderosa engenharia social, econômica e cultural que procura moldar indivíduos e nações inteiras a padrões estranhos, a gosto dos dominadores. Não posso deixar aqui de recordar outros jovens. Em Carlo, vejo moças e rapazes os quais, no anonimato, na alegria e na honestidade, dão a vida para manter as famílias, muitas vezes esfaceladas. Como o adolescente da Europa, há muitos por estes lados, cada um a seu modo, vivendo as santidades que podem. Benditos sejam! Na era das notícias falsas Com razão, o novo bem-aventurado começa a ser aclamado como “ciberapóstolo”. Repercute amplamente também o desejo de que ele seja proclamado patrono cristão da internet. Pelo jeito, Carlo Acutis vai ter trabalho para interceder pelos usuários da WEB neste tempo marcado pelas notícias falsas (as famigeradas fake news), ataques raivosos contra a Igreja e minorias, pela superficialidade, pela chamada “pós-verdade”. Ele mesmo foi vítima de um desses delírios nada virtuais. Após a exumação de seu corpo, em 23 de janeiro de 2019, uma etapa do processo de beatificação, correu um forte boato de que o cadáver estaria incorrupto. O assunto, vergonhosamente rasteiro diante da vida do jovem, provocou furor nas redes sociais. O fato foi desmentido pela Diocese de Assis. Segundo uma nota, houve uma reconstituição do rosto, com material de silicone. Só mesmo um santo entre os millenials ou “geração Y” para dar conta de tanta superficialidade. Que Deus mande outras lâmpadas resplandecentes e desconcertantes para iluminar nosso caminho. Bem-aventurado Carlo Acutis, rogai por todos nós! Alessandro Faleiro MarquesDiácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte, professor de Língua Portuguesa, editor de textos para as irmãs servas do Espírito Santo.

O segredo do bambueiro

Todos conhecem pés de bambu. Os bambus nunca vivem sozinhos. Se você planta uma muda só, logo, logo, ela cria outros rebentos e, aos poucos, forma uma touceira. Nas touceiras, existem hastes de diferentes tamanhos, espessuras, idades, e todas, segundo suas proporções, balançam ao sabor do vento, com leveza ou com grunhidos quando uma toca na outra, mas sempre na direção do céu. Há hastes que crescem, engrossam mais que outras, mas todas encontram seu espaço vital, desfrutam de claridade suficiente para se desenvolver e, conforme crescem, naturalmente vão soltando os revestimentos que envolvem seus gomos. Com o passar do tempo, aqueles bambus que nasceram primeiro vão secando e dando lugar aos outros que vão nascendo, e assim o bambueiro vai se eternizando. Eles sempre se renovam, o verde está sempre presente, e é bonito olhar os bambus. Embora eles se tornem muitos, todos convivem bem, apesar do vento que causa, de vez em quando, certa choradeira entre eles. Mas, passada a ventania, eles voltam à sua paz e seguem seu ciclo vital. Há, porém, um segredo que os mantém vivos, e ele se esconde sob suas raízes. Dizem que os bambus, quando nascem espontaneamente, nascem em solos onde há água em suas subjacências. Eles precisam muito dela para viver, e isso é um segredo que eles passam de geração em geração. Longe da água, vivem menos tempo e não ficam tão viçosos. Perto dela, vingam melhor e preservam suas origens, e sempre crescem em direção ao céu, embora olhando para a terra. Fico imaginando que os bambus, em muitos aspectos, assemelham-se aos humanos. Como eles, nós também não vivemos sós. Aliás, se alguém quiser viver sozinho, logo, logo se estafa, deprime-se, fica triste e adoece. Porque nós, humanos, somos feitos para viver juntos, como famílias, como grupos, como sociedade. Como os bambueiros, precisamos aceitar a convivência entre tamanhos e idades diferentes, e, como eles, também nós sofremos, de vez em quando, atritos e revezes causados pelos contratempos. E, nesse ponto, temos algo a mais a aprender dos bambus. Entre nós, humanos, temos dificuldade de lidar com os conflitos quando as ventanias da vida fazem balançar o equilíbrio que existia. Os bambus retornam à paz tão logo o vento cessa; nós, humanos, costumamos guardar rancores e falar mal uns dos outros, criando um ambiente em que a paz desaparece. Somos muito ambiciosos, queremos as coisas só para nós e aí criamos individualismo e subjetivismo danados. É difícil viver sem paz. A vida se torna pesada e fechada, os horizontes ficam estreitos, e cada um, em seu mundinho, fica reclamando de suas insatisfações. Nos bambueiros, é normal que cada um ceda espaço para o outro e perca um pouco de suas proteções. Suas cascas caem à proporção que eles vão ficando maiores e, sem vergonha, mostram seus meses e seus anos, vivendo intensamente seus dias. Nós, humanos, queremos conservar nossas aparências e resistimos em nos desfazer daquilo que não serve mais, perder nossas cascas, nossas proteções infantis e, por isso, nem sempre crescemos para a maturidade como poderíamos, e os horizontes ficam menores. Os bambus são espertos. Eles nunca se afastam das fontes de água que os saciam. Nós, humanos, às vezes, somos tão autossuficientes que achamos que podemos viver sem a força que sustenta a vida, que não está dentro de nós, mas precisamos acolhê-la para que se torne nossa força interna e nos faça crescer em transcendência, como os bambus que crescem em direção ao céu, alimentados pelo segredo da vida que está em suas raízes. A propósito, qual é o segredo de sua vida? Que tipo de fonte alimenta a sua vida? Se já sabe, não se afaste dela, porque corre o risco da sua própria ruína. Se não a descobriu ainda, investigue. Sem ela, você não tem futuro nem eternidade. Olhe o segredo do bambueiro. Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.

Vida e morte: realidades da mesma existência

“Para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada.” Esse trecho, retirado do Prefácio dos Fiéis Defuntos I, pode ser visto em algumas lápides cristãs mundo afora. A relação vida-morte-vida é um dos fundamentos de nossa fé cristã. Para os seguidores de Jesus, não é possível separar esses eventos, e precisamos ser vigilantes para aprender as lições que elas têm a nos dar. Ainda me inspirando na liturgia, destaco um episódio único da vida: o dia de nosso batismo. A celebração desse sacramento é carregada de símbolos riquíssimos que remetem a Cristo, no qual somos mergulhados, enxertados, configurados. Conforme o costume em muitos lugares, no caso do batismo de crianças, o rito inicia-se com o bebê nos braços da mãe. Tal como fez Maria em relação a Jesus (Lc 2,22-32), a mulher apresenta a Deus e à comunidade o fruto de seu ventre, de seu do coração. Após consagrar o rebento ao Criador, no fim da celebração, quando a criança já está inserida no corpo de Cristo, ocorre a bênção solene. Reza-se pelo neófito, pelos pais, padrinhos, pelos outros presentes. Nessa hora, novamente a criança está no colo da mamãe. É como se Deus dissesse: “No ventre, no coração, você gerou esta preciosa criança e a consagrou a mim, agora eu a devolvo a você e lhe dou a missão de cuidar dela para mim”. Existe uma bela relação do batismo com as exéquias (ritos fúnebres). Além da presença da água, com a qual o corpo e o túmulo são aspergidos, há a prece da “encomendação”, quando a família, os amigos e a comunidade entregam, devolvem a Deus a pessoa querida. Um emocionante, não raro difícil, ofertório, pelo qual colocamos nas mãos do Senhor tudo o que aquela pessoa representou em nossa história: as vitórias, as fraquezas, as alegrias, os assuntos interrompidos, as broncas, os frutos de sua missão nesta terra. E o Deus misericordioso acolhe, na vida plena, o filho ou a filha tão amada. Os vivos e os mortos para o cristianismo Para o cristianismo, o olhar sobre a vida e a morte costuma ser bem deferente. Quando oramos em favor de alguém que já se foi, não estamos nos referindo a mortos. Segundo nossa fé, trazemos ao coração pessoas vivas, irmãos e irmãs que estão em outra realidade (veja novamente a frase litúrgica a abrir este texto). Há, por outro lado, muitos “mortos” perambulando por aí. À primeira vista, parecem até vivos e “bem de vida”. Estão de pé, conversam, comem e bebem, até compram e vendem. Entretanto, a todo instante, maquinam um modo de promover a violência, a injustiça, a discórdia; enfim, mais morte. Estar nas trevas é a morte. Podemos também trazer dentro de nós experiências alternadas de morte e de vida. Quem nunca se deparou, já no fim do dia, com um arranhão ou um hematoma no corpo? Onde nos ferimos? Por que nem notamos nossas próprias feridas? Qual de nós presta atenção à própria respiração, sentindo o prazer de nutrir-se do sopro vital nos dado como graça? Onde estávamos em nossos instantes de morte e vida? Quantas vezes, pelo pecado, nós nos afastamos de Deus? Como o joio e o trigo, portamos a vida e a morte, ciscos e travas, sempre mais fáceis de apontar quando é no outro. Não é demais recordar: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10b). Não interessa tanto ou quanto tempo estaremos por aqui, mas o como, mesmo nos arranhões de nossos dias. Pendências Na década de 1990, ajudei a produzir uma reportagem sobre a morte. Não me estranhem, mas confesso: foi um dos trabalhos mais marcantes de minha carreira profissional. Uma pena, mas não recordo bem os detalhes dessa matéria, mas ficou marcada para mim uma pergunta feita por um tanatólogo, profissional especializado no fenômeno vida-morte: se eu receber a notícia de que morrerei daqui a quinze minutos, como aproveitarei meu tempo restante? Segundo o estudioso cujo nome se perdeu em minha memória após tantos anos, se uma pessoa tem o desejo de resolver várias pendências emotivas e práticas em intervalo tão curto, significa que ela vai morrer mal, porque viveu mal. Morre bem quem vive bem, conforme nos disse naquela ocasião. Como esquecer essa máxima? Quanto ensinamento a morte pode nos dar!? A Sagrada Escritura, com destaque para os Evangelhos, sempre nos chama à vigilância. Devemos estar acordados e bem preparados para o encontro com o “noivo”, o “senhor da vinha”, o “patrão”, o “ladrão”, Aquele que chega sem avisar. Precisamos ter combustível suficiente para nossas lâmpadas, o óleo da experiência pessoal e intransferível. Preocupação pastoral na pandemia A elaboração do luto é outro aspecto da vida-morte-vida que não pode ser ignorado. Em um contexto industrial e urbano como o nosso, e mesmo em nossas comunidades de fé, há uma tendência em jogar para debaixo do tapete a carga da morte. Quanto crucifixo não foi trocado por uma imagem de Jesus já ressuscitado? Um modismo questionável não somente do ponto de vista artístico, litúrgico e catequético, mas que pode nos levar a ocultar outros crucificados e cruzes da vida, inclusive a implacável dor de uma perda. Pelo olhar antropológico, precisamos, sim, de ritos fúnebres, de viver o luto. Nesses dias, é melhor o roxo ao dourado. Embora devamos testemunhar a vitória da vida sobre a morte, como manda nossa mais básica fé, necessitamos dessa pausa. Como ministro ordenado e próximo à realidade eclesial de um querido povo, admito que estou apreensivo por muitas famílias não poderem manifestar o luto nestes difíceis tempos de pandemia. As pessoas falecidas em decorrência da covid-19 tiveram de ser sepultadas às pressas, sem os devidos ritos que cada cultura reserva a seus mortos. As despedidas, mesmo para quem partiu por outros motivos, são breves, superficiais, praticamente à beira do túmulo. Teremos de buscar uma solução pastoral, ainda que seja preciso esperar um pouco. Visitas às famílias, escuta, dias de oração e homenagens, criação de memoriais, parceria com profissionais… Alguma

Nossos antepassados presentes

Você acredita em vida pós-morte? Como presta homenagem a seus antepassados? “Finados”, “falecidos”, “desencarnados”, “espírito”, “alma”, enfim, os entes queridos que foram desta vida para outra são nossos ancestrais que se tornam presentes em nossas memórias. Todos geralmente têm algum parente, vizinho ou amigo próximo que partiu, mas sua memória permanecemos a “cultuar”, em nossos corações, com lembranças vividas em momentos significativos. Neste ano de 2020, com a pandemia, milhões de pessoas no mundo partiram por causa da covid-19, uns com idade avançada, outros ainda jovens, além dos que se foram devido a outras doenças, os que foram pela violência na sociedade ou por motivos diversos. Ninguém sabe a hora que vai. A partida pode acontecer a qualquer momento. Muitos acreditam que somente na velhice se deve pensar no assunto. Porém o tempo não nos pertence. Por isso cada instante deve ser vivido com intensidade no bem, na prática da virtude. A morte é uma experiência que o ser humano vivencia desde que o mundo é mundo. Para uns, pode significar liberdade; para outros, o fim. A verdade é que não nos acostumamos com a ideia, pois ainda somos muito apegados à nossa vida material. Para os cristãos, o Dia de Finados é uma data de prestar homenagem aos que nos antecederam nesta vida e oferecer-lhes orações fervorosas. Um dos modos de representação religiosa para o fenômeno é acender vela, oferecer flores. Cada povo tem seus costumes para homenagear as pessoas amadas. Certas culturas andinas levam comida para o túmulo de seu ente querido, algumas asiáticas cultuam uma planta próxima ao jazigo, outras fazem rituais de dança. Os antigos egípcios já tinham o hábito de cultuar seus mortos em túmulos significando “casa da eternidade”. O que há em comum é que todas têm a crença de que existe vida após a morte e que os espíritos necessitam de preces, sejam de gratidão ou de perdão. Na Grécia Antiga, a morte já era um assunto filosófico. Pitágoras, Sócrates, Platão, entre outros pensadores, defendiam a imortalidade da alma, por isso a busca da prática das virtudes é vista como a única certeza que levaremos conosco para a vida futura após nossa despedida terrena. Alguns definem esse fenômeno como a separação de átomos do corpo, deixando a alma livre, conforme Epicuro (341-271 a.C.). Cícero (I a.C.) e Sêneca (65 d.C.), influenciados por seus antecessores, tratavam sobre a passagem da velhice e a brevidade da vida, reafirmando a importância de uma conduta ética. Arthur Schopenhauer (1768-1860) resgataria o assunto, ao escrever, em sua obra Da morte, que o ser humano é o único entre os animais ter consciência de sua finitude terrena. Independentemente da simbologia que usarmos para homenagear nossos antepassados, o cristianismo nos deu a certeza de que a morte não existe, pois Cristo a venceu. E ainda disse: “Na casa do meu Pai, há muitas moradas”. Então confiemos que, um dia, todos nós nos encontraremos na eternidade.Roguemos aos mártires, aos santos, aos nossos intercessores coragem para continuarmos a vida sempre na esperança, na fé e na prática do bem a caminho da vida eterna. Um texto de Henry Scott Holland, ministro anglicano, mas costumeiramente atribuído a Santo Agostinho, diz: A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. A vida significa tudo o que ela sempre significou. O fio não foi cortado. Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho. Você que aí ficou, siga em frente! A vida continua, linda e bela como sempre foi. Celebremos a vida! Sejamos gratos a nossos antepassados e rezemos por todos os entes queridos e também àqueles que se recomendam nossas orações. Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia (USP), especialista em Ensino de Filosofia (UFSCar), graduada em Filosofia (UFJF) e Pedagogia (Unitins), Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC, atualmente professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa pertencente à Arquidiocese de Florianópolis.

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