Novena Missionária – Outubro de 2020

Durante o mês de outubro, o Mês Missionário, em unidade com a Igreja no Brasil e com as Pontifícias Obras Missionárias, estamos publicando uma novena simplificada para que todos tenham oportunidade de rezar durante o mês missionário.Será uma novena bem curtinha, para ser rezada individualmente, mas colocaremos o link para que todos tenham acesso à novena completa, ao vídeo e possam se organizar em família, como comunidade, ou on-line.Neste ano, a Novena Missionária tem como tema “A vida é missão” e, por lema, “Eis-me aqui, envia-me” (Isaías 6,8). Quem quiser saber mais sobre a novena e a Campanha Missionária, visite a página http://www.pom.org.br/campanha-missionaria-2020/ No blog, publicaremos a novena simplificada às terças e quintas-feiras, durante todo o mês de outubro. A vida é missãoNovena Missionária simplificada – Primeiro dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoO Papa Francisco acentua a dimensão existencial da missão. “Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo” (Evangelii Gaudium, 273). A vida se torna uma missão. Ser discípulo missionário está além de cumprir tarefas ou fazer coisas. Está na ordem do ser e não se reduz a algumas horas do dia. “A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser” (Evangelii Gaudium, 273). Na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, o Papa ressalta: “Não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão” (Gaudete et Exsultate, 27). É uma realidade de vida em que os batizados se deixam envolver pela presença de Deus e a transmitem para o mundo. Palavra de Deus: Isaías 6,4-8 4 Ao som das suas vozes, os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.5 Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos6 Logo um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.7 Com ela tocou a minha boca e disse: “Veja, isto tocou os seus lábios; por isso sua culpa será removida, e seu pecado será perdoado”.8 Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?”. E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Para meditar Assim como Isaías é chamado por Deus à missão, Deus também chama a cada pessoa.Como estou respondendo ao chamado de Deus? Oração do Mês Missionário Deus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Neste vídeo, o padre Maurício Jardim, diretor das Pontifícias Obras Missionárias, e Dom Odelir José Magri, presidente da Comissão Episcopal Missionária da CNBB, introduzem o tema do Mês Missionário e falam das três formas de cooperação missionária: a oração, a ajuda material e a vida feito missão. Para rezar a novena completa com sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:

A oração do terço para combater em tempos difíceis

Você tem o costume de rezar o terço em família? Caso não o tenha, reserve um momento do dia para unir a família, guiados por Nossa Senhora. O Papa Francisco reforça a tradição de rezar o terço em família, mas, se não conseguir, reze sozinho. O importante é orar com amor e simplicidade para nos tornar ainda mais unidos, para superar as provações do dia a dia, especialmente neste momento de pandemia. Vivemos tempos violentos, e o Papa nos diz que o terço é um instrumento poderoso que traz paz a nossos corações, à Igreja e ao mundo. Na oração do terço, a cada Ave-Maria, a cada mistério, nós nos dirigimos a Nossa Senhora, para que leve nosso coração, vida, família, projetos… para perto de Jesus. Apenas a oração pode nos ajudar a combater o bom combate e guardar a fé (2 Timóteo 4,7) e a nos proteger sob o manto sagrado da Virgem Maria. Levamos a Deus, por intercessão de Maria Santíssima, nossas misérias, feridas, dores, medos e também alegrias, dons e graças por meio da oração, especialmente a do terço, rezada com amor e simplicidade. Quando nós rezamos, permitimos que Jesus entre em nossa vida e faça nova todas as coisas (2 Coríntios 5,17), que transfigure tudo o que vivemos. Reze e recorra ao santo terço para enfrentar, com coragem, o combate do dia a dia, especialmente neste momento de provações. São tantos testemunhos da oração do terço, de mãos dadas com a Mãe de Deus, para enfrentar os desafios do dia a dia. Entre muitos, apresentamos estes três: “Tive que fazer uma cirurgia de apendicite e, ao passar por esse procedimento, o médico falou-me que tinha uma triste notícia. Disse para mim e minha mãe que eu precisaria retirar o útero, porque estava cheio de miomas. Eu era jovem e sonhava em me casar e constituir uma família, e me descontrolei chorando. Minha mãe, muito devota de Nossa Senhora, falou diante de mim e do médico: ‘Filha, não chore, quem sabe de tudo é Nossa Senhora!’. Passou o tempo, namorei, casei-me, engravidei e, aos três meses de gestação, tive uma forte hemorragia e fui ao médico. Ele disse que eu perderia a criança, que eu não conseguiria, porque os miomas estavam comprimindo o feto. Mais uma vez, chorei muito, e minha mãe, mais uma vez, disse: ‘Ana, tenha fé em Nossa Senhora!’. Minha mãe sempre muito devota, sempre fazendo as novenas, sempre rezando e sempre caminhando com Maria… E a minha filha nasceu! Hoje, está com 21 anos e é uma benção em nossas vidas. É uma menina que louva a Deus e Nossa Senhora.” (Ana Maria da Silva Sousa, MLDUT, Campo Belo/ MG) “Todos nós, cristãos, temos Nossa Senhora como mãe! Foi o próprio Cristo que nos falou isso, que nos deu Maria como nossa mãe. Quem é mãe vai entender o que vou falar. Mãe e filho conversam pelo olhar, por pequenos sinais. Conversar com Maria é uma necessidade, como um filho fala com sua mãe no dia a dia. E se não fala, sente muita falta. Quando eu rezo o terço, é como se estivesse conversando com Nossa Senhora, falando dos problemas do dia a dia, do medo da pandemia, do medo da violência e agradecendo também por tantas graças alcançadas. A cada Ave-Maria rezada, é como se ficasse mais pertinho de Maria e, estando pertinho de Maria, estou também pertinho de Jesus. Só assim tenho forças para seguir em frente. Apesar da forte dor que sinto nas pernas e joelhos, tenho certeza de que estou na companhia de Nossa Senhora.” (Ana Maria do Amaral Queiroz, MLDUT, Rio de Janeiro/RJ) “A oração do terço, para mim, nestes tempos difíceis, foi um momento muito especial de espiritualidade e união com minha família; momento de rezarmos juntos e, só neste tempo, tivemos a oportunidade de estarmos unidos.” (Edina Regina dos Santos Cardoso, MLDUT, São Francisco/SP)

