Rede de Educação une formação humana e desempenho pedagógico

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo acredita que a melhor maneira de educar é alinhar o desenvolvimento das habilidades emocional, social e intelectual. Tem a segurança de que a metodologia adotada em cada um de seus colégios e creches faz deles uma ESCOLA VIVA. O que torna os colégios e creches da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo excelentes escolas é a formação de alta qualidade, nas várias dimensões essenciais, para o desenvolvimento pleno das pessoas. A excelência pedagógica é uma premissa da qual não abrimos mão e que, hoje, está diretamente relacionada ao desafio de formar jovens para o mundo, como ele é no século XXI, em constante transformação. Os colégios e creches da Rede formam, assim, uma ESCOLA VIVA, que sempre soube, em seus mais de 115 anos de prática educacional, conjugar em harmonia sua vocação humana ao desempenho pedagógico. O projeto educacional tem como seu primeiro referencial a filosofia da instituição, que é fundamentada nos valores cristãos. Como base, adota os quatro pilares da educação da UNESCO, as dez competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as competências do ENEM.Cursos oferecidos em nossos colégios: EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO Para coordenar o projeto educacional, cada unidade escolar mantém uma estrutura de gestão composta de: • diretor(a)-geral• diretor(a) educacional• gestor(a) administrativo(a)• coordenadores(as) pedagógicos(as)• coordenadores(as) de área• coordenadores(as) de segmento• coordenador(a) do Sistema Integral(nas unidades onde há Sistema Integral)• coordenador(a) missionário(a)• serviços de suporte educacional/administrativo VISÃOSer uma REDE de educação inovadora, reconhecida pela excelência acadêmica, que prioriza o desenvolvimento integral da pessoa humana. MISSÃOEducar crianças e jovens, à luz dos valores cristãos, para que sejam cidadãos conscientes, críticos e criativos, capazes de conviver com as diferenças e protagonistas na construção de uma sociedade justa e sustentável. VALORESNossos valores são fundamentados nos valores cristãos que norteiam nossa ação educacional: verdade, beleza, bondade, justiça e comunhão. Ir. Maria de Fátima Marques, SSpS, Diretora Presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.

Em missão até os confins da terra

Sinto muita alegria em acompanhar a missão de minha congregação até “os confins da terra”. Essa é uma expressão forte que aparece nos Atos dos Apóstolos, quando Jesus ressuscitado se despede dos discípulos e se eleva ao céu: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8). Compreendo que essa palavra de Jesus se realiza na Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, pois é na força do Espírito de Deus que somos enviadas aos lugares mais desafiadores e às situações humanas mais difíceis, para testemunhar o amor de Deus. Quando a Congregação foi fundada, nossas primeiras irmãs eram pessoas simples, mas de uma fé e coragem capaz de enfrentar qualquer obstáculo. Para se ter uma ideia, fomos fundadas em 1889, em Steyl, na Holanda, e, em 1895, foram enviadas as primeiras irmãs para a Argentina e, em 1897, para o Togo. Em 1899, já estávamos em Papua-Nova Guiné. Em seguida, fomos para os Estados Unidos (1901), Brasil (1902), China (1905) e Japão (1908). Em menos de 20 anos, alcançamos os cinco continentes. Essa expansão da presença missionária continuou e, até hoje, procuramos estar nos locais onde a vida se encontra mais ameaçada. Atualmente estamos em 50 países, buscando responder aos apelos da realidade do povo ao qual servimos. Em nossos encontros internacionais, temos o privilégio de ouvir a partilha de nossas irmãs de tantos lugares diferentes, com suas culturas e tradições. Viver a comunhão na diversidade é possível, e somos testemunhas disso. Em nossas comunidades, estamos cada vez mais misturadas: europeias, asiáticas, americanas e latino-americanas, africanas e até da Oceania. Nosso compromisso com a vida assume diferentes expressões em cada país e em cada continente. De modo geral, desenvolvemos serviços em quatro áreas principais: educação, saúde, socioassistencial e pastoral. Na educação, as irmãs trabalham, dependendo da realidade onde estão, em escolas próprias ou governamentais, da educação infantil ao ensino médio, e, em alguns locais, também em universidades. Na Ásia e na África, empenham-se muito na alfabetização de adultos e na educação das mulheres e meninas. Atendem também em creches, internatos, orfanatos, residências para estudantes e refeitórios. Na educação, ajudam a preparar pessoas para um futuro melhor. Também estamos muito presentes na saúde hospitalar, maternidades, clínicas, centros de reabilitação, centros de saúde natural e complementar, atendimento domiciliar para enfermos e idosos, clínicas itinerantes, lares para idosos, cuidados com portadores do HIV/aids, hansenianos e outros. O cuidado com a saúde é uma forma de entrar em diálogo com as pessoas de todas as religiões e culturas e ser sinal do amor e misericórdia de Deus. Na área assistencial, serviço social, defesa e promoção de direitos, há uma grande variedade de serviços que as irmãs prestam. Estes vão desde o cuidado pastoral até a luta pelos direitos humanos e combate à violência. Também há ações de justiça restaurativa, pastoral carcerária, contra o tráfico humano e em socorro às vítimas desse crime, trabalho com migrantes, refugiados, mulheres prostituídas, camponeses, povos indígenas, aborígenes e minorias étnicas. Além disso, existem outras frentes ligadas à justiça, paz e integridade da Criação, e na Vivat Internacional. Sempre está presente o cuidado com crianças, especialmente as que estão em situação de maior vulnerabilidade, a promoção da mulher, projetos de desenvolvimento social e de geração de renda para excluídos e marginalizados. Na pastoral, as irmãs no mundo inteiro atuam nas paróquias e comunidades de base, na catequese, apostolado bíblico, retiros de espiritualidade, formação de lideranças, pastoral da juventude, vocacional, apostolado familiar, meios de comunicação social, diálogo inter-religioso e outros. Agora que você já tem uma ideia do que fazemos, convido a fazer uma breve excursão pelo mundo e ver onde são os confins da terra em que estamos presentes como missionárias servas do Espírito Santo. África No continente africano, temos comunidades nos seguintes países: Angola, Botsuana, Etiópia, Gana, Togo, Benin, Zâmbia, Moçambique, África do Sul e Sudão do Sul. Neste último, por causa da guerra e do assassinato de uma de nossas irmãs, temos apenas irmãs em projetos intercongregacionais. Américas Além do Brasil, nossas irmãs estão na Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile, Equador, Cuba, México, Estados Unidos, Antígua e Barbuda, Jamaica, São Cristóvão e Névis. Ásia Estamos no Extremo Oriente: Índia, Indonésia, Timor Leste, Japão, Coreia, Filipinas e Taiwan. Atualmente, na Ásia, temos o maior número de vocações, embora os cristãos sejam minoria. Oceania Papua-Nova Guiné foi uma das primeiras missões das irmãs, mas estamos também na Austrália e em Fidji. Europa Além da Holanda, onde fica nossa Casa-Mãe, em Steyl, e várias outras comunidades, estamos também na Alemanha, Áustria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Romênia, Moldávia, Suíça, Polônia, Rússia, Eslováquia, República Checa, Hungria, Espanha, Portugal, Ucrânia e Grécia, que é a última fundação e onde as irmãs se dedicam ao trabalho com migrantes e refugiados. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Vem aí a Capela Missionária Virtual

