A vocação do catequista

O quarto domingo de agosto, Mês das Vocações, é dedicado aos leigos e leigas e, de maneira especial, aos e às catequistas. De fato, a Igreja deve muito a tantas mulheres e homens que dedicam seu tempo e seu amor para comunicar a fé e ensinar a Boa-Nova de Jesus. Cada um, cada uma de nós certamente se recorda com carinho de quem o acompanhou na preparação para a primeira comunhão eucarística ou mesmo para a crisma. Muitos de nós abraçamos a fé por intermédio de nossos pais, que foram nossos primeiros catequistas. Mas, depois, na catequese, descobrimos e aprendemos muito mais, participando da Igreja e integrando a fé e os ensinamentos de Jesus a nosso cotidiano. Em carta dirigida às e aos catequistas, Dom José Antonio Peruzzo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, afirma: “Celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança: gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque, enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura. Os catequistas, eles e elas, evangelizam com afeto. Os tempos desafiam, requerem novos paradigmas, pedem por novas linguagens, mas, se houver paixão, a catequese será sempre criativa”. Há muitas maneiras de realizar a catequese. O primeiro passo cabe aos pais e consiste em ensinar a criança, desde bem pequena, a amar a Deus, mostrando aos pequenos como rezar e falando-lhes de Jesus e do Evangelho. Os pais ensinam pelo exemplo, e é muito importante transmitir os valores humanos e cristãos às crianças e levá-las para a Igreja. Aquilo que aprendem desde o berço fica gravado para toda a vida. Todas as paróquias e a maioria das comunidades contam com uma equipe de catequistas preparada para ensinar diferentes faixas etárias, envolvendo crianças pequenas, crianças em idade de receber a primeira comunhão eucarística, adolescentes que se preparam para o crisma e até jovens e adultos que buscam a fé e não tiveram oportunidade antes. A catequese pode acontecer também nas escolas católicas que, além do Ensino Religioso, que é ecumênico e dirigido a todas as denominações religiosas, oferece a oportunidade para os alunos que são católicos aprofundarem a fé, participarem da catequese e receberem os sacramentos. No Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, uma das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, os alunos que o desejam participam da catequese. Padre Expedito de Lopes Castro, Capelão Escolar, gravou um vídeo no qual fala sobre o Dia do Catequista. Vale a pena assistir.
Papo Vocacional – Vocação à vida consagrada

A vida religiosa consagrada é uma vocação de entrega total a Deus a serviço de seu povo. Por isso as irmãs religiosas deixam sua família e entram numa congregação religiosa para viver mais intensamente seu compromisso. No Papo Vocacional de hoje, Dom Manoel Ferreira dos Santos Junior, bispo da Diocese de Registro-SP, fala sobre a vocação à vida consagrada e explica, com clareza, o sentido dos votos de pobreza, obediência e castidade. Ele conta que os votos religiosos é um caminho de amor e de liberdade para poder se dedicar, com todo o ser, às outras pessoas, especialmente as que mais necessitam. E você, conhece alguma irmã ou irmão religioso?
Vocação é caminho de amor e serviço

A Igreja Católica dedica o mês de agosto às vocações, especialmente às de especial consagração, como é o caso das irmãs, padres, diáconos e leigas e leigos consagrados. Também lembra a vocação de catequistas, pais e de todas as pessoas que se dedicam com amor ao serviço do próximo. Viver a vocação é responder ao chamado de Deus, que convida cada pessoa, com amor, respeito e carinho, a colocar seus dons a serviço dos outros, contribuindo para a vida da comunidade e o progresso da humanidade. O chamado de Deus se manifesta dentro de cada pessoa como convite, desejo, necessidade e até mesmo como forte apelo para dar o que tem de melhor em razão de um bem maior. Por isso, provoca alegria e profunda realização. Responder ao chamado de Deus traz verdadeira felicidade ao sair de si para acolher, ajudar, amar, colaborar e servir às outras pessoas. Ao longo dos séculos, milhares de pessoas escutaram e responderam ao chamado de Deus e ofereceram suas vidas para que crianças, jovens, enfermos, mulheres, idosos e pessoas nas mais variadas situações pudessem ter uma vida melhor, mais conscientes do amor de Deus por elas. Deus continua chamando Hoje, Deus continua chamando em todas as línguas, países e culturas. Inclusive entre as pessoas que vivem muito perto de nós e, quem sabe, dentro de nossa própria família. Você certamente também está sendo chamado, chamada para uma missão feita especialmente para você. Já parou para pensar? Irma Nadir Vieira Pereira, por exemplo, vivia tranquila em sua família e comunidade quando Deus a chamou para algo mais. Então, ainda bem jovem, começou a ajudar a comunidade a se organizar, a fazer as celebrações… Depois sentiu o impacto das injustiças sobre o seu povo, na comunidade remanescente de quilombo, em Nhunguara, Município de Eldorado-SP, e viu que era necessário lutar pelo direito à terra. Assim, seu coração foi se alargando e se abrindo ao chamado de Deus que a convidava à missão muito mais além de sua pequena comunidade. Irmã Nadir respondeu sim e entrou para a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo e se consagrou como irmã missionária. Como o chamado de Deus é dinâmico, Ir. Nadir continuou atenta ao seu coração, escutou o apelo dos irmãos na África e deu mais um passo. Foi para Moçambique servir à missão. O tempo foi passando, e ela completou 25 anos de consagração religiosa e retornou à sua comunidade para celebrar. Hoje, Ir. Nadir, de volta ao Brasil, dedica-se à missão com os migrantes em São Paulo-SP e continua a dizer sim ao chamado de Deus para amar e servir a todas as pessoas que o Senhor coloca em seu caminho. O vídeo a seguir é da celebração de ação de graças pelo jubileu de 25 anos de vida consagrada de Ir. Nadir e é pura expressão de alegria, tanto dela como de sua família de sangue, da família religiosa e de sua comunidade de origem. Viver a vocação, portanto, é fonte de bênçãos que se multiplicam, trazendo o Reino de Deus no agora de nosso tempo. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpS Jornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
Vocação

“A nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina…” Papa Francisco O chamado de Deus nos conduz a uma reflexão de escuta e vivência da sua Palavra. Mas é preciso permitir que Ele toque em nossa alma, o que acontece no dia a dia. Vivemos numa sociedade contraditória aos apelos de Deus, e é nesta sociedade e neste mundo, imbuído de barulho e materialismo que tanto inquietam nosso coração e nossa mente, que escutamos o seu chamado. E o Senhor, em sua infinita bondade, cria em nós um espaço de silêncio e discernimento em meio a toda essa diversidade e, assim, também respondemos, como Isaías, Samuel, Moisés, Abraão e Maria: “Eis-me aqui, Senhor!”, na certeza de que Ele sempre estará conosco. É preciso permitir que Deus toque em nossa alma quando estamos diante (ou ao lado) daquele que sofre, que tem frio e fome, que não vê sentido na vida, que tem sede de Deus. É preciso, acima de tudo, colocar-se no lugar do outro para sentir o que o outro sente e, assim, continuar a missão de Jesus, que é a nossa missão. Vocação é isto… Colocar a serviço do outro os talentos que de Deus recebemos e que se traduzem em gestos de amor e fraternidade, onde quer que estejamos. Neste ano dedicado ao laicato, a vocação se torna ainda mais latente em nós, leigos, que vivemos a experiência do amor e da misericórdia de Deus em nossas famílias, em nosso trabalho e em nossas comunidades. E hoje compartilho com vocês os depoimentos de leigos que dizem o seu sim no dia a dia de suas vidas. “Ser missionária leiga de Deus Uno e Trino é viver enraizada no carisma trinitário, evangelizando no trabalho, família, escola, para a prática do mandamento do amor, sendo ramo, sal, luz e fermento. O mundo é o lugar da ação do cristão. A missão nos fortalece como cristãos. Ser missionário é ser Igreja em saída de si mesmo em busca do irmão, do amigo, da família, do colega do trabalho, do desconhecido, do excluído…” Maria Cristina Queiroz Maia “Ser missionário é fazer da educação um espaço de acolhida e de anúncio de uma nova perspectiva de vida à infância e à juventude, que clamam por um mundo melhor.” Agostinho Travençolo Júnior “É missão de todos nós Deus chama, eu quero ouvir a sua voz” Zé Vicente Nanci Regis Queiroz Afonso Missionária leiga de Deus Uno e Trino
Vocação: chamado de Deus à vida plena

A pessoa humana é um ser criado no amor e para o AMOR. Chamados por Deus à existência, carregamos em nós o sopro divino (cf. Gn 2,7). Cada ser humano é, em primeiro lugar, chamado à vida, a ser e “acontecer” no AMOR, já que cresce e se desenvolve de forma única e irrepetível. Conforme amadurecemos, nossa fé também vai criando raízes e começamos a fazer perguntas sobre o sentido de nossa vida, sobre o que estamos fazendo neste mundo, por que e para que Deus nos criou. Questionamentos dos quais muitas vezes sentimos medo, por temer realmente escutar a vontade de Deus para a nossa existência. Hoje, vivemos em uma sociedade em que temos muitos ideais de felicidade baseados no ter e no poder, que vão contra os valores evangélicos e podem nos confundir, levando-nos a escolher caminhos que, a longo prazo, trazem-nos sofrimento e nos levam à autodestruição. A vocação que vem de Deus, porém, vai sempre nos levar a escolher caminhos que nos conduzem a viver em plenitude. Em seu Filho, Jesus, Deus nos chama ao amor, portanto vocação é amar… e o amor é a fonte mais profunda da alegria. Não devemos, assim, temer a vontade de Deus, pois ela vai nos conduzir sempre à felicidade, seja no matrimônio, na vida religiosa consagrada ou na vivência do sacerdócio. No campo das vocações, muitas são as alternativas: Deus é criativo e generoso, e Ele sabe onde é o seu lugar. Não tenha medo de escutar a sua voz e, se a ouvir, tenha coragem de dar os passos necessários para responder a seu chamado. Caso ainda não tenha pensado sobre sua vocação, comece a perguntar a Deus onde Ele quer você e busque, no seu coração, conhecer aquilo que dá mais sentido à sua existência. Como Ele nos chama por amor, nossa resposta deverá sempre ser por amor e, assim, nosso caminho poderá não ser fácil, mas será pleno de sentido e de alegria. Coragem… Deus chama você, e o mundo precisa de sua resposta. A messe é grande, e poucos os operários.
A vocação da família

Estamos no Mês Vocacional, e hoje vamos refletir sobre a vocação da família. Como assim? A vocação da família? Isso mesmo! A vocação da família, pois é uma vocação que tem sua origem em Deus. O plano de Deus é que toda pessoa participe de sua vida, por isso a criou à sua imagem e semelhança. Para realizar essa vocação, o ser humano deve se conformar a Jesus, o Filho de Deus. A família está presente no projeto de Deus para a humanidade, narrado nos textos bíblicos. Neles a vocação da família está inserida numa caminhada marcada por situações de contradição, pela busca de felicidade, pela presença da dor e da morte, pelo trabalho que sustenta, pela ternura das relações entre pais e filhos, e pela entrada de Deus na história, por meio de uma família humana. Nos diversos contextos, a sociedade muda, e as famílias participam dessa mudança também em seus modos de viver e pensar. Portanto, hoje, as famílias nem sempre correspondem a um único modelo. Contudo a vocação da família é uma só e pode ser mais bem compreendida por meio da afirmação que o Papa Francisco faz na exortação Amoris Laetitia: “O Deus Trindade é comunhão de amor; e a família, o seu reflexo vivente” (cf. n.º 11). O que você faz para que sua família seja imagem do amor de Deus Trino? O capítulo 3 dessa exortação insiste na vocação da família como mistério que só se pode compreender à luz do amor infinito de Deus Pai manifestado em Jesus Cristo (cf. n.º 58). O matrimônio é uma vocação para viver o amor conjugal como sinal do amor entre Cristo e a Igreja. Por isso a decisão de casar-se e formar uma família deve ser fruto de um discernimento (cf. n.º 72). A família tem de ser experiência de serviço, hospitalidade, acolhimento e vivência da justiça e da fé, pois Jesus Cristo confiou às famílias a própria missão. E você, já se perguntou qual é a missão de sua família dentro da Igreja e da sociedade? Irmã Juana Ortega, SSpS
Vocação: Jesus nos chama a segui-lo

No Novo Testamento, a vocação se encontra plenamente revelada na pessoa de Jesus. Ele próprio viveu a experiência de Deus como Pai e identificou sua vida com a vontade de Deus. Jesus foi fiel à sua vocação, mas também ele teve de ir descobrindo aos poucos o que Deus queria dele. Os quatro evangelhos convergem na busca constante de Jesus pela vontade do Pai. “Eu faço o que o Pai me mostra que é para fazer” (cf. Jo 8,38; 12,50). Jesus chamou outras pessoas a segui-lo na realização da mesma vocação. Por isso o chamado a acompanhar Jesus implica viver o discipulado, quer dizer, aprender com o Mestre a viver a mesma vida dele em vistas do amor, justiça e paz no mundo. O chamado “Vem e segue-me!” começa na beira do lago (Mc 1,16) e recomeça depois da ressurreição (Mt 28,18-20; Jo 21,4-17). Nas narrativas dos evangelhos, há uma variedade de chamados. Às vezes, é Jesus quem toma a iniciativa de chamar, outras vezes quem é chamado convida seu irmão, parente ou amigo. João Batista, depois de ter encontrado Jesus, indica “Eis o cordeiro de Deus”, e dois dos seus discípulos o seguem. Um deles é André, que encontra o próprio irmão e lhe apresenta Jesus como o Messias. No Evangelho de João (1,35-51), há uma sequência de pessoas que são apresentadas a Jesus e tomam a iniciativa para convidar outras. Jesus se dirige a cada uma com uma pergunta, um convite ou um presságio. A Pedro ele diz: “Tu te chamarás Cefas”. Jesus se volta e vê os dois discípulos de João seguindo-o e lhes pergunta: “Que procurais?”. Essa é uma pergunta profunda e mostra que o seguimento de Jesus não é uma aceitação passiva ou alheia ao ser humano. Pelo contrário, seguir Jesus sacia a sede mais profunda de todo homem e toda mulher. No encontro com a Samaritana, Jesus lhe diz: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz: ‘Dá-me de beber’…” (Jo 4,10). A narrativa mostra que a iniciativa de chamar é de Jesus, mas o encontro dos seguidores com Jesus muitas vezes passa pela mediação humana. A resposta dos dois discípulos “Mestre onde moras/permaneces?” amplia a pergunta existencial de Jesus “Que procurais?”. No texto, há muitas figuras simbólicas, e a repetição de verbos (vir, ver, morar, permanecer), que mostram que Jesus, ao atender ao desejo mais profundo do ser humano, oferece a ele uma nova casa (comunidade eclesial), deixando-o participar de sua “permanência”. Os primeiros cristãos compreenderam sua vocação ao ponto de morrer para testemunhá-la. Ao longo dos séculos, muitas pessoas têm se perguntado pelo querer de Deus e, por isso, vivido plenamente sua vocação. Hoje a nossa busca continua e iria nos ajudar muito a nos perguntar: que estou procurando? O que significa para mim o convite de Jesus: “Venham e vejam!”? Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG. Para aprofundar mais: Se você quiser aprofundar, aqui vão dois livros sugeridos pela Ir. Juana: BEUTLER, Johannes. Evangelho Segundo São João. Tradução de Johan Konings. São Paulo: Loyola, 2015. p. 69-79. MESTER, Carlos. Vai! Eu estou contigo!: vocação e compromisso à luz da Palavra de Deus. São Paulo: Paulinas, 2010. p. 9-11 e 129-141.
Vocação: o que Deus quer de mim?

Agosto é o Mês Vocacional desde 1981, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu incentivar e despertar a responsabilidade vocacional nas comunidades. Desde então, cada domingo do mês celebra a vocação em um estado concreto de vida. Assim, no primeiro domingo, recordam-se os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio; no terceiro, a vida consagrada; e, no quarto, a vocação dos leigos. Mas ainda há gente que pensa que a vocação é apenas para pessoas muito especiais e esquece que Deus chama cada um, cada uma de nós. Por isso, antes de conversar sobre a vocação em cada estado de vida, vamos conhecer a vocação na Bíblia. A Bíblia é cheia de histórias vocacionais, fruto da busca persistente de homens e mulheres que, ao longo dos anos, têm se perguntado: “O que Deus quer de mim? O que ele quer de nós?”. As respostas a essas perguntas se encontram no Antigo e no Novo Testamento, na vida de pessoas concretas, como Abraão, Agar, Jacó, Moisés, Miriam, Ana, Samuel, Davi, Elias, Amós, Jeremias, Jonas, Jó, Isabel, João Batista, José (esposo de Maria), Maria e os apóstolos. Essas pessoas são emblemáticas na história da salvação e deixam ver os traços característicos tanto do chamado como da resposta e missão que cada uma delas recebe. Cada narrativa nos faz deparar com a profundeza da pergunta: O que Deus quer de mim? O que Deus quer de nós? O espírito que inspirou a escrever sobre o fascínio da vocação continua vivo, agindo em nós para que vivenciemos a mesma experiência de Deus. Ainda que o chamado venha de Deus e a resposta seja da pessoa com uma missão a realizar, nenhuma vocação se repete. As narrativas de vocação na Bíblia convergem na afirmativa: Deus não tira a liberdade das pessoas. Na Bíblia, podemos perceber as lutas internas que as pessoas chamadas travam no seu interior. Nós também experimentamos esses conflitos internos, pois levamos dentro de nós a grande luta da transformação do mundo e da conversão pessoal ao projeto de amor de Deus. São Paulo assim expressa a densidade e a profundeza dessa realidade: “Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila, para que esse incomparável poder seja de Deus e não de nós” (2Cor 4,7). Esse é o mistério da vocação. E você, quais são as lutas que você traz no seu coração? Você também experimenta a grandeza do amor de Deus que se manifesta na fragilidade do seu próprio ser? Assim como os vocacionados da Bíblia, nós hoje também somos convidados a fazer uma jornada de busca interior e a descobrir o que Deus está pedindo de cada um de nós. Venha fazer conosco este caminho durante o mês de agosto e descubra um pouco mais sobre sua vocação e o que Deus está querendo. Aproveite para enviar suas perguntas e partilhar suas experiências. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG. Para aprofundar mais: Se você quiser aprofundar, aqui vão dois livros sugeridos pela Ir. Juana: BEUTLER, Johannes. Evangelho Segundo São João. Tradução de Johan Konings. São Paulo: Loyola, 2015. p. 69-79. MESTER, Carlos. Vai! Eu estou contigo!: vocação e compromisso à luz da Palavra de Deus. São Paulo: Paulinas, 2010. p. 9-11 e 129-141.
Sínodo dos Bispos discutirá sobre os desafios atuais da juventude

O Sínodo dos Bispos, um evento que discute diversos temas católicos, neste ano de 2018 vai ser dedicado totalmente para tratar dos problemas relacionados à juventude. Com as novas tecnologias, os jovens tem mergulhado neste mundo e se distanciado da igreja e de Cristo e, isso preocupa Papa Francisco. No mês passado, Papa Francisco reuniu cerca de 300 jovens do mundo inteiro, de várias religiões e também não crentes, para uma reunião que foi uma prévia dos assuntos que serão tratadas no próximo Sínodo. Além destes jovens, outros 15 mil participaram, dando suas opiniões através de grupos pela internet. O evento aconteceu entre os dias 19 e 24 de março, no Vaticano. Em sua primeira intervenção, Papa Francisco ressaltou que: “Não basta trocar algumas mensagens ou partilhar fotos simpáticas, os jovens têm de ser levados a sério!” e destacou uma atenção especial ao discernimento vocacional para ajudar os jovens a descobrir a verdadeira alegria de cada um. O Vaticano recebeu cerca de 221 mil respostas no formulário disponibilizado pela internet e está apurando os resultados para o evento do Sínodos dos Bispos. O Sínodo acontecerá em outubro e terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Para saber mais sobre o Sínodo, visite: www.synod2018.va ou https://www.facebook.com/synod2018.