À luz do Evangelho dominical

O Evangelho deste domingo (Lc 15,1-32) traz três parábolas de Jesus: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo. Três situações em que há uma quebra da unidade e algo ou alguém se perdeu: a ovelha que se desgarrou do rebanho, a moeda que precisou ser procurada e o filho que abandonou a família e esbanjou seus bens até cair na miséria. Em todas essas situações, Jesus mostra o quanto Deus se importa com cada pessoa, mesmo com aquelas que se desviaram do caminho e fizeram coisas erradas. No vídeo, o biblista Afonso Giglio Junior explica cada uma das parábolas e, partindo da história do filho pródigo e cada um dos personagens, apresenta os cinco passos necessários para o perdão. E você, com qual dos irmãos se identifica? Assista ao vídeo e se deixe tocar pelo amor misericordioso de Deus.

“Quanto amo a tua Palavra; passo o dia todo a meditá-la…” (Sl 119,97)

Este versículo descreve, com fidelidade, o que de fato tem sido o bibliodrama em nossas vidas. Chegamos à terceira etapa de nosso curso, e posso dizer que, a cada encontro, seguimos as palavras do Mestre: “Duc in altum”, avancem para águas mais profundas (Lc 5,4).   Participar do bibliodrama tem sido uma experiência única! Desde o primeiro encontro, passamos por momentos de profunda intimidade com Deus e com nós mesmos. O grupo está em perfeita sintonia, e isso pode ser percebido nos momentos de oração que são preparados a distância e que se conectam perfeitamente com as propostas de trabalho de nossos queridos facilitadores. Nossos encontros começam sempre com a oração que dará o tom de todo o trabalho a ser realizado. Confesso a vocês que, no primeiro momento, fiquei um tanto apreensivo, reticente sobre como seria o curso, mas, depois da primeira dinâmica de apresentação, toda e qualquer possibilidade de “travamento/estranhamento” foi por terra. Ali percebi o agir de Deus… e me deixei conduzir por seu Espírito. No bibliodrama, a porta de entrada para mergulharmos na Palavra é a preparação do ambiente de acordo com o texto bíblico a ser trabalhado. A contemplação da cena, fazer-se presente nela, faz-nos participantes daquele instante em que os protagonistas do texto sagrado fizeram a experiência. Mas o mais importante é que não repetimos a experiência deles, somos convidados, ou melhor, impelidos a sermos os protagonistas. Colocamos ali nosso viver, nossos sentimentos, frustrações, alegrias, esperanças… E isso faz toda a diferença, porque a Palavra ganha um novo sentido para nós. Nós nos tornamos um com a Palavra. Fazer essa experiência traz uma dinamicidade, uma profundidade que torna impossível fazer uma leitura bíblica sem querer aprofundar e atualizar seu sentido em nossas vidas. No encontro passado, conhecemos um novo elemento de bibliodrama, o “bibliolog”. Dos elementos trabalhados, esse foi um dos mais interessantes, pois nos permite “ler o que não está escrito” no texto. E aí está toda a maravilha dessa experiência, “o que não está escrito” passa a ser “escrito” com a nossa vida. A Palavra nos fala, ou melhor, grita para nós. E, ao ser interpelado por ela, não existe a menor possibilidade de ficar calado ou de não se deixar transformar… É o Oleiro moldando/refazendo o barro/vaso. E, como nos diz o profeta: “Assim também acontece com a minha palavra: ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão” (Is 55,11). Alexandre Pinho Britto, Bacharel em Teologia e Licenciado em Filosofia, coordenador da Pastoral do Colégio Imaculado Coração,no Rio de Janeiro. ________

Vem aí o Mês Missionário Extraordinário

O mês de outubro, na Igreja, é o Mês das Missões. Mas, neste ano, será um mês ainda mais especial, com a proclamação, pelo Papa Francisco, do “Mês Missionário Extraordinário”. O objetivo é “Despertar, em medida maior, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. As missionárias servas do Espírito Santo, nos cerca de 50 países onde estão presentes em todo o mundo, abraçaram o apelo do Papa Francisco e estão se mobilizando para dinamizar o Mês Missionário, tanto em suas comunidades como nos locais e obras onde atuam. A secretária-geral das Missões, Ir. Gretta Maria Fernandes e Ir. Maria Cristina Avalos, da Direção-Geral da Congregação, em Roma, gravaram um vídeo, incentivando todas as irmãs a intensificarem ações missionárias e ajudarem a animar a Igreja local em torno do Mês Missionário Extraordinário. No Brasil, na Província Stella Matutina, as irmãs também estão se organizando para vivenciar, com intensidade, o mês de outubro. De acordo com a coordenadora provincial, Ir. Maria Percila Vieira (ao centro, na foto), o ponto fundamental é “Retomar o nosso ser missionário e nos animar mutuamente”. Para isso, ela está enviando uma mensagem a todas as irmãs, com algumas propostas para o Mês Missionário Extraordinário. Entre as ações concretas apresentadas, a primeira já está sendo feita, que é o acompanhamento da preparação do Sínodo da Amazônia, com estudo e orações nas comunidades. Como subsídio, as irmãs estão utilizando o texto “40 dias pelo Rio: navegando juntos a boa-nova de Deus a caminho do Sínodo Amazônico”, escrito por Mauricio López Oropeza, secretário executivo da Repam (Rede Pan-Amazônica), e publicado pela Unisinos, entre outros. As demais ações incluem a participação dos alunos e das irmãs nas atividades do Mês Missionário em cada escola e também encontros celebrativos nas comunidades, reunindo as que estão mais próximas. A ideia é levar a Cruz Missionária a cada um dos locais onde as irmãs estão e aprofundar o compromisso com a missão. A Cruz é uma cópia da que foi utilizada no Congresso Missionário na Bolívia e tem um rico simbolismo a respeito da evangelização. Outra realização para o Mês Missionário Extraordinário é o lançamento da Capela Missionária Virtual SSpS, um espaço on-line onde as pessoas poderão rezar, deixar pedidos de oração, interagir com as irmãs, receber informações missionárias e até colaborar com os projetos de evangelização. Essa é uma iniciativa da Equipe de Espiritualidade com a Equipe de Comunicação da Província e está em fase de preparação. Significado da Cruz Missionária A cruz missionária recorda a Páscoa de Jesus, que ilumina nossa vida e missão. A haste está em forma de espiral ascendente. Recorda o movimento característico da missão, da Encarnação em direção à Páscoa de Jesus crucificado e ressuscitado, que ilumina e transforma a realidade. Os cravos testemunham o martírio de Jesus na Cruz. As flores que brotam da Cruz representam a vida nova que nasce da Páscoa de Jesus Cristo. Em meio à dor e ao sofrimento, Deus se manifesta e faz ressurgir a esperança e alegria do Evangelho. A inscrição IHS significa “Jesus, Filho de Deus, Salvador dos Homens”. Relíquia de Santa Nazária, fundadora de uma Congregação Missionária feminina na Bolívia. A Cruz Missionária nesse formato faz memória às missões jesuítas da Bolívia e à evangelização dos povos da América Latina. Ela expressa o amor infinito de Deus e a salvação da humanidade. Hoje, a Cruz continua inspirando a evangelização dos povos e animando nossa espiritualidade na ação missionária.

“Estamos aqui porque amamos a escola”

Entre os dias 28 e 30 de agosto, os coordenadores missionários da Rede de Educação Servas do Espírito Santo estiveram reunidos no Centro Missionário Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, para alinhar os objetivos da aprendizagem do Programa de Ensino Religioso dentro das especificidades da Base Nacional Comum Curricular. A inspiração do encontro foi a frase do Papa Francisco: “Nós estamos aqui porque amamos a escola. E digo ‘nós’ porque eu amo a escola, eu amei a escola como aluno, como estudante e como professor. E depois como bispo”. O encontro foi produtivo e enriquecedor. Juntamente com a Assessoria Pedagógica, propôs aos coordenadores missionários das escolas caminhos que deverão guiar as novas ações educacionais. O momento contou também com a Ação Pastoral das unidades, a qual tem por objetivo promover um novo jeito de ser e viver baseado no amor trinitário. Nesse sentido, as ações da Dimensão Missionária nas escolas devem iluminar toda a prática educativa, possibilitando que os processos pedagógicos contribuam com a transformação social e o compromisso com a vida, por meio da vivência da solidariedade e a busca por uma cultura de paz.  Ações solidárias, voluntariado, grupos de preparação para os sacramentos da Eucaristia e crisma, Juventude e Infância Missionárias, formação de educadores e pais, Missão Sem Fronteiras, Semana Sem Fronteiras, entre outros assuntos, foram discutidos e planejados pela equipe que acredita e realiza a educação por amor e com amor. “O encontro garantiu que os educadores retornassem a suas escolas com novas expectativas e uma bagagem renovada e preparada para o âmbito educacional”, afirma Agostinho Travençolo Júnior, coordenador missionário da Rede de Educação. Continue acompanhando o trabalho missionário das escolas, acessando o Instagram: https://www.instagran.com/acoespelapaz Luciana Marzullo Araujo, pedagoga e cientista da religião, coordenadora da Pastoral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. ________

À luz do Evangelho dominical

Hoje é muito fácil dizer que seguimos Jesus, que somos seus discípulos e discípulas. Mas será que estamos seguindo os critérios que o próprio Jesus nos apresenta para seu seguimento? O Evangelho deste domingo nos apresenta quais as condições para poder ser discípulo ou discípula de Cristo. São exigências que vão até a raiz mais profunda de nossa vida e de nossos afetos. Jesus exige amor absoluto, desapego total e disposição para tomar a cruz. Será que estamos dispostos? O projeto do Reino de Deus é tão importante que não dá para fazer de conta. Seguir Jesus é entregar a própria vida, como Ele mesmo fez. Para nós, isso é impossível, mas, com a graça do chamado que Jesus faz a cada pessoa, podemos colocar tudo o que somos e temos a seu serviço e da humanidade. No vídeo produzido pela Verbo Filmes, o biblista Afonso Giglio Junior fala da radicalidade do seguimento de Cristo e da resposta que o Evangelho pede de nós. Confira!

“Este sistema não Vale!”: Grito dos Excluídos

O Grito dos Excluídos completa, neste ano, sua 25ª edição. Assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1996, o Grito ocorre anualmente e é uma grande construção coletiva, com articulações que se estendem por todas as regiões do País, reunindo os mais diversos grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais. Contrapondo-se ao Grito da Independência, o Grito dos Excluídos tem sua culminância no Sete de Setembro, mas a sua reflexão se estende por todo o ano. Além de questionar os padrões de independência do povo brasileiro, essa grande manifestação popular tem como proposta ecoar a voz dos excluídos e marginalizados da sociedade, denunciando as mais variadas formas de exclusão e refletindo sobre os caminhos de construção para um Brasil mais justo, solidário e fraterno para TODOS os cidadãos e cidadãs. Com o lema nacional, “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”, este ano o Grito propõe refletir sobre quatro eixos: • Sistema capitalista: a manifestação quer alertar para a insustentabilidade do sistema capitalista que, endossado pelo sistema político, vem gerando cada vez mais mortes e degradação. • Justiça: o Grito quer também debater sobre o sistema de justiça e proteção que almejamos, uma vez que “ainda não temos justiça que liberta e direito que protege os pobres”. • Direitos: com esse eixo, busca-se denunciar a exploração e a precarização que vêm ocorrendo no Brasil, afetando brutalmente a vida dos mais empobrecidos. • Liberdade: diante das atuais ameaças às diversas liberdades conquistadas por muita luta e sangue em nosso País, o Grito quer defender esses direitos: a liberdade de ir e vir, de ficar, de falar, de manifestar-se, de ser oposição. Os problemas sociais, às vezes, parecem muito grandes e, geralmente, sentimo-nos impotentes diante deles, sem saber o que fazer. Participar do Grito dos Excluídos, somando com outras pessoas, é uma excelente atitude que pode gerar mudança social. O Grito ocorre em muitas cidades do Brasil. Informe-se e participe! Seja protagonista da transformação de nossa sociedade! Stela Martins, SSpSCoordenadora da RedesRede de Solidariedade _______

Contagem regressiva para o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, localizado no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, vai comemorar cem anos de existência em 2020. Milhares de pessoas passaram pelas salas de aula, corredores e pátios da instituição. Desde sua fundação, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo, tornou-se uma das principais referências de educação da capital fluminense. Para marcar seu aniversário de 99 anos e abrir o ano jubilar, no dia 24 de agosto, foi realizada uma celebração que contou com a presença de famílias, educadores e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. As famílias foram recebidas com música. A Banda Sinfônica da Faetec abriu o evento ao som de clássicas canções cariocas, como Garota de Ipanema e Cidade Maravilhosa. Na sequência, uma animada celebração da Palavra foi presidida pelo padre Júlio, pároco da Basílica Coração de Maria. Nas preces, foram lembradas famílias, alunos, ex-alunos, educadores e irmãs missionárias. Também se rezou pelos valores humanos e cristãos, pelo diálogo na formação dos jovens e pela caminhada e missão de todos. Fechando a celebração, uma emocionante ação levou quem estava presente às lágrimas: 99 balões foram lançados por alunos do colégio. Cada balão representava um ano de muitas histórias e levava um gentil recado, que contava sobre o aniversário do colégio e convidava quem o encontrasse a fazer uma visita ao colégio e ganhar um presente. “Foi uma festa linda. Todas saíram encantados. E o mais importante foi que transmitimos a mensagem de que, mesmo com seus 99 anos, o Coração de Maria mantém o compromisso de educar crianças e jovens na perspectiva cristã, sempre alinhando tradição com contemporaneidade e inovação. O carisma missionário nos fortalece e nos conecta aos valores que o mundo em transformação exige de cada um”, afirma irmã Cida, que conduziu as festividades. Um painel de contagem regressiva foi inaugurado e instalado na fachada do colégio. Diariamente, as placas serão viradas, indicando quantos dias faltam para o centenário do colégio. A cada dia, um aluno, familiar, educador ou ex-aluno será convidado para alterar a placa. Patrícia Campos é jornalista e especialista em comunicação corporativa. Faz parte da equipe da Árvore, um laboratório de comunicação localizado em Belo Horizonte (MG), que faz a gestão de comunicação de todos os colégios e centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo _____

Dia da Amazônia

Comemorando o Dia da Amazônia, 5 de setembro, queremos refletir sobre nossa atitude em relação a essa grande dádiva da criação, importante não somente para nós brasileiros, mas também para a preservação da vida e do equilíbrio climático de todo o planeta. Neste artigo, Frei Betto fala sobre o Sínodo da Amazônia e da necessidade de se cuidar da ecologia integral, incluindo os povos da floresta, que são os mais ameaçados. Como cristãos, somos convidados a adotar uma postura ética em favor da vida e da integridade da criação. Amazônia, o rosto ecológico de Deus A Igreja tem consciência de que, se agora defende a causa indígena, ainda não se libertou da influência do projeto colonizador que vigorou no passado O Sínodo da Amazônia, convocado pelo papa Francisco para outubro, terá lugar em Roma, numa decisão equivocada do Vaticano, pois fora agendado, de início, para ocorrer no coração da selva. Ali se debaterá mais do que a presença da Igreja Católica naquela região interconectada e cada vez mais violenta e desigual. O bioma amazônico engloba nove países e ocupa mais de 7 milhões de km² habitados por 34 milhões de pessoas, das quais 3 milhões são indígenas, que dominam 340 diferentes idiomas. Ali, cada metro quadrado tem mais diversidade do que qualquer outro lugar do planeta. O bioma possui três tipos de rios: os de superfície; o subterrâneo, conhecido como “alter do chão”; e os “rios voadores”, assim chamados por acumular vapor na atmosfera e distribuí-lo em forma de chuva em toda a América do Sul. A Amazônia exerce forte relevância no ciclo do carbono, ao absorvê-lo em bilhões de árvores e impedir sua liberação na atmosfera em forma de gás. Reduz, assim, o aquecimento da Terra. As quatro dádivas da região são: • povos que sabem viver da selva e na selva, sem ameaçá-la; • o ciclo das águas e do carbono; • a biodiversidade; • e a regulação do clima. Segundo o papa Francisco, “os povos amazônicos originários nunca estiveram tão ameaçados em seus territórios como agora”. Em sua sabedoria ancestral, eles nos ensinam a se relacionar com a natureza, os demais seres humanos e Deus. No entanto, agora são vítimas de assassinatos, expulsões de suas terras, ação de grileiros e mineradoras, desmatamento, e proibição de se reunir e organizar. A Igreja tem consciência de que, se agora defende a causa indígena, pela qual há tantos mártires, por outro lado ainda não se libertou da influência do projeto colonizador que vigorou no passado. O Sínodo busca justamente implantar uma Igreja pós-colonial e solidária, com rosto amazônico e indígena. Para a Igreja, a região é muito mais do que um lugar geográfico; é também um lugar teológico, no qual transparece a face de Deus criador. Não há como manter a floresta de pé sem a sabedoria dos povos que a habitam. O “capitalismo verde” não convém, pois se rege pelas leis do mercado e busca patentear princípios e essências, privatizar a água e promover a pirataria dos saberes populares. Os povos indígenas guardam ainda uma sintonia holística com o Cosmo. Seus sentidos aguçados estabelecem um diálogo permanente com a natureza. Conhecem cada ruído, prenunciam a chegada da chuva ou da seca, identificam os recursos medicinais das ervas. O índio não é um indivíduo na natureza. Seu corpo, o território no qual habita e a natureza formam uma unidade. Os indígenas respiram uma cultura que se traduz, de fato, em espiritualidade da reciprocidade. Através de ritos e festas, celebram a exuberância da natureza e exorcizam os espíritos malignos. Sem recorrer à escrita, passam de geração a geração a cultura do cuidado da floresta e do respeito a todos os seres vivos. Para eles, a terra não é um bem econômico, e sim dom gratuito de Deus no qual descansam seus antepassados, e espaço sagrado com o qual interagem para preservar sua identidade e valores. Sofrem, no entanto, sérias ameaças de uma equivocada concepção de desenvolvimento e riqueza que lhes cobiçam as terras para implantar projetos extrativos e agropecuários, indiferentes à degradação da natureza e à destruição de suas culturas. Cinco grandes sintomas da crise planetária se manifestam na Amazônia: 1) mudança climática; 2) envenenamento da água; 3) perda da biodiversidade; 4) degradação da qualidade de vida humana e da natureza; 5) conflitos sociais marcados por violência e assassinatos. A convocação do Sínodo Panamazônico pelo papa Francisco é uma boa nova para toda a humanidade. Frei Betto é escritor, autor de “A obra do artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros. O texto foi publicado originalmente pelo portal O Globo.

Quem se humilha será exaltado

No Evangelho deste domingo, Jesus toma refeição na casa de um fariseu. Conhecendo bem sua maneira de pensar e de agir, Jesus propõe uma nova visão, uma nova atitude. Os fariseus eram pessoas piedosas e observavam a lei fielmente, e ao pé da letra. Por isso eram considerados justos, achavam-se melhores que as outras pessoas e merecedores dos lugares mais importantes.  Jesus desarma os esquemas farisaicos e nos convida a sermos humildes, a deixarmos para os outros os melhores lugares. Jesus mostra que é preferível ser chamado à frente do que passar a vergonha de ter de ceder o lugar a alguém mais importante, pois quem se exalta corre o risco de ser humilhado… Quem ocupa o primeiro lugar no coração de Deus? O Evangelho de Lucas deixa claro que são os pobres, os enfermos, aqueles que não têm qualquer prestígio e nem como retribuir. E no nosso coração, quem ocupa o primeiro lugar? No vídeo de hoje, o biblista Ademir Guedes Azevedo, do Centro Bíblico Verbo, mostra como as atitudes de Jesus apontam para uma nova lógica de ser e para os verdadeiros valores do Reino de Deus. A humildade e a gratuidade estão em sintonia com o coração de Deus.

Papo Vocacional – Propósito de vida

Estamos chegando ao fim do Mês Vocacional, mas vocação faz parte de nossa vida e cultura, e é um tema que nunca se esgota. No vídeo de hoje, a estudante Jade Santos Tamiett fala sobre seu processo de escolha vocacional, que somente foi possível a partir da descoberta de seu propósito de vida. E você, já descobriu o seu? Já sabe qual é a sua missão no mundo? O propósito de vida é a missão para a qual nos sentimos chamados. É o motivo pelo qual existimos e a contribuição que devemos dar para a sociedade e o mundo. Isso é algo muito pessoal, e cada ser humano tem o seu próprio propósito que precisa ser descoberto. Quando descobrimos qual é o nosso lugar no mundo e o que viemos para fazer, nossa vida ganha foco e direção. Sabemos quem somos e qual o caminho a seguir. Assim podemos aplicar todos os nossos esforços em direção à nossa meta. Jade é ainda muito jovem, mas já descobriu seu propósito de vida: ajudar a salvar o planeta. Assim ela pode se decidir pelas Ciências Biológicas, que vão dar as ferramentas e o conhecimento necessário para ela realizar seu intento. Todo ser humano tem uma missão a cumprir, a qual é diferente para cada pessoa. Realizar o chamado profundo de nosso coração, seja ele qual for, é a melhor maneira de encontrar a felicidade. Quando colocamos nossos dons e talentos a serviço dos outros, buscando o bem de todos e o crescimento pessoal, vamos concretizando nossa razão de existir. E você, já descobriu seu lugar no mundo? E que passos está dando para viver sua vocação?

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