À luz do Evangelho Dominical

O Evangelho de Jesus sempre é muito concreto. Neste domingo, o tema é o uso do dinheiro (Lc 16,1-13), assunto que incomoda muita gente, especialmente quando toca o bolso… O tema continua atual, pois grande parte dos problemas que enfrentamos estão relacionados ao mau uso do dinheiro. Jesus conta a parábola do administrador infiel e, no fim, elogia sua esperteza. Não que ele aprove as coisas erradas que o administrador fez, mas aponta sua criatividade para corrigir o mal realizado e revertê-lo a seu favor. No tempo de Jesus como nos dias de hoje, para muita gente, o dinheiro é um ídolo, uma meta que para ser alcançada. Para isso, vale tudo: explorar os pobres, enganar, roubar… Mas isso destrói o ser humano e nos afasta do Reino de Deus. Por isso continua atual o alerta de Jesus: “Não é possível servir a Deus e ao dinheiro”.
Estudantes debatem conflitos no Morro do Alemão

O conflito do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro-RJ, mobilizou alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus e de diversas escolas de Ensino Médio e universidades de Belo Horizonte e do interior de Minas Gerais, num total de 200 estudantes que participaram da SIS – Simulação Intercolegial do Sagrado, no dia 31 de agosto. A SIS faz parte do projeto pedagógico do colégio e, segundo a aluna Ana Luiza Araújo, “é um projeto criado e organizado pelos estudantes do Ensino Médio, no qual eles têm a oportunidade de mergulhar no excitante mundo diplomático”. Ela explica que os estudantes se organizam em comitês, criando um ambiente de simulação de organismos internacionais ou instituições nacionais, e se transformam em delegados para discutir temas relevantes da agenda nacional e internacional. Nesse processo, os alunos debatem, pactuam, articulam, deliberam, criam consensos e propostas de resolução para os temas em questão. Por isso a Simulação Intercolegial do Sagrado é uma oportunidade para aprimorar conhecimentos e a capacidade de relacionamento, diálogo e gerência do imprevisto. Neste ano, a 2ª edição da SIS organizou seis comitês, cada um com um tema: questões indígenas; antirrevolucionários durante a Revolução Francesa; crime organizado; segurança marítima; crise e intervenção na imprensa e o conflito no Morro do Alemão. Emoção no relato de moradoras O workshop sobre o conflito no Morro do Alemão teve destaque na SIS com o depoimento da Ir. Maria de Fátima Marques, presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, Gilmara Soledade dos Santos, coordenadora educacional do Centro de Educação Infantil Madre Josefa e Paula da Silva Alves, moradora do Morro do Alemão. Elas narraram a chegada das irmãs missionárias servas do Espírito Santo na Serra da Misericórdia logo após um desastre ambiental que destruiu as casas. De forma imediata e comunitária, elas procuraram ajudar os moradores a reconstruírem suas vidas. Entre as muitas dificuldades que eles enfrentavam, as irmãs assumiram a necessidade de creches para atender às mães que trabalhavam fora e deram início à creche Madre Josefa. Os depoimentos de Irmã Fátima, Gilmara e Paula sobre o antes e o depois do conflito, “carregados de sentimento, já cativaram o coração dos diretores do comitê” conta Fernanda Ferreti, diretora assistente do comitê e estudante de veterinária da UFMG. Segundo ela “foi impossível conter o choro” durante o diálogo com os delegados. Fernanda conta que as convidadas relataram que o sentimento de esperança, que veio junto com a intervenção de 2010, deu lugar ao abandono ao fim das comemorações da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, ambas sediadas na capital fluminense. Dessa forma, a entrada da segurança pública no Morro do Alemão, por não ter sido acompanhada de políticas públicas de inclusão social, foi descrita como midiática. Segundo as moradoras Gilmara e Paula, as forças de polícia deram lugar novamente ao tráfico, coexistindo em uma paz armada em todo o Complexo, deixando os moradores a mercê de acordos não divulgados e ainda mais insegurança. Para Paula, significou sobretudo, um afastamento de sua família e amigos, que já não podem visitar a sua casa no morro, além de determinar seu plano de vida: ter filhos somente após a concretização do sonho da casa própria, em outro bairro, fora do Morro do Alemão, onde nasceu e cresceu. Gilmara partilhou ainda a dificuldade de educar crianças em meio a uma guerra: “como dar a esses jovens cidadãos esperança e, principalmente, mantê-los longe do tráfico de drogas?” Experiência e aprendizado Participar do SIS foi uma experiência enriquecedora tanto para as convidadas como para os estudantes. Paula, feliz por contribuir para a formação de caráter dos jovens comenta: foi “muito marcante, porque sempre senti vergonha em falar onde moro, mas quando vi o interesse dos alunos sem olhares preconceituosos ou de pena, a vergonha se transformou em orgulho”. Amanda Antunes, do Colégio Santo Agostinho – Unidade Contagem, que nunca havia simulado em gabinete antes e estava com uma “expectativa altíssima”, relatou que “a atenção do secretariado, o apoio dos diretores e o ambiente tão leve fez da SIS uma simulação maravilhosa!” Entusiasmada com o resultado, Fernanda diz que o workshop “foi um grandioso aprendizado” num ambiente de acolhimento e que abriu novas perspectivas para o futuro. Também animada com a experiência, a estudante Ana Luiza concluiu: “o workshop foi simplesmente incrível; os relatos aproximaram os delegados ao cenário do Complexo, explorando a empatia e sensibilidade de cada um, levando a uma simulação ainda mais especial”.
O encontro que me libertou (Jo 7,53-8,11)

A passagem de Jesus e a adúltera insere-se na narrativa das conversas entre Jesus e os “judeus”, inclusive interrompe esses debates. Os estudiosos se questionam sobre o sentido de a perícope encontrar-se justamente nessa seção. O tema em si mesmo é incomum no quarto Evangelho. Além do mais, a forma literária (apotegma ou paradigma) em que se expressa é um gênero mal atestado no restante do escrito joanino. Chama-nos também a atenção a mudança na atitude de Jesus. Nas seções anterior e posterior, nós o vemos discutindo; aqui, porém, fica calado e, somente no fim do episódio, toma a palavra. Uma das hipóteses explica que a razão de essa perícope estar nessa seção está em seu conteúdo. Entretanto, antes de seguir com a apreciação do texto, propomos sua leitura, para melhor acompanhar os comentários. 7 53E cada um voltou para sua casa. 8 1Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou ao templo, e todo o povo se reuniu ao redor dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério. Colocando-a no meio, disseram a Jesus: 4“Mestre, esta mulher foi flagrada cometendo adultério. 5Moisés, na lei, nos mandou apedrejar tais mulheres. E tu que dizes 6Eles perguntavam isso para experimentá-lo e ter motivo para acusá-lo. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. 7Como insistiram em perguntar, Jesus endireitou-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado atire a primeira pedra!”. 8Inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. 9Ouvindo isso, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos. Jesus ficou sozinho com a mulher que estava no meio em pé. 10Ele se endireitou e disse-lhe: “Mulher, onde estão eles Ninguém te condenou”. 11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor!”. Jesus então lhe disse: “Eu também não te condeno. Vai e, de agora em diante, não peques mais”. Em 7,53-8,1-2, temos a conclusão da perícope anterior, e a introdução à seguinte cena. Nesta, os agentes da ação são os escribas, os fariseus, a mulher, Jesus e, provavelmente, também a presença de uma multidão que estaria ouvindo os ensinamentos de Jesus. A narrativa pode ser dividida da seguinte forma: vv. 3-6b, descrição o inquérito dos fariseus e escribas; vv. 6c-8, a reação de Jesus; e, nos vv. 9-11, o desenlace. O quadro está emoldurado de elementos-chave, tais como “ir para casa-templo”, os interlocutores vão para casa; “o Monte das Oliveiras”, nos sinóticos, há referências de Jesus dirigir-se, nas noites, ao Monte das Oliveiras (cf. Lc 21,37); “na madrugada, ou dia seguinte”, essa expressão realça a autoridade dos ensinamentos de Jesus. Há outros elementos que, por sua importância, merecem uma explicitação mais ampla. Chama nossa atenção, sobretudo, a reação de Jesus diante dos acusadores: “Jesus começou a escrever no chão com o dedo” (v. 6c). “Inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão” (v. 8). Qual é o sentido desse movimento de Jesus Que significa escrever com o dedo no chão O que será que ele escreveu Em O Evangelho segundo João, Johannes Beutler, considera a observação de Thomas O’Loughin. Esse estudioso, por sua vez, trouxe à tona a leitura comparativa feita por Santo Agostinho, entre João 8,1-11 e a escrita do Decálogo. Lembremos que é no Decálogo que se assentam as bases de julgamento contra o adultério. O adultério era tido como um dos três pecados mais graves, portanto a Lei a seu respeito era a pena de morte (cf. Lv 20,10; Dt 22,23-24). Na época de Jesus, quando surgia algum problema legal difícil, costumava-se levá-lo aos rabinos, para que estes tomassem uma decisão. Dessa forma, compreende-se que os escribas e fariseus se aproximaram de Jesus como a um rabino. Trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Eles tinham razão em sua acusação, mas, observando atentamente a trama, percebe-se que faltam elementos para um processo formal de julgamento contra um caso de adultério, pois o parceiro, que igualmente deveria ser submetido à ação, estava ausente (cf. Lv 20,10; Dt 22,22-24). Isso leva a supor que o problema em questão era bem mais complexo. A cena traz o tom acusador, porém o foco da acusação é Jesus e não a mulher. O texto diz que os escribas e fariseus queriam experimentar e acusar Jesus. Jesus é colocando diante de um dilema, se concordasse com os escribas e fariseus que era preciso apedrejar a mulher, estaria contradizendo-se em seu amor e sua misericórdia. E ainda estaria atentando contra a lei romana, pois, sendo judeu, não tinha poder de impor a pena de morte. Se, pelo contrário, ele dissesse que era preciso perdoá-la, seria acusado de desobedecer à Lei de Moisés. É evidente que os escribas e fariseus pretendiam fazer Jesus cair numa armadilha. Diante desse cenário, a resposta de Jesus foi decisiva, porém Jesus se calou, curvou-se e escreveu com o dedo no chão. Seguindo a leitura comparativa de Santo Agostinho, estamos diante de um contraste entre a escrita em pedra do Decálogo e a escrita de Jesus na areia. Será essa diferença a grande mensagem dessa perícope? Em todas as épocas, as leis surgem visando a garantir o desenvolvimento integral dos indivíduos e das coletividades. Pois, quando a vida se vê ameaçada, requer mecanismos que a resguardem. Desse modo, em todas as sociedades, as leis se tornam necessárias. Entretanto, quando essas leis são manipuladas em benefício de uns poucos ou de alguma instituição, elas se tornam instrumentos de opressão e morte, sobretudo para os mais indefesos. Mas Deus não abandona. Ele, de diversas formas, impele-nos à conversão. Deus continuamente suscita no coração das pessoas a chama profética em favor da vida ameaçada (cf. Is 1,21-23; 58,3-7; Am 2,6-8; 5,10-12; Mq 3,1-4). No silêncio de Jesus, podemos ler a atitude profética de denúncia: “Por isso o sábio se cala neste tempo, porque é tempo de desgraça” (Am 5,13). O silêncio profético é um grito de denúncia contra a injustiça. Além do mais, o gesto desconcertante de Jesus de inclinar-se e escrever na areia obriga os acusadores a repetir a pergunta. Será que
Guia Prático para o Mês Missionário Extraordinário

A Vivat Brasil, durante o encontro sobre o Sínodo da Amazônia, ofereceu este guia prático com sugestões e indicações de materiais para ser usados em outubro, para as atividades do Mês Missionário Extraordinário. Agora disponibilizamos na versão eletrônica, com os links para os materiais disponíveis na internet. Motivações e sugestões Para uso nas celebrações paroquiais, nas escolas, nos grupos de base e nas diversas instituições sociais das (arqui)dioceses. Motivação para o Mês Missionário Extraordinário (MME) e o Sínodo para a Amazônia (usar também o material do Mês Missionário):a. contextualizar a partir da Vivat Brasil;b. contexto atual do Brasil / importância do Sínodo e sua relação com o MME. 2. Sugestões práticas: Aproveitar o tempo antes das missas ou celebrações dominicais, para uma maior sensibilização a respeito do Sínodo, com vídeos e canções relativos ao tema da ecologia integral. Usar símbolos ecológicos durante a liturgia. Trabalhar a mesma temática nos diversos encontros e atividades da paróquia, escola ou instituição ao longo do mês de outubro. Utilizar atividades escolares para divulgar e discutir as questões relativas à ecologia integral e à realidade da Amazônia. 3. Durante o Mês Missionário Extraordinário, colocar banners com a temática da Amazônia em frente à comunidade ou instituição. 4. Usar Power Point com fotos e canções durante as missas ou encontros de formação e animação. 5. Sugestão prática para os domingos do mês de outubro:Orações do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo da Amazônia para serem rezadas no fim de celebrações e encontros. Dia 29 de setembro – Vídeo: Preparação para o Sínodo Dia 6 de outubro – Abertura solene do MME – Vídeo: Sínodo para a Amazônia Dia 13 de outubro – Canonização da Ir. Dulce – Vídeo: Mãos Carinhosas Dia 20 de outubro – Domingo das Missões – Vídeo: O Mês Missionário e a Amazônia Dia 27 de outubro – Encerramento do Sínodo da Amazônia – Vídeo: Repam – documentário 6. Orações do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo da Amazônia para serem rezadas no fim de celebrações e encontros.
Vivat Brasil promove encontro sobre Sínodo da Amazônia

O Sínodo da Amazônia está provocando muita polêmica por causa da desinformação que está sendo divulgada, confundindo o público sobre suas finalidades e importância para a Igreja e para a humanidade. De fato, o Sínodo abordará questões relacionadas à evangelização e preservação do meio ambiente pela prática de uma ecologia integral, não somente na Amazônia brasileira, mas nos nove países que integram a Pan-Amazônia. Devido à urgência de esclarecer e envolver as pessoas na proposta do Sínodo da Amazônia, a Vivat Brasil promoveu um encontro para aprofundar o Documento de Trabalho e preparar agentes de pastoral, professores e representantes de organizações, para buscarem estratégias de como trabalhar os temas relacionados com a ecologia integral em suas comunidades ou locais de base. O encontro foi realizado neste sábado, 14 de setembro, no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. Participaram 50 pessoas, membros da Vivat Brasil e representantes de dez paróquias da Grande São Paulo. O encontro foi aberto com um momento de espiritualidade ao ar livre, para se sentir o contato com a Criação, e continuou com apresentações dos conteúdos e estudo em grupos. Irmã Maria Percila Vieira, coordenadora provincial das missionárias servas do Espírito Santo, uma das congregações fundadoras junto com a Congregação do Verbo Divino, acolheu os presentes e explicou que os membros de Vivat Brasil julgaram importante provocar “uma maior consciência nas comunidades em relação a esse importante evento convocado pelo Papa Francisco, que envolve a Igreja da Amazônia, mas que deve também ser assumido por nós que estamos mais ao sul”, explicou. O missiólogo verbita, padre Fernando Doren, e a cientista da religião, Nilda de Assis Cândido, iluminaram uma parte do encontro. Eles apresentaram a síntese de alguns capítulos do Documento de Trabalho. Outros sete padres e duas religiosas também participaram. Foi distribuído o “Guia prático para o Mês Missionário”, com sugestões de cantos, apresentações e vídeos para serem utilizados durante o mês de outubro, tanto nas celebrações e atividades paroquiais como também nas escolas e outras organizações. Os interessados no guia poderão seguir o link e ter acesso ao conteúdo. No encontro também esteve presente a liderança indígena Imaculada Lima Barreto, da Região do Rio Negro e da etnia tucana, que atualmente reside em São Paulo. Ela deu testemunho da contribuição dos povos indígenas na preservação da floresta. No estudo em grupos, os participantes conversaram sobre as sugestões concretas do Documento de Trabalho, procurando ver como aplicá-las à realidade de São Paulo. Sugeriram utilizar as motivações do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo da Amazônia para chamar a atenção sobre o cuidado da Criação e aproveitar as sugestões do Guia Prático antes das missas e celebrações dominicais ou mesmo durante a própria celebração, como pequenos vídeos, a Oração do Sínodo, a Oração do Mês Missionário e alguns cantos de Campanhas da Fraternidade anteriores que abordam a preservação da natureza. Outra proposta foi a instalação de painéis para dar visibilidade ao Sínodo. Padre Arlindo Pereira Dias, um dos organizadores do encontro, avaliou que os participantes “desejam encontrar formas de estar em comunhão com os membros do sínodo em Roma e apoiar concretamente essa iniciativa importante e vital, relacionada com o cuidado da casa comum que Deus nos entregou com tanto carinho”. Segundo ele, a ecologia tem sido presença constante nas Campanhas da Fraternidade desde 1979, mas precisa ser mais bem compreendida. “Queremos gerar ações concretas e, ao mesmo tempo, dar prosseguimento a esse caminho depois da realização do Sínodo”, acrescentou Pe. Arlindo. Como parte da equipe organizadora do encontro, fiquei muito feliz com o engajamento e compromisso dos participantes. Todos saíram muito motivados para trabalharem as temáticas do Sínodo em seus próprios ambientes e com muito desejo de se organizarem para que a reflexão sobre a ecologia integral se transforme em ações concretas nas comunidades. Também expressaram o desejo de continuar a se reunir para estudo e aprofundamento. Do ponto de vista da Vivat Brasil, o encontro trabalhou uma das ações imediatas propostas pela rede de congregações que fazem parte da instituição, que é o acompanhamento do Sínodo da Amazônia e também se articular melhor dentro de suas duas prioridades: sustentabilidade e cultura da paz. Para conhecer melhor as propostas da Vivat Brasil, sugerimos assistir ao vídeo produzido pela Verbo Filmes, disponível no Youtube: Vivat Brasil – workshop maio 2019. Ir. Ana Elídia Caffer Neves, SSpS, secretária executiva da Vivat Brasil, jornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN). _______
“Quanto amo a tua Palavra; passo o dia todo a meditá-la…” (Sl 119,97)

Este versículo descreve, com fidelidade, o que de fato tem sido o bibliodrama em nossas vidas. Chegamos à terceira etapa de nosso curso, e posso dizer que, a cada encontro, seguimos as palavras do Mestre: “Duc in altum”, avancem para águas mais profundas (Lc 5,4). Participar do bibliodrama tem sido uma experiência única! Desde o primeiro encontro, passamos por momentos de profunda intimidade com Deus e com nós mesmos. O grupo está em perfeita sintonia, e isso pode ser percebido nos momentos de oração que são preparados a distância e que se conectam perfeitamente com as propostas de trabalho de nossos queridos facilitadores. Nossos encontros começam sempre com a oração que dará o tom de todo o trabalho a ser realizado. Confesso a vocês que, no primeiro momento, fiquei um tanto apreensivo, reticente sobre como seria o curso, mas, depois da primeira dinâmica de apresentação, toda e qualquer possibilidade de “travamento/estranhamento” foi por terra. Ali percebi o agir de Deus… e me deixei conduzir por seu Espírito. No bibliodrama, a porta de entrada para mergulharmos na Palavra é a preparação do ambiente de acordo com o texto bíblico a ser trabalhado. A contemplação da cena, fazer-se presente nela, faz-nos participantes daquele instante em que os protagonistas do texto sagrado fizeram a experiência. Mas o mais importante é que não repetimos a experiência deles, somos convidados, ou melhor, impelidos a sermos os protagonistas. Colocamos ali nosso viver, nossos sentimentos, frustrações, alegrias, esperanças… E isso faz toda a diferença, porque a Palavra ganha um novo sentido para nós. Nós nos tornamos um com a Palavra. Fazer essa experiência traz uma dinamicidade, uma profundidade que torna impossível fazer uma leitura bíblica sem querer aprofundar e atualizar seu sentido em nossas vidas. No encontro passado, conhecemos um novo elemento de bibliodrama, o “bibliolog”. Dos elementos trabalhados, esse foi um dos mais interessantes, pois nos permite “ler o que não está escrito” no texto. E aí está toda a maravilha dessa experiência, “o que não está escrito” passa a ser “escrito” com a nossa vida. A Palavra nos fala, ou melhor, grita para nós. E, ao ser interpelado por ela, não existe a menor possibilidade de ficar calado ou de não se deixar transformar… É o Oleiro moldando/refazendo o barro/vaso. E, como nos diz o profeta: “Assim também acontece com a minha palavra: ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão” (Is 55,11). Alexandre Pinho Britto, Bacharel em Teologia e Licenciado em Filosofia, coordenador da Pastoral do Colégio Imaculado Coração,no Rio de Janeiro. ________
Vem aí o Mês Missionário Extraordinário

O mês de outubro, na Igreja, é o Mês das Missões. Mas, neste ano, será um mês ainda mais especial, com a proclamação, pelo Papa Francisco, do “Mês Missionário Extraordinário”. O objetivo é “Despertar, em medida maior, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. As missionárias servas do Espírito Santo, nos cerca de 50 países onde estão presentes em todo o mundo, abraçaram o apelo do Papa Francisco e estão se mobilizando para dinamizar o Mês Missionário, tanto em suas comunidades como nos locais e obras onde atuam. A secretária-geral das Missões, Ir. Gretta Maria Fernandes e Ir. Maria Cristina Avalos, da Direção-Geral da Congregação, em Roma, gravaram um vídeo, incentivando todas as irmãs a intensificarem ações missionárias e ajudarem a animar a Igreja local em torno do Mês Missionário Extraordinário. No Brasil, na Província Stella Matutina, as irmãs também estão se organizando para vivenciar, com intensidade, o mês de outubro. De acordo com a coordenadora provincial, Ir. Maria Percila Vieira (ao centro, na foto), o ponto fundamental é “Retomar o nosso ser missionário e nos animar mutuamente”. Para isso, ela está enviando uma mensagem a todas as irmãs, com algumas propostas para o Mês Missionário Extraordinário. Entre as ações concretas apresentadas, a primeira já está sendo feita, que é o acompanhamento da preparação do Sínodo da Amazônia, com estudo e orações nas comunidades. Como subsídio, as irmãs estão utilizando o texto “40 dias pelo Rio: navegando juntos a boa-nova de Deus a caminho do Sínodo Amazônico”, escrito por Mauricio López Oropeza, secretário executivo da Repam (Rede Pan-Amazônica), e publicado pela Unisinos, entre outros. As demais ações incluem a participação dos alunos e das irmãs nas atividades do Mês Missionário em cada escola e também encontros celebrativos nas comunidades, reunindo as que estão mais próximas. A ideia é levar a Cruz Missionária a cada um dos locais onde as irmãs estão e aprofundar o compromisso com a missão. A Cruz é uma cópia da que foi utilizada no Congresso Missionário na Bolívia e tem um rico simbolismo a respeito da evangelização. Outra realização para o Mês Missionário Extraordinário é o lançamento da Capela Missionária Virtual SSpS, um espaço on-line onde as pessoas poderão rezar, deixar pedidos de oração, interagir com as irmãs, receber informações missionárias e até colaborar com os projetos de evangelização. Essa é uma iniciativa da Equipe de Espiritualidade com a Equipe de Comunicação da Província e está em fase de preparação. Significado da Cruz Missionária A cruz missionária recorda a Páscoa de Jesus, que ilumina nossa vida e missão. A haste está em forma de espiral ascendente. Recorda o movimento característico da missão, da Encarnação em direção à Páscoa de Jesus crucificado e ressuscitado, que ilumina e transforma a realidade. Os cravos testemunham o martírio de Jesus na Cruz. As flores que brotam da Cruz representam a vida nova que nasce da Páscoa de Jesus Cristo. Em meio à dor e ao sofrimento, Deus se manifesta e faz ressurgir a esperança e alegria do Evangelho. A inscrição IHS significa “Jesus, Filho de Deus, Salvador dos Homens”. Relíquia de Santa Nazária, fundadora de uma Congregação Missionária feminina na Bolívia. A Cruz Missionária nesse formato faz memória às missões jesuítas da Bolívia e à evangelização dos povos da América Latina. Ela expressa o amor infinito de Deus e a salvação da humanidade. Hoje, a Cruz continua inspirando a evangelização dos povos e animando nossa espiritualidade na ação missionária.
“Estamos aqui porque amamos a escola”

Entre os dias 28 e 30 de agosto, os coordenadores missionários da Rede de Educação Servas do Espírito Santo estiveram reunidos no Centro Missionário Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, para alinhar os objetivos da aprendizagem do Programa de Ensino Religioso dentro das especificidades da Base Nacional Comum Curricular. A inspiração do encontro foi a frase do Papa Francisco: “Nós estamos aqui porque amamos a escola. E digo ‘nós’ porque eu amo a escola, eu amei a escola como aluno, como estudante e como professor. E depois como bispo”. O encontro foi produtivo e enriquecedor. Juntamente com a Assessoria Pedagógica, propôs aos coordenadores missionários das escolas caminhos que deverão guiar as novas ações educacionais. O momento contou também com a Ação Pastoral das unidades, a qual tem por objetivo promover um novo jeito de ser e viver baseado no amor trinitário. Nesse sentido, as ações da Dimensão Missionária nas escolas devem iluminar toda a prática educativa, possibilitando que os processos pedagógicos contribuam com a transformação social e o compromisso com a vida, por meio da vivência da solidariedade e a busca por uma cultura de paz. Ações solidárias, voluntariado, grupos de preparação para os sacramentos da Eucaristia e crisma, Juventude e Infância Missionárias, formação de educadores e pais, Missão Sem Fronteiras, Semana Sem Fronteiras, entre outros assuntos, foram discutidos e planejados pela equipe que acredita e realiza a educação por amor e com amor. “O encontro garantiu que os educadores retornassem a suas escolas com novas expectativas e uma bagagem renovada e preparada para o âmbito educacional”, afirma Agostinho Travençolo Júnior, coordenador missionário da Rede de Educação. Continue acompanhando o trabalho missionário das escolas, acessando o Instagram: https://www.instagran.com/acoespelapaz Luciana Marzullo Araujo, pedagoga e cientista da religião, coordenadora da Pastoral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. ________
À luz do Evangelho dominical

Hoje é muito fácil dizer que seguimos Jesus, que somos seus discípulos e discípulas. Mas será que estamos seguindo os critérios que o próprio Jesus nos apresenta para seu seguimento? O Evangelho deste domingo nos apresenta quais as condições para poder ser discípulo ou discípula de Cristo. São exigências que vão até a raiz mais profunda de nossa vida e de nossos afetos. Jesus exige amor absoluto, desapego total e disposição para tomar a cruz. Será que estamos dispostos? O projeto do Reino de Deus é tão importante que não dá para fazer de conta. Seguir Jesus é entregar a própria vida, como Ele mesmo fez. Para nós, isso é impossível, mas, com a graça do chamado que Jesus faz a cada pessoa, podemos colocar tudo o que somos e temos a seu serviço e da humanidade. No vídeo produzido pela Verbo Filmes, o biblista Afonso Giglio Junior fala da radicalidade do seguimento de Cristo e da resposta que o Evangelho pede de nós. Confira!
Contagem regressiva para o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, localizado no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, vai comemorar cem anos de existência em 2020. Milhares de pessoas passaram pelas salas de aula, corredores e pátios da instituição. Desde sua fundação, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo, tornou-se uma das principais referências de educação da capital fluminense. Para marcar seu aniversário de 99 anos e abrir o ano jubilar, no dia 24 de agosto, foi realizada uma celebração que contou com a presença de famílias, educadores e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. As famílias foram recebidas com música. A Banda Sinfônica da Faetec abriu o evento ao som de clássicas canções cariocas, como Garota de Ipanema e Cidade Maravilhosa. Na sequência, uma animada celebração da Palavra foi presidida pelo padre Júlio, pároco da Basílica Coração de Maria. Nas preces, foram lembradas famílias, alunos, ex-alunos, educadores e irmãs missionárias. Também se rezou pelos valores humanos e cristãos, pelo diálogo na formação dos jovens e pela caminhada e missão de todos. Fechando a celebração, uma emocionante ação levou quem estava presente às lágrimas: 99 balões foram lançados por alunos do colégio. Cada balão representava um ano de muitas histórias e levava um gentil recado, que contava sobre o aniversário do colégio e convidava quem o encontrasse a fazer uma visita ao colégio e ganhar um presente. “Foi uma festa linda. Todas saíram encantados. E o mais importante foi que transmitimos a mensagem de que, mesmo com seus 99 anos, o Coração de Maria mantém o compromisso de educar crianças e jovens na perspectiva cristã, sempre alinhando tradição com contemporaneidade e inovação. O carisma missionário nos fortalece e nos conecta aos valores que o mundo em transformação exige de cada um”, afirma irmã Cida, que conduziu as festividades. Um painel de contagem regressiva foi inaugurado e instalado na fachada do colégio. Diariamente, as placas serão viradas, indicando quantos dias faltam para o centenário do colégio. A cada dia, um aluno, familiar, educador ou ex-aluno será convidado para alterar a placa. Patrícia Campos é jornalista e especialista em comunicação corporativa. Faz parte da equipe da Árvore, um laboratório de comunicação localizado em Belo Horizonte (MG), que faz a gestão de comunicação de todos os colégios e centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo _____