“Missão Sem Fronteiras”: alfabetização algorítmica e o uso de inteligência artificial na educação brasileira

Como parte do projeto “Missão Sem Fronteiras”, promovido pelas unidades da Rede de Educação Missionária Servas do Espírito Santo, os professores Tiago Reis e Onésima Marques, do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, promoveram uma atividade mostrando o papel da inteligência artificial em nosso cotidiano. O estudo, baseado nas pesquisas da educadora Mariana Ochs, também valorizou o carisma e o trabalho das SSpS. Eles partilham como foi o trabalho.
IV Semana Sem Fronteiras une culturas, corações e celebra a diversidade

A quarta edição da Semana Sem Fronteiras marcou o fechamento do Mês Missionário nos colégios e centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. “Somos todos irmãos e irmãs?” foi o questionamento que motivou a iniciativa neste ano. As atividades destacaram também a realidade de um país de cada continente. O prof. Agostinho Travençolo Junior nos conta mais.
Rede de Educação SSpS presente em congressos da ANEC e do Sinepe/RS

A educação é um dos campos de atuação das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS). Por isso, a presença de dirigentes e de representantes da Rede de Educação SSpS em eventos da área sinaliza o interesse genuíno em acompanhar os mais variados debates e reflexões relacionados ao processo de ensino-aprendizagem. Recentemente, dois eventos educacionais serviram como ponto de encontro para conhecer novas práticas pedagógicas e para partilhar experiências: o 17º Congresso do Ensino Privado, promovido pelo Sinepe/RS (Sindicato do Ensino Privado do Estado do Rio Grande do Sul), e o VI Congresso Nacional de Educação Católica, realizado pela ANEC (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil). Tendências para incrementar o trabalho Entre os dias 19 e 21 de julho, o 17º Congresso do Ensino Privado proporcionou aos participantes o contato com as principais tendências da educação. O Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre-RS, recebeu cerca de 1.500 educadores e gestores provenientes de 74 Municípios e 194 instituições, incluindo lideranças e especialistas de outros oito Estados. Da rede de Educação SSpS estavam representados os colégios Espírito Santo (Canoas-RS) e Sant’Ana (Ponta Grossa-PR). Ao longo dos três dias, os especialistas falaram sobre funcionamento cognitivo, experiências memoráveis, didática assimétrica, relações socioemocionais, cultura do pensamento e os frutos do processo pedagógico. Ideias que vão se multiplicar e incrementar o trabalho nas instituições de ensino por, no mínimo, mais dois anos, quando um novo encontro deve ser promovido. “O que me impressionou foi ouvir diversos professores dizendo que precisam estudar esses assuntos, porque somente após o estudo e o domínio deles é que poderão fazer um trabalho melhor”, observou o presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz. Fazendo valer o tema “Essência e Saberes da Educação”, os participantes ganharam como brinde um aromatizante composto por óleo de bambu e produzido pela equipe do sindicato. Experiências transformadoras que tecem o futuro Mais de 2 mil educadores de todo o Brasil estiveram reunidos no Centro de Convenções de Salvador-BA, entre os dias 29 de junho e 1º de julho, para o VI Congresso Nacional de Educação Católica. Ao todo, foram 40 palestras, com 10 conferências e mesas-redondas, 13 salas temáticas e 23 eventos paralelos na ExpoANEC, tendo como tema central “Transformar o presente, tecer o futuro: pactos e compromissos”. Pela Rede de Educação SSpS, participaram representantes dos colégios das duas províncias (Brasil Norte e Brasil Sul). O evento promoveu a partilha de vários temas comuns a todos os congressistas. A primeira conferência foi sobre a “Educação planetária para a construção da pedagogia da paz”. “Foram muitas as contribuições dos palestrantes do congresso e, em quase todas as falas, estavam presentes os apelos do Papa Francisco. Nessa perspectiva, fomos instigados a tecer futuro, com as mãos e com o coração, como tecelões da sensibilidade, da dedicação e do amor para educar nossas crianças, adolescentes e jovens, para o desejo de serem protagonistas em seu meio, em sua realidade”, comenta a irmã Eva de Lourdes Bueno, do Colégio Espírito Santo (Canoas-RS). Irmã Eva também pôde partilhar seu testemunho inspirador sobre a Plataforma de Ação Laudato si’ no “Espaço Aquário”, local criado como ponto de encontro para troca de ideias, experiências e projetos. Ela ressaltou que a plataforma tem desafiado as comunidades religiosas a repensarem suas formas de pensar e agir: “Com uma abordagem focada na espiritualidade, a Plataforma de Ação Laudato si’ incentiva a incorporação de valores como amorosidade, compaixão e cuidado em relação à casa comum”. Com apoio da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), a plataforma proporciona o compartilhamento e dá destaque a projetos de sustentabilidade desenvolvidos em diferentes regiões do País, promovendo a conscientização e a adoção de práticas sustentáveis. Em uma das salas temáticas, espaços com reflexões sobre temas específicos e em grupos menores, o cuidado com a casa comum também foi o foco da abordagem de Aleluia Heringer e Virginia Abouid em “Ecologia integral na prática: uma metodologia para implantação de ecopedagogia”. Elas explanaram sobre o uso consciente de papel, plástico, água, energia e alimentação. “Enfim nos fizeram refletir como muitas vezes falamos, mas nossa prática, na maioria das vezes, está longe da teoria”, ponderou Maria Aparecida Ribeira, participante da Rede de Educação SSpS Brasil Norte. Consenso entre as religiosas SSpS que participaram do congresso, a apresentação da vida e da obra de Santa Dulce dos Pobres (Irmã Dulce) foi a atividade mais emocionante de toda a programação. “Esse momento foi muito forte, pois foi a sobrinha da Irmã Dulce quem partilhou sua experiência. Ela mostrou todas as obras sociais fundadas para os mais pobres e vulneráveis, a maioria na área da educação”, disse Maria Aparecida. Ela destacou ainda a presença de três pessoas criadas nos orfanatos fundados por Irmã Dulce e que hoje trabalham nessas obras sociais: “Esses ‘filhos’ da Irmã Dulce deram seu testemunho da alegria e gratidão por serem quem são hoje graças a tudo o que receberam no tempo em que estiveram no orfanato”. A possibilidade de saber mais sobre a caminhada da educação no presente, abrangendo diferentes setores do processo educativo, para projetar o futuro alargou horizontes e contribuiu para fomentar o trabalho em rede. “Tive oportunidade de aprender e reaprender tantas coisas, renovar e recriar, projetar e buscar novas alternativas, procurando deixar nosso mundo melhor, mais humano e humanizador. Oportunidade de reavivar o sonho de relações interpessoais humanizadoras, da concretização da Laudato si’, das práticas restaurativas como ferramentas da prevenção dos conflitos e da cultura da paz. Perceber, uma vez mais, na Era Digital em que vivemos, a importância de uma ecologia integral, do desenvolvimento de competências socioemocionais e da educação psicossocial para uma formação integral, de uma gestão empreendedora e a liderança como a arte de cuidar uns dos outros”, resume irmã Ilca Maria Hendges sobre o que vivenciou ao longo dos três dias do congresso. Para saber mais:https://sinepe-rs.org.br/noticias/educadores-voltam-do-17o-congresso-do-ensino-privado-satisfeitos-e-com-dever-de-casa https://anec.org.br/noticias/salvador-recebeu-o-vi-congresso-nacional-de-educacao-catolica-com-mais-de-2-mil-pessoas/ https://crbnacional.org.br/a-plataforma-de-acao-laudato-si-promove-sustentabilidade-durante-o-vi-congresso-de-educacao-catolica/
Festas juninas valorizam a cultura na Rede de Educação SSpS Brasil

Já faz tempo que as tradicionais “festas juninas” escolares não estão restritas ao mês de junho. Em vários colégios de todo o Brasil, a festividade também tem sido realizada em julho, marcando o encerramento das atividades do primeiro semestre. Independentemente de quando ocorrem os festejos, o variado repertório cultural do País tem sido valorizado junto aos estudantes da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Meu Cordel Sagrado No caso do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, a festa junina teve como tema “Meu Cordel Sagrado”. Para ilustrar a comemoração, os alunos foram convidados a produzir cordéis e outros gêneros textuais com o tema da cultura nordestina. “A literatura de cordel recebeu o título de patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2018, no entanto, ao contrário do que as pessoas pensam, o gênero não nasceu no Brasil. O estilo já existia no período dos povos greco-romanos, fenícios, cartagineses e saxões. Chegou a Portugal e Espanha por volta do século XVI. No Brasil, veio com os colonizadores, instalando-se na Bahia, mais precisamente em Salvador, à época, a capital brasileira”, explica a professora de Literatura Cintia Valéria Melo Combat Barbosa. Inspirada em uma fala da cordelista paraibana Izabel Nascimento, que afirma que o cordel é uma ferramenta de transformação social, a professora desafiou os alunos do 9º ano a criarem o gênero lambe-lambe e exporem traços da linguagem nordestina em cartazes. “O trabalho ficou fantástico, foi possível ler frases autorais, trechos de músicas e poemas, e conhecer a variedade linguística, em uma arte que tem como objetivos a intervenção e a reflexão”, relembra Cintia. Danças e comidas típicas No Colégio Santos Anjos, em Porto União-SC, a festa junina é um dos eventos mais esperados não somente pela comunidade escolar, mas também por moradores do próprio Município e da vizinha União da Vitória. “Todo mundo reserva a data desta que é uma das nossas festividades mais tradicionais, para ver as danças e saborear as comidas típicas que são famosas aqui em nossa região”, conta a professora de Educação Física Uná Mariana Manfredini de Campos, destacando os principais atrativos da programação. As coreografias do ensino fundamental II e do ensino médio são criadas pelos próprios estudantes, amparados em pesquisa, muita criatividade e consenso entre os colegas, para definir a música, os movimentos e os trajes que comporão a dança. “É algo que demanda bastante energia e que os alunos gostam bastante de participar. Tudo é feito nas aulas de Educação Física, por ser um conteúdo de dança, que está na grade curricular. O nosso terceirão faz um espetáculo à parte, com uma coreografia de dez minutos”, comenta Uná. Já as turmas da educação infantil e do ensino fundamental I contam com o auxílio das professoras para a organização das danças. A gastronomia típica também é garantia de público nos festejos. “Nosso pastel e cachorro-quente são bastante famosos. O pessoal não se importa com o frio, e todos vão ao colégio. A gente viu o envolvimento de professores, funcionários, alunos e suas famílias. Todos participaram e se divertiram bastante”, garante Uná. O porquê das festas juninas A comunidade escolar do Colégio Sant’Ana, em Ponta Grossa-PR, também celebra as festas juninas com comidas típicas, chapéus de palha e todo o colorido característico nas vestimentas e na decoração. E é de lá que vêm algumas explicações sobre os motivos de essa festividade ser realizada tradicionalmente em junho. Segundo o professor Antonio César Burnat, as festas juninas descendem, em linha direta, da devoção à deusa Juno, dos romanos, identificada como Hera pelos gregos. “O quarto mês do calendário era dedicado à deusa pagã Juno e, no solstício de verão, eram comuns muitas comemorações em sua homenagem. As celebrações para Juno eram marcantes, não importando que a deusa se desdobrasse em outra tantas. Dizem as pesquisas que nossas festas juninas apresentam os mesmos elementos característicos das comemorações motivadas por Juno: fogueiras, batatas e as alcachofras queimadas, flores recolhidas ao primeiro raio de sol e consultas ao oráculo”, diz o professor. Antonio observa, porém, que a colonização portuguesa e a devoção cristã católica passaram a exaltar as festas populares, valorizando os produtos locais e estabelecendo ligações entre os festejos e os santos católicos lembrados em junho: “Começou por São João Batista (24 de junho). Mais tarde, foram elevados ao culto junino São Pedro e São Paulo (29 de junho). E, depois, as comemorações juninas a Santo Antônio (13 de junho)”. Ele explica que, para diferenciar cada um desses santos, ficou estabelecido um formato próprio de fogueira. Para São João Batista, a fogueira é em formato cilíndrico; São Pedro tem o formato triangular; e Santo Antônio ganhou o formato quadrangular. “Vivam nossos santos católicos, vivam as comemorações juninas, viva a alegria do povo que luta, trabalha e se alegra, vivendo sua religiosidade e sua fé de forma pura e singela e, assim, abençoadas pelos santos que doaram sua vida pelo amor a Jesus e ao Evangelho”, vibra o professor. Marcos Vinícius MerkerJornalista no Colégio Espírito Santo de Canoas-RS, membro da Equipe de Comunicação das SSpS Brasil.
Missão sem Fronteiras 2023 incentiva estudantes a práticas sociais

O protagonismo juvenil como agente de transformação e de esperança na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Essa foi a proposta da quarta edição do projeto Missão sem Fronteiras, realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho, no Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ. Além de estudantes da escola sede, a iniciativa reuniu alunos de outros sete colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo Brasil, localizados em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo, foram 147 pessoas envolvidas, sendo 108 jovens missionários e 39 educadores. Esta foi a primeira vez que todas as escolas SSpS do Brasil participaram da ação. Inspirados no tema “Pão partilhado, amor multiplicado”, os missionários foram imersos em diversas atividades, desde ações de solidariedade até de reflexão e aprendizado. Um dos momentos de espiritualidade, por exemplo, iluminado pela passagem da multiplicação dos pães, enfatizou que pequenas ações individuais de solidariedade podem modificar o coletivo. O Rio de Janeiro, com sua rica cultura, paisagens deslumbrantes e diversidade, foi o cenário perfeito para essa experiência transformadora, permitindo aos estudantes anfitriões do evento compartilharem com os jovens das outras escolas a realidade da capital fluminense. “Mudar nossa mente” “A vivência que tive nestes dias de missão marcou minha vida e meu coração para sempre. Vi pessoas com tão pouco fazendo de tudo para se manter, crianças em situações de extrema pobreza, mas com um sorriso no rosto sem igual. A humanidade parece que se esqueceu de ser humana, e precisamos resgatar esses valores, enxergando mais o nosso próximo. Saí desta missão com a vontade de ajudar muito mais e ser uma pessoa de transformação. Agradeço imensamente todos os educadores por me proporcionar esse crescimento humano e espiritual. Pude vivenciar, nestes três dias, estilos de vida diferentes e conhecer pessoas incríveis, responsáveis, com certeza, por deixar essa missão inesquecível. Pude me relacionar com outros Estados e culturas, e me divertir. Mas o principal objetivo, que era mudar nossa mente em relação ao mundo, foi alcançado. Nada faltou nesta missão. Agradeço a todos os envolvidos por me proporcionar tamanha experiência.” Lucas Madureira, aluno do Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ. Na visita ao aterro sanitário de Gramacho, os participantes levaram 2082 garrafas de água, além de roupas e calçados para distribuir aos moradores da comunidade. Lá, puderam ouvir relatos de quem vive no local, em meio a adversidades. Sair da zona de conforto “Visitamos pessoas que moram em condições humildes, sem água, sem ter onde estudar e com vários problemas todos os dias, mas que demonstravam muita gratidão. Nesses momentos, percebi o quanto eu já fui ingrata por coisas pequenas que aconteceram na minha vida. Participei desta missão disposta a sair da minha zona de conforto e com muita vontade de estar lá para ajudar de qualquer maneira possível.” Alessa Pinzon, aluna do Colégio Espírito Santo, Canoas-RS. Por meio dessas experiências, os jovens tiveram a oportunidade de refletir sobre como o trabalho missionário pode impactar positivamente a vida daqueles que se encontram à margem da sociedade, além de se tornarem agentes ativos na prática especial realizada durante o evento. Valendo-se da união desses estudantes comprometidos com o bem-estar e com a inclusão social, o projeto Missão sem Fronteiras busca despertar a consciência coletiva para a importância de ajudar o próximo e promover mudanças significativas no retorno às próprias comunidades. Ao longo dos anos, a iniciativa tem se mostrado uma poderosa ferramenta para sensibilizar os jovens sobre as realidades sociais e estimular a empatia, a compaixão e a vontade de fazer a diferença. “Os dias na missão foram especiais e muito intensos. Foi tudo tão impactante na minha vida que influenciou até a profissão que escolhi para mim”, conta Clara Maia, que participou do Missão sem Fronteiras em 2019, em Brumadinho-MG, e que hoje é estudante de Medicina. O projeto tem se consolidado como um marco na jornada dos participantes, proporcionando momentos inesquecíveis, ampliando horizontes e estreitando laços de amizade e solidariedade. “Poder da solidariedade” “Esta quarta edição da Missão sem Fronteiras foi marcada pelo engajamento dos jovens missionários, pelo despertar de novas vocações a serviço da vida e pelo impacto positivo nas vidas daqueles que mais precisam. Que a esperança e a vontade de fazer a diferença inspirem não apenas os participantes, mas também todos os que acompanharam essa importante iniciativa em cada escola. Somos testemunhas do poder da solidariedade e do potencial transformador dos jovens comprometidos com um mundo melhor.” Agostinho Travençolo Junior, assessor-geral do evento. Saudade, gratidão, amor “Fazer parte da quarta edição do Missão sem Fronteiras foi uma experiência única. Foi um momento marcante, acredito que não só na minha vida, mas na de todos os que ajudaram e foram ajudados pelo projeto. Estar cercada de pessoas com o mesmo objetivo de fazer o bem ao próximo foi incrível. Ser acolhida por todos e mudar o mundo com eles, o mundo de algumas pessoas, foi muito gratificante. A Missão sem Fronteiras foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer novas culturas, trocar experiências e vivenciar novas, fazer novos amigos e, principalmente, ajudar as pessoas. Os únicos sentimentos que restam após o fim da quarta edição são a saudade, a gratidão e o amor. Obrigada, Missão sem Fronteiras!” Heloísa Baldus Gromann, aluna do Colégio Santos Anjos, Porto União-SC. Partilha da experiência A Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS incentiva que cada delegação compartilhe, nas respectivas unidades escolares, o que viu, ouviu e sentiu. Para isso, propõe a realização de plenários, debates e celebrações, concluindo o projeto em grande estilo. Em momento oportuno, cada estudante que viveu a experiência do Missão sem Fronteiras 2023 receberá o certificado de participação. Agradecimento da Rede de Educação SSpS Em uma mensagem enviada aos participantes do Missão sem Fronteiras, a Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS agradeceu a escola anfitriã e a todos os que contribuíram para a atividade. Houve uma menção especial às unidades da Província Brasil Sul, estreantes no projeto. Palavras
Conheça o “Dia sem Sapatos”, promovido pela Rede de Educação SSpS

As unidades da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo promoveram o “Dia sem Sapatos”. O projeto foi uma forma de festejar uma das principais datas da Congregação, a Solenidade de Pentecostes; em 2023, celebrada em 28 de maio. Várias ações foram realizadas com base no simples gesto de “descalçar-se”. A Rede preparou um boletim, mostrando como foi a iniciativa. Veja!
CEMJ celebra os 20 anos de fundação

O Centro Educacional Madre Josefa (CEMJ) celebra, em 2023, os 20 anos de fundação. A obra é fruto do sonho das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) de estarem ao lado dos moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro-RJ. O ponto alto das comemorações foi a missa, realizada no dia 19 de maio, na Paróquia São Tiago de Inhaúma, próxima da creche. Toda a comunidade educativa esteve presente, relembrando os desafios superados para levar educação de qualidade e alimentação digna aos mais necessitados. Também participaram da liturgia ex-colaboradores, ex-alunos e membros da equipe gestora do Rio de Janeiro, nas pessoas da diretora Susete Maria Parreira e Sandra Demétrio. Com muita alegria, as famílias receberam as irmãs Maria Aparecida Ribeiro, Theodora Illi, Teresita Sotello e a fundadora Ir. Irmilde. Bem antes da inauguração do CEMJ, em 29 de maio de 2003, Ir. Irmilde já realizava obras sociais no Alemão, comunidade que ela conhece bem. Em janeiro, a obra abriu a contagem regressiva para a grande festa. Além das mensagens partilhadas pelas redes sociais, promoveu atividades especiais com as famílias. Para muitos, o CEMJ vai além de sua função educativa, tornando-se uma extensão das ações missionárias, em seu movimento de escuta e solidariedade.
“Eu, o outro e o nós”: professoras da educação infantil partilham experiência

Eu sou assim… Conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), esse campo contempla o autoconhecimento, a construção de relações, a criação de vínculos sociais, o sentimento de pertencimento e de coletividade, além da diversidade cultural e o respeito às diferentes formas de pensar e de agir do outro. Desse modo, quanto mais cedo a criança participa de dinâmicas de vivências em diferentes contextos sociais (a escola é um deles), sua compreensão de mundo avança e sua autoestima se desenvolve. É na escola que ocorre o primeiro contato com a socialização, onde as crianças começam a trocar experiências, desenvolver a empatia e a ter o primeiro contato com as regras de convivência estabelecida em grupo. O papel do professor é estimular, mediar e orientar essa boa relação. O desenvolvimento socioemocional da criança tem sido muito estimulado no contexto escolar. É muito importante entender como o aluno da educação infantil pensa e age na hora da resolução de conflitos. A observação e a compreensão do professor ou mediador são muito importantes nessa faixa etária. É importante ressaltar que, como em todo processo, a construção de habilidades socioemocionais avança um pouco a cada dia e a cada situação, uma vez que a criança buscará agir sempre na tentativa de satisfazer os próprios desejos. Assim, é imprescindível o diálogo constante como ferramenta para a mediação de conflitos e desentendimentos entre as crianças. O uso de recursos variados, como histórias, música, caixa surpresa, jogos e brincadeiras no dia a dia escolar, permite muitas coisas: movimentar as partes do corpo para se expressar; explorar sons do próprio corpo e do ambiente; reconhecer quando é chamado pelo nome e reconhecer o nome dos outros; explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais, além das abordagens cognitivas, a criação de espaços de reflexão em que é possível ceder um pouco de nosso lugar para o outro. Diante disso, proporcionamos uma atividade coletiva, na qual as crianças ouviram músicas com comandos de identificar, com gestos e movimentos, partes do corpo. Em seguida, puderam se observar no espelho, perceber no outro suas semelhanças e diferenças. Numa roda na quadra, cada um sentou-se em frente a um círculo desenhado com giz no chão e fizeram seu autorretrato. Com essa atividade, a criança teve a oportunidade de se reconhecer como pessoa, descobrir o próprio corpo, suas capacidades de movimento e interação. Atividades assim são essenciais para o desenvolvimento infantil, além de serem muito divertidas, pelas quais as crianças demonstram interesse, entusiasmo, alegria e muita imaginação. É brincando que se aprende! Veja algumas fotos! Da esquerda para a direita: Elba Soares, Danielle Araujo, Mariana Amorim, Renata Gomes e Camila Parreira, professoras do maternal I e II no Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ.
Juiz de Fora: Centro Educacional Madre Maria Helena em novo espaço

Na quarta-feira, 9 de maio, foi inaugurado o novo espaço do Centro Educacional Madre Maria Helena, em Juiz de Fora-MG. Na ocasião, Juliana Íris da Silva Rodrigues, mãe da aluna Helena da Silva Rodrigues, da educação infantil, dirigiu à comunidade uma mensagem. Veja o texto a seguir: O livro dos Provérbios (22,6) diz: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e, mesmo com o passar dos anos, não se desviará deles”. E existe um ditado africano que diz que é necessária uma aldeia para educar uma criança. Partindo desses dois pontos, nos fica muito claro que o Centro Educacional Maria Helena é o caminho que nos leva a ter objetivos concretos e palpáveis no que diz respeito à educação de nossos filhos. Temos o privilégio de contar com uma instituição que carrega os mesmos valores e princípios que os nossos. Uma instituição que acolhe nossos filhos todos os dias pela manhã, com carinho, respeito e responsabilidade. Obrigada! Por isso, somos gratos pela confiança nunca quebrada. Pela segurança nunca interrompida. Uma instituição que está em constante busca de ofertar uma educação de qualidade e integrar a família em todas as atividades desenvolvidas na escola. Perfeitos? Não, eles não são. Mas que bom! Porque, assim, temos a certeza de que estes profissionais vão continuar em uma incessante busca de qualificação, o que os torna profissionais melhores, ofertando aos nossos filhos excelência dentro do que os compete. Em cada demanda colocada a elas, nos é dada uma resposta com eficácia. Em cada apresentação, festividades que elas organizam, ficamos surpresos e alegres com tamanho cuidado, dedicação e empenho ali colocados, para que seja um sucesso. E é! Esta fase de nossos filhos nunca voltará, por isso ficamos muito felizes e gratos por terem começado suas jornadas escolares em um lugar tão especial, por cada momento estar sendo eternizado em nossos corações. Para concluir, cito o evangelho de Marcos 9,36-37: “E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: ‘Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou’”. Que grande graça de Deus é a instituição educacional que, seguindo os ensinamentos de Cristo, recebe nossos pequenos como quem recebe o próprio Jesus Cristo. Educar é um dom único, transmitir conhecimentos intelectuais e morais é um desafio, e o Centro Educacional Maria Helena vem cumprindo esse dom de forma brilhante. Em cada atividade desenvolvida, nossos filhos crescem no amor, no respeito e nos principais valores éticos e morais os quais poderíamos lhes dar a conhecer. A família sempre presente, pois é a base de tudo. Em nome de todos os pais, agradecemos imensamente por cada união, cada palavra e cuidado. E desejamos que todas as conquistas e realizações sejam contínuas e que Deus abençoe a todos! Nosso carinho e admiração às irmãs missionárias servas do Espírito Santo que, no dia 9 de maio, inauguraram a nova sede do Centro Educacional Maria Helena. Obra assistencial que atende crianças carentes na cidade de Juiz de Fora. O cuidado, o zelo com que preparam cada detalhe: o ambiente, a equipe educacional, a formação humana e cristã, o ambiente, a alimentação, nos mostra que missão é servir, fazer o bem às pessoas em todas as oportunidades e, acima de tudo, missão é amar. #somosmelhoresjuntos
Rede de Educação SSpS realiza encontro de lideranças

Entre os dias 23 e 25 de março, o Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, acolheu mais um encontro das lideranças da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). A abertura, na quinta-feira, foi marcada pela celebração e posse do novo diretor-geral da Rede de Educação, João Carlos Martins. A oração, conduzida pelas irmãs, foi linda e emocionante, um momento de acolher o novo, mas também de relembrar e agradecer por tudo o que foi conquistado até agora. No jantar, também recebemos o novo diretor do Colégio Stella Matutina (Juiz de Fora-MG), Edgard Humberto, e rezamos pela recuperação de nossa querida Clarice, diretora do Colégio Espírito Santo (São Paulo-SP), que esperamos estar conosco novamente, em breve. Na sexta-feira, 24 de março, iniciamos o dia na nova sala de reunião. Apresentamos os dados de sustentabilidade das escolas da Rede. A frase de abertura de João Carlos foi: “Sustentabilidade é uma forma de realizar os sonhos e se constrói com muitas mãos”. Essa foi a primeira vez que contamos com a presença das diretoras dos centros educacionais, e como isso engrandeceu nosso encontro! Nesse momento de discussões e partilhas, percebemos que, apesar das diferentes cidades e realidades, escolas, centros educacionais, nós temos em comum muito trabalho. No sábado, 25 de março, último dia de encontro, a meu ver, foi a “cereja do bolo”. Foi um dia que encheu meu coração ao conhecer o trabalho no Centro de Integração do Migrante (CIM), tendo à frente a irmã Malgarete. Foi uma emoção sem tamanho ver de perto o trabalho missionário incrível com os migrantes que chegam a São Paulo. Experiência oportuna que nos enche de gratidão, certeza e sentimento de um novo olhar para a vida, compartilhado por todos do grupo. Finalizamos nosso encontro em uma visita ao Colégio Espírito Santo, com um belo acolhimento de toda a equipe da escola, preparado por Priscila, gestora administrativa da unidade. Foi muito bonito ver o cuidado em cada canto, em cada detalhe da escola. Assim, o encontro teve seu fim com um olhar para o futuro, traçando metas claras e objetivas, e estudando temas pertinentes, atuais, que serão discutidos ao longo do ano, como a excelência pedagógica, a multiculturalidade e currículo missionário como base de nosso fazer educativo. Tudo isso para mostrar que nossas escolas permanecem mais vivas que nunca. Natalia Oliveira MendesGestora administrativa do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG.