Jornada Mundial dos Pobres

“A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19) é a inspiração bíblica para a III Jornada Mundial dos Pobres, que se realizará de 10 a 17 de novembro deste ano. Mas o que é essa jornada e o que ela pretende? O Papa Francisco, após o encerramento do Ano da Misericórdia, em 2016, teve a inspiração de convocar a Jornada Mundial dos Pobres para incentivar as comunidades cristãs e as pessoas de boa vontade a levarem esperança e conforto aos mais necessitados. A jornada é um convite à solidariedade humana e a ações concretas. Na mensagem divulgada pelo Papa, ele afirma que “A opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar para não trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperança concreta a tantos indefesos”. Apesar de todos os avanços tecnológicos que permitem a superação da escassez e a produção de alimentos suficientes para que ninguém passe fome, a pobreza ainda atinge inúmeras pessoas em grande parte de nosso país, pois a riqueza está concentrada em uma quantidade cada vez menor de pessoas. Aumento da pobreza no Brasil De acordo com os dados do Cadastro Único do Ministério da Cidadania, a pobreza extrema no Brasil aumentou e já atinge 13,2 milhões de pessoas. Nos últimos sete anos, mais de 500 mil pessoas entraram em situação de miséria. O Nordeste tem os piores índices, especialmente Piauí, Maranhão e Paraíba. Do ano passado para cá, a extrema pobreza vem aumentando em torno de 10,5% em Roraima e no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, o total de famílias inscritas no Cadastro Único, até junho de 2019, era de 158.280, entre as quais 71.091 com renda familiar per capita de até R$ 89,00 por mês. O Brasil já tinha saído do Mapa da Fome em 2014, mas se a situação não melhorar, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) poderá incluí-lo novamente entre os países em que mais de 5% da população consome menos calorias do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2016 e 2017, a pobreza no Brasil passou de 25,7% para 26,5% da população. O número dos extremamente pobres, aqueles que vivem com menos de R$ 140,00 mensais, saltou, no período, de 6,6% para 7,4% dos brasileiros. O que fazer diante disso? Quando a vida está ameaçada, é necessário buscar providências concretas, como dar comida a quem tem fome e ajudar a satisfazer as necessidades básicas, que garantam a sobrevivência. Isso é essencial, mas não o suficiente. Precisamos buscar caminhos para que as pessoas possam viver dignamente. Aí vem o papel das políticas públicas que, de acordo com o texto-base da Campanha da Fraternidade 2019, “São ações discutidas, aprovadas e programadas para que todos os cidadãos possam ter uma vida digna, além de serem soluções específicas para as necessidades e problemas da sociedade. É a ação do Estado que busca garantir a segurança, a ordem, o bem-estar, a dignidade por meio de ações baseadas no direito e na justiça”. O governo, de modo geral, não consegue atender às necessidades da população em extrema pobreza e nem sempre tem políticas públicas adequadas. Por isso inúmeras organizações não governamentais (ONG) e instituições religiosas buscam dar atendimento aos mais pobres. As missionárias servas do Espírito Santo, nos países onde atuamos e, de modo bem concreto, no Brasil, desenvolvemos diferentes projetos na linha da superação da pobreza, entre eles a manutenção de creches em bairros pobres, para que as mães possam trabalhar. Mas também atuamos em nível sistêmico em organizações como a Vivat Internacional e, recentemente, a Vivat Brasil, que tem como uma de suas metas a superação da pobreza. Mas cada pessoa pode fazer a sua parte e encontrar formas concretas de ajudar os pobres: “dando o peixe” quando a fome aperta e “ensinando a pescar”, para que a fome não volte. Combater as causas estruturais que geram a pobreza é o melhor caminho para que todos tenham uma vida digna. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______
Presença missionária em Papua-Nova Guiné

Papua-Nova Guiné, país da Oceania, é um mundo desconhecido para a maioria dos brasileiros, mas foi um dos primeiros campos de missão das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS). Elas estão lá desde 1899. Com uma cultura riquíssima, o país tem três idiomas oficiais e mais de 800 línguas indígenas locais, para se ter uma ideia da variedade de grupos nativos. A população enfrenta problemas sociais, como pobreza, violência, mortalidade infantil, falta de acesso à educação, entre outros. Por isso, além do trabalho pastoral e de anúncio do Evangelho que as irmãs realizam, elas também atuam nas áreas em que há maior necessidade, como escolas, hospitais, maternidades, clínicas itinerantes, atendimento a pessoas com HIV/Aids, promoção da mulher, projetos de desenvolvimento social e de formação nas