Natal da Casa Comum

Enfim, chegamos ao fim do ano de 2020. Para muitas pessoas, este é um período em que as reflexões sobre as próprias atitudes, desejos e planos passam a fazer parte dos pensamentos. Entretanto vivemos um período bastante atípico, pois tais reflexões permeiam os pensamentos de muitos de nós há meses. Muitas famílias precisaram se reestruturar. Muitos profissionais precisaram se reinventar. Muitos trabalhadores descobriram novas habilidades. Perdemos muitas vidas, não somente causadas por uma nova doença, mas também pela ganância de algumas pessoas, destruindo parte de nossa Casa Comum, em busca de riqueza material. Algumas pessoas perderam a esperança. Entretanto, em meio a tantas novidades, desafios, dor e medo, tem sido possível resgatarmos partes simples, mas fundamentais para a vida em qualidade de todos os seres. Tivemos, como nunca, a oportunidade de refletir, por um tempo maior, a respeito do que realmente importa. Para você, o que realmente importa? Como resposta a essa pergunta, em um momento entre alguns educadores do Colégio Espírito Santo, no qual partilhávamos reflexões e memórias de trabalhos já realizados neste período em anos anteriores, concluímos que, para nós, o que realmente importa é o amor. Amor às pessoas, à natureza, à vida. Neste ano, fizemos uso da tecnologia em situações que nunca havíamos imaginado. E, por que não a utilizar para dividir amor e bons desejos? Afinal, quando compartilhamos amor e emanamos energias positivas, não devemos escolher quem receberá, apenas nos permitimos sentir e contagiamos o outro com os bons sentimentos. Assim, para dividirmos os bons pensamentos, neste Natal, criamos, junto com nossos alunos da educação infantil, 1º e 2º anos do ensino fundamental, um livro virtual no qual cada criança registrou, por meio de desenhos, palavras, frases ou cartinhas, qual o significado do Natal para cada um e quais desejos nossas crianças querem compartilhar com todas as pessoas do mundo. A princípio, esse material será enviado a todas as famílias do Colégio Espírito Santo e todos os alunos de nossos centros educacionais. Mas a ideia (e nosso desejo) é que o amor registrado em cada página alcance e afete o maior número de pessoas possível e, assim, conseguiremos, juntos, celebrar o Natal, a vida e o cuidado em nossa Casa Comum. É com muito carinho que dividimos com você os dois volumes deste livro virtual. Para isso, basta acessar os links a seguir. Sinta-se abraçado, também, neste Natal! Clique na imagem. Nathalia Fernandes Soares Hino é coordenadora pedagógica da educação infantil do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP.
Nasce para nós o “Filho do Amor”!

O “Filho do Amor”, esse foi o modo que Santo Arnaldo Janssen encontrou para falar do Menino Jesus que, “vestido com as roupagens de nossa carne”, tornou-se “nosso irmão”. Assim a humanidade conheceu de perto o amor, tocou o amor e deixou-se tocar por ele. Vestir-se com a roupagem de nossa carne significa ser humano, na mais profunda experiência do ser! Na pessoa dos mais necessitados, dos que lutam diariamente por seus direitos, daqueles cujas vozes se calaram… Mas também na carne da gente que zela pela justiça e pelo amor, que vai aonde se perdeu a esperança, aonde se necessita de sua palavra, de seu alimento, de sua força para viver. Jesus criança, o Filho do Amor, que transforma nosso coração no Natal, é o mesmo Jesus que, durante sua vida, mostrou, nos milagres que realizou, o valor de nossa fé. É o mesmo Jesus que se sentiu tocar por tantos que precisavam de cura para suas dores. Hoje somos nós, não somos? Somos os cegos quando não enxergamos quem está ao nosso lado. Somos os paralíticos quando não saímos de nós mesmos em favor do outro. Somos a samaritana em busca da água viva. Somos os discípulos de Emaús, ao percebermos que Jesus é quem está diante de nós. Acreditar que Jesus é o Cristo, permitir que Ele nasça ou renasça em nossas vidas é ser testemunho vivo do grande mistério de amor na casa que habitamos. Agora, pare um pouquinho sua leitura e olhe para o presépio… Deixe que essa imagem venha a seu pensamento neste tempo de Natal. Permita que esse Amor toque seu coração. Vamos, juntos, caminhar no seguimento de Jesus, em tudo o que Ele aqui deixou. Vamos, juntos, transformar nossa Casa Comum! E, com Santo Arnaldo Janssen, exaltemos Jesus em seu poema de Natal: Com os anjos gostaria de cantar Na profundidade da noite, em todo lugar E levar a mensagem da criança Que no estábulo espera por nós. Quero acordar os que dormem, Que nunca viram a luz do sol, Convidar os de coração oprimido, Que nunca conheceram a alegria do Natal. A todos, a todos quero dizer Onde encontrarão seu Salvador. Nanci Queiroz, missionária leiga de Deus Uno e Trino, Rio de Janeiro-RJ. ________ Rehbein, Franziska C., SSpS. Fascinado pelo mistério, Arnaldo Janssen: homem de oração. Steyler Verlag, 2004.
Este é um texto que vai falar de Natal.

♫♪♫♪ Bato à porta antes de entrar, porque tudo o que for dito em relação a aproximar o Natal de sua essência em nada quer comprometer a fantasia que povoa nosso imaginário. ♫♪♫♪ Buscar a essência, sim. Perder a magia, jamais! Já que não tem chaminé! Toc… toc… toc… Posso entrar? Natal é uma festa de aniversário, do nascimento de Jesus Cristo que veio ser mensagem viva de paz e esperança para a humanidade. Para muitos, esse sentido cristão da fé segue intacto… Para outros tantos, nem tanta fé, mas permanece o sentido da celebração, do encontro, da família, da alegria, da partilha, da ceia, da troca de presentes, da magia do Bom Velhinho. De maneira geral, ainda permanecem valores cristãos que precisam ser ressignificados e revigorados. Uma pista é não perder no consumismo o sentido desse ritual natalino de partilha. Junto do presente do Papai Noel, deixe uma mensagem de paz. Para as pessoas queridas e que estão distantes, façam cartões natalinos em família e enviem sem ser de forma virtual. Se não puderem fazer cartões, comprem cartões artesanais. Na árvore de Natal, coloque recadinhos de otimismo para convidados poderem colher na noite de Natal. Pense em pessoas que, pelas circunstâncias da “vida como ela é”, tenham se afastado por tropeços ou desentendimentos, e convide-as para a ceia. Se não tiver ceia, faça um bolo especial, uma receita daquelas de família, e faça brindes na simplicidade do cotidiano. Presenteie e seja presença na vida de crianças e adolescentes que possam não ter tido sucesso escolar e tenham vivido cenas de desavenças. Seu presente deve ser símbolo de esperança na mudança que sempre vai acontecer onde houver amor e fraternidade. Valorize e compre direto do artesão. Se não tiver dinheiro, faça uma seleção de músicas e disponibilize-as em alguma mídia digital. Não se endivide e não faça do Papai Noel a centralidade do Natal. Para crianças, ainda são passageiros desse voo mágico num trenó, junto ao presente, deixe um bilhetinho para uma meta solidária para o próximo ano. Mapeie em sua cidade endereços que privilegiem a comercialização da produção de mulheres e jovens empreendedores. Presenteie arte. Presenteie presença. Se der, celebre sua fé em comunidade. Enfeite sua casa com produtos reciclados e alternativos. Reaproveite os enfeites do ano passado. Crie uma atmosfera especial de luminosidade para acolher, de forma especial, quem vem se juntar a você. Independentemente de sua confissão religiosa ou até mesmo de ter convicção de fé e espiritualidade, leia uma reflexão qualquer na noite de Natal. Se for passar a noite de Natal sozinho, por opção ou circunstância, dê a si uma declaração de amor, mesmo que silenciosa. Faça uma prece pela paz no mundo. Compre um presente feito à mão e faça um lindo embrulho para você abrir, em sintonia natalina. Para quem vai se reunir em família e entre amigos, faça dessa oportunidade de celebração um encontro que marque a vida de cada pessoa presente. Traga a lembrança de entes queridos que já se foram e seguem irmanados nesse momento de celebração natalina. Não entregue um presente sem uma mensagem escrita à mão e cheia de afeto. Não exagere nem na comida, nem na bebida, nem nos presentes. Cumpra as promessas de presentes que talvez possam ter ficado inadequadas a partir desta leitura e capriche na simplicidade essencial no Natal do ano que vem. Afinal, “não são coisas” o que mais importa nessa vida. FeLUZ Natal para todos! Maria José Brant (Deka) Assistente social, estudante de Antropologia Analista de Políticas Públicas no Programa Bolsa Família Mestre em Gestão Social Mosaicista nas horas vagas
Confraternização de final de ano

Oração, alegria e muito entrosamento marcaram a confraternização de Natal no Convento Santíssima Trindade. Irmãs e colaboradores (as) refletiram sobre o sentido do Natal, partilharam a refeição e se divertiram com bingo e brincadeiras. Reflexão sobre o sentido da celebração do Natal Irmãs e colaboradores (as) partilham a refeição Alegria e descontração durante bingo e sorteios
Veja a mensagem de Natal que as irmãs missionárias prepararam para você

Neste natal, queremos compartilhar um pouco da alegria que nos contagia. Por isso as Missionárias Servas do Espírito Santo gravaram uma mensagem especial para você. Ou melhor, várias mensagens. Curta aí! 😉
Saiba como foi o nosso Natal

Para vivenciar a alegria e comunhão do Natal, todos os anos a nossa província prepara algumas comemorações em nossa sede. Veja como foi a confraternização deste ano: A confraternização aconteceu no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade e teve a participação dos colaboradores e das irmãs missionárias. No início houve um momento de cantos e reflexão e, em seguida foi dada uma dinâmica onde cada um customizou uma bolinha de árvore de natal, na qual foi colocada num grande árvore, simbolizando a contribuição que todos tiveram na missão neste ano de 2017. À tarde foi servido um almoço onde todos puderam desfrutar de uma comida saborosa e da companhia uns dos outros. Logo após, todos se encaminharam ao auditório para os jogos e brincadeiras. Bingo, karaokê e danças foram os pontos mais curtidos deste dia. Veja abaixo todos estes momentos:
E se Jesus nascesse hoje, como seria?

“Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Lucas 2:4-7 Quando lemos na Bíblia sobre o nascimento de Jesus, logo nos vem à mente um cenário bucólico de uma aconchegante gruta com uma manjedoura ao centro recheada de palha sequinha e tecidos limpos, com lindos animais como testemunhas do evento divino. Só que não. Acredite: essa imagem que nos é colocada em livros e pela TV não chega nem perto do que se passou naqueles tempos. José e Maria estavam numa fase bem difícil de suas vidas. Primeiramente, ela engravidara antes do casamento. Uma mulher que tivesse relações antes do casamento, naquela época, era condenada por apedrejamento. Além do preconceito e risco de vida que eles estavam passando, o imperador César Augusto havia decretado que fosse feito um recenseamento no país e ele tinha que ser feito na cidade natal da pessoa. Como José pertencia à linhagem do Rei Davi, precisou viajar com Maria para Belém, uma viagem de 138 quilômetros por estradas montanhosas e que durou vários dias. A estação quente e seca de outono também não ajudava e Maria estava com quase 9 meses em cima de um animal pequeno de carga. Chegando à Belém, todos os alojamentos e comércios estavam lotados por causa do registro e o único lugar que José encontrou disponível foi um estábulo, onde improvisaram um leito para Maria ter o seu bebê. Trazendo para os tempos modernos Situações como estas são vistas todos os dias em todos os lugares do mundo: pessoas sem recursos financeiros, pessoas sendo obrigadas a deixar seus países de origem por conta de guerras, desemprego ou por leis que não as aceitam no território. Trazendo esta situação para os dias de hoje, pense se Jesus bem não poderia ter nascido em qualquer das situações abaixo? Para refletir Que esta reflexão nos sirva como preparo para o verdadeiro nascimento de Jesus em nosso coração: aceitando o próximo como a nós mesmos, sem preconceito ou julgamento. Seja quem for e de onde vier. https://www.youtube.com/watch?v=iEVsOzn2xZU