Junto com o Mês Missionário Extraordinário, que começa no dia 1º de outubro, vamos lançar a Capela Missionária Virtual, um espaço de espiritualidade e oração, mas também de compromisso com a missão da Igreja no Brasil e no mundo. A criação da Capela Missionária é uma das ações das missionárias servas do Espírito Santo para responder ao apelo do Papa Francisco em despertar uma maior consciência da missão ad gentes “e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. De fato, nós, como missionárias, fazemos parte da missão ad gentes, isto é, da missão além-fronteiras, porque somos uma congregação intercultural e internacional, presente em cerca de 50 países nos cinco continentes. Nesse sentido, a capela missionária é uma forma de partilharmos nossa espiritualidade e carisma missionários e dar a conhecer significativas experiências de missão aqui no Brasil e em outros países. Mas o que vem a ser a Capela Missionária Virtual? Em primeiro lugar, um espaço de oração voltado para as grandes necessidades do mundo atual e das pessoas concretas em suas lutas e sonhos por uma vida melhor. Como é virtual, não importa onde você esteja. Poderá acessá-la pelo celular, computador ou tablet, visitar nossa capela e rezar conosco a partir de um coração missionário. A Capela Missionária vai oferecer vários tipos de oração, como a leitura orante do Evangelho do dia, a oração do terço missionário, as intenções missionárias para cada dia e outras baseadas em nossa espiritualidade e na vida da Igreja. Basta conectar-se conosco e abrir-se à ação do Espírito Santo. Além de poder rezar pelas situações que atingem a humanidade e por todos os que necessitam de preces, também será possível pedir orações e, simbolicamente, acender uma vela nas intenções desejadas. Cada pedido receberá as preces de nossas irmãs das comunidades do Convento Santíssima Trindade, Santana e outras. Nós levaremos os pedidos e intenções também para a celebração da missa e nossas orações comunitárias. Um dos objetivos da Capela Missionária é ser um espaço de missão on-line, com algumas irmãs disponíveis para dialogar e interagir com as pessoas que entrarem em contato. Nossa intenção é responder a todos, oferecendo apoio, consolo, ânimo e orientação espiritual aos que o desejarem. E, como o nome já diz, trata-se de um espaço de abertura para o mundo e de encontro do diferente, de conhecimento de outras realidades. Será um convite para alargar o coração até os confins do mundo e acolher nossos irmãos de outros povos, culturas e línguas. Na Capela Missionária haverá muitas formas de interagir, até mesmo de participar da missão e apoiar obras missionárias concretas, cada pessoa segundo suas possibilidades e apelos que sentir dentro de si. Em breve, estaremos no ar e convidaremos você para fazer parte dessa nova comunidade missionária. Vamos começar aos poucos, ampliando a cada dia os conteúdos e oportunidades para nos aprofundar na fé e nos comprometer com a missão. Contamos com você. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______

Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum

O fim de semana, de 28 a 30 de junho, foi marcado pelo 2º Encontro dos Alunos das Escolas da Rede de Educação SSpS – a “Missão sem Fronteiras”, que ajudou a juventude a pensar como o Evangelho e o trabalho missionário podem transformar a vida de tanta gente que se encontra à margem da sociedade. Os alunos viveram muitos momentos significativos, como os de reflexão e partilha de vida, além de assumirem um novo compromisso missionário. A missão reuniu jovens e educadores missionários de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta foi ultrapassar fronteiras e construir elos.  Proteção, amor ao próximo, solidariedade e doação foram as palavras inspiradoras que moveram e deram vida ao encontro realizado no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte. A escola recebeu os alunos com música, reflexão e partilha. Foi uma oportunidade de perceber que o caráter da missão é mais amplo do que se imagina. O coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Junior, foi uma das pessoas contagiadas pela experiência. “Foi impressionante ver o envolvimento e o compromisso de cada jovem participante, e tanta gente acreditando nas bases como fermento de transformação das realidades mais sofridas”, partilha.  Outro destaque foi a presença da coordenadora do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Simone Fortunato Nunes, que ajudou o grupo a perceber que a missão somente pode dar-se quando as pessoas saem do lugar onde estão para irem ao encontro do outro.  O passo mais marcante vivido pelos alunos durante a experiência foi a visita à Paróquia de São Sebastião, no Município de Brumadinho, um lugar que oferece apoio, orientação e doações às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale. Os testemunhos e a troca de experiências transmitiram a mensagem de que todos são discípulos missionários, testemunhando a esperança. O grupo de alunos participou de diversas ações voluntárias. Também ouviu relatos de moradores locais, de indígenas e quilombolas que vivem em locais próximos de onde o crime ambiental aconteceu. O Projeto “Missão sem Fronteiras” foi além de um fim de semana. Tocou o coração dos jovens e contagiou a vontade de continuar o compromisso missionário. Os participantes retornaram para suas cidades com o coração aberto e esperançoso, na certeza de que viveram momentos que ficarão guardados para sempre como inspiração para suas novas ações. Veja as fotos e assista ao relato de alguns jovens. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Junior, coordenador do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. Veja os principais momentos da Missão Sem Fronteiras Assista ao testemunho dos jovens

Diaconato permanente: família, missão e trabalho

Em 6 de março deste ano, Quarta-Feira de Cinzas, a Santa Sé divulgou o Anuário Estatístico Eclesial com dados de 2017. Como vinha ocorrendo nos últimos anos, um dos resultados que mais chamaram a atenção dos analistas foi o sempre crescente número de diáconos permanentes no mundo, chegando a quase 50 mil. Por vários motivos, a Arquidiocese de Belo Horizonte, onde sirvo, iniciou tardiamente a formação de seu corpo diaconal. Mesmo que esse ministério tenha sido reestabelecido no Ocidente após o Concílio Vaticano II (1962-1965), apenas em 2011, foram ordenados os sete ministros pioneiros, a exemplo da passagem bíblica da instituição dos primeiros diáconos cristãos (At 6,1-7). Por enquanto, há 75 por aqui, mas esse número deve crescer muito em breve. Apesar de começar depois, a Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio de seu arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, hoje também presidente da CNBB, tratou logo de buscar a vanguarda. Por exemplo: as mulheres têm ampla participação no ministério por aqui, algo preciosíssimo. As esposas são vivamente convidadas a acompanhar os maridos em todas as etapas de formação, inclusive a teológica. Neste ano, elas próprias passaram a organizar os encontros vocacionais, que ocorrem uma vez por mês. Tudo isso sem contar a presença feminina na equipe de psicólogas e professoras. Em tempo, não nos esqueçamos da figura da Virgem Maria, a diaconisa-mor, mulher de fé e serviço, modelo para todos nós. Família, missão e trabalho O equilíbrio entre as vidas familiar, ministerial e profissional é sempre um desafio. Os candidatos casados somente recebem o sacramento da ordem depois da aprovação das esposas. Isso é muito significativo, pois abrem mão de um tempo integral de convivência com os maridos, à qual elas têm direito, para que os diáconos possam se dedicar ao povo. É um desafio e tanto para ambos e para os filhos. Com base nisso, em minha não muito longa experiência como diácono (fui ordenado em 25 de novembro de 2017) e abusando de uma analogia um pouco frágil, digo que o debate sobre se homens casados poderiam ou não ser padres deveria passar antes pela opinião das mulheres. Até agora, praticamente não ouvi ninguém perguntar a elas se gostariam de conviver com homens vivendo um ministério ininterrupto, com as urgências e emergências que a missão exige. Creio que elas poderiam enriquecer bem mais esse discernimento da Igreja. Quanto à vida ministerial, ao ver mais de perto muitos desafios da evangelização, posso dizer que realmente a messe é bem maior do que eu imaginava e os operários são muito menos do que eu pensava. Muitas vezes, eu me vejo como um grão de areia diante da necessidade de anunciar Jesus aos irmãos e irmãs, sobretudo os das fronteiras existenciais. Graças à Providência, contudo, fui um formando verbita, candidato a ser missionário irmão. Aprendi com ótimos religiosos ser sempre o Espírito Santo a ir à frente, abrindo os caminhos; somos apenas servos. Isso é consolador e também chocante. Mesmo tentando fazer o possível para evangelizar, não posso esquecer-me de que continuo com o dever de ter uma fonte de renda, uma das exigências do ministério. No diaconato, tudo é feito voluntariamente. Por isso não é raro, depois de um dia inteiro de missão, eu ter de avançar noite adentro para dar conta do serviço acumulado. Vejo tudo isso, contudo, como uma graça e não como um peso em si. No geral, com a ajuda de Deus, tenho conseguido sair-me até bem. Caridade, Palavra e liturgia Os diáconos, sejam eles permanentes ou transitórios (os que serão padres), são homens ordenados para atribuições bem específicas na Igreja, as quais não podem ser confundidas com as dos presbíteros. Ocupam-se da caridade, da Palavra e da liturgia. A caridade cristã, exercida também pelos diáconos, sinais de Cristo Servo, vai desde oferecer uma sopa, um medicamento ou um agasalho a alguém fragilizado até a perguntar por que há tantos irmãos e irmãs precisando de ajuda e não são atendidos pelo Estado, responsável último por proteger, de modo especial, os mais fracos. Lutar pela justiça é outro modo de exercer a caridade. Ainda nesse campo, acrescento que o “socorro” aos padres foi uma forma de serviço que mais me chamou a atenção. Até agora, deparei-me com muitos presbíteros sobrecarregados, sufocados pelo peso da missão. Se eu já os admirava, ainda mais agora. Por bem mais de uma vez, ao servir nas comunidades, possibilitei que alguns sacerdotes pudessem ter o mínimo de descanso ou até fazer coisas simples, como ir ao médico ou visitar um ente querido. O diácono é o ministro da Palavra por excelência. Todos os dias, temos o doce dever de recitar a Liturgia das Horas. Eu ainda tenho contato com as leituras de cada dia, além de exercer outras práticas espirituais. A Sagrada Escritura é o venerável pão do qual nos alimentamos e ajudamos a distribuir ao povo. É uma responsabilidade, mas também um privilégio. Amar e dedicar-se à Palavra de Deus, para mim, é a fonte do entusiasmo de um diácono. Sem ela, caímos pelo caminho. A liturgia é o campo de atuação mais visível. O diácono, porém, trabalha mais “no varejo”, muitas vezes passando até despercebido. Como é o homem da bênção, ao visitar e celebrar com os enfermos, os encarcerados, os idosos, com as famílias em festa ou enlutadas, com trabalhadores, ele ajuda a consolar e, com isso, é também consolado. Em variadas liturgias, têm atribuições específicas e bem marcadas. Sagrado “caos” Nosso povo ainda tem muitas dúvidas quanto a este primeiro grau do sacramento da ordem. Muitos, até alguns mais experientes na missão, não conhecem bem o ministério diaconal. Até hoje, noto o estranhamento de alguns quando estou com minha esposa, por exemplo. Houve até quem já fosse correndo denunciar a um padre que um irmão diácono estava de mãos dadas com “uma mulher” no shopping. Com paciência e amor, puderam esclarecer ao zeloso e envergonhado irmão. Desta vez, o evento terminou em boas risadas, felizmente. Tudo é o sagrado “caos” do qual se cria a vida

Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.

Transformando vidas no Taquaril

As missionárias servas do Espírito Santo estão no bairro do Taquaril, na Região Leste do Município de Belo Horizonte, desde o início da década de 1990, poucos anos após o surgimento do bairro, em 1986. Apesar de ser uma área muito bonita, rodeada pela Serra do Curral, o Taquaril já foi considerado uma das regiões mais pobres do Brasil e a maior periferia da capital mineira. Sua população, em sua maioria, vinda do interior do Estado, precisou enfrentar muitos problemas sociais, além da violência, conflito entre gangues e tráfico de drogas. Graças ao trabalho dedicado da Igreja local e o empenho da população, muitas melhorias foram alcançadas. Exemplo disso é a presença da missionária polonesa Ir. Matilda Gorus. Quando ela chegou ao bairro, não havia praticamente nenhum serviço de atendimento à população. Então ela foi perguntando ao povo qual era a maior necessidade, e as famílias disseram que queriam uma creche, para deixar as crianças e, assim, permitir que as mães pudessem trabalhar. A Creche Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ligada à Paróquia São Gabriel, teve início em 1996 e vem transformando a vida das crianças e da população. Neste vídeo, você conhecerá um pouco da missão de Ir. Matilda no Taquaril e também verá o depoimento de alguns moradores da comunidade. Eles, incluindo o padre e um pastor evangélico, falam sobre a dedicação e o amor que a missionária tem para com aquele povo. Confira.

