Viver a fé sem a Eucaristia?

A presença constante de Jesus na Eucaristia é sustento na vida espiritual. A qualquer momento, podemos encontrar Jesus esperando por nós no sacrário, em quase todas as igrejas ou capelas católicas. Mas, neste tempo de pandemia, estamos privados da Eucaristia. As missas estão sendo celebradas a portas fechadas. Como então viver a fé sem poder comungar? Como celebrar a solenidade de Corpus Christi sem procissão e sem adoração ao Santíssimo Sacramento? Aqui no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, nós nos consideramos muito privilegiadas, pois, apesar de não termos missa, acompanhamos pela televisão e, na hora da comunhão, podemos comungar, pois temos as hóstias consagradas conservadas em nossa capela. Isso para nós é motivo de alegria e gratidão. Mas a maioria do povo de Deus está vivenciando o jejum eucarístico. Claro que Jesus há de transbordar sua graça a todos os que o desejam sinceramente e não permitirá que, por falta do sacramento da Eucaristia, o seu povo fique abandonado. Em seu grande amor, Jesus sempre encontrará outras maneiras de saciar nosso coração e nossa alma. Mesmo sabendo que sempre e em qualquer circunstância podemos contar com Jesus, é importante sentir falta da missa presencial, da comunidade e de receber o corpo e o sangue de Cristo na comunhão. O perigo é nos acomodarmos com a situação e relaxar em nossa vivência de fé. Para que isso não aconteça, precisamos nos fortalecer interiormente com os recursos que temos a nosso dispor, mesmo que não podemos fazer o que antes era nossa prática diária ou dominical. O importante é manter sempre nossa conexão com Deus, pela oração, e com as pessoas, pelo amor, a gentileza e a solidariedade. Há também muitas famílias que, pela correria da vida moderna, perderam os referenciais religiosos cultivados no passado e se sentem perdidas e confusas. Já não sabem rezar e nem dão tempo para o cultivo da espiritualidade. A consequência é o vazio existencial e, muitas vezes, a falta de sentido e o desânimo diante dos desafios e sofrimentos da vida. Em tempos como os atuais, quase tudo pode se transformar em desespero. Como Deus é bondade e misericórdia, está sempre pronto a nos acolher e nos ensinar o caminho de volta à sua amizade. Basta abrir o coração e se deixar guiar por seu espírito. Mas, para ajudar neste caminho, trazemos aqui algumas práticas de fé muito simples, mas capazes de transformar a vida e preenchê-la de alegria e de plenitude. Sete práticas de fé para o dia a dia 1) Ao levantar, agradecer a Deus pelo novo dia e pedir a força para sempre fazer o bem. 2) Dedicar alguns minutos diários à Palavra de Deus. Jesus está presente, de forma real, também no Pão da Palavra, como nos ensina a Igreja. Sugerimos ler alguns versículos do Evangelho e refletir sobre eles, ou meditar as leituras diárias da missa (há vários aplicativos que podem ser baixados no celular). 3) Agradecer pelo alimento antes das refeições. 4) Em qualquer momento de dificuldade, pedir pela inspiração ou proteção de Deus. 5) O Pai-Nosso e a Ave-Maria podem ser rezados a qualquer hora do dia ou da noite. 6) Ajudar ao próximo em suas necessidades, sendo gentil com quem amo e também com quem não tenho afinidade. 7) Antes de dormir, repassar o dia para agradecer o que foi bom, aprender com o que não deu certo e pedir perdão se prejudiquei alguém. Há muitas outras práticas de oração que poderão ajudar a crescer na fé. O essencial é buscar Deus com simplicidade e conversar com Ele como o amigo que sempre está a nosso lado. A oração é um caminho de coerência entre o que falamos com Deus e o que fazemos em nossa vida pessoal e no relacionamento com as pessoas. Quanto mais perto de Deus, mais amor dedicamos às pessoas e mais nos sentimos comprometidos e solidários com os que mais sofrem. Isso é sinal de maturidade na fé. E, quando a pandemia passar, vamos celebrar novamente, e com muita alegria, os momentos litúrgicos e retomar com empenho nossa vivência eucarística. Vamos nos reencontrar em comunidade e manifestar nosso amor e gratidão a Jesus por permanecer sempre conosco.

Afetividade e relações

Diante de tantos fatos e feitos durante esta pandemia, como anda a afetividade? E as relações? O mundo tem passado por muitos traumas, e muitas vidas têm sido abaladas, desde crianças até idosos. Há muitas expectativas e medos. As incertezas têm operado a maioria de nossa vida. Embora haja muitos doentes por causa do contágio com o covid-19, devido a, ainda, não existir um medicamente eficaz para combatê-lo, muitas outras doenças têm causado perturbação às pessoas. A saúde, em geral, não é apenas física, mas também psíquica e espiritual. Por isso a afetividade faz parte desse “pacote” salutar. Afetividade deriva das palavras “afetivo” e “afeto”, abrange todos os fenômenos afetivos; muito importantes para o desenvolvimento humano. A afetividade, no sentido positivo, cultiva bons sentimentos, momentos prazerosos e trazem sensação de bem-estar. Por isso a importância de sermos amáveis com os outros (pessoas, animais e toda a natureza), pois afetamos, também, os demais, deixando boas impressões. No sentido negativo, a afetividade nos transmite medo, insegurança e até síndrome do pânico, pois nos transmite desconforto, momentos desagradáveis, gerando violência. Não podemos nos calar diante de tanto feminicídio (Brasil em quinto lugar no mundo), diante de tantos adolescentes, jovens e trabalhadores negros mortos, tanta desigualdade social… A palavra “pânico” vem do grego e tem um significado relacionado ao deus Pã. Na mitologia grega, essa entidade é o espírito guardião da floresta, dos bosques, protetor dos animais e dos pastores. Sua figura é representada metade homem e metade pernas de bode, e sobre sua cabeça, há chifres. O mensageiro Hermes o levou para o Olimpo quando ele era pequeno, para servir de mascote aos outros deuses, e passou a ser considerado um semideus. Mas Pã, quando cresceu, preferiu viver na floresta, já que era considerado preguiçoso. Pã gostava de brincar com as ninfas, e uma delas, por quem ele era apaixonado, disfarçou-se em caniço. Contudo Pã, quando soprou, o som que saiu de um deles foi tão lindo que fez uma flauta. Por isso, ele passava o tempo tocando flauta (flauta de Pã). Os humanos, ao atravessarem a floresta, sentiam muito medo, pois, sabendo que ele dormia lá, entravam em “pânico”, pois Pã, quando dormia, ficava muito irritado se fosse acordado. Na mitologia romana, Pã é conhecido por Lupércio. Na Idade Média, a figura foi confundida com a do Diabo, que é considerado mal. A partir da figura mítica acima ilustrada, podemos refletir nossa afetividade. Nosso interior pode estar ouvindo lindas melodias ou, de repente, entrar em pânico, porque estamos nos sentindo ameaçados por uma situação desconhecida, afetando, assim, nossas relações. A dor, quando é insuportável, restringe o uso da razão, e o que ocorre, muitas vezes, é desafeto. É importante mantermos a serenidade diante das circunstâncias que se nos apresentam e buscarmos o discernimento para agirmos de modo adequado nas relações: estamos tendo a paciência com as crianças e os idosos? Estamos sendo humildes ao aprender um serviço que não era executado? Somos compreensivos com o outro que cometeu uma pequena falta? Somos perseverantes diante da dificuldade? Ou usamos a tortura? Nossas relações têm várias dimensões: psicopessoais, sociais, culturais, socioambientais. Em cada uma delas, devemos perceber como anda a repercussão de nossas atitudes, condutas na família, no círculo de amizade, no trabalho, no lazer, na comunidade religiosa. A preocupação com o outro é um indicador importante, pois a vida é como um “bumerangue”: o que você lança voltará. Nesse sentido, nossa relação com o meio ambiente está retornando aos poucos. Procuremos cultivar mais flores e frutos, cuidar melhor dos animais, cultivar a paz a nosso redor. Cada semente plantada é uma árvore em potencial, já dizia um filósofo antigo. Então cada gesto solidário é um bem à coletividade. Cada palavra dita será uma nova história escrita. Cada oração será fruto do coração.Seja solidário, solidária! Respeite! Se preciso for, denuncie! Maria Terezinha CorrêaMestre em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, Teologia pelo Mater Ecclesiae, professora de Filosofia, filiada à ABA, APEOESP e SBPC; membro da Comissão de Prevenção à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa pertencente à Arquidiocese de Florianópolis.

A manutenção da vida depende da preservação dos oceanos

O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado em 8 de junho. Os oceanos são extensas áreas de água salgada que cobrem cerca de 71% da superfície do planeta e somam 97% de toda água da Terra. Eles têm extrema importância ecológica, sociocultural, econômica e política, a começar pela manutenção da vida. São responsáveis por regular a temperatura do planeta, produzir grande parte de oxigênio, por meio de microalgas, abrigar inúmeras espécies e também desempenhar um papel muito importante na alimentação, extração mineral, transporte, turismo, divisão de fronteiras e geração de renda. Por conta disso, são fundamentais para a sobrevivência de todos os seres vivos. Apesar de toda a amplitude, as atividades humanas podem causar danos irreparáveis aos oceanos e à vida marinha, pois estão sendo ameaçados pela superexploração dos biomas, gestão inadequada do lixo e do esgoto, e por padrões produtivos altamente poluentes. Com a demanda global por peixe crescendo a cada ano, locais de pesca em todo o mundo estão entrando em colapso por causa de práticas pesqueiras insustentáveis. Isso afeta, de forma significativa, populações de animais marinhos, colocando-os em risco de extinção. A aceleração do aquecimento global gera grandes desafios. O Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas, Oceanos e Criosfera, divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2019, apontou que os oceanos estão mais quentes, mais ácidos e menos produtivos, o que ameaça uma ampla gama de espécies marinhas. O nível do mar está aumentando duas vezes mais do que no último século. Até 2100, ele pode se elevar acima de um metro se as emissões de gás carbono continuarem a subir intensamente, isso porque os oceanos absorvem mais de 25% das emissões de CO2. Em consequência, ocorrerão eventos extremos durante o aumento das marés e tempestades mais danosas. Há indicadores de que, com qualquer grau de aquecimento global, eventos que ocorriam uma vez a cada século no passado ocorram a cada ano, em diversas regiões, aumentando o risco para muitas cidades costeiras que estão abaixo do nível do mar ou regiões insulares. Sem investimentos, essas áreas podem ser expostas a progressivos riscos de enchentes, e algumas regiões insulares podem se tornar inabitáveis. Outra e mais visível ameaça aos oceanos é a poluição causada pelo descarte de resíduos sólidos e químicos, lançados diariamente nas águas. De acordo com a WWF (World Wildlife Found), conforme dados publicados em 2019, 14 bilhões de toneladas de lixo são acumulados nos oceanos todos os anos. Essa imensa quantidade de resíduos produz o aparecimento de organismos que prejudicam a vida marinha e comprometem o percentual de alimentos. Mais de 50% das tartarugas marinhas morrem por ingerir alguma forma de lixo. Cerca de 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos são formados por plástico. Algumas estimativas apontam que, se não for diminuído o ritmo com que se descartam itens como copos, talheres, sacolas, canudos e garrafas descartáveis, os oceanos terão, até 2050, mais plásticos que peixes, e 99% das aves marinhas terão ingerido o material (ONU, 2018). Ainda há o problema dos microplásticos, presentes em produtos de higiene e roupas, que são lançados no mar por meio dos esgotos. Ainda é impossível retirá-los dos oceanos por causa do seu pequeno tamanho. Pesquisas do Greenpeace indicam que pelo menos 51 trilhões de partículas de microplástico já estejam em nossos mares atualmente. Isso coloca em risco não apenas os animais que ingerem esse lixo, mas também os humanos, que comem o material ao consumirem frutos do mar. Embora os problemas possam parecer intratáveis, é possível ajudar por meio de mudanças de atitudes. Então o que fazer para frear esses efeitos? 1. Reduzir o consumo de plástico São necessários pelo menos 450 anos para que uma garrafa plástica se decomponha e desapareça do meio ambiente. Em vez de continuar consumindo esse tipo de produto, substitua-o por uma garrafa de aço inoxidável que não seja descartável. Escolha produtos reutilizáveis, pois minimizam a quantidade de lixo gerado. 2. Diminuir a pegada de carbono Isso significa optar por deslocar-se de bicicleta ou transporte público, em vez de usar o carro; diminuir o consumo geral de energia; usar fontes de energia “verdes”, como a energia solar e a eólica; e fazer escolhas mais conscientes sobre o que comer e o que comprar. 3. Antes de comprar peixes ou frutos do mar, verificar a procedência Ajudar a reduzir a procura de espécies exploradas, ao optar por aquelas que sejam saudáveis e sustentáveis. 4. Participar de ações de limpeza das praias Depois de aproveitar o tempo na praia, é necessário se assegurar de que está deixando o espaço limpo. Organizar ações de limpeza com amigos, familiares, ONGs ou até mesmo sozinho é uma grande medida para evitar a contaminação dos mares. 5. Apoiar organizações que protegem e monitorem a vida marinha Há institutos e organizações nacionais que lutam para proteger os habitat dos oceanos e a vida marinha. Essas entidades necessitam de apoio financeiro ou de voluntários para trabalhos de campo ou na defesa de direitos. No Brasil, existem várias organizações dedicadas ao monitoramento, proteção e conservação dos oceanos e animais marinhos, como o Projeto Tamar, o Instituto Baleia Franca, o Projeto Verde Mar, o Mar Limpo e muitos outros. Sem ação direta e governamental, o futuro do planeta é sombrio. Toda a vida na Terra está ligada aos oceanos e àqueles que os habitam. Quanto mais se aprende sobre os desafios que enfrenta esse sistema vital, mais se empenhará na defesa da sua sustentabilidade, por isso é necessário partilhar o conhecimento para educar e inspirar outros. Izabela Mendes de Paula, graduada em Ciências Biológicas, especializada em Educação Ambiental. Atualmente é auxiliar de laboratório do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. _________ ReferênciasWWF – WWF Brasil. Disponível em: www.wwf.org.br. Acesso em 5 jun. 2020. INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE IPCC. The special report on climate change, oceans and cryosphere. Cambridge: Cambridge University Press, 2019.

Solenidade da Santíssima Trindade

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16-18) Hoje celebramos o mistério insondável de Deus, a Santíssima Trindade. Durante os primeiros séculos de sua existência, a Igreja lutou com dificuldades para expressar em palavras o inexprimível: a natureza do Deus em que acreditamos. Chegou à expressão profunda do Credo Niceno-Constantinopolitano o qual celebra o Pai “Criador de todas as coisas”, o Filho “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial com o Pai”, e o Espírito que “dá a vida, e procede do Pai e do Filho”. Mas mesmo essas expressões tão profundas não conseguem explicar a Trindade, pois, se Deus fosse compreensível à mente humana, não seria Deus! Dentro das limitações da linguagem humana, tentamos expressar o mistério da Trindade como “três pessoas em uma única natureza”. Mas, mais importante do que encontrar fórmulas filosóficas ou teológicas abstratas para expressar o que, no fundo, não é possível definir, é descobrir o que a doutrina da Trindade pode nos ensinar para a nossa vida cristã. Talvez o livro de Gênesis possa nos ajudar. Lá se diz que Deus “criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher” (Gn 1,28). Se somos criados à imagem e semelhança de Deus, é de um Deus que é Trindade, que é comunidade, unidade perfeita na diversidade. Assim, só podemos ser pessoas realizadas quando vivemos comunitariamente. Quem vive só para si está destinado à frustração e infelicidade, pois está negando a sua própria natureza. O egoísmo é a negação de quem somos, pois nos fecha sobre nós mesmos, enquanto fomos criados à imagem de um Deus que é o contrário do individualismo, pois é trinitário. No mundo pós-moderno, onde o individualismo social, econômico e religioso é tido como critério fundamental da vida, a doutrina da Trindade nos desafia para que vivamos nossa vocação comunitária, criando uma sociedade de partilha, solidariedade e justiça, no respeito do diferente do outro, pois fomos criados à imagem e semelhança desse Deus que é amor e comunhão. O texto evangélico nos faz lembrar que somos continuadores da missão da Trindade encarnada em Jesus de Nazaré: a de testemunhar o Reino de Deus, vivendo em comunidade o projeto de Jesus, o missionário do Pai, que nos congregou na Igreja pela ação do Espírito Santo. Quando criarmos comunidades alternativas de solidariedade, fraternidade, justiça e paz, estaremos vivendo na imagem e semelhança do Deus Uno e Trino, comunidade e comunhão perfeita, que nos convida a participar da sua própria vida. A festa de hoje não é de um mistério matemático (como se fosse possível explicar “três em um”), mas do mistério do amor de Deus, que nos criou para que vivêssemos comunitariamente à sua imagem e semelhança. É, portanto, ao mesmo tempo, celebração e desafio, para que tornemos cada vez mais concreto o projeto de Deus para toda a humanidade, no caminho do discipulado de Jesus. Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.

Tríduo à Santíssima Trindade

Tríduo – 3º dia: Deus, Espírito da Comunicação Comunicar é criar comunhão – tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, das missionárias servas do Espírito Santo. Chegamos ao terceiro dia do tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade. Com muita gratidão, invoquemos a Santíssima Trindade, traçando sobre nós o sinal da cruz: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Oração inicial Ó Deus Uno e Trino,Pai, Filho e Espírito Santo,Vós que sois amor, compaixão e bondade,vinde em nosso socorroneste momento de intenso sofrimentopelo qual a humanidade inteira atravessa,por causa da pandemia do coronavírus. Ajudai-nos também a superar a situação de crisepolítica, econômica e social em nosso país,dando-nos a força da uniãoe transformando nosso coração para que,por nossos pensamentos, palavras e ações,sejamos presença de paz, solidariedade e alegriapara todos os que estão a nosso redor. Somente com vossa graça, ó Trindade Santa,podemos encontrar mais vida, amor e esperançae fazer este mundo melhor. Amém. Deus, Espírito da Comunicação (texto do Manual de Comunicação SSpS, pág. 21) “O Espírito Santo é o agente central de comunicação entre as Pessoas Divinas, entre os seres humanos e entre a Trindade e a humanidade, e vice-versa. O Espírito de amor é a fonte da vida que gera comunhão e faz frutificar toda a ação evangelizadora da Igreja. Como batizados, somos chamados a experimentar em profundidade o dom da comunicação como ‘realização’ da missão do Espírito no mundo e na própria Igreja. O Espírito Santo é aquele que nos dá sabedoria e conselho para discernir o que comunicar e de que maneira. Ele nos dá entendimento e conhecimento para revelar o significado das situações e acontecimentos, e sua relação com o plano de Deus. Ele dá piedade e temor do Senhor para nos abrir à vontade de Deus em uma atitude de profundo respeito por sua presença manifesta nas pessoas e em toda a criação. E, finalmente, Ele dá coragem e fortaleza para nos manter fiéis e coerentes com a mensagem que recebemos e professamos, com todas as suas consequências.” Reflexão O momento atual exige de nós resiliência e novas atitudes em nosso ser e agir missionários. Como experimentamos o amor do Espírito Santo em nossa vida pessoal e o comunicamos em nossa família na comunidade e na missão? De que forma Ele nos ajuda a ser resilientes? Preces espontâneas Pai-Nosso Oração final Ante a luz do Verbo e o Espírito da graça, afastem-se as trevas do pecado e a noite da incredulidade. E viva o Coração de Jesus em nossos corações e nos corações de todas as pessoas. Amém. Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas!

Por que a reciclagem é importante para o meio ambiente?

Quando se trata de cuidar do meio ambiente, um dos vilões é a produção desenfreada de lixo. Considerando o acúmulo de resíduos sólidos que afetam a natureza e destroem o meio ambiente, a reciclagem é de vital importância, segundo a assistente social Camille Carletti, coordenadora de Projetos Socioambientais do Cefopea (Centro de Formação Profissional e Educação Ambiental), na Zona Leste de São Paulo-SP. “A reciclagem é fundamental e faz parte de uma cultura que leva em conta nossa própria sobrevivência e que se baseia no consumo consciente”, lembra Camille. Para ela, “a reciclagem não está à margem da sociedade, faz parte do dia a dia, mas a população ainda precisa ser amplamente conscientizada”. Quem pratica a separação do lixo, em sua opinião, são as pessoas com melhor formação e que conhecem os benefícios do reaproveitamento de resíduos. Ressaltou também a importância de informar continuamente a população sobre como reciclar, onde e quando há coleta seletiva, e o que pode ou não ser reciclado. O Cefopea é um projeto vinculado à Associação Reciclázaro e tem como objetivo ensinar práticas ambientais, sensibilizar e aproximar os visitantes às tecnologias sustentáveis e também à produção de alimentos naturais. Segundo Camille, “o Cefopea é um oásis na cidade de São Paulo”. Ela explica que a entidade oferece cursos profissionalizantes, workshops voltados a temas ambientais, incubação de negócios para geração de renda e visitas monitoradas para estudantes de escolas públicas e privadas. Para manter o espaço, vende os próprios produtos, como mudas, biofertilizantes, terra adubada e oferece cursos. Da incubadora de negócios surgiram a cooperativa de reciclagem, a padaria e a cooperativa de jardinagem, que funcionam no mesmo local. A Cooperativa Vitória do Belém reúne 18 cooperados que trabalham na reciclagem e tiram daí seu sustento, produzindo de 30 a 40 toneladas de material por mês. Por causa da pandemia do coronavírus, no momento, encontra-se fechada por ordem da Prefeitura de São Paulo, e os cooperados estão recebendo um auxílio financeiro. Segundo Camille, o Cefopea contribui na educação ambiental de pessoas de diferentes classes sociais e faixas etárias. Nas visitas monitoradas, os alunos de escolas públicas e particulares têm a oportunidade de estar em contato com a natureza e conhecer o processo de produção de alimentos e de reaproveitamento de resíduos orgânicos, como a compostagem de folhas e galhos resultantes da poda do próprio espaço, de restos de alimentos e o minhocário. Há também oportunidade para o voluntariado, com a participação de empresas, e um intenso trabalho social para as populações mais vulneráveis. Nestes últimos meses, a opção são os workshops on-line, já que as atividades presenciais não são possíveis. Camille destaca que a pandemia do coronavírus traz um aprendizado: “refletir sobre o que, de fato, é importante para nossa vida e o que podemos relevar”, especialmente “termos consciência dos nossos consumos, hábitos e valores” e que “qualquer atitude individual impacta no coletivo”. Como o Cefopea está ligado à Associação Reciclázaro, Camille apresenta os três eixos que pautam a entidade: social, ambiental e econômico. “Além de trabalharmos as questões relacionadas ao meio ambiente, também trabalhamos pessoas, seres humanos que, muitas vezes, foram desprezados pela vida. Nossa missão é de construir um caminho novo”, relata. Por ser uma organização sem fins lucrativos, a sustentabilidade é sempre um desafio. Mas, graças a iniciativas, como o empório orgânico Grão em Grão, localizado no bairro da Vila Romana, na capital paulista, com objetivo de oferecer produtos naturais a preços justos e o apoio de muitos doadores, o trabalho segue em frente. “Acredito que, neste momento de pandemia, a cultura da doação ficou mais evidente, e essa cultura tem que continuar”, conclui Camille. Em favor do planeta e do ser humano Camille dá algumas dicas sobre como separar e entregar resíduos para reciclagem. São ações simples que fazem grande diferença para o planeta e para a vida de muitas pessoas. Veja: • Tenha pelo menos dois cestos de resíduos em casa: um para o material reciclável e outro para o lixo comum. • Ao descartar o resíduo, é importante lavar as embalagens, para evitar atrair vetores. • Coloque o material reciclável numa embalagem de cor clara e o lixo comum num saco preto. • Atente-se aos dias da coleta seletiva em sua rua (para mais informações, consulte o site das concessionárias responsáveis pela coleta em sua cidade. Em São Paulo, é a Loga ou a Ecourbes). • Ou procure um PEV (ponto de entrega voluntária) para descartar seu material. • Quando puder, conheça o trabalho de uma cooperativa de reciclagem. Para conhecer mais sobre as diversas ações da Associação Reciclázaro e saber como contribuir, acesse www.reciclazaro.org.br.

Tríduo à Santíssima Trindade

Tríduo – 2º dia: Deus Filho, Comunicador. Comunicar é criar comunhão – tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, das missionárias servas do Espírito Santo. Ao iniciar o segundo dia do tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, vamos abrir nossos corações à presença amorosa de Deus, fazendo o sinal da cruz: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Oração inicial Ó Deus Uno e Trino,Pai, Filho e Espírito Santo,Vós que sois amor, compaixão e bondade,vinde em nosso socorroneste momento de intenso sofrimentopelo qual a humanidade inteira atravessa,por causa da pandemia do coronavírus. Ajudai-nos também a superar a situação de crisepolítica, econômica e social em nosso país,dando-nos a força da uniãoe transformando o nosso coração para que,por nossos pensamentos, palavras e ações,sejamos presença de paz, solidariedade e alegriapara todos os que estão a nosso redor. Somente com vossa graça, ó Trindade Santa,podemos encontrar mais vida, amor e esperançae fazer este mundo melhor. Amém. Deus Filho, Comunicador (texto do Manual de Comunicação SSpS, pág. 20) “Pela encarnação do Filho em Jesus Cristo, Deus comunicou seu mais alto compromisso com a humanidade. Para se comunicar com o ser humano, falar a mesma língua e ser entendido, Deus se torna um de nós: ‘E o Verbo se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1, 14). Jesus, a Palavra Divina, pela encarnação, torna-se o Comunicador do Pai-Mãe. Em sua experiência humana, Jesus estabelece a ponte de aproximação com Deus e revela que Deus é o Pai de amor, bondade e compaixão. Sua paixão pelo Pai faz dele o irmão de todas as pessoas, especialmente das mais desprezadas e privadas de sua dignidade. Para revelar o amor do Pai, cura os enfermos, dá vista aos cegos, acolhe as crianças e divide o pão. Fala em parábolas, numa linguagem que todos podem entender, usa imagens e símbolos e se entrega a si mesmo na Eucaristia. Jesus comunica quem Ele é e se entrega na totalidade de seu amor, dando sua própria vida. Assim, Jesus se torna o modelo de todo comunicador. Ele personifica, em si mesmo, a mensagem de Deus e a vive até suas últimas consequências.” Reflexão O momento atual nos chama a reinventar o modo pelo qual realizamos nossa missão. Como vivencio e anuncio o amor de Deus Filho, o Comunicador do Pai, por meio de minha vida pessoal, familiar e profissional? Preces espontâneas Pai-Nosso Oração final Deus, verdade eterna.Cremos em vós. Deus nossa força e salvação.Esperamos em vós. Deus bondade infinita.Nós vos amamos de todo o coração. Enviastes o Verbo como Salvador do mundo.Que nele sejamos todos um. Infundi-nos o Espírito do Filho.A fim de glorificarmos o vosso nome. Amém. Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas!

Santíssima Trindade: comunicar é criar comunhão

No domingo, 7 de junho, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade. Infelizmente, a beleza e a profundidade dessa celebração, em geral, ficam escondidas, e não damos a ela o devido valor. Agora ainda mais, uma vez que não podemos ir à igreja e rezar junto com nossa comunidade paroquial, por causa da pandemia causada pelo coronavírus. Para nos ajudar a viver mais profundamente nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, compartilhamos o tríduo que vamos rezar em nossas comunidades. É uma oração simples, que pode ser celebrada individualmente ou em família, começando na quinta-feira e concluindo no sábado. Neste tríduo, partilhamos um pouco do que temos de mais profundo e precioso da nossa espiritualidade trinitária e de nosso carisma missionário. Os textos foram tirados do Manual de Comunicação e Tecnologia das Missionárias Servas do Espírito Santo (páginas 20 e 21). As orações fazem parte de nossa tradição e foram compostas por Santo Arnaldo Janssen, com exceção da oração inicial, que é um apelo à Santíssima Trindade para nos ajudar a superar o sofrimento gerado pela pandemia e a crise política, econômica e social que o Brasil está enfrentando. Qual o significado da Santíssima Trindade para você? A Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), conforme o Catecismo da Igreja Católica, “É o mistério central da fé e da vida cristã”. Mas o que isso significa concretamente na nossa vida, no dia a dia? De que maneira me relaciono com o Deus Uno e Trino, ou seja, o Deus único em três pessoas diferentes? Uma vez, conversando com uma professora católica, muito envolvida em um movimento de vida cristã, fiquei surpresa com a bela imagem que ela utilizou para explicar o mistério da Santíssima Trindade. Ela partiu de sua própria experiência de esposa e mãe, e dizia que a única vez que nós, seres humanos, podemos fazer a experiência concreta de “três pessoas em uma só” é no momento da concepção de uma criança. O casal, unido pelos laços do amor, entrega-se totalmente um ao outro, formando “um só corpo e uma só carne”. Nesse momento, uma nova vida é gerada. A Trindade é a fonte geradora de toda a vida. Para mim, o universo, em sua beleza e imensidão, é o transbordamento do amor infinito de Deus Pai pelo Filho, no Espírito Santo. Um amor que não poderia ficar guardado só entre eles, mas se expandiu na criação de tudo o que existe e dos seres humanos como herdeiros da vida divina. Por isso trazemos dentro de nós essa centelha eterna e somos chamados a participar da própria vida de Deus Uno e Trino. Assim entendo o ser filha, filho de Deus. Toda a nossa vida cristã está imersa no amor da Trindade. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito e, durante toda a nossa existência na terra, somos sustentados pela graça divina, até o momento em que voltamos para a Casa do Pai, onde Jesus nos prometeu que prepararia para nós uma morada (cf. Jo 14,3). Nós, missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), temos uma relação muito especial com a Trindade. Ao nos consagrar como servidoras do Espírito Santo, entramos na dinâmica da comunhão com o Pai e também com o Filho. Portanto tudo o que somos e fazemos busca “Proclamar e testemunhar o amor salvífico de Deus Uno e Trino entre todos os povos” (Constituições SSpS, 501). Tríduo – 1º dia: Deus Pai-Mãe, Criador Comunicar é criar comunhão – tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, das missionárias servas do Espírito Santo. Iniciemos o primeiro dia do tríduo em preparação à Solenidade da Santíssima Trindade, tomando consciência do que significa fazer o sinal da cruz: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Oração inicial Ó Deus Uno e Trino,Pai, Filho e Espírito Santo,Vós que sois amor, compaixão e bondade,venha em nosso socorroneste momento de intenso sofrimentopelo qual a humanidade inteira atravessapor causa da pandemia do coronavírus. Ajudai-nos também a superar a situação de crisepolítica, econômica e social em nosso país,dando-nos a força da uniãoe transformando o nosso coração para que,por nossos pensamentos, palavras e ações,sejamos presença de paz, solidariedade e alegriapara todos os que estão ao nosso redor. Somente com a vossa graça, ó Trindade Santa,podemos encontrar mais vida, amor e esperançae fazer este mundo melhor. Amém. Deus Pai-Mãe, Criador (cf. Manual de Comunicação SSpS, pág. 20) “Amados pelo Pai-Mãe e criados à imagem e semelhança de Deus, somos chamados a viver em comunhão com o Deus Uno e Trino, com outras pessoas, entre nós como família, como comunidade e com toda a criação. O dom da comunicação nos ajuda a crescer nos relacionamentos e a participar do processo contínuo da criação como cuidadores da Casa Comum, o universo do qual fazemos parte. Em nossa interioridade, pela oração, podemos entrar em diálogo com Deus. Conversando com as pessoas, escrevendo, criando obras de arte, usando os meios de comunicação de massa e a mídia digital, expandimos nosso ser, compartilhando nossos pensamentos e recebendo experiências e conhecimentos de outras pessoas para o aperfeiçoamento de nossa cultura.” Reflexão O momento atual nos desafia a encontrar novas maneiras de ser missionários. Como testemunhamos o amor de Deus Pai-Mãe em nossa vida pessoal, familiar e com as outras pessoas com quem nos relacionamos? Preces espontâneas Pai-Nosso Oração final: Conhecido, amado e glorificado,Seja por todos os povos,O Deus Uno e Trino.A onipotência do Pai,A sabedoria do FilhoE o amor, o amor do Espírito Santo. Amém. Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas!

Sobre respirar…

Na primeira respirada de cada um, choro de vida.Entre a primeira e a última respiração, a vida se faz.O direito à vida pode ser traduzido pelo direito de respirar.Direito de crescer respirando proteção da família e da comunidade.Direito de respirar o ar do conhecimento que sopra nas escolas. Possibilidade permanente de encher os pulmões de ar puro e, para os afortunados, até sentir o Espírito que sopra. Há que se ter um planeta sustentável, com justiça social. Há que se ter justiça social para o planeta se sustentar. O direito de respirar ganha forma, conteúdo, cadência e intensidade.A alguns nem o direito de respirar é assegurado.Entre a primeira e a última respiração, a vida se (des)faz.Nas estatísticas, o direito de respirar ganha cor e contornos inaceitáveis.Nos territórios de vulnerabilidade, a desproteção afeta. Nos tiram o fôlego:a morte súbita, o tiro que cala;a mortalidade precoce da juventude;a violência policial que assassina;o feminicídio;o massacre e da população LGBT+ e da população indígena;1 a infância perdida;negros na mira: a desigualdade na letalidade racial;a fome. Tempos de respiração dolorida.Tempos de respiração protegida em contexto de pandemia. Quando você estiver usando máscaras para se proteger e proteger a vida em comunidade, e sentir falta de ar, lembre:esta é a única falta de ar que salva vidas!Use máscaras e vamos seguir desmascarando essa falta de cidadaniAR. Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas. _______ Referências_________________________________[1] LGBTI+ é a sigla para “lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros e intersexuais”. Doravante incluiremos ainda o “+”, utilizado pelo movimento gay para fazer alusão à visibilidade de casos de assassinatos de heterossexuais sob motivações homofóbicas, tendo sido a vítima confundida com gays ou lésbicas. https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/

Vida e meio ambiente são prioridades das congregações Vivat Brasil

Certas de sua missão em defesa da integridade da Criação e testemunhas do reino da vida plena, 13 congregações religiosas associaram-se à Vivat Internacional, organização não governamental (ONG) reconhecida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU). O nome Vivat expressa o profundo desejo de que tudo o que existe possa viver; que todos, todas vivam e deixem viver toda a Criação. Com essa esperança, as congregações instalaram a Vivat Brasil, que conta com aproximadamente 1.200 religiosos e religiosas. Estes assumem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU) e priorizam: • a erradicação da pobreza;• a mulher e a questão de gênero;• o desenvolvimento sustentável; e• a cultura de paz. Abraçam também outras temáticas, como boa saúde e bem-estar, educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Todos esses objetivos se transformam em ações sociopolíticas que reverberam o bem comum, em todo o território nacional, com destaque à preservação do meio ambiente, ao compromisso com os direitos humanos e democráticos. A luta diária desses religiosos e religiosas e o que fazem são apresentados no Relatório Vivat Brasil 2020, o qual estamos disponibilizando para download. Se você quiser conhecer e ajudar a fortalecer o trabalho da Vivat Brasil, compartilhe em suas mídias sociais: __________________________________________ Conheça as congregações-membros da Vivat • Sociedade do Verbo Divino (verbitas)• Missionárias Servas do Espírito Santo• Congregação das Irmãs da Santa Cruz• Missionários Combonianos do Coração de Jesus• Irmãs Missionárias Combonianas• Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (scalabrinianas)• Missionários Oblatos de Maria Imaculada• Congregação das Irmãzinhas da Assunção• Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo• Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos)• Irmãs Missionárias do Santo Rosário• Irmãs Missionárias do Espírito Santo (espiritanas)• Congregação do Espírito Santo (espiritanos)• Congregação das Irmãs de Jesus Bom Pastor (pastorinhas) – convidada Em defesa do meio ambiente Iniciando a Semana do Meio Ambiente, o comboniano padre Dario Bossi, membro da Vivat Brasil, faz uma análise da atual realidade e afirma que “nunca ficou tão evidente a ameaça que está sendo posta ao meio ambiente no Brasil. Podemos escutar, pelas próprias palavras do ministro responsável por essa pasta, que há um desenho deliberado de desmonte e de entrega do patrimônio ambiental brasileiro para outros interesses”. Segundo padre Bossi, que atua diretamente com ações de proteção ao ecossistema, esses interesses “são para o extrativismo predatório, que, por sinal, tem sido um modelo econômico imposto nas regiões latino-americanas desde a época da colônia, e nunca muda”. Se, atualmente, é impossível contar com o Poder Público, na defesa do meio ambiente, então a quem recorrer? Para o padre comboniano, quem pode ajudar a resgatar outras formas de relação com o ecossistema são exatamente aqueles que habitam nele. “Por habitar nos territórios, nas diversas regiões e biomas, as pessoas têm no coração o valor profundo do cuidado, o valor das raízes, da espiritualidade que as vinculam a um território. Também, pelas suas memórias, pelo vínculo com os antepassados, ou como dizem nossos povos quilombolas ou indígenas, ‘pelos encantados que vivem nestes territórios’”, defende. Com a atenção da mídia totalmente voltada para o covid-19, precisamos ficar atentos para que medidas contrárias à proteção do meio ambiente não sejam aprovadas às escondidas e que as pautas relacionadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) não sejam ignoradas. Há 48 anos, quando foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas já afirmava: “Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença, podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem”.1 Será que alguma coisa mudou, aqui no Brasil, nestes 48 anos? Que compromissos foram assumidos e colocados em prática em prol da preservação da vida, do meio ambiente, do ecossistema? A Constituição Brasileira diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (artigo 225 da Constituição Federal de 1988). Ao lermos esse artigo da Constituição, já notamos uma profunda lacuna entre as legislações governamentais e sua prática. Se o meio ambiente é um fator primordial para a vida, principalmente para a espécie humana, então por que são tão poucas as ações para defendê-lo? Será que ainda precisaremos registrar outros mártires da Ecologia em nosso País? Miriam Bernardete de Souza é especialista em Linguística eComunicação Social, Educadora Social; facilitadora em Fundamentosem Justiça Restaurativa e Formação Cristã para a Cidadania. ________ [1] Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972). Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/. Acesso em 29 maio 2020.

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