Lar São José: celebrando a sabedoria acumulada

Conheça o Lar São José, entidade administrada pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) no Município de Três Passos (RS). A casa atende 65 idosos e procura oferecer atenção especial a cada um. A irmã Olmira Bernadete Dassoler conta como é realizada a missão entre aqueles que têm muita história para contar. Veja!
Jupic na prática: quando justiça, paz e cuidado com a criação entram na sala de aula

A Jupic (sigla de Justiça, Paz e Integridade da Criação) representa um importante aspecto da missão das irmãs servas do Espírito Santo (SSpS). Na Rede de Educação SSpS, esse princípio se traduz na formação de “cidadãos globais” que compreendam a profunda interconexão entre as crises sociais e ambientais. No artigo, Rodrigo Mendonça Pereira, diretor-geral do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora (MG), apresenta alguns projetos desenvolvidos com os alunos. Veja!
Uma Páscoa missionária

Viver em chave pascal significa abraçar cada momento da vida, desde a alegria até a fragilidade e a morte. Páscoa é tempo de coragem. Sair de um simples lugar celebrativo para o encontro com as pessoas. Veja a reflexão do professor Lucas Fortunato, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Belo Horizonte (MG).
A realidade social da moradia e fraternidade sob a ótica de famílias, juventude, marginalizados

Não é possível a instalação de uma fraternidade real sem justiça social. A fé que não se incomoda, não se indigna e não se insatisfaz com a pessoa que dorme ao “desemparo” é uma fé desarmada. Com base no tema da Campanha da Fraternidade 2026, o professor Donizeti Pessi reflete sobre a importância de uma moradia digna para todos.
Papa Francisco: um chamado ao amor, à inclusão e à esperança

O Papa Francisco deixou uma marca profunda não apenas na Igreja Católica, mas também no universo da educação. Com uma linguagem acessível e um coração pastoral, Francisco ecoou um chamado universal a um novo modo de educar, centrado no ser humano, em sua totalidade. Veja o artigo de Agostinho Travençolo Junior, coordenador da Rede de Educação SSpS.
Escutar com o ouvido do coração

O Papa Francisco propõe, em sua mensagem para o 56º Dia Mundial das Comunicações, que fixemos a atenção no “escutar”, atitude decisiva na comunicação para um diálogo autêntico. Estamos perdendo, no dia a dia, a capacidade de ouvir a pessoa que está à nossa frente. Ao mesmo tempo, damo-nos conta de que vivenciamos um novo e importante desenvolvimento no campo comunicativo e informativo (podcast e chat áudio), evidenciando que a escuta continua essencial para a comunicação. Ao ser perguntado a um terapeuta qual a maior necessidade do ser humano, respondeu: “O desejo ilimitado de ser ouvido”. O desejo de escutar é o que interpela a todos os que se sentem chamados a ser educadores, formadores, pais, professores, agentes de pastoral… Escutar com o ouvido do coração Na Bíblia, a “escuta” está intimamente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade: “Shemá, Israel = escuta, Israel” (Deuteronômio 6,4). São Paulo, na Carta aos Romanos (10,17), afirma que “a fé vem da escuta”. A iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-o. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegia o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto, deixando o ser humano mais livre. A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Deus ama a pessoa: por isso lhe dirige a Palavra, “inclina o ouvido” para escutar. Nós, seres humanos, tendemos a fugir da relação, a virar as costas, “fechar os ouvidos” para não ter de escutar. Essa recusa de ouvir pode, muitas vezes, transformar-se em agressividade sobre o outro. O Senhor nos chama a uma aliança de amor, para que nos tornemos, plenamente, imagem e semelhança de Deus na capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. A escuta é uma dimensão do amor. Por isso Jesus convida seus discípulos e nós a verificarmos a qualidade da escuta: “Vede, pois, como ouvis” (Lucas 8,18), sugerindo que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração “bom e virtuoso” e a guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lucas 8,15). Somente prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos, como ouvimos, cresceremos na arte de nos comunicar bem. É a “capacidade do coração que torna possível a proximidade” (Papa Francisco, Evangelii gaudium, 171). A escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas no coração: “Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração”. A escuta como condição da boa comunicação O que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro, com abertura leal, confiante e honesta. Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera de que o outro acabe de falar para impor nosso ponto de vista. Na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se, ambos, “em saída”, tendendo um para o outro. A escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Antes de se comunicar, é preciso escutar. O cardeal Agostinho Casaroli, perito da Santa Sé, falava de “martírio da paciência”, necessário para escutar e fazer-se escutar. A escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de deixar-se surpreender pela verdade da pessoa a quem escutamos. Escutar-se na Igreja O ato de escutar é o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. “Devemos escutar através do ouvido de Deus, se quisermos falar através de sua Palavra. O primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa, deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus” (Bonhöfffer). Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. Devemos escutar antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago (1,19): “Cada um seja pronto para ouvir, lento para falar”. Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade. Para saber mais: Mensagem para o 56º dia Mundial das Comunicações Sociais – Papa Francisco. Roma, 24 de janeiro de 2022. [LINK: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20220124-messaggio-comunicazioni-sociali.html] Irmã Hermelinda Maria Ruschel, SSpSCoordenadora do Comidi (Conselho Missionário Diocesano) – Diocese de Ponta Grossa-PR, membro da Equipe de Comunicação SSpS Brasil.
Missionárias servas do Espírito Santo falam sobre os dez anos do pontificado do Papa Francisco

“Conduzido pelo Espírito Santo, Papa Francisco é um profeta, capaz de chorar por seu povo e também de falar com firmeza quando necessário. Sua coragem e sua autenticidade são virtudes que os cristãos e o mundo apreciam”, afirma a irmã Adriana da Silva, SSpS. Por ocasião dos dez anos do pontificado do Papa Francisco, celebrados em 13 de março de 2023, as irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) manifestaram suas impressões sobre a missão de Francisco como líder da Igreja Católica. “Desde que assumiu seu pontificado, embora num contexto desafiador, mostrou ao mundo a importância da solidariedade, da esperança e do amor, por meio de documentos, cartas, discursos, catequeses e homilias”, acrescenta Ir. Adriana. De acordo com a conselheira-geral, a indiana Ir. Tressa Sebastian Nayathuda, Francisco tem marcado seu pontificado pelas virtudes da humildade, da simplicidade e da abertura. “Esses valores se tornaram visíveis quando lavou e beijou os pés de 12 pessoas, tanto mulheres como homens, na prisão, pouco depois da sua eleição como Papa”, afirmou. Irmã Hermelinda Ruschel ressalta, ainda, a grande capacidade de Francisco de se comover com o sofrimento humano causado pela guerra, pela pobreza. Ela também destaca a preocupação dele com o cuidado da natureza e enfatiza seu esforço em favorecer que as mulheres ocupem seu espaço na Igreja. “Aprecio muito a sua iniciativa de fazer ouvir a voz das mulheres na Igreja e seus esforços para realçar as contribuições delas”, declara. Para a irmã Maria Inês Aragão, o caminho da sinodalidade proposto pelo Papa Francisco é um convite a responder, de forma mais adequada, aos desafios de uma época turbulenta e conflitiva: “Como bom pastor, orienta-nos dia a dia, com lucidez”. Nascida na Indonésia, missionária no Brasil há mais de dez anos, a Ir. Theodora Illi sublinha: “Desde o início de seu pontificado, o Papa Francisco tem se mostrado sempre ao lado dos pobres e marginalizados, cheio de ternura para com os que sofrem”. Acrescenta que “embora respeite os dogmas e as doutrinas, é pela vivência do amor que ele tem chegado ao coração do povo”. “O Francisco da misericórdia e da compaixão, acolhedor e atento aos sofrimentos da pessoa. Como pastor zeloso, ensina e orienta o povo de Deus de como vier a sua fé, no concreto da vida”, diz a Ir. Hermelinda Ruschel, de Ponta Grossa-PR. Papa Francisco carrega, em seu nome, o amor pelos pobres e pela criação de Deus, segundo Ir. Juliana de Andrade. “Apesar de estar longe fisicamente, ele se faz tão próximo de nós e nos convida a sermos Igreja em saída que toca o seu povo com misericórdia.” Assista, a seguir, ao depoimento de Ir. Juliana. Dez anos de pontificado Em 2023, a Igreja Católica celebra os dez anos do pontificado do Papa Francisco, o 266º Sumo Pontífice da maior instituição de caridade do mundo, somando 1,2 bilhão de fiéis. Natural de Buenos Aires (Argentina) e eleito Papa em 13 de março de 2013, Jorge Mario Bergoglio é o primeiro Papa não europeu em mais de 1.200 anos. O Papa, ao recordar sua eleição, sempre fala, com reconhecimento e admiração, sobre o amigo brasileiro, Dom Cláudio Hummes, OFM como a inspiração primeira para o nome Francisco. “Na eleição, eu tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar um pouco perigosa, ele começou a me tranquilizar. E, quando os votos chegaram a dois terços, aconteceu o aplauso esperado, pois, afinal, havia sido eleito o Papa. Ele me abraçou, me beijou e disse: ‘Não se esqueça dos pobres’. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei-me de São Francisco de Assis.” É o primeiro Papa que ousa tomar para si o nome de Francisco de Assis. Assumindo sua identidade espiritual, eclesial, teológica e pastoral, torna-se reconhecido por suas encíclicas que convocam o mundo à fraternidade universal e ao cuidado da Casa Comum, e por desafiar a Igreja à saída de si para uma evangelização ampla, fundada na simplicidade, na pobreza na misericórdia. Rosa M. MartinsMestra em Jornalismo, Imagem e Entretenimento pela Fundação Cásper Líbero, licenciada em Filosofia pela Universidade Salesiana de Lorena (Unisal), bacharela em Teologia pela Pontifícia Universidade São Boaventura de Roma. É missionária scalabriniana e vive em Santo André-SP. Indicada ao Prêmio Tarso Genro de Jornalismo em 2020, foi vencedora do Prêmio Papa Francisco, categoria mestrado, do Prêmio CNBB de Comunicação com a dissertação “Menores estrangeiros não acompanhados: uma análise da representação no fotojornalismo italiano”, em 2021.
Pais-educadores, educadores-pais e a pedagogia de São José

Vivemos tempos tão difíceis… Como consultora educacional, em muitas cidades no Estado do Rio de Janeiro, acompanho partilhas e desabafos sobre os desafios enfrentados pelos pais: lidar com as próprias emoções; ajudar a família a manter a saúde física e mental; conciliar o home office com a atenção aos filhos estudando em casa; enfrentar a crise econômica, contratos suspensos, desemprego, aumento do custo de vida; lidar com a falta de tempo para família, consumido por compromissos profissionais; estabelecer limites e autoridade paterna; dar exemplo e demonstrar coerência para os filhos; prover as necessidades materiais; mas, sobretudo, cuidar e educar. Os desafios não param por aí… Com grande inspiração e senso de urgência, o Papa Francisco decretou 2021 como o “Ano de São José”, para celebrar os 150 anos da declaração do Esposo de Maria como Padroeiro da Igreja Católica. A Carta Apostólica “Patris corde – Com coração de Pai”,¹ sobre a pessoa e a missão extraordinária de São José, aponta sinais que iluminam e inspiram nossos caminhos. O Papa diz que “o objetivo é aumentar o amor por esse grande santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes”. “A felicidade de José não se situa na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo. Naquele homem, nunca se nota frustração, mas apenas confiança. O seu silêncio persistente não inclui lamentações, mas sempre gestos concretos de confiança” (Papa Francisco, Patris corde). A importância de preservar o silêncio em um mundo tão barulhento que nos tira a paz, reservar momentos e “olhar para dentro”, com esperança e confiança. Dedicamos tanto tempo “olhando para fora” e nos esquecemos de (re)descobrir o próprio interior. Tony de Mello diz que “o silêncio não é ausência de som, mas ausência de Ego”. “A vontade de Deus, a sua história e o seu projeto passam também através da angústia de José. Assim ele ensina-nos que ter fé em Deus inclui também acreditar que Ele pode intervir inclusive através dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza. E ensina-nos que, no meio das tempestades da vida, não devemos ter medo de deixar a Deus o timão da nossa barca. Por vezes, queremos controlar tudo, mas o olhar d’Ele vê sempre mais longe” (Papa Francisco, Patris corde). Mesmo em meio a tantas dificuldades, muitas vezes mergulhados no estresse, aprendemos com São José a nos deixar surpreender pelo amor poderoso de Deus, que cuida de nós, que nos surpreende. Aos pés de Jesus, somos todos famintos, e o alimento que dá sustento é o que recebemos das mãos dele, que nos dá força para enfrentar os desafios. “O acolhimento de José convida-nos a receber os outros, sem exclusões, tal como são, reservando uma predileção especial pelos mais frágeis, porque Deus escolhe o que é frágil (1 Coríntios 1,27), é pai dos órfãos e defensor das viúvas (Salmo 68,6) e manda amar o forasteiro. Posso imaginar ter sido do procedimento de José que Jesus tirou inspiração para a parábola do filho pródigo e do pai misericordioso (Lucas 15,11-32)” (Papa Francisco, Patris corde). Muitas vezes, em nossas casas, temos a tendência de tentar colocar os familiares dentro de “formas”, e essa postura autoritária sufoca e castra a identidade e a criatividades de cada familiar, especialmente dos filhos. Por isso, na pessoa de São José, nos gestos de escuta, paciência e acolhimento, buscamos inspiração no modo original de ser presença acolhedora. O Papa apresenta sete características da paternidade de São José: um pai amado, pai da ternura, pai na obediência, pai no acolhimento, coragem criativa (transformar um problema em oportunidade), pai trabalhador, e a sétima característica da paternidade de São José é a sugestiva imagem da sombra (o Papa lembra que não se nasce pai, mas se torna pai). Precisamos não temer como José não temeu (Mateus 1,20). Sigamos em frente, olhando o exemplo do amado São José. Rezemos com o Papa essa oração que ele reza todos os dias, há mais de quarenta anos: “Glorioso Patriarca São José, cujo poder consegue tornar possíveis as coisas impossíveis, vinde em minha ajuda nestes momentos de angústia e dificuldade. Tomai sob a vossa proteção as situações tão graves e difíceis que vos confio, para que obtenham uma solução feliz. Meu amado Pai, toda a minha confiança está colocada em vós. Que não se diga que eu vos invoquei em vão, e dado que tudo podeis junto de Jesus e Maria, mostrai-me que a vossa bondade é tão grande como o vosso poder. Amém” (Papa Francisco, Patris corde). Cristina Maia, membro da Equipe de Espiritualidade da Província Brasil Norte das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. Referência¹ PAPA FRANCISCO. Carta Apostólica Patris Corde, por ocasião do 150º aniversário da declaração de São José como Padroeiro Universal da Igreja. Disponível em https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20201208_patris-corde.html
Navio-hospital Papa Francisco reforça combate à pandemia na Amazônia

Há um ano, o navio-hospital Papa Francisco vem percorrendo o rio Amazonas, levando assistência médica às populações ribeirinhas. O equipamento juntou-se agora ao combate ao novo coronavírus na região, segundo informações publicadas pelo Vatican News. A população da Pan-Amazônia vem sofrendo com a pandemia, que atinge tanto áreas urbanas como as mais isoladas. Os indígenas e ribeirinhos são considerados um grupo de alto risco, sobretudo por causa da baixa imunidade e o abandono histórico por parte do Estado. A embarcação, que começou a navegar em agosto de 2019, tem 32 metros de comprimento e conta com 23 profissionais de saúde. Entre os serviços oferecidos estão sala de operações, laboratório de análise, farmácia, sala de vacinação, consultórios médicos, oftalmológicos e odontológicos, além de leitos hospitalares e salas para exames de raios X, mamografia, ecocardiograma e testes de estresse. Um acordo entre o Vaticano e o Estado do Pará tornou possível a construção do navio-hospital. Para a realizar o projeto, o governo paraense destinou indenizações pagas pelas empresas Shell e Basf, após um acidente ambiental que causou 60 vítimas e sérios danos. “Não poderíamos ficar de fora desta luta. Nós nos unimos, nos reorganizamos em nossos serviços para que, juntos, lutemos contra o covid-19”, explicou o frei Joel Sousa, membro da coordenação do navio, numa entrevista ao Vatican News. Ele conta que os profissionais do navio estão atendendo principalmente as pessoas que apresentam sintomas de gripe ou sinais leves do covid-19. “Os doentes podem consultar com o médico e também entregamos os medicamentos, em colaboração com a Secretaria de Saúde local”, relatou o religioso. __________ Milhares de indígenas estão infectados Indígenas de vários países da América Latina estão entre os mais vulneráveis à pandemia. A doença causada pelo covid-19 está matando membros de diversas comunidades nativas. Além de terem defesas imunológicas precárias contra doenças, os indígenas também são vítimas de negligências por parte do Estado, conforme já denunciado neste blog. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em meados de junho, pelo menos 20 mil indígenas estavam infectados na bacia do rio Amazonas. A área abrange Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Guiana e Suriname. “Esses grupos vivem tanto em aldeias isoladas, com acesso mínimo a serviços de saúde, como em cidades densamente povoadas, como Manaus, Iquitos (Peru) e Letícia (Colômbia)”, disse a diretora da OPAS, Clarissa Etienne. No dia 13 de julho, a América Latina se tornou a segunda região mais atingida pela pandemia no mundo, em número de vítimas fatais. A área está atrás somente da Europa. O número de mortos já alcançou 150 mil e mais de 3,7 milhões de infectados. Os índices podem ser bem maiores, pois há relatos de subnotificação em diversos países, inclusive no Brasil.
Criada Conferência Eclesial da Amazônia

Na segunda-feira, 29 de junho, a Igreja ganhou a Conferência Eclesial da Amazônia. O anúncio foi feito após dois dias de deliberações a distância, devido à pandemia do covid-19. O comunicado foi assinado por Dom Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano), e pelo cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e eleito presidente da nova conferência. O novo órgão eclesial responde, como afirma a mensagem, à proposta dos padres sinodais, no Documento Final (DF) do Sínodo da Amazônia (realizado de 6 a 27 de outubro de 2019), pedindo um rosto amazônico da Igreja e a continuação da busca de novos caminhos para a missão evangelizadora (cf. DF 115). A necessidade foi reforçada pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia. A Conferência Eclesial Amazônica vai fomentar iniciativas de evangelização na área que abrange nove países da América Latina. A ideia é que o organismo aumente o intercâmbio e mobilidade de missão entre religiosos, leigos e padres dentro da mesma região, independentemente de cada país. “Nestes tempos difíceis e excepcionais para a humanidade, quando a pandemia do coronavírus afeta fortemente a região Pan-Amazônica, e as realidades de violência, exclusão e morte contra o bioma e os povos que o habitam clamam por uma conversão integral urgente e iminente, a Conferência Eclesial da Amazônia quer ser uma boa notícia e uma resposta oportuna aos gritos dos pobres e da irmã mãe Terra”, diz o texto. A nova Conferência Eclesial será formada por um bispo de cada país da Pan-Amazônia, com exceção do Brasil, que terá dois. Também farão parte representantes da Cáritas da América Latina e do Caribe, da Confederação Latino-Americana de Religiosos (CLAR) e da Repam, além de três representantes dos povos originários. Por ser um órgão oficial da Igreja, também será composto por autoridades vaticanas, como o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, do prefeito da Congregação dos Bispos, do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e o subsecretário do Dicastério para o Serviço Integral de Desenvolvimento Humano. Veja a íntegra do comunicado no link abaixo: Com informações da CNBB e Vatican News.