Rede de Educação une formação humana e desempenho pedagógico

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo acredita que a melhor maneira de educar é alinhar o desenvolvimento das habilidades emocional, social e intelectual. Tem a segurança de que a metodologia adotada em cada um de seus colégios e creches faz deles uma ESCOLA VIVA. O que torna os colégios e creches da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo excelentes escolas é a formação de alta qualidade, nas várias dimensões essenciais, para o desenvolvimento pleno das pessoas. A excelência pedagógica é uma premissa da qual não abrimos mão e que, hoje, está diretamente relacionada ao desafio de formar jovens para o mundo, como ele é no século XXI, em constante transformação. Os colégios e creches da Rede formam, assim, uma ESCOLA VIVA, que sempre soube, em seus mais de 115 anos de prática educacional, conjugar em harmonia sua vocação humana ao desempenho pedagógico. O projeto educacional tem como seu primeiro referencial a filosofia da instituição, que é fundamentada nos valores cristãos. Como base, adota os quatro pilares da educação da UNESCO, as dez competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as competências do ENEM. Cursos oferecidos em nossos colégios: EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO Para coordenar o projeto educacional, cada unidade escolar mantém uma estrutura de gestão composta de: • diretor(a)-geral • diretor(a) educacional • gestor(a) administrativo(a) • coordenadores(as) pedagógicos(as) • coordenadores(as) de área • coordenadores(as) de segmento • coordenador(a) do Sistema Integral (nas unidades onde há Sistema Integral) • coordenador(a) missionário(a) • serviços de suporte educacional/administrativo VISÃO Ser uma REDE de educação inovadora, reconhecida pela excelência acadêmica, que prioriza o desenvolvimento integral da pessoa humana. MISSÃO Educar crianças e jovens, à luz dos valores cristãos, para que sejam cidadãos conscientes, críticos e criativos, capazes de conviver com as diferenças e protagonistas na construção de uma sociedade justa e sustentável. VALORES Nossos valores são fundamentados nos valores cristãos que norteiam nossa ação educacional: verdade, beleza, bondade, justiça e comunhão. Ir. Maria de Fátima Marques, SSpS, Diretora Presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo.

Comunhão com os outros: Leigos e a sua participação na Igreja

Se você é leigo e está lendo esse artigo, saiba que a sua missão é tão importante quanto a nossa! E vendo essa relevante contribuição para o mundo, a Igreja Católica oficializou 2018 como o Ano do Laicato. O seu ano! Falando em leigos, o nosso Curso de Teologia teve mais um semestre encerrado com a satisfação de instruir muitas pessoas com a Teologia que serve não apenas para o conhecimento mas para moldar e inspirar pessoas a estarem mais próximas de Deus. Conversamos com o João Luiz Alves, catequista e aluno do nosso Curso de Teologia, está indo para o 4º semestre do curso em agosto de 2018. Como leigo e participante ativo na comunidade católica, ele nos contou como o Curso de Teologia Missionário tem acrescentado as suas experiências como formador de pessoas. Catequisa e membro Coordenador da Pastoral de Liturgia da Paróquia, João Luiz conta que a busca pelo conhecimento e a vontade de se aprofundar na fé católica foram os principais motivos que o fizeram estudar Teologia. “Tem sido uma experiência maravilhosa e reveladora que vem fortalecendo a minha fé! Os professores são automaticamente qualificados, o ambiente é maravilhoso. É pena que é só uma vez por semana, mas está sendo sensacional!!”- disse João. Em 3 semestres do curso ele já aprendeu Introdução a Teologia e Bíblia, o Antigo e o Novo Testamento e a Leitura Orante. O aprofundamento nesses conteúdos já tem ajudado Luiz em suas aulas da catequese: “O curso tem me ajudado bastante na aplicação das formações e me fazem ter uma nova visão sobre tudo que vi sobre o assunto anteriormente. Também me ajudam a refletir um pouco mais sobre os trabalhos pastorais e missionários realizados pela Santa Igreja Católica” – ressaltou o aluno assíduo. Se você quer ter essa experiência de aprendizado com na Teologia. Fique atento as inscrições que sairão no mês que vem. Até lá.

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