Agroecologia no centro do debate em Santarém

“Roda de conversa sobre homeopatia popular.” Esse é o tema do encontro promovido pela Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente na Amazônia (ADHMA), realizado de 13 a 16 de julho, no Centro de Formação Emaús, localizado na Rodovia Curuaúna, em Santarém-PA. O evento reuniu cerca de cem pessoas, entre agricultores, comunitários e ribeirinhos que praticam a agroecologia e utilizam a homeopatia no solo, no cuidado com o meio ambiente e com os animais. “Tivemos representantes desde Altamira até a Cachoeira do Aruã”, afirma a coordenadora do Projeto Beth Bruno, a irmã Marialva Oliveira da Costa, SSpS, também integrante da comissão organizadora do encontro. O Projeto Beth Bruno foi criado em 2010, com a finalidade de capacitar lideranças comunitárias e agentes multiplicadores de saúde para que atuassem no cuidado de quem vive em comunidades, utilizando as práticas integrativas e complementares. Irmã Marinalva relata que, nos quatro dias, houve debates, troca de experiências acerca do uso da homeopatia na agroecologia. “Quando falamos de agroecologia, temos que pensar na totalidade. Não tem como fazer agroecologia sem pensar na ‘casa comum’ em que nós vivemos: com todos os seres vivos que nela habitam: terra, água, animais e as pessoas. A homeopatia tem essa visão do todo”, explica. O encontro contou com a participação de diversas entidades ligadas a movimentos sociais, entre elas a Associação Brasileira de Homeopatia Popular (ABHP), cuja missão é proporcionar aos agentes populares espaços de formação de educadores em saúde, com o objetivo de apoiar a troca do conhecimento técnico e do produzido no meio popular, para criar novas relações com a natureza, gerando mudanças na sociedade. Além dos debates e das trocas de experiências, os participantes também puderam apreciar apresentações culturais e celebrações religiosas. Lenne SantosDoutora em Jornalismo e Estudos Mediáticos pela Universidade Fernando Pessoa (UFP), jornalista da Universidade Federal do Oeste do Pará (Santarém), colaboradora no Projeto Beth Bruno.
Junho e as vozes da ecologia e do meio ambiente

O mês de junho vem acompanhado de várias notas para reverenciar e cuidar da nossa casa comum, a Terra. Além de temas como educação ambiental, meio ambiente, ecologia, oceanos, vida no mar, mudanças climáticas como seca e desertificação, é o mês que demarca o início do inverno, com o dia mais curto do ano, demonstrando delicada relação de equilíbrio como Cosmos que afeta a organização de nosso dia a dia, do vestuário e alimentação até nossas horas de sono. Ao prestigiar o Dia Mundial do Meio Ambiente, dias depois de o Congresso Nacional mutilar o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a ministra Marina Silva destacou: Hoje é dia de termos consciência de que nosso tempo para agir está se esgotando e assumirmos definitivamente o que a ciência nos diz: ou respeitamos a natureza, e fazemos dela uma aliada, ou inviabilizaremos nosso futuro. Por tudo isso, faço desta data um convite para nos unirmos numa inadiável missão: a de tratar a natureza da forma correta, num esforço em benefício da nossa e das futuras gerações. A voz de Marina não ecoa solitária nesse cenário de crise ecológica. À sua convocação somam-se a sabedoria indígena, representada por Ailton Krenak; a tese do cuidado, defendida escritor e teólogo Leonardo Boff; e as orientações da Encíclica do Papa Francisco (2015), Laudato si’: sobre o cuidado da casa comum. Nesse documento, o Papa convoca: Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós. O movimento ecológico mundial já percorreu um longo e rico caminho, tendo gerado numerosas agregações de cidadãos que ajudaram na consciencialização. Infelizmente, muitos esforços na busca de soluções concretas para a crise ambiental acabam, com frequência, frustrados não só pela recusa dos poderosos, mas também pelo desinteresse dos outros. As atitudes que dificultam os caminhos de solução, mesmo entre os crentes, vão da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas. Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, “são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus”. Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades. É importante destacar, não só no mês de junho, que a Laudato si’ passa por questões urgentes, como poluição, resíduos e cultura do descarte; clima como bem comum; água; perda da biodiversidade; desigualdade planetária; deterioração da qualidade de vida humana e degradação social. Além disso, o Pontífice chama a atenção para a relação tecnologia, criatividade e poder; a fraqueza das reações; a globalização do paradigma tecnocrático; as consequências decorrentes da crise gerada pelo antropocentrismo moderno. A Encíclica situa a ecologia como tema central, relacionando-a com questões ambientais, econômicas, sociais, culturais e a vida cotidiana; defende o princípio do bem comum e da justiça intergeracional. O Papa Francisco apresenta orientações para ação fundamentadas no diálogo e na educação. O diálogo é considerado estratégia para desafios ambientais, política internacional, novas políticas nacionais e locais, transparência nos processos decisórios, interação entre política e economia para a plenitude humana, e relação entre religiões e ciências. Educação e espiritualidade ecológicas, por sua vez, devem guiar para outro estilo de vida, para a conversão ecológica, para a aliança entre a humanidade e o ambiente. O Papa finaliza propondo duas orações: a primeira pela nossa Terra, a segunda pela criação, fechando a Encíclica com as palavras: Deus de amor,mostrai-nos o nosso lugar neste mundocomo instrumentos do vosso carinhopor todos os seres desta terra,porque nem um deles sequeré esquecido por Vós.Iluminai os donos do poder e do dinheiropara que não caiam no pecado da indiferença,amem o bem comum, promovam os fracos,e cuidem deste mundo que habitamos.Os pobres e a terra estão bradando:Senhor, tomai-nossob o vosso poder e a vossa luz,para proteger cada vida,para preparar um futuro melhor,para que venha o vosso Reinode justiça, paz, amor e beleza.Louvado sejais!Amém. ___________________________________ ReferênciasSILVA, M. Pronunciamento da ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, em rede de rádio e televisão, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho de 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/nosso-tempo-para-agir-esta-se-esgotando-diz-marina-silva-em-pronunciamento-do-dia-mundial-do-meio-ambiente. Acesso em: 13 jun. 2023. DICASTÉRIO PARA O SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL; STOCKHOLM ENVIRONMENTAL INSTITUTE. A nossa casa comum: um guia para cuidar do nosso planeta vivo. Disponível em: https://www.sei.org/wp-content/uploads/2022/11/a-nossa-casa-comum-sei-vatican-20221128.pdf. Acesso em: 14 jun. 2023. __________________________________ Marli Teresinha EverlingProfessora dos cursos de Graduação e Pós-graduação em Design da Universidade da Região de Joinville (Univille); coordenadora do Projeto Ethos – Design e relações de uso em contexto de crise ecológica; colaboradora do Instituto Caranguejo de Educação Ambiental (caranguejo.org.br); colaboradora do blog SSpS para temas ambientais; colaboradora das redes sociais do design para temas ambientais – Instagram (@designuniville).
Roraima: irmãs SSpS relatam como foi a 52ª Assembleia-Geral dos Povos Indígenas

“Onde uma ou mais SSpS estiverem reunidas, aí estarão as SSpS do mundo inteiro” Foi com esse sentimento de pertença à Congregação, que nós, irmãs Aurélia e Madalena, estivemos presentes na 52ª Assembleia-Geral dos Povos Indígenas de Roraima, realizada entre os dias 11 e 14 de março deste ano, no Centro Regional Lago Caracaranã, Terra Indígena Raposa Serra do Sol, tendo como tema “Proteção territorial, meio ambiente e sustentabilidade”. Para nós, missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) atuando na missão aqui em Roraima, é de fundamental importância participar, ativa e integralmente, de todas as atividades e eventos dos povos indígenas, desde as instâncias comunitárias, regionais, estaduais e, quando possível, também a nacional. A Assembleia contou com a participação dos povos Macuxi, Wapichana, Sapará, Taurepang, Patamona, Wai-Wai, Ye’kwana, Yanomami e Ingaricó. Também teve, como sempre, a presença dos parceiros e parceiras, entre eles, a Diocese de Roraima, a Pastoral Indigenista, o CIMI Regional e Nacional, e representantes de organizações indígenas (OMIR – Organização das Mulheres Indígenas de Roraima; OPIR – Organização dos Professores Indígenas de Roraima; APITSM – Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos; Hutukara – Associação Yanomami e Ye’kwana; APIW – Associação dos Povos Indígenas Wai-Wai; Coping – Conselho dos Povos Indígenas Ingaricó; e CIR – Conselho Indígena de Roraima), totalizando mais de 2 mil pessoas. Participaram ainda a Funai Nacional e Estadual, e o Ministério Público Federal em Roraima. Cada povo indígena teve a oportunidade de informar-se sobre suas atividades e planos de vida, bem como avaliar sua caminhada como organização diante dos cenários federal, estadual e municipal, durante os últimos quatro anos. Percebe-se que há vários pontos comuns entre as diferentes regiões, tais como a medicina tradicional, os PGTA (Planos de Gestão Territorial Ambiental) e a proteção territorial, por meio dos GPVTI (Grupo de Proteção e Vigilância Territorial Indígena). As lideranças Yanomami ressaltaram a atual situação, cruel e desumana, pela qual estão passando, destacando a morte dos rios, das florestas, da terra e o grande número de mortes, especialmente de crianças. Disseram que é preciso salvar o Povo Yanomami, que passou pelo processo de extinção durante os últimos anos. A esperança deles é a atuação do atual governo, que instalou uma grande força-tarefa nacional para reverter essa situação de morte que se agravou com a liberação geral do garimpo e do desmatamento descontrolado. É consenso de todo o movimento indígena e de todos os movimentos sociais que sejam retirados todos os invasores, especialmente os garimpeiros que já causaram tantas tragédias à Mãe Terra. Um momento muito forte e importante aconteceu no terceiro dia da assembleia, tendo como pauta principal a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de Janja, primeira-dama, de alguns ministros e outras autoridades: José Múcio Monteiro (Defesa), Nísia Trindade (Saúde), Sônia Guajajara (Povos Originários), Márcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), Ricardo Weibe Tapeba (Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai), Joênia Wapixana (presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas). Foi a primeira vez que um presidente participou de uma Assembleia Indígena de Roraima. Em seu discurso, o presidente reafirmou o compromisso de retirar todos os garimpeiros e invasores da Terra Indígena Yanomami e de todas as terras indígenas do Brasil. Ele ressaltou que apenas 14% do Brasil está ocupado por indígenas, sendo que 100% do território brasileiro já foi dos povos originários. Lula visitou e prestigiou também a feira agrícola realizada durante a 52ª Assembleia, onde ele pôde constatar a riqueza da produção 100% orgânica e sustentável. Ele se comprometeu em liberar investimentos para as produções dentro das terras indígenas. Toda a segurança do presidente e da comitiva foi feita pelo Grupo de Proteção e Vigilância Territorial Indígena. O movimento indígena não aceitou o aparato de segurança oferecido pelo governo do Estado de Roraima. Pelas mãos de uma jovem e uma criança indígenas, foi entregue nas mãos do presidente uma carta com as demandas dos povos indígenas de Roraima, referentes à saúde, educação, medicina tradicional, proteção territorial, retirada de garimpeiros, valorização da cultura, tradição, território e sustentabilidade indígena. Outro momento marcante da Assembleia foi a tomada de posse simbólica do novo coordenador do Distrito Sanitário Leste, órgão que até então sempre esteve nas mãos de apadrinhados de grupos políticos do Estado. Desta vez, foi o próprio movimento indígena que indicou Zelandes Patamona como primeiro coordenador indígena do DSEI Leste. Outra vitória foi a posse simbólica de Marizete de Souza Macuxi como coordenadora da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai-RR), cargo que também sempre esteve nas mãos de apadrinhados políticos. Para nós, missionárias servas do Espírito Santo, participar da Assembleia-Geral dos Povos Indígenas de Roraima constitui um momento forte de aprendizado, experiências, parceria, espiritualidade e fortalecimento na opção pela causa indígena, que é de todas nós. A luta continua, unidas venceremos! Sangue indígena, nenhuma gota a mais! Povo unido jamais será vencido! Diga ao povo que avance, avançaremos! Se Deus é por nós, quem será contra nós? Demarcação já! Irmãs Aurélia Prihodová e Maria Madalena HoffmannMissionárias servas do Espírito Santo, Alto Alegre-RR
Vivat pressiona países a defenderem meio ambiente

A Vivat Internacional, organização não governamental constituída por 12 congregações religiosas, entre as quais a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo e a Sociedade do Verbo Divino, membros fundadores, atua na ONU para promover os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável, a paz entre os povos e a defesa do meio ambiente, tendo em vista as futuras gerações. Seguindo sua missão, quer pressionar os países da América Latina e Caribe a assinarem o Acordo de Escazú, firmado na Costa Rica, em março de 2018. Mas que acordo é esse e qual a sua importância para o continente e o mundo? E o que a Vivat Internacional pretende fazer? Quem responde a essas questões é o Pe. José Boeing, verbita, membro da equipe da Vivat Brasil e que atua na Região Amazônica. Urgência de soluções para a Amazônia Os nove países pan-amazônicos estão sofrendo impactos ambientais, principalmente a Amazônia brasileira, afetada pelo desmatamento, grilagem de terras públicas, garimpos ilegais nas terras indígenas, impactos das hidrelétricas e mineradoras. Os povos indígenas e comunidades tradicionais são vítimas do sistema capitalista de exploração e depredação do meio ambiente. Por isso é urgente a necessidade de ratificar o Acordo de Escazú, que garante o direito de todos a um meio ambiente limpo e saudável, além de proteger aqueles que lutam para defender a ecologia. Como o prazo termina no dia 26 de setembro de 2020, a Vivat Internacional apoia a iniciativa da ONU e também reforça a carta da CLAR (Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos) para pressionar os congressos nacionais a fim de que pelo menos 11 dos 33 países da América Latina e do Caribe ratifiquem o tratado, de modo a levar o acordo a entrar em vigor (veja abaixo a íntegra da carta). Até o momento, 9 países ratificaram o documento (Antígua e Barbuda, Bolívia, Guiana, Nicarágua, Panamá, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Equador e Uruguai). Precisamos pressionar para que ao menos mais dois países ratifiquem o Acordo de Escazú. Por isso, a Vivat Internacional solicita que os cidadãos dos países enviem cartas, e-mails, ofícios para o Congresso Nacional de cada país, manifestando o interesse e a importância da ratificação do Acordo Escazú para a defesa da vida, dos direitos Humanos e do meio ambiente. Conheça o Acordo de Escazú O tratado histórico visa a garantir a implantação plena e eficaz, na América Latina e no Caribe, dos direitos de acesso à informação ambiental, participação do público na escolha de decisões ambientais e o acesso à Justiça em questões ambientais. O Acordo Escazú foi adotado em 4 de março de 2018, na cidade de Escazú, Costa Rica. Esse tratado fortalece o vínculo entre direitos humanos e defesa ambiental, impondo obrigações aos Estados partes sobre a proteção dos defensores dos direitos humanos ambientais. Assim, o Acordo de Escazú promove um modelo de quatro pilares da democracia ambiental. 1 – Acesso à informação O artigo 5 define as obrigações de os países que fazem parte garantirem o acesso à informação pública sobre o meio ambiente. De acordo com esse artigo, qualquer cidadão tem o direito de, sem a necessidade de apresentar demais justificativas, solicitar informações ambientais e recebê-las dentro de 30 dias. O artigo 6 define as maneiras pelas quais os países que fazem parte devem produzir e divulgar dados sobre o meio ambiente. As informações que devem estar disponíveis ao público incluem, entre outros, textos sobre tratados e acordos internacionais bem como leis ambientais, relatórios sobre o estado do meio ambiente, lista de áreas contaminadas, informações sobre o uso e conservação de recursos naturais e serviços ecossistêmicos, dados sobre processos de avaliação de impacto ambiental e sobre outros instrumentos de gestão ambiental. Além destes, informação sobre os riscos ambientais que possa afetar o meio ambiente e a saúde. 2 – Acesso à participação na tomada de decisões ambientais As comunidades afetadas pelos grandes projetos devem ser consultadas, como afirma a Convenção OIT 169. Qualquer empreendimento que causará impacto ambiental deverá antes passar por audiências e consultas aos povos originários. 3 – Acesso à justiça em questões ambientais O artigo 8 estabelece obrigações em relação ao direito de acessar mecanismos judiciais ou administrativos, de apelar e contestar decisões relativas ao acesso a informações ambientais ou à participação em processos de tomada de decisões ambientais. Isso é essencial para a plena implantação dos outros direitos. Da mesma forma, os países devem garantir a existência de entidades estatais competentes, com acesso a conhecimentos especializados em questões ambientais. Esses órgãos devem ser capazes de fornecer medidas preventivas para evitar danos ao meio ambiente e fornecer compensação e soluções eficazes para as vítimas dos danos ao meio ambiente. 4 – Proteção para os defensores ambientais Propõe prevenir, investigar e punir todos os ataques contra defensores de direitos ambientais. É o primeiro tratado internacional que contempla medidas específicas para protegê-los. Quatro pontos importantes do acordo Escazú 1 – Teve a participação significativa do público e o apoio da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), como secretaria técnica. 2 – É o único tratado que surgiu da Rio + 20 e o primeiro sobre questões ambientais na América Latina e no Caribe. 3 – Gerações futuras: o tratado reconhece o direito a um ambiente saudável para as gerações presente e futuras. 4 – Direitos humanos e meio ambiente: é o único instrumento internacional vinculativo com disposições específicas para a promoção e proteção dos direitos humanos em questões ambientais. Pe. José Boeing, SVDCoordenador da equipe executiva da Vivat Brasil. Desde 1991, atua na Amazônia como religioso missionário do Verbo Divino. Como advogado da CPT e pastorais sociais, sempre atuou junto com várias entidades em apoio aos defensores dos direitos humanos e do meio ambiente. ______ Assista ao vídeo produzido para a Vivat Internacional Íntegra da carta da CLAR A Confederação Caribenha e Latino-Americana de Religiosas e Religiosos (CLAR) solicita aos Congressos Nacionais a ratificação do Acordo de Escazú Bogotá, 4 de setembro de 2020. Em sintonia com a inspiração do Papa
Por que a reciclagem é importante para o meio ambiente?

Quando se trata de cuidar do meio ambiente, um dos vilões é a produção desenfreada de lixo. Considerando o acúmulo de resíduos sólidos que afetam a natureza e destroem o meio ambiente, a reciclagem é de vital importância, segundo a assistente social Camille Carletti, coordenadora de Projetos Socioambientais do Cefopea (Centro de Formação Profissional e Educação Ambiental), na Zona Leste de São Paulo-SP. “A reciclagem é fundamental e faz parte de uma cultura que leva em conta nossa própria sobrevivência e que se baseia no consumo consciente”, lembra Camille. Para ela, “a reciclagem não está à margem da sociedade, faz parte do dia a dia, mas a população ainda precisa ser amplamente conscientizada”. Quem pratica a separação do lixo, em sua opinião, são as pessoas com melhor formação e que conhecem os benefícios do reaproveitamento de resíduos. Ressaltou também a importância de informar continuamente a população sobre como reciclar, onde e quando há coleta seletiva, e o que pode ou não ser reciclado. O Cefopea é um projeto vinculado à Associação Reciclázaro e tem como objetivo ensinar práticas ambientais, sensibilizar e aproximar os visitantes às tecnologias sustentáveis e também à produção de alimentos naturais. Segundo Camille, “o Cefopea é um oásis na cidade de São Paulo”. Ela explica que a entidade oferece cursos profissionalizantes, workshops voltados a temas ambientais, incubação de negócios para geração de renda e visitas monitoradas para estudantes de escolas públicas e privadas. Para manter o espaço, vende os próprios produtos, como mudas, biofertilizantes, terra adubada e oferece cursos. Da incubadora de negócios surgiram a cooperativa de reciclagem, a padaria e a cooperativa de jardinagem, que funcionam no mesmo local. A Cooperativa Vitória do Belém reúne 18 cooperados que trabalham na reciclagem e tiram daí seu sustento, produzindo de 30 a 40 toneladas de material por mês. Por causa da pandemia do coronavírus, no momento, encontra-se fechada por ordem da Prefeitura de São Paulo, e os cooperados estão recebendo um auxílio financeiro. Segundo Camille, o Cefopea contribui na educação ambiental de pessoas de diferentes classes sociais e faixas etárias. Nas visitas monitoradas, os alunos de escolas públicas e particulares têm a oportunidade de estar em contato com a natureza e conhecer o processo de produção de alimentos e de reaproveitamento de resíduos orgânicos, como a compostagem de folhas e galhos resultantes da poda do próprio espaço, de restos de alimentos e o minhocário. Há também oportunidade para o voluntariado, com a participação de empresas, e um intenso trabalho social para as populações mais vulneráveis. Nestes últimos meses, a opção são os workshops on-line, já que as atividades presenciais não são possíveis. Camille destaca que a pandemia do coronavírus traz um aprendizado: “refletir sobre o que, de fato, é importante para nossa vida e o que podemos relevar”, especialmente “termos consciência dos nossos consumos, hábitos e valores” e que “qualquer atitude individual impacta no coletivo”. Como o Cefopea está ligado à Associação Reciclázaro, Camille apresenta os três eixos que pautam a entidade: social, ambiental e econômico. “Além de trabalharmos as questões relacionadas ao meio ambiente, também trabalhamos pessoas, seres humanos que, muitas vezes, foram desprezados pela vida. Nossa missão é de construir um caminho novo”, relata. Por ser uma organização sem fins lucrativos, a sustentabilidade é sempre um desafio. Mas, graças a iniciativas, como o empório orgânico Grão em Grão, localizado no bairro da Vila Romana, na capital paulista, com objetivo de oferecer produtos naturais a preços justos e o apoio de muitos doadores, o trabalho segue em frente. “Acredito que, neste momento de pandemia, a cultura da doação ficou mais evidente, e essa cultura tem que continuar”, conclui Camille. Em favor do planeta e do ser humano Camille dá algumas dicas sobre como separar e entregar resíduos para reciclagem. São ações simples que fazem grande diferença para o planeta e para a vida de muitas pessoas. Veja: • Tenha pelo menos dois cestos de resíduos em casa: um para o material reciclável e outro para o lixo comum. • Ao descartar o resíduo, é importante lavar as embalagens, para evitar atrair vetores. • Coloque o material reciclável numa embalagem de cor clara e o lixo comum num saco preto. • Atente-se aos dias da coleta seletiva em sua rua (para mais informações, consulte o site das concessionárias responsáveis pela coleta em sua cidade. Em São Paulo, é a Loga ou a Ecourbes). • Ou procure um PEV (ponto de entrega voluntária) para descartar seu material. • Quando puder, conheça o trabalho de uma cooperativa de reciclagem. Para conhecer mais sobre as diversas ações da Associação Reciclázaro e saber como contribuir, acesse www.reciclazaro.org.br.
Vida e meio ambiente são prioridades das congregações Vivat Brasil

Certas de sua missão em defesa da integridade da Criação e testemunhas do reino da vida plena, 13 congregações religiosas associaram-se à Vivat Internacional, organização não governamental (ONG) reconhecida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU). O nome Vivat expressa o profundo desejo de que tudo o que existe possa viver; que todos, todas vivam e deixem viver toda a Criação. Com essa esperança, as congregações instalaram a Vivat Brasil, que conta com aproximadamente 1.200 religiosos e religiosas. Estes assumem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU) e priorizam: • a erradicação da pobreza;• a mulher e a questão de gênero;• o desenvolvimento sustentável; e• a cultura de paz. Abraçam também outras temáticas, como boa saúde e bem-estar, educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Todos esses objetivos se transformam em ações sociopolíticas que reverberam o bem comum, em todo o território nacional, com destaque à preservação do meio ambiente, ao compromisso com os direitos humanos e democráticos. A luta diária desses religiosos e religiosas e o que fazem são apresentados no Relatório Vivat Brasil 2020, o qual estamos disponibilizando para download. Se você quiser conhecer e ajudar a fortalecer o trabalho da Vivat Brasil, compartilhe em suas mídias sociais: __________________________________________ Conheça as congregações-membros da Vivat • Sociedade do Verbo Divino (verbitas)• Missionárias Servas do Espírito Santo• Congregação das Irmãs da Santa Cruz• Missionários Combonianos do Coração de Jesus• Irmãs Missionárias Combonianas• Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (scalabrinianas)• Missionários Oblatos de Maria Imaculada• Congregação das Irmãzinhas da Assunção• Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo• Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos)• Irmãs Missionárias do Santo Rosário• Irmãs Missionárias do Espírito Santo (espiritanas)• Congregação do Espírito Santo (espiritanos)• Congregação das Irmãs de Jesus Bom Pastor (pastorinhas) – convidada Em defesa do meio ambiente Iniciando a Semana do Meio Ambiente, o comboniano padre Dario Bossi, membro da Vivat Brasil, faz uma análise da atual realidade e afirma que “nunca ficou tão evidente a ameaça que está sendo posta ao meio ambiente no Brasil. Podemos escutar, pelas próprias palavras do ministro responsável por essa pasta, que há um desenho deliberado de desmonte e de entrega do patrimônio ambiental brasileiro para outros interesses”. Segundo padre Bossi, que atua diretamente com ações de proteção ao ecossistema, esses interesses “são para o extrativismo predatório, que, por sinal, tem sido um modelo econômico imposto nas regiões latino-americanas desde a época da colônia, e nunca muda”. Se, atualmente, é impossível contar com o Poder Público, na defesa do meio ambiente, então a quem recorrer? Para o padre comboniano, quem pode ajudar a resgatar outras formas de relação com o ecossistema são exatamente aqueles que habitam nele. “Por habitar nos territórios, nas diversas regiões e biomas, as pessoas têm no coração o valor profundo do cuidado, o valor das raízes, da espiritualidade que as vinculam a um território. Também, pelas suas memórias, pelo vínculo com os antepassados, ou como dizem nossos povos quilombolas ou indígenas, ‘pelos encantados que vivem nestes territórios’”, defende. Com a atenção da mídia totalmente voltada para o covid-19, precisamos ficar atentos para que medidas contrárias à proteção do meio ambiente não sejam aprovadas às escondidas e que as pautas relacionadas ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) não sejam ignoradas. Há 48 anos, quando foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Organização das Nações Unidas já afirmava: “Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença, podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem”.1 Será que alguma coisa mudou, aqui no Brasil, nestes 48 anos? Que compromissos foram assumidos e colocados em prática em prol da preservação da vida, do meio ambiente, do ecossistema? A Constituição Brasileira diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (artigo 225 da Constituição Federal de 1988). Ao lermos esse artigo da Constituição, já notamos uma profunda lacuna entre as legislações governamentais e sua prática. Se o meio ambiente é um fator primordial para a vida, principalmente para a espécie humana, então por que são tão poucas as ações para defendê-lo? Será que ainda precisaremos registrar outros mártires da Ecologia em nosso País? Miriam Bernardete de Souza é especialista em Linguística eComunicação Social, Educadora Social; facilitadora em Fundamentosem Justiça Restaurativa e Formação Cristã para a Cidadania. ________ [1] Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972). Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/. Acesso em 29 maio 2020.
Cuidar do meio ambiente todos os dias

O Dia do Meio Ambiente é 5 de junho, mas este mês todo é voltado para as questões ambientais que, na verdade, devem ser um compromisso de todos nós para cada dia do ano. Temos sempre de cuidar da natureza e do planeta! Se queremos um futuro feliz, precisamos cuidar dos rios, dos oceanos, das florestas, do ar, do solo e de cada cantinho de terra que temos a nosso alcance. Cuidar do meio ambiente é tão essencial à continuação de nossa vida como o respirar, o comer e o beber. Se não respirarmos, comermos e bebermos, vamos morrer! Mas também morreremos se não cuidarmos da natureza, pois é ela que nos dá o ar para respirar, o alimento para comer e água para beber. Neste vídeo, você verá que sempre podemos fazer alguma coisa para tornar o mundo melhor, cuidando do que está a nosso redor. E você? Já está cuidando do meio ambiente? O planeta Terra é nossa casa comum. Cuidemos dele com carinho!
Direitos humanos: uma opção pela justiça e pelo bem comum

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe, anualmente, no tempo quaresmal, a Campanha da Fraternidade. O objetivo é colaborar para que a sociedade reflita acerca das dificuldades enfrentadas pela população e sobre a necessidade de conversão. Com isso, o tema escolhido para este ano é “Fraternidade e Políticas Públicas”, com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”. Segundo o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo Júnior, o tema das políticas públicas está sendo refletido nas escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo e na sociedade como um todo. “O desejo da CF é ajudar a população a pensar na importância das políticas de Estado como meio de assegurar condições para que as pessoas possam viver com dignidade”, explica. Mas o que são políticas públicas? Segundo Agostinho, “Educação, saúde, trabalho, lazer, assistência social, meio ambiente, cultura, moradia, transporte, entre outros, são alguns exemplos de direitos que deveriam ser garantidos aos cidadãos”. Para ele, “O principal objetivo da CF é estimular a participação de todos, à luz da Palavra de Deus, na busca do fortalecimento da cidadania e do bem comum, como sinais de fraternidade”. Agostinho conta que a Equipe Missionária da Rede de Educação e os educadores dos colégios Stella, Sagrado Coração de Maria, Sagrado Coração de Jesus e Espírito Santo se inspiraram na CF 2019 ao escolheram o tema transversal “Direitos humanos: uma opção pela justiça e pelo bem comum”, que permeará todo o trabalho pedagógico da Rede de Educação durante este ano. Pensando na pertinência do tema para o contexto social, Agostinho afirma: “Somos chamados a garantir e colocar em prática direitos que ajudem nosso povo a ser mais feliz”. Tema transversal no Sagrado Cada um dos colégios está colocando em prática o tema transversal e busca viver a CF 2019. Para Simone Fortunato Nunes, coordenadora da Pastoral Missionária do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, “A importância de se ter um tema norteador para todas as atividades acadêmicas é a oportunidade de motivar os alunos a perceber que os direitos humanos são o caminho para que a sociedade chegue à justiça e ao bem comum”. “As políticas públicas se tornam necessárias como forma de redistribuição dos bens não ofertados plenamente e suficientemente pelo Estado, principalmente como forma de suprir as demandas existentes, a fim de se evitar que a sociedade corra algum tipo de risco”, explica. Assim, segundo Simone, “O Estado busca garantir a segurança, a ordem e o bem-estar social, almejando, a partir de funções associadas, distributivas e estabilizadoras, as demandas coletivas”. Para a coordenadora, a escola é um desdobramento da garantia de um bem público obrigatoriamente fornecido pelo Estado, que é a educação. E ela define essa área como “um espaço de educação e convívio social, com um papel fundamental na formação de cidadãos críticos, justos e solidários”. Por isso, ela considera imprescindível para as escolas católicas acolher a proposta de reflexão e conversão lançadas pela CNBB. Simone afirma que, “como escola católica, que tem sua filosofia baseada no exemplo do Cristo, torna-se impossível ignorar o desafio social” e explica que “a justiça social é uma das implicações do evangelho”. Por isso, “acreditar, promover e lutar por ela é um testemunho cristão”. “Num mundo afligido por tantas situações que atentam contra a vida, a dignidade e o bem-estar dos seres humanos, é mister que os cristãos reforcem seu compromisso pessoal e social, perguntando-se acerca de sua responsabilidade pelo bem comum, partindo da experiência individual e ampliando para a vivência comunitária, dando vida às palavras do Mestre: ‘Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!’ (Mateus 5,6)”, conclui. Veja as fotos da abertura da CF – 2019 no Colégio Sagrado Coração de Jesus
Desenvolvimento sustentável: sua anatomia

Acompanhamos, no dia a dia, o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo e as águas. O desenvolvimento é necessário, porém o ser humano precisa respeitar o meio ambiente, pois dependemos dele para sobreviver neste planeta. É importante que haja a viabilidade econômica nas ações voltadas para a produção de bens e serviços, porém estes não devem comprometer o futuro das próximas gerações. Desenvolvimento sustentável significa obter progresso econômico necessário, garantindo a preservação do meio ambiente e o avanço social para o presente e gerações futuras. Portanto, para que ocorra o desenvolvimento sustentável, é necessário que haja uma harmonização entre a prosperidade econômica, a preservação do meio ambiente, a justiça social (acesso a serviços públicos de qualidade), a qualidade de vida e o uso racional dos recursos da natureza (principalmente a água). No Brasil, assim como nos outros países emergentes, a questão do desenvolvimento sustentável tem caminhado de forma lenta. Embora haja um despertar da consciência ambiental no País, muitas empresas ainda buscam somente o lucro, deixando de lado as questões ambientais e sociais. Ainda é grande, no Brasil, o desmatamento de florestas e o uso de combustíveis fósseis. Embora a reciclagem de resíduos tenha aumentado nos últimos anos, ainda é muito comum a existência de lixões ao ar livre. A poluição do ar, de rios e solo ainda são problemas ambientais comuns em nosso país. A Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) definiu 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Mas, para que este se torne possível, é preciso um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. É preciso fortalecer a paz universal e com mais liberdade. É necessária a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, que é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Todos os países e todas as partes interessadas, atuando em parceria colaborativa, podem realizar esse plano. É preciso libertar a raça humana da tirania da pobreza e da penúria, e curar, proteger o nosso planeta. É preciso tomar medidas ousadas e transformadoras que são urgentemente necessárias para direcionar o mundo para um caminho sustentável e resiliente. Assim, precisamos de metas que busquem concretizar os direitos humanos de todos e alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas. Elas são integradas e indivisíveis, e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental. Em relação às pessoas: tem o objetivo de acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, e garantir que todos os seres humanos possam realizar o seu potencial em dignidade e igualdade, em um ambiente saudável. Em relação ao planeta: tem o objetivo de proteger o planeta da degradação, sobretudo por meio do consumo e da produção sustentáveis, da gestão sustentável de seus recursos naturais e tomando medidas urgentes sobre a mudança climática, para que ele possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras. Em relação à prosperidade: tem o objetivo de assegurar que todos os seres humanos possam desfrutar de uma vida próspera e de plena realização pessoal, e que o progresso econômico, social e tecnológico ocorra em harmonia com a natureza. Em relação à paz: tem o objetivo de promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que estão livres do medo e da violência. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e não há paz sem desenvolvimento sustentável. Em relação à parceria: tem o objetivo de mobilizar os meios necessários para realizar uma revitalizada parceria global para o desenvolvimento sustentável, com base num espírito de solidariedade reforçada, concentrada em especial nas necessidades dos mais pobres e mais vulneráveis, e com a participação de todos os países, todas as partes interessadas e todas as pessoas. Se essas ambições forem realizadas em toda a extensão, a vida de todos será profundamente melhorada e nosso mundo será transformado para melhor. Ir. Luciana Rzepka, mestra em Teologia e pós graduada em Ciências das Religiões, leciona no Curso Mater Ecclesiae e realiza diversos trabalhos sociais.
A Natureza está falando: Amazônia

A nossa série chega ao fim, mas a conscientização não. Aprenda hoje sobre a maior e mais incrível floresta que existe: A Floresta Amazônica. Ela é incrível porque contém todos os tipos de alimentos, plantas que curam, animais e insetos. É uma verdadeira fonte de vida para todo o mundo. Conheça como ela tem sido importante em nossa existência com esse dois vídeos: O que acharam dessa série? Conte para nós e compartilhe com os amigos. O planeta precisa de você para espalhar essa conscientização.