Dia Nacional dos Avós: colheita, viagem, presente de Deus

Em 26 de julho, comemora-se o Dia dos Avós. Essa também é a data litúrgica na qual se celebra os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana. Ao se falar dos avós, é preciso considerar como cada cultura trata o idoso e tocar em um tema do qual muitos querem fugir. Veja o artigo de Aparecido Luiz de Souza, missionário do Verbo Divino e psicólogo.

18 anos da Pastoral da Pessoa Idosa

Primeiro de outubro. Além de estarmos em plena primavera, é a abertura de um mês de muitas datas significativas. Para a Igreja, celebra-se o Mês das Missões, cuja padroeira é Santa Teresinha do Menino Jesus, acompanhada dos Santos Anjos. Lembramos também o Dia da Padroeira do Brasil e Dia das Crianças (12), do Fisioterapeuta (13), do Professor (15), do Médico (18), do Dentista (25), do Funcionário Público (28) e tantas outras homenagens. Nesse sentido, também se comemora a aprovação da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Dá-se à sociedade, ao Poder Público, ao Estado, às famílias brasileiras a regulamentação de uma série de prerrogativas à pessoa idosa, como o direito à vida, à saúde, à educação, à cultura, à assistência e previdência social, ao lazer, ao esporte, à habitação e ao transporte. A velhice passa a ter uma proteção social como direito fundamental. Assim, nessa mesma data, celebra-se o Dia do Idoso. Diante do quadro demográfico da população brasileira, que tem demonstrado um perfil de envelhecimento, do Ano Internacional do Idoso, promovido pela ONU, e da Carta aos Anciãos, escrita pelo Papa João Paulo II em 1999, a CNBB lançou, em 2003, a Campanha da Fraternidade com o tema: “Fraternidade e as Pessoas Idosas”, tendo como lema: “Vida, dignidade e esperança”. Assim, no ano seguinte, sensibilizada pela situação das pessoas idosas, principalmente nas comunidades carentes, a dr.ª Zilda Arns Neumann, médica, irmã do arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, decidiu iniciar um programa de acompanhamento às pessoas idosas, nascendo a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI). Por dezoito anos, a PPI sempre foi marcada pela visita domiciliar. Com a pandemia, contudo, muitas visitas foram substituídas pela conversa ao telefone. Com a vacinação e os cuidados sanitários, a Pastoral da Pessoa Idosa vem retomando as visitas, pois muitas pessoas que moram sozinhas esperam ansiosamente receber os agentes missionários. A experiência da pessoa idosa tem muito a acrescentar à vida da família e da comunidade em geral. Seus ensinamentos e relatos fazem parte da memória da história local. Ouvir a pessoa idosa é importante, pois muito têm a nos ensinar. Infelizmente, o século XXI tem sido de muita correria. Ninguém parece ter tempo para visitar aquele avô ou avó que mora longe dos filhos e netos ou aquela tia que vive sozinha. Em contraponto, há grupos da terceira idade que costumam programar reuniões ou viagens em excursão. Mas, ainda, há aquelas pessoas idosas que não têm condições ou não querem sair, pois preferem ficar em seu “cantinho”. Nosso desafio está em encontrar um tempinho na semana para dar atenção a todos os que são necessitados de atenção e levar a Palavra, o conhecimento. Na educação para jovens e adultos (EJA), é comum ouvir de senhoras e senhores que, depois de aposentados, voltam a estudar: “Voltei para realizar um sonho que eu tinha de estudar”. Depois dos filhos criados, estão voltando… O Brasil ainda tem 11 milhões de pessoas analfabetas (conforme dados do IBGE de 2010) e, entre eles, a maioria é de idosos. Vamos incentivar a pessoa idosa a aproveitar melhor o tempo que tem, respeitando suas fragilidades, oferecendo-lhes conforto, conhecimento, dignidade. O Brasil precisa de todos. Leia o Estatuto do Idoso, procure pesquisar seus direitos. Ter cuidados com a saúde física é importante, mas com a saúde mental e espiritual também. Devemos combater o etarismo e a humilhação social contra os idosos. Se alguém sofre violência tanto física quanto psicológica, financeira, patrimonial, afetiva, denuncie. Ligue para 180. Que Santa Ana, São Joaquim, Zacarias, Isabel e outros exemplos bíblicos, os filósofos Sêneca e Cícero, nossa poetisa Cora Coralina e tantos outros nos inspirem a viver bem. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC, membro da diretoria da Aproffib (Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil), atualmente é professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC e voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.

Clima e crianças: pistas para mudar o mundo!

Para começar, uma confissão: ando um pouco sem esperança. Mas sempre que isso acontece, minha intuição me leva a aproximar-me das crianças. Então, é exatamente isso o que farei… Se você, adulto, está lendo este texto, compartilhe e traduza esta mensagem em forma de recado para alguma criança. Primeiramente, um pedido público de desculpas: crianças, nós, adultos, falhamos!  Sim! Podem acreditar que adultos não são infalíveis, por isso é hora de dar as mãos e ouvidos à infância e contar um pouco sobre essa confusão e contradição que é falar das mudanças climáticas que ameaçam a vida no planeta. Nós, adultos, que fazemos parte dos governos, das instituições privadas e da sociedade civil como um todo, estamos perdendo as chances de buscar soluções conjuntas e globais para minimizar os efeitos das mudanças climáticas. Nossa Casa Comum está pedindo socorro, e sabemos: o que acontecer à natureza que nos foi confiada estará acontecendo a nós mesmos. Nossa Casa Comum está se esgotando pela forma com a qual a ação humana vem interferindo na natureza. Fato é que mudanças climáticas podem ocorrer por alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da Terra, mas o grande problema é quando ela é consequência das atividades humanas, e é sobre isso que vamos conversar. De forma gradual, começamos a perceber, em nosso cotidiano, os efeitos das mudanças climáticas com o aquecimento global, com a subida do nível das águas do mar, o derretimento acelerado de gelo nos polos, a incidência radical de chuvas e seca, a água se tornando mais escassa, perda da biodiversidade, a desertificação, entre outros. Inspirada nas referências de conteúdo aqui citadas, podemos dizer que nosso planeta é protegido por uma camada de gases que ajuda a manter e viabilizar a vida na Terra. Didaticamente apropriando desses conteúdos, o que acontece é que a “radiação solar que chega a nosso planeta é refletida e retorna diretamente para o espaço, outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre, e uma parte é retida por essa camada de gases que causa o chamado efeito estufa. O problema não é o fenômeno natural, mas o agravamento dele. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade de gases formadores do efeito estufa, essa camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, aumentando a temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos e ocasionando o aquecimento global”.  E então, crianças, depois dessa introdução, chegamos ao que interessa. Enquanto esperamos e apostamos que vocês vão crescer e vão nos ajudar a consolidar saídas e alternativas viáveis e criativas, já temos vários caminhos globais, árduos e adultos para fazer “diminuir o desmatamento, investir no reflorestamento, investir em energias renováveis não convencionais (solar, eólica e biomassa, por exemplo), investir na produção e uso de biocombustíveis, reduzir o consumo, reduzir, reaproveitar e reciclar materiais, investir em tecnologia de baixo carbono…”.  Enquanto vocês estão crescendo, também temos vários caminhos que dependem de gestos conscientes e opções cotidianas que já podem assumir a liderança e fazer a diferença:  pratiquem o consumo consciente e sejam cuidadosas com o que compram e desejam comprar; sempre que puder, usem transporte coletivo; façam a coleta seletiva e aprenda a reutilizar e reaproveitar materiais; economizem energia elétrica e sejam cuidadosas e econômicas no uso da água em geral e na hora do banho; prefira adotar animais, não os comprem; plantem uma horta em família, nem que seja em vasos, e adote o consumo de produtos orgânicos; andem a pé e de bicicleta sempre que puderem; diminuam o consumo de carne e alimente-se com qualidade… Eu poderia seguir com essa lista interminável, mas já vou concluir. Estudem… Estudem muito para que as saídas brotem nas mentes criativas e inquietas que são vocês. E amem, amem muito a diversidade e o mistério da vida na Terra. Referências https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas2/ https://www.biologianet.com/ecologia/mudancas-climaticas.htm Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.

12 de março: o bibliotecário em tempos de educação remota

O Dia do Bibliotecário é celebrado em 12 de março, em homenagem ao nascimento do primeiro bibliotecário concursado do Brasil, Manuel Bastos Tigre (1882-1957). Mas essa profissão pouco conhecida surgiu há séculos, nos tempos remotos da civilização.  E o que é que faz um bibliotecário? Bem, esses profissionais organizam, guardam, identificam os assuntos dos livros e dos documentos, traduzem para o sistema da biblioteca e, mais ainda, permitem que eles estejam acessíveis para todos os que possam se interessar. Legal, né?! Não é só na biblioteca que um bibliotecário trabalha, mas provavelmente esse é seu lugar preferido. Já faz um tempo que o mundo digital não é novidade, mas muitos ainda acreditam que as bibliotecas não acompanharam esse ritmo. Será? Bem, posso garantir que isso não é verdade. É só “dar um Google” para descobrir o tanto de bibliotecas digitais e virtuais que existem mundo afora. Sem falar nos inúmeros recursos digitais e on-line que as bibliotecas presenciais oferecem.  No Brasil, por exemplo, temos o Domínio Público, http://www.dominiopublico.gov.br/ uma biblioteca virtual criada pelo Ministério da Educação que conta com mais de 180 mil títulos em diversas mídias, disponíveis para baixar gratuitamente. Já a ONU tem um projeto chamado Biblioteca Digital Mundial, https://www.wdl.org/pt/ que reúne documentos oficiais sobre a cultura de diversos países. Acesse e confira! Em tempos de pandemia Só que veio o novo coronavírus, e o digital e o on-line deixaram de ser exceção. Em muitos casos, viraram regra. Há um ano, espreitávamos o que nunca imaginamos viver: a maior pandemia dos nossos tempos.  Deixamos nossas salas de aula e passamos a ocupar os cantos da casa. Nossos celulares e computadores ficaram cheios de atalhos e arquivos ocupando suas memórias. Os professores e colegas passaram a ser vizinhos de tela no Classroom, cada um ocupando, literalmente, seu próprio quadrado.  Mas onde fica a biblioteca nessa história toda? É engano nosso pensar que a biblioteca está fechada atrás dos portões dos colégios. Tal qual nossa escola é viva, assim também são nossas bibliotecas. Atravessando muros de concreto e a distância, a biblioteca, em tempos de pandemia, tem nos aproximado no amor e na esperança de um breve e caloroso reencontro. Seja nas “aulas de biblioteca” on-line ou nos eventos remotos abrilhantados por um conto ou poema, o papel dos bibliotecários é presente e, às vezes, quase invisível, mas precioso na biblioteca escolar. O paraíso Desde os anos iniciais, os momentos de “contação” de histórias são repletos de encanto e auxiliam no processo de formação de nossos pequenos estudantes, promovendo a resiliência, ampliando o repertório sociocultural e desenvolvendo a comunicação, para a autonomia das crianças.  Em cada ação, esses guardiões dos livros carregam a missão de incentivar o pensamento crítico, a imaginação e a curiosidade, ampliando o gosto pela leitura. Dentro desse ambiente aberto e imaginativo, promovido pelos contos, tudo é possível. Os livros, sejam eles digitais ou físicos, permitem-nos encontros preciosos, arrancam-nos suspiros de medo e curiosidade, transbordam-nos alegria e nos encantam profundamente.  Aprendemos muito, nesse último ano, sobre o valor da vida. Percebemos que o que realmente importa, muitas vezes, esteve sempre conosco e não precisamos de muito mais para sermos felizes.  O escritor argentino Jorge Luis Borges disse: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”. Parece que ele está certo, não é mesmo? Nem precisamos estar dentro delas para perceber o quanto as bibliotecas são nosso lugar de repouso e alento. Nunca foi um lugar só para aprender e estudar. Em nossas escolas, isso não é novidade. É só observarmos os olhares dos alunos para percebermos que a leitura é a receita que diminui qualquer distância. Teily Ane Teles de AssisBibliotecária escolar no Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-M

SSpS: 118 anos de presença missionária no Brasil

No dia 20 de agosto, as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) recordam a chegada das seis primeiras irmãs ao Brasil, em 1902. Naquela época, com apenas 13 anos de fundação, a jovem Congregação experimentava uma vitalidade missionária extraordinária. Fundada em Steyl, na Holanda, já havia enviado missionárias para Argentina (1895), Togo (1897), Papua-Nova Guiné (1899) e Estados Unidos (1891). A disposição de vir para o Brasil partiu do próprio fundador, Santo Arnaldo Janssen. Após muita oração e discernimento, ele decidiu pelo envio do grupo pioneiro. Madre Josefa era a Superiora-Geral e ajudou a preparar as irmãs. Eram elas as irmãs Walburgis, Laurência, Bonifácia, Crescência, Regina e Córdula. O objetivo principal das missionárias na América Latina era reavivar a fé nas famílias cristãs. No Brasil, havia também a grande necessidade de escolas. Por isso, as irmãs já vieram focadas em iniciar um colégio, a partir do qual poderiam estar em contato com muitas pessoas. É surpreendente a coragem das primeiras missionárias. Em janeiro de 1903, poucos meses após a chegada, ainda mal falando o português, deram início a uma escola que depois viria a se tornar o Colégio Stela Matutina, em Juiz de Fora-MG. Depois delas, outras irmãs foram chegando, não somente para as escolas, mas também para trabalhar em hospitais e nas pastorais. Muito rapidamente, espalharam-se pelo Brasil, assumindo diferentes frentes missionárias, especialmente em locais onde as necessidades eram maiores. Em 1963, quando decidiram estabelecer uma segunda província no Brasil, já somavam um total de 461 irmãs, entre missionárias vindas da Europa e irmãs brasileiras. Sempre atentas aos apelos do Espírito Santo, as missionárias SSpS acompanharam as grandes transformações pelas quais passou a Igreja, com o Concílio Vaticano II e as conferências de Medellín e Puebla. Foram ao encontro dos mais pobres nas periferias das grandes cidades e para o interior, nos locais onde a Igreja ainda não estava devidamente estabelecida. Desde então, marca presença também com populações indígenas. Atualmente, o número de missionárias SSpS no Brasil está em torno de 200, organizadas nas províncias Stela Matutina (Estados de São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Divina Sabedoria (Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Amazonas e Roraima). Um aspecto marcante da Congregação, e que sempre esteve presente nestes 118 anos no Brasil, é a interculturalidade. No início, isso se dava pela presença de irmãs europeias e brasileiras. Atualmente, a variedade cultural está crescendo, com a chegada de irmãs de outros continentes, especialmente da Ásia. O compromisso com a vida e a busca de construir comunhão se fortalecem com as práticas cotidianas de “Justiça, Paz e Integridade da Criação”, conhecidas pela sigla Jupic, e que fazem parte do estilo de vida das missionárias. Concretamente, significa que as irmãs priorizam o cuidado com a ecologia, defendem os direitos humanos e os grupos menos favorecidos, assumem as principais causas sociais e promovem uma cultura de paz, fundamentadas nos valores do Evangelho. Os campos de missão são muito diversificados em cada uma das províncias. Mas, ao viverem o carisma missionário e a espiritualidade trinitária, seja qual for a obra social, educacional, pastoral ou da área da saúde, as irmãs sempre buscam vivenciar o lema de nossa congregação “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Irmãs SSpS Brasil Norte em sua história…

Festas juninas “cada um na sua casa”