aldeias. A presença das irmãs em Papua-Nova Guiné motivou os alunos do 2º ano do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, a produzirem uma peça de teatro sobre a realidade daquele país e encená-la durante a II Semana Sem Fronteiras, realizada no início de outubro. Dada a qualidade do trabalho, os alunos foram convidados para se apresentarem no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, para o encerramento do Mês Missionário Extraordinário. Encerramento do Mês Missionário No dia do aniversário de nascimento de Santo Arnaldo Janssen, 5 de novembro, o Centro Missionário promoveu um evento para encerrar o Mês Missionário Extraordinário. Estiveram presentes os alunos do Curso de Formação Teológica e Missionária, as irmãs da Comunidade do Convento Santíssima Trindade e Santana, e o grupo de alunos do Colégio Espírito Santo, acompanhados dos professores, para assistir ao teatro sobre Papua-Nova Guiné. A peça, toda montada pelos alunos, apresentou uma jovem que, ao chegar em casa, liga a televisão e assiste a diferentes gêneros de programação, todos sobre Papua-Nova Guiné. Os alunos encenam os programas, mostram danças típicas e incluem documentários, entrevistas e até o depoimento em vídeo de uma missionária brasileira, Ir. Lourdes Hummes, que trabalhou 18 anos naquele país. Depois de uma hora de apresentação, uma terra até então longínqua e desconhecida passou a fazer parte do coração dos que assistiram à peça. Souberam do drama que as mulheres enfrentam, uma vez que, por causa da cultura machista, são vítimas constantes de violência doméstica, estupro e outros crimes. Somente há poucos anos, o país adotou uma legislação que as protege, mas mudanças culturais são lentas, e os homens continuam violentos. Mas o público também viu a beleza de sua natureza, de suas danças e de seus povos. É um país exótico, cheio de mistérios e com muitos desafios. Os 120 anos de presença missionária naquele país certamente estão contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, educação, saúde e a oportunidade de conhecer os valores do Evangelho. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______
O encontro que me enviou em missão (Mateus 28,1-10)

O Sínodo da Amazônia tem despertado grande interesse nos cristãos e na sociedade em geral. A cada dia, assistimos a inúmeros comentários e reflexões sobre a busca, a partir da Amazônia, de novos caminhos para a Igreja. O grito dos pobres, dos indígenas, da natureza e das mulheres marcou pautas de debate no Sínodo. Além disso, o tema da possível ordenação de diaconisas repercutiu no mundo com vozes a favor e encontra. Não nos cabe analisar aqui esse tema, basta-nos apenas refletir o trecho de Mateus 28,1-10, buscando compreender, à luz da Palavra, a grande confiança que Jesus teve nas mulheres que o seguiam e o seguem. Confiança que, no dia de sua ressurreição, ele mesmo confirmou: Ide anunciar a meus irmãos… 1Após o sábado, no início do primeiro dia da semana, Maria de Mágdala e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2E eis que produziu um grande terremoto: o Anjo do Senhor desceu do céu, veio rolar a pedra e sentou-se em cima. 3Seu aspecto era de relâmpago, e sua veste, branca como a neve. 4Com o medo que tiveram dele, os guardas ficaram estarrecidos e como mortos. 5Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: “Não tenham medo! Sei que vocês procuram Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito”. 7Depois, “Ide depressa dizer a seus discípulos: ‘Ele ressuscitou dos mortos’. E eis que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. É o que tenho a vos dizer”. 8Deixando às pressas o sepulcro, com medo e grande alegria, elas correram para levar a notícia a seus discípulos. 9E eis que Jesus veio a seu encontro e lhes disse: “Alegrai-vos”. Elas se aproximaram dele e abraçaram-lhe os pés, e, prostrando-se, o adoraram. 10Então Jesus lhes disse: “Não temais. Ide anunciar a meus irmãos que eles devem ir à Galileia. Lá é que eles me verão”. Depois da narrativa da morte de Jesus, segue-se o relato da ressurreição. Lembremos que Jesus foi julgado e condenado à morte acusado de crime de blasfêmia (Mt 26,65). Isso ocorreu durante o governo de Herodes (Mt 27,2.14) e quando Caifás era o sumo sacerdote de Jerusalém (Mt 26,3). Era uma sexta-feira quando Jesus foi crucificado. É, portanto, significativo que os relatos da ressurreição comecem com o shabbat. Isso é um aviso de que o grande acontecimento da ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana. No pano de fundo das narrativas, há uma chamada de atenção aos leitores para “algo novo” que está acontecendo. E dele as Marias foram as primeiras testemunhas. Elas tinham ido ao sepulcro, segundo o evangelista Marcos, com o objetivo de embalsamar o corpo (Mc 16,1). Ora bem, mesmo que Mateus refira-se somente a duas mulheres, Maria Madalena e a outra Maria, como as primeiras a inteirar-se da alegria da ressurreição (v. 1), é obvio que elas estariam junto com outras (cf. Mc 15,40; Mt 27,55; Lc 23,49). Tratava-se daquelas que tinham seguido Jesus desde a Galileia, tinham-no acompanhado em sua paixão e crucifixão, e estado presentes quando o puseram no sepulcro (Mc 15,47; Mt 27,61; Lc 23,55). E, desta vez, recebiam a alegre surpresa: Jesus estava vivo! Embora parecesse muito belo para ser verdade, era verdade! Depois dessa bela experiência, coube a essas mulheres reunir de novo os discípulos e levar a eles a Boa Notícia da ressurreição (Mc 16,1-8; Mt 28,1-10; Lc 24,1-8; Jo 20,11-17). O relato mateano está ornado de imagens: “grande terremoto”, “um anjo com aspecto como de relâmpago” e “vestes brancas como a neve”. São imagens que simbolicamente revelam o sentido escondido dos acontecimentos. Trata-se duma linguagem apocalíptica, própria dessa época. Com certeza, quer-se destacar e assegurar a veracidade da grande descoberta: o sepulcro estava vazio. Jesus havia ressuscitado! Estudiosos concordam que o “grande terremoto” pode estar rememorando o acontecido na sexta-feira. Porém, agora, em vez de avisar a morte de Jesus, mostrava a completude de sua missão. Notemos que esse terremoto era de maior proporção que o da crucificação, pois, por meio dele, era comunicada a nós a vitória divina, a prova da nova vida e a confirmação das promessas (Mt 17,9.22; Mc 8,31; 9,31; Lc 9,22). Além disso, o Anjo vindo do céu surgiu pela primeira vez fazendo uso de um poder assustador, vindo do Senhor. Em outras passagens, os anjos aparecem somente como mensageiros da Palavra de Deus (Lc 1,12.19.26; Mt 1,20; 2,13), mas sem usar do poder. O anjo tinha a aparência de um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Isso remete à cena da transfiguração no monte (Mt 17,1-2; Mc 9,2-3; Lc 9,28-29). O anjo falou às mulheres usando dois imperativos: Não tenham medo! Falem! As mulheres que tinham chegado ao sepulcro se deparavam com duas barreiras: a grande pedra que fechava o túmulo e os guardas que tinham sido colocados pelas autoridades para resguardar o lugar. Mas, em vez de lutar contra as barreiras, ficaram perplexas: a pedra fora removida, os guardas ficaram como mortos, e o Anjo, radiante de luz, explicou-lhes a razão. O caminho estava livre, mas Jesus não estava lá, porque havia ressuscitado. As discípulas não tinham entendido que era necessário que tudo aquilo acontecesse para que a promessa de ressuscitar dos mortos se cumprisse. O Anjo as convidou a olhar o sepulcro, para que seu coração se acalmasse e pudessem logo contar aos outros discípulos: Falem! A promessa de ir diante deles à Galileia logo iria cumprir-se. As Marias, com medo e grande alegria, puseram-se a caminho. Tratava-se do medo de quem não estava ainda preparado para ver que aquele que morrera na cruz vivia! Pois bem, indo avisar aos discípulos, encontraram-se com Cristo. Ele as saudou: “Alegrai-vos”. As mulheres corresponderam à saudação, prostrando-se e adorando-o. O fato de adorar é sinal do reconhecimento de que Jesus é “verdadeiro Deus e verdadeiro homem”. Cristo repete às mulheres o que o Anjo lhes tinha dito, mas, no diálogo, existe uma mudança importante: em vez de os chamar de meus “discípulos”, Ele os chamou
À luz do Evangelho Dominical

A Igreja dedica este domingo à Solenidade de Todos os Santos, transferida, no Brasil, do dia 1º de novembro. O Evangelho proclamado na liturgia é a versão de Mateus (5,1-12a) sobre as “Bem-Aventuranças”. O padre Raimundo da Silva, CRL, explica que o texto apresenta o ideal de santidade. A primeira bem-aventurança, “Feliz os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (v. 3), é a principal, inspirada na profecia de Sofonias (3,11-13), falando do resto de Israel que busca refúgio no nome do Senhor. As outras, segundo o Pe. Raimundo, derivam desta. Não basta ser pobre, é preciso humildade para entrar na dinâmica do Reino. Os aflitos, mencionados por Jesus, representam os sofredores, os injustiçados, os que choram o mal causado a si e a outros. Jesus lhes dá esperança, dizendo que serão consolados. Já no contexto do Salmo 37, a palavra “manso” refere-se ao impotente, ao humilhado. Essas pessoas são exortadas a confiar em Deus e a não fazer justiça com as próprias mãos. As bem-aventuranças ainda falam daqueles que têm fome e sede de justiça, dos que praticam a misericórdia, de quem é puro de coração, dos promotores da paz e dos perseguidos por seguir o Senhor. Em hebraico, “bem-aventurança” significa “colocar-se em movimento”. A infelicidade é estar imobilizado, parado no tempo, estático diante das injustiças. Por isso, segundo Pe. Raimundo, o trecho bíblico é um convite a colocar-se em marcha. Assista ao vídeo produzido pela Verbo Filmes e veja o conteúdo completo.