27º Domingo do Tempo Comum

“O Reino de Deus será entregue a uma nação que produzirá seus frutos”Mt 21,33-43 A parábola de hoje é a segunda de uma série de três referentes ao julgamento final de Deus sobre seu povo (antes, houve a parábola dos dois irmãos e virá ainda a da festa de casamento). Com certeza, a redação atual é resultado de uma longa história de transmissão oral e redação. Na boca de Jesus, a história visava a sorte da vinha (v. 41); a tradição pré-sinótica concentrou a atenção na sorte do Filho, acrescentando a citação do Salmo 118 e as alusões escriturísticas (v. 42-44); finalmente, Mateus deixa claro que o advento do novo povo (v. 41) está ligado ao destino daquele que fala e deve ser condenado e morto para depois ressuscitar (cf. notas da Bíblia TEB). Em sua forma atual, a parábola é uma alegoria da história da Salvação. “Os mensageiros” são os profetas que foram assassinados pelo povo de Israel, culminando com Jesus, como o filho. “O reino” provavelmente se refere à promessa da bênção em plenitude, dos últimos tempos. “O povo” se refere à Igreja; no caso de Mateus, composta principalmente de judeu-cristãos, mas também de gentios convertidos, que formam juntos o novo povo de Deus, o verdadeiro Israel. Essa conclusão do versículo 43 é a principal contribuição de Mateus à interpretação da parábola e é mais suave do que a própria parábola, pois os maus vinhateiros não serão destruídos, mas perderão a promessa. Como o Evangelho de Mateus foi escrito num contexto de polêmica entre a sua comunidade e o judaísmo formativo do fim do primeiro século, ele queria ensinar para a sua comunidade que a promessa antiga feita ao povo de Deus foi retirada das autoridades farisaicas e de suas comunidades, e foi dada à comunidade da Igreja. Isso não dava às comunidades motivo para comodismo. Como o povo original perdeu a promessa porque “não deu fruto”, também a Igreja não a possui de modo incondicional. Também as comunidades cristãs têm de “dar fruto” de justiça, fraternidade, solidariedade e partilha. A história da Salvação nos mostra que Deus não se deixa manipular nem permite que qualquer comunidade ou religião se torne “dona” dele, mas que seu verdadeiro povo é aquele que se dedica à construção dos valores do Reino de Deus. O texto convida a um sério exame e revisão de nossas práticas e estruturas eclesiais e eclesiásticas, para que nossa Igreja cristã não chegue a merecer o destino dos vinhateiros. Estes, por não terem correspondido à Aliança, viram a promessa retirada deles e dada a um outro povo “que produzirá os seus frutos” (v. 43). Não há lugar na Igreja para comodismo e atitude de superioridade, pensando que somos superiores a outros grupos, pois o importante é ouvir a Palavra e Deus e a pôr em prática, como sempre ensinava o Mestre. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD

“O amor é a força mais poderosa que o mundo possui”

O Dia Internacional da Não Violência é comemorado em 2 de outubro. A data recorda o aniversário de Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como “Mahatma” (que significa “Grande Alma”). Ele foi um dos mais influentes ativistas políticos e líder do movimento de independência da Índia. Foi ainda um pioneiro da filosofia e estratégia de não violência. A vida e os ensinamentos de Gandhi inspiraram líderes como Martin Luther King, nos Estados Unidos; Nelson Mandela, na África do Sul; e Aung San Suu Kyi, em Mianmar, que fizeram sem violência as mudanças que consideravam necessárias. A violência acontece não somente nas guerras e conflitos, mas em todas as situações em que se abusa das pessoas, reduzindo sua autoestima e sua autoconfiança ou valor próprio, levando-as a uma experiência de impotência. A omissão em trazer a paz e a fraternidade também é um tipo de violência, bem como sua aceitação passiva e quando confundimos violência com justiça, considerando-a útil para sociedade. A violência não é somente contra as pessoas, mas também o esgotamento dos recursos naturais, desmatamento, poluição ambiental e extinção de espécies. Dom Thomas Menamparampil, que trabalha pela paz entre os diversos grupos étnicos no nordeste da Índia, diz: “A memória não é o que aconteceu, mas o que as pessoas sentiram”. Se rastrearmos a história das guerras travadas em termos de religiões, raças e etnias, veremos como cada comunidade de pessoas sentiu e viveu, individual e coletivamente, as lembranças dos efeitos da guerra. Eles guardam memórias negativas. Muitas vezes, a história é escrita de uma maneira que mantém vivas as memórias negativas e promove o preconceito. Acredito que precisamos curar nossas memórias para construir a tolerância e ser capaz de ver a riqueza de cada pessoa e em cada cultura e religião. Em nome da manutenção da lei e da ordem, quanta violência ocorre nos países… É ironia que a justiça de uma pessoa seja a injustiça de outra. Tornou-se trivial a busca apenas de vingança e, da outra parte, a contravingança. Não é de se admirar que as piores injustiças, as transgressões mais sangrentas e injustificáveis sejam cometidas diariamente em nome da justiça. No passado, as armas foram fabricadas para se defender e se proteger dos perigos dos animais, mas logo foram utilizadas contra próprio semelhante. Hoje, a indústria bélica promove a guerra e a violência por questões econômicas. Uma nação poderosa é definida por sua artilharia, energia nuclear e força do exército. Tenho um primo na Índia que é soldado. Uma vez, quando voltou de férias, ele presenteou seu filho com uma arma de brinquedo. O menino ficou muito feliz ao receber a arma e agiu como um herói, atirando nos familiares como se fossem os inimigos, e eles atuavam como se estivessem morrendo. Comecei a refletir e cheguei à conclusão de que os pais se tornam inconscientemente agentes de violência. Muitos filmes também promovem a morte horrível de “inimigos”. Para as crianças, o filme é uma realidade, e os heróis são seus modelos. “Se quisermos ensinar a paz verdadeira neste mundo e travar uma guerra real contra a guerra, teremos de começar pelas crianças”, dizia Gandhi. Elas são criadoras do amanhã. Se uma criança cresce em um ambiente positivo e amoroso, ela semeará simpatia e amor nos corações dos outros. Fiquei cativada ao ver as abelhas zunindo e ocupadas coletando o néctar em volta das flores da laranjeira. As abelhas que voam de flor em flor transferem acidentalmente o pólen e ajudam na procriação. Nós destruímos a vida enquanto a natureza a promove. Os animais matam outros animais para comer, o que é uma lei natural. Não é natural que eles matem os da própria espécie. Somente o ser humano mata sua própria espécie, e isso até se tornou algo normal, mas não deveria ser assim. Qual é nossa resposta à violência a nosso redor? Mahatma Gandhi dizia: “Seja a mudança que você deseja ver no mundo”. Uma pequena ação ou uma simples palavra pode causar enormes consequências positivas ou negativas. Uma pessoa comum é esquecida quando morre, mas uma “grande alma”, como Gandhi, nasce em sua morte, criando uma nova aurora de esperança. Podemos criar no pequeno mundo a nosso redor, com aqueles que fazem parte de nossa comunidade, amigos, familiares e pessoas com quem trabalhamos, uma vida melhor mediante a aplicação da lei do amor contra o ódio, ciúme, inveja, vingança e inimizade. “O amor é a força mais poderosa que o mundo possui. Ao mesmo tempo, é a mais humilde que se possa imaginar”, Mahatma Gandhi. Ir.Elizabeth Rani, é missionária serva do espírito santo, nascida na Índia e há um ano no Brasil. Estudou Pedagogia e Literatura Inglesa e faz parteda Equipe de Comunicação da Província.

