29º Domingo do Tempo Comum

“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”Mt 22,15-21 Com o texto deste domingo, entramos num bloco de quatro unidades tratando de diversas controvérsias com lideranças judaicas diferentes: os fariseus, os herodianos, os saduceus. A discussão de hoje talvez seja a mais conhecida, mas tem sido interpretada, muitas vezes, de maneira errada, projetando sobre Jesus os nossos preconceitos políticos e sociais. É necessário entender que não se trata de uma pergunta sincera feita a Jesus, mas de uma cilada. Quem a faz são membros de dois grupos politicamente opostos e antagônicos: os herodianos, “pelegos” da dominação romana, e os fariseus, muitos dos quais olhavam os herodianos como impuros, pela sua colaboração com o poder estrangeiro. Se Jesus responder que é lícito pagar o imposto, correrá o risco de ser apresentado pelos nacionalistas como um opressor do povo. Se Ele negar, poderá ser denunciado pelos herodianos como subversivo político. É uma situação semelhante à da pergunta de João (8,1-11, a mulher adúltera), em que qualquer resposta deixaria Jesus em maus lençóis. Como naquela ocasião, Jesus se mostra verdadeiro mestre, escapando da cilada e, por cima, dando um ensinamento importante. Primeiramente, Ele deixa claro que entende a jogada: “Hipócritas, por que me armais uma cilada?”. Coloca os seus interlocutores contra a parede, pedindo uma moeda do imposto e perguntando: “De quem são esta efígie e esta inscrição?”. A inscrição seria “Tibério César, Filho do Divino Augusto, Sumo Pontífice”, mostrando as pretensões do Império Romano à divinização. Com a resposta “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, Jesus joga para os seus ouvintes a pergunta essencial: o que pertence a César, e o que pertence a Deus? A Deus pertence a divindade, não ao Império Romano nem a César. Assim, ele evita confirmar o projeto nacionalista violento de muitos judeus de sua época, mas condena também qualquer projeto que divinizasse o poder civil. Uma advertência também para nossos dias, quando o único poder imperial hegemônico (muito semelhante à situação do Império Romano do tempo de Jesus) reivindica para si o poder de impor as suas decisões sobre todas as nações, taxando de “terrorista” quem discorda de sua dominação ideológica, econômica e militar. O poder civil existe para cuidar do povo (que é de Deus) e não para explorá-lo. Jesus assim nega as aspirações imperialistas e, evitando uma resposta direta à pergunta, enfatiza e relativiza todo e qualquer poder, pois o verdadeiro poder somente pertence a Deus. Em nossos dias, ainda existem poderes com as mesmas aspirações dos romanos. Embora não digam abertamente, os arautos do neoliberalismo desenfreado divinizam um sistema que apenas visa ao lucro, à ganância e explora o povo sofrido. As palavras de Jesus nos lembram de que nenhum cristão pode compactuar com qualquer sistema, seja político, econômico ou religioso, que atribui a si o que pertence a Deus. O texto, de forma alguma, justifica um dualismo entre o espiritual (de Deus) e o material (de César). Pelo contrário, mostra que o poder político, econômico e religioso deve estar a serviço do bem comum, pois, se não, está roubando o que é de Deus: o seu povo. Não se pode entregar às garras de um poder opressor, seja ele estrangeiro ou nacional, o que pertence ao Pai. O poder é legítimo quando está a serviço da vida e do bem-estar comum, e não de uns poucos privilegiados. “Dar a Deus o que é de Deus” não se resume em ritos religiosos, mas na construção de uma sociedade de solidariedade, justiça e fraternidade, em que todos possam “ter a vida e a vida em abundância” (Jo 10,10). Conforme lutamos por esse objetivo, estamos dando “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD
A experiência de anunciar a Boa Notícia

Todo cristão precisa reconhecer-se um discípulo-missionário de Jesus. Essa concepção é reforçada no Documento de Aparecida, aprovado pelos bispos da América Latina e do Caribe em 2007. Cada um, conforme os próprios dons, deve colocar-se à escuta do Senhor e propagar a Boa-Nova, a partir de um intenso encontro com o Mestre. Neste Mês das Missões, conheça algumas experiências de quem responde, com gestos e palavras, ao chamado de anunciar Cristo. Testemunho na vida diária “Para mim, ser missionária serva do Espírito Santo é principalmente crescer na apropriação e na vivência do lema de nosso Fundador, Santo Arnaldo Janssen: ‘Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas!’