Movimentos lembram os 40 anos da morte do operário católico Santo Dias

Movimentos eclesiais e sociais recordam, nesta quarta-feira, 30 de outubro, os 40 anos do assassinato do sindicalista católico Santo Dias da Silva. O operário é uma das figuras brasileiras mais emblemáticas na luta pelos direitos humanos e por melhores condições a trabalhadores e pessoas pobres. Ele foi morto aos 37 anos, ao tomar um tiro pelas costas, disparado por um policial militar durante uma manifestação pacífica, na porta de uma fábrica localizada na Zona Sul da capital paulista. A irmã Cecília Hansen, missionária serva do Espírito Santo, conheceu de perto o jovem sindicalista. Ela atua no Comitê Santo Dias, que mantém vivas as lutas defendidas pelo militante e a memória do operário. A religiosa conta que, além do engajamento sindical como metalúrgico, Santo Dias tinha uma intensa atuação cristã. “Já em sua terra natal (Terra Roxa, interior de São Paulo), participou da Legião de Maria, Congregação Mariana e das lutas dos trabalhadores rurais”, relata. A irmã acrescenta que o sempre alegre Santo também foi ministro extraordinário da comunhão e frequentemente visitava os enfermos na periferia de São Paulo. “Em sua fé, sempre se mostrou inabalável, mesmo diante das grandes dificuldades. Seu compromisso com os trabalhadores vem de suas convicções da vivência do Evangelho na vida”, testemunha a missionária. Ao lado da esposa, Ana Maria do Carmo, Santo Dias participou do Movimento Custo de Vida. Em plena ditadura militar, na década de 70, contestava o aumento dos gastos das famílias. Uma das iniciativas mais célebres foi um abaixo-assinado firmado por 1,3 milhão de pessoas, pedindo ao presidente da República a redução dos preços de produtos básicos. A apresentação do documento reuniu cerca de 20 mil pessoas na Praça da Sé, no Centro de São Paulo. Santo também participou ativamente da Pastoral Operária, surgida das reflexões das Comunidades Eclesiais de Base (CEB). A morte de Santo Dias causou grande comoção à época, conta Ir. Cecília. O cortejo fúnebre reuniu uma multidão em frente à Catedral da Sé, transformando-se numa grande manifestação contra as forças que oprimiam o povo. Imediatamente após o assassinato do sindicalista, foi criado o Comitê Santo Dias. A primeira ação do Comitê foi acompanhar de perto o julgamento do assassino. As sessões no Tribunal foram seguidas pela população. Irmã Cecília relata que, na primeira instância, o autor foi condenado, contudo, mesmo com a clareza de todas as evidências, o policial foi absolvido na segunda. “Criou uma descrença e desconfiança na Justiça. Mostrou que o poder está acima da Justiça. Fiquei indignada!”, lamenta Ir. Cecília. Parques, praças, pontes, escolas e projetos sociais no Brasil e no exterior ganharam o nome do sindicalista católico. Desde 1998, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo concede o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos, e a Arquidiocese de São Paulo criou o Centro Santo Dias de Direitos Humanos, que visa a defender a causa de pessoas de diversas comunidades. Programação Para lembrar os 40 anos do assassinato de Santo Dias, uma intensa programação foi organizada em várias partes do Brasil. Em São Paulo-SP, o Comitê promove a Semana Santo Dias 2019. Veja os principais eventos da programação: 30 de outubro (quarta-feira), 14h Ato em frente à antiga fábrica Sylvania e celebração no Cemitério Campo Grande: Rua Quararibeia, altura do nº 200. 2 de novembro (sábado) 24ª Caminhada pela Vida e pela Paz – saída de pontos diferentes até o Cemitério São Luiz. Às 8h, encontro na Paróquia Santos Mártires: Rua Luís Baldinato, 9. Encontro no CDHEP (Centro de Direitos Humanos e Educação Popular): Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180. 3 de novembro (domingo), 8h Missa dos Mártires – Paróquia Santos Mártires: Rua Luís Baldinato, 9. 9 de novembro (sábado) ,10h Roda de Conversa – EMEI Santo Dias da Silva: Praça Michel Mattar, s/nº. 23 de novembro (sábado), 10h Lançamento da 2ª edição do livro “Santo Dias: quando o passado se transforma se em História” – Instituto Cultural de Trabalhadores/as da Zona Sul: Rua Antônio Foster, 100 – Vila Socorro. Outras informações sobre a vida e o legado de Santo Dias, além do programa completo das homenagens em São Paulo estão disponíveis no endereço https://cmpmboicp.wixsite.com/santo-dias Diácono Alessandro Faleiro MarquesDiácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte, professor de Língua Portuguesa de aspirantes e verbitas estrangeiros na Província Brasil Norte, revisor de textos para as irmãs servas do Espírito Santo.
À luz do Evangelho Dominical

Neste 30º Domingo do Tempo Comum, a liturgia traz o Evangelho de Lucas (18,9-14), que conta a parábola do fariseu e do cobrador de impostos (chamado também de publicano). O padre Fábio Pires, missionário do Verbo Divino e especialista em Bíblia, reflete sobre o trecho. O cenário é o templo, lugar de oração. Cada personagem relaciona-se com Deus de uma maneira completamente diversa. Jesus chama a atenção daqueles que instrumentalizam a religião e a usam para afirmar a si próprios. Essas pessoas são representadas, na parábola, pelos fariseus. Do outro lado, está o publicano. Este se põe afastado, reconhece sua fraqueza e a necessidade do perdão de Deus. Quem demonstra humildade em sua relação com o Pai volta para casa justificado, atendido em sua prece. Jesus nos ensina que precisamos de uma oração tal como a dos pobres, de total confiança em Deus, conhecedor das limitações humanas. “Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado” (v. 14). Assista ao vídeo produzido pela Verbo Filmes e saiba mais.
II Semana sem Fronteiras

De 30 de setembro a 5 de outubro, a Rede de Educação das Irmãs Servas do Espírito Santo realizou a segunda edição da Semana sem Fronteiras. O tema foi “Descobrindo caminhos para um mundo de justiça e bem comum”. A proposta da Semana sem Fronteiras é reconhecer e unir em torno do carisma missionário as quatro escolas localizadas em diferentes Estados (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). O carisma nos ajuda a entender que nada deve nos separar e que construir pontes deve ser a nossa grande missão. Por esse motivo, as irmãs servas do Espírito Santo estão presentes em todos os continentes e em quase 50 países, para nos ajudar a entender que, para fazer o bem, não devemos impor limites e precisamos estar sempre “em saída”. Na primeira edição, em 2017, a cada dia, olhamos para um continente e para suas peculiaridades. Neste ano, toda a comunidade educativa, em especial os alunos, foi convidada a voltar o olhar para cinco países, os quais puderam conhecer mais intensamente: Papua-Nova Guiné, Holanda, Indonésia, Etiópia e Venezuela. Realidades variadas em diferentes continentes que se apresentaram cheios de surpresa, curiosidades e peculiaridades. Os resultados de um trabalho feito, desde o início do ano, pelos alunos e professores foram vistos e compartilhados como abertura do Mês Missionário Extraordinário. Pesquisas, arte, criatividade, cultura, dedicação e missão: uma viagem além-fronteiras de descobertas surpreendentes e de aprendizado sobre a atuação das irmãs, bem como questões ambientais, sociais e culturais de cada país proposto. Agradecemos a todos pela segunda edição da Semana sem Fronteiras ter sido um sucesso! Confira os melhores momentos no álbum e, a seguir, conheça um pouco mais dos países: PAPUA NOVA-GUINÉ Ação das irmãs Em 1899, um grupo formado por quatro irmãs missionárias servas do Espírito Santo foi a Papua-Nova Guiné, com o objetivo de escolarizar e introduzir trabalhos pastorais em paróquias. Atualmente, a missão concentra esforços nas áreas da saúde, educação e trabalhos sociais. As irmãs atuam no processo de evangelização das comunidades, auxiliam os doentes com HIV, além de apoiarem mulheres, jovens e crianças vítimas do tráfico humano. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=HcARaxj2B28. Ambiental É o segundo maior país da Oceania. Apresenta clima equatorial e muitas florestas tropicais com grande biodiversidade. É constituído por várias ilhas, algumas estão sendo submersas devido à elevação das águas oceânicas ocasionada pelo aquecimento global. Social A maioria dos habitantes de Papua-Nova Guiné vive abaixo da linha de pobreza. A taxa de mortalidade infantil no país é de 49 para cada 1000 nascidos vivos. Os serviços de saneamento básico são precários e destinados a menos de 45% das residências. O índice de analfabetismo é de 45,8%. Cultural Culturalmente, é um dos lugares mais heterogêneos do planeta e com maior diversidade linguística do mundo. Apresenta cerca de 850 línguas diferentes. A religião aborígene é predominante, mas há outras, como o catolicismo e o protestantismo. HOLANDA Ação das irmãs A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo foi fundada por Santo Arnaldo Janssen em 1889, em Steyl, Holanda, com o auxílio de Madre Maria Helena Stollenwerk e Madre Josefa Stenmanns, duas mulheres de fé que hoje são reconhecidas pela Igreja como bem-aventuradas. Ambiental Conhecido mundialmente por suas flores, vacas, moinhos e diques, o país se destaca por proteger a natureza, cuidar do meio ambiente e atender aos ditames ambientais. A fim de evitar atropelamentos, diversos “ecodutos” foram construídos em locais que têm estradas próximas a hábitats, para que animais atravessem com segurança. Para diminuir a quantidade significativa de emissão de gases causadores do efeito estufa, as bicicletas constituem o principal meio de transporte interno. Social O sistema educacional holandês está entre os melhores do mundo. O governo mantém escolas públicas e financia instituições privadas. O sistema penitenciário é praticamente inexistente no país, graças aos índices baixíssimos de criminalidade. Cultural Os Países Baixos detêm a maior concentração mundial de museus por habitante. Lá pessoas com boa situação financeira dificilmente têm empregadas domésticas. Cada um cuida da própria casa, sendo de classe baixa até média alta. E, diferentemente do Brasil, não existem cachorros de rua na Holanda. ETIÓPIA Ação das irmãs As missionárias servas do Espírito Santo atuam em vários países do continente africano. Na Etiópia, estão desde 1994, quando foram para trabalhar nas áreas da saúde, educação e assistência social. A ação das irmãs nessa região está voltada para o acolhimento de crianças com trajetória de rua, para a catequese, para o desenvolvimento de programas de prevenção da aids e emancipação das mulheres, para o diálogo ecumênico entre católicos e ortodoxos, etc. Ambiental O país tem algumas reservas conhecidas de metais preciosos e outros recursos naturais, como ouro, potássio, gás natural, cobre e platina. Além de todas essas riquezas, existe também um vasto potencial para a geração de energia hidrelétrica. No entanto o país sofre com secas periódicas e apresenta a mais alta temperatura média do planeta. Social A Etiópia é o segundo país mais populoso do continente africano e um dos mais pobres e com problemas de abastecimento de comida do mundo. Apresenta economia centrada majoritariamente no setor primário, com destaque para a agricultura. Quase metade da população vive abaixo da linha da pobreza, o que se agrava com as elevadas desigualdades sociais e a falta de investimentos em infraestrutura, educação e saúde. Cultural Protegida como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO, a República Democrática Federal da Etiópia tem raízes africanas, muçulmanas, judaicas e cristãs. Para os etíopes, comer é um ato que deve ser realizado coletivamente. Existem noventa línguas faladas na Etiópia, mas a predominante é a amárica. Os outros idiomas falados no país são originados das línguas afro-asiáticas, dos ramos cuchítico ou semítico. VENEZUELA Ação das irmãs As irmãs missionárias servas do Espírito Santo não estão presentes fisicamente nesse país, contudo reconhecem a necessidade e o compromisso missionário com nossos irmãos venezuelanos diante das necessidades que esse povo vem enfrentando, acolhendo-os no Centro de Integração do Migrante (CIM), em São Paulo-SP. Ambiental A Venezuela é um país conhecido
Em missão até os confins da terra

Sinto muita alegria em acompanhar a missão de minha congregação até “os confins da terra”. Essa é uma expressão forte que aparece nos Atos dos Apóstolos, quando Jesus ressuscitado se despede dos discípulos e se eleva ao céu: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8). Compreendo que essa palavra de Jesus se realiza na Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, pois é na força do Espírito de Deus que somos enviadas aos lugares mais desafiadores e às situações humanas mais difíceis, para testemunhar o amor de Deus. Quando a Congregação foi fundada, nossas primeiras irmãs eram pessoas simples, mas de uma fé e coragem capaz de enfrentar qualquer obstáculo. Para se ter uma ideia, fomos fundadas em 1889, em Steyl, na Holanda, e, em 1895, foram enviadas as primeiras irmãs para a Argentina e, em 1897, para o Togo. Em 1899, já estávamos em Papua-Nova Guiné. Em seguida, fomos para os Estados Unidos (1901), Brasil (1902), China (1905) e Japão (1908). Em menos de 20 anos, alcançamos os cinco continentes. Essa expansão da presença missionária continuou e, até hoje, procuramos estar nos locais onde a vida se encontra mais ameaçada. Atualmente estamos em 50 países, buscando responder aos apelos da realidade do povo ao qual servimos. Em nossos encontros internacionais, temos o privilégio de ouvir a partilha de nossas irmãs de tantos lugares diferentes, com suas culturas e tradições. Viver a comunhão na diversidade é possível, e somos testemunhas disso. Em nossas comunidades, estamos cada vez mais misturadas: europeias, asiáticas, americanas e latino-americanas, africanas e até da Oceania. Nosso compromisso com a vida assume diferentes expressões em cada país e em cada continente. De modo geral, desenvolvemos serviços em quatro áreas principais: educação, saúde, socioassistencial e pastoral. Na educação, as irmãs trabalham, dependendo da realidade onde estão, em escolas próprias ou governamentais, da educação infantil ao ensino médio, e, em alguns locais, também em universidades. Na Ásia e na África, empenham-se muito na alfabetização de adultos e na educação das mulheres e meninas. Atendem também em creches, internatos, orfanatos, residências para estudantes e refeitórios. Na educação, ajudam a preparar pessoas para um futuro melhor. Também estamos muito presentes na saúde hospitalar, maternidades, clínicas, centros de reabilitação, centros de saúde natural e complementar, atendimento domiciliar para enfermos e idosos, clínicas itinerantes, lares para idosos, cuidados com portadores do HIV/aids, hansenianos e outros. O cuidado com a saúde é uma forma de entrar em diálogo com as pessoas de todas as religiões e culturas e ser sinal do amor e misericórdia de Deus. Na área assistencial, serviço social, defesa e promoção de direitos, há uma grande variedade de serviços que as irmãs prestam. Estes vão desde o cuidado pastoral até a luta pelos direitos humanos e combate à violência. Também há ações de justiça restaurativa, pastoral carcerária, contra o tráfico humano e em socorro às vítimas desse crime, trabalho com migrantes, refugiados, mulheres prostituídas, camponeses, povos indígenas, aborígenes e minorias étnicas. Além disso, existem outras frentes ligadas à justiça, paz e integridade da Criação, e na Vivat Internacional. Sempre está presente o cuidado com crianças, especialmente as que estão em situação de maior vulnerabilidade, a promoção da mulher, projetos de desenvolvimento social e de geração de renda para excluídos e marginalizados. Na pastoral, as irmãs no mundo inteiro atuam nas paróquias e comunidades de base, na catequese, apostolado bíblico, retiros de espiritualidade, formação de lideranças, pastoral da juventude, vocacional, apostolado familiar, meios de comunicação social, diálogo inter-religioso e outros. Agora que você já tem uma ideia do que fazemos, convido a fazer uma breve excursão pelo mundo e ver onde são os confins da terra em que estamos presentes como missionárias servas do Espírito Santo. África No continente africano, temos comunidades nos seguintes países: Angola, Botsuana, Etiópia, Gana, Togo, Benin, Zâmbia, Moçambique, África do Sul e Sudão do Sul. Neste último, por causa da guerra e do assassinato de uma de nossas irmãs, temos apenas irmãs em projetos intercongregacionais. Américas Além do Brasil, nossas irmãs estão na Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile, Equador, Cuba, México, Estados Unidos, Antígua e Barbuda, Jamaica, São Cristóvão e Névis. Ásia Estamos no Extremo Oriente: Índia, Indonésia, Timor Leste, Japão, Coreia, Filipinas e Taiwan. Atualmente, na Ásia, temos o maior número de vocações, embora os cristãos sejam minoria. Oceania Papua-Nova Guiné foi uma das primeiras missões das irmãs, mas estamos também na Austrália e em Fidji. Europa Além da Holanda, onde fica nossa Casa-Mãe, em Steyl, e várias outras comunidades, estamos também na Alemanha, Áustria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Romênia, Moldávia, Suíça, Polônia, Rússia, Eslováquia, República Checa, Hungria, Espanha, Portugal, Ucrânia e Grécia, que é a última fundação e onde as irmãs se dedicam ao trabalho com migrantes e refugiados. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
Abertura do Mês Missionário Extraordinário

No dia 1º de outubro, junto com toda a Igreja, demos início ao Mês Missionário Extraordinário. No Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, os alunos do Curso de Teologia para Leigos e as irmãs da comunidade fizeram uma breve, mas significativa celebração de abertura, a fim de marcar este importante período. As cinco turmas do curso se concentraram na entrada do Convento e, cantando, caminharam para a varanda do Centro Missionário. Eles levaram alguns símbolos: a bandeira com a frase “Batizados e enviados”, a Cruz Missionária, a Bíblia, o globo e a vela. Alunos e irmãs se distribuíram na varanda, enquanto membros da equipe do curso com as pessoas que levavam os símbolos ficaram no jardim, bem ao centro, de modo que todos podiam vê-los. Os padres Oswair Cavalheiro, coordenador da Comissão Missionária Diocesana de Santo Amaro (Comidi), e Francisco das Chagas, ambos da equipe de coordenação do curso, fizeram uma breve introdução sobre a importância do Mês Missionário. Eles lembraram Santa Terezinha e São Francisco Xavier, padroeiros das missões. Os presbíteros também convidaram todos a rezarem juntos a oração do Mês Missionário. A celebração foi uma surpresa para os alunos que, já na entrada, foram recepcionados na porta da capela com um banner sobre o Sínodo da Amazônia e um arranjo com os símbolos missionários. Após a oração, todos foram para suas respectivas salas, para dar continuidade às aulas de Bíblia, Mariologia, Sacramentos, Cristologia, Teologia Moral e Doutrina Social da Igreja. O curso está com aproximadamente 200 alunos. A primeira turma já está preparando a formatura, marcada para dezembro, após três anos de estudos nas terças-feiras à noite. Um dos alunos, Sérgio Mauro Antunes, disse que a celebração de abertura do Mês Missionário Extraordinário no Curso de Teologia motivou a responder ao pedido do Papa Francisco, de sempre seguirmos as palavras de Jesus: “Ide e fazei discípulos todos os povos”. Entusiasmado, Sérgio afirmou: “Devemos ser multiplicadores da palavra de Jesus, da Boa-Nova, espalhando e distribuindo sempre o seu amor. E a celebração antes da aula fez nos lembrar exatamente disso”.
Leitura continuada da Bíblia

“Santo Agostinho falava que Deus escreveu dois livros. E o primeiro livro escrito por Deus não foi a Bíblia, mas sim a criação plena de todas das coisas, a natureza, a vida. O Livro da Vida, é por ele que Deus quer falar conosco.” (Frei Carlos Mesters, biblista) Na Igreja Católica, setembro é o Mês da Bíblia. É o período em que os fiéis são exortados a ter mais contato com os textos da Sagrada Escritura e, assim, iluminar e rezar a vida com base nos relatos, orações e ensinamentos presentes na Palavra de Deus. Uma das formas de ter contato com o texto bíblico é a leitura feita em grupo, com a comunidade e com os irmãos de fé e caminhada. Por isso a turma da catequese de crisma do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, participou da experiência da leitura continuada da Palavra, promovida pelo Arsenal da Esperança há nove anos. Na tarde de 24 de setembro, esteve na escola o missionário do Arsenal, Ivan Sbrana. Junto com os jovens do grupo de crisma, a catequista Sônia Vieira e o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo, Ivan motivou o momento de leitura compartilhada da Palavra. O trecho lido foi o dos capítulos 1 a 6 do 2º Livro das Crônicas, uma das obras históricas do Antigo Testamento e que relata o discernimento e o esforço do povo para entender a maravilha de sua relação com Deus. De forma orante, os crismandos leram a passagem. A experiência, certamente, fortaleceu e aprofundou a compreensão da importância de ser comunidade e participar amorosamente da Igreja. Veja o depoimento de alguns alunos: “A experiência que tive durante a leitura continuada da Bíblia foi bem intensa e interessante. A sala estava repleta de uma energia inspiradora, que servia como guia para a alma. Além disso, as músicas tocadas pelo professor Agostinho contribuíram, de forma muito positiva, para tornar o ambiente ainda mais aconchegante. Foi um momento em que a palavra pôde adentrar mais fundo em nossos corações. Com certeza, foi muito enriquecedor.” (Felipe Mesquita Moura Mota Rodrigues, 9º ano A) “É impossível alguém que acompanhe o cristianismo não ame utilizar este Livro Sagrado. Os ensinamentos de Jesus, a história da humanidade, a criação do mundo, Moisés, Noé, Davi e tantos outros personagens estão presentes dentro da Bíblia. É tão fundamental que é apresentada como a Palavra do Senhor. Surpreendentemente, a Sagrada Escritura fica esquecida dentro da gaveta nas casas das pessoas. Lemos Crônicas 2, em que se conta a história de Salomão, um rei justo e fiel a Deus. É um grande exemplo de vida, pois pediu ao Senhor sabedoria e inteligência para reinar. Aprendemos que não é necessário construir um santuário como o de Salomão para provar que somos católicos, mas nos pequenos gestos, como ler a Bíblia e praticar seus ensinamentos.” (Luiz Felipe Ricobom de Sousa, 9º ano B) Sonia Vieira da SilvaProfessora de Ensino Religioso e catequista do Colégio Espírito Santo ________