Escolas Vivas também brincam o carnaval

Colégios da Rede de Educação promovem blocos carnavalescos com temática sobre direitos humanos O carnaval é uma das festas que mais traduzem a diversidade da cultura brasileira, por isso é considerado a celebração mais popular do País. Os enredos das escolas de samba, as temáticas dos blocos de rua e os motes dos bailes em clubes mostram a vibração do povo para assuntos do cotidiano do Brasil. Na programação de uma Escola Viva, o carnaval não fica de fora. É por isso que os colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo organizaram quatro espaços de folia: o Bloco do Stella, Bloco do Sagrado, Bloco do Coração de Maria e Bloco do Espírito Santo. O tema é “Carnaval com alegria e respeito aos direitos humanos”. O objetivo é convidar a comunidade educacional para uma reflexão, usando uma linguagem mais leve. Além disso, a proposta traz para a realidade das escolas o principal assunto que está em voga no País e faz, de forma direta, uma conexão com o tema transversal da Rede de Educação. Nas redes sociais das escolas, a ação já começou na semana que antecede o carnaval. Foram postados diariamente vídeos de professores, relacionando os conteúdos das disciplinas trabalhadas em sala de aula com a festa de Momo. Além disso, em ações de interação e relacionamento com a comunidade, os alunos estão distribuindo ventarolas de papel aos pedestres e vizinhos dos colégios. Elas levam mensagens sobre a importância de se respeitarem os direitos humanos. Para resgatar a expressão de alegria e festividade, os colégios realizarão bloquinhos de carnaval, nos quais os alunos, educadores e pais dos segmentos infantil e fundamental I poderão se divertir com segurança e tranquilidade. A ornamentação traz elementos que convidam os participantes a refletirem sobre o tema central da festa. Link vídeo Stella: https://www.instagram.com/p/BuXHKI9B7_w/ Link vídeo Sagrado: https://www.instagram.com/p/BuXEVo2hxCk/ Link vídeo Espírito Santo: https://www.instagram.com/p/BuZI2LjltzH/ Link vídeo Coração de Maria: https://www.instagram.com/p/BuXFgUNnIwb/
Testemunho Missionário – Irmã Anastasia Maria Kröhling

Sua missão é cuidar da saúde utilizando recursos da natureza. Mora em Juquitiba-SP e atende os que a procuram, ensinando-lhes como utilizar chás, florais e ervas medicinais.
Um encontro desafiador: Marcos 5,1-20

O episódio do encontro entre Jesus e o endemoniado de Gadara é como uma luz para humanizar a nossa sociedade globalizada. Pois, certamente, temos alcançado amplo desenvolvimento nos diversos campos da medicina. Destarte muitas doenças já foram superadas ou se tornaram de fácil controle. Entretanto outras adquiriram maior extensão, como é o caso das doenças psíquicas. Diante desse cenário, cabe perguntar-nos: como as doenças afetavam as pessoas no tempo de Jesus? Que faziam elas para recuperar a saúde? E, na nossa sociedade de hoje, quais são as doenças que mais nos comprometem? Que estamos fazendo para recuperar a saúde? Na época de Jesus, a doença ia além de um fato biológico, pois tinha a ver com a incapacidade de viver como filhos de Deus. Imaginemos a dor profunda das pessoas pelo fato de pensarem que tinham sido abandonadas por Deus. Isso, além de estigmatizá-las, permitia que fossem excluídas da convivência social. É o caso do endemoniado gadareno (ler o texto de Mc 5,1-20), que é refletido neste breve escrito. No episódio relatado em Marcos, não se trata da cura de uma doença. Refere–se a um exorcismo cheio de detalhes que devemos observar com atenção, para compreender sua estreita relação com a doença (outra margem do mar, terra pagã, sepulcros, espírito imundo, porcos). No intuito de compreender o significado desse exorcismo, devemos considerar a forte influência que a Palestina recebera da cultura mesopotâmica por volta dos séculos III a.C. e I d.C. Isso fortalecera o fenômeno das possessões por espíritos ou demônios (daimonia). Acreditavam tratar-se de uma série de forças personificadas que tomavam conta dos indivíduos, podendo influenciar e controlar sua existência, além de produzir enfermidades e trazer os males. Porém há contextos culturais em que não se pode protestar contra as injustiças e opressões. Nesse marco, o corpo expressa a queixa contra a sociedade “doente”: “E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras” (v. 6). É possível que os indivíduos que sofram opressão nem sejam conscientes da origem de sua condição, mas o fenômeno da “possessão” revela a intensa pressão política e familiar em que se encontram. Perante esses fatos, necessitamos nos perguntar: os estigmas que as sociedades modernas têm para todos os que se rebelam contra a injustiça favorecem a revisão do sistema ou mantêm esse sistema? Quando se outorga um papel marginal às vítimas do sistema opressivo (revoltosos, depressivos, delinquentes, migrantes, viciados, feministas, etc.), a violência se torna o veículo para a manutenção da ordem social injusta. Não é por acaso que triunfem os discursos que fomentam a violência em vistas da segurança nacional e individual. Na sociedade de Jesus, não era diferente, portanto as curas e exorcismos que ele fez suscitaram forte oposição da elite. Isso porque Jesus desafiava o sistema ideológico, tanto político como religioso, e propôs outra forma de entender as relações sociais e outra concepção de Deus. A figura do endemoninhado gadareno denuncia as consequências de um sistema que submete e escraviza. Seu nome “Legião” representa a violência global sistematizada e legalizada. E Jesus manda o espírito sair dele, ou seja, Jesus o liberta, o humaniza, desafiando o sistema de morte. A travessia da posição do endemoniado à proposta libertadora de Jesus rompeu o círculo da violência. Em nossa realidade, as pessoas também estamos submetidas a ideologias contrárias de nossa condição. É impactante a violência na que estamos submergidos, vítimas ou vitimários, vemo-nos imobilizados quando justificamos essa violência. Por isso nós também devemos ter a coragem de sair ao encontro de Jesus e fazermos a travessia de sair de nossos estreitos pensamentos para acolher a proposta libertadora do Senhor. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.
Papa promove encontro para proteção de crianças

Como resposta a escândalos que envolveram a Igreja Católica em casos de abuso sexual de crianças e adolescentes, o Papa Francisco convocou um encontro com os presidentes das conferências episcopais, superiores-gerais de congregações religiosas e outras autoridades para discutir “A proteção dos menores na Igreja”. O evento, realizado no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro, conta com um total de 190 participantes. Para esse encontro, o Papa pede orações, pois é importante que a Igreja enfrente essa situação, uma vez que, “Se algum membro sofre, todos os membros sofrem juntos” (1Cor 12,26). Segundo o Papa, será “um encontro em solidariedade, humildade e penitência”, e “o compromisso de proteger menores tem de ser assumido, clara e efetivamente, pela comunidade inteira, começando com os que estão nas mais altas posições de responsabilidade”. O Papa Francisco insiste que o abuso sexual de crianças e adolescentes é gravíssimo e tem de ser enfrentado em todos os seus aspectos. Ele acrescenta que a Igreja assumiu ficar, acima de tudo, em solidariedade às vítimas, às suas famílias e às comunidades feridas pelos escândalos. Esse encontro é muito importante para que toda a Igreja tome consciência da gravidade do problema e as medidas necessárias para garantir que as crianças sejam, de fato, protegidas do abuso sexual e de suas consequências físicas, morais e psicológicas. A Coordenadora-Geral das missionárias servas do Espírito Santo, Ir. Maria Theresia Hörnemann, como membro do Conselho da União Internacional das Superioras-Gerais (UISG), também participa do encontro e pede a todas as irmãs, amigos e colaboradores na missão que, com orações, apoiem o evento. Gravidade do problema Os escândalos ocorridos na Igreja é apenas a ponta de um problema ainda mais amplo que afeta a sociedade como um todo. Por tabu, o abuso sexual de menores ficou escondido durante muito tempo, mas está presente em praticamente todas as culturas e sociedades, e só recentemente vem sendo estudado. As estatísticas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, entre outras, embora assustadoras, não representam a verdadeira extensão dos abusos. Isso porque uma em cada três vítimas não conta para ninguém, seja por medo, vergonha, culpa, confusão ou desconfiança nas instituições. Aqui apresentamos alguns dados baseados em pesquisas: Em 2017, segundo dados da OMS, até 1 bilhão de crianças sofreram violência física, emocional ou sexual. O abuso sexual (de “passar a mão” a estupro), de acordo com algumas estimativas da UNICEF de 2014, afetou mais de 120 milhões de crianças. Em 2017, quase 17 milhões de mulheres adultas admitiram terem sido forçadas a ter relacionamento sexual durante a infância. Isso em 38 países de renda baixa e média. Só na Europa, em 2013, a OMS estimou que quase 18 milhões de bebês haviam sido vítimas de abuso sexual. Na Índia, entre 2001 e 2011, o “Centro Asiático de Direitos Humanos” registrou um total de 48.338 casos de estupro de menores, com um aumento de 336%: de 2.113 casos em 2001 para 7.112 casos em 2011. Nos Estados Unidos, dados oficiais do governo informam que mais de 700 milhões de crianças são vítimas de violência e abuso a cada ano. Mas, afinal, quem comete o abuso contra tantas crianças e adolescentes? O mais preocupante é que, em nível global, esses crimes são cometidos principalmente por pais, parentes ou professores. De acordo com dados do UNICEF relativos a 2017, em 28 países, de cada dez adolescentes que relataram relações sexuais forçadas, nove revelaram serem vítimas de pessoa conhecida ou próxima. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
Nações Unidas declaram 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas

A diversidade cultural é uma das maiores riquezas que temos no mundo, e é inegável a contribuição das comunidades indígenas para a preservação da história cultural da humanidade. Falantes da maioria das línguas mundiais, esses povos herdaram e continuam transmitindo às sucessivas gerações a história, os costumes, as formas artísticas, as tradições, a memória, o pensamento e significados dessas culturas. De acordo com dados da UNESCO, existem hoje 370 milhões de indígenas no mundo, presentes em 90 países. Ao todo, são 5 mil culturas indígenas distintas. É pela linguagem que esses povos mantêm viva a memória do passado e constroem seu futuro. Apesar dessa relevância, as línguas indígenas vêm desaparecendo em um ritmo alarmante. Assim, diante dessa perda progressiva do que é considerado patrimônio mundial, a UNESCO declarou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas e pretende focar nas seguintes áreas: • aumento da compreensão, da reconciliação e da cooperação internacional; • criação de condições favoráveis para o intercâmbio de conhecimentos e difusão das boas práticas em relação às línguas indígenas; • integração das línguas indígenas no estabelecimento de normas; • empoderamento por meio da capacitação; • crescimento e desenvolvimento por meio da elaboração de novos saberes. Para melhor difundir pesquisas, eventos, vídeos, formas de participação e outras informações, foi criado o site (em espanhol) https://es.iyil2019.org/. Conhecer a cultura desses povos certamente é a melhor maneira para ajudar em sua preservação. A perda de elementos culturais, como as línguas indígenas, é um prejuízo enorme para toda a humanidade e não apenas para um grupo. Por isso empenhemo-nos, todos, na conservação das línguas indígenas! Por: Irmã Stela Maris MartinsPresidente da Redes (Rede de Solidariedade) e graduanda em Ciências Sociais pela PUC Rio.
A acolhida que muda a vida dos migrantes

O fenômeno da migração cresceu tanto no Brasil como no mundo que se tornou um forte apelo missionário para a Congregação, especialmente diante dos inúmeros sofrimentos e dificuldades que os migrantes enfrentam até se integrarem em sua nova terra. Em São Paulo-SP, as missionárias servas do Espírito Santo, ao escutarem as necessidades dos migrantes da região do Brás, deram início ao Centro de Integração do Migrante (CIM). Atualmente, o espaço oferece atividades educativas e culturais para crianças, adolescentes, jovens e adultos. A seguir, publicamos o depoimento de Lucélia Arrioja, imigrante venezuelana que trabalha no CIM como coordenadora de projetos sociais. O CIM ajuda a acalmar as angústias e a diminuir as dores O Centro de Integração do Migrante (CIM), localizado no bairro do Brás, na cidade de São Paulo-SP, funciona desde 12 de dezembro de 2015. Apareceu como uma luz no caminho dos migrantes que chegamos ao país, procurando uma mão amiga, entre tanto cansaço, angústia e momentos difíceis que passamos desde que decidimos começar a viagem até aqui. Nesse sentido, as pessoas que pensaram, criaram e materializaram o projeto trabalharam, dia após dia, com persistência, dedicação, humildade e, sobretudo, uma grande sensibilidade pelo próximo que não necessitava de palavras, porque, pelo olhar, o ouvir e o manter os braços abertos diante de qualquer circunstância, conseguiram ajudar a acalmar as angústias e diminuir as dores. E esse jeito de tratar as pessoas como seres humanos que são fez uma grande diferença que tocou no coração de muitas outras que eram cegas e surdas diante dessa realidade. No percorrer dos anos, multiplicou-se com o envolvimento e apoio de voluntários e pessoas da comunidade, convertendo-se em um espaço alternativo onde todas as pessoas são bem recebidas sem importar raça, cor, religião ou cultura. No entanto, não foi uma tarefa fácil, porque, como migrantes, sejamos de outros países ou dentro do Brasil mesmo, sofremos preconceitos. Muitas pessoas nos olham como ameaças e outras tantas se aproveitam de nossas necessidades e nos exploram com trabalhos forçados ou de muitas horas de duração. Porém o CIM tenta quebrar esses flagelos que nos afetam, usando a educação combinada com diferentes atividades que envolvem crianças, adultos e idosos. Nosso CIM, como muitas pessoas gostam de chamá-lo, veio para transformar a vida de todo aquele que passa ou faz parte dele, porque, em sua essência, tem como premissa proteger, integrar, promover e, sobretudo, acolher a todos e todas. Mas se esforçam para nos empoderar, por meio de cursos livres de capacitação, que nos ajudam a ter outras ferramentas tanto acadêmicas quanto espirituais para nos manter fortalecidos e sentindo que não estamos sozinhos em nossa caminhada nesta metrópole. No meu caso particular, eu considero o Centro como minha segunda casa e as irmãs e companheiros como parte dessa família que formamos baseada num vínculo que nos une, traduzido pelo amor que temos uns aos outros e que nos permitiu avançar nesta caminhada que empreendemos há pouco mais de dois anos, desde que saímos da Venezuela. E aconteceu porque, quando chegamos aqui, neste espaço, fomos acolhidos com tanto carinho e com uma “sorofraternidade” que jamais esqueceremos e que, para sempre, agradeceremos. Cada uma das irmãs e professoras(es) que já passaram ou que ainda se encontram trabalhando no CIM terão um lugar muito especial em nossos corações, como tenho a certeza de que estarão nos corações de outros tantos migrantes que estão no Brasil ou que já continuaram sua viagem. A mística de trabalho que aqui se tem faz com que cada vez somemos