. Para isso, a cada dia, preciso me deixar amar por Aquele que, desde sempre, me amou e me chamou à vida, descobrindo as profundezas e as riquezas da verdadeira vida que Jesus veio nos comunicar. É irradiar a Boa-Nova e os valores do Reino, vivenciando e testemunhando-os em minha vida diária, com as pessoas que ele coloca em meu dia a dia. É descobrir também o que Deus quer mostrar a mim e a nós, crescendo na sensibilidade e no discernimento de sua vontade. É abrir-me, com generosidade e coragem, à realidade dos mais necessitados e excluídos de nossa sociedade, comprometendo-me com a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Isso acontece quando sou mais presente a mim mesma e na relação com Deus, quando procuro viver o amor na comunidade e em minhas relações com as outras pessoas.” Irmã Maria Inês de Aragão é missionária serva do Espírito Santo, membro do Concílio Provincial e tesoureira da Rede de Solidariedade (Redes). Voz às crianças “Eu me sinto privilegiada por exercer meu papel de educadora missionária em um ambiente acolhedor, como o de nossas escolas. Sou feliz por ajudar a propiciar um crescimento baseado na construção de valores e princípios, os quais nossos alunos e alunas certamente levarão como ensinamentos para a vida toda. Isso acontece desde a educação infantil, em que os alunos protagonizam e vivenciam suas experiências cotidianamente. Encanta-me observar as crianças brincando, convivendo, partilhando, conversando e explorando, por muitas experiências diárias, a arte da vida. Quando conseguimos acolher e dar a voz às crianças, para que falem sobre suas emoções, ajudando na reflexão de suas ações e no entendimento da importância do respeito ao próximo e a si mesmo, estamos cumprindo essa missão. O agradecimento pela vida ocorre diariamente. Assim, acredito que estamos plantando sementinhas do bem, para crescerem como seres humanos fortalecidos emocionalmente que conseguirão olhar o mundo e respeitar sempre os valores de cada um.” Evelyn Joyce Molina é educadora da educação infantil no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Espalhar o bem “Na sociedade atual, é muito importante estarmos atentos à realidade e à situação pela qual as pessoas estão passando a nosso redor. Muitas vezes, é difícil sairmos de nosso conforto para ir rumo a uma experiência fora de nossa realidade, sem qualquer obrigação, apenas querendo ajudar. Ser um jovem missionário é algo de extrema importância nos dias atuais, pois carregamos uma responsabilidade enorme de ser exemplo para os mais novos e até para os mais velhos. Os jovens são cheios de energia e sede de viver, e usar isso para o bem ao próximo é algo muito enriquecedor que nos faz evoluir como pessoa, aprendendo a ser gratos por tudo o que temos e sempre refletindo sobre nosso cotidiano e o impacto que cada um tem na sociedade, aprendendo a lidar com pessoas, barreiras, diferenças e falta de fé. Participar das missões solidárias é uma experiência única, marcante e muito intensa. Um simples abraço e um sorriso melhoram o dia de alguém, e nunca esquecendo que estamos todos unidos por um mesmo propósito: espalhar o bem.” Giovanna Magalhães Lourenço Carmo é aluna da 3ª série do ensino médio do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, e participou da Missão Sem Fronteiras em 2019. A importância de acolher “‘A tua vida, Senhor, é nossa vida; tua missão, nossa missão…’. Para mim, ser missionária aqui no Centro de Integração do Migrante é ter a consciência e a atitude de que sou chamada e enviada por Jesus Cristo a fazer uma só vida com aqueles e aquelas com quem encontro no cotidiano. Acolher, escutar, acompanhar e deixar-se acompanhar por eles nesse processo de integração e descoberta de novas culturas é sempre um eterno aprendizado mútuo. A experiência destes anos me mostra o quanto é importante acolher com um abraço, um sorriso, um olhar, uma palavra, um gesto. Parece muito simples, porém faz a diferença para quem dá e também para quem recebe.” Irmã Malgarete Scapinelli Conte é missionária serva do Espírito Santo e dedica sua vida pela causa dos migrantes. Dignidade às pessoas “Ser um jovem missionário hoje é muito importante. Isso porque desenvolver habilidades como o altruísmo e a solidariedade se torna cada vez mais urgente e necessário. Cada vez mais, acredito que uma criança e um jovem colaborativo pode melhorar e salvar a sociedade. Não basta apenas conhecer os problemas sociais, como as guerras, a fome, a sede, as doenças, mas sim colocar todas as nossas forças para combatê-los e trazer mais dignidade a todas as pessoas.” Tiago Valentim Viana é aluno da 2ª série do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, e gosta de envolver-se nos trabalhos voluntários que a escola realiza.
A vida missionária consagrada

Novena Missionária simplificada – Quarto dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoNa vida religiosa consagrada, feminina e masculina, há os votos ou compromissos de pobreza, castidade e obediência, fruto de um amor exclusivo a Nosso Senhor. Esse amor se traduz em amor e serviço aos irmãos. O religioso consagrado é alguém que renunciou à sua vida, à sua vontade própria para entregar-se totalmente a Deus e a evangelizar, no serviço aos irmãos. Existem vários carismas de famílias religiosas que reúnem homens e mulheres, e prestam os mais variados tipos de serviços. Na novena de hoje, vamos refletir sobre o testemunho da vida consagrada junto aos imigrantes venezuelanos, em Roraima. Palavra de Deus: Êxodo 3,7-10 7 Disse o Senhor: “De fato, tenho visto a opressão sobre meu povo no Egito e também tenho escutado o seu clamor, por causa de seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo.8 Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus.9 Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem.10 Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas”. Para meditar Deus vê a miséria de seu povo, ouve seu clamor e envia Moisés para libertar o povo da escravidão.O que essa Palavra está dizendo para mim hoje?Quais as situações de escravidão que preciso superar? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Neste vídeo, vemos o testemunho de várias irmãs e de diversos padres brasileiros que, diante da crise migratória que ocorre na fronteira do Brasil com a Venezuela, foram até o Estado de Roraima. Ali é uma porta de entrada para nosso país, e eles ajudam a organizar a acolhida, os encaminhamentos de documentação e outras tantas atividades. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:
Somos parte de uma grande missão: 100 anos de compromisso com a educação cristã

Pulsar de uma REDE.Pulsar de seus educadores…Rede nos lembra relações, conexões, uniões, e tudo nos remete a pessoas e não aos prédios que compõem as escolas. Sim, somos uma rede de pessoas, de educadores comprometidos com uma razão de SER, com uma missão… A SEB (Sociedade de Ensino e Beneficência) faz 100 anos em 15 de outubro, dia em que historicamente lembramos também os mestres/professores. Que feliz coincidência! Somos parte de um centenário marcado pelo trabalho de muitas irmãs, muitos leigos, muitos professores e muitas gerações que passaram pelos colégios e centros educativos da Rede. Em tempos tão imediatos e líquidos, que bom ter histórias para contar, ter motivos para celebrar e para olhar o passado, com os impulsos do futuro. Saber que muito se fez, mas muito temos para fazer ainda; sabendo que, pela educação, pelos valores evangélicos, pela presença em muitas realidades, podemos fazer a diferença e marcar a formação de crianças e jovens. Nesse dinamismo, nossa prática ganha sentido além das teorias!Para pulsar, existe a necessidade do movimento, do ritmo, da entrega e até da indignação. “É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade” (Nise da Silveira). E assim se fez… Desde o início desta pandemia, acompanhamos nossos educadores incomodados, transformando suas práticas do dia para noite e com um ressignificar em um momento imposto que desafiou todos nós. O ato de ensinar passou definitivamente pelo ato de aprender: aprender metodologias mais adequadas, lidar mais e melhor com as tecnologias, entrar no Zoom, no Meet, olhar para a tela do computador e pensar nas interações que poderiam acontecer remotamente. O educador, que é a fonte das mediações, vê-se mediando o desconhecido, o remoto, a distância, e o ato de ensinar fica transformado pelo impacto do distanciamento social. Como acolher todos? Como dar atenção? Como avaliar? Como… como… como? Quantas perguntas sem respostas prontas e acabadas… A nova sala de aula se desenrolou, e o professor se reinventou. Divaguei um pouco para lembrar fatos e ações que somente quem assume desafios consegue enfrentar. E foi assim que acompanhamos nossos TIMES do Coração de Maria, do Espírito Santo, do Sagrado, do Stella Matutina, do Madre Josefa, Madre Theresia e Maria Helena. Quantas batalhas, mas também quantos reconhecimentos pelo trabalho, pelo esforço, pelos resultados. E assim, queremos agradecer por terem acolhido nossos alunos e suas famílias; sim, deram aulas para muitas famílias. Por buscarem os caminhos para planejamentos criativos, inovadores. Por serem corresponsáveis uns com os outros; e quantas trocas aconteceram e, talvez, até mais que no presencial. Muito obrigado por acreditarem em uma REDE de escolas VIVA, que acredita nos valores humanos das relações, da fé, da humanização do saber e da capacidade transformadora da educação. Por existirem e fazerem parte das nossas vidas. Por marcarem este 2020, dentro de 100 anos da SEB, como um ano especial de muitas aprendizagens e superações. Educadores, a nossa palavra hoje é gratidão, e que possamos sempre celebrar o Dia do Educador com a certeza de nosso compromisso com a missão de educar, como ação transformadora em uma sociedade que parece se encontrar, cada dia mais, no limiar da loucura, da desesperança, da fome física e moral. “Na verdade, é no jogo das tramas de que a vida faz parte que ela, a vida, ganha sentido” (Paulo Freire). Recebam nosso respeito, carinho, gratidão e MUITO OBRIGADO por entenderem as palavras do grande Mestre: “IDE e ENSINAI”! Que Deus abençoe cada um de vocês! João Carlos Martins é assessor pedagógico da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.
A vida missionária dos seminaristas

Novena Missionária simplificada – Terceiro dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoAté pouco tempo atrás, a maioria dos candidatos ao sacerdócio provinha do mundo rural. Hoje, a maioria é originária do mundo urbano. O que se pode constatar é que são filhos da época, com suas possibilidades, limitações, desafios e fragilidades. São jovens que abrem mão de projetos profissionais, deixam a casa dos pais e se dedicam, por oito anos de formação inicial, a tornarem-se padres. Hoje, no Brasil, temos quase 600 seminários e casas de formação, com aproximadamente 6 mil seminaristas das 277 dioceses no Brasil. Um dos desafios no processo de formação nos seminários é o cultivo do espírito missionário. Não basta apenas fomentar e promover vocações ao presbiterado. É urgente despertar e fortalecer nos seminaristas a sensibilidade e zelo para o serviço missionário, de modo que “estejam prontos a dar a vida” (Papa Pio XI). Palavra de Deus: Marcos 3,13-15 13 Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. 14 Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar 15 e tivessem autoridade para expulsar demônios. Para meditar A missão para os discípulos consistia em estar com Jesus, anunciar o que aprenderam e expulsar, com autoridade, tudo aquilo que ameaçasse a vida, prejudicasse as pessoas e causasse a morte.E para mim? Em que consiste a missão de Jesus em minha vida pessoal e familiar?De que maneira posso colocar em prática esse texto do Evangelho? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Neste vídeo, vamos conhecer o testemunho do jovem seminarista José Lucas Alves da Cruz, que narra sobre sua experiência missionária em Guiné-Bissau, na África. Ele também conta como descobriu sua vocação e sua esperança de estar a serviço da Igreja como padre. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:
Reflexões de uma professora/mãe na pandemia: os desafios e as aprendizagens no período de isolamento

Iniciamos o ano de 2020 repletos de sonhos, planos e metas a cumprir. Não sabíamos muito bem como ele seria. Até então, o que nos aguardava permanecia um doce mistério. Demos um salto de fé e começamos este ano maravilhoso, acreditando, realizando e também sonhando. No mês de março, entretanto, fomos surpreendidos por um vírus desconhecido, por uma pandemia que mudou completamente os rumos de nossas vidas. O novo coronavírus trouxe impacto em nível global, chamando a atenção pelo alcance que teve e pela velocidade com a qual se disseminou. A sociedade está diante de uma emergência de saúde pública. Vivemos um contexto de incertezas, medo, ansiedade. Tememos uma recessão global. Como podemos iniciar nossas reflexões? Se pudéssemos eleger alguns sentimentos, neste ano, seriam medo, falta e saudade. Mas medo de quê? Falta de quê? Saudade de quê? A pandemia de covid-19 isolou os indivíduos em suas casas, fechou nosso comércio. Nos parques de diversão, as luzes se apagaram, cidadãos ficaram desempregados, nossas casas se transformaram em estações de trabalho, enquanto plataformas digitais foram disponibilizadas aos professores e aos alunos, praticamente da noite para o dia. Isolamento social, crianças longe da escola, dos avós e familiares… Acostumados que estávamos a nosso antigo cotidiano, pais e mães passaram então a ser a principal companhia para os filhos, algo inesperado para ambas as partes. Deparamo-nos com uma rotina com a qual nunca havíamos vivido, com as emoções de nossos filhos e com nossas emoções. Todos nós nos vimos presos em casa e reclusos em nós mesmos, só que não demorou para percebermos que a aparente clausura em que a sociedade estava sendo colocada podia ser, na verdade, também libertadora. Logo explico. O que é a vida? Perguntamo-nos… Penso que a vida é isso: um eterno adaptar-se e readaptar-se. Darwin já dizia que os sobreviventes não eram os mais fortes, mas os que melhor se adaptavam às mudanças… E que mudanças! Haja criatividade, mas, vamos lá, nós vamos conseguir! Nossa palavra de ordem é esperança!Para quem não sabe, sou professora há quase 12 anos. Sou mãe de uma criança de 6 anos e de uma de 3 anos. Sou esposa há dez anos, filha há 36 anos e irmã também. Estou trabalhando em casa, numa mistura louca de mãe e professora. Não consigo dissociá-las; elas se complementam. Estamos colocando em prática estratégias de aprendizagem e relações por meio do afeto, do vínculo e do respeito ao ritmo e ao tempo de cada criança. É um desafio organizar a rotina da casa, o trabalho remoto e a maternidade, entretanto não temos uma receita, temos vontade e força para lutar. Desistir jamais! A situação emergencial nos fez abraçar a tecnologia como uma ferramenta pedagógica, com a qual nos aproximamos das crianças e de seus familiares para uma troca fundamental. Toda adaptação exige tempo, porém não tínhamos esse tempo, tampouco fórmula mágica. Mas tínhamos de ter bom senso e generosidade… Minha casa se transformou num espaço de aprendizagens. Resolvi desacelerar. Envolvi meus filhos nessa rotina desafiadora. Recebemos kits pedagógicos do colégio e embarcamos numa viagem de grandes descobertas. Recebemos fita-crepe, lupa, quebra-cabeça magnético, tinta, pincel, cola colorida, jogo da batalha de palavras, boneco ecológico. A fita-crepe foi fixada na sala e transformou-se em uma trilha mágica de carrinhos; a lupa nos transformou em pesquisadores de animais de jardins; os rolos dos projetos do papai viraram telas dos meus pequenos artistas… Quanta riqueza nessa infinidade de materiais! Quem já fez massinha caseira quando era criança? Minhas crianças amam brincar com massinha! Nossa cozinha virou um laboratório de pesquisa. A turma do infantil III do Colégio Sagrado Coração fez uma experiência com a batata-doce antes da pandemia. A batata tem até nome: é a Filomena. A professora Renata Paiva precisava de um lar para acolher a querida Filomena. Então recebemos a Filomena em nossa casa. Não é que ela ficou satisfeita? Precisamos dar tempo e liberdade às crianças, para que elas explorem, conheçam e se relacionem com o mundo. Segundo a psiquiatra e educadora Maria Montessori, “As crianças precisam ter licença para fazer ciência. E fazer ciência quando se é uma criança começa pela exploração sensorial de tudo”. Isso significa que elas precisam tirar a casca da banana, devem colocar as mãos e os pés na terra, podem tirar as pétalas da rosa para ver como é no centro e até prenderem um inseto dentro de um vidro por algumas horas, para poderem ver seu corpo e o soltar depois dessa observação. Esses momentos ricos em aprendizado podem e devem ser documentados por meio de desenhos e fotos. Experiências, contato com a natureza, mesmo com o isolamento social… Mãos na terra, aprendizado para a vida! A partir de agora, o projeto continua em nossa casa. As hipóteses estão surgindo, e nós vamos adorar investigar. Como podemos cuidar da Filomena? Ela gosta de sol? Podemos colocar água todos os dias? Muita ou pouca? De uma forma diferente, estamos ensinando nossos filhos, levando em consideração o modo como eles pensam e aprendem, possibilitando-lhes diversos tipos de interações e experiências significativas. Essa é uma história de pais, tios e avós super-heróis, que encontraram formas de suprir a ausência da rotina escolar na vida da criança. O amor é o fio condutor de nossa história. Meu filho João relata que está aprendendo muito, mesmo que seja pelo computador. Diz que sente falta da escola, dos amigos e dos professores. Quer voltar à escola para brincar e pesquisar. Finalizou seu depoimento, dizendo que é muito feliz na escola, pois tem muitos amigos. Ele não apresentou dificuldades para adaptar-se às aulas on-line. Demonstra independência e autonomia para realizar suas atividades diárias. Consulta o Google sala de aula para verificar os materiais que serão utilizados pelos professores. Fica frustrado quando não há conexão de internet. Minha filha Maria Beatriz quer ir para a escola, mas sabe que o colégio está fechado. Relata que sente saudades dos amigos e do parquinho. Ela tem apenas 3 anos, mas sente muita falta desse espaço mágico que é
28º Domingo do Tempo Comum

“Muitos são chamados, e poucos são escolhidos”Mt 22,1-14 Hoje refletimos sobre a terceira parábola de uma trilogia sobre a rejeição ou a aceitação do convite ao Reino de Deus e às suas obras: a dos dois filhos (21,28-32), a da vinha (21,33-44) e a de hoje: as bodas (22,1-14). Mais uma vez, as palavras de Jesus se dirigem aos chefes dos sacerdotes e anciãos, ou seja, aos que dominavam o sistema religioso vigente e que oprimia o povo de Israel. A imagem usada é de uma festa oriental de casamento: o do filho de um rei. Mas, no texto de hoje, a ênfase não cai no filho, mas na atitude dos convidados. Cumpre lembrar que, muitas vezes, na Bíblia, a festa de bodas é símbolo da união alegre e definitiva de Deus como seu povo. Os convidados que não dão valor ao chamado são aqueles que se apegam ao sistema opressor para defender os próprios privilégios e assim rejeitam a mensagem libertadora da “justiça do Reino” de Jesus, mesmo que isso implique o assassinato de profetas. O versículo 7 é provavelmente um acréscimo feito depois da destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 d.C., quando a parábola teria recebido sua forma definitiva. O texto correspondente de Lucas não traz esse detalhe. O novo povo de Deus será aberto a todos os que foram marginalizados pelo sistema antigo, dominado pelos sumos sacerdotes e anciãos. Esse é o significado de ir às encruzilhadas dos caminhos, onde se conglomeravam os marginalizados e rejeitados. Todos, bons e maus, são convidados para o banquete do Reino. Assim, o texto enfatiza a misericórdia de Deus, que congrega em sua comunidade não somente os “bons”, mas também os pecadores. De novo, o texto nos traz uma advertência contra a complacência: quem não tem o traje adequado será expulso da festa messiânica. Esse traje é o da “justiça”, tema tão caro a Mateus. Não basta sermos convidados, temos de responder com as obras da justiça do Reino. O convite é universal, mas exigente, urge a conversão de todos. Como os antigos chefes perderam o lugar no banquete do Reino, nós também poderemos sofrer o mesmo destino se não procurarmos viver os valores do Reino, com as suas obras de justiça e solidariedade. O último versículo, “porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”, nos adverte que muitos são chamados, mas que nem todos perseveram, e assim perdem o lugar. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.Pe. Tomaz Hughes, SVD
Cidades e cidadania

E se votar for a tradução cidadã de fortalecimento da democracia? E se votar for o ápice da utopia? E se votar for gesto concreto da construção do Reino? E se votar for a ação individual de maior alcance coletivo? E se votar for, de fato, o instrumento mais competente e responsável para garantir direitos e cidades acessíveis, democráticas, justas e sustentáveis? Eleições municipais em 15 de novembro de 2020… Tempo de escolhas de prefeitas, prefeitos, vereadoras e vereadores. Para ajudar na escolha tão fundamental e sendo teimosamente esperançosa, vou sugerir um roteiro para nortear nossas escolhas. Faça um esquema mental, risque num papel, digite, imprima, enfim, escolha a melhor alternativa para fazer esse exercício. Inicialmente, considere candidaturas identificadas com o compromisso ético e de transparência na gestão pública. A seguir, considerando quinze áreas temáticas essenciais para a qualidade e dignidade da vida no Município, indique uma candidatura potencial para cada uma delas. Depois é só somar quem teve maior pontuação. Se der empate, repita até conseguir destacar uma candidatura. Áreas temáticas Candidatura que obteve mais marcações e que será merecedor do seu voto Mobilidade urbana e transporte público Parques, áreas verdes e meio ambiente Limpeza urbana e coleta seletiva Cultura Gestão democrática e poder local Fomento ao emprego, trabalho e renda Assistência social a famílias e indivíduos empobrecidos Desenvolvimento econômico Educação de qualidade Segurança alimentar Habitação de interesse popular Gestão pública e transparência Esporte, turismo e lazer Saúde pública Temos outras temáticas muito relevantes e também outras bem específicas… Esses quinze eixos temáticos foram listados apenas para nortear esse exercício cidadão. Depois, se quiser, você pode elencar outras prioridades, considerando a realidade de seu Município, e também pode adaptar esse roteiro para balizar a escolha no âmbito das câmaras municipais. Também podemos escolher uma legenda partidária e votar independentemente dos nomes colocados para o pleito, seja no Executivo ou no Legislativo municipal. Enfim, vamos trazer a temática das eleições para nosso cotidiano. Esse exercício cidadão é sempre um encontro da cidadania com nossos melhores propósitos. Em tempo: sigamos atentos! Religião como argumento para escolher candidatos é a pior combinação. A religião tem seu valor, mas é a capacidade política propositiva que deve nos inspirar na realização de uma Nação justa a partir das eleições municipais. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.
A vida missionária das famílias

Novena Missionária simplificada – Segundo dia Oração inicialEspírito Santo, sopro de vida, que fazes novas todas as coisas, abre nossos corações às tuas inspirações para que, ao escutar e aprofundar tua Palavra, aumentem em nós o ardor missionário e o cuidado com a Casa Comum, nossa terra, e o amor a todas as tuas criaturas, sobretudo cada pessoa criada à tua imagem e semelhança. Espírito de Sabedoria, guia nossos passos nos caminhos da missão. Amém. ReflexãoA família é “sujeito fundamental da ação missionária da Igreja” (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: 2019-2023, 140). É o lugar especial onde a Palavra de Deus deve ser acolhida, vivenciada e transmitida. Ela é o espaço educacional por excelência (cf. Familiaris Consortio, 39). Mas a transmissão da fé, antes feita na Igreja doméstica, foi delegada à paróquia, por isso atinge seriamente a vivência da Palavra de Deus como algo natural. Além disso, as transformações culturais e morais pelas quais a família tem passado instalam inúmeros dramas e interrompem muitos sonhos (cf. Amoris Laetitia, 57). Leitor 1: Ainda assim, muitas famílias utilizam a Palavra de Deus como fundamento de uma catequese profunda, que orienta o agir pessoal e social e, como ocorria no passado, une a própria formação em torno da Palavra (cf. Deuteronômio 6,6-7). Palavra de Deus: 2ª Carta de São Paulo a Timóteo 1,5-9 5 Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Loide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você. 6 Por essa razão, torno a lembrá-lo de que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. 7 Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.8 Portanto não se envergonhe de testemunhar a favor do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo meus sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus, 9 que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa de sua própria determinação e graça. Essa graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos. Para meditar Assim como Paulo lembra a Timóteo o exemplo de fé de sua mãe e de sua avó, de quem recebi o testemunho de fé?Como estou transmitindo a fé em minha família? Oração do Mês MissionárioDeus Pai, Filho e Espírito Santo,fonte transbordante da missão,ajuda-nos a compreenderque a vida é missão,dom e compromisso.Que Maria, nossa intercessorana cidade, no campo,na Amazônia e em toda parte,ajude cada um de nósa ser testemunhas proféticasdo Evangelho,numa Igreja sinodale em estado permanente de missão.Eis-me aqui, Senhor, envia-me!Amém. Assista ao vídeo Neste vídeo, vamos conhecer uma família da Guatemala que, há 9 anos, pertence ao grupo de leigos missionários combonianos. Eles se identificam com o carisma da missão ad gentes, inspirado em São Daniel Comboni. Moram na periferia da grande Belo Horizonte-MG e atuam em diferentes atividades, como a dignidade da mulher, a pastoral carcerária, dependentes químicos e outras pastorais da paróquia. Vivem uma vida como qualquer outra família, com iguais dificuldades, procurando animar e evangelizar, dando testemunho do amor de Deus em suas vidas. Para rezar a novena completa com a sua família, comunidade ou grupos on-line, baixe o livrinho:
A ética do cuidado na missão no mundo de hoje

A mensagem central da encíclica “Laudato si’” (Louvado sejas) repete esta frase várias vezes ao longo de suas mais de 190 páginas: “Tudo está conectado” (Papa Francisco, 2015). O ser humano não está dissociado. Faz parte de um todo. É o macro e o micro juntos. Cuidar do todo é cuidar da parte, e não cuidar do todo é destruir uns aos outros, sobretudo os mais pobres e vulneráveis. A sociedade contemporânea convive com uma grande contradição. Vivemos em uma sociedade na qual o investimento em conhecimento e comunicação é enorme. Ao mesmo tempo, estamos cada vez mais sozinhos, isolados. As pessoas vivem numa solidão tremenda. A internet possibilita que façamos tudo on-line, sem sairmos de nossas casas, e isso tem causado um isolamento nunca visto. Diante disso, surge uma pergunta: como estamos nos relacionando com nossa casa comum? Como estamos nos relacionando com o nosso semelhante? Estamos muito preocupados com as tecnologias de última geração, meios de comunicação ultramodernos, porém estamos nos esquecendo de olhar para nossa realidade, para o chão nosso de cada dia, para nosso planeta, para nosso semelhante, com um olhar de compaixão. As coisas simples têm ficado de lado. Uma conversa na sala de tevê, um bate-papo tomando café, um sorriso diante de um caso; as pessoas não conversam mais. Necessitamos, no entanto, de coisas simples, como afirma Frei Betto (s.d.): Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático”. Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”. “Tudo está conectado.” Tem-se percebido a urgência de um olhar simples, humanizador sobre nosso planeta e sobre as pessoas. Nosso modo de proceder deverá estar pautado em uma ética do cuidado, isto é, um modo de ser no mundo que se fundamenta nas relações que estabelecemos com todas as coisas. Não é à toa que, na encíclica do Papa Francisco, a expressão “tudo está conectado” se repete várias vezes. É uma chamada de atenção para olhar o macro e o micro sobre a ética do cuidado, esse modo de ser e de proceder no mundo, que se baseia numa prática humanizadora de todos as relações. Em “Saber cuidar”, Leonardo Boff (1999) chama a atenção que o que importa é estarmos atentos às pequenas atitudes humanas, nas ações cotidianas, no trato como o nosso semelhante, ou seja, nas coisas simples que marcam nossas relações. “Tudo está conectado.” Para aprofundarmos mais sobre esse assunto tão importante e necessário nos dias atuais, faço um convite muito especial a todos. Um webinar com o teólogo Leonardo Boff. Será no dia 8 de outubro, às 20h, no canal da Província Brasil Norte das irmãs servas do Espírito Santo, no Youtube SSpS Brasil Norte. Participe! Uma breve apresentação sobre o palestrante Leonardo Boff (1938) é teólogo, escritor e professor brasileiro, um dos maiores representantes da Teologia da Libertação, corrente progressista da Igreja Católica. Leonardo Genésio Darci Boff nasceu em Concórdia-SC, no dia 14 de dezembro de 1938. Filho de professor, graduou-se em Teologia no Instituto dos Franciscanos de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. Doutorou-se em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique, Alemanha, em 1970. Referências BETTO, Frei. Passeio socrático. Blog Frei Betto, s.d. Disponível em: freibetto.org BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999. FRANCISCO, Papa. Carta encíclica Laudato si’. São Paulo: Paulinas, 2015. Gerry Adriano da Silva é filósofo, teólogo e professor de Ensino Religioso no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG.