Ecologia integral: territórios livres e vivos

Cerca de 40 religiosos e religiosas, entre eles alguns membros da Vivat Internacional, participaram do Seminário Ecologia Integral, Sinodalidade e Território, organizado pela Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR). A emergência climática foi o foco das reflexões. Irmã Nelly, missionária serva do Espírito Santo, dá os detalhes.
Timor-Leste: jovem país em transformação

O Timor-Leste, jovem nação no Sudeste da Ásia, é um dos países estudados no Projeto Semana Sem Fronteiras 2024, promovido pela Rede de Educação SSpS Brasil. O professor Elder Renato da Silva Miranda, do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, nos apresenta um pouco dessa terra em constante transformação, onde também vivem as missionárias servas do Espírito Santo. Veja!
De qual “pão” temos fome?

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho deste 18º Domingo do Tempo Comum, narrado em João 6,24-35.
Esporte e educação em foco nas Olimpíadas

Em ano de Olimpíadas, o esporte amplia seu alcance no mundo, desperta o interesse de potenciais novos atletas e serve de incentivo para a fraternidade entre os povos. Nas escolas da Rede SSpS, os Jogos Olímpicos contribuem para promover valores e enriquecer o trabalho, especialmente nas aulas de Educação Física. Visite o blog SSpS Brasil e saiba sobre os aprendizados adquiridos ao longo de três gerações de judocas no Colégio Espírito Santo, de Canoas-RS, e como o maior evento esportivo do planeta motiva estudantes no tatame e na sala de aula.
Segurança e educação no trânsito

O trânsito é uma parte essencial de nosso cotidiano, e a educação para um comportamento responsável nesse contexto é de suma importância. É preciso educar os cidadãos, desde a infância, para um trânsito seguro. Isso é um compromisso com a vida e com os ensinamentos de Cristo. Confira o artigo de Rebeca Nascimento, da Equipe de Comunicação SSpS Brasil.
Caridade: entre os gestos humanos mais elevados

A caridade se manifesta em gestos concretos, grandes ou pequenos, mas que devem ser carregados de amor. Podem existir várias motivações para ela. Há quem tenha o sincero desejo de ajudar o mais necessitado, mas, dependendo do objetivo, pode até ser uma atitude egoísta. A verdadeira caridade está entre os gestos humanos mais elevados. Confira a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera.
Missão Além-Fronteiras: jovens conhecem quilombos no Vale do Ribeira

Alunos, educadores e irmãs das escolas da Rede de Educação SSpS visitaram os quilombos Nhunguara e Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, Sul do Estado de São Paulo. A iniciativa foi parte do projeto Missão Além-Fronteiras. O objetivo foi mostrar aos jovens como o trabalho missionário pode transformar a vida de muitas pessoas. O educador Agostinho Travençolo Júnior conta como foi a experiência. Veja!
Descanso, um espaço aberto ao discernimento

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho deste 16º Domingo do Tempo Comum, narrado em Marcos 6,30-34.
Irmã SSpS presente em eventos sobre Direito Canônico

A missionária serva do Espírito Santo, irmã Adriana Regina da Silva, participou do 37º Simpósio da Sociedade Brasileira de Canonistas e do 40º Encontro dos Servidores dos Tribunais Eclesiásticos do Brasil. Ambos os eventos foram realizados em Vitória-ES. Ela partilha como foram as reflexões sobre importantes campos de atuação da Igreja. Veja!
Quando a Cruz deixa de ser “peso morto”

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16,24) A paixão-morte de Jesus foi, para os primeiros cristãos, o ponto mais impactante de suas vidas. Seguramente, o primeiro núcleo dos evangelhos foi constituído pelo relato da paixão-morte de Jesus. Não nos deve estranhar que, ao relatar o restante de sua vida, se faça a partir dessa perspectiva. Por isso, até quatro vezes Jesus anuncia sua paixão e morte no evangelho de Mateus. Não era preciso ser profeta para dar-se conta de que a vida d’Ele corria sério perigo. O que Ele dizia e o que fazia ia contra a religião oficial, e os encarregados de sua custódia tinham o poder suficiente para eliminar uma pessoa tão perigosa para seus interesses. Até seus familiares mais próximos quiseram impedi-lo, forçando-o a levá-lo para sua casa, porque havia escolhido um caminho de loucos. Pedro se rebela só de imaginar Jesus Crucificado. Não quer vê-Lo fracassado; só quer seguir a Jesus vitorioso e triunfante. Também nossa sociedade, marcada pelo imediatismo, competitividade, busca de resultados e rejeição a todo tipo de fracasso, a presença da Cruz é um escândalo inaceitável. De fato, nela mesma, a Cruz não tem sentido. Se a Cruz é de tal modo exaltada, fazendo com que a vida e a ação de Jesus fiquem reduzidas a ela, então acontece que ela se torna angustiante e aflitiva, incapaz de motivar ao seguimento ou de acender a esperança. Jesus não morre na cruz para buscar o sofrimento, mas por ser consequente até o fim com sua mensagem: o amor incondicional do Deus da vida. Ele não fugiu, não contemporizou, não deixou de anunciar e testemunhar, embora isso o levasse a ser crucificado. Nesse sentido, a Cruz de Jesus não permanece confinada em si mesma; ela se insere no interior da paixão dolorosa do mundo e seu sentido mais profundo reside em sua solidariedade para com todos os crucificados da história. Com a Cruz “descemos” com Jesus até à cruz da humanidade. A solidariedade com os pobres, a fidelidade à vida evangélica nos fazem descer aos porões das contradições sociais e políticas, às realidades inóspitas, aos terrenos contaminados e difíceis, às periferias insalubres das quais todos fogem e onde os excluídos deste mundo lutam por sobreviver. Ali nos encontramos com o Crucificado, identificado com os crucificados da história. Como diz Jon Sobrino, não podemos crer no Crucificado de um modo coerente se não estamos dispostos a fazer descer da Cruz aqueles que estão dependurados nela. A cruz e a morte só são dignas quando são consequência da luta contra a “cruz” e a “morte” impostas às pessoas e quando expressam solidariedade com os crucificados. Aqui há espaço de transformação. A cruz se ilumina quando requer o abraço de uma situação inevitável. Se a enfermidade não tem cura, se a morte de um ser querido nos arrebata, se uma catástrofe natural nos deixa impotentes, se a denúncia profética de uma injustiça acarreta perseguições etc., crescemos quando abraçamos essa cruz e a superamos espiritualmente. A Cruz liberta quando não termina nela mesma, mas na ressurreição. Enquanto a carregamos é leve se ela aponta para um horizonte de esperança. “Vinde a mim, vós todos que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso… Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11,28-30). Mas, para carregar a Cruz como Jesus, é preciso passar por um processo de esvaziamento de nosso “falso eu” que, continuamente, busca seus interesses, alimenta vaidades, quer ser o centro das atenções, sem nenhuma sensibilidade solidária com os sofredores e vítimas de uma sociedade que violenta e exclui. O chamado de Jesus a “renunciar a si mesmo” é um convite ao descentramento, a não viver girando obsessivamente sobre o próprio eu. Os místicos falam com frequência da “morte do próprio eu”, e da felicidade que brota do interior quando a pessoa se deixa possuir pelo amor de Deus. Há uma forma de viver agarrada ao próprio eu, que é fonte permanente de sofrimento. Muitas vezes, o que mais sofrimento gera na pessoa é precisamente esse modo de viver apegado a ela mesma, buscando cegamente e acima de tudo o próprio êxito, a boa imagem, a aprovação e a estima dos demais. Esse cultivo equivocado do ego inflado se converte em fonte de preocupação e sofrimento. Inconscientemente, a pessoa pode alimentar falsamente seu “ego” e inclusive agigantando-o de forma desproporcional, organizando todo seu entorno a partir dele: minha pátria, meu partido, minha igreja, minha ideologia; o ego vai então ficando cada vez mais seduzido e mais exposto a toda sorte de problemas. A atitude mais saudável está em tomar consciência de que a origem de tanto sofrimento inútil está no indivíduo mesmo, nesse coração cheio de egoísmo, de apegos, de invejas, de falsas ilusões, de sede de poder, de ressentimento, de vazio interior… Da mesma forma que a dor física é um sinal de alerta que avisa que algo funciona mal no organismo, existe todo um conjunto de sofrimentos que revelam modos equivocados de viver: apegos, servidões, contradições e incoerências que impedem um desenvolvimento sadio da pessoa. Este sofrimento não é uma cruz que devemos carregar, mas uma carga que devemos “soltar”, se quisermos viver com o espírito de entrega de Jesus. No que se refere à experiência específica de seguimento, deveríamos retomar o sentido da mensagem de Jesus referente ao “negar-se a si mesmo” para poder viver. “A negação de si” enquanto negação daquilo que nega a vida. “Negar-se a si mesmo”é deixar de identificar-nos com a tirania das mensagens de nossos pequenos “eus”, que se refletem em nossa própria linguagem. “Negar-se a si mesmo” é um conselho sábio: significa negar o que na realidade “não somos”, despertar da ilusão e do engano, deixar de girar em torno de um suposto “eu” que não existe, para viver a unidade de todos e de tudo em Deus e agir assim de um modo coerente na vida. Não somos