Justiça e Paz promove CF 2019

A Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB e representantes de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Conferência dos Religiosos do Brasil (JPIC – CRB) realizaram, de 22 a 24 de fevereiro, em Brasília-DF, um encontro em aliança das duas organizações. O tema foi “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). O evento teve três objetivos principais: 1) promover a troca de experiências entre as comissões de Justiça e Paz diocesanas, regionais e brasileiras, com as comissões de Justiça, Paz e Integridade da Criação da CRB; 2) analisar a realidade brasileira, tendo como critérios a Encíclica “Laudato Si’”, a Campanha da Fraternidade, a Constituição Brasileira de 1988 e o Sínodo da Amazônia; 3) fortalecer a Rede Brasileira de Justiça e Paz, mobilizando uma comunicação para a transformação social, com destaque para o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco. A missionária SSpS, irmã Malgarete Scapinelli Conte, membro da Diretoria da Redes (Rede de Solidariedade das Missionárias Servas do Espírito Santo), esteve presente e conta que o encontro reuniu 87 pessoas de 22 Estados. A reunião proporcionou momentos de muita partilha do que cada participante faz relacionado ao tema. “Existe muita vida acontecendo no Brasil, mas se dá pouca visibilidade a esse fazer cotidiano no meio do povo”, afirma Ir. Malgarete. “Apesar das riquezas partilhadas, senti muita indignação ao ver tantas injustiças cometidas por diferentes autoridades”, desabafou. Entre os assuntos discutidos, o que mais a impressionou foram os dados trazidos sobre o modelo predatório de exploração da Amazônia, envolvendo madeira, pecuária, mineração, monocultura e energia. Ela cita que, em quatro décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da floresta original para cerca de 18%. Além de 50% da madeira oriunda da Amazônia serem explorados ilegalmente, pelo menos outros 40% apresentam algum tipo de irregularidade, como fraudes em documentação ou uso de trabalho escravo. De cada 5 hectares de terra na Amazônia 1 é ocupado sem documentação ou com documentos falsos. Irmã Malgarete lembra também que a Amazônia desmatada concentra 9 em cada 10 mortes de ativistas em conflitos no campo e menciona a irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005. “A morte da floresta é o fim da nossa vida”, dizia Ir. Dorothy. Muito indignada com a situação, Ir. Malgarete afirma que há estudos que mostram que é possível ter um outro modelo que seja socioambiental e trabalhe a agroecologia direcionada aos povos da floresta e à redistribuição da renda. Reforçando a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano (Fraternidade e Políticas Públicas), Ir. Malgarete acrescenta: “Temos muito de trabalhar na conscientização, na formação e troca de experiências, fortalecimento e organização desde as bases e na comunicação, recriando nossa narrativa no anúncio do Reino. É muito importante a participação em conselhos, fóruns, audiências públicas e outros”. A seguir, publicamos a íntegra da carta redigida pelos participantes e dirigida ao povo de Deus. No texto, apresentam suas principais preocupações em relação ao contexto mundial e nacional. Também apresenta propostas de enfrentamento, em consonância com a CF 2019, cujo lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça” (Is 1,27), assumido por eles. MENSAGEM AO POVO DE DEUS III Encontro Nacional da Aliança CBJP/CNBB e JPIC/CRB Nacional de Justiça,Paz e Integridade da CriaçãoXVII Encontro Nacional das Comissões Justiça e Paz e Afins] “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27) Nos dias de 22 a 24 de fevereiro de 2019, mais de oitenta representantes da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), de comissões de Justiça e Paz regionais e diocesanas (CJP), de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) da Conferência de Religiosos e Religiosas do Brasil (CRB) realizaram, em Brasília, na Casa de Retiros Assunção, o III Encontro Nacional da Aliança CBJP/CNBB e JPIC/CRB Nacional, e o XVII Encontro Nacional das CJP e Afins. Os participantes vieram de 22 Estados, garantindo a presença de todas as regiões do País. Com esta carta, saúdam todos e todas que, em nome do Evangelho, dedicam suas vidas à defesa da justiça e à promoção da paz. O cenário nacional e internacional inspirou constante preocupação. A ameaça de conflito internacional envolvendo especialmente a Venezuela, um possível envolvimento brasileiro nesse conflito armado na região, o modelo predador de desenvolvimento nacional, agressões e ameaças a defensores e a defensoras de direitos humanos, e a destruição de direitos sociais (conquistados e incluídos na Constituição Federal de 1988) constituíram elementos imprescindíveis para compreender o que está em jogo atualmente e mereceu a atenção das comissões reunidas. Foram relacionados ainda a Medida Provisória nº 870/2019 (que redefine as atribuições dos órgãos do Poder Executivo), o Projeto Anticrime e a proposta de reforma da Previdência, apresentada pelo governo federal, como aspectos recentes que marcam a conjuntura nacional brasileira e que confirmam um quadro de incertezas nos próximos anos para o País. As comissões reunidas assumem a perspectiva das populações empobrecidas, por quem o Papa Francisco nutre cuidado e dedicação especiais, e porque foi em sua defesa que ele convocou o Sínodo para a Amazônia. São essas populações, formadas pelos povos indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco e outros povos originários e comunidades tradicionais, as principais vítimas da Emenda Constitucional nº 95/2016 (que congelou ao reajuste apenas pela inflação, por 20 anos, os recursos destinados à saúde, educação e outras políticas sociais); da terceirização e reforma trabalhista; da entrega dos territórios preservados às mineradoras; da expansão das monoculturas; e da perda da biodiversidade. Essas reformas aprovadas e as propostas apresentadas atingem principalmente as mulheres, as pessoas idosas, os jovens e as crianças. Defender o ecossistema inclui levar em consideração essas populações tradicionais que, milenar ou secularmente, povoam, de forma harmônica, os diferentes biomas brasileiros. Do mesmo modo, manifestam sua preocupação com o modelo de política criminal adotado pelo atual governo, sobretudo no que se refere ao incentivo ao armamento da população e ao estímulo à violência policial, que poderá vitimizar, principalmente, a juventude pobre e negra que habita as periferias. Tais medidas não levam em conta a complexidade do fenômeno, desresponsabilizam o Estado pela segurança pública

Chega de violência contra a mulher

Celebrar o Dia Internacional da Mulher não é simplesmente reconhecer sua importância na sociedade, a qual é inegável, mas é, antes de tudo, um grito de protesto contra todo o sofrimento que é imposto às meninas e às mulheres no mundo inteiro. Por que será que as mulheres precisam carregar um fardo tão pesado de discriminação, violência, desigualdade e preconceito? Quanto dano faz uma cultura machista! Ser diferente não quer dizer ser inferior ou superior, significa apenas ter habilidades e possibilidades distintas para nos ajudar mutuamente e nos complementar como seres humanos, com os mesmos direitos e deveres. Infelizmente, ainda estamos longe disso. O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países onde há o maior índice de feminicídio no mundo. Só em 2016, uma mulher brasileira foi assassinada a cada duas horas. Mas o que é feminicídio? É matar uma mulher pelo fato de ela ser mulher, ou seja, por questões de gênero, em consequência do menosprezo ou discriminação da condição feminina. No Brasil, muitas mulheres são assassinadas pelos seus próprios maridos ou namorados. Até bem pouco tempo, as penas desses crimes eram abrandadas por estes serem considerados passionais e em defesa da honra. Somente a partir de 2015 o assassinato de mulheres passou a ser tido como crime hediondo, graças à Lei 13.104, que alterou o Código Penal Brasileiro. É preciso entender que o feminicídio é o último estágio da violência contra a mulher. Segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, a cada hora, 503 mulheres acima de 16 anos foram vitimadas, resultando em 4,4 milhões de casos denunciados. Essas agressões foram desde a ofensa verbal e a ameaça até a violência física. Estes dados são alarmantes! Mas de onde vem toda essa violência? De acordo com a Organização das Nações Unidas, as agressões estão relacionadas ao sentimento de posse e de controle do homem sobre a mulher e seu corpo, do desejo de limitar sua emancipação e autonomia, e ainda o desprezo e até mesmo o ódio por sua condição de gênero. Todos esses fatores são culturais e precisam ser mudados. Daí a importância de abrir os olhos para o que está acontecendo e denunciar, ajudar as mulheres que sofrem agressões a buscarem amparo legal. Para isso temos a Lei Maria da Penha e a Delegacia da Mulher. Vamos, sim, comemorar o Dia Internacional da Mulher, homenageando sua coragem, sua criatividade, seu cuidado pela vida, sua capacidade de amar e de criar beleza ao seu redor. Vamos agradecer às mulheres por tornarem o mundo um lugar muito melhor… Mas vamos também dizer “chega”! Chega de violência contra a mulher! Chega de feminicídio! Chega de desigualdade, preconceitos, exploração sexual e de todos os tipos de exploração! Chega de abusos contra a mulher! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Viver bem o tempo da Quaresma

Se você busca Deus e acredita que a fé tem de ser praticada no dia a dia, aqui vão algumas dicas para viver intensamente este tempo da Quaresma. Mas, afinal, o que é mesmo a Quaresma? É o período litúrgico que começa logo depois do carnaval, na Quarta-Feira de Cinzas, e termina antes da celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, quando começa o Tríduo Pascal, que é a celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Então, é um caminho de preparação para a Páscoa. E para que serve este tempo? A Igreja Católica sempre ensinou que a Quaresma é um período de conversão, no qual somos chamados a nos tornar pessoas melhores. Para isso, a Igreja propõe algumas práticas espirituais, especialmente o jejum, a oração e a esmola, ou prática da caridade. Vejamos cada uma dessas práticas. Jejum Tem sentido, ainda hoje, jejuar? Tem! Jejuar é deixar de comer ou abster-se de algo. É uma forma de educar o corpo e de fortalecer o espírito para dominar nossas tendências negativas e nos tornarmos pessoas mais livres. Por exemplo, posso jejuar, deixando de comer algo que gosto para ajudar os pobres… Posso também jejuar de vídeo games, de bebida alcóolica e até de cigarro, especialmente se estes começam a prejudicar minha vida. Há outros jejuns também desafiadores e que fazem muito bem, como jejuar de