Uma Páscoa diferente

Neste período de pandemia, em que os alunos estão em casa de férias ou tendo aulas on-line, a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo está buscando, de muitas maneiras, manter o contato com as famílias e acompanhar os estudantes. Entre as muitas ações que vêm sendo realizadas com as famílias das comunidades educativas dos colégios, o trabalho realizado na Semana Santa merece destaque especial. Foram três passos que culminaram na celebração da Páscoa em família. Aqui vale observar a importância do processo que cada família realizou. Desde a preparação do espaço, a produção dos pães até o momento da celebração em si. Parece até que voltamos a celebrar do mesmo jeitinho que Jesus, na primeira páscoa, em nossas casas. A festa da fé, da esperança e da vida nova vivida na intimidade de nossos lares e em pequenos grupos. Olhando o texto bíblico, é curioso perceber o que fala sobre os preparativos da Páscoa. Aproximava-se a festa da tradição judaica que fazia memória da saída do povo do Egito, e o grupo de Jesus realizaria esse preceito. Surgiu, entretanto, um problema: eles não tinham uma casa para que pudessem se reunir. E Jesus encontrou uma solução: “Enviou então dois dos seus discípulos e disse-lhes: ‘Ide à cidade. Um homem levando uma bilha d’água virá a vosso encontro. Segui-o. Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: o Mestre pergunta: ‘Onde está a minha sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos?’. E ele vos mostrará no andar superior uma grande sala arrumada com almofadas. Preparai-a ali para nós.” (Marcos 14,13-15) Os discípulos encontraram aquilo que Jesus havia falado. Seguiram o homem da bilha, entraram na casa, e o dono do lugar disponibilizou uma grande sala, no andar superior. Ali os discípulos prepararam a ceia. Como podemos ler, não aparece o nome do homem que ofereceu a sala para Jesus e os discípulos celebrarem a Páscoa. Nos vídeos, veremos como tudo isso aconteceu nas famílias bem como a relação que a Rede de Educação tem buscado estabelecer com cada uma. Assista. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.

Creio na ressurreição da carne

Este tempo de Páscoa, sofrendo as consequências da pandemia da covid-19, vemos na ressurreição de Jesus uma grande esperança para todos nós. Jesus venceu a morte e a dor, e nele acreditamos que também nós vamos superá-la. Assim como em tantos momentos de nossas vidas pudemos contar com a graça de Deus, também agora depositamos nele a nossa fé. Quero aqui partilhar para todos a enorme graça que recebemos de nosso Deus misericordioso. E, antes de relatá-la aqui, considero que foi para nós uma grande oportunidade de despertar nos outros a fé que foi tão importante para toda nossa família, esta que manteve sempre a grande confiança em Deus. Foi um milagre, uma verdadeira ressurreição para ele, meu marido, Helvecio Bressan. Em 2016, ele enfrentou um câncer linfoma em três lugares: palato, tireoide e intestino. O primeiro sinal do milagre foi o fato de que ele não queria ir ao dentista e, mesmo assim, marquei a consulta. Como formamos uma só carne, há 48 anos, pelo sacramento do matrimônio, senti uma necessidade de marcar a consulta; fui impulsionada pela luz do Espírito Santo. Meu marido foi ao dentista e descobriu o câncer. Nesse período, nossa fé foi reforçada por muitas orações dos amigos de fé e, principalmente, por nosso grupo de missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT). Vou relatar um gesto de uma das integrantes desse grupo, que estava prestes a sair, devido a problemas de saúde. Maria Fernanda fez uma intenção de permanecer no grupo e ainda aceitou a indicação para a coordenação no grupo do Rio de Janeiro, apesar de ela morar bem distante. Com muita sinceridade em meu coração e com muita alegria, afirmo que Helvécio não sentiu, em nenhum dia, durante o tratamento com quimioterapia, enjoo e dor. Ele trabalhou em seu escritório de contabilidade, mantendo sua rotina. Somente ficou isolado por três dias, por indicação médica. Foi internado também por três dias, quando perdeu uma irmã de repente, e sua imunidade baixou muito, havendo então essa necessidade. A luta não foi fácil. Em momento algum, porém, pensei que ele fosse desistir e que meu apoio pudesse enfraquecer. Creio no poder de Deus e em seu amor. A fé que depositamos no Senhor nos manteve no caminho certo. A ressurreição aconteceu na vida de muitos amigos e familiares pelo exemplo de Helvécio, por sua força, fé, coragem, dedicação e disciplina em seu tratamento. Devemos ser eternamente gratos a ti, nosso Deus, pela dádiva da vida e por agora poder testemunhar que confiamos no “Deus da Vida” e na força da oração. O nosso Deus Uno e Trino está vivo no meio de nós. Ele ressuscitou. Aleluia! Rosiná Lopes BressanProfessora aposentada, trabalhou 27 anos no Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Rio de Janeiro-RJ, e é missionária leiga de Deus Uno e Trino.

Páscoa: compromisso com a vida

Há muito tempo que a humanidade não parava para se perguntar: para onde estamos caminhando? Nada mais oportuno do que o período em que estamos vivendo para refletir sobre o sentido da Páscoa, que, em hebraico, significa “passagem”. Percebe-se que, ao longo da História, surgiram aqueles que têm a missão de nos lembrar da importância da vida. Desde os tempos antigos, alguns homens surgiram como líderes espirituais para orientar o povo em que viviam, sejam eles chamados de xamãs, sacerdotes, sacerdotisas ou profetas, transmitiam revelações que norteavam o caminhar das tribos, dos clãs, das primeiras civilizações rumo a um “paraíso” ou a uma “terra onde corria leite e mel”, a exemplo dos patriarcas. A passagem moral e ética do ser humano passou a significar uma melhora de vida, apesar da existência de injustiças vistas como naturais, no caso, a escravidão. Com o crescimento das desigualdades entre os povos, homens e mulheres que não tinham direitos, diante dos poderosos, além dos dirigentes religiosos, surgiram os “conselheiros”, os intelectuais que buscavam criar uma vida boa mediante os recursos da época. Porém, em nossa caminhada humana, veio a figura do “Pastor que dá a vida por suas ovelhas”, dando o exemplo de que “quem quer ser o maior que seja o menor”. O Divino que se tornou humano veio “para servir e não para ser servido”, demonstrando, desde seu nascimento, o compromisso com a missão para que todos tenham vida e vida em abundância, que a vida não é só temporal, mas também espiritual. Nesse sentido, a experiência de libertação do poder egípcio por Moisés, conforme narra o livro do Êxodo, a Páscoa judaica passou a relembrar os quarenta anos de travessia no deserto, sendo que o povo, em sua caminhada, aprendeu a obediência à Lei, a paciência uns com os outros, a repartir os bens entre as famílias, a confiar, a ser perseverante diante das amarguras e fiel ao Deus da Aliança até chegar à Terra Prometida, onde encontraram uma vida de fartura. Passados muitos séculos, contudo, antes do histórico julgamento injusto de Jesus, como o Cristo celebrou a Páscoa? Com uma nova conotação ética. A atitude do Mestre exemplificou que a vida do ser humano deve ser integral. A passagem pelos quarenta dias no deserto nos ensina que, em nossa existência, devemos aprender a viver o jejum dos desejos, a praticar a humildade no servir e a não sucumbir diante do poder (Lc 4,1-12). Além disso, os ensinamentos da Boa-Nova nos propõem exercitar o perdão das ofensas, a partir da reconciliação; o respeito e a fidelidade nas relações interpessoais; a honestidade sempre, sem usar de falácias; a orar pelos inimigos e não apenas por aqueles que nos querem bem; a viver a sinceridade, sem injúrias, para assim celebrarmos as bem-aventuranças (Mt 5,1-48). Desse modo, a prática do bem será o passaporte para a verdadeira Páscoa, em que a “senha” cristã é a caridade, o amor ao próximo. Essa caridade se torna “caridade social” que busca amar o bem comum, o bem de todas as pessoas, individual e socialmente. Por isso celebrar a Páscoa cristã é praticar a justiça que é samaritana (Texto-base CNBB CF 2020, p. 57). Em tempos de calamidades, é fundamental mantermos a fé e a união, sermos “sal e luz” (Mt 5,13-16), onde quer que estejamos, para garantirmos a vida de forma plena. Sermos solidários nos momentos de crise é uma demonstração não só de humanidade, mas também de generosidade fraterna, de compromisso com a vida de todos os que nos rodeiam. Para celebrar a Páscoa, portanto, devemos refletir: como estou caminhando? Com quem estou caminhando? Estou seguindo os passos do Mestre? Lembremos que, tanto na Páscoa judaica quanto na Páscoa cristã, foi necessário para a travessia dos desertos a relação com o outro e consigo mesmo. Percebe-se que, durante o percurso pascoal, devemos seguir com ânimo e, para isso, carregarmos no coração a memória da Eucaristia: a partilha do pão, como aconteceu com dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24,13-32). Assim, celebremos a Páscoa como compromisso da vida, assumindo a missão altruísta de vivenciarmos a esperança, a justiça social aos nossos semelhantes, principalmente aos mais necessitados, como fizeram os primeiros cristãos e fazem os autênticos seguidores contemporâneos do Cristo ressuscitado. Por isso nossa missão é continuar resgatando a vida, ver, sentir e cuidar uns dos outros. Uma abençoada Páscoa a todos! Maria Terezinha Corrêa, mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à Apeoesp, ABA e SBPC.

Mensagem de Páscoa das missionárias SSpS

“Este é um momento único que, se soubermos vivenciar, na profundidade de seu significado, pode trazer uma grande transformação para todos nós.” Irmã Maria Percila Vieira é a Coordenadora Provincial das missionárias servas do Espírito Santo da Província Stella Matutina e, diante da situação que todos estamos enfrentando por causa da pandemia, envia esta mensagem de Páscoa, com uma palavra de esperança e de encorajamento para todas as irmãs, colaboradores e colaboradoras, parceiros e parceiras da missão, amigos e todas as pessoas, especialmente as famílias, ligadas direta ou indiretamente à nossa missão. Esta mensagem é para você! Aproveite e receba os nossos votos de uma feliz e abençoada Páscoa!

Celebre a Páscoa com a gente

A Dimensão Missionária da Rede de Educação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo preparou, para os alunos, familiares e educadores dos colégios e centros educativos, três momentos para ajudar a comunidade educativa a pensar, sentir e viver a Páscoa em tempos de distanciamento social. A ideia é trazer a identidade de Rede para este momento tão especial para nós, cristãos. A seguir, apresentamos as três ações e um pouquinho de como cada uma foi pensada. Celebre com a gente e uma feliz Páscoa a todos! Primeira ação Hoje convidamos vocês a refletirem sobre a história da margarida diferente. Todos nós sentimos falta de ouvir histórias, pois elas chegam ao coração, formando imagens com base na experiência sensorial da fala, ajudando-nos a vibrar com quem as narra. Assim Jesus gostava de ensinar. Ouçamos a história e levemos adiante essa ideia! Segunda ação Estamos nos preparando para celebrar o ponto mais alto de nossa fé, a Páscoa. Unamos nossos corações em prece para vivermos juntos este momento especial. Sugerimos que essa ação aconteça no almoço do domingo de Páscoa. Terceira ação Para celebrar a festa da esperança, vamos precisar de pessoas novas para um mundo novo. Para isso, a fé deve ser nosso norte. Fé na vida, fé nas pessoas, fé em dias melhores. Somos todos sementes do amanhã!

Por que esta semana é santa?

A Semana Santa é um tempo de vivência profunda da fé, no qual acompanhamos de maneira intensa o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, especialmente na Sexta-Feira Santa, no Sábado Santo e no Domingo de Páscoa. Este ano, no entanto, a Semana Santa será completamente diferente dos outros anos. Com a pandemia provocada pelo coronavírus, não poderemos participar das celebrações nas igrejas… Não haverá a missa do Lava-pés na Quinta-Feira Santa… Não haverá a adoração da cruz nem a celebração da paixão de Jesus na Sexta-Feira Santa… Tampouco haverá a Vigília Pascal com a bênção do fogo e a entrada triunfante do círio pascal. Também não teremos a missa do Domingo de Páscoa… Então, como esta semana será santa? Como vamos viver a nossa fé e celebrar o ponto culminante da vida cristã que é a Páscoa? Talvez, este momento de sofrimento que atinge todos os países, seja uma oportunidade de participar do mistério da paixão de Jesus, oferecendo nossa dor, nossas incertezas e perdas, a solidão do isolamento, o medo e a angústia que sentimos, unindo-nos ao sofrimento de Jesus para o resgate de toda a humanidade. Viver esta Semana Santa na fé é um grande desafio, mas somos convidados a fazer de nossa casa uma Igreja doméstica, a reunir nossa família e acompanhar pelas TVs católicas as celebrações das missas. Em comunhão espiritual, podemos nos unir a Jesus no dom de sua entrega total e rezar por todos os que estão sofrendo nos hospitais, e também por tantas pessoas que, a exemplo de Jesus, estão colocando a própria vida em risco para cuidar dos doentes ou prestar serviços essenciais. O que celebramos na Semana Santa é justamente o mistério da vida de Jesus e seu amor infinito, que se doa até o fim. É o esvaziamento do Deus que veio ao mundo como criança, ensinou o mandamento do amor e mostrou que é possível, em nossa humanidade, aproximar-nos do Pai e nos acolher como irmãos e irmãs, por que, em Deus, somos todos um. Mas talvez esta realidade ficou esquecida e foi necessário que um vírus invisível viesse nos mostrar que de fato somos um e o que acontece com os demais também nos atinge. A ressurreição de Jesus é a confirmação de tudo quanto Ele fez e ensinou. É o cumprimento da promessa da salvação de Deus que, em Jesus, liberta-nos da morte e nos convida a participar da vida plena. Mas, para chegar à ressurreição, Jesus enfrentou o sofrimento e a morte na Cruz. Nós também superaremos esta crise! Que Deus nos ajude a aprender de tudo o que estamos passando. Que Jesus nos dê a força da solidariedade para viver também o mistério da paixão, morte e ressurreição de toda a humanidade. Quinta-feira Santa Na verdade, o Tríduo Pascal começa na noite da quinta-feira, quando a Igreja recorda a última ceia de Jesus com os seus discípulos. Nessa missa, há o rito do lava-pés, em que Jesus revelou o caminho do serviço e do cuidado com o próximo. Conforme narra o Evangelho de São João, durante a refeição, Jesus pôs um avental, pegou uma toalha e lavou os pés dos seus discípulos. Depois os convidou a fazer o mesmo. Também lembramos a instituição da Eucaristia, quando Jesus, durante a ceia, tomou o pão e o vinho, e os deu aos discípulos, dizendo que eram o seu corpo e o seu sangue. Em todas as missas, fazemos a memória de Jesus, quando o padre consagra o pão e o vinho, que se tornam o corpo e o sangue de Cristo. Após a ceia, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, ou Getsêmani, e, sabendo o que estava para acontecer, colocou-se em oração diante do Pai e pediu que afastasse o cálice da dor e da morte, mas se entregou totalmente, dizendo “Faça-se a tua vontade e não a minha”. Naquela mesma noite, Jesus foi preso, humilhado, maltratado… Nas igrejas, no fim da missa dessa noite, o Santíssimo Sacramento é retirado do sacrário e levado para outro local, onde a comunidade fica em adoração. Sexta-feira da Paixão Recordando a paixão e a morte de Jesus, que ocorreram na sexta-feira, os católicos fazem um dia de jejum e oração. Acompanhamos a Via-Sacra de Jesus, desde seu julgamento injusto e condenação à morte, sua flagelação e o caminho até o calvário, carregando a cruz de todas as maldades humanas. A Sexta-Feira da Paixão está muito presente na religiosidade popular, pois, diante de todas as dificuldades que o povo enfrenta para sobreviver, identifica-se com Jesus sofredor. No Senhor, encontra forças e esperança para suportar os desafios da vida. Nas igrejas de todo o mundo, os católicos se reúnem pelas três da tarde para rezar na mesma hora em que Jesus morreu na cruz. É o único dia do ano em que não se celebra a missa. Não se tocam instrumentos musicais e até o altar fica completamente despojado. É feita a narração da paixão de Jesus e se reza por todas as situações do mundo. Na adoração da Cruz, os fiéis se aproximam e beijam o crucifixo. É costume também haver a meditação da Via-Sacra pelas ruas, muitas vezes com encenações, acompanhando os passos de Jesus até o calvário. Na Via-Sacra, rezamos também por todas as pessoas que sofrem injustamente ou são perseguidas, pela superação das forças da morte que oprimem a humanidade, como a fome, o desemprego, a falta de sentido, a falta de saúde, de moradia e tudo o que destrói a dignidade humana, como o abuso sexual, as drogas e tantos outros. Também recordamos Maria, a mãe de Jesus, que o acompanhou em todos esses momentos, entregando-o a Deus. Em seu sofrimento, ela foi corredentora. Em muitas comunidades, há a tradição de rezar as sete dores de Maria. Sábado Santo No Sábado Santo, nós lembramos Jesus na sepultura. É um dia de silêncio e reflexão. Somos convidados a experimentar o vazio e refletir sobre tudo o que Jesus fez e significa em nossa vida. Na

Encontro ao amanhecer (Jo 20,1-18)

Nos relatos da Páscoa, os evangelistas narram, de diversas formas, as experiências de encontro dos discípulos com Jesus ressuscitado. Neste breve escrito, porém, nós nos deteremos concretamente no encontro entre Jesus e Maria de Mágdala, narrado pelo evangelista João. É interessante observar os elementos que compõem a cena: tempo, lugar, agentes e ação: “No primeiro dia da semana, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada do lugar” (v. 1). Tanto Maria como todos nós, quando perdemos alguém que amamos, sentimos intenso desejo de recuar no tempo, para estarmos junto dessa pessoa e retê-la conosco. O fluxo narrativo dessa cena nos introduz a compartilhar da “hora zero” da salvação, ou seja, a participarmos da transição da morte para a vida, da escuridão para a luz (“bem de madrugada, quando ainda estava escuro”). Nesse primeiro versículo, vemos Maria totalmente tomada pelo luto, e isso lhe impede de compreender a ressurreição. Os dois primeiros verbos, “foi” e “viu”, movimentam já o posterior desenlace, pois descrevem a chegada de Maria ao sepulcro e a descoberta do túmulo vazio. A seguir, temos mais três verbos que nos situam na expectativa de um novo encontro: “corre” e “vem” até Pedro e o Discípulo Amado e lhes “diz”: “Tiraram do túmulo o Senhor e não sabemos onde o colocaram” (v. 2). Maria aparece ainda bem confusa. Nossa formação religiosa parece deter-se na crucifixão e deixar por entendida a experiência da ressurreição. Nessa ótica, a confusão de Maria perante os sinais da ressurreição torna-se sinal para sairmos do costume ritual, dos chavões e adentrar-nos na experiência da ressurreição de Jesus Cristo. Maria considerava o cadáver de Jesus como se fosse o Senhor Jesus e por isso retornou ao sepulcro: “Maria tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para olhar dentro do túmulo (v. 11)”. O primeiro momento dela é de desilusão. A descrição do estado de ânimo de Maria (ela chora) reafirma a incompreensão diante dos acontecimentos, pois ela ainda estava pressa à ideia de que a morte é o fim de tudo. Certamente o sepulcro vazio é uma prova de que Jesus não está mais ali, porém ainda não é a evidência definitiva da ressurreição. Entretanto nos chama a atenção a repetição do movimento: ela se “curva para ver dentro do túmulo: vê os anjos… Logo se vira para fora” e vê Jesus, mas não o reconhece; pensa que é o jardineiro (cf. vv. 12 e 14). Ou seja, Maria ainda não “entendeu” a aparição. “De fato, ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual Ele devia ressuscitar dos mortos” (v. 9). Seguindo o brevíssimo diálogo entre Jesus ressuscitado e Maria Madalena, notamos o processo de saída à luz de Maria. Pois, submersa na tristeza e na desesperança, não percebe que a vida é que vence a morte e não o contrário. Por isso, quando Jesus lhe pergunta por que ela chora e quem ela buscava, ela está mais ainda no escuro e não o reconhece. “Então Jesus falou ‘Maria!’. Ela voltou-se e exclamou em hebraico ‘Rabbuni!’, isto é, Mestre” (v. 16). O tom do diálogo agora é pessoal (“Maria!”, “A quem procurais”). Imediatamente Maria deixa de observar o túmulo e fixa o olhar no brilho do Senhor ressuscitado, o seu “Mestre”. Em nenhum momento Jesus se impôs, porém, deixando-se encontrar, tenta responder às inspirações mais profundas do discípulo, da discípula. Maria se encontra com Jesus vivo, início da nova Criação. E a experiência de ser amada e acolhida como discípula a fortalece para ir anunciar e testemunhar o Ressuscitado: “Vai dizer a meus irmãos: ‘Subo a meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’” (v. 17). Maria Madalena se torna então a primeira missionária na pregação e no ministério da Igreja: “‘Eu vi o Senhor!’, e contou o que ele lhe tinha dito” (v. 18). O caminho percorrido por Maria de Mágdala é o da fé, que passa pela crise para chegar a ver, face a face, o Ressuscitado. Existem experiências nas nossas vidas que, pelo seu impacto, jamais serão esquecidas. O encontro ao amanhecer é uma destas que marcaram os discípulos desde o começo. A partir de então, eles caminhariam numa relação de intimidade e convivência no amor com o Ressuscitado. Como Maria Madalena, alegremo-nos, pois Cristo está vivo e está presente entre nós! E seja de noite ou ao amanhecer, o Ressuscitado nos segue, chamando cada um pelo nome e nos espera no amor. Jesus Cristo confia em nós como confiou em Maria e em tantos outros discípulos e discípulas. Por isso nos envia a tecer relações de vida nova e a superar as ideologias de morte do capitalismo monopolista. Deixemo-nos interpelar pela experiência de Maria e que, no Espírito Santo, possamos hoje com ela dizer: “Eu vi o Senhor!”. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

“Tomem e comam”

“Desejei ardentemente comer esta ceia com vocês antes de sofrer” (Lc 22,14). Meu coração se consome de dor por ter de deixá-los. Por isso, invoquei o Pai, e Ele me concedeu uma maneira de continuar presente em cada um, cada uma de vocês. Meus sentimentos de amor, carinho e saudade já se antecipam à despedida. Sim, quero deixar-lhes um presente. Quero dar-lhes a mim mesmo como presente para que vocês possam continuar comigo. Como tudo que experimentei do Pai é verdadeiro, eis uma forma de permanecer, mesmo Eu tendo de partir. Quero tanto que vocês, meus discípulos e discípulas, experimentem em mim o que experimentei do Pai. E eu, mesmo partindo, continue tão vivo e presente em vocês como o Pai está em mim… Tinha de ser algo simples, mas profundo, capaz de transformar o mundo. Escolhi, então, a ceia, pois nada é tão íntimo como a amizade que nos une. E compartilhar o alimento representa a comunhão de nossas vidas. Então escolhi o pão, alimento que sustenta e sacia. Mas quero dar-lhes algo que seja mais que o pão. Quero lhes dar a mim mesmo! “Eu sou o pão da vida!” (Jo 6,35). Comam, isto é o meu corpo… Assim, alimentando-se de mim, minha vida circula em cada um de vocês. É a união perfeita do amor: Eu em vocês e vocês em mim. Assim, somos um, um único corpo. Da mesma forma, o sangue, derramado em sacrifício e redenção pelos pecados… É este sangue que lhes dou como bebida, este mesmo sangue gerado no ventre de Maria, alimentado com o amor do Pai e impregnado da essência da vida. O que melhor que o vinho para o assumir? O fruto da videira, esmagado e fermentado, transformado em espírito de festa e de alegria… O vinho da nova e eterna aliança, o vinho do nosso amor e amizade, e de tudo quanto compartilhamos… Este é o meu sangue! Tomai e bebei para que, circulando em suas veias, vocês possam participar da vida eterna que gozo junto do Pai. Venham! Aproximem-se. Este é o presente que lhes dou. Sou eu mesmo! Meu corpo e meu sangue! Agora não será mais despedida. Agora só encontro, permanência, comunhão. Não, não morrerei! A vida é mais forte do que a morte. Estarei com cada um, cada uma de vocês para sempre, e os alimentarei com meu corpo e meu sangue. Este é um compromisso eterno, selado com o sangue derramado na Cruz e confirmado pela Ressurreição. Venham, aproximem-se! Não há mais nada por que temer. Eu sou a VIDA, não existe mais a morte. Nem para mim nem para quem está comigo! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Encontro no Getsêmani

Os sinóticos narram o encontro de Jesus no Horto das Oliveiras, ou Getsêmani, enfatizando os dois fatos cruciais nesse lugar: a oração e a prisão de Jesus. Ambos os momentos estão impregnados de simbolismos e detalhes que devemos contemplar se almejarmos uma aproximação da experiência que os evangelistas nos querem transmitir, sobre a própria história da paixão de Jesus (ler Mc 14,32-42; Mt 26,36-46; Lc 22,40-46). Seguindo a narrativa de Marcos (14,32-42), a oração no Horto nos insere no quadro do chamado de Jesus aos discípulos, expresso em Marcos (8,34): “autorrenúncia”, “tomar a cruz” e “perder a própria vida para salvá-la”. Todos os elementos estão ligados entre si e já predizem o tema da paixão que se concretizará naquela “noite silenciosa”, no Getsêmani. O evangelista nos mostra, assim, que os acontecimentos da paixão e morte de Jesus são esperados, contudo a linguagem que usa para descrever a experiência de Jesus no Horto é muito forte: ele “mergulha na tristeza” (ekthambeisthai) e na “angústia” (ademonein). Trata-se da revelação de um alto grau de sofrimento e até de terror próprio do ser humano ante a proximidade da morte. Em nosso contexto, a tortura e o assassínio, em suas diversas facetas, tornam-se cada vez mais triviais. É incrível ver como as sociedades que justificam e acolhem mortes cruéis mergulham, sem culpa nem remorso, em dinâmicas perniciosas. Isso se percebe até mesmo na midiatização dos acontecimentos, pois há casos de extermínios (genocídios, etnocídios, feminicídios, atentados, etc.) nos quais as notícias focam em detalhes menores, distraindo-nos da gravidade do problema social. Algumas mídias, inclusive, favorecem veladamente que os assassinatos e outras mortes sejam considerados como coisa banal. Há muitos casos nos quais a vítima termina sendo assinalada como a causadora de sua desgraça. Dessa forma, justifica-se a injustiça, a agressão e o extermínio. Esse problema é bem mais grave do que parece. Como disse a filósofa Hannah Arendt, vivemos a “banalidade do mal”. O ódio político, social, cultural e sexual se espalha por todo canto e, como consequência, cresce o número de crimes hediondos. Diante dessa realidade, é importante observar que Deus Pai não quis a morte de Jesus, “o Filho Amado” (“Este é meu Filho muito amado. Escutai o que ele diz!” – Lc 9,35). Mas Deus acolheu a consagração de Jesus ao Reino, e essa consagração levará Jesus a ser assassinado pelos que rejeitaram o projeto de vida de Deus revelado no Filho, Jesus. Jesus também não buscou a morte, ele não era um sádico. Porém não recuou diante da cruz, porque ele é coerente com o anúncio do reinado de Deus e, portanto, assumiu as consequências. As sociedades, quando erguidas na injustiça e opressão, não aceitam o Evangelho do amor, da justiça, da paz e vida digna, mas preferem matar as pessoas que as desafiam. Por isso, deve-nos ficar claro: não é Deus quem quer a morte, mas são os seres humanos que usam de sua liberdade para fazer o mal, e ainda alguns usam o nome de Deus para verem-se justificados. Porém Deus não é indiferente ou passivo, mas está a nosso lado, segurando-nos no sofrimento e nutrindo nossa esperança de vida plena. No Getsêmani, nós nos encontramos com Jesus, plenamente humano, em diálogo (na oração) com o Abbá (Pai), e, ao mesmo tempo, nós o vemos sofrendo pelo “silêncio” dos amigos mais próximos: “E dizia: ‘Abbá, tudo é possível para ti: afasta de mim este cálice; porém não o que eu quero…’, ao voltar, encontra-os dormindo e diz a Pedro: ‘Simão, dormes’” (vv. 36 e 40). Nos momentos de maior dificuldade é quando mais precisamos do apoio das pessoas que amamos, por isso o silêncio deles pode ser bem mais duro que os golpes dos inimigos. Jesus tinha admitido, diante dos discípulos, que estava abalado até a profundeza do coração: “Minha alma está triste até a morte”. Podemos ler nas entrelinhas das palavras de Jesus a busca de solidariedade dos amigos, entretanto o relato nos diz que os discípulos caíram em profundo sono. Deve ter sido muito difícil para eles aceitarem a dor e o sofrimento real de Jesus, pois não combinava com a imagem do Messias que desejavam. A nós também nos custa aceitar um Messias compassivo, que se faz frágil por amor e que conta com nossa solidariedade para aliviar o sofrimento dos crucificados de hoje. Por isso a pergunta e a recomendação de Jesus a Pedro quiçá sejam hoje o imperativo que precisamos para acordar: “Dormes, Simão Não tiveste força para permanecer acordado por uma hora Fica acordado e ora para não entrar em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (v. 37). Jesus não buscava, entretanto, obter um intervencionismo de Deus, mas queria expressar ao Abbá (Pai) sua tristeza e angústia. Certamente Jesus saiu fortalecido desse encontro para enfrentar a paixão e a morte que o esperavam. Destarte, Jesus mostra-nos que é preciso sobreviver às situações difíceis e lutar contra o mal. É preciso orar, pois a comunicação contínua com Deus nos fortalece para enfrentar o sofrimento e as consequências que, pelo Reino de Deus, apresentam-se inevitáveis. Cristo, assumindo a cruz, solidarizou-se com as vítimas que não têm como evitar o mal e, ainda na dura experiência de abandono dos amigos, manteve-se fiel na entrega a Deus e seu projeto, sem o renegar. Que a consumação e a oblação de Jesus ao projeto de Deus, evidenciadas no Getsêmani, nos fortaleçam na confiança em Deus. E que, acordados, sigamos seus passos, entregues totalmente a Deus e seu projeto do Reino. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

Por que esta semana é santa?

A celebração da Páscoa é o ponto culminante da fé cristã. A ressurreição de Jesus é a confirmação de tudo quanto Ele fez e ensinou. É o cumprimento da promessa da salvação de Deus que, em Jesus, liberta-nos da morte e nos convida a participar da vida plena. Mas, para chegar à ressurreição, Jesus enfrentou o sofrimento e a morte na Cruz. O que celebramos na Semana Santa é justamente o mistério da vida de Jesus e seu amor infinito, que se doa até o fim. É o esvaziamento do Deus que veio ao mundo como criança, ensinou o mandamento do amor e mostrou que é possível, em nossa humanidade, aproximar-nos do Pai e nos acolher como irmãos e irmãs, por que, em Deus, somos todos um. A Semana Santa concentra os principais fatos relacionados à paixão, morte e ressurreição de Jesus, especialmente durante o Tríduo Pascal. Mas o que é o Tríduo Pascal? Como o nome diz, são os três dias de vivência intensa do mistério pascal: a Sexta-Feira Santa, o Sábado Santo e o Domingo de Páscoa. Quinta-feira Santa Na verdade, o Tríduo Pascal começa na noite da quinta-feira, quando a Igreja recorda a última ceia de Jesus com os seus discípulos. Nessa missa, há o rito do lava-pés, em que Jesus revelou o caminho do serviço e do cuidado com o próximo. Conforme narra o Evangelho de São João, durante a refeição, Jesus pôs um avental, pegou uma toalha e lavou os pés dos seus discípulos. Depois os convidou a fazer o mesmo. Também lembramos a instituição da Eucaristia, quando Jesus, durante a ceia, tomou o pão e o vinho, e os deu aos discípulos, dizendo que eram o seu corpo e o seu sangue. Em todas as missas, fazemos a memória de Jesus, quando o padre consagra o pão e o vinho, que se tornam o corpo e o sangue de Cristo. Após a ceia, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, ou Getsêmani, e, sabendo o que estava para acontecer, colocou-se em oração diante do Pai e pediu que afastasse o cálice da dor e da morte, mas se entregou totalmente, dizendo “Faça-se a tua vontade e não a minha”. Naquela mesma noite, Jesus foi preso, humilhado, maltratado… Nas igrejas, no fim da missa dessa noite, o Santíssimo Sacramento é retirado do sacrário e levado para outro local, onde a comunidade fica em adoração. Sexta-feira da Paixão Recordando a paixão e a morte de Jesus, que ocorreram na sexta-feira, os católicos fazem um dia de jejum e oração. Acompanhamos a Via-Sacra de Jesus, desde seu julgamento injusto e condenação à morte, sua flagelação e o caminho até o calvário, carregando a cruz de todas as maldades humanas. A Sexta-Feira da Paixão está muito presente na religiosidade popular, pois, diante de todas as dificuldades que o povo enfrenta para sobreviver, identifica-se com Jesus sofredor. No Senhor, encontra forças e esperança para suportar os desafios da vida. Nas igrejas de todo o mundo, os católicos se reúnem pelas três da tarde para rezar na mesma hora em que Jesus morreu na cruz. É o único dia do ano em que não se celebra a missa. Não se tocam instrumentos musicais e até o altar fica completamente despojado. É feita a narração da paixão de Jesus e se reza por todas as situações do mundo. Na adoração da Cruz, os fiéis se aproximam e beijam o crucifixo. É costume também haver a meditação da Via-Sacra pelas ruas, muitas vezes com encenações, acompanhando os passos de Jesus até o calvário. Na Via-Sacra, rezamos também por todas as pessoas que sofrem injustamente ou são perseguidas, pela superação das forças da morte que oprimem a humanidade, como a fome, o desemprego, a falta de sentido, a falta de saúde, de moradia e tudo o que destrói a dignidade humana, como o abuso sexual, as drogas e tantos outros. Também recordamos Maria, a mãe de Jesus, que o acompanhou em todos esses momentos, entregando-o a Deus. Em seu sofrimento, ela foi corredentora. Em muitas comunidades, há a tradição de rezar as sete dores de Maria. Sábado Santo No Sábado Santo, nós lembramos Jesus na sepultura. É um dia de silêncio e reflexão. Somos convidados a experimentar o vazio e refletir sobre tudo o que Jesus fez e significa em nossa vida. Na tradição da Igreja, esse é o dia em que Jesus desce à região dos mortos e resgata Adão e toda a humanidade com ele. Mas, quando chega à noite, toda a tristeza transforma-se em alegria, durante a Vigília Pascal. Está é a mais bela e a mais longa de todas as celebrações. Começa do lado de fora da igreja, ao redor de uma fogueira. O fogo é abençoado e, com ele, acende-se o círio pascal, uma grande vela que é sinal da luz de Cristo ressuscitado. Depois, todo o povo, com velas na mão, entra na igreja ainda escura. O diácono ou o sacerdote entra carregando o círio e anuncia três vezes: “Eis a luz de Cristo!”, e o povo responde: “Demos graças a Deus!”. Da chama do círio pascal, todos acendem a sua vela, iluminando toda a igreja. Então com cantos, leituras e orações, recorda-se a história da salvação desde a criação do mundo até a ressurreição de Cristo. Na Igreja primitiva, a Vigília Pascal terminava ao amanhecer. Atualmente a celebração pode durar de duas a três horas. Além do anúncio da Páscoa, dos cantos alegres e animados, há também a celebração do batismo de adultos e a renovação das promessas batismais. Domingo de Páscoa Domingo é o Dia do Senhor por causa da Ressurreição de Jesus. De manhã bem cedo, as mulheres foram ao túmulo de Jesus e encontraram removida a pedra que o fechava e vazio o lugar. Um anjo anunciou-lhes que Jesus havia ressuscitado, e elas correram, cheias de alegria, anunciar aos apóstolos que Jesus estava vivo. Páscoa é a festa da vida que vence a morte. Por isso é cheia de símbolos que falam de

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