A escultura humana no bibliodrama

Setembro é o Mês da Bíblia, e encontrar novas maneiras de apresentá-la às novas gerações é nossa missão. Para que isso aconteça, o bibliodrama é uma forma que vem ajudando, de modo inovador, as pessoas a se reencontrarem com a Palavra de Deus. A técnica apresenta muitos elementos que possibilitam uma vivência mais íntima com a Palavra, e uma delas é conhecida como escultura. A partir da leitura e da reflexão de um texto bíblico, os ouvintes são convidados a construir uma escultura com o próprio corpo. Foi o que aconteceu com o grupo de catequese familiar dos alunos que se preparam para o sacramento da Eucaristia, no Colégio Espírito Santo, na capital paulista. Desafiados à experiência feita de forma remota e criatividades liberadas, os resultados foram surpreendentes. Com base no texto da visita de Maria à sua prima Isabel, quando soube que esta estava grávida também, os catequizandos e seus familiares criaram esculturas muito expressivas, representando a acolhida, a disponibilidade, a alegria, o encontro e muito outros temas refletidos a partir do texto. Tudo feito com muita alegria e esmero. Temos aqui mais uma forma de evangelização e de vivência da Palavra. Assim, concluímos com o testemunho do professor Max de Oliveira Faria, sobre vivenciar da escultura com as crianças da catequese. “A experiência da escultura humana foi muito profunda para os participantes. Durante a motivação, pude perceber os olhos e os gestos que nasciam de forma livre, espontânea e carregada de amor. A palavra “encontro” motivou a interação, mas o que vimos foram sentimentos que se materializavam em gestos, abraços, mãos dadas. Foi uma oportunidade única, em que uma experiência bíblica de Maria e Isabel fez desabrochar, em nossas crianças e suas famílias, um gesto de profunda intimidade.” Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS. __________

O amor não está de quarentena

O amor não está de quarentena. Continua livre para amar, porque ele nasce no e do coração. É ele que nos faz sentir o prazer de viver e servir. A pandemia não o atingiu nem há perigo de que ele seja afetado. O amor é uma atitude de vida que não olha para a condição do corpo; ele pode agir mesmo com o corpo estando doente. A pandemia aguçou o amor em muita gente. Muitas pessoas se tornaram mais afáveis, mais solidárias, mais compassivas. Descobriram a força do amor mesmo em situação de quarentena. Quando o amor move as pessoas, elas se transformam e revelam o lado bom da vida e enchem de esperança quando o caos quer dominar. O amor não está acorrentado pela doença, só precisa de um coração aberto e sensível, que se despoja do próprio egoísmo e abre espaço para acolher o outro, seja ele quem for, para desejar-lhe o bem, para fazer-lhe o bem, para encaminhá-lo para o bem. O amor conforta na hora da dor das perdas que alguém sofreu; o amor consola o coração abatido pelo sofrimento; o amor regenera quando alguém está fraco e abatido; o amor se solidariza quando alguém precisa dele; o amor é capaz de reconstruir as relações perturbadas pelos conflitos; o amor ouve aqueles que se sentiram emudecidos pela exclusão e por não terem espaços no tempo de cada um ocupado com suas coisas e surdos aos lamentos de quem precisa falar; o amor restabelece a paz onde ela foi perdida na agressividade, no ódio que brotou num momento de incompreensão; o amor salva onde alguém se havia perdido; o amor restabelece os laços lá onde eles haviam se desfeito; o amor encoraja lá onde a desesperança havia chegado. O amor dá um passo a mais com quem pediu para andar apenas um; o amor discerne lá onde a confusão quis tomar conta; o amor revitaliza as forças perdidas num momento de luta; o amor fala quando a voz se cala pelo sofrimento que apareceu; o amor fortalece quando o desânimo quis tomar conta; o amor se torna solícito quando a necessidade do outro se apresenta; o amor não se esgota, ele se renova a cada gesto que faz; o amor fica dentro de casa, solidário com os que ali estão; o amor vai para fora quando alguém bate à porta e pede um pão; o amor atende com gestos de atenção e partilha; o amor vai além da casa, da cidade, do país, ele se torna universal; o amor acompanha sempre o coração generoso; o amor reconstrói os vínculos lá onde eles haviam se rompido; o amor não dá aviso prévio, ele está sempre atento, disponível e permanente; o amor é a força que move o mundo e o mantém de pé; o amor faz reviver a vida lá onde ela estava morrendo. Por isso resgate o amor que há em você e deixe-o agir livremente, para que ele se torne sua marca registrada neste tempo de pandemia. Viva o amor, e ele o conduzirá à sua fonte original, da qual tudo brotou. Em toda a perfeição da harmonia do universo se manifestou a força criadora. Ame, porque Deus é amor, e tudo o que saiu dele veio marcado pelo amor. O amor é atitude eterna de Deus que nos amou por primeiro e deixou em nós sua marca, como imagem e semelhança. O amor não está de quarentena! Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDSPadre salvatoriano há 43 anos, professor e psicólogo pela Universidade Gregoriana de Roma, com mestrado em Psicologia e doutorado em Ciências da Religião. Atualmente é pároco em Videira-SC.

26º Domingo do Tempo Comum

“Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino de Deus”(Mt 21,28-32) Esta é a primeira de uma série de três parábolas sobre o julgamento. Todas estão dirigidas ao mesmo público: os chefes dos sacerdotes e anciãos, ou seja, ao grupo de elite dentro do sistema religioso de Israel. A parábola aqui trabalha com um esquema: o que é o “dizer” e o “agir” em resposta à vontade de Deus. Sendo parábola, que trabalha com simbologia, os dois filhos podem representar diversas personagens: o mais jovem pode representar o povo de Israel histórico que disse “sim” (Ex 19,8) e não cumpriu com a sua palavra (Jr 2,20) ou a geração do tempo de Jesus diante da pregação de João Batista e de Jesus. O segundo filho pode representar qualquer um que se arrependa: as duas categorias que recebiam então o rótulo de “pecadores”, mas que aceitam o convite de João para o arrependimento, também os pagãos que se convertem e creem em Jesus. No fundo, a parábola retoma um tema muito claro no Sermão da Montanha: “Nem todo aquele que me disser: Senhor, Senhor, entrará no Reino de Deus, mas aquele que cumprir a vontade de meu Pai do Céu” (Mt 7,21). Mateus é o Evangelho da prática da vontade do Pai, revelada em Jesus. O contraste entre os grupos na parábola chega a ser chocante, de propósito. De um lado, temos a elite do sistema religioso judaico, que se considerava justa e sem qualquer necessidade de arrependimento; de outro, os pecadores públicos, bem conscientes da necessidade de conversão sincera. A parábola traz a mesma mensagem daquela do fariseu e do cobrador de impostos em Lucas (18,9-14), e tem ecos de outra parábola com dois irmãos, a do “Filho Pródigo” em Lucas (15,11-32). Esse texto nos desafia a que façamos um exame de consciência. Quantas vezes rotulamos pessoas e grupos como pecadores, injustos, desprezíveis, com base nas aparências e em nossos preconceitos, enquanto nos contentamos com uma prática externa de religião sem consequências práticas para a sociedade, assim como faziam os chefes dos sacerdotes e anciãos do tempo de Jesus… Hoje em dia, podemos não ter publicanos (o termo técnico para o cobrador de impostos da parábola, pois o imposto cobrado chamava-se “publicum”), mas quantos são desprezados nas nossas comunidades como os publicanos de então, por serem “drogados”, “aidéticos”, “homossexuais”, “prostitutas”, “divorciados” ou por outros motivos? Quantas vezes nos contentamos com uma religião que consiste em simplesmente cumprir a tabela dos ritos e rituais, com a moral burguesa da sociedade idolátrica consumista, sem nos perguntar sobre os frutos de justiça de tal prática… Mateus insiste que é pelos frutos que se conhece a árvore. Os ouvintes dessa parábola devem ter ficado chocados e ofendidos com a frase de Jesus, “os cobradores de impostos e as prostitutas (pessoas consideradas irremediavelmente perdidas) vão entrar antes de vocês no Reino de Deus”. Pois Jesus desmascarava a religião dominante em Israel, que, escondida atrás de rituais e minúcias legais, marginalizava a maioria e lisonjeava uma minoria que se outorgava o direito de julgar os outros, sem dar frutos de justiça, partilha e solidariedade. “É pelos frutos que se conhece a árvore” (Mt 7,20). Deixemos que este texto chocante nos interpele, examinando os frutos reais de nossa prática, para que não caiamos na cilada dos chefes dos sacerdotes e anciãos, apontando os erros dos outros e julgando-os, sem sentir nossa própria necessidade de arrependimento. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD

Envelhecimento do brasileiro exige atitudes imediatas

No dia 1º de outubro, o Estatuto do Idoso (Lei n.º 10.741/2003) completa 17 anos de sua assinatura. A data é uma oportunidade para se buscar saber como está a população idosa deste que já foi considerado um país jovem. São muitas as estatísticas que mostram que seremos um povo de anciãos daqui a poucas décadas. A depender de como lidaremos com essa realidade, o quadro poderá ser dramático ou uma oportunidade. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde) uma pessoa idosa é aquela que tem 60 anos ou mais. Uma estimativa da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), produzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que o Brasil começou 2020 com 34 milhões de indivíduos na eufêmica “terceira idade”, representando 16,2% da população. Dos 73 milhões de domicílios no país, 25,1 milhões (34,5%) abrigavam idosos. Esses números tendem a aumentar consideravelmente nas próximas décadas. Segundo o IBGE, em 2043, um quarto dos brasileiros terá idade acima de 60 anos. Enquanto isso, a proporção de jovens de até 14 anos será de 16,3%. Há uma previsão de que, em 2047, a população deverá parar de crescer, um drama já vivido por outros países. Em 2060, cerca de 19 milhões de brasileiros estarão acima dos 80 anos. O crescimento do grupo de idosos se deve a alguns fatores, como a queda constante na taxa de fecundidade e o aumento da expectativa de vida, este motivado pela melhoria nos serviços de saúde, educação e saneamento básico. Atualmente, o brasileiro vive, em média, 30,5 anos a mais que alguém em 1940. Quem vem a este mundo em 2020 tem a expectativa de viver, em média, 76,7 anos. Aos que chegarem em 2060, esse número estará em 81,2 anos. Desafios e oportunidades O desafio mais conhecido em uma população envelhecida é o de manter a previdência. É provável que esse sistema terá de passar por diversas e áridas reformas ao longo dos anos. Por outro lado, forçará (ou pelo menos deveria) o Estado a buscar controles mais rígidos contra desvios de recursos, provocados geralmente pela corrupção ou má administração como um todo. Há também a questão da saúde. Cada vez mais, haverá necessidade de profissionais especializados e avanços científicos para atender às demandas dos anciãos. Promover atividades saudáveis tanto para o corpo quanto para o espírito ajudará a aliviar a enorme pressão já esperada para as redes pública e privada de saúde. E é preciso se preparar, desde agora, para problemas motivados pela solidão ou outras causas, fornecimento de medicamentos e sobretudo programas de prevenção, como incentivo ao lazer, ao estudo e à convivência. Outro drama que poderá acentuar-se é o do mercado de trabalho formal para os mais velhos. Hoje, devido à crise acentuada pela pandemia do novo coronavírus, o país não consegue garantir emprego nem mesmo a todos os jovens. Percebe-se que, diferentemente de outros tempos, os idosos mantêm até mais tarde as condições de vida laboral, sobretudo em cargos que exigem mais escolaridade e menos força física. Um país como o nosso não pode se dar ao luxo de abrir mão da participação de ninguém. A educação financeira, desde a juventude, seria muito benéfica para um envelhecimento mais seguro. A professora universitária Catarina (nome fictício), de 65 anos, solteira e sem filhos, prevê que ficará sozinha daqui a algum tempo. Sua família é formada apenas pelo pai, já bem idoso e doente, com quem ela vive num município da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em tom realista, a professora afirma que já até escolheu o lar especializado no qual deseja passar a última etapa da vida. A violência também preocupa. Segundo dados do Disque 100, um serviço público que atende denúncias de violações de direitos humanos, há uma média de um idoso agredido a cada dez minutos. Os casos mais comuns são de negligência, pressões psicológicos, abuso financeiro e econômico ou contra o patrimônio, e agressões físicas ou maus-tratos. É possível que exista uma subnotificação. Autoridades relatam notar um constrangimento da vítima em denunciar o autor, justamente por este ser um ente familiar ou o cuidador. Criar ou reforçar mecanismos de defesa dos idosos, sobretudo os que estimulam a autonomia dessas pessoas, pode trazer muitos benefícios a toda a sociedade. Cursos especializados para essa faixa etária, conselhos de direitos, estreitamento de laços com autoridades e mesmo interfamiliares são algumas propostas. “Em uma civilização em que não há espaço para os idosos ou onde eles são descartados porque criam problemas, tal sociedade traz em si o vírus da morte, porque se separa das próprias raízes.” (Papa Francisco, Amoris Laetitia, 193) Estatuto do Idoso Fruto de uma notável mobilização social, o Estatuto do Idoso foi assinado em 1º outubro de 2003 e entrou em vigor em janeiro do ano seguinte. Embora ainda haja muito a ser praticado, a lei é considerada um avanço na defesa dos cidadãos e cidadãs de mais idade. Entre outros aspectos, a lei abrange as seguintes dimensões: direito à vida, à liberdade, ao respeito, à dignidade, ao sustento, à saúde; educação, cultura, esporte e lazer; profissionalização e trabalho; previdência social; assistência social; habitação; transporte. Para envelhecer bem Mente: modere o tempo diante da tevê, do computador ou celular, mas tenha coragem de lidar com as novas tecnologias; aprenda atividades diferentes (música, dança, artesanato…); não tenha receio de voltar a estudar, ainda que lhe custe algum sacrifício; tenha acesso a boas leituras. Corpo: tenha uma dieta adequada; pratique atividades físicas; visite o médico regularmente; evite o consumo de cigarro e álcool; não use medicamentos sem orientação médica. Futuro e presente: desde cedo, busque economizar para viver bem a velhice; se possível, elabore um orçamento por escrito e tenha disciplina; desconfie de ofertas tentadoras; evite fazer dívidas. Espírito: busque opções divertidas de lazer (valem as simples, baratas ou mesmo gratuitas); frequente eventos culturais (cinema, teatro, palestras, cursos, festas); procure encontrar-se mais com os amigos; não feche o coração para novas amizades ou amores; busque mais contato com a natureza e os animais (que tal ter um

Da Pátria à cidadania justa

Há seis meses, a população brasileira está vivendo um tempo diferente, sofrido. Muitos perderam seus entes queridos… O período da pandemia do covid-19, para alguns, tem sido difícil, todavia, para outros, tem sido de oportunidades. Como pátria, somos solidários com todos os familiares que passam por momentos de dor. Mas, o que é “pátria”? Conforme estudos, pátria é um lugar onde o ser humano nasce ou vive por muitos anos e ao qual se sente afetivamente ligado por valores históricos e culturais. Como cidadãos, defendemos o mesmo território, criamos leis para cumprirmos os deveres e termos garantidos os mesmos direitos. Mas, de que adianta nos reunirmos, votar em representantes se não levarmos em conta as necessidades essenciais dos outros?Embora ainda a maioria dos cidadãos brasileiros esteja confinada em casa, como idosos, crianças, jovens estudantes e funcionários em trabalho remoto, é muita a empatia com aqueles que são vulneráveis, em situação de rua e desempregados. Mas o que move indivíduos e grupos a se (re)unirem em favor dos mais necessitados? A Palavra. Não é qualquer palavra, mas a Palavra de Deus, o Verbo; a Palavra que se faz ação. Do mesmo modo que o Verbo (Palavra) se fez carne, também agimos no bem quando nos colocamos no lugar do outro ou procuramos estar a serviço dos mais necessitados. Costurar máscaras, criar cozinhas comunitárias, buscar e, ou, entregar remédio ou marmita, ir à padaria para a vizinha, ligar para uma pessoa idosa ou que mora sozinha, enfim, transmitir a Palavra. E assim, entrar em comunhão com outros e, consequentemente, consigo mesmo. O alimento que sacia a matéria corporal transcende as paredes ou bancas solidárias, criando laços de reconhecimento da prática cidadã e, também, cristã. O exemplo das comunidades cristãs, onde “todos tinham tudo em comum” permite que os “invisíveis” tornem-se “visíveis”, isto é, todo cidadão ou grupo de indivíduos passa a ter seus direitos respeitados, embora ainda não seja plenamente o ideal. O Brasil é a nossa pátria, nossa nação. Todos nós, brasileiros e estrangeiros que aqui habitam, somos responsáveis pela manutenção de nossa flora e fauna, de nossas fronteiras, de zelar pelo meio ambiente, de cuidar uns dos outros, colocando-se no lugar do outro, ter empatia. Para isso, exercitar as virtudes da justiça, da honestidade, da lisura, da prudência, buscar a sabedoria para agirmos com ética é fundamental para eliminarmos os desvios de conduta prejudicial à coletividade. Nossa Pátria, sendo um Estado laico, acolhe todas as crenças religiosas e respeita os que se dizem agnósticos quanto ao sobrenatural. Há espaço para a diversidade nas dimensões social e política no Brasil, mesmo porque somos uma nação culturalmente plural. As diferenças nos enriquecem. Como um jardim de várias flores, sejamos botões de esperança, sementes da Palavra que gera vida. Aproveitemos, portanto, este tempo de pandemia para sermos éticos, solidários e também bíblicos, no sentido de buscarmos praticar uma cidadania justa. Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia, Pedagogia e Teologia pelo Mater Ecclesiae, professora de Filosofia, filiada à ABA, APEOESP e SBPC; membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC; voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.

Dia da Árvore: pouco a se comemorar em 2020

Celebrar o Dia da Árvore tem um significado ímpar nos dias atuais. No Brasil, essa data é comemorada às vésperas da primavera, em 21 de setembro. Além de sua própria exuberância, as árvores têm funções fundamentais para o meio ambiente. Oferecem sombra, diminuem a poluição, mantêm a umidade do ar, deixam o solo firme, produzem matéria-prima para a fabricação de papel, remédios e diversos produtos. De forma que, ao derrubá-las, tenhamos a consciência da necessidade de replantá-las. Embora os problemas relacionados ao meio ambiente sejam conhecidos há certo tempo, a cada dia que passa, o agravamento das más ações saltam aos nossos olhos. Falta de preservação, descaso, sobretudo com a Floresta Amazônica, queimadas, não somente em nosso país, é o triste cenário da displicência política e de interesses econômicos, muitas vezes estabelecidos em nome de um “desenvolvimento” sem nexo. O desmatamento, a mineração e as queimadas constituem a causa-origem da degradação generalizada. Diante desse cenário, é inegável que a crise ecológica sinaliza, sem dúvida, uma crise de valores humanos. E cada vez mais os problemas assumem proporções alarmantes, por diferentes razões, interesses e meios. Via de regra, não devemos assumir uma posição ingênua ou indiferente diante do atual contexto, muito menos delegar nosso destino à “providência divina” e acreditar que a lei da natureza impõe o seu próprio equilíbrio. Muito pelo contrário, o que vemos é a força da natureza revelando que há um imenso desequilíbrio natural dos ecossistemas. Então vamos lá! Plante uma árvore se for possível. Adote atitudes que beneficiem o meio ambiente, consuma produtos de fontes renováveis. Ana Aparecida Martins Ferreira é professora de Ensino Religioso no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. ________ Devastação histórica Grandes brasileiros estão sofrendo com as queimadas ou desmatamento irregular. O Pantanal passa por uma das maiores catástrofes já registradas. A Polícia Federal investiga pelo menos cinco fazendeiros que teriam provocando o incêndio. As chamas atingiram áreas de proteção, reservas indígenas e afetaram até a vida nas cidades. Estima-se que mais de 12% do bioma já viraram cinzas. Além da poluição atmosférica, a fumaça tem formado a chamada “chuva escura” no Brasil e em países vizinhos. O fogo e outras formas de destruição, como o desmatamento irregular, a mineração, a invasão de terras indígenas e o garimpo, também atingem a Amazônia. Ambientalistas suspeitam de que, neste ano, teria se repetido o chamado “dia do fogo”, quando criminosos, numa ação orquestrada, iniciaram as chamas. Independentemente do bioma, o prejuízo para a flora, a fauna e para a economia ainda é difícil de ser calculado devido à grande extensão das áreas atingidas. Em todas as ocorrências, organizações denunciam o descaso das autoridades e a falta de estrutura para combater os crimes. Na última sexta-feira (18), a França declarou sua oposição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Áustria, Holanda e Bélgica também anunciaram que não darão o aval ao acordo enquanto não houver imposições ambientais. Tragédia no Pantanal Assista ao vídeo divulgado pela página da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), denunciando os danos causados ao Pantanal.

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade