À luz do Evangelho dominical

O Evangelho deste domingo narra a passagem da escolha, por parte de Jesus, dos 72 discípulos. O Senhor os envia em missão, dois a dois, para os lugares aonde Ele mesmo pretendia ir. Jesus prepara os discípulos e também a nós, hoje, sobre as atitudes que devemos cultivar diante do que encontraremos na missão e como devemos ir. No vídeo de hoje, quem nos apresenta a reflexão do Evangelho é a irmã Nelly Boonen, missionária serva do Espírito Santo e especialista em Justiça Restaurativa. Como trabalhadora da cultura da paz, ela aponta as possibilidades que o Evangelho oferece para a construção da paz e a superação de tudo o que pode destruí-la. O Evangelho nos mobiliza a ir ao encontro das pessoas, superando as diferenças, buscando construir relacionamentos de fraternidade e igualdade que fazem o Reino de Deus acontecer. Impulsiona-nos a assumir nossas vulnerabilidades e a nos encantar com a novidade da mensagem de Jesus que transforma a vida.
Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos. Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha. Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro. O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens
Diaconato permanente: família, missão e trabalho

Em 6 de março deste ano, Quarta-Feira de Cinzas, a Santa Sé divulgou o Anuário Estatístico Eclesial com dados de 2017. Como vinha ocorrendo nos últimos anos, um dos resultados que mais chamaram a atenção dos analistas foi o sempre crescente número de diáconos permanentes no mundo, chegando a quase 50 mil. Por vários motivos, a Arquidiocese de Belo Horizonte, onde sirvo, iniciou tardiamente a formação de seu corpo diaconal. Mesmo que esse ministério tenha sido reestabelecido no Ocidente após o Concílio Vaticano II (1962-1965), apenas em 2011, foram ordenados os sete ministros pioneiros, a exemplo da passagem bíblica da instituição dos primeiros diáconos cristãos (At 6,1-7). Por enquanto, há 75 por aqui, mas esse número deve crescer muito em breve. Apesar de começar depois, a Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio de seu arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, hoje também presidente da CNBB, tratou logo de buscar a vanguarda. Por exemplo: as mulheres têm ampla participação no ministério por aqui, algo preciosíssimo. As esposas são vivamente convidadas a acompanhar os maridos em todas as etapas de formação, inclusive a teológica. Neste ano, elas próprias passaram a organizar os encontros vocacionais, que ocorrem uma vez por mês. Tudo isso sem contar a presença feminina na equipe de psicólogas e professoras. Em tempo, não nos esqueçamos da figura da Virgem Maria, a diaconisa-mor, mulher de fé e serviço, modelo para todos nós. Família, missão e trabalho O equilíbrio entre as vidas familiar, ministerial e profissional é sempre um desafio. Os candidatos casados somente recebem o sacramento da ordem depois da aprovação das esposas. Isso é muito significativo, pois abrem mão de um tempo integral de convivência com os maridos, à qual elas têm direito, para que os diáconos possam se dedicar ao povo. É um desafio e tanto para ambos e para os filhos. Com base nisso, em minha não muito longa experiência como diácono (fui ordenado em 25 de novembro de 2017) e abusando de uma analogia um pouco frágil, digo que o debate sobre se homens casados poderiam ou não ser padres deveria passar antes pela opinião das mulheres. Até agora, praticamente não ouvi ninguém perguntar a elas se gostariam de conviver com homens vivendo um ministério ininterrupto, com as urgências e emergências que a missão exige. Creio que elas poderiam enriquecer bem mais esse discernimento da Igreja. Quanto à vida ministerial, ao ver mais de perto muitos desafios da evangelização, posso dizer que realmente a messe é bem maior do que eu imaginava e os operários são muito menos do que eu pensava. Muitas vezes, eu me vejo como um grão de areia diante da necessidade de anunciar Jesus aos irmãos e irmãs, sobretudo os das fronteiras existenciais. Graças à Providência, contudo, fui um formando verbita, candidato a ser missionário irmão. Aprendi com ótimos religiosos ser sempre o Espírito Santo a ir à frente, abrindo os caminhos; somos apenas servos. Isso é consolador e também chocante. Mesmo tentando fazer o possível para evangelizar, não posso esquecer-me de que continuo com o dever de ter uma fonte de renda, uma das exigências do ministério. No diaconato, tudo é feito voluntariamente. Por isso não é raro, depois de um dia inteiro de missão, eu ter de avançar noite adentro para dar conta do serviço acumulado. Vejo tudo isso, contudo, como uma graça e não como um peso em si. No geral, com a ajuda de Deus, tenho conseguido sair-me até bem. Caridade, Palavra e liturgia Os diáconos, sejam eles permanentes ou transitórios (os que serão padres), são homens ordenados para atribuições bem específicas na Igreja, as quais não podem ser confundidas com as dos presbíteros. Ocupam-se da caridade, da Palavra e da liturgia. A caridade cristã, exercida também pelos diáconos, sinais de Cristo Servo, vai desde oferecer uma sopa, um medicamento ou um agasalho a alguém fragilizado até a perguntar por que há tantos irmãos e irmãs precisando de ajuda e não são atendidos pelo Estado, responsável último por proteger, de modo especial, os mais fracos. Lutar pela justiça é outro modo de exercer a caridade. Ainda nesse campo, acrescento que o “socorro” aos padres foi uma forma de serviço que mais me chamou a atenção. Até agora, deparei-me com muitos presbíteros sobrecarregados, sufocados pelo peso da missão. Se eu já os admirava, ainda mais agora. Por bem mais de uma vez, ao servir nas comunidades, possibilitei que alguns sacerdotes pudessem ter o mínimo de descanso ou até fazer coisas simples, como ir ao médico ou visitar um ente querido. O diácono é o ministro da Palavra por excelência. Todos os dias, temos o doce dever de recitar a Liturgia das Horas. Eu ainda tenho contato com as leituras de cada dia, além de exercer outras práticas espirituais. A Sagrada Escritura é o venerável pão do qual nos alimentamos e ajudamos a distribuir ao povo. É uma responsabilidade, mas também um privilégio. Amar e dedicar-se à Palavra de Deus, para mim, é a fonte do entusiasmo de um diácono. Sem ela, caímos pelo caminho. A liturgia é o campo de atuação mais visível. O diácono, porém, trabalha mais “no varejo”, muitas vezes passando até despercebido. Como é o homem da bênção, ao visitar e celebrar com os enfermos, os encarcerados, os idosos, com as famílias em festa ou enlutadas, com trabalhadores, ele ajuda a consolar e, com isso, é também consolado. Em variadas liturgias, têm atribuições específicas e bem marcadas. Sagrado “caos” Nosso povo ainda tem muitas dúvidas quanto a este primeiro grau do sacramento da ordem. Muitos, até alguns mais experientes na missão, não conhecem bem o ministério diaconal. Até hoje, noto o estranhamento de alguns quando estou com minha esposa, por exemplo. Houve até quem já fosse correndo denunciar a um padre que um irmão diácono estava de mãos dadas com “uma mulher” no shopping. Com paciência e amor, puderam esclarecer ao zeloso e envergonhado irmão. Desta vez, o evento terminou em boas risadas, felizmente. Tudo é o sagrado “caos” do qual se cria a vida
Celebração de São Pedro e São Paulo

Neste domingo, encerrando as festas juninas, tão caras ao povo brasileiro, celebramos São Pedro e São Paulo: um, o primeiro Papa; e o outro, o missionário dos gentios. Foi graças a eles que o cristianismo ganhou força, dando continuidade aos ensinamentos de Jesus. São Pedro, um dos apóstolos de Jesus, é considerado o primeiro Papa por ter recebido do próprio Mestre a missão de cuidar de sua Igreja, quando este lhe disse “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. E ainda: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19). São Paulo não foi discípulo de Jesus. Ao contrário, era um grande perseguidor dos cristãos até que, a caminho de Damasco, cidade onde pretendia prender os seguidores de Jesus, caiu e ficou cego com a luz que lhe apareceu. Após essa revelação do próprio Jesus, converteu-se, tornando-se um de seus mais entusiasmados discípulos, levando o Evangelho aos não judeus e constituindo muitas comunidades cristãs. Tanto Pedro como Paulo entregaram a própria vida pela causa de Cristo. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de morrer da mesmo forma que seu Mestre. Paulo foi decaptado em Roma, depois de espalhar os ensinamentos de Cristo em inúmeros lugares e deixar muitas cartas escritas, contendo orientações e ensinamentos. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan comenta o Evangelho e fala da vida desses dois apóstolos e mártires que, doando o próprio sangue, tornaram-se fundamentos para a Igreja de Cristo, além de exemplos de compromisso e de fé para nós hoje.
Será que tenho vocação?

Cada pessoa sente dentro de si alguma aptidão, inclinação ou até mesmo o desejo de se dedicar a uma determinada área profissional. A isso se chama vocação. A vocação à vida religiosa consagrada também vem acompanhada de algumas aptidões, mas o mais importante é o chamado de Jesus para segui-lo. No vídeo de hoje, Ir. Juliana de Andrade, coordenadora da Animação Vocacional SSpS – Brasil Norte, fala sobre os sinais que podem indicar que uma pessoa esteja sendo chamada à vida religiosa missionária. É importante identificar esses sinais e ver se estão presentes em nossa vida, pois realizar a vocação para a qual somos chamados faz parte do caminho da felicidade. E você, já descobriu sua vocação? Não? Então assista ao vídeo. Quem sabe você também foi chamada, chamado para o seguimento de Jesus como missionário ou missionária, como religioso ou religiosa, como padre, como irmão ou como irmã consagrada. Aqui vai o regulamento para a publicação dos vídeos: O assunto do vídeo deve ser vocacional. A gravação deve ser feita com o celular na posição horizontal. A duração da gravação deve ter tempo mínimo de dois minutos e máximo de três minutos. Na introdução do vídeo, você deve dizer seu nome e de onde você é. Também pode dizer sua idade e o que você faz. Em seguida, poderá contar o que você quiser sobre suas dúvidas e descobertas vocacionais. Ao nos enviar o vídeo, você estará, de antemão, autorizando a publicação. Serão publicados apenas os vídeos que estiverem de acordo com a proposta e apresentarem boa qualidade de imagem e de som. Os vídeos deverão ser enviados para o link https://drive.google.com/drive/folders/1swzkJJBuDCM-hh__Lrwt_V5VSHSVkHcs?usp=sharing Avisar que enviou pelo e-mail mkt.sede@ssps.org.br
Centro Missionário Cultural abre novos cursos

Diante da insistente demanda por formação dos leigos e leigas das paróquias da Diocese de Santo Amaro, o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, junto com a equipe do Curso de Teologia, está abrindo cinco novos cursos: “Perdão e Reconciliação”, “Doutrina Social da Igreja”, “Bíblia – Cartas de São Paulo”, “Como Falar em Público” e “Organização para a Pastoral”. Os cursos serão às quintas-feiras, no turno da noite, para facilitar a participação de quem vem do trabalho. Vai seguir o mesmo horário (19h30min às 21h30min) e utilizar o mesmo espaço das aulas do Curso de Teologia, realizado às terças-feiras e que já está no terceiro ano, com cerca de 200 alunos. A mensalidade é bem acessível e inclui o lanche. Isso faz parte do cuidado pelo bem-estar e bom aproveitamento dos alunos. Esse novo projeto conta com uma equipe de professores comprometidos e bem preparados. Os assuntos ajudam a aprofundar conteúdos importantes para a vivência pastoral, além de apresentar temas vivenciais, como perdão e reconciliação, que, com atividades em grupo, ajuda a enfrentar os conflitos e lidar com os efeitos da violência na vida pessoal e na comunidade. Cursos de Formação para Agentes de Pastoral: 1. Perdão e Reconciliação – Curso teórico e vivencial para enfrentar conflitos e melhorar o relacionamento nas comunidades e paróquias, em vista de uma Igreja e sociedade mais justa e solidária. Início: 01/08/2019 Término: 12/12/2019 – 38 horas de curso Investimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 2. Doutrina Social da Igreja – Discute a dignidade humana e o bem comum na vida em sociedade. É um convite à ação, na tarefa de transformar o mundo de acordo com o plano de Deus. Início: 01/08/2019 Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 50 3. Curso Bíblico – As Cartas Paulinas: Conheça os ensinamentos do apóstolo Paulo e a vida das primeiras comunidades cristãs a partir do estudo das suas cartas. Início: 01/08/2019 Término: 05/12/2019 – 36 horas de cursoInvestimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 80 4. Como falar em público – Exercícios práticos de retórica e oratória para acelerar o desenvolvimento da comunicação e expressão, lidar com bloqueios e garantir sucesso em apresentações e palestras. Início: 01/08/2019 Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 5. Organização para a pastoral – Aprenda a gerenciar melhor o tempo e a desenvolver técnicas de organização para uma vida mais dinâmica e uma pastoral mais eficaz. Início: 01/08/2019 Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 40 Local de inscrição: Secretaria Pastoral da Cúria Diocesana de Santo Amaro, Av. Mascote, 1171 – Vila Mascote, São Paulo/SP – Telefone: 2821-8737 (com Karla) ou pelo link: Cursos de Formação
Jovens se preparam para a Missão sem Fronteiras

Estamos nos aproximando da II Missão sem Fronteiras, promovida pela Rede de Educação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, será em Belo Horizonte-MG, de 28 a 30 de junho. O projeto nasceu com o desejo de ser um jeito novo de a juventude fortalecer seu protagonismo como agente de transformação e de esperança, diante de realidades que clamam por dignidade e justiça. Tudo começou com um pequeno grupo do Colégio Sagrado Coração de Jesus que, depois de implantado, ganhou nova e maior proporção, tornando-se um encontro interescolar. A primeira edição, que reuniu 43 jovens das quatro escolas da Rede SSpS, deixou marcas importantes e foi uma experiência muito bonita na vida de cada participante. Experiência marcada pela convivência, solidariedade, resolução de conflitos e ajuda aos imigrantes. O encontro dos alunos tem como objetivo evangelizar a juventude com base na ação missionária dos jovens, da espiritualidade trinitária da Congregação das Missionárias SSpS, em comunhão com a realidade global e com os excluídos dessa realidade. A ideia, de forma especial neste ano, vem ao encontro da Campanha da Fraternidade e do tema transversal que permeia nossa ação pedagógica, a busca por direitos, justiça e pelo bem comum. Ao aproximar-se o encontro, cresce a expectativa dos alunos e educadores envolvidos na edição de 2019, que tem como tema “Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum”. Primeiro, por ser um encontro com pessoas de diferentes lugares e com novas realidades; segundo, por partir do desejo vivo de cada jovem, que é tornar o mundo um lugar melhor. Por esse motivo, a proposta de identidade visual também harmoniza com o espírito que anima a missão. O conceito utilizado foi o de permear, atravessar as fronteiras. A ideia é trilhar um caminho para que as fronteiras não existam, um mundo no qual se possa viver, realmente, sem elas. Por isso o balão com a ideia de ser o transporte, afinal, quando a visão é de cima, não há limite. Algo que faça referência à afirmação de que “no céu não existe fronteira”, que cabe tanto no sentido literal quanto figurativo. Além disso, ele é meio de transporte para uma passagem mais leve, simbolizando a leveza de se espalhar o carisma. Assista ao depoimento da jovem Bruna Lopes de Souza, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que participou da Missão sem Fronteiras do ano passado, em São Paulo-SP. Agora ela se prepara para o evento que será em sua própria escola.
E para você, quem é Jesus?

Essa é a questão central do Evangelho deste domingo. Jesus se reúne com seus discípulos e pergunta: “E para vocês, que sou eu?”. No vídeo, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho de Lucas e comenta a resposta de Pedro: “Tu és o Messias de Deus!”. Se, de fato, acredito em Jesus, devo seguir seus ensinamentos, e isso traz consequências. Ele pode transformar minha vida, tornando-a plena de sentido. Confira assistindo ao vídeo.
Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.
Semana do Migrante convida a acolher e integrar

De 16 a 23 de junho, em todo o Brasil, está sendo realizada a 34ª Semana do Migrante. Estão previstas atividades relacionadas ao tema “Migração e políticas públicas”, retomando a Campanha da Fraternidade deste ano. O lema escolhido é um convite ao compromisso com a causa dos migrantes: “Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia”. O Dia Mundial do Migrante é 29 de setembro, mas, no Brasil, comemora-se o Dia do Migrante em 19 de junho. Assim, este é um mês bastante movimentado para todos os que estão envolvidos na Pastoral dos Migrantes ou no apoio às suas lutas. Também as missionárias servas do Espírito Santo estão engajadas nessa missão e, em São Paulo-SP, acompanham e animam as atividades do Centro de Integração do Migrante (CIM), no Bairro do Brás. Atualmente são três irmãs que procuram, no cotidiano, oferecer acolhimento, amizade e um espaço onde os migrantes podem se encontrar, conviver, celebrar a vida e buscar caminhos para enfrentar suas dificuldades. Fundado em 2015, o CIM busca capacitar as pessoas que o procuram, para que tenham melhores condições de se integrar ao mercado de trabalho. Por isso, boa parte das atividades são cursos livres de línguas, especialmente o português, mas também inglês e espanhol, e também formação para o uso dos programas de computador mais utilizados, como Word, Excel e Power Point. Há ainda o de manutenção de computadores e de bolos e salgados, na área da culinária. No dia 6 de julho, haverá a entrega de certificados para os 43 alunos que estão concluindo cursos neste semestre. Já no dia 8 de julho, começarão as inscrições para os novos cursos, incluindo o de “Inovação e Empreendedorismo”, que será conduzido por dois migrantes cubanos. Para a Ir. Malgarete Scapinelli Conte, uma das responsáveis pelo CIM, o trabalho que realizam contribui especialmente para que os migrantes consigam se integrar, com suas culturas, no país que escolheram para viver. “Mas também é questão de amizade e ter um espaço de convivência e partilha”, afirma a missionária. O CIM, até o fim do ano passado, já entregou certificado de conclusão de curso a 178 pessoas. Mas há muitas outras atividades além da capacitação técnica, como atividades para crianças e adolescentes, orientação na regularização de documentos, festas e momentos de convivência que reúnem as famílias, entre outras. Para enfrentar os desafios e superar os sofrimentos da distância da família e do próprio país, um grupo de mulheres se reúne todos os sábados. Também um de homens está sendo formado. Essa é uma maneira de se organizarem e se ajudarem mutuamente. Há ainda um grupo de vivência para adolescentes, com o acompanhamento de uma psicóloga. Para todos esses trabalhos, o CIM conta com o apoio de profissionais voluntários e dos professores e alunos do Colégio Espírito Santo, do Bairro do Tatuapé. Além do atendimento diário no Centro, as irmãs Malgarete, Lucilene Ferreira Soares e Nadir Vieira Pereira estão presentes na Paróquia São João Batista do Brás, onde, às quartas-feiras, celebra-se a Eucaristia em castelhano e, no terceiro domingo de cada mês, é realizada a missa dos migrantes. ___________________________________________________________________________________________ Mensagem do papa Francisco para o dia Mundial do Migrante e do Refugiado 29 de setembro de 2019 Tema: “Não se trata apenas de migrantes” Queridos irmãos e irmãs! A fé assegura-nos que o Reino de Deus já está, misteriosamente, presente sobre a terra (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 39); contudo, mesmo em nossos dias, com pesar temos de constatar que se lhe deparam obstáculos e forças contrárias. Conflitos violentos, verdadeiras e próprias guerras não cessam de dilacerar a humanidade; sucedem-se injustiças e discriminações; tribula-se para superar os desequilíbrios econômicos e sociais, de ordem local ou global. E quem sofre as consequências de tudo isto são sobretudo os mais pobres e desfavorecidos. As sociedades economicamente mais avançadas tendem, no seu seio, para um acentuado individualismo que, associado à mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede mediática, gera a “globalização da indiferença”. Neste cenário, os migrantes, os refugiados, os desalojados e as vítimas do tráfico de seres humanos aparecem como os sujeitos emblemáticos da exclusão, porque, além dos incômodos inerentes à sua condição, acabam muitas vezes alvo de juízos negativos que os consideram como causa dos males sociais. A atitude para com eles constitui a campainha de alarme que avisa do declínio moral em que se incorre, se se continua a dar espaço à cultura do descarte. Com efeito, por este caminho, cada indivíduo que não enquadre com os cânones do bem-estar físico, psíquico e social fica em risco de marginalização e exclusão. Por isso, a presença dos migrantes e refugiados – como a das pessoas vulneráveis em geral – constitui, hoje, um convite a recuperar algumas dimensões essenciais da nossa existência cristã e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui está a razão por que «não se trata apenas de migrantes», ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos também por nós, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz também àquela parte de nós mesmos que talvez mantenhamos escondida por não ser bem vista hoje. “Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!” (Mt 14, 27). Não se trata apenas de migrantes: trata-se também dos nossos medos. As maldades e torpezas do nosso tempo fazem aumentar “o nosso receio em relação aos “outros”, aos desconhecidos, aos marginalizados, aos forasteiros (…). E isto nota-se particularmente hoje, perante a chegada de migrantes e refugiados que batem à nossa porta em busca de proteção, segurança e um futuro melhor. É verdade que o receio é legítimo, inclusive porque falta a preparação para este encontro” (Homilia, Sacrofano, 15 de fevereiro de 2019). O problema não está no fato de ter dúvidas e receios. O problema surge quando estes condicionam de tal forma o nosso modo de pensar e agir, que nos tornam intolerantes, fechados, talvez até – sem disso nos apercebermos – racistas. E assim o medo priva-nos do desejo e da capacidade de encontrar o outro, a