Entenda a relevância da gentileza para uma sociedade harmoniosa

Propagar ações mais humanas, divulgar boas práticas e transmitir amor são pilares que norteiam as bases do conceito de gentileza. Praticar a gentileza é ser mais humano, colocar-se no lugar dos outros, dispor-se a fazer o bem sem olhar a quem e, como o próprio nome já diz, ser gentil. Viver em sociedade nos imprime conceitos e obrigações que devemos cumprir, e uma dessas tarefas é a gentileza. A partir do momento em que não se praticam bons atos para com os outros, torna-se comum o aparecimento de problemas sociais, como violência, pobreza e disseminação de discursos de ódio.Por isso, é fundamental destacar o papel da gentileza para uma sociedade mais harmoniosa, a fim de manter relações sociais mais fluidas e diminuir o índice de violência (física ou não). É como diz a citação de Jean de La Bruyère: “A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente como deveria ser interiormente”. No ambiente escolar, a gentileza é trabalhada por meio dos mediadores dos alunos, que são os próprios professores. É claro que educação vem de casa, mas prezar que as crianças tenham atitudes gentis é algo que norteia o papel pedagógico dos professores e da equipe pedagógica, principalmente os profissionais ligados aos primeiros anos do colégio. Gestos de gentileza também fazem com que as pessoas que os praticam se destaquem na própria sociedade, uma vez que atitudes do bem são cada vez menos comuns em uma população que olha mais para si do que para o próximo. Pessoas empáticas são vistas como diferenciadas e, por muitas, acabam sendo ridicularizadas. Ainda é importante ressaltar que gestos gentis também devem ser devolvidos com agradecimento, essa é uma forma de devolver simbolicamente a gentileza feita a você. Afinal, gentileza gera gentileza, é uma relação mútua de trocas, como diria o grande Profeta Gentileza. Trabalhar a concepção de gentileza e afabilidade em um ambiente escolar é fundamental em uma sociedade que preza por uma geração que, além de dar valor a boas atitudes, também busca humanizar o conceito de educação. No dia 29 de outubro, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo promoveu a Webinar Tecendo Relações com a premiada atriz Denise Fraga. O tema foi “O poder da gentileza: como levar uma vida mais leve”. Confira, na íntegra, o bate-papo com a atriz que marcou sua carreira nas telas do cinema e da televisão, no teatro e como autora de livros. Assista! Professora Andréa Diegues Gomes de Souza, Colégio Imaculado Coração de Maria, Belo Horizonte-MG, formada em Letras/Literatura.

Somos parte de uma grande missão: 100 anos de compromisso com a educação cristã

Pulsar de uma REDE.Pulsar de seus educadores…Rede nos lembra relações, conexões, uniões, e tudo nos remete a pessoas e não aos prédios que compõem as escolas. Sim, somos uma rede de pessoas, de educadores comprometidos com uma razão de SER, com uma missão… A SEB (Sociedade de Ensino e Beneficência) faz 100 anos em 15 de outubro, dia em que historicamente lembramos também os mestres/professores. Que feliz coincidência! Somos parte de um centenário marcado pelo trabalho de muitas irmãs, muitos leigos, muitos professores e muitas gerações que passaram pelos colégios e centros educativos da Rede. Em tempos tão imediatos e líquidos, que bom ter histórias para contar, ter motivos para celebrar e para olhar o passado, com os impulsos do futuro. Saber que muito se fez, mas muito temos para fazer ainda; sabendo que, pela educação, pelos valores evangélicos, pela presença em muitas realidades, podemos fazer a diferença e marcar a formação de crianças e jovens. Nesse dinamismo, nossa prática ganha sentido além das teorias!Para pulsar, existe a necessidade do movimento, do ritmo, da entrega e até da indignação. “É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade” (Nise da Silveira). E assim se fez… Desde o início desta pandemia, acompanhamos nossos educadores incomodados, transformando suas práticas do dia para noite e com um ressignificar em um momento imposto que desafiou todos nós. O ato de ensinar passou definitivamente pelo ato de aprender: aprender metodologias mais adequadas, lidar mais e melhor com as tecnologias, entrar no Zoom, no Meet, olhar para a tela do computador e pensar nas interações que poderiam acontecer remotamente. O educador, que é a fonte das mediações, vê-se mediando o desconhecido, o remoto, a distância, e o ato de ensinar fica transformado pelo impacto do distanciamento social. Como acolher todos? Como dar atenção? Como avaliar? Como… como… como? Quantas perguntas sem respostas prontas e acabadas… A nova sala de aula se desenrolou, e o professor se reinventou. Divaguei um pouco para lembrar fatos e ações que somente quem assume desafios consegue enfrentar. E foi assim que acompanhamos nossos TIMES do Coração de Maria, do Espírito Santo, do Sagrado, do Stella Matutina, do Madre Josefa, Madre Theresia e Maria Helena. Quantas batalhas, mas também quantos reconhecimentos pelo trabalho, pelo esforço, pelos resultados. E assim, queremos agradecer por terem acolhido nossos alunos e suas famílias; sim, deram aulas para muitas famílias. Por buscarem os caminhos para planejamentos criativos, inovadores. Por serem corresponsáveis uns com os outros; e quantas trocas aconteceram e, talvez, até mais que no presencial. Muito obrigado por acreditarem em uma REDE de escolas VIVA, que acredita nos valores humanos das relações, da fé, da humanização do saber e da capacidade transformadora da educação. Por existirem e fazerem parte das nossas vidas. Por marcarem este 2020, dentro de 100 anos da SEB, como um ano especial de muitas aprendizagens e superações. Educadores, a nossa palavra hoje é gratidão, e que possamos sempre celebrar o Dia do Educador com a certeza de nosso compromisso com a missão de educar, como ação transformadora em uma sociedade que parece se encontrar, cada dia mais, no limiar da loucura, da desesperança, da fome física e moral. “Na verdade, é no jogo das tramas de que a vida faz parte que ela, a vida, ganha sentido” (Paulo Freire). Recebam nosso respeito, carinho, gratidão e MUITO OBRIGADO por entenderem as palavras do grande Mestre: “IDE e ENSINAI”! Que Deus abençoe cada um de vocês! João Carlos Martins é assessor pedagógico da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.

Reflexões de uma professora/mãe na pandemia: os desafios e as aprendizagens no período de isolamento

Iniciamos o ano de 2020 repletos de sonhos, planos e metas a cumprir. Não sabíamos muito bem como ele seria. Até então, o que nos aguardava permanecia um doce mistério. Demos um salto de fé e começamos este ano maravilhoso, acreditando, realizando e também sonhando. No mês de março, entretanto, fomos surpreendidos por um vírus desconhecido, por uma pandemia que mudou completamente os rumos de nossas vidas. O novo coronavírus trouxe impacto em nível global, chamando a atenção pelo alcance que teve e pela velocidade com a qual se disseminou. A sociedade está diante de uma emergência de saúde pública. Vivemos um contexto de incertezas, medo, ansiedade. Tememos uma recessão global. Como podemos iniciar nossas reflexões? Se pudéssemos eleger alguns sentimentos, neste ano, seriam medo, falta e saudade. Mas medo de quê? Falta de quê? Saudade de quê? A pandemia de covid-19 isolou os indivíduos em suas casas, fechou nosso comércio. Nos parques de diversão, as luzes se apagaram, cidadãos ficaram desempregados, nossas casas se transformaram em estações de trabalho, enquanto plataformas digitais foram disponibilizadas aos professores e aos alunos, praticamente da noite para o dia. Isolamento social, crianças longe da escola, dos avós e familiares… Acostumados que estávamos a nosso antigo cotidiano, pais e mães passaram então a ser a principal companhia para os filhos, algo inesperado para ambas as partes. Deparamo-nos com uma rotina com a qual nunca havíamos vivido, com as emoções de nossos filhos e com nossas emoções. Todos nós nos vimos presos em casa e reclusos em nós mesmos, só que não demorou para percebermos que a aparente clausura em que a sociedade estava sendo colocada podia ser, na verdade, também libertadora. Logo explico. O que é a vida? Perguntamo-nos… Penso que a vida é isso: um eterno adaptar-se e readaptar-se. Darwin já dizia que os sobreviventes não eram os mais fortes, mas os que melhor se adaptavam às mudanças… E que mudanças! Haja criatividade, mas, vamos lá, nós vamos conseguir! Nossa palavra de ordem é esperança!Para quem não sabe, sou professora há quase 12 anos. Sou mãe de uma criança de 6 anos e de uma de 3 anos. Sou esposa há dez anos, filha há 36 anos e irmã também. Estou trabalhando em casa, numa mistura louca de mãe e professora. Não consigo dissociá-las; elas se complementam. Estamos colocando em prática estratégias de aprendizagem e relações por meio do afeto, do vínculo e do respeito ao ritmo e ao tempo de cada criança. É um desafio organizar a rotina da casa, o trabalho remoto e a maternidade, entretanto não temos uma receita, temos vontade e força para lutar. Desistir jamais! A situação emergencial nos fez abraçar a tecnologia como uma ferramenta pedagógica, com a qual nos aproximamos das crianças e de seus familiares para uma troca fundamental. Toda adaptação exige tempo, porém não tínhamos esse tempo, tampouco fórmula mágica. Mas tínhamos de ter bom senso e generosidade… Minha casa se transformou num espaço de aprendizagens. Resolvi desacelerar. Envolvi meus filhos nessa rotina desafiadora. Recebemos kits pedagógicos do colégio e embarcamos numa viagem de grandes descobertas. Recebemos fita-crepe, lupa, quebra-cabeça magnético, tinta, pincel, cola colorida, jogo da batalha de palavras, boneco ecológico. A fita-crepe foi fixada na sala e transformou-se em uma trilha mágica de carrinhos; a lupa nos transformou em pesquisadores de animais de jardins; os rolos dos projetos do papai viraram telas dos meus pequenos artistas… Quanta riqueza nessa infinidade de materiais! Quem já fez massinha caseira quando era criança? Minhas crianças amam brincar com massinha! Nossa cozinha virou um laboratório de pesquisa. A turma do infantil III do Colégio Sagrado Coração fez uma experiência com a batata-doce antes da pandemia. A batata tem até nome: é a Filomena. A professora Renata Paiva precisava de um lar para acolher a querida Filomena. Então recebemos a Filomena em nossa casa. Não é que ela ficou satisfeita? Precisamos dar tempo e liberdade às crianças, para que elas explorem, conheçam e se relacionem com o mundo. Segundo a psiquiatra e educadora Maria Montessori, “As crianças precisam ter licença para fazer ciência. E fazer ciência quando se é uma criança começa pela exploração sensorial de tudo”. Isso significa que elas precisam tirar a casca da banana, devem colocar as mãos e os pés na terra, podem tirar as pétalas da rosa para ver como é no centro e até prenderem um inseto dentro de um vidro por algumas horas, para poderem ver seu corpo e o soltar depois dessa observação. Esses momentos ricos em aprendizado podem e devem ser documentados por meio de desenhos e fotos. Experiências, contato com a natureza, mesmo com o isolamento social… Mãos na terra, aprendizado para a vida! A partir de agora, o projeto continua em nossa casa. As hipóteses estão surgindo, e nós vamos adorar investigar. Como podemos cuidar da Filomena? Ela gosta de sol? Podemos colocar água todos os dias? Muita ou pouca? De uma forma diferente, estamos ensinando nossos filhos, levando em consideração o modo como eles pensam e aprendem, possibilitando-lhes diversos tipos de interações e experiências significativas. Essa é uma história de pais, tios e avós super-heróis, que encontraram formas de suprir a ausência da rotina escolar na vida da criança. O amor é o fio condutor de nossa história. Meu filho João relata que está aprendendo muito, mesmo que seja pelo computador. Diz que sente falta da escola, dos amigos e dos professores. Quer voltar à escola para brincar e pesquisar. Finalizou seu depoimento, dizendo que é muito feliz na escola, pois tem muitos amigos. Ele não apresentou dificuldades para adaptar-se às aulas on-line. Demonstra independência e autonomia para realizar suas atividades diárias. Consulta o Google sala de aula para verificar os materiais que serão utilizados pelos professores. Fica frustrado quando não há conexão de internet. Minha filha Maria Beatriz quer ir para a escola, mas sabe que o colégio está fechado. Relata que sente saudades dos amigos e do parquinho. Ela tem apenas 3 anos, mas sente muita falta desse espaço mágico que é

Lives ajudam a superar o estresse da pandemia

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo vem realizando uma série de atividades on-line dentro do Projeto Tecendo Relações. Entre elas estão as lives que apresentam os talentos dos colégios da Rede de Educação. A última foi com a banda Xad Caramelo, na sexta-feira, 11 de setembro, no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. A escola está comemorando 118 anos de existência. Antes disso, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, apresentou a banda Soul Much Blues, no fim de julho. A irmã Maria de Fátima Marques, diretora-presidente da Rede de Educação, explica que as lives surgiram como um desdobramento do projeto Tecendo Relações, quando perceberam que a pandemia estava gerando muito cansaço e um certo nível de estresse na comunidade educativa. “Então resolvemos trazer as lives com uma leveza artística, com a música, com o ‘sextou’, com o descanso, para estar num ambiente familiar, curtindo uma boa música”. Além disso, segundo ela, é também uma oportunidade para promover os talentos dos alunos e professores, que se intercalam durante a apresentação. Na última live, o aluno Alexander Behrend e sua mãe, Ana Paula Behrend, professora de Música, representaram o Colégio Imaculado Coração de Maria, que celebrou recentemente os cem anos de presença no Méier, bairro do Rio de Janeiro-RJ. O aluno Eduardo Martins, do Colégio Espírito Santo, fez uma apresentação de guitarra, e o professor Célio Andrade, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, soltou a voz, em homenagem ao cantor Vander Lee, nascido em Belo Horizonte-MG. “O Tecendo Relações, dentro dos jardins do Colégio Stella Matutina, comemorando os seus 118 anos, fez pulsar dentro de mim os sentimentos mais profundos de saudade, de emoção, de solidariedade e de amizade”, afirmou a gestora administrativa Raquel Fiuza. Para ela, o projeto significa “o reencontro com a comunidade escolar, neste momento de angústia, de tristeza, por que o mundo está passando”. O mais importante para ela é que isso “está fazendo os nossos corações pulsarem”, não só nos alunos e profissionais, mas também no ex-alunos e até nas escolas vizinhas. Feliz com os bons resultados, afirma: “A comunidade precisa desse carinho”. Também Lilian Sedlmayer, diretora educacional do Colégio Stella Matutina, falou de sua emoção ao perceber o engajamento da comunidade escolar: “Foi muito bom participar da organização do evento, ver a mobilização das pessoas e a emoção da equipe, dos professores, alunos e familiares”. Irmã Maria de Fátima vem participando diretamente das lives e demais atividades on-line, e comenta que as transmissões já ultrapassaram 1.800 visualizações. “É número muito significativo no universo educacional de nossas escolas”, acrescenta. Das atividades on-line, o recorde de visualizações foi a apresentação do centenário do Colégio Imaculado Coração de Maria, em agosto, com mais de 4.600 visualizações. Segundo ela, está crescendo a adesão no canal do Youtube, o que mostra que “a comunidade educativa vem respondendo a esse projeto on-line da Rede de Educação”. A diretora-presidente lembrou ainda que, neste momento, o objetivo da Rede de Educação é cuidar da comunidade educativa, incluindo os educadores, os alunos e as famílias, e que “esses momentos de leveza são uma expressão desse cuidado”, explicou. “Queremos desestressar, viver momentos alegres, mesmo que o distanciamento social, nesta realidade da pandemia, traga desafios tão profundos.” Para finalizar, Ir. Maria de Fátima recitou o slogan da Rede: “Uma escola viva pulsa na gente”. ____ Na live do dia 11 de setembro, foi escolhida a banda Xad Caramelo porque seu vocalista, Alex Xad, é pai do aluno Aleph Mograbi, de 2 anos de idade, e sua esposa Thais Moreira Silva, é professora do colégio. A apresentação, com um repertório dedicado ao rock dos anos 70, foi uma homenagem aos 118 anos do Stella Matutina. Aqui trazemos a letra da música composta por Thomé Paulo Soares e Xad Caramelo, a qual ganhou uma adaptação para homenagear a presença missionária do colégio na cidade de Juiz de Fora. Flores do Céu Em tudo e em todosAlgo existe fascinante de se ver O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu Na bravia tempestadeNos ventos indomáveisNa calmaria em um lagoNo cintilar das gotasAté no tocar dos sinosDe um templo mais alémNa revoada dos pássarosAlegres em debandada O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu No alvorecer do diaNa noite caindo aos poucosNo surgir de uma estrelaNas estrelas matutinas (O Stella Matutina – adaptação) O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do… Se o mundo assim tão beloMe revelou sua belezaSerá assim pra sempreE será a partir de agora! O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu

Tecendo Relações de Solidariedade

A vida é feita de pessoas que, diariamente, tecem os sinuosos fios, dando sentido à existência humana. A sensibilidade que se traduz em ajuda é um dos sentidos que tornam o dom de viver ainda maior. Gente que se encontra e que, na convivência, vão descobrindo que a generosidade, a solidariedade e a alegria contagiante de fazer o bem às pessoas, por meio de gestos concretos e das mãos que se abrem, fazem toda a diferença e podem mudar tudo. Nesse sentido são os depoimentos de quem entendeu que educação se faz também de atitudes nobres. Por eles, partilhamos um pouquinho do projeto “Tecendo Relações de Solidariedade”, da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. “No início, nossa preocupação era com as necessidades emocionais, espirituais e sociais de toda a comunidade educativa e que nasce como resposta a uma preocupação sensível e cuidadosa com as pessoas que fazem parte da Rede, e por entender a importância do cuidado emocional, do acolhimento e da espiritualidade que constitui a alma e a razão de ser de nosso carisma. O Projeto foi se desenvolvendo e tecendo diferentes maneiras de ouvir, sentir e cuidar. Esse precioso cuidado, que chegou aos alunos, educadores, familiares por meio de encontros virtuais e ‘webinares’, criou uma grande corrente de solidariedade, amizade e fraternidade. Pensando naqueles que mais precisam, surgiu uma necessidade de ajudar, de fazer mais pelo nosso próximo. Doações variadas, de forma especial, de cestas básicas, contribuíram com muitas famílias e comunidades atendidas pelas obras sociais ligadas à instituição. Estamos conectados e envolvidos diante de um olhar cuidadoso e fraterno.” Luciana Marzullo Araujo, coordenadora missionária do Colégio Stella Matutina – Juiz de Fora-MG ________________________________________________________ “O projeto tem como objetivo despertar, em nossa comunidade educativa (famílias e colaboradores), o olhar do cuidado àqueles que estão em dificuldades ou nelas foram colocados. Assim, para comemorar nosso centenário de uma maneira em que o nosso carisma e missão estivessem visíveis ,realizamos o ‘Drive-Thru Solidário’, em que as famílias e os colaboradores foram convidados a trazer doações de alimentos não perecíveis para a confecção de cestas básicas que serão distribuídas para as famílias dos alunos do Centro Educacional Madre Josefa, obra de nossa Rede e que atende famílias que vivem no Complexo do Alemão. O objetivo foi alcançado! Conseguimos recolher cerca de meia tonelada de alimentos. Agradecemos a todos os familiares e colaboradores que se empenharam na concretização desse projeto. Que essa parceria família-escola continue dando muitos frutos!” Alexandre Britto, coordenador missionário, Colégio Imaculado Coração de Maria – Rio de Janeiro-RJ ________________________________________________________ “A situação que vivemos, no contexto da pandemia, tem nos ensinado a ressignificar nossas relações, sejam elas com nosso corpo, com nossas responsabilidades, com o mundo em que vivemos e também com nosso semelhante. Poder ajudar as famílias do Centro do Imigrante, por meio do projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’, tem sido uma experiência incrível. Saber que, de alguma forma, um pequeno gesto solidário que está a meu alcance poderá significar um suspiro aliviado e provisão para os próximos dias de uma família é encontrar, dentro de toda a instabilidade do momento em que vivemos, sentido para a vida. É uma alegria caminhar com pessoas que assumem a responsabilidade de entender o papel da educação na intervenção social. O sentimento é de gratidão por conhecer tantas pessoas boas que têm se mobilizado, em um exercício de empatia, para cuidar e servir.” Beatriz Von Laspera Carelli, professora da educação infantil, Colégio Espírito Santo – São Paulo-SP ________________________________________________________ “Empatia, compaixão e solidariedade. Esses são alguns sentimentos que o projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’ me trouxe neste momento. Mostrou-me o que é ser uma verdadeira cristã e uma cidadã consciente. A pandemia fez com que muitas pessoas parassem e olhassem o próximo. Mas esse olhar vai além do enxergar; estamos sentindo. Um projeto tão lindo, com o qual fui surpreendida por tanto amor e preocupação de tanta gente! E fazer parte disso tudo é colocar em prática valores que não ficam só na teoria. Agradeço a meus colegas Agostinho, Beatriz e Kelly, que compartilham dos mesmos sentimentos e ideias! Gratidão sempre!” Luciana Basile Mendonça Lima, professora do ensino fundamental 1, Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP ________________________________________________________ “O que dizer sobre projetos sociais? A gente vê muito por aí sobre trabalhos lindos que envolvem a generosidade e o amor das pessoas em ajudar o próximo ou aquele que nem conhece. Sempre achei lindo, mas nunca tive uma atitude eficaz para me envolver a fundo com esse tipo de ‘trabalho’/‘ação’. Contudo hoje tudo mudou. Acredito que essa pandemia veio nos ensinar muita coisa e nos ajudar a sermos seres humanos melhores, com um olhar mais humanizado e generoso para o outro. A palavra do momento é ‘empatia’, portanto vamos usá-la com todo o significado que ela tem. Fazer parte de um projeto social tem um gostinho diferente. Estou imensamente feliz em participar ativamente. Tem sido mágico, impactante e extremamente importante colaborar com esse tipo de ação, em especial, colaborar com o projeto ‘Tecendo Relações’. Se antes eu já tinha a preocupação em me tornar um ser humano melhor, um ser humano responsável e ajudar o próximo, hoje isso está inserido em minha rotina, enfim em minha vida. Conectar-me com as pessoas para ajudar outras pessoas, ir em busca de descontos, faz-me sentir viva, forte. Sim, eu posso ajudar! Sim, eu quero ajudar! Agradeço imensamente por fazer parte deste projeto lindo. Poder ajudar as pessoas me faz um bem enorme, um bem à alma… Muito obrigada!” Kelly Silva Brandão, coordenadora de Segmento da Ed. Infantil e 1º ano ________________________________________________________ São palavras como as que acabamos de ler que nos ajudam a entender, cada vez mais, que a partilha é um caminho urgente, possível e transformador. Motivar e participar de projetos como o “Tecendo Relações”, tendo a possibilidade de fazer o bem neste momento da história, nos faz felizes e ajuda a pensar sobre nossa missão aqui. Afinal, ajudar as pessoas a encontrar suporte nos momentos de necessidade nos ajuda a entender que estamos

Colégio Imaculado Coração de Maria celebra o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, situado no Bairro do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, está celebrando seu centenário de fundação. Embora tenha planejado a festa há bastante tempo, por causa da pandemia, precisou mudar os planos. Devido ao distanciamento social, a festa terá um estilo completamente diferente, impensável há poucos meses. Irmã Maria de Fátima Marques, diretora-presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, explica que a festa será virtual, utilizando os recursos de transmissão ao vivo pela internet. Para ela, celebrar os cem anos da instituição, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, significa renovar a esperança e manter a escola de portas abertas, ainda que virtualmente. “Significa manter o movimento e o dinamismo de uma escola viva”, afirma, baseando-se no lema da Rede de Educação: “Escola viva: vê, sente e cuida”. O colégio foi inaugurado oficialmente no dia 19 de março de 1920, mas, por causa de Nossa Senhora, a patrona da comunidade escolar, surgiu a tradição de celebrar sua festa em 22 de agosto. “Há 100 anos, o colégio faz história, formando crianças e jovens à luz dos valores evangélicos, comprometido com a transformação social”, conta Ir. Fátima. Ela recorda também os muitos desafios que o colégio teve de enfrentar. Com as reformas e ampliação dos ambientes, o Colégio Imaculado Coração de Maria conta atualmente com espaços modernos que atendem seus 900 alunos. Para marcar a celebração do centenário, no período da manhã de sábado, haverá um drive-thru, em que as famílias poderão passar pelo colégio e, sem sair do carro, os alunos poderão ver seus professores, matarem a saudade e receber um kit comemorativo pelo centenário. Além disso, poderão doar alimentos não perecíveis, que serão destinados às famílias atendidas pelo Centro Educacional Madre Josefa, no Complexo do Alemão. Às 19h30min, haverá uma apresentação-surpresa transmitida ao vivo pelo canal da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, no Youtube. Neste vídeo você vai ver o depoimento de algumas pessoas que ajudam a construir a história do Coração de Maria: Como fazer para dar aulas no Coração de Maria? A seguir apresentamos o depoimento emocionado de Susete Parreira, atual diretora educacional do colégio. Um século de história! Nossa, é muito tempo! Embora eu não tenha muitos anos no Colégio Imaculado Coração de Maria, ele sempre esteve por perto, ou melhor, presente em meu caminho. Primeiramente, pela exuberância de seu prédio, que salta aos olhos de quem passa pela Rua Aristides Caire, e também por alimentar meu sonho de um dia vir a fazer parte do grupo de seus colaboradores, como professora. Trabalhei em outros colégios do entorno e, sempre que passava por sua porta, pensava em como fazer para dar aulas no famoso Coração de Maria do Méier. A vida dá muitas voltas, e hoje nossas histórias se cruzam. Não dou mais aulas de Geografia. Sou diretora, e digo isso com o coração transbordando de orgulho e felicidade! Minha eterna gratidão às irmãs missionárias servas do Espírito Santo, por acreditarem e confiarem a mim a administração da parte educacional de seu colégio. Farei minhas as palavras de toda uma comunidade que reconhece a importância desta instituição em suas vidas. São palavras de carinho, de afeto, de orgulho e de um imenso reconhecimento por tudo o que este colégio proporcionou a cada um deles. Hoje já são pais, avós e continuam trazendo os filhos, os netos, os sobrinhos. Várias gerações de uma mesma família cresceram e se formaram adultos nas salas de aula, nos bancos, nos corredores deste colégio que era a segunda casa deles, como até hoje o dizem. Estudar e trabalhar no Imaculado Coração de Maria é se dar a oportunidade de crescer como ser humano, de desenvolver-se como pessoa na generosidade e solidariedade pelo outro. Aqui se aprende o valor e a importância dos ensinamentos de Jesus Cristo: amar e respeitar o próximo, também a propagar a Palavra de Deus “em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”.Ao longo destes cem anos, muitas mudanças aconteceram. O mundo se transformou, mas a essência missionária deste espaço de ensino e formação não foi alterada. As irmãs exercem um papel importante em nosso dia a dia. Elas iluminam, com sua espiritualidade e afeto, nossa rotina escolar. Ajudam-nos na condução da educação e construção de pessoas melhores, mais humanas. E quando falamos nas irmãs, imediatamente nos lembramos da querida e inesquecível irmã Mansuetis Santanna, carinhosamente chamada por nós de irmã Mansu, com seus 92 anos de idade e ainda estudando alemão. Mas sabemos que há outras irmãs que também deixaram suas lembranças nas memórias de vários ex-alunos ao longo deste século de existência. Um tempo pleno de fé, vitórias, lágrimas, tristezas, de idas e vindas, gratidão e esperança de poder escrever mais cem anos de história no Bairro do Méier, destacando-se na Zona Norte da maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. Parabéns pelos seus cem anos, Colégio Imaculado Coração de Maria! Centenário do Coração de Maria “Como é cheio de vida e de encanto,Um Colégio como este onde o amor…” E assim, partindo de um sonho de amor, em 1920, nasce o Colégio Imaculado Coração de Maria, que se torna o cenário de muitas histórias, com a nobre missão de educar crianças e jovens. A missão das queridas irmãs missionárias servas do Espírito Santo irradia, através dos tempos, os valores cristãos e éticos, a vivência da fé e a construção de uma sociedade justa e sustentável. Por sua tradição permeada de afeto, integridade e compromisso com a formação integral do ser humano, firma uma excelência acadêmica. Uma construção coletiva, desenhada por gerações, transformando o Coração de Maria em uma referência de passado, presente e futuro. O projeto educacional estruturado em sua trajetória vem, a cada dia, inovando-se diante das demandas que se apresentam no mundo, sem perder sua essência, sua identidade, seus fundamentos e princípios que fazem dela uma “Escola que vê, sente e cuida”, “Onde a educação está em todo lugar”. A idade mágica de cem anos de existência é

Maestro João Carlos Martins participa do Tecendo Relações nesta quinta

Nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 19h, o maestro João Carlos Martins participa ao vivo de um bate-papo sobre a arte de agir com amor e emoção para superar os desafios. O artista é o convidado do webinar Tecendo Relações. A conversa será mediada pela professora Edja Camila, do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ. A transmissão será pelo canal da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, no Youtube. O professor Marcus Vinícius Leles de Barcelos, que leciona Literatura e História da Arte no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, conta um pouco mais sobre o maestro João Carlos: “Aos 5 anos, João precisou submeter-se a uma cirurgia para a remoção de um tumor benigno incrustrado em seu pescoço. Todavia o procedimento contou com alguns revezes. Sensibilizado, o pai do menino decidiu presenteá-lo com um instrumento, o piano. O pai de João lhe sentenciou ao apresentar o instrumento pelo qual o garoto desenvolveria verdadeira fascinação: ‘Nós vamos perseguir o sonho de você se curar, e você ficará curado’. Iniciou-se, assim, a relação entre o menino e a música. João, sanado em nova cirurgia aos 8 anos, debruçou-se cada vez mais sobre as teclas. Aos 13 anos, João Carlos Martins estabelecera-se como concertista com sólida carreira pelo Brasil. Aos 18, passou a constelar entre os nomes de lustre do cenário internacional. Pouco depois, consagrou-se em apresentações no Carnage Hall, em Nova Iorque, sempre com lotação esgotada. Em tais ocasiões, peças de Bach eram as melhores vitrines para o virtuosismo do brasileiro. João não apenas os versava com facilidade como adestrou seu corpo a um novo patamar de exigência. Tornou-se capaz de executar vinte e uma notas por segundo. Em 1965, o músico residia em Nova Iorque, quando o time da Portuguesa de Desportos visitou a cidade por ocasião de um jogo-treino, para o qual convidou João Carlos Martins a integrar a equipe oficial. Contudo, em um desfecho inusitado, a participação do pianista na partida foi interrompida por um acidente que provocou a perfuração de seu braço à altura do cotovelo e comprometeu o pleno funcionamento do nervo ulnar, relacionado à elaboração motora das falanges. Como consequência, João Carlos Martins precisou afastar-se temporariamente do piano, devido à atrofia de três dedos. A situação se agravou alguns anos depois, quando o músico, que em nenhum momento desistiu da vocação e manteve-se engajado em exaustivos tratamentos, desenvolveu um quadro de lesão por esforço repetitivo. Entretanto, em um exemplo incrível de superação, o pianista conseguiu voltar aos palcos após longas e atribuladas sessões de fisioterapia. Não se desapegou, aliás, da paixão por Bach. Entre 1979 e 1985, realizou várias e significativas gravações das composições do mestre barroco. Em 1995, uma nova pirueta do destino. Ao sair de um teatro na cidade de Sófia, na Bulgária, João Carlos Martins foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, em um assalto. A concussão causou uma sequela neurológica que impôs restrições ainda mais severas à mobilidade do braço direito. Passou a executar peças que demandassem apenas a utilização de sua mão sã, como o álbum Só para a mão esquerda, composto por Maurice Ravel para Paul Wittgenstein, pianista austríaco que perdeu o braço direito durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, acabou por ter a mão esquerda inviabilizada pelo acometimento de uma nova moléstia, a contratura de Dupuytren. Desse ponto em diante, iniciou um longo périplo pela regência antes que pudesse voltar ao piano. A transição à posição de maestro acarretou novas necessidades de adaptação. Impossibilitado de manusear as partituras em tempo hábil para reger a orquestra, João Carlos Martins passou a memorizar, nota por nota, as peças que se propunha apresentar. Ressignificou também sua fascinação por Bach por meio da criação da Bachiana Filarmônica e da Bachiana Jovem, instituições responsáveis pelo recrutamento e pela revelação de grandes talentos musicais. Surpreendentemente, em 2020, deu-se o reencontro do músico com o piano, por meio de um par de luvas biônicas projetadas pelo designer industrial Ubiratã Bizarro Costa, as quais restituíram a mobilidade às mãos de João. A trajetória de João Carlos Martins é uma peça executada a vários andamentos. Nunca em silêncio. E para aqueles que, a qualquer momento, pensaram-no fora de cena, não se iludam. Como todo bom prestidigitador de Bach, João Carlos Martins é mestre da invenção e do improviso. Tem a arte sutil do ardil e da saída. Tocata e Fuga. Conhecê-lo é um privilégio que será experimentado pelos colaboradores da Rede de educação das Missionárias Servas do Espírito Santo no webinar Tecendo Relações.” Marcus Vinícius Leles de Barcelos é graduado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela mesma instituição. É professor de Literatura e de História da Arte do Colégio Sagrado Coração de Jesus.

Catequese familiar on-line

Uma das prioridades da Rede de Educação é, sem dúvida alguma, o cuidado para com a espiritualidade e a evangelização da comunidade escolar. Tal anseio motivou a equipe missionária a continuar as atividades em plena pandemia. Evidentemente, o meio utilizado é o virtual, por meio dos recursos tecnológicos educacionais disponível a docentes e discentes. À primeira vista, para quem acredita na força da interação pessoal para a transmissão da fé e que o testemunho é imprescindível para a evangelização, a exemplo das antigas comunidades cristãs, algumas objeções não seriam fáceis de superar. Uma catequese on-line teria efeito? O que pensariam os alunos? E os pais? De fato, a catequese tem sua origem nas primeiras comunidades cristãs. A palavra “catequese” significa explicação oral e sistemática dos mistérios da fé. Nesses pequenos grupos, a exemplo dos primeiros cristãos, os estudantes partilham suas vidas e celebram suas crenças e aspirações em comunhão com a Igreja. A preparação para a primeira Eucaristia tem como objetivo uma formação na fé, com impacto positivo para a vida da criança, da família e da sociedade. A catequese possibilita o amadurecimento e experiência da criança e do adolescente na fé. Além disso, há o grupo da Infância Missionária e da Perseverança, com o objetivo de manter o espaço de encontro para os que já receberam os sacramentos. Os grupos são estimulados a participar de projetos de voluntariado, inclusive em outras instituições. Logo após a interrupção das atividades presenciais, alguns alunos já entraram em contato por meio do Google Classroom, para saber se continuaríamos as atividades missionárias e de catequese. Com efeito, após um debate na própria equipe missionária do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, foi decidido implantar encontros quinzenais e uma experiência de espiritualidade para os grupos. A atividade foi aberta à participação das famílias, pois a Igreja afirma que a família é o berço da fé. Os pais são os primeiros catequistas. A escola abriu então a possibilidade de os pais ou responsáveis participarem junto com os filhos na caminhada da Igreja em família. Mesmo no período da quarentena, os grupos foram mantidos por meio dos recursos tecnológicos disponíveis aos alunos, especialmente o Google Suíte. Os encontros têm momentos dinâmicos, com metodologia ativa, com partes expositivas, momentos de partilha e escuta dos alunos, trechos de vídeos, confecções artísticas, momentos de oração, dramatização, leituras bíblicas, atividades dinâmicas que movimentam o corpo e muita música. Os comentários de gratidão tanto por parte dos alunos quanto dos familiares, que assistem e participam dos encontros na telinha, fizeram com que a equipe alterasse a frequência dos encontros, agora semanais. A frequência dos convidados é impecável, inclusive porque foi aberta a possibilidade de dois horários facultativos. Para um educador-missionário, não tem preço ver crianças e adultos com olhinhos brilhando e experimentando a aquela paz de Cristo que provém de encontros com o Transcendente. Dessa forma, famílias, estudantes e educadores aprimoram sua espiritualidade. Professor Marcos Melo é doutor em História da Filosofia pela Unicamp, mestre em Literatura pela USP e mestre em Teologia pela PUC-SP. No Colégio Espírito Santo, contribui na equipe missionária e leciona para os ensinos fundamental e médio.

Festas juninas “cada um na sua casa”

Neste período de pandemia, estamos fazendo a experiência de, a cada dia, nos reinventar e, com criatividade, buscar novos caminhos para tudo o que é importante em nossas vidas. Assim, vivenciamos diferentes experiências de festas juninas virtuais e presenciais, sempre respeitando o cuidado com cada pessoa. Aqui compartilhamos algumas dessas experiências. Arraial virtual com os alunos e famílias O mês de junho tradicionalmente traz aquele clima de festa no ar. E não dá para negar que a festa junina é uma celebração muito esperada. Todos amam participar dessa festividade e, é claro, vestido a caráter, também comer guloseimas e dançar a quadrilha. Mas como foi essa experiência no último mês?  Claro que não poderia ter sido diferente! No período de 15 a 26 de junho, a comunidade educativa do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ, realizou seu 1º Arraial Virtual. Participaram os alunos da educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental e suas respectivas famílias.  A ideia foi promover um momento de leveza e descontração em suas casas, e aproximar a família da escola. Proporcionar a alegria em plena quarentena!O clima foi de pura descontração! As casas dos alunos foram decoradas com enfeites juninos, e as comidas típicas não faltaram. Crianças e adultos participaram das atividades propostas pelos professores, tais como a gincana, a corrida da colher e a dança da laranja. Tudo elaborado com muita música e diversão! Finalizamos a festa com o esperado e tradicional quadrilhão, além de uma mensagem em formato de vídeo, resgatando as muitas festas juninas realizadas no Colégio Imaculado Coração de Maria. Concluímos com a certeza de que, no próximo ano, estaremos mais uma vez reunidos para celebrar as festividades dedicadas a Santo Antônio, São João e São Pedro. Magda Nascimento, coordenadora pedagógica do ensino fundamental I. Dança da quadrilha com distanciamento social No Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, tradicionalmente é feita uma festa junina com a participação das irmãs e de todos os colaboradores e colaboradoras, com suas respectivas famílias. É uma data muito esperada e preparada com muito empenho e alegria. Este ano, precisou ser diferente, mas nem o vírus impediu a festa. As irmãs fizeram uma recreação comunitária, com gincana, sorteios, brincadeiras, comidas típicas, música em diversas línguas e danças. Não poderia faltar a quadrilha, mas como dançar quadrilha e manter o distanciamento social? Para tudo há solução. Veja no vídeo a nova modalidade de dança de quadrilha! Os colaboradores que trabalham no Convento também tiveram seu dia de festa e se divertiram muito com as brincadeiras, bingo e sorteios. Também dançaram a quadrilha, mantendo a distância. O importante é que todos se divertiram e aproveitaram a descontração para aliviar a tensão do momento atual. Vídeo juntou quem estava longe e fez a festa A equipe das educadoras do Centro Educacional Madre Theresia Messner, também na capital paulista, não pôde reunir as crianças para a festa que fazem todos os anos, mas nem por isso deixaram de celebrar. Cada uma em sua casa e também as irmãs que trabalham na creche gravaram uma cena e, tudo junto, mostrou a alegria de celebrar os santos juninos. Assista ao vídeo e sinta o clima.

Empatia, compaixão e cuidado na Rede de Educação SSpS

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo está promovendo uma série de atividades on-line como parte do projeto “Tecendo Relações”. O próximo webinar ao vivo é nesta quinta-feira, 9 de julho, às 19h, com o tema “Caminhos para viver bem: empatia, compaixão e cuidado!”. A convidada é a Monja Coen, reconhecida como autoridade na abordagem de práticas vivenciais baseadas na sabedoria, na compaixão e na empatia. A webinar será transmitida no endereço https://www.youtube.com/channel/UCJkRvCAyci2WxskppPEidEQ. O tema faz parte da proposta do projeto “Tecendo Relações” que, de acordo com a diretora-presidente da Rede de Educação, Ir. Maria de Fátima Marques, “Nasceu das reflexões realizadas em rede e da preocupação sensível e cuidadosa com as pessoas que fazem parte de nossa missão educativa, como o samaritano que viu, sentiu e se compadeceu”. Dessa forma, o projeto está alinhado com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano e busca cuidar do emocional da comunidade educativa, incluindo alunos, educadores, familiares e interessados em aprofundar assuntos que possam ser iluminadores, especialmente durante este período de pandemia. A primeira webinar foi com a psicóloga Aline Souki, que desenvolveu o tema “Gerindo as emoções durante o isolamento social”. O encontro está disponível no Youtube, pelo link https://www.youtube.com/watch?v=rce0Rflu7io. Diante da necessidade de cuidar do emocional e das relações humanas, a Monja Coen vai dialogar e apontar caminhos do bem-viver, tendo a empatia, a compaixão e o cuidado como práticas possíveis e que fazem parte dos valores que iluminam a ação pedagógica das escolas da Rede de Educação SSpS e que ganharam reforço por causa do tema transversal deste ano, que é “Escola viva: vê, sente e cuida”. Coen é uma monja zen budista brasileira de ascendência portuguesa e missionária oficial da tradição Soto Shu, com sede no Japão. Ela vem ajudando muitas pessoas a pensar e a dar à vida um novo significado, com base na espiritualidade, motor que move cada ser humano.“Refletir sobre esses temas se torna necessário e oportuno para que saiamos ainda melhores deste momento de distanciamento social”, afirma Patrícia Campos, assessora de comunicação da Rede de Educação. Ela acredita que, “diante de tantas tribulações, parar um pouco, serenar o coração e ouvir se torna essencial”. O webinar está aberto também ao público em geral. Será uma oportunidade de refletir a partir de uma perspectiva inter-religiosa que certamente ajuda a abrir horizontes para uma compreensão mais ampla da realidade atual e da universalidade do ser humano.

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