Vídeo traz solidariedade das missionárias jovens

As irmãs jovens que ainda estão em formação, tanto postulantes, noviças como irmãs professas de votos temporários, espalhadas em vários países, uniram-se numa iniciativa simples, mas muito significativa: produzir um vídeo para expressar o amor de Deus às pessoas que sofrem por causa da pandemia do covid-19. A iniciativa partiu da noviça Crislaine Mayra Lopes, que atualmente faz estágio na Argentina. Ela sentiu o apelo de fazer alguma coisa “para que as pessoas sentissem mais confiança em Deus e esperança que tudo isso logo vai passar”. Ela conta que veio a inspiração do vídeo e pediu que uma das irmãs jovens do Paraguai, a Ir. Liz Valdez, a ajudasse. Assim, enviaram o convite a todas as irmãs jovens, noviças e postulantes e daí resultou o vídeo. Liz e Crislaine compartilham o significado da iniciativa: Deus nos ama sempre! Como sabemos, essa pandemia afeta a todos nós e, embora muitas informações que recebemos de toda a mídia pareçam muito negativas, nós, como jovens religiosas missionárias da Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo, acreditamos e sabemos que estão surgindo ações muito positivas, encorajadoras e, acima de tudo, que expressam esperança a tantas pessoas que estão lidando com situações muito difíceis. Desse modo, reconhecendo o imenso amor que Deus nos oferece em todos os momentos, nós nos colocamos em comunicação entre as irmãs em formação da Zona Panam, com uma proposta nascida de uma noviça. A ideia era fazer vídeos curtos com um texto que falasse sobre a experiência pessoal e, ao mesmo tempo, o que queremos transmitir ao mundo ou, pelo menos, àqueles que chegarem ao vídeo. Hoje a comunicação a distância, através de tantas plataformas ou aplicativos virtuais, é muito fácil e rápida, e muito mais entre os jovens. Então ficamos empolgadas e começamos a compartilhar. Tanto que a resposta foi dada. Representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, México, Bolívia e uma colaboração especial da Alemanha tornaram possível ver no vídeo o desejo de cada uma em relação aos outros. Só esperamos que as pessoas não se sintam sozinhas, muito menos abandonadas por Deus. As reações ao nosso vídeo são muito animadoras, a ponto de nos tornarmos beneficiárias da sua mensagem. Assista ao vídeo, cuide-se e confie em Deus:

Uma Páscoa diferente

Neste período de pandemia, em que os alunos estão em casa de férias ou tendo aulas on-line, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo está buscando, de muitas maneiras, manter o contato com as famílias e acompanhar os estudantes. Entre as muitas ações que vêm sendo realizadas com as famílias das comunidades educativas dos colégios, o trabalho realizado na Semana Santa merece destaque especial. Foram três passos que culminaram na celebração da Páscoa em família. Aqui vale observar a importância do processo que cada família realizou. Desde a preparação do espaço, a produção dos pães até o momento da celebração em si. Parece até que voltamos a celebrar do mesmo jeitinho que Jesus, na primeira páscoa, em nossas casas. A festa da fé, da esperança e da vida nova vivida na intimidade de nossos lares e em pequenos grupos. Olhando o texto bíblico, é curioso perceber o que fala sobre os preparativos da Páscoa. Aproximava-se a festa da tradição judaica que fazia memória da saída do povo do Egito, e o grupo de Jesus realizaria esse preceito. Surgiu, entretanto, um problema: eles não tinham uma casa para que pudessem se reunir. E Jesus encontrou uma solução: “Enviou então dois dos seus discípulos e disse-lhes: ‘Ide à cidade. Um homem levando uma bilha d’água virá a vosso encontro. Segui-o. Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: o Mestre pergunta: ‘Onde está a minha sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos?’. E ele vos mostrará no andar superior uma grande sala arrumada com almofadas. Preparai-a ali para nós.” (Marcos 14,13-15) Os discípulos encontraram aquilo que Jesus havia falado. Seguiram o homem da bilha, entraram na casa, e o dono do lugar disponibilizou uma grande sala, no andar superior. Ali os discípulos prepararam a ceia. Como podemos ler, não aparece o nome do homem que ofereceu a sala para Jesus e os discípulos celebrarem a Páscoa. Nos vídeos, veremos como tudo isso aconteceu nas famílias bem como a relação que a Rede de Educação tem buscado estabelecer com cada uma. Assista. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.

Vamos salvar o Planeta Terra

Hoje, 50º aniversário do Dia da Terra, criado para formar consciência em relação aos problemas de contaminação e conservação do planeta, experimentamos uma situação sem precedentes. Talvez este momento de pandemia seja a oportunidade de que precisamos para acordar e tomar as medidas necessárias para salvar não apenas nossa vida, mas a vida do planeta Terra. Há muitas evidências científicas de que a Terra é um superorganismo vivo que regula seu próprio funcionamento, o que inclui as condições atmosféricas, clima e temperatura, correntes marítimas e tantas outras funções que lhe permitem sustentar a vida. Mas, por causa da intervenção devastadora do ser humano, o equilíbrio da Terra foi rompido, e esta adoeceu e luta para sobreviver. As alterações climáticas e o aquecimento global já não são uma suposição. Sofremos na pele suas consequências e nem sequer conseguimos imaginar o que poderá vir pela frente. O secretário-general da ONU, António Guterres, em mensagem pelo Dia da Terra dirigida à comunidade internacional, propôs seis ações para salvar o planeta. Para ele, o impacto do coronavírus é terrível, mas a crise ambiental pode levar a uma situação sem retorno. Para ele, a crise mundial gerada pela pandemia pode ser uma oportunidade para fazer as mudanças necessárias para salvar o planeta. Vejamos a íntegra de seu discurso. “Precisamos transformar a recuperação numa oportunidadereal de fazer as coisas certas para o futuro” Neste Dia Internacional da Terra, todos os olhos estão postos na pandemia da COVID-19 – o maior teste que o mundo enfrentou desde a Segunda Guerra Mundial. Devemos trabalhar juntos para salvar vidas, aliviar o sofrimento e diminuir as suas consequências econômicas e sociais devastadoras. O impacto do coronavírus é imediato e terrível. Mas há outra emergência profunda – a crise ambiental do planeta. A biodiversidade está em declínio acentuado. A ruptura climática está a chegar a um ponto sem retorno. Devemos agir sem hesitação para proteger o nosso planeta, tanto do coronavírus como da ameaça existencial das perturbações climáticas. A crise atual é um despertar sem precedentes. Precisamos transformar a recuperação numa oportunidade real de fazer as coisas certas para o futuro. Por isso, proponho seis ações relacionadas com o clima para moldar a recuperação e o trabalho que temos pela frente. Primeiro: ao gastarmos enormes quantias de dinheiro para recuperar do coronavírus, precisamos de criar novos empregos e negócios através de uma transição limpa e verde Segundo: quando o dinheiro dos contribuintes for usado para resgatar empresas, este deve estar vinculado à obtenção de empregos verdes e ao crescimento sustentável. Terceiro: o poder das políticas orçamentais deve transformar a economia cinzenta em verde e tornar as sociedades e as pessoas mais resilientes. Quarto: os fundos públicos devem ser usados para investir no futuro, não no passado, e utilizados em setores e projetos sustentáveis que ajudam o meio ambiente e o clima. Os subsídios aos combustíveis fósseis devem terminar e os poluidores devem começar a pagar pela sua poluição. Quinto: os riscos e as oportunidades relacionados com o clima devem ser incorporados no sistema financeiro, bem como em todos os aspetos da formulação de políticas públicas e de infraestruturas. Sexto: precisamos trabalhar juntos como uma comunidade internacional. Esses seis princípios constituem um guia importante para juntos recuperarmos melhor. Os gases de efeito de estufa, assim como os vírus, não respeitam fronteiras nacionais. Neste Dia da Terra, por favor, juntem-se a mim para exigir um futuro saudável e resiliente para as pessoas e para o planeta. António Guterres (secretário-geral), mensagem por ocasião do Dia Internacional da Terra (22 de abril de 2020). Fonte: UN Web TV Assista também a mensagem do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) para o Dia Mundial da Terra:

Semana dos Povos Indígenas Sementes de vida, resistência e esperança

Desde 1943, 19 de abril é lembrado, em nosso país, como o “Dia do Índio”. Um olhar sincero e honesto sobre a contínua relação de exploração, violência e preconceitos de vários atores de nossa sociedade com os povos indígenas nos faz questionar qual o sentido remanescente dessa data. Assumir a causa indígena como nossa é uma das mais apreciadas formas de celebrar e colaborar na luta e na resistência desses povos. A Semana dos Povos Indígenas 2020, organizada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), apresenta a seguinte reflexão e convida todas e todos nós a assumir ações em defesa da vida dos povos originários e de nossa Casa Comum. O que podemos fazer em apoio à causa indígena no Brasil 1 – A defesa da vida dos povos indígenas começa com a defesa de seus territórios e com a ecologia integral que conecta o exercício da justiça, da igualdade e da solidariedade com o exercício do cuidado com a natureza (proposta: trabalhar essas questões em grupos). 2 – O Sínodo para a Amazônia propôs definir e discutir um novo pecado, “O pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, em transgressões contra os princípios da interdependência e na ruptura das redes de solidariedade entre as criaturas e contra a virtude da justiça” (DF 82). 3 – Como um novo estilo de vida, uma “sobriedade feliz” (LS 224s), de toda a sociedade está ligado com a defesa da vida dos povos indígenas e com o pecado ecológico? 4 – Fazer um levantamento da presença de grupos indígenas na minha região e visitar o cárcere, para saber se há indígenas presos, quais foram os motivos e se existe proteção jurídica para eles. 5 – Manifestarmo-nos contra qualquer iniciativa jurídica ou legislativa que atentem contra os direitos indígenas assegurados constitucionalmente. Nesse sentido, é importante solicitar junto ao Supremo Tribunal Federal que, ao julgar o Recurso Extraordinário número 1.017.365, caracterizado como sendo de repercussão geral, faça-o tendo como parâmetro os direitos originários dos povos (fato jurídico do Indigenato) contra a tese jurídica do marco temporal, que pretende impor restrições às demarcações de terras, argumentando que os indígenas somente teriam direito a uma terra se nelas estivessem fisicamente, ocupando-a, por ocasião da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988. Essa tese é uma aberração jurídica e precisa ser extirpada do sistema de justiça brasileiro. O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) preparou dois vídeos para marcar a Semana dos Povos Indígenas: Fonte: folder da Semana dos Povos Indígenas 2020 Ir. Stela Martins, SSpS Coordenadora da Redes Rede de Solidariedade

Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.

Lições do coronavírus

Todos nós vivemos uma experiência nova que não estava prevista em nossos calendários. Ninguém podia imaginar, até poucos meses atrás, o que está acontecendo com o mundo todo. O coronavírus nos proporcionou uma experiência nova em nossas vidas, despertando-nos coisas que talvez estivessem adormecidas. Uma das que se sobressaem é a solidariedade. Nunca fomos tão solidários. E ela se manifestou de muitas maneiras, algumas inclusive muito criativas. Podemos destacar uma atitude da qual todos participamos. O gesto de “ficar em casa” nos levou a um tipo de solidariedade universal. Ficando em casa, ajudamos muitas pessoas a não contraírem o vírus, contribuímos para deixar os hospitais livres para atender os doentes, damos um descanso à Mãe Terra, porque poluímos menos, dedicamos mais atenção à família, aprendemos a nos relacionar de um modo diferente. Mas essa experiência está levando à descoberta de outras realidades. Uma delas é constatar que somos limitados. Nossa presunção de tudo saber ficou envergonhada. Até o momento, não sabemos como derrotar o vírus com eficiência. Ele está levando vantagem, matando muita gente. Esperamos para logo a descoberta de meios de combatê-lo, mas, por enquanto, ainda não os temos. Nenhum remédio das prateleiras das farmácias garante a cura. A máscara nos desmascara O deparar-nos com nossa impotência se manifesta de outras maneiras, como não poder sair de casa, ter de usar máscaras. Podemos até fazer um jogo de palavras e dizer que nossas máscaras usadas em nossas pretensões de sabe-tudo caíram e nos deixaram nus. Agora temos de usar uma máscara que esconda nosso rosto para nos proteger e pelo bem dos outros. Essa máscara nos desmascara! Esconde nosso rosto que, muitas vezes, mostrava-se “mascarado” porque fingia ser o que não era. A máscara de agora mostra nossa solidariedade. Essa é mais verdadeira. Tivemos de tirar umas e vestir outras. Estas protegem; aquelas camuflavam! Estamos aprendendo a viver do essencial, tivemos de renunciar a muita coisa supérflua. Aprendemos a viver com menos sem perder a qualidade de vida. Quanta coisa deixamos de comprar e não fizeram falta! A vida parece que se tornou mais simples. De um jeito ou de outro, aprendemos a nos virar sem estar com a cabeça cheia de “preciso disso, preciso daquilo”. O que temos é suficiente para nosso hoje. O mundo será diferente Outra experiência é o jeito de nos relacionar com os outros. A obrigação de ficar em casa nos desconectou fisicamente das pessoas com as quais estávamos habituados a conviver. Agora a presença ausente delas nos faz pensar mais nelas, nos preocupar como elas estão. Usamos os celulares para perguntar como estão e dizer-lhes sobre nós. Mostramos nossa cara nos vídeos, nossa fala nos áudios. Prestamos atenção nas respostas que nos dão. Para todos, é uma experiência nova. Fica o desejo de que o tempo de quarentema passe logo para nos reencontrarmos face a face. Isso fica guardado dentro de nós, esperando a oportunidade, quando o vírus nos permitir, de matar a saudade com a presença real. Outra experiência ainda é aquela que nos deixa uma certeza. Depois que tudo passar, o mundo será diferente, não será o mesmo de alguns meses atrás. Toda experiência nova deixa em nós um resíduo que será fonte de recordações, de lembranças do que estamos vivendo agora e sobre as quais falaremos no futuro. Daqui a algum tempo, vamos nos referir, com outro enfoque, a esta era. As novas gerações farão perguntas a respeito. Saberão de ouvir contar. Como isso vai repercutir em suas vidas não sabemos, mas em nós algo ficou permanente. Se o mundo vai mudar para melhor ou pior é difícil dizer, só o tempo responderá, mas uma coisa é certa: o mundo será diferente. O coronavírus nos afastou do trabalho, trazendo preocupações com o ganha-pão. Haverá mais desemprego do que já havia? Como sobreviverão os mais pobres? A economia entrou em colapso. Qual será o tamanho do prejuízo? Como recuperar as finanças? Que consequência trará para os países e como isso vai afetar o PIB de cada um? Os economistas fazem projeções de todo tipo, mas todos estão sem uma resposta segura e definitiva. São projeções! Uns de tom pessimista, outros de desafios que indicam sacrifícios de todos! Mais um motivo para dizer que o mundo não será o mesmo. O grito de Deus Outra experiência, por fim, em nível de fé ou espiritualidade. Primeiro vem uma pergunta: o que Deus está querendo nos dizer com tudo isso? Podemos talvez intuir algumas possíveis respostas. Penso que o coronavírus é uma espécie de “grito” de Deus para nos chamar a atenção. Como os pais fazem quando as crianças estão entretidas com outras coisas. Eles apelam para um “grito” mais forte, e aí os pequenos param e ouvem o que os pais têm a dizer. Deus sempre nos continuou falando, mas nos distraímos muito e não prestamos atenção. Agora Ele levanta sua voz por um minúsculo vírus e nos põe em situação de alerta. Nossos ouvidos moucos acordam, e a voz interior começa a fazer perguntas pelo significado de tudo isso. Quantos retomaram a fé que antes estavam em banho-maria! Quantos enviaram mensagens para outros, convidando-os ao transcendente e incentivando a práticas piedosas! O “grito de Deus” vai ecoar por muito tempo ainda. Seus desígnios nesses fatos ainda não são todos conhecidos. Talvez, com o tempo, descubramos novos significados. Deus sempre faz de tudo para nos salvar, respeitando sempre nossa liberdade. Mesmo quando erramos, afastando-nos dele, Ele não desiste de nós. Talvez tenhamos ido longe demais com nosso modo de viver muito centrado nas coisas, no consumo exagerado, na dissolução dos costumes, no relaxo das boas tradições, na vulgaridade no modo de viver a afetividade, no desapreço à vida, na redução de nossos ideais mais transcendentes. Tudo isso nos levou a um distanciamento do Criador. Ele como Pai-Mãe, vendo o perigo que estamos correndo, deu seu grito de alerta para nos afastar do vírus que estava destruindo nossas relações familiares, isolava-nos em nosso egoísmo, distanciava-nos dos outros, embora pertos. O celular havia tomado

Creio na ressurreição da carne

Este tempo de Páscoa, sofrendo as consequências da pandemia da covid-19, vemos na ressurreição de Jesus uma grande esperança para todos nós. Jesus venceu a morte e a dor, e nele acreditamos que também nós vamos superá-la. Assim como em tantos momentos de nossas vidas pudemos contar com a graça de Deus, também agora depositamos nele a nossa fé. Quero aqui partilhar para todos a enorme graça que recebemos de nosso Deus misericordioso. E, antes de relatá-la aqui, considero que foi para nós uma grande oportunidade de despertar nos outros a fé que foi tão importante para toda nossa família, esta que manteve sempre a grande confiança em Deus. Foi um milagre, uma verdadeira ressurreição para ele, meu marido, Helvecio Bressan. Em 2016, ele enfrentou um câncer linfoma em três lugares: palato, tireoide e intestino. O primeiro sinal do milagre foi o fato de que ele não queria ir ao dentista e, mesmo assim, marquei a consulta. Como formamos uma só carne, há 48 anos, pelo sacramento do matrimônio, senti uma necessidade de marcar a consulta; fui impulsionada pela luz do Espírito Santo. Meu marido foi ao dentista e descobriu o câncer. Nesse período, nossa fé foi reforçada por muitas orações dos amigos de fé e, principalmente, por nosso grupo de missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Vou relatar um gesto de uma das integrantes desse grupo, que estava prestes a sair, devido a problemas de saúde. Maria Fernanda fez uma intenção de permanecer no grupo e ainda aceitou a indicação para a coordenação no grupo do Rio de Janeiro, apesar de ela morar bem distante. Com muita sinceridade em meu coração e com muita alegria, afirmo que Helvécio não sentiu, em nenhum dia, durante o tratamento com quimioterapia, enjoo e dor. Ele trabalhou em seu escritório de contabilidade, mantendo sua rotina. Somente ficou isolado por três dias, por indicação médica. Foi internado também por três dias, quando perdeu uma irmã de repente, e sua imunidade baixou muito, havendo então essa necessidade. A luta não foi fácil. Em momento algum, porém, pensei que ele fosse desistir e que meu apoio pudesse enfraquecer. Creio no poder de Deus e em seu amor. A fé que depositamos no Senhor nos manteve no caminho certo. A ressurreição aconteceu na vida de muitos amigos e familiares pelo exemplo de Helvécio, por sua força, fé, coragem, dedicação e disciplina em seu tratamento. Devemos ser eternamente gratos a ti, nosso Deus, pela dádiva da vida e por agora poder testemunhar que confiamos no “Deus da Vida” e na força da oração. O nosso Deus Uno e Trino está vivo no meio de nós. Ele ressuscitou. Aleluia! Rosiná Lopes BressanProfessora aposentada, trabalhou 27 anos no Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Rio de Janeiro-RJ, e é missionária leiga de Deus Uno e Trino.

Páscoa: compromisso com a vida

Há muito tempo que a humanidade não parava para se perguntar: para onde estamos caminhando? Nada mais oportuno do que o período em que estamos vivendo para refletir sobre o sentido da Páscoa, que, em hebraico, significa “passagem”. Percebe-se que, ao longo da História, surgiram aqueles que têm a missão de nos lembrar da importância da vida. Desde os tempos antigos, alguns homens surgiram como líderes espirituais para orientar o povo em que viviam, sejam eles chamados de xamãs, sacerdotes, sacerdotisas ou profetas, transmitiam revelações que norteavam o caminhar das tribos, dos clãs, das primeiras civilizações rumo a um “paraíso” ou a uma “terra onde corria leite e mel”, a exemplo dos patriarcas. A passagem moral e ética do ser humano passou a significar uma melhora de vida, apesar da existência de injustiças vistas como naturais, no caso, a escravidão. Com o crescimento das desigualdades entre os povos, homens e mulheres que não tinham direitos, diante dos poderosos, além dos dirigentes religiosos, surgiram os “conselheiros”, os intelectuais que buscavam criar uma vida boa mediante os recursos da época. Porém, em nossa caminhada humana, veio a figura do “Pastor que dá a vida por suas ovelhas”, dando o exemplo de que “quem quer ser o maior que seja o menor”. O Divino que se tornou humano veio “para servir e não para ser servido”, demonstrando, desde seu nascimento, o compromisso com a missão para que todos tenham vida e vida em abundância, que a vida não é só temporal, mas também espiritual. Nesse sentido, a experiência de libertação do poder egípcio por Moisés, conforme narra o livro do Êxodo, a Páscoa judaica passou a relembrar os quarenta anos de travessia no deserto, sendo que o povo, em sua caminhada, aprendeu a obediência à Lei, a paciência uns com os outros, a repartir os bens entre as famílias, a confiar, a ser perseverante diante das amarguras e fiel ao Deus da Aliança até chegar à Terra Prometida, onde encontraram uma vida de fartura. Passados muitos séculos, contudo, antes do histórico julgamento injusto de Jesus, como o Cristo celebrou a Páscoa? Com uma nova conotação ética. A atitude do Mestre exemplificou que a vida do ser humano deve ser integral. A passagem pelos quarenta dias no deserto nos ensina que, em nossa existência, devemos aprender a viver o jejum dos desejos, a praticar a humildade no servir e a não sucumbir diante do poder (Lc 4,1-12). Além disso, os ensinamentos da Boa-Nova nos propõem exercitar o perdão das ofensas, a partir da reconciliação; o respeito e a fidelidade nas relações interpessoais; a honestidade sempre, sem usar de falácias; a orar pelos inimigos e não apenas por aqueles que nos querem bem; a viver a sinceridade, sem injúrias, para assim celebrarmos as bem-aventuranças (Mt 5,1-48). Desse modo, a prática do bem será o passaporte para a verdadeira Páscoa, em que a “senha” cristã é a caridade, o amor ao próximo. Essa caridade se torna “caridade social” que busca amar o bem comum, o bem de todas as pessoas, individual e socialmente. Por isso celebrar a Páscoa cristã é praticar a justiça que é samaritana (Texto-base CNBB CF 2020, p. 57). Em tempos de calamidades, é fundamental mantermos a fé e a união, sermos “sal e luz” (Mt 5,13-16), onde quer que estejamos, para garantirmos a vida de forma plena. Sermos solidários nos momentos de crise é uma demonstração não só de humanidade, mas também de generosidade fraterna, de compromisso com a vida de todos os que nos rodeiam. Para celebrar a Páscoa, portanto, devemos refletir: como estou caminhando? Com quem estou caminhando? Estou seguindo os passos do Mestre? Lembremos que, tanto na Páscoa judaica quanto na Páscoa cristã, foi necessário para a travessia dos desertos a relação com o outro e consigo mesmo. Percebe-se que, durante o percurso pascoal, devemos seguir com ânimo e, para isso, carregarmos no coração a memória da Eucaristia: a partilha do pão, como aconteceu com dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24,13-32). Assim, celebremos a Páscoa como compromisso da vida, assumindo a missão altruísta de vivenciarmos a esperança, a justiça social aos nossos semelhantes, principalmente aos mais necessitados, como fizeram os primeiros cristãos e fazem os autênticos seguidores contemporâneos do Cristo ressuscitado. Por isso nossa missão é continuar resgatando a vida, ver, sentir e cuidar uns dos outros. Uma abençoada Páscoa a todos! Maria Terezinha Corrêa, mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à Apeoesp, ABA e SBPC.

Mensagem de Páscoa das missionárias SSpS

“Este é um momento único que, se soubermos vivenciar, na profundidade de seu significado, pode trazer uma grande transformação para todos nós.” Irmã Maria Percila Vieira é a Coordenadora Provincial das missionárias servas do Espírito Santo da Província Stella Matutina e, diante da situação que todos estamos enfrentando por causa da pandemia, envia esta mensagem de Páscoa, com uma palavra de esperança e de encorajamento para todas as irmãs, colaboradores e colaboradoras, parceiros e parceiras da missão, amigos e todas as pessoas, especialmente as famílias, ligadas direta ou indiretamente à nossa missão. Esta mensagem é para você! Aproveite e receba os nossos votos de uma feliz e abençoada Páscoa!

Celebre a Páscoa com a gente

A Dimensão Missionária da Rede de Educação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo preparou, para os alunos, familiares e educadores dos colégios e centros educativos, três momentos para ajudar a comunidade educativa a pensar, sentir e viver a Páscoa em tempos de distanciamento social. A ideia é trazer a identidade de Rede para este momento tão especial para nós, cristãos. A seguir, apresentamos as três ações e um pouquinho de como cada uma foi pensada. Celebre com a gente e uma feliz Páscoa a todos! Primeira ação Hoje convidamos vocês a refletirem sobre a história da margarida diferente. Todos nós sentimos falta de ouvir histórias, pois elas chegam ao coração, formando imagens com base na experiência sensorial da fala, ajudando-nos a vibrar com quem as narra. Assim Jesus gostava de ensinar. Ouçamos a história e levemos adiante essa ideia! Segunda ação Estamos nos preparando para celebrar o ponto mais alto de nossa fé, a Páscoa. Unamos nossos corações em prece para vivermos juntos este momento especial. Sugerimos que essa ação aconteça no almoço do domingo de Páscoa. Terceira ação Para celebrar a festa da esperança, vamos precisar de pessoas novas para um mundo novo. Para isso, a fé deve ser nosso norte. Fé na vida, fé nas pessoas, fé em dias melhores. Somos todos sementes do amanhã!

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