mais pessoas a participarem ativamente na criação de novos projetos ou na permanência e melhoria dos que já estão sendo executados. Para nós, isso é motivo de alegria e satisfação, porque é um resultado positivo que nos indica que estamos no caminho certo e que, para além dos tropeços, temos a convicção de estar colaborando, a partir de nosso CIM, para a construção de um Brasil melhor para todos os que aqui já vivemos e também para os que vêm chegando. Para finalizar, é importante mencionar que, nos últimos dois anos em que trabalhei nesta instituição, sinto muito orgulho, junto com os meus colegas, pelo fato de ter atendido muitas pessoas que enriqueceram o espaço com sua sabedoria e diversidade cultural. Lucelia del Valle Briceño ArriojaCoordenadora de projetos sociais do CIM
Escolas ainda mais vivas com o retorno às aulas

Um novo ano, um novo ciclo, uma nova etapa, novos aprendizados. Os colégios da Rede Missionárias Servas do Espírito Santo se prepararam para receber seus alunos para mais um ano letivo. Os educadores dos quatro colégios e dos três centros educacionais passaram por uma jornada pedagógica, na qual puderam pensar e discutir os próximos passos nesse encantador caminho rumo ao conhecimento. A irmã Maria Aparecida Ribeiro acompanhou as atividades do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, o primeiro a ser fundado, e também de nossas creches. A irmã Maria de Fátima Marques esteve nos Colégios Espírito Santo, em São Paulo-SP, Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ, e no Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. “Levamos a mensagem de nosso papel missionário. Ressaltamos a nossa responsabilidade na formação não só dos alunos, mas sim de toda as famílias. Uma tendência mercadológica vem transformando a educação em commodity. Nossa rede de educação não acredita nisso e não pratica essa visão. Os nossos educadores entendem e avalizam que o carisma missionário de nossa Congregação é a vanguarda da educação. Essa convicção é muito importante, pois são eles que fazem as nossas escolas pulsarem, fazem com que sejam escolas vivas”, enfatiza irmã Maria de Fátima, presidente da Rede de Educação. “Para dar as boas-vindas aos alunos dos colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, fizemos uma brincadeira divertida: transformarmos as escolas em um álbum de figurinhas”, conta irmã Maria de Fátima. No primeiro dia de aula, os alunos receberam o álbum, mas com apenas um pacotinho de figurinhas. Todos ficaram eufóricos, e a pergunta mais respondida pelos educadores era “Como fazemos para ganhar outras figurinhas?”. Para receber outros pacotinhos, eles devem participar de atividades pedagógicas preparadas especialmente para essa distribuição. Figurinha repetida completa álbum? Não! Então, em momentos de socialização, eles trocarão os cromos. Mesmo com décadas de idade (o caçula é o Colégio Espírito Santo, que tem 80 anos), os nossos colégios não param de se modernizar. O período de férias foi de movimentação intensa em todas as unidades, para deixar as estruturas preparadas para acolher os alunos. As benfeitorias são constantes. O Stella está recebendo novas salas de aulas e banheiros. O Coração de Maria está reformando o espaço que abriga o sistema semi-integral, além de toda a infraestrutura elétrica, telefonia e rede de internet que está sendo refeita, o que garantirá grande otimização na parte tecnológica. Já no Sagrado, a clássica e imponente fachada está sendo restaurada. O Espírito Santo modernizou o sistema de audiovisual das salas de aulas. Nós nos orgulhamos de sermos escolas vivas e estamos preparados para mais um ano letivo com muito empenho e alegria.
CURSO DE BIBLIODRAMA – 2019

O Bibliodrama é uma nova abordagem bíblica a partir da leitura contextualizada e criativa da Palavra de Deus, integrando-a no concreto da nossa vida e missão. Venha conhecer e fazer a experiência desta nova maneira de vivenciar a Bíblia em sua vida pessoal, profissional e na liderança. No Curso apresentaremos os Elementos do Bibliodrama em quatro etapas, cada uma num final de semana durante o ano de 2019: • 1ª etapa: 30 e 31 de março • 2ª etapa: 29 e 30 de junho • 3ª etapa: 17 e 18 de agosto • 4ª etapa: 30 de novembro e 1º de dezembro O curso acontece nos finais de semana com início na sexta-feira à noite com o jantar e momento de integração. Os participantes receberão certificado no final do curso. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… DESTINATÁRIOS Educadores (as) e Lideranças Leigas e Religiosas.Vagas limitadas a 25 participantes.Trazer para o curso: Bíblia, caderno para anotações e objetos de uso pessoal. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… LOCAL Centro Missionário Cultural Santíssima TrindadeRua São Benedito, 2146 – Santo Amaro – São Paulo/SP – Tel.: 11-5687-7229 ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… FACILITADORES Ir. Paolo Delucca, SVD Ir. Maria de Fátima Marques de Oliveira, SSpS Ir. Heloise Matos, SSpS ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… INVESTIMENTO R$ 380,00 para cada etapa, incluindo hospedagem e todas as refeições. O investimento total será de R$ 1.520,00. Cada pessoa custeia sua viagem. INSCRIÇÕES Preencha sua ficha de inscrição até 28/02/2019 pelo Bibliodrama 2019Só serão aceitas as inscrições de quem fizer todas as etapas. Venha vivenciar o Bibliodrama e aprofundar a EspiritualidadeMissionária e Trinitária transformando sua vida e missão.
Vida, missão e martírio: o testemunho da Ir. Dorothy nos desafia

Neste dia 12 de fevereiro, recordamos com indignação o assassinato da Ir. Dorothy Stang, ocorrido em 2005. Missionária da Congregação de Notre-Dame, Ir. Dorothy foi brutalmente alvejada no Município de Anapu–PA. Por décadas, ela se dedicou a aliviar o sofrimento do povo pobre, promover a reforma agrária e a proteger o meio ambiente. Sua ação profética por meio de projetos concretos incomodou os poderosos daquela região: latifundiários interessados na extração de madeira, na expansão do plantio da soja, na conquista do espaço para o gado e na mineração. Depois de 14 anos de seu martírio, percebemos que a Mãe Terra e os filhos do solo paraense continuam sofrendo devido aos avanços do capitalismo selvagem. Indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades pobres são os mais vulneráveis aos múltiplos impactos socioambientais gerados pelos megaprojetos. De acordo com informações do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, dos 2.441 km2 de área desmatada entre agosto de 2017 e maio de 2018, 852 km2 foram no Pará. Somente no mês de maio de 2018, a floresta amazônica perdeu uma área verde equivalente a duas vezes o tamanho de Belo Horizonte. Outro projeto de grande impacto para os comunitários e para o meio ambiente no Pará é a mineração de bauxita. A Mineração Rio do Norte (MRN) é a maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira maior operação do mundo. As concessões de lavra da empresa abrangem 123.757,12 hectares de floresta amazônica. Além da contaminação das águas, a grande preocupação para os moradores da região são as barragens de rejeitos construídas pela MRN. Um campo de grandes contradições no Estado se refere à produção, distribuição e custos da energia elétrica. O Pará, depois do Paraná, é o Estado que mais gera energia de fonte hídrica. Com as novas instalações na hidrelétrica de Belo Monte, em 2020, tende a ser o primeiro. A Celpa (Centrais Elétricas do Pará S/A) é a única empresa de distribuição de energia elétrica para todo o Estado. Entre 2017 e 2018, ela acumulou um lucro líquido de 549,32 milhões de reais. No entanto, no Brasil, são os moradores do Pará que pagam mais caro pelo consumo de energia elétrica. Mais grave ainda é que existem comunidades onde não há energia nas casas. Estradas em péssimo estado, escolas precárias, falta de transporte, precariedade no sistema de saúde são outras realidades que ferem os direitos garantidos na Constituição, negligenciados ao povo do Pará. A Igreja local depara com esses desafios e enfrenta seus próprios limites. As distâncias entre as comunidades são grandes. O número de padres e religiosas é baixo para a demanda local. Nem sempre há consenso sobre a organização e a ação da Igreja ante a realidade do lugar. Diante desse quadro, Ir. Dorothy continua sendo um raio de luz no coração da Amazônia. Sua vida, consagração e missão conclama especialmente a vida consagrada religiosa a voltar o olhar para essa parte do Brasil. Sua entrega total e seu sangue derramado é o testemunho mais fiel de que seguir o Evangelho é comprometer-se com a integridade da criação até as últimas consequências. IRMÃ DOROTHY, PRESENTE! Por: Irmã Stela Maris Martins Presidente da Redes (Rede de Solidariedade) e graduanda em Ciências Sociais pela PUC Rio
Solidariedade da Igreja a Brumadinho

Duas semanas depois do rompimento da barragem em Brumadinho-MG, a situação do local e das famílias das vítimas é desoladora. A Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio da Paróquia de São Sebastião, em Brumadinho, está mobilizada para visitar as famílias e dar todo o apoio pastoral possível. Os dados oficiais registram, até o momento, 150 mortos e 182 desaparecidos, mas existe a suspeita de que há muito mais. Uma de nossas missionárias, a irmã Francisca Romana da Costa, da Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, esteve com os agentes de pastoral e outras religiosas visitando as famílias. Ela dá seu depoimento sobre a situação que encontrou. O que podemos fazer para que isso não aconteça mais? “Ao me aproximar da cidade, já sentia algo que não dá para explicar. Um clima de desolação, de luto… Até a natureza demostrava algo estranho, como se, dentro da gente, a destruição tomasse conta. Não dá para explicar… Ao chegar à Paróquia São Sebastião, de onde todos partem para as visitas, percebi que, apesar do clima de muita dor e desolação, a paróquia está bem organizada, e os agentes de pastorais e os jovens estão incansavelmente presentes a cada dia. Eles percorrem a cidade e visitam os afetados pela barragem. O espírito de solidariedade e de compaixão é forte em todos os lados. Na Igreja, colocaram o Santíssimo exposto, oferecendo um momento forte de oração no qual os afetados encontram a força necessária para prosseguir. Nos velórios, os agentes de pastoral dão toda a assistência, com as orações das exéquias, consolando e dando forças às famílias neste momento cruel. Visitei algumas famílias. Estas continuamente indagavam o porquê de tudo isso. Falaram que sempre comentavam sobre o perigo da barragem. Dessas famílias que visitei, algumas já sepultaram seus entes queridos, outras não. As que não encontraram os corpos estão mais desesperadas e sofridas pela tragédia. Elas querem e esperam pelo corpo. O tempo está passando e vai ficando cada vez mais difícil. As estatísticas que divulgam não correspondem ao que é, pois são muito mais desaparecidos. É realmente uma tragédia enorme, que destruiu a vida humana de muitos e toda a natureza. Sabemos que o rio Paraopeba já não tem vida, e vai levando adiante mais e mais destruição. É devastador! Muito se fala, mas o que se faz é pouco. É impossível conter as consequências desses rejeitos, que já estão chegando ao Rio São Francisco. Os nossos trabalhos de missão e como fazemos as visitas são sempre enriquecedores em nossa vida. Mas uma tragédia como esta mexe com tudo em nós. Ver a cidade toda num clima de tanta tristeza choca… Comove o coração e dá uma sensação de impotência diante de tudo isso. Sabemos que a tragédia poderia ser evitada. Sabemos que as medidas de segurança e de fiscalização não foram tomadas… Pela ganância de alguns, muitas vidas se vão! O que podemos fazer para que isso não aconteça mais? Brumadinho agora está sendo em parte assistida, mas o pior ainda está por vir. As consequências de saúde e os traumas psíquicos desta tragédia vão aparecer mais adiante. O efeito devastador destes rejeitos de minério vão prosseguir por quilômetros, destruindo a vida por longo tempo.” Irmã Francisca Romana da Costa, SSpS – Enfermeira, estudou Teologia Pastoral, pós-graduanda em Direção Espiritual, atua como agente de pastoral e animadora vocacional.