Conheça a irmã Sheela Savari: uma jovem voz em favor dos sem-voz

A jovem irmã Sheela Savari, uma serva do Espírito Santo e advogada, faz dos Tribunais da Índia seu campo de missão. Sua presença ao lado dos pobres e marginalizados leva mais do que apoio jurídico. Ela é sinal de esperança e profecia numa sociedade marcada pela injustiça.
Deus Trindade: circularidade-encontro-amor

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado nesta Solenidade da Santíssima Trindade. A passagem bíblica é de João 3,16-18. O coração sempre aquecido em Deus Uno e Trino é a base da espiritualidade de Santo Arnaldo Janssen e de sua família espiritual da qual faz parte a Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo.
Viver em contínuo Pentecostes

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado nesta Solenidade de Pentecostes, celebrando liturgicamente o início da missão evangelizadora da Igreja. Este também é um dia especial para a Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, que festejam um dos pilares de seu carisma. A passagem está em João 20,19-23.
Ascensão: subir à Galileia, descer ao mundo todo

Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado nesta Solenidade da Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais. A passagem está em Mateus 28,16-20.
Uma missão do coração: 30 anos das SSpS em Cuba

Há 30 anos, três irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) chegaram a Cuba, e sua missão tornou-se um testemunho vivo de fé, resiliência e solidariedade, entrelaçada ao cotidiano do povo cubano. No artigo, irmã Edisley Mireya Rivera Licea, a primeira SSpS nascida na ilha, conta que, mesmo com tantos desafios, as missionárias seguem confiando na graça de Deus.
Irmãs SSpS são recebidas em aldeia indígena de Alagoas

Um dos momentos mais marcantes da missão realizada pelas irmãs SSpS na Semana Santa foi a visita à aldeia Kariri-Xocó, em Porto Real do Colégio (AL). As missionárias foram acolhidas com muita generosidade, e o momento se tornou um verdadeiro mergulho espiritual e de diálogo entre culturas. Saiba como foi e veja fotos!
Em tempos de sinodalidade: o desafio da vocação leiga

“Os leigos não são ‘hóspedes’ em sua própria casa. O clericalismo é uma praga”, disse o Papa Francisco. Ainda vivenciamos deturpados conceitos e preconceitos em relação ao leigo. Continuemos investindo vida e esforços para que a Igreja realmente consiga viver a sinodalidade, com ouvidos e olhos abertos aos clamores que nascem da vida laical. Veja o testemunho de Miriam Bernadete de Souza, missionária leiga.
Desafios e perspectivas na República Democrática do Congo

A República Democrática do Congo (antigamente conhecida por Zaire) é o novo campo de trabalho das missionárias servas do Espírito Santo. As irmãs chegam a um país que, mesmo com muitas riquezas, enfrenta sérios desafios sociais, econômicos e ambientais. O professor Estanislau Antonio de Araujo, do Colégio Imaculado Coração de Maria, conta mais sobre esse país africano. Confira!
Missão, Mística e Profecia na Amazônia

“Missão, partida de amor por amor, ir ao encontro do irmão com alegrias e dores. Entrega do coração e disso o melhor. Missão, missão a nossa paixão maior”. Nos dias 5 a 16 de julho, realizamos uma missão no distrito de Maracajá, diocese de Cametá, Pará. O evento foi organizado pela equipe da CRB Nacional com as Novas Gerações e Pe. João Paulo, pároco da Paróquia São José, Maracajá. Vindos de diferentes partes do Brasil, formamos um grupo de 65 missionários, entre religiosas e religiosos (20 congregações), formandas, seminaristas, padre e alguns leigos comprometidos. Como Serva do Espírito Santo, este foi um momento único viver a multiplicidade de culturas como Vida Religiosa Consagrada junto a população local, distinta em sua diversidade, formada por paraenses, maranhenses, baianos, goianos e mineiros. Ao viver a inculturalidade, traço marcante da nossa congregação, senti a diversidade como riqueza e dom, pois unimos diferenças culturais, carismas e espiritualidades, para interagir em caminhada sinodal. O objetivo da missão foi inserir os jovens da Vida Consagrada na missão da Igreja e conhecer a realidade do povo da região transamazônica. Visitamos famílias, doentes e necessitados, como presença reveladora do amor de Deus neste solo sagrado carregado de mística e profecia, a Amazônia. Para iniciar nossa missão, tivemos nossa preparação, com momentos de integração, de oração, celebrando a memória e fazer memória dos mártires da região e de hoje, que fizeram e fazem da religião um ato de fé, amor e libertação, causa de vida e morte! Conhecemos o local de missão da Irmã Dorothy Stang, visitando, também, sua sepultura e ficamos impregnados pelo ar de profecia da vida religiosa consagrada e impressionados pelo testemunho da comunidade local pela Irmã Dorothy, que esteve em constante luta e defesa por vida mais digna dos mais empobrecidos e cuidado da natureza: “A morte da floresta é o fim da nossa vida!”. Para iniciar nossa missão, participamos da Santa Missa, momento em que fomos ungidos pelo óleo, recebemos a cruz missionária, fomos enviados/as e partimos para as visitas em 4 diferentes comunidades/paróquias: Maracajá, Gelado, Novo Repartimento e Pacajá. Visitar casa por casa, sentir e comungar da experiência de Deus, em cada pessoa e família, foi gravando em nossos corações a marca do eterno. Missão é sempre partir! Não só geograficamente, mas, principalmente, de si mesmo e ir ao encontro do irmão, do próximo, do pobre, do necessitado. Após a realização das visitas, de porta em porta, percorrendo distâncias, em motos, carros, camionetas ou a pé, por pontes e ladeiras, chegando a todas as família, retornamos para Maracajá para a Missa de encerramento, com a comunidade local. Celebramos e agradecemos a Deus por tantas experiências enriquecedoras vividas, tantos rostos nos quais contemplamos a face de Deus, não só no sorriso e testemunho de vida das pessoas impelidas do Espírito Santo que conhecemos, engajados na igreja, em diferentes pastorais e movimentos, mas, sobretudo e principalmente, na realidade dos nossos irmãos desfavorecidos; nos doentes, nos que sofrem, nos que trabalham duro para ganhar o pão de cada dia, nos pobres, nos mais pequenos, ignorados, explorados, marginalizados, oprimidos, abusados, inocentes e necessitados. Nossos corações, tocados por eles, ajudou-nos a tirar as sandálias e adentrar nos corações destes nossos irmãos/ãs queridos. Feita a avaliação final, os nossos sentimentos eram de alegria e profunda gratidão. Sem dúvida, este foi um grande impulso no ardor missionário para nossas vidas, como jovens religiosos consagrados. Gratidão e apreço a toda equipe de coordenação da missão e CRB Nacional por esta enriquecedora experiência junto aos nossos irmãos e irmãs da região Amazônica. Sem deixar de dizer um Deus lhe pague para a Direção Provincial, que apoiou essa tão rica experiência missionária, em terras amazônicas. Que Deus abençoe a todas e todos. Ir. Patrícia Zeponi, Missionária Serva do Espírito Santo
Formação permanente: servas do Espírito Santo discutem as práticas de justiça e paz

“Desenvolvimento e prática da justiça e paz e integridade da Criação” foi o tema da formação permanente das missionárias servas do Espírito Santo, realizada, no formato on-line, no dia 18 de março. O tema é uma proposição do Governo-Geral para que as práticas de justiça e paz, legado dos fundadores, permaneçam como premissa para a missão. Como rezam as normas constitucionais da Congregação,a promoção da justiça, paz, integridade da Criação (Jupic) e defesa da vida humana é parte integrante do chamado religioso-missionário. O evento reuniu cerca de 150 irmãs representantes das missões nos Estados Unidos, Colômbia, Equador, México, Cuba, Paraguai, Chile, Bolívia, Argentina e Brasil. A assessoria foi das irmãs Petronella Maria Boonen e Maria Inês Aragão. Com base nos capítulos-gerais, Ir. Maria Inês aprofundou as práticas de justiça e paz na instituição. A expressão “justiça e paz” apareceu, pela primeira vez, em 1990, no 8º Capítulo-Geral, como desafio de servir à libertação integral da pessoa humana. “A missão justiça e paz, e integridade da Criação é vivida desde a fundação, pois os fundadores sempre tiveram um olhar para as populações mais pobres, o que vale dizer, faz parte do nosso carisma”, acrescenta. Ainda segundo Ir. Maria Inês, nos documentos capitulares, a justiça não se refere a uma justiça corretiva, vingativa, mas a uma justiça evangélica. “Ou seja, construção de comunidades e sociedade de justiça evangélica, reconciliação e cura, onde não haja lugar para qualquer violência pessoal e social, e exista a promoção da integridade da Criação, favorecendo a passagem do consumismo ao uso consciente de recursos, da exploração à ecorresponsabilidade, de uma consciência passiva a um envolvimento ativo nas mudanças sistêmicas.” As práticas de justiça e paz no dia a dia das servas do Espírito Santo Durante o encontro, algumas irmãs puderam testemunhar como se dão, no concreto, as práticas de justiça e paz e integridade da Criação. Irmã Mariel Clapassón, educadora da Escola de Diamante, na Argentina, falou sobre o Projeto Cuidado da Casa Comum, por meio do qual alunos e professores semearam árvores autóctones da zona costeira e limparam espaços públicos, como praças, ruas e a orla do rio Paraná. Quando prontas para o transplante, os alunos do ensino secundário plantaram as árvores nesses espaços, em acordo com a Câmara Municipal da Cidade de Diamante e com a ajuda e orientação dos Parques Nacionais. “A fitoterapia nos permite usufruir respeitosamente as plantas, tirando delas as essências que beneficiam o ser humano, sem danificar a própria natureza. Isso resulta em bem-estar para mim mesma, pois a natureza é minha sobrevivência”, explicou Ir. Maria Aparecida Ricardo Ribeira, de Três Passos, Rio Grande do Sul, que atua nessa área, no Brasil. Irmã Carolina Gonzalez, que trabalha junto às comunidades indígenas no México, afirma que, dentro da pastoral indígena, promove a Jupic, acompanhando os processos de defesa e fortalecimento da identidade cultural dos povos originários Zapotecas, Mixtecas e Chatinos. “Fazemos isso por meio da revitalização de sua língua materna, que se opõe à cultura homogênea, bem como tornando visível sua luta por sua terra e território, a partir da Remam” (Rede Ecológica Eclesial da Mesoamérica). “Trabalhamos com reflorestamento, enriquecimento de bosques com árvores frutíferas, cuidando da cobertura vegetal, cultivo associado de três plantas, em três tempos, no mesmo terreno. Essas plantas crescem e convivem juntas, uma dando força à outra (mandioca, milho e amendoim ou abóbora). Reforçamos, valorizamos e resgatamos o estilo de vida, de trabalhar e plantar dos povos que, muitas vezes, é depreciado”, contou a Ir. Angela Balbuena, que trabalha no projeto de produção agroecológica com as comunidades indígenas Ava Guarani, Mwya Guarani e Paî Tavy Terá (Kaiowá), no Paraguai. Vivat: presença religiosa nas Nações Unidas pela justiça e pela paz Ao ser questionada sobre a origem da Vivat, uma organização que traz em seu bojo a luta pela justiça e pela paz, Ir. Petronella Maria Boonen explicou que é uma fundação das congregações das Missionárias Servas do Espírito Santo e Missionários do Verbo Divino. “A proposta da Vivat é ser presença, diante das Nações Unidas, da vida religiosa, para levar as vozes dos povos e comunidades vulneráveis, seus problemas e preocupações com o cuidado da Casa Comum, a superação da desigualdade e a violação dos direitos humanos. Isso demanda um profetismo inspirado no Evangelho, que escuta e responde aos gritos dos pobres e da terra.” Ainda conforme Ir. Petronella, é preciso fomentar nos membros da Vivat a ação local em rede, conjugada com uma incidência global. “Articular a defesa de direitos humanos com instituições internacionais e pressionar governos locais significa trabalhar em um campo de missão que demanda investir na formação inicial e continuada.” Rosa M. MartinsMestra em Jornalismo, Imagem e Entretenimento pela Fundação Cásper Líbero, licenciada em Filosofia pela Universidade Salesiana de Lorena (Unisal), bacharela em Teologia pela Pontifícia Universidade São Boaventura de Roma. É missionária scalabriniana e vive em Santo André-SP. Indicada ao Prêmio Tarso Genro de Jornalismo em 2020, foi vencedora do Prêmio Papa Francisco, categoria mestrado, do Prêmio CNBB de Comunicação com a dissertação “Menores estrangeiros não acompanhados: uma análise da representação no fotojornalismo italiano”, em 2021.