A maternidade nas palavras de uma mãe

Neste segundo domingo de maio, em várias partes do mundo, é celebrado o Dia das Mães. Ainda que tenha ganhado um tom fortemente comercial (fica atrás apenas do Natal), a data pode ser também uma ocasião de se refletir a respeito de algo bem mais profundo: a experiência da maternidade. Ninguém melhor do que uma própria mãe para dizer sobre a grandeza dessa missão. Assim, pedimos à senhora Leda Lopes Duarte Oliveira, aposentada, que vive em São Paulo-SP, para nos contar um pouco de sua vida. Veja! “Meu nome é Leda. Tenho 60 anos, quatro filhos e cinco netos. Essa missão de ser mãe começou quando eu tinha 19 anos e conheci meus primeiros filhos. Ali tive a oportunidade de desenvolver vários sentimentos e fazer um grande estágio de acertos e erros, porém com todo o carinho e ternura em meu coração, para receber mais dois filhos depois de dez anos. Formamos uma grande família, e concluo o quanto é importante uma figura da mãe. Sinto muita falta da minha, pois foi ela quem me ajudou muito nesta minha caminhada, não só com seu amor e apoio, mas com seus exemplos que hoje tento aplicar no relacionamento com meus netos. Responsabilidade? Muita! Formar moralmente um ser não é fácil, mas diria que é a melhor parte de ser mãe. Mãe com carinho, mãe que perdoa, mãe que agrega valores, mãe que une a família, mãe que releva, mãe presente e mãe que se permite ser frágil e forte ao mesmo tempo, e que tem a oportunidade de experimentar o maior sentimento da vida, o amor.” Desejamos a todas as mães as mais copiosas bênçãos de Deus! Sintam-se abraçadas por todas nós, missionárias servas do Espírito Santo. Feliz Dia das Mães!

Comunicar como ato de liberdade

Em 3 de maio, lembramos o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A data foi instituída em 1993 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, tendo como referência a Declaração de Windhoek. Esse documento foi redigido ao fim de um seminário da UNESCO, realizado na Namíbia, em 1991, sobre a promoção da independência e do pluralismo da imprensa africana. O conteúdo dessa declaração ganhou importância para o mundo todo ao eleger a liberdade, a independência e o pluralismo da imprensa como princípios essenciais para a democracia e os direitos humanos. A data também serve como alerta contra a censura e a violência cometidas a jornalistas por sua atuação profissional. Para refletir sobre a aspectos relacionados a essa comemoração, entrevistamos o jornalista Amilton Belmonte, 53 anos. Natural de São Borja-RS, ele começou sua trajetória aos 16 anos, como locutor e apresentador de rádio. Formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), passou por veículos como Correio do Povo, Rádio Guaíba e Jornal NH. Atuou ainda como coordenador de comunicação da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) e foi diretor do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Prefeitura de Novo Hamburgo. Desde 2007, é correspondente para a Região Sul do Brasil da Agência de Notícias da Suíça (Swissinfo). Radicado em Santa Catarina, dirige a Belmonte Comunicação e colabora com sites e revistas do País, em temas como segurança, educação e política. Na entrevista ao Blog das Missionárias Servas do Espírito Santo do Brasil (SSpS), ele fala um pouco do atual contexto quanto à liberdade de expressão e da importância de saber lidar com os novos desafios da comunicação. Blog SSpS: Qual sua visão quanto ao momento atual da imprensa no Brasil e no mundo: há liberdade de comunicação? Amilton Belmonte: Acredito que a imprensa brasileira e mundial vive um momento singular, um momento para afirmação. Após esses dois anos de pandemia, ficou claro que comunicar com responsabilidade, transparência e ética é obrigação para os jornalistas, ainda mais em tempo de fake news e ataques à liberdade de informação e aos jornalistas, até por parte de alguns governos, que buscam descredibilizar e desacreditar a profissão. A afirmação das mídias sociais trouxe um avanço espetacular na democratização de informação, mas, ao mesmo tempo, deixou claro que o universo digital das redes é também um território livre, de desinformação, o que pede cuidado e filtros permanentes. Dessa forma, informar com credibilidade, com checagem de fonte e na premissa básica do ponto e contraponto é mais do que obrigação de qualquer profissional sério e com um mínimo de entendimento de sua dimensão social como jornalista e cidadão. Comunicar com seriedade é agora, muito mais do que antes, um ato de afirmação da cidadania, de respeito ao coletivo. Blog SSpS: Como avalia a transformação do processo de difusão da informação? Amilton Belmonte: Vivemos um permanente processo de transformação, em muito impulsionado pelas novas tecnologias, cada vez mais inferindo no nosso cotidiano. E esse é um movimento sem volta, que pede adaptação e atenção constante. Mudou a forma como nos relacionamos no pessoal e no profissional, mudou a maneira como a sociedade busca o outro, seja esse outro um serviço de saúde ou uma tele-entrega de comida. Essas diferentes plataformas de comunicação trouxeram facilidades, mas também podem ser entendidas como um desafio não apenas aos profissionais de imprensa ou de outros setores, que precisam, a todo momento, “ler” o que deseja o leitor, ouvinte, telespectador, internauta. Curtir e compartilhar nunca foi tão impactante na nossa vida, para o bem e para o mal. Mas se trata de um desafio diário a todos nós: não há mais zonas de conforto para quase ninguém. Ou você se adapta ou pode ficar fora da onda. E o impacto dessa tecnologia na timeline da vida talvez não consiga nunca ser mensurado, ou melhor, é mensurado quando um WhatsApp, Facebook ou Instagram falha, “bugando” a vida. Na prática, estamos ansiosos, menos orgânicos. Estamos sendo obrigados a lidar com a pressa e a pressão. Blog SSpS: Qual a posição que o jornalista deve ocupar frente à disseminação de fake news e as pressões por parte de forças políticas polarizadas e de interesses econômicos? Amilton Belmonte: Essa é a hora da verdade para o bom jornalista, o profissional comprometido e sabedor do seu papel social. É o momento de a imprensa ter a dimensão clara desse papel e agir com ética, transparência e coragem, afirmando e reafirmando seu juramento. Nunca foi tão importante como neste momento a informação com credibilidade, fonte fidedigna, checagem dos fatos. A informação desplugada de ideologias, desconectada de qualquer canga econômica ou pública. Este é o momento da unidade de classe, algo historicamente complexo dentro da nossa profissão. E essa unidade que me refiro também é uma unidade com um foco específico, que é a defesa da democracia e das instituições. Não há outra via que não a democrática. Blog SSpS: Você acredita que comunicar é um ato de liberdade? Amilton Belmonte: Sim, a liberdade de informar, de trazer luz a fatos, acontecimentos, pessoas, lugares é essencial a toda e qualquer sociedade. Não vivemos isolados, apenas dialogando com nosso umbigo ou em uma selfie infinita com nosso ego. Somos seres sociais, somos seres que vivemos em coletividade e é na coletividade que acontecem as coisas, é na coletividade que a vida ganha razão. Que comunicar e se comunicar seja essência de diálogo, respeito ao outro, transparência social. Só há comunicação integrativa e afirmativa com liberdade de expressão e só há expressão com liberdade de pensamentos e opiniões. Saiba mais sobre a Declaração de Windhoek: https://www.unesco.org/en/articles/30th-anniversary-windhoek-declaration https://www.europarl.europa.eu/document/activities/cont/201104/20110429ATT18422/20110429ATT18422EN.pdf

(Des)cobrimento ou (des)matamento do Brasil?

Geralmente, nas escolas, em 22 de abril, era comemorado o Dia do Descobrimento. O patriotismo nacional não era só o futebol, mas a integração nacional das terras brasileiras. Mas comemorar o quê? Desde que os portugueses chegaram, pensando que estavam na Índia, percebeu-se a diferença geográfica, denominando o território de “Novo Mundo”. Interessante que, com o avanço das Ciências, atualmente se sabe que o tal “Mundo” é bem mais antigo que a região do Hemisfério Norte. Quais vantagens o Brasil teve, desde 1500, ao ser (des)coberto por homens perdidos no mar? Estranhamento com os outros seres humanos, contato com outras culturas, línguas, biodiversidade, fartura de terras, minérios, flora e fauna. Aparentemente, não tinham exército, um rei, e achava-se que não cultuavam nenhuma divindade. Todos tinham tudo em comum. Não encontraram ninguém morando ao relento ou passando fome; desigualdade social era algo que não existia entre os nativos. Então, quais as desvantagens? Não se conhecia arma de fogo nem cobiça, chicote, cavalo, armadura, navios enormes, muito menos que o povo europeu era bravo, assassino, bárbaro, a ponto de escravizar os donos da terra e dividirem suas terras em capitanias, ao assinarem o Tratado de Tordesilhas. Hoje, Brasil está descoberto. Suas matas abertas por causa de garimpo, desmatada por causa de madeireiras. Infelizmente, nosso país está mergulhado na corrupção em geral. O (des)matamento deu lugar ao gado, à soja, a coisas do gênero, causando ameaças, despejos, torturas, assassinatos. Que Brasil queremos hoje, depois de 522 anos? Temos um país rico, um povo miscigenado, amável e generoso. Mas por que os indígenas ainda não têm suas terras demarcadas? Por que muitas famílias estão sem teto? Por que há latifúndios multinacionais tomando lugar de populações desamparadas? Para construir um país justo, ético, renovado, precisamos escolher bem nossos representantes e preparar bem a educação dos cidadãos brasileiros, buscando ser transparentes, corajosos em denunciar as coisas erradas e criar projetos que promovam a vida. Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura, pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.

A mística pascal em nossas madrugadas

Vivemos a mais importante celebração do calendário litúrgico anual: a Páscoa do Senhor. Depois de dois anos sem as celebrações nas igrejas, devido à pandemia, tive a impressão de um povo mais “entusiasmado” (inclusive no sentido original dessa palavra) na Semana Santa. Já nestas primeiras linhas, saúdo os cientistas e os muitos outros profissionais envolvidos na vacinação contra a famigerada covid-19. Sem esse recurso bendito, como estaríamos agora? Uma percepção que tive, pelo menos nas comunidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde sirvo como diácono da Igreja, é a admiração de muitas pessoas, inclusive ministros e agentes de pastorais experientes, diante da liturgia destes dias. Descobri que muitos jamais haviam participado de um Tríduo Pascal completo. Para meu espanto, para dizer pouco, havia até idosos que nunca estiveram numa Vigília Pascal, a mais bela liturgia do ano, realizada na noite do sábado (para a Igreja, já o domingo). Assim, vem a meu coração o Evangelho proclamado na manhã do Domingo de Páscoa (João 20,1-9). Eu gostaria de sublinhar o primeiro versículo: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo”. A madrugada pode dizer bem mais que um período do dia. Dependendo do enfoque, ela pode ser ainda a noite, com suas sombras, medos, obstáculos; ou pode ser a antessala da claridade, a expectativa da luz que virá em breve e trará segurança e ânimo. No início do trecho, a madrugada para Maria Madalena é o cenário das trevas. Certamente ainda estão fortes em sua lembrança as imagens bem nítidas da violência cometida contra o Mestre. No interior da discípula, uma tempestade talvez de revolta contra os companheiros de caminhada que abandonaram Jesus numa hora difícil, decepção pela aparente queda do projeto de Cristo devido à injustiça das autoridades do Templo e de Roma, e de espanto ao testemunhar a dor de Maria, a Mãe do Senhor. Eis a assombrosa madrugada! Essas horas, contudo, também são o prenúncio do Sol. Se nosso olhar, nosso espírito está voltado para o nascente, a perspectiva é outra. Isso vale para nossa vida. Nos instantes de escuridão, nossa fé precisa nos levar a acreditar na vitória das luzes. É esse o espírito da Páscoa. Não uma vitória qualquer, mas aquela carregada de crescimento, aprendizado (às vezes, doloroso), libertação daquilo que nos diminui como seres humanos. Madalena, ao identificar o túmulo violado, ainda sob o pavor das trevas, pensa ter havido um roubo. Conforme chega o dia, a esperança começa a vencer ao horror. Por fim, a Apóstola dos Apóstolos tem a experiência do encontro com o Senhor, segundo outras narrativas, amedrontando quem ainda não passa por esse mistério (outros discípulos levam um susto ao ouvir o depoimento das mulheres). O tenebroso véu da pandemia nos deu e ainda nos força a muitas lições. Mas talvez tenhamos aprendido a rever muita coisa, tal como os idosos que se encantaram com a beleza da Vigília Pascal; até este ano, inédita para eles. Quiçá partiriam deste mundo sem a terem festejado. Que Deus nos permita, no próximo ano, termos mais segurança para podermos retomar todos os gestos litúrgicos possíveis e, claro, as doces tradições populares, por ora limitadas pelos cuidados sanitários. Mais pessoas se encantem com uma festa de uma semana de semanas! Páscoa não pode ser uma ideia bem emaranhada da teologia ou mote para consumo, mas experiência bem concreta. Muitos homens e mulheres entre nós permanecem encerrados nos mais diversos túmulos. Que a mão de Deus e nosso testemunho de fé na vida, na justiça e na paz reergam das sombras da morte nossa sociedade. Um santo e feliz Tempo de Páscoa! Alessandro Faleiro MarquesDiácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte, professor, editor de textos para as irmãs missionárias servas do Espírito Santo, membro da Equipe de Espiritualidade da Província Brasil Norte das SSpS.

“Educar para um novo humanismo”

A educação humanista assume um papel fundamental no processo de desenvolvimento da pessoa, sobretudo quando inspirada por um espírito evangelizador que gera o desejo de perceber o outro e a realidade, numa perspectiva transformadora. No contexto da educação católica, interpelam-nos as palavras do Papa Francisco, na encíclica Laudato si’, indicando-nos que “A educação será ineficaz e os seus esforços estéreis se não se preocupar também por difundir um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a natureza”.1 Nesse intuito, o Papa convida os educadores e as educadoras do mundo inteiro para assumirem um pacto educativo global, com a intenção de despertar para a necessidade de educar para um novo humanismo. E o que vem a ser essa proposta? Educar para um novo humanismo é um convite a romper com as formas ineficazes e estéreis, sobretudo para os tempos atuais, e abraçar, portanto, uma “educação para um novo pensamento, capaz de unir diversidade e unidade, igualdade e liberdade, identidade e alteridade”. Trata-se de compreender e respeitar as diferenças, acolhê-las assim e “exercitar o pensamento que articula a unidade na diversidade e que considera a diferença como uma bênção para a própria identidade”.2 No cenário brasileiro, a Campanha da Fraternidade de 2022 traz um lema prenhe de significados: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (Provérbios 31,26). Essas expressões nos indicam qual a centralidade da missão de educar. À luz dessas palavras, a educação deve favorecer espaços onde a pessoa seja iniciada em processos, a fim de conquistar seu desenvolvimento cognitivo, emocional, espiritual e social, como protagonista de sua existência, educando-se em estilos de vida conscientes e responsáveis Numa prática educacional em que o novo humanismo é a centralidade, há um amplo exercício do diálogo, um trabalho contínuo para promover a cultura do encontro, um esforço em tecer redes de cooperação para fortalecer uma “revolução da ternura que salvará o nosso mundo que está muito ferido”. 1 PAPA FRANCISCO. Carta Encíclica Laudato Si: sobre o cuidado com a casa comum. Brasília: Edições CNBB, 2015. (Documentos Pontifícios, 22). Disponível em https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html 2 PACTO EDUCATIVO GLOBAL. Instrumentum laboris. Disponível em https://www.educationglobalcompact.org/resources/Risorse/instrumentum-laboris-pt.pdf Ademais, diante das oportunidades apontadas com esta reflexão, motivam-nos algumas palavras imortalizadas em nossa literatura pelo educador e poeta Rubem Alves: “Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.3 3 ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. 8. ed. Campinas: Papirus, 2009. Professor Alisson BaraúnaCoordenador da Dimensão Missionária no Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP.

É caminhando que se faz o caminho

Lideranças e gestores dos colégios, acompanhados da assessoria da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS), estiveram reunidos entre os dias 10 e 12 de março, no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. O encontro teve como lema “É caminhando que se faz o caminho”. O objetivo foi construir e fortalecer os caminhos para o desenvolvimento de lideranças, analisar e planejar a comunicação, a dimensão missionária, a sustentabilidade financeira e tratar sobre temas educacionais. Os momentos de oração no início do dia promoveram o desenvolvimento da espiritualidade, com técnicas de bibliodrama, música, dança e interação entre os participantes. A psicóloga Aline participou virtualmente. Ela enfatizou a importância de cada líder fazer seu ideário para que desenvolva o autoconhecimento e aprimore sua atuação nos colégios. A equipe da Árvore de Comunicação apresentou uma retrospectiva da caminhada da comunicação e traçou novas diretrizes para os colégios, considerando as novas demandas no cenário educacional. Um momento muito especial foi a apresentação, pelas irmãs Maria Percila e Fátima Marques, do Capítulo-Geral das da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. O documento, elaborado em Roma por irmãs do mundo todo, apresenta as diretrizes para os próximos anos e ressalta a importância do leigo missionário junto ao trabalho das religiosas. O grupo, mediado pelo assessor da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, também refletiu sobre o papel da escola católica na educação e sobre o diferencial de nosso Projeto Político-Pedagógico, que também é missionário (PPPM). Cada colégio apresentou seu panorama financeiro e as metas do número de alunos. Com esses dados, fizeram uma análise crítica sobre os desafios da sustentabilidade financeira para 2022. Quanto às temáticas pedagógicas, o grupo discutiu e elaborou um cronograma de formação para os educadores neste ano. Também refletiu sobre os rumos do novo ensino médio. No sábado, na conclusão do encontro, cada participante avaliou as ações necessárias para continuar a caminhada, renovados e inspirados por tantas reflexões e partilhas num grupo que está construindo novos caminhos para a Rede de Educação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Pricila SperaGestora Administrativa do Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP.

Florescer em tempos de incerteza

A imagem das flores nascendo em meio ao asfalto é uma perfeita analogia para nossa missão nestes tempos de incertezas que estamos vivendo. Diante dos desafios contemporâneos, nós, missionárias servas do Espírito Santo, somos chamadas a planejar com a ótica do Reino de Deus, a viver com sentido cada momento do dia, a ter os pés na realidade onde estamos e a não nos perder nas inseguranças. Como afirmava Santo Arnaldo Janssen, “Quando a obra é de Deus, Ele cuidará”. Como florescer no tempo de incerteza? Essa é uma pergunta fundamental e, se respondida com sinceridade, é capaz de nos mover, dissipando qualquer forma de inércia diante das dificuldades. Vejam a realidade de nossa Província Stella Matutina – Brasil Norte. A média de idade das irmãs é de 79 anos. No entanto, o coração e o espírito missionário continuam nos impulsionando para a missão. Assim, mesmo com a pandemia e todas as situações de vulnerabilidade e fragilidade próprias dos seres humanos, iniciamos três comunidades em lugares onde a vida está gritando pela presença de esperança, compaixão e transformação. Ouvimos o grito na grande periferia de São Paulo, que nos chamava para estar com as famílias e crianças em área de risco. Por isso, abrimos uma comunidade com três irmãs no Parque São Rafael, Zona Leste da capital. Nessa localidade, florescer significou conhecer paulatinamente os vizinhos e estar com as crianças no Centro Educacional Madre Theresia, dedicando-nos ao cuidado delas e, ao mesmo tempo, tomando todos os cuidados que a pandemia exige. Ir para lá, num primeiro momento, foi um lançar-nos na incerteza, mas agora estamos vendo a vida florescer em tantas situações que fazem parte da vida das irmãs e das famílias de lá. Outro grito forte veio do Norte do Brasil. Vimos a necessidade de formar uma comunidade para continuar nossa presença junto aos indígenas do Povo Xerente, em Tocantínia-TO, na perspectiva de sermos sinal de esperança e de compaixão. Nossa proposta é, de acordo com as possibilidades, acompanhar as aldeias e oferecer um local onde os indígenas possam sentir segurança e confiança. Também lá, o início da nova comunidade ocorreu durante a pandemia. Perguntávamos a nós mesmas: de onde vem essa força? E não hesitamos na resposta: vem da paixão pelo Reino de Deus e do desejo de estar justamente com aqueles que precisam de nossa presença de compaixão. Somos chamadas a cuidar daqueles que estão sendo encurvados pela dor do sofrimento. Somos impelidas a buscar caminhos para ajudá-los a se levantar e encontrar a alegria de caminhar com dignidade. Outro desafio a que buscamos responder foi florescer no Alto do Taquaril, na periferia de Belo Horizonte-MG, acreditando que “o Senhor é nosso pastor, e nada nos faltará” (Salmo 22). Foi esse o chamado que experimentamos ao iniciar a terceira comunidade em meio a pandemia. O bairro Alto do Taquaril clama por mais comunhão, solidariedade, acolhida das famílias, escuta daqueles que se sentem perdidos, dos que não acreditam mais na vida e buscam, nas drogas, a solução para seus problemas. Como ser presença nesse local? Mesmo diante das adversidades para ir ao encontro das pessoas, as irmãs foram buscando caminhos e alternativas para estar junto com elas, comunicando, por sua simples presença, que acreditam nelas e que querem estar entre elas. Concluindo esta breve partilha das três experiências vividas por nossas irmãs e que pude acompanhar de perto, posso dizer, com convicção, que a tarefa de florescer em tempo de incerteza não é a mais confortável, mas, sem dúvida, é a mais gratificante. Com amor, nós, irmãs, empreendemos nossos esforços para lançar as sementes e, como Santo Arnaldo, nosso fundador, estamos confiantes de que Deus mesmo cuidará para que elas frutifiquem. Irmã Maria Percila Vieira é a atual coordenadora provincial das missionárias servas do Espírito Santo na Província Brasil Norte e presidente da Escola para Formadores Jesus Mestre. É Pedagoga, Psicopedagoga e formada pelo Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália.

A evolução das bibliotecas e o desafio do profissional bibliotecário

O mundo está em transformação. Não se pode negar o impacto das mudanças tecnológicas na forma de realizarmos leituras e consumirmos conteúdo. Assim como a sociedade se transforma, os espaços que nela existem também, e não é diferente com as bibliotecas. Estas não podem mais ser vistas apenas como um lugar de empréstimo de livros. Na Antiguidade e no Período Medieval, as bibliotecas guardavam escritos de intelectuais gregos, egípcios e romanos. Apenas esse grupo tinha acesso ao conhecimento. Já na Idade Média, o clero, a nobreza e os militares formavam a classe dominante e, por sua vez, mantinham todo o conhecimento, que era gravado em suportes variados, como tabuletas de argila, rolos de papiro, pergaminho e enormes códices armazenados em bibliotecas de mosteiros. Se retomarmos o significado da palavra biblioteca, de acordo com o dicionário, encontraremos o seguinte significado: “coleções de livros, edifício público onde se instala essa coleção, para ser consultada pelos interessados”. No passado, as bibliotecas eram consideradas um templo, e o bibliotecário, seu guardião. Essa imagem, até pouco tempo, era mantida, mas, com o advento das novas tecnologias de comunicação, essa imagem começou a dar sinais de mudança. Na Contemporaneidade, as bibliotecas passaram a ser espaços de troca, de encontro, onde pessoas são tão importantes quanto livros. As bibliotecas rompem com o formalismo da instrução e se reconectam com o conhecimento e com o público. Nesse contexto, com a introdução das novas tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas passaram a ter seus serviços automatizados. Esses novos recursos fizeram da biblioteca um lugar diferente daquele local antes visto como um depósito de livros. No presente, foram criadas denominações para a atual biblioteca, como unidade de informação, e para os bibliotecários, profissionais da informação. Diante de todas essas transformações no mundo e na Biblioteconomia, o profissional bibliotecário deixou de ser um erudito, guardião de livros e se destacou como um profissional mediador no processo de busca da informação. Hoje, o bibliotecário é instigado a ultrapassar as barreiras de suas bibliotecas e instituições, e contribuir efetivamente para o acesso, visibilidade, compartilhamento e uso da informação. Nesse sentido, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) vieram ampliar e ressignificar a sua atuação, tornando-se uma grande aliada. Mesmo com toda essa evolução das TIC, que vieram para facilitar e ampliar a atuação do bibliotecário, devemos lembrar que ainda há muitas barreiras a serem superadas, como a desigualdade social. No Brasil, hoje, cerca de 46 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet e, com isso, o bibliotecário permanece sendo o elo entre o passado e o futuro, atuando como gestor da informação e do conhecimento, a fim de atender às necessidades de informação da sociedade, seja ela por meio da tecnologia ou utilizando os recursos disponíveis. Por esse motivo, o bibliotecário é o profissional capaz de atuar em qualquer função que vise a organização e obtenção da informação e do conhecimento. A biblioteca é um departamento de ações dinamizadoras, onde os saberes se multiplicam e a difusão das informações é constante. É um ambiente cultural, democrático, de interação e socialização, no qual se promovem não só o conhecimento, mas também o entretenimento entre as pessoas e o pensamento, um lugar onde a memória e a formação se conectam. Contudo, uma coisa é certa, por mais que as bibliotecas se transformem, os livros, que são seu tesouro, sempre existirão e permanecerão sendo o suporte da leitura. Cristiane DouradoBibliotecária no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Cordel em homenagem aos bibliotecários 12 de março é destaquenos dias do calendário,pois tem significadorico, extraordinário. Comemora, nesse dia,com honrosa e alegria,Dia do Bibliotecário. Você que cuida de livroé para o mundo um presente,em prol da educação,fica na linha de frente,conduzindo o saber,sinto que é este SERgente que cuida de gente. E entre tantas pessoas,a Cristiane Dourado,desenvolve essa funçãoque faz com zelo e cuidado. Pra paz na terra reinar,nós precisamos tornaro mundo mais educado. As servas missionáriasdo nosso Espírito Santocuidam dessa sapiência,tal qual o zelo ao manto,assim a bondade crescee o colégio agradeceesse frutífero encanto. Poeta Costa Senna

Sempre é tempo de recomeçar

O início de um ano letivo reacende em cada um novos sonhos, projetos e a certeza de novos tempos. A energia e os desejos que emanam de nossos alunos, familiares e educadores para o retorno das aulas presenciais é a grande motivação da missão educativa em nossas escolas. Com a chegada da vacinação para as crianças e adolescentes, público principal de nossas comunidades, podemos respirar mais aliviados e contar com um retorno mais seguro para todos, afinal, nossas escolas mantêm, de modo educativo, os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde. Contudo, ainda fazem parte (e de forma justa) de nossas indagações dúvidas tais como o que muda, com o que precisamos estar atentos, como reintegrar nossos estudantes, quais os cuidados. Para contar como foi este início em nossas escolas, convidamos nossas diretoras e coordenadoras pedagógicas das unidades da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo para partilharem como foi o retorno em cada realidade e ajudarem a pensar este recomeço, ainda diferente. Colégio Sagrado Coração de Jesus Desde 2020, mesmo com a possibilidade de retorno, alguns estudantes precisaram ficar em casa. Já agora, por uma determinação da Prefeitura de Belo Horizonte-MG, o retorno presencial foi para todos aqueles abaixo de 5 e acima de 11 anos. Por isso, este ano começou alegre e cheio de expectativas no Colégio Sagrado Coração de Jesus. Mais seguros com as doses de vacina aplicadas, alunos e alunas puderam se reencontrar presencialmente com todos os professores. Isso permitiu mais acolhimento, mesmo que os tempos ainda exijam segurança, cuidado e muita empatia. A semana teve o seu início com a apresentação das salas de aula para as turmas, visita pelo colégio com os novatos e dinâmicas de união com todos. Já começaram as reuniões com os pais e, desde já, ficou bem nítida a expectativa positiva com todas as boas mudanças que estão sendo implantadas: desde os trabalhos com a cultura maker até as aulas extracurriculares de esportes, banda de música, teatro, mudanças no processo avaliativo. Ana Amélia Rigotto Fernandes é diretora pedagógica do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. Centro Educativo Madre Josefa Após merecidas férias e depois de dois anos de superação de desafios e reconstrução de nossos saberes, aguardamos nossos alunos e seus familiares para mais um ano letivo no Centro Educativo Madre Josefa, no Rio de Janeiro-RJ. Um retorno muito animado, com 100% de nossos colaboradores com o esquema vacinal completo contra a covid-19 e a confiança em cada grupo familiar para contribuir, de forma responsável, para o convívio em um ambiente escolar saudável. O reencontro dos olhares motiva as expectativas pelas atividades presenciais plenas, fundamentais para recuperar os possíveis desnivelamentos de aprendizagem que ampliaram o abismo na educação dos menos favorecidos. Por esse motivo, estamos confiantes em que o retorno da missão na educação faz toda a diferença nesta comunidade. Gilmara Solidade é coordenadora do Centro Educativo Madre Josefa, no Rio de Janeiro-RJ. Colégio Espírito Santo Em um clima de expectativa e muita alegria, o Colégio Espírito Santo iniciou, em 31 de janeiro, o ano letivo de 2022. Depois de um período de férias, energias renovadas, é hora de professores e alunos se conhecerem, e de retomar os estudos e a convivência entre os colegas. O colégio, durante o período de férias, recebeu toda a atenção da equipe de manutenção e conservação, que repaginou alguns espaços e está prontinho para ser o palco de muitas experiências de aprendizagem e interação entre a comunidade escolar. Nestes primeiros dias de aula, os professores acolheram os alunos com dinâmicas interativas e muita animação para promover o aprendizado dos estudantes. Ainda vivemos um cenário pandêmico que requer a manutenção dos protocolos sanitários recomendados pelas autoridades da saúde, como o uso de máscara, higienização das mãos e dos ambientes, e o compromisso de todos para cumprir esses protocolos e conter o avanço da covid-19. A equipe pedagógica está preparada para diagnosticar as diferentes demandas pedagógicas dos estudantes e fortalecê-los emocionalmente. Sabemos o quanto a pandemia impactou pedagógica e emocionalmente os estudantes, mas, com um olhar sensível e seguindo o lema da Campanha da Fraternidade 2022, “Fala com sabedoria, ensina com amor”, temos a certeza de que 2022 será um ano de muito aprendizado, superação e alegrias. Clarice Aparecida Monreal P. Cavalcante é diretora pedagógica do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Centro Educacional Madre Theresia Para a comunidade educativa do Centro Educacional Madre Theresia, em São Paulo-SP, as primeiras semanas foram muito especiais, repletas de alegria, emoção, cuidados e grandes expectativas. O novo ano letivo favorece novas experiências e aprendizagens. Ainda sob os impactos da pandemia, estamos nos adequando a um novo jeito de viver, mantendo todos os cuidados necessários para assegurar a saúde de todos. Diante deste cenário desafiador, contamos com a confiança, a colaboração e a parceria de toda comunidade educativa em prol de uma formação integral para as crianças. A equipe pedagógica está atenta às necessidades de cada criança para promover seu pleno desenvolvimento e bem-estar. Este é o nosso compromisso: educar com amor para construir uma sociedade justa, humana e fraterna. Maria Angélica é diretora do Centro Educacional Madre Theresia, em São Paulo-SP. Colégio Imaculado Coração de Maria A pandemia do coronavírus causou várias mudanças nas escolas de todo o mundo, impactando as formas de ensinar e aprender, além das relações entre as pessoas. Com muita satisfação, nos dias 1º e 2 de fevereiro, retornamos com a equipe docente e, no dia 3, com nosso alunado, 100% presencial. Desejávamos isso, porque resgatar o valor e a importância do espaço físico da escola como um lugar de vida, aprendizado e desenvolvimento é fundamental. Porém é certo que teremos de continuar praticando os mesmos cuidados voltados para saúde bem como para o bem-estar emocional de toda a nossa comunidade educativa. O trabalho da psicóloga educacional Giovanna Augusto, dando conforto e orientando alunos, familiares e profissionais, e de toda a equipe pedagógica com sua acolhedora atuação, e também o nosso quadro de funcionários totalmente vacinado com as 2ª e

Mulher: gênero, biologia, trabalho e construção cultural

Você se lembra da música de Benito Di Paula? “Agora, chegou a vez, vou cantar / Mulher brasileira em primeiro lugar / […] Norte a sul / Do meu Brasil / Caminha sambando/ Quem não viu / Mulher de verdade / Sim, senhor / Mulher brasileira é feita de amor.” Refletindo sobre o Dia Internacional da Mulher, podemos perceber que a música sempre exaltou a mulher em prosa e verso, entretanto vemos muitas batalhando no trabalho, criando os filhos, dedicando-se à família, sem falar naquelas que arrumam tempo para estudar e dedicar-se à solidariedade. Temos cientistas de renome, exemplos de várias “guerreiras”. Mas como o Brasil é o quinto país em feminicídio? Infelizmente, nas sociedades humanas, ainda existe uma mentalidade de que mulher deve somente servir ao homem, seja o pai ou o marido, cuidar das tarefas domésticas e das crianças. Trabalhar fora de casa, dirigir um carro ou uma empresa é coisa para homem. O péssimo exemplo de um deputado do Estado de São Paulo, que foi à Ucrânia recentemente, em tempo de guerra, com uma proposta “humanitária”. Postou em uma de suas redes um comentário, afirmando que “as ucranianas são fáceis porque são pobres”, comparando a fila de refugiadas com a fila de baladas no Brasil. Um médico turista, em um dos países do Oriente Médio, também fez comentários maldosos a uma comerciante. Uns meses antes, durante a Copa do Mundo, na Rússia, um advogado foi advertido por mexer com jovens do local. Esses fatos demonstram como a mente machista ainda está fortemente presente no sexo oposto. A cada minuto, temos notícias de violência doméstica, tanto física e psicológica quanto patrimonial. Quase sempre, não há aceitação do término de um relacionamento, significando que o outro é visto como propriedade privada, rejeitando a ideia de liberdade das mulheres e suas conquistas. A pensadora francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) fez muitos estudos sobre a condição da mulher na sociedade. Em sua obra O segundo sexo (1949), afirmou que “ninguém nasce mulher, mas se torna mulher”. Conforme a mulher conquista seu espaço, cresce seu reconhecimento. Nesse sentido, a questão do ser mulher não é biológica, mas cultural ao longo da história de um povo. A questão de gênero (masculino/feminino) é vivida por homens e mulheres, independentemente da visão biológica, mas em determinada época e lugar. O corpo é construído culturalmente. Assim, o corpo da mulher, em nossa sociedade, foi “coisificado”, ou seja, passou a ser visto como uma mercadoria, uma “coisa”, basta observar as propagandas. Neste século XXI, muitas mulheres têm ocupado diversos espaços, mas ainda precisamos de mulheres ocupando os espaços políticos, como as câmaras municipais e o Congresso, o cenário científico-acadêmico, etc. Procuremos educar as gerações com sabedoria e nos despertar para a importância de sermos tratadas como seres humanos e não como coisa mercadológica. Há muito trabalho a ser realizado. Aproveitemos a Campanha da Fraternidade, que reflete sobre não condenarmos a mulher, atirando pedras, como faziam os fariseus, mas dando oportunidades, gerando vida. Mulheres, uni-vos! Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura, pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.

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