Neste período de pandemia, estamos fazendo a experiência de, a cada dia, nos reinventar e, com criatividade, buscar novos caminhos para tudo o que é importante em nossas vidas. Assim, vivenciamos diferentes experiências de festas juninas virtuais e presenciais, sempre respeitando o cuidado com cada pessoa. Aqui compartilhamos algumas dessas experiências. Arraial virtual com os alunos e famílias O mês de junho tradicionalmente traz aquele clima de festa no ar. E não dá para negar que a festa junina é uma celebração muito esperada. Todos amam participar dessa festividade e, é claro, vestido a caráter, também comer guloseimas e dançar a quadrilha. Mas como foi essa experiência no último mês?  Claro que não poderia ter sido diferente! No período de 15 a 26 de junho, a comunidade educativa do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ, realizou seu 1º Arraial Virtual. Participaram os alunos da educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental e suas respectivas famílias.  A ideia foi promover um momento de leveza e descontração em suas casas, e aproximar a família da escola. Proporcionar a alegria em plena quarentena!O clima foi de pura descontração! As casas dos alunos foram decoradas com enfeites juninos, e as comidas típicas não faltaram. Crianças e adultos participaram das atividades propostas pelos professores, tais como a gincana, a corrida da colher e a dança da laranja. Tudo elaborado com muita música e diversão! Finalizamos a festa com o esperado e tradicional quadrilhão, além de uma mensagem em formato de vídeo, resgatando as muitas festas juninas realizadas no Colégio Imaculado Coração de Maria. Concluímos com a certeza de que, no próximo ano, estaremos mais uma vez reunidos para celebrar as festividades dedicadas a Santo Antônio, São João e São Pedro. Magda Nascimento, coordenadora pedagógica do ensino fundamental I. Dança da quadrilha com distanciamento social No Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, tradicionalmente é feita uma festa junina com a participação das irmãs e de todos os colaboradores e colaboradoras, com suas respectivas famílias. É uma data muito esperada e preparada com muito empenho e alegria. Este ano, precisou ser diferente, mas nem o vírus impediu a festa. As irmãs fizeram uma recreação comunitária, com gincana, sorteios, brincadeiras, comidas típicas, música em diversas línguas e danças. Não poderia faltar a quadrilha, mas como dançar quadrilha e manter o distanciamento social? Para tudo há solução. Veja no vídeo a nova modalidade de dança de quadrilha! Os colaboradores que trabalham no Convento também tiveram seu dia de festa e se divertiram muito com as brincadeiras, bingo e sorteios. Também dançaram a quadrilha, mantendo a distância. O importante é que todos se divertiram e aproveitaram a descontração para aliviar a tensão do momento atual. Vídeo juntou quem estava longe e fez a festa A equipe das educadoras do Centro Educacional Madre Theresia Messner, também na capital paulista, não pôde reunir as crianças para a festa que fazem todos os anos, mas nem por isso deixaram de celebrar. Cada uma em sua casa e também as irmãs que trabalham na creche gravaram uma cena e, tudo junto, mostrou a alegria de celebrar os santos juninos. Assista ao vídeo e sinta o clima.

Celebre a Páscoa com a gente

A Dimensão Missionária da Rede de Educação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo preparou, para os alunos, familiares e educadores dos colégios e centros educativos, três momentos para ajudar a comunidade educativa a pensar, sentir e viver a Páscoa em tempos de distanciamento social. A ideia é trazer a identidade de Rede para este momento tão especial para nós, cristãos. A seguir, apresentamos as três ações e um pouquinho de como cada uma foi pensada. Celebre com a gente e uma feliz Páscoa a todos! Primeira ação Hoje convidamos vocês a refletirem sobre a história da margarida diferente. Todos nós sentimos falta de ouvir histórias, pois elas chegam ao coração, formando imagens com base na experiência sensorial da fala, ajudando-nos a vibrar com quem as narra. Assim Jesus gostava de ensinar. Ouçamos a história e levemos adiante essa ideia! Segunda ação Estamos nos preparando para celebrar o ponto mais alto de nossa fé, a Páscoa. Unamos nossos corações em prece para vivermos juntos este momento especial. Sugerimos que essa ação aconteça no almoço do domingo de Páscoa. Terceira ação Para celebrar a festa da esperança, vamos precisar de pessoas novas para um mundo novo. Para isso, a fé deve ser nosso norte. Fé na vida, fé nas pessoas, fé em dias melhores. Somos todos sementes do amanhã!

Oração da Via-Sacra

A Via Sacra é uma prática espiritual que nos aproxima de Jesus em sua entrega pela salvação do mundo. Convidamos você a rezar conosco em solidariedade com toda a humanidade que sofre, pedindo pelo fim da pandemia provocada pelo coronavírus. Oração da Via-Sacra A Via Sacra é uma prática espiritual que nos aproxima de Jesus quando Ele mais amou, ou seja, na entrega de sua vida pela salvação do mundo. Convidamos você para rezar conosco a paixão de Jesus em solidariedade com toda a humanidade que sofre, pedindo pelo fim da pandemia provocada pelo coronavírus. O coronavírus nos coloca diante de uma das cruzes que os seres humanos têm que enfrentar ao longo de nossas vidas: a cruz da doença. Uma cruz que pode perturbar todas as áreas da existência: pessoal, familiar, social e até mesmo mundial, como está acontecendo. Rezemos, unidos (as) à cruz de Jesus, para que o Senhor nos ajude em meio a esta circunstância excepcional que requer a cooperação de todos para superá-la. Que encontremos luz e paz na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 12-15) “Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!” (…) Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado”. Oração Pedimos nesta estação por todas as pessoas. Somos frágeis. Estamos expostos a vírus, doenças, pecados, perigos… É a “condenação” de nossa limitação e fraqueza humana. Que possamos assumir essa condição de fragilidade que nos identifica: não somos deuses, somos de carne e osso, com tudo o que essa realidade implica. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 20) “Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificarem”. Oração Pedimos por todas as autoridades políticas e sanitárias que têm a responsabilidade de gerenciar esta crise causada pelo coronavírus, buscando o bem comum da sociedade. Cabe a elas carregar nas costas a cruz do cuidado da saúde das pessoas. Que Deus ilumine e guie as autoridades na tomada de decisões. Pai Nosso… Do Livro do Profeta Isaías (Is 53,5) “Foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele; fomos curados pelas suas chagas”. Oração Vamos pedir neste período de quarentena para não cairmos na tentação da frivolidade de não levar a sério as recomendações que nos fazem para evitar possíveis contágios, colocando em risco nossa saúde e a saúde dos outros. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 2, 34-35) “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações’. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.” Oração Peçamos a intercessão da Virgem Maria, e para que confiemos na missão de tantos profissionais que zelam “como mães” pela nossa saúde e pelo bem-estar de todos. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26) “Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.” Oração Peçamos por todos os profissionais da saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários dos hospitais que são os Cireneus que ajudam os enfermos a superar a doença. Que Deus os proteja, cuide e fortaleça nesta hora tão difícil. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 8, 1-3) “Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.” Oração Peçamos pelas pessoas que, de maneira altruísta, ajudam, colaboram, se solidarizam, dedicando seu tempo e seus dons para aliviar tantas necessidades que surgem numa situação como esta. Que possamos aprender e estar sempre ao lado daqueles que sofrem, sem rotular ninguém. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 26, 36-39) “Jesus chegou a um lugar chamado Getsêmani para orar. E, levando consigo Pedro e os dois discípulos filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: “A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo”. E orava dizendo: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. Oração Peçamos para não cair no medo, na histeria, na desesperança… que não leva a nada. Que o Senhor nos dê serenidade para enfrentar esta situação de emergência em que estamos vivendo. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26-28) “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’”. Oração Vamos pedir de maneira especial por tantos de nós que acreditamos e estamos rezando para que Deus afaste do mundo o mal do coronavírus. Que Deus escute e atenda às nossas orações. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São João ( Jo, 16, 28) “Saí do Pai e vim ao mundo; agora deixo o mundo e vou para o Pai”. Oração Peçamos por todos aqueles que sofrem os efeitos colaterais desta crise. De modo especial pelos pequenos empresários que veem seus meios de subsistência em perigo e pelos trabalhadores que, em consequência, estão sem trabalho. Que tudo possa voltar logo à normalidade. Pai Nosso… Do Livro dos Salmos (Sl 22, 19) “Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica.” Oração Rezemos pelos cientistas que estão pesquisando por remédios eficazes

Ensino Religioso nas escolas

Em 2015, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) começou a ser elaborada a partir da análise e da reflexão dos documentos curriculares já existentes. Sua ideia é de apresentar o que se deve aprender nas escolas brasileiras da educação infantil ao ensino médio, garantindo o direito à aprendizagem dos estudantes, de uma formação democrática, inclusiva e integral. Finalidade do Ensino Religioso Uma das grandes novidades apresentadas na BNCC está nas competências que ela oferece e, de forma especial, para o Ensino Religioso. Das competências propostas pela Base Nacional Curricular para o Ensino Religioso, ideias como conhecer diferenças, respeitar manifestações religiosas, diretos humanos e cultura de paz constituem conceitos-chave para serem ensinados, bem como a educação socioemocional que, além de permear todas as áreas, está também muito presente aqui. O objetivo é oferecer aos estudantes conteúdos que fundamentam a perspectiva religiosa do ser humano, despertando para o desenvolvimento da espiritualidade e para um maior compromisso com a construção de um mundo melhor, como lembra a orientação das escolas da Rede das Irmãs Servas do Espírito Santo. Para que isso se torne prática, a formação dos educadores é o caminho. Isso se dá com estudo, leituras, reflexões e participação em simpósios e congressos. Espírito ecumênico e inter-religioso Um grupo de educadores da Rede de Educação marcou presença no X Congresso Nacional de Ensino Religioso (Conere), na PUC Paraná, em Curitiba, entre os dias 18 e 20 de novembro. Além dos temas referentes ao Ensino Religioso, Ciências da Religião e Teologias, o encontro, que reuniu pessoas de diferentes denominações religiosas, provocou os participantes a pensar os desafios do mundo contemporâneo, apresentando perspectivas práticas para a vida cotidiana diante de um mundo que muda a cada instante. Em relação à Casa Comum, uma das reflexões que mais chamaram a atenção foi proferida pelo pastor Werner Fucks. De forma profunda e lúcida, além de levar questões urgentes para repensar um estilo de vida sustentável, salientou o quanto temos de aprender com a natureza sobre sua capacidade de regeneração. Dialogar e ouvir diferentes visões de mundo, que foram das cosmologias religiosas às agnósticas, em clima de harmonia e respeito, foi outra característica marcante do encontro, em sintonia com o conceito de “religare” que nos irmana. Assim, os participantes das escolas da Rede das Irmãs Servas do Espírito Santo retornam para suas realidades ressignificados e comprometidos em multiplicar o conhecimento adquirido, além de levarem a responsabilidade de promover uma educação em que tolerância e respeito andem de mãos dadas. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS. _______

Bibliodrama: uma experiência de vida 

Durante o ano de 2019, o grupo de coordenadores missionários da Rede de Educação, de missionários leigos de Deus Uno e Trino e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo se reuniu no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, para o Curso de Bibliodrama. A formação foi ministrada por irmão Paolo de Lucca, SVD; irmã Maria de Fátima Marques, SSpS; irmã Heloíse Matos, SSpS; e Agostinho Travençolo Júnior, coordenador missionário. O encontro de encerramento foi no fim de semana, entre 29 de novembro e 1º de dezembro. A temática envolveu sonho e missão que perpassam o encontro com a Palavra. Foram dias de crescimento pessoal, vivência em grupo e aprofundamento da fé. A cada encontro, tive a oportunidade de trazer a Bíblia para a centralidade de minha vida, de maneira única, diferente de todas as outras, levada por minhas intuições, emoções, revelando que Deus comunica-se comigo e que o Espírito está em ação, pela escuta, pela transformação. Nem sempre, nos encontros de bibliodrama, foi possível nomear as emoções, mas foi possível vivenciá-las e promover um encontro comigo mesma e com o outro. Tive, em muitos momentos, oportunidade de escutar, ouvir com atenção, ser ouvida, perguntar, responder, compreender a dor do outro que, muitas vezes, era a minha também e não a percebia… Pela dança, um dos elementos do bibliodrama, tive a chance de vivenciar maior interação com o grupo e de deixar pulsar no coração sentimentos vividos na experiência da Palavra. Neste último encontro, fizemos a experiência do bibliodrama completo: estruturação do texto, leituras, esculturas, gestos, “bibliolog”, entrevistas, entre outros. Estes me fizeram crer que é bom olhar para dentro de mim e contar minha história, relembrar meu caminho, percebendo que Jesus me fala também por meio de outras pessoas. Um fim de semana rico de novas experiências que contribuíram para minha própria história e para minha prática como educadora. Um curso que me fez ressignificar o valor das pequenas coisas: sentar-me à mesa com a família, escutar com paciência meus filhos, alunos, amigos, viver intensamente cada momento, descobrir o que há de especial em cada pessoa sem me prender a aparências e rótulos, perdoar para ter a capacidade de amar intensamente e agradecer sempre. _ “Se eu quiser falar com Deus tenho que me aventurar Eu tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar tenho que dizer adeus dar as costas, caminhar“ (Gilberto Gil, “Se eu quiser falar com Deus”) Luciana Marzullo Araujo, coordenadora da Pastoral Missionária no Colégio Stella Matutina, pedagoga e cientista das religiões. ________

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade