Sociedade Consumista

Infelizmente, a maioria dos brasileiros consome exageradamente. Não é errado consumir, porém, quando esse ato é praticado excessivamente, causa muitos problemas. Isso porque, para se produzir em grande quantidade, é necessário destruir a natureza, em razão da retirada de matéria-prima para fazer muitos produtos. Na maioria das vezes, isso acarreta problemas ambientais também em outras regiões, como a seca que aconteceu em São Paulo, por causa do desmatamento na Amazônia. Além disso, as pessoas criam diversas dívidas que não conseguem pagar. São induzidas pela mídia, que cria a ilusão de que precisam daquilo para ser feliz, mas a felicidade não é algo que produtos garantam. Outro problema é que muitos indivíduos ficam viciados em comprar, e isso acaba se tornando uma doença psicológica chamada oniomania. De acordo com o site da Associação Brasileira de Psiquiatria, 3% da população brasileira tinham essa doença em 2009. Logo, é muito provável que esse percentual seja bem maior atualmente. É possível evitar esses problemas, orientando as pessoas pelas redes sociais ou promovendo campanhas que expliquem o tema e promovam uma conscientização sobre o assunto. Isabela Torres Brito é aluna do Colégio Espírito Santo, em São Paulo. Disponível em: <https://blogdoenem.com.br/geografia-consumo-consumismo/>. Acesso em: 8 nov. 2017

Preservar ou destruir? A importância do patrimônio público

Em qualquer lugar do mundo, as pessoas encontram patrimônios públicos, como escolas e praças, e é dever de toda a população mantê-los preservados, pois, mesmo que não façam parte da história de alguns, é uma questão de respeito e de responsabilidade. Quando alguém destrói esses bens, pode afetar tanto a sua história e cultura quanto a do local e a das pessoas que convivem ali, além de transmitir uma imagem negativa aos visitantes. De acordo com o canal do Youtube “Este Ambiente Oficial”, “Pela mídia, vemos todos os dias a destruição do patrimônio público. […] É preciso se conscientizar e se apropriar do que é nosso”. Dessa forma, percebe-se que a população precisa aprender o sentido de viver em coletividade, que é a essência da sociedade. Segundo Aline Passos, graduada em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), professora universitária e advogada, “[…] é inexigível que parte da população se sinta responsável por um patrimônio o qual ela não decide, não acessa, não entende e, quando entende, recusa, pois aquilo não representa a sua história, seus costumes e sua experimentação na cidade”. Assim, avalia-se o quanto o ensino e o respeito são fatores determinantes dessa questão. A cidade de Paranapiacaba, por exemplo, possui muitos patrimônios públicos que contam a história do lugar e das pessoas que ali habitam. Caso os patrimônios fossem vandalizados ou destruídos, tanto o local quanto a população perderiam parte de sua história e cultura, além de passar a impressão de ser uma cidade suja e mal organizada, como acontece em outras cidades. O governo, portanto, deveria lançar campanhas e estimular as escolas (tanto públicas quanto particulares) a ensinarem aos alunos o valor do patrimônio público e a respeitá-lo, mesmo que não faça parte da história de alguns. E, para aqueles que vandalizam, deveria aplicar, com todo rigor, a lei que já existe e puni-los severamente, pois as pessoas precisam aprender a viver em sociedade. Rafaela Lino Pires é aluna do Colégio Espírito Santo, em São Paulo. Disponível em: <http://diariodorio.com/historia-da-praca-paris/>. Acesso em: 9 nov. 2017.

Exaltação da Santa Cruz

Festejamos hoje a Exaltação da Santa Cruz. Esta liturgia foi celebrada, pela primeira vez, em 13 de dezembro de 335. Era a dedicação de duas importantes basílicas construídas por Constantino Magno em Jerusalém: a Basílica do Martírio, no Monte Gólgota, e a Basílica do Santo Sepulcro. No ocidente, recebeu o termo “exaltação”. Então a festa celebrou a recuperação da relíquia da Santa Cruz pelo rei Heráclito, em 628, roubada quando foi conquistada a Terra Santa. O que é exaltação da Santa Cruz para nós? É reconhecer o grande amor de Deus pela humanidade, este que passa pelo suplício da Cruz à sua glorificação. “Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho único para nos salvar.” É da Cruz que nos foi revelado esse grande amor. Que representa para nós a Cruz? Para nós, cristãos, ela é sinal da vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Contemplando a Cruz, queremos segui-lo testemunhando seu gesto de amor. “Olhar para a Cruz é contemplar o sinal do amor infinito de Deus para cada um de nós, é a raiz de nossa salvação”, diz o Papa Francisco. Somos chamados a tomar cada dia a nossa cruz e segui-lo. Aprender com Ele a grande lição do amor total, na entrega de nossa vida, para ser mais vida onde não há vida. Abraçar a Cruz é acolher a misericórdia de Deus. Olhando para o nosso mundo mergulhado em tantos sofrimentos, onde milhões de pessoas padecem pelo ódio, ganância e injustiças, peçamos que a Cruz redentora de Jesus Cristo cure os nossos corações desses males que nos afligem. Alimentando nossa fé e esperança, que possamos nos comprometer em ser vida para aqueles que não têm vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, diz Jesus. E assim, proclamarmos o Cristo vitorioso. “Vitória tu reinarás, ó Cruz, tu nos salvarás!”

Jesus foi um poeta apaixonado pelo Reino de Deus!

A experiência de Deus Abba (Pai) se fortalece no coração de Jesus até se tornar sua razão mais profunda de ser e de agir. Portanto Jesus não duvida em poetizar o amor que o queima por dentro, e diz: “Com que compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como o grão de mostarda que…” (cf. Mc 30-32). Usando-se de variadas parábolas, Jesus comunica uma mensagem sobre o Reino. O Reino de Deus é semelhante a toda situação descrita nas parábolas. Por exemplo, com a parábola do grão de mostarda, Jesus nos provoca a entrar em diálogo com o amor de Deus, que se manifesta na vida concreta do ser humano. O paradoxo do pequeno grão e da grande árvore reflete a fé desabrochando no coração daqueles que escutam e acolhem a boa-notícia do Reino. O Reino de Deus que se manifesta na prática da justiça, solidariedade, fraternidade, perdão, inclusão… Ações pouco visíveis, pois nascem primeiro no coração de quem acolhe a mensagem de Jesus. Mas logo essas ações se desenvolvem e crescem, transformando a família e a sociedade. A parábola lida no contexto de Jesus valoriza o trabalho no campo. Das pequenas sementes depende a vida de milhares de pessoas. Por isso confronta os oponentes ao projeto de Deus, aqueles que, acumulando as sementes, tiram o pão das maiorias. Esse sistema de dominação e morte é denunciado inclusive por meio da imagem dum pequeníssimo grão de mostarda. Pois a vida pertence a Deus, e nenhum ser humano, por mais “poder” que retenha, poderá apropriar-se de seu dinamismo. A parábola do grão de mostarda tem detalhes surpreendentes, como comparações para expressar o amor de Deus. Esse amor que é capaz de nos renovar e até fazer fluir nosso dinamismo mais profundo. O amor de Deus ultrapassa a medida humana, pois nos pede amar, inclusive os inimigos, pondo fim à violência e estabelecendo a paz. O amor e a confiança ativam e comprometem com o Reino de Deus, revelado nas palavras e prática de Jesus. A semente jogada na terra quer nos mostrar que o Reino de Deus cresce no cotidiano da vida, aí onde quer que as pessoas atuem com justiça e misericórdia. A parábola por meio do percurso da menor das sementes salienta, enfim, a absoluta confiança de Jesus em seu Pai. O mistério do Reino de Deus se manifesta no Filho, por isso o conhecimento de Jesus é conhecimento do Reino de Deus. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.

Bíblia: a Palavra que liberta

A sabedoria, como dom e graça do Espírito Santo, traz a cada um de nós a amizade com Deus, que vem animar-nos na luta de todos os dias, diante das injustiças, consumismo, frieza e indiferença que inundam a sociedade. O autor do Livro da Sabedoria se utiliza de uma comparação: “É ela, com efeito, mais bela que o Sol…” (Sb 7,29). O Sol ilumina e aquece, mas a graça de Deus é superior ao Sol, e age em nossa vida iluminando-nos, aquecendo-nos e tornando-nos capazes de enfrentar, com paz, serenidade e confiança, os desafios do mundo. A oração de Salomão para obter a sabedoria é como um diálogo com Deus… “Os homens aprenderam as coisas que vos agradam e, pela sabedoria, foram salvos” (Sb 9,18). É preciso permitir que a sabedoria faça morada em nossas vidas, o que conseguiremos trilhando um caminho pessoal e coletivo de escuta, como expressão de respeito e amor. Reconhecendo-nos frágeis e limitados, consideramos Deus como fonte inesgotável de vida e sabedoria. Os testemunhos a seguir demonstram que o protagonista dessa comunicação é o próprio Deus, que se dá a conhecer, revelando-se na pessoa de Jesus e na ação do Espírito Santo.   “Minha essência e vivência da Palavra em minha vida cristã está em escutar a Palavra do Evangelho e colocá-la em prática. Minha fé não se resume a liturgias e leis rígidas. Vivencio atitudes concretas e no cumprimento do mandamento do amor.” Luciana Marzullo Araújo, MLDUT (missionária leiga de Deus Uno e Trino) e coordenadora da Pastoral no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG.     “‘Vinde a mim todos vós que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’” (Mt 11, 28). Em muitos momentos difíceis de minha vida, essa Palavra de Deus me deu forças.” Leida Maria Pereira de Sousa, MLDUT em Campo Belo-MG.       “A ação da Palavra de Deus na minha vida, o que dizer? É minha luz, é meu farol! Ela me guia, me sustenta. Hoje, admirando a ação da natureza no berçário de sementes em meu quintal, fiz uma relação dessa ‘ação’, esse ato de germinar, com o que vem, silenciosamente, brotando e tomando conta de meu coração quando leio, quando ouço a Palavra, quando estou atenta ao outro, quando estou atenta à mensagem diária que recebemos de todos os lados, seja da natureza, do amigo, e também daquele que você não conhece, mas que traz um testemunho para você compreender o que Deus nos oferece a todo instante.” Maria Fernanda P. Azevedo, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ.   “A Bíblia, para mim, é toda orientação da prática cristã em minha vida. Com ela, posso aprofundar meu relacionamento com a Palavra de Deus, por meio da orientação, meditação e estudo da Sagrada Escritura. E, neste ano, somos convidados a refletir sobre o Livro da Sabedoria. A Bíblia é o meu chão.” Rosiná Lopes Bressan, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ.

24º Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência”

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, sempre aberto e plural, de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. O Grito tem, a cada ano, um lema nacional, mas que pode ser trabalhado regionalmente, com base na conjuntura e na cultura local. As manifestações são variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos, procissão, pré-Grito, cursos, seminários, palestras… Em 2018, o lema é “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência”. Por que o Sete de Setembro? Desde 1995, o Grito dos Excluídos ocorre em Sete de Setembro. É o dia da comemoração da Independência do Brasil. Nada melhor do que essa data para refletir sobre a soberania nacional, que é o centro das mobilizações do Grito. Nessa perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo, em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de ser de festa, vai se tornando também um data de consciência política e de luta por uma nova ordem nacional e mundial. Objetivos específicos: Defender a vida dos excluídos e excluídas, assegurar os seus direitos, voz e lugar. Construir relações igualitárias que respeitem a diversidade de gênero, cultural, racial, religiosa e sejam esperança para, juntas e juntos, lutarmos por outro mundo possível. Construir espaços e ações organizadas politicamente, a fim de fortalecer e mobilizar o povo a lutar por um projeto de sociedade mais igualitária e fraterna que valorize a vida, a distribuição de terra, renda e bens para todos. Denunciar as estruturas opressoras da sociedade, as injustiças cometidas pelo modelo econômico neoliberal, a concentração de renda, a criminalização dos movimentos, dos defensores e defensoras dos direitos humanos e das lutas populares. Ocupar os espaços públicos e exigir do Estado a garantia do acesso e a universalização de direitos básicos, como educação, segurança pública, saúde, transporte, alimentação saudável, saneamento básico, moradia. Lutar contra a privatização dos recursos naturais e contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores. Cobrar dos governantes uma auditoria integral da dívida pública (interna e externa), que consome aproximadamente 45% do nosso dinheiro (orçamento federal) no pagamento de juros e amortizações aos especuladores. Fonte: http://www.cebsdobrasil.com.br/2018/04/29/grito-dos-excluidos-as-20181a/

A Igreja latino-americana está de festa!

A Conferência de Medellín (Colômbia) está celebrando 50 anos. Mas o que fez esse evento se tornar famoso? Foi a criatividade para assumir a libertação dos pobres, seguindo o espírito do Concílio Vaticano II. O Concílio Vaticano II realizou-se entre os anos de 1962 e 1965. Esse é considerado o maior evento da Igreja e transformou radicalmente o rumo do catolicismo. A atenção “aos sinais dos tempos”, quer dizer, às situações emergentes, e às pessoas que mais sofrem pela pobreza, marginalização ou exclusão, e o “aggiornamento” (atualização) foram os temas fundamentais do encontro que reuniu bispos de todo o mundo e até mesmo convidados de outras igrejas e tradições religiosas. O presidente do Conselho Episcopado Latino-Americano (Celam), Dom Manuel Larrain, convocou uma conferência-geral com o propósito de implantar na Igreja latino-americana as ações determinadas pelo Concílio. Porém essa conferência somente começou três anos depois da conclusão dos trabalhos do Vaticano II. Esse encontro foi realizado na cidade de Medellín, Colômbia, em 1968. O continente latino-americano estava sob as garras de ditaduras e rebeliões. Os povos se debatiam em lutas, pobreza, injustiça e na dependência econômica, política e cultural dos países mais desenvolvidos. Ao mesmo tempo, ressoava por todos os lados o desejo ardente de mudança e transformação. Assim, diante desse cenário, a Conferência de Medellín insistiu na promoção e libertação do ser humano. O foco principal da evangelização de Medellín foi a libertação integral do ser humano, a qual é fruto da conversão, a fim de que chegue a nós o Reino de Deus. Atualmente, qual será contexto social que envolve os povos latino-americanos? A Conferência Medellín soube ler “os sinais dos tempos” e, por isso, colocou a situação dos pobres como centro da ação de evangelização e libertação. Para cumprir o objetivo proposto pelos bispos latino-americanos e caribenhos, inseriu na pastoral o uso do método “ver, julgar, agir”. Pois a missão da Igreja é a missão de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. Jo 10,10). A criação das comissões de Justiça e Paz em todos os países foi incentivada, a fim de que se realize a missão de Jesus e nossa. Nos seus 50 anos, agradecemos e celebramos Medellín pelos frutos que ainda hoje nos ajudam a buscar caminhos da libertação à luz da fé.

Foi Jesus, o Filho de Deus, um poeta?

Será? Em geral, as parábolas são tidas como a grande obra de arte de Jesus. Essa obra poética reflete o encontro entre duas culturas (a semita e a grega) e se acha resumida em 83 parábolas autônomas. A parábola é um convite à mudança e quer despertar em nós algumas atitudes básicas e necessárias para crescermos na confiança em Deus e vivermos com alegria e prazer nossa fé. Jesus teve como meta o anúncio do Reino de Deus, por isso sua vida esteve direcionada para as coisas desse Reino. As parábolas são a forma característica que Ele usou para anunciar essa presença de Deus como salvação acessível a todos. Jesus foi um mestre na arte de ensinar em parábolas. Mas o gênero literário das parábolas era próprio dos sábios, do povo do Antigo Testamento. Jesus deu um estilo único às parábolas. Por meio delas procurou uma nova maneira de o povo compreender Deus. Mas você sabe o que é de fato uma παραβολή (parábola) evangélica? A parábola nos evangelhos é uma comparação que busca transmitir uma realidade única. As imagens nela são realistas, correspondem às experiências cotidianas, são acessíveis e desafiam aos ouvintes a abrirem-se ao projeto libertador de Deus. Cada parábola é um mosaico único da grande obra de arte da pregação de Jesus. E, por meio dela, Jesus revelou um Deus misericordioso, muito próximo das fraquezas humanas e, ao mesmo tempo, um Deus que conta com a colaboração das pessoas para ser conhecido no interior da sociedade. Encontram-se, nas parábolas, algumas marcas que são consideradas ipsissima vox de Jesus, ou seja, expressão autêntica e original de Jesus. Por exemplo, o termo βασιλεíα “Basiléia” de Deus (Reino de Deus) é usado 54 vezes por Jesus nos evangelhos. Na literatura da época, a expressão era raramente utilizada. Na parábola, olhamos Jesus fazendo coincidir as palavras com sua conduta. Por exemplo, a Parábola do Pai Misericordioso (Lc 15,11-32) harmoniza com a conduta de Jesus acolher os pecadores e comer com eles. E você já se sentiu acolhido, perdoado, amado por Deus, por meio de alguma parábola? Referência THEISSEN, Gerd; MERZ Annette. O Jesus histórico: um manual. (3. ed.). Tradução de C. Milton Mota e Paulo Nogueira. São Paulo: Loyola, 2015. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.

Vocação

“A nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina…”                                                                                                                          Papa Francisco O chamado de Deus nos conduz a uma reflexão de escuta e vivência da sua Palavra. Mas é preciso permitir que Ele toque em nossa alma, o que acontece no dia a dia. Vivemos numa sociedade contraditória aos apelos de Deus, e é nesta sociedade e neste mundo, imbuído de barulho e materialismo que tanto inquietam nosso coração e nossa mente, que escutamos o seu chamado. E o Senhor, em sua infinita bondade, cria em nós um espaço de silêncio e discernimento em meio a toda essa diversidade e, assim, também respondemos, como Isaías, Samuel, Moisés, Abraão e Maria: “Eis-me aqui, Senhor!”, na certeza de que Ele sempre estará conosco. É preciso permitir que Deus toque em nossa alma quando estamos diante (ou ao lado) daquele que sofre, que tem frio e fome, que não vê sentido na vida, que tem sede de Deus. É preciso, acima de tudo, colocar-se no lugar do outro para sentir o que o outro sente e, assim, continuar a missão de Jesus, que é a nossa missão. Vocação é isto… Colocar a serviço do outro os talentos que de Deus recebemos e que se traduzem em gestos de amor e fraternidade, onde quer que estejamos. Neste ano dedicado ao laicato, a vocação se torna ainda mais latente em nós, leigos, que vivemos a experiência do amor e da misericórdia de Deus em nossas famílias, em nosso trabalho e em nossas comunidades. E hoje compartilho com vocês os depoimentos de leigos que dizem o seu sim no dia a dia de suas vidas. “Ser missionária leiga de Deus Uno e Trino é viver enraizada no carisma trinitário, evangelizando no trabalho, família, escola, para a prática do mandamento do amor, sendo ramo, sal, luz e fermento. O mundo é o lugar da ação do cristão. A missão nos fortalece como cristãos. Ser missionário é ser Igreja em saída de si mesmo em busca do irmão, do amigo, da família, do colega do trabalho, do desconhecido, do excluído…” Maria Cristina Queiroz Maia “Ser missionário é fazer da educação um espaço de acolhida e de anúncio de uma nova perspectiva de vida à infância e à juventude, que clamam por um mundo melhor.” Agostinho Travençolo Júnior  “É missão de todos nós Deus chama, eu quero ouvir a sua voz” Zé Vicente   Nanci Regis Queiroz Afonso Missionária leiga de Deus Uno e Trino

Encontro Anual dos Coordenadores Missionários e Professores de Ensino Religioso da Rede de Educação das Irmãs Servas do Espírito Santo

Nos dias 23 e 24 de agosto, o Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, sediou o Encontro Anual dos Coordenadores Missionários e Professores de Ensino Religioso da Rede de Educação das Irmãs Servas do Espírito Santo. Assessorado pelo professor Ailton Dias de Melo, em parceria com a FTD Educação, o evento teve o objetivo de levar o grupo a refletir a possibilidade de um currículo atender aos parâmetros legais em conjunto com os valores e a espiritualidade. Outro desafio foi pensar novas abordagens e metodologias para o Ensino Religioso, tendo como base as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Marcado por um clima de convivência, alegria, trabalho e oração, o encontro incentivou os participantes a avaliarem práticas e conteúdos, definindo estratégias e metas que deem sentido para a vida de cada pessoa que passa pelas escolas da Rede de Educação. Confira alguns momentos. Confira algumas fotos.

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