Celebração de São Pedro e São Paulo

Neste domingo, encerrando as festas juninas, tão caras ao povo brasileiro, celebramos São Pedro e São Paulo: um, o primeiro Papa; e o outro, o missionário dos gentios. Foi graças a eles que o cristianismo ganhou força, dando continuidade aos ensinamentos de Jesus. São Pedro, um dos apóstolos de Jesus, é considerado o primeiro Papa por ter recebido do próprio Mestre a missão de cuidar de sua Igreja, quando este lhe disse “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. E ainda: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19). São Paulo não foi discípulo de Jesus. Ao contrário, era um grande perseguidor dos cristãos até que, a caminho de Damasco, cidade onde pretendia prender os seguidores de Jesus, caiu e ficou cego com a luz que lhe apareceu. Após essa revelação do próprio Jesus, converteu-se, tornando-se um de seus mais entusiasmados discípulos, levando o Evangelho aos não judeus e constituindo muitas comunidades cristãs. Tanto Pedro como Paulo entregaram a própria vida pela causa de Cristo. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de morrer da mesmo forma que seu Mestre. Paulo foi decaptado em Roma, depois de espalhar os ensinamentos de Cristo em inúmeros lugares e deixar muitas cartas escritas, contendo orientações e ensinamentos. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan comenta o Evangelho e fala da vida desses dois apóstolos e mártires que, doando o próprio sangue, tornaram-se fundamentos para a Igreja de Cristo, além de exemplos de compromisso e de fé para nós hoje.

Será que tenho vocação?

Cada pessoa sente dentro de si alguma aptidão, inclinação ou até mesmo o desejo de se dedicar a uma determinada área profissional. A isso se chama vocação. A vocação à vida religiosa consagrada também vem acompanhada de algumas aptidões, mas o mais importante é o chamado de Jesus para segui-lo. No vídeo de hoje, Ir. Juliana de Andrade, coordenadora da Animação Vocacional SSpS – Brasil Norte, fala sobre os sinais que podem indicar que uma pessoa esteja sendo chamada à vida religiosa missionária. É importante identificar esses sinais e ver se estão presentes em nossa vida, pois realizar a vocação para a qual somos chamados faz parte do caminho da felicidade. E você, já descobriu sua vocação? Não? Então assista ao vídeo. Quem sabe você também foi chamada, chamado para o seguimento de Jesus como missionário ou missionária, como religioso ou religiosa, como padre, como irmão ou como irmã consagrada. Aqui vai o regulamento para a publicação dos vídeos: O assunto do vídeo deve ser vocacional. A gravação deve ser feita com o celular na posição horizontal. A duração da gravação deve ter tempo mínimo de dois minutos e máximo de três minutos. Na introdução do vídeo, você deve dizer seu nome e de onde você é. Também pode dizer sua idade e o que você faz. Em seguida, poderá contar o que você quiser sobre suas dúvidas e descobertas vocacionais. Ao nos enviar o vídeo, você estará, de antemão, autorizando a publicação. Serão publicados apenas os vídeos que estiverem de acordo com a proposta e apresentarem boa qualidade de imagem e de som. Os vídeos deverão ser enviados para o link https://drive.google.com/drive/folders/1swzkJJBuDCM-hh__Lrwt_V5VSHSVkHcs?usp=sharing Avisar que enviou pelo e-mail mkt.sede@ssps.org.br

Centro Missionário Cultural abre novos cursos

Diante da insistente demanda por formação dos leigos e leigas das paróquias da Diocese de Santo Amaro, o Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, junto com a equipe do Curso de Teologia, está abrindo cinco novos cursos: “Perdão e Reconciliação”, “Doutrina Social da Igreja”, “Bíblia – Cartas de São Paulo”, “Como Falar em Público” e “Organização para a Pastoral”. Os cursos serão às quintas-feiras, no turno da noite, para facilitar a participação de quem vem do trabalho. Vai seguir o mesmo horário (19h30min às 21h30min) e utilizar o mesmo espaço das aulas do Curso de Teologia, realizado às terças-feiras e que já está no terceiro ano, com cerca de 200 alunos. A mensalidade é bem acessível e inclui o lanche. Isso faz parte do cuidado pelo bem-estar e bom aproveitamento dos alunos. Esse novo projeto conta com uma equipe de professores comprometidos e bem preparados. Os assuntos ajudam a aprofundar conteúdos importantes para a vivência pastoral, além de apresentar temas vivenciais, como perdão e reconciliação, que, com atividades em grupo, ajuda a enfrentar os conflitos e lidar com os efeitos da violência na vida pessoal e na comunidade. Cursos de Formação para Agentes de Pastoral: 1. Perdão e Reconciliação – Curso teórico e vivencial para enfrentar conflitos e melhorar o relacionamento nas comunidades e paróquias, em vista de uma Igreja e sociedade mais justa e solidária. Início: 01/08/2019  Término: 12/12/2019 – 38 horas de curso Investimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 2. Doutrina Social da Igreja – Discute a dignidade humana e o bem comum na vida em sociedade. É um convite à ação, na tarefa de transformar o mundo de acordo com o plano de Deus. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 50 3. Curso Bíblico – As Cartas Paulinas: Conheça os ensinamentos do apóstolo Paulo e a vida das primeiras comunidades cristãs a partir do estudo das suas cartas. Início: 01/08/2019  Término: 05/12/2019 – 36 horas de cursoInvestimento: R$ 320,00 em 4 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 80 4. Como falar em público – Exercícios práticos de retórica e oratória para  acelerar o desenvolvimento da comunicação e expressão, lidar com bloqueios e garantir sucesso em apresentações e palestras. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 30 5. Organização para a pastoral – Aprenda a gerenciar melhor o tempo e a desenvolver técnicas de organização para uma vida mais dinâmica e uma pastoral mais eficaz. Início: 01/08/2019  Término: 26/09/2019 – 18 horas de cursoInvestimento: R$ 160,00 em 2 parcelas de R$ 80,00 Número de vagas: 40 Local de inscrição: Secretaria Pastoral da Cúria Diocesana de Santo Amaro, Av. Mascote, 1171 – Vila Mascote, São Paulo/SP – Telefone: 2821-8737 (com Karla) ou pelo link: Cursos de Formação

Jovens se preparam para a Missão sem Fronteiras

Estamos nos aproximando da II Missão sem Fronteiras, promovida pela Rede de Educação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, será em Belo Horizonte-MG, de 28 a 30 de junho. O projeto nasceu com o desejo de ser um jeito novo de a juventude fortalecer seu protagonismo como agente de transformação e de esperança, diante de realidades que clamam por dignidade e justiça. Tudo começou com um pequeno grupo do Colégio Sagrado Coração de Jesus que, depois de implantado, ganhou nova e maior proporção, tornando-se um encontro interescolar. A primeira edição, que reuniu 43 jovens das quatro escolas da Rede SSpS, deixou marcas importantes e foi uma experiência muito bonita na vida de cada participante. Experiência marcada pela convivência, solidariedade, resolução de conflitos e ajuda aos imigrantes. O encontro dos alunos tem como objetivo evangelizar a juventude com base na ação missionária dos jovens, da espiritualidade trinitária da Congregação das Missionárias SSpS, em comunhão com a realidade global e com os excluídos dessa realidade. A ideia, de forma especial neste ano, vem ao encontro da Campanha da Fraternidade e do tema transversal que permeia nossa ação pedagógica, a busca por direitos, justiça e pelo bem comum. Ao aproximar-se o encontro, cresce a expectativa dos alunos e educadores envolvidos na edição de 2019, que tem como tema “Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum”. Primeiro, por ser um encontro com pessoas de diferentes lugares e com novas realidades; segundo, por partir do desejo vivo de cada jovem, que é tornar o mundo um lugar melhor. Por esse motivo, a proposta de identidade visual também harmoniza com o espírito que anima a missão. O conceito utilizado foi o de permear, atravessar as fronteiras. A ideia é trilhar um caminho para que as fronteiras não existam, um mundo no qual se possa viver, realmente, sem elas. Por isso o balão com a ideia de ser o transporte, afinal, quando a visão é de cima, não há limite. Algo que faça referência à afirmação de que “no céu não existe fronteira”, que cabe tanto no sentido literal quanto figurativo. Além disso, ele é meio de transporte para uma passagem mais leve, simbolizando a leveza de se espalhar o carisma. Assista ao depoimento da jovem Bruna Lopes de Souza, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que participou da Missão sem Fronteiras do ano passado, em São Paulo-SP. Agora ela se prepara para o evento que será em sua própria escola.

E para você, quem é Jesus?

Essa é a questão central do Evangelho deste domingo. Jesus se reúne com seus discípulos e pergunta: “E para vocês, que sou eu?”. No vídeo, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho de Lucas e comenta a resposta de Pedro: “Tu és o Messias de Deus!”. Se, de fato, acredito em Jesus, devo seguir seus ensinamentos, e isso traz consequências. Ele pode transformar minha vida, tornando-a plena de sentido. Confira assistindo ao vídeo.

Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.

Semana do Migrante convida a acolher e integrar

De 16 a 23 de junho, em todo o Brasil, está sendo realizada a 34ª Semana do Migrante. Estão previstas atividades relacionadas ao tema “Migração e políticas públicas”, retomando a Campanha da Fraternidade deste ano. O lema escolhido é um convite ao compromisso com a causa dos migrantes: “Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia”. O Dia Mundial do Migrante é 29 de setembro, mas, no Brasil, comemora-se o Dia do Migrante em 19 de junho. Assim, este é um mês bastante movimentado para todos os que estão envolvidos na Pastoral dos Migrantes ou no apoio às suas lutas. Também as missionárias servas do Espírito Santo estão engajadas nessa missão e, em São Paulo-SP, acompanham e animam as atividades do Centro de Integração do Migrante (CIM), no Bairro do Brás. Atualmente são três irmãs que procuram, no cotidiano, oferecer acolhimento, amizade e um espaço onde os migrantes podem se encontrar, conviver, celebrar a vida e buscar caminhos para enfrentar suas dificuldades. Fundado em 2015, o CIM busca capacitar as pessoas que o procuram, para que tenham melhores condições de se integrar ao mercado de trabalho. Por isso, boa parte das atividades são cursos livres de línguas, especialmente o português, mas também inglês e espanhol, e também formação para o uso dos programas de computador mais utilizados, como Word, Excel e Power Point. Há ainda o de manutenção de computadores e de bolos e salgados, na área da culinária. No dia 6 de julho, haverá a entrega de certificados para os 43 alunos que estão concluindo cursos neste semestre. Já no dia 8 de julho, começarão as inscrições para os novos cursos, incluindo o de “Inovação e Empreendedorismo”, que será conduzido por dois migrantes cubanos. Para a Ir. Malgarete Scapinelli Conte, uma das responsáveis pelo CIM, o trabalho que realizam contribui especialmente para que os migrantes consigam se integrar, com suas culturas, no país que escolheram para viver. “Mas também é questão de amizade e ter um espaço de convivência e partilha”, afirma a missionária. O CIM, até o fim do ano passado, já entregou certificado de conclusão de curso a 178 pessoas. Mas há muitas outras atividades além da capacitação técnica, como atividades para crianças e adolescentes, orientação na regularização de documentos, festas e momentos de convivência que reúnem as famílias, entre outras. Para enfrentar os desafios e superar os sofrimentos da distância da família e do próprio país, um grupo de mulheres se reúne todos os sábados. Também um de homens está sendo formado. Essa é uma maneira de se organizarem e se ajudarem mutuamente. Há ainda um grupo de vivência para adolescentes, com o acompanhamento de uma psicóloga. Para todos esses trabalhos, o CIM conta com o apoio de profissionais voluntários e dos professores e alunos do Colégio Espírito Santo, do Bairro do Tatuapé. Além do atendimento diário no Centro, as irmãs Malgarete, Lucilene Ferreira Soares e Nadir Vieira Pereira estão presentes na Paróquia São João Batista do Brás, onde, às quartas-feiras, celebra-se a Eucaristia em castelhano e, no terceiro domingo de cada mês, é realizada a missa dos migrantes. ___________________________________________________________________________________________ Mensagem do papa Francisco para o dia Mundial do Migrante e do Refugiado 29 de setembro de 2019 Tema: “Não se trata apenas de migrantes” Queridos irmãos e irmãs! A fé assegura-nos que o Reino de Deus já está, misteriosamente, presente sobre a terra (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 39); contudo, mesmo em nossos dias, com pesar temos de constatar que se lhe deparam obstáculos e forças contrárias. Conflitos violentos, verdadeiras e próprias guerras não cessam de dilacerar a humanidade; sucedem-se injustiças e discriminações; tribula-se para superar os desequilíbrios econômicos e sociais, de ordem local ou global. E quem sofre as consequências de tudo isto são sobretudo os mais pobres e desfavorecidos. As sociedades economicamente mais avançadas tendem, no seu seio, para um acentuado individualismo que, associado à mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede mediática, gera a “globalização da indiferença”. Neste cenário, os migrantes, os refugiados, os desalojados e as vítimas do tráfico de seres humanos aparecem como os sujeitos emblemáticos da exclusão, porque, além dos incômodos inerentes à sua condição, acabam muitas vezes alvo de juízos negativos que os consideram como causa dos males sociais. A atitude para com eles constitui a campainha de alarme que avisa do declínio moral em que se incorre, se se continua a dar espaço à cultura do descarte. Com efeito, por este caminho, cada indivíduo que não enquadre com os cânones do bem-estar físico, psíquico e social fica em risco de marginalização e exclusão. Por isso, a presença dos migrantes e refugiados – como a das pessoas vulneráveis em geral – constitui, hoje, um convite a recuperar algumas dimensões essenciais da nossa existência cristã e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui está a razão por que «não se trata apenas de migrantes», ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos também por nós, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz também àquela parte de nós mesmos que talvez mantenhamos escondida por não ser bem vista hoje. “Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!” (Mt 14, 27). Não se trata apenas de migrantes: trata-se também dos nossos medos. As maldades e torpezas do nosso tempo fazem aumentar “o nosso receio em relação aos “outros”, aos desconhecidos, aos marginalizados, aos forasteiros (…). E isto nota-se particularmente hoje, perante a chegada de migrantes e refugiados que batem à nossa porta em busca de proteção, segurança e um futuro melhor. É verdade que o receio é legítimo, inclusive porque falta a preparação para este encontro” (Homilia, Sacrofano, 15 de fevereiro de 2019). O problema não está no fato de ter dúvidas e receios. O problema surge quando estes condicionam de tal forma o nosso modo de pensar e agir, que nos tornam intolerantes, fechados, talvez até – sem disso nos apercebermos – racistas. E assim o medo priva-nos do desejo e da capacidade de encontrar o outro, a

O encontro que me devolveu à vida (Lc 7,11-17)

A instauração do Reino de Deus é real e palpável nos sinais e nos ensinamentos de Jesus. Nessa ótica, entendemos o encontro de Jesus com a viúva de Naim (Lc 7,11-17). A grande característica dessa perícope é que se trata de um relato de contrastes entre a morte e a vida. Portanto se emoldura nos costumes e ritos próprios dos cortejos fúnebres. Lembremos que, na maior parte do mundo antigo, o lamento da flauta e outras práticas rituais eram usados para acentuar a desolação e a separação definitiva pela morte. Ora, diante desse drama, Jesus nos mostra a face da compaixão do Abba (Pai), revelando-se como o Senhor da vida e da morte. “Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e o acompanhavam seus discípulos com uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que estavam levando um morto, um filho único filho, cuja mãe era viúva” (vv. 11-12). É interessante que o local do encontro fosse à porta da cidade. Na Antiguidade, as portas da cidade eram de grande importância, pois, além de dar segurança ao lugar, nelas se exercia a justiça, por isso porta e tribunal eram unívocos. Assim, conclui-se que o evangelista apresenta estrategicamente a porta para estabelecer o limite entre a caravana da vida e a caravana da morte. Outro detalhe a ser considerado é que o encontro deve ter acontecido no fim da tarde, pois os mortos comumente eram enterrados fora dos muros das cidades, e no fim do dia da morte. Além disso, o autor traz duas multidões caminhando em direções inversas, uma entrando na cidade com Jesus e outra saído da cidade com a viúva. Com Jesus vem uma grande multidão do povo de Deus. Entretanto a que acompanha a mulher é uma multidão suficiente. Significando que a mãe viúva tem a solidariedade de um grupo suficiente de pessoas da comunidade. Entretanto ambas as multidões logo formarão o novo povo de Deus. No desenrolar da ação, o evangelista nos chama a atenção para o momento-chave: o movimento interno de compaixão que se gera em Jesus diante da mulher. Aqui há algo muito bonito, o olhar de Jesus: “Ao vê-la, o Senhor foi movido de compaixão por ela” (v. 13). Esse “ver” de Jesus, seguido do verbo no passivo, indica que Jesus foi profundamente afetado. O sentido do verbo σπλαγχνίζομαι (“mover-se, ser movido de compaixão, comover-se”) é muito intenso, pois tem o significado de sentir com as entranhas. No Novo Testamento, esse verbo é referido somente ao comportamento de Jesus (cf. Mt 18,27; Lc 10,22; 15,20). Essa compaixão de Jesus é um sinal da compaixão de Deus, inaugurando seu Reino, e é destinada às pessoas mais desprotegidas e excluídas. Numa sociedade patriarcal, uma viúva que perdesse seu único filho significava que ela ficaria sem qualquer possibilidade de sustento físico e moral. Pois, com a morte do único filho, acabava-se a descendência da família. Dessa ótica, as mulheres que perdessem seu único filho ficavam na mesma posição de desonra e até de “castigo” de Deus que a mulher estéril. Os profetas compararam as catástrofes de Israel precisamente à mãe que perdia o seu único filho (cf. Jr 6,26; Am 8,10b; Zc 12,10b). Notemos então que não é o morto quem provoca a compaixão em Jesus, mas a mãe que chora imersa na morte do filho. “E disse a ela: não chores!” (v. 13). Essas palavras trazem já a certeza de que não há mais motivo para chorar. Dessa forma, concluímos que a reanimação do jovem é resultado de uma atitude de profunda compaixão de Jesus pela mãe. No Antigo Testamento, órfão e viúva, junto com o estrangeiro, eram os grupos mais pobres e indefensos, portanto Iahweh saiu em seu socorro. O povo da Aliança assim o experimentou e teve de ampará-los por meio das normas jurídicas (cf. Dt 10,18-19; 14,28-29; 24,17-21; 26,12-13; Is 1,17; Jr 22,3). Na atualidade, assistimos a líderes que se autoproclamam cristãos. Mas, em vez de propor ou resguardar leis que defendam os grupos sociais mais pobres e indefesos, atuam contrariamente. O mais escandaloso é que se resguardam sob o nome de Deus e de Maria para realizar sua destruição. Consequentemente, como a viúva de Naim, os mais fracos enfrentam situações de morte e risco. De modo que podemos perguntar-nos: qual é o choro dos marginalizados e excluídos de hoje O que temos perdido Conservamos a certeza de que com Deus nem a morte é uma derrota Diante das situações cruciais da vida, Jesus é o exemplo. E, com a força e autoridade da sua palavra, Jesus diz a ele: “Jovem, eu te digo, levanta-te…, e o morto sentou-se e começou a falar” (vv. 14 e 15). O jovem não somente é reanimado e torna à vida, mas também Jesus o restitui como filho (“Ele o entregou à mãe”), para que aquela mulher torne a encontrar a razão da sua vida e a alegria de doar-se ainda. Movido de “compaixão” com a mulher viúva e dando novamente vida ao menino morto, Jesus assume atitudes em favor da vida, como outrora Iahweh havia realizado em favor de seu povo. Deus sai a nosso encontro, dando-nos motivos para exultar de alegria e glória. Espalhemos essa boa notícia na práxis! Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

Solenidade da Santíssima Trindade

Neste domingo, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, que é o “mistério central da fé e da vida cristã”, de acordo com o Catecismo da Igreja. Para a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo, é o coração de toda a espiritualidade e carisma missionário. Somos convidados a refletir sobre o mistério do Deus único que não é sozinho e se manifesta em três pessoas iguais em poder, divindade e sabedoria, mas com características distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. A Santíssima Trindade é a origem e fonte de toda vida, amor e comunhão. A Solenidade da Santíssima Trindade também é a data em que os missionários leigos de Deus Uno e Trino escolheram para celebrar sua vocação laical e consagração. A celebração ocorre sempre no domingo após a Solenidade de Pentecostes e nos convida a abraçar o jeito de ser do próprio Deus, que é diálogo e comunhão de amor. Ao contemplar o mistério da Trindade, descobrimos que Deus é amor e nos quer participantes de sua vida plena. Isso significa viver o diálogo, a partilha e a comunhão, trabalhando para que o mundo seja melhor, sem excluídos, violência nem injustiças, pois o amor do Deus Uno e Trino envolve todas as pessoas, oferecendo sua alegria e sua paz. Santo Arnaldo Janssen e as Bem-Aventuradas Madre Maria e Madre Josefa vivenciaram profundamente a espiritualidade trinitária, traduzindo em ações concretas o que contemplavam na oração. Como herança espiritual, deixaram o lema “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Vivamos também nós esse lema, cuidando para que a dignidade dos filhos e filhas de Deus seja reconhecida e respeitada em todos os seres humanos. Oração à Santíssima Trindade Ó Deus Trindade,Pai, Filho e Espírito Santo,nós vos louvamos pela vossa comunhão. Sois o fundamento e a inspiração de nossa fraternidade.Ajudai-nos a construir uma convivência fraterna,respeitando as diferenças e sendo solidários(as) com todas as pessoas. Abençoai os missionários e as missionárias do mundo inteiroe a nós, que peregrinamos rumo ao Reino de Deus,que é comunhão total e vida eterna. Despertai vocações missionárias no campo e na cidade,para que possamos, com Maria, construir um milênio sem exclusões,na dignidade e na paz. Amém. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Domingo da Santíssima Trindade

Para você se preparar melhor para o domingo, já estamos publicando o vídeo que a Verbo Filmes está produzindo semanalmente com a reflexão dominical. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho e fala sobre o sentido da Santíssima Trindade na vida dos cristãos. O Deus de amor, compaixão e ternura nos convida a cuidar uns dos outros e a zelar pelo bem de todos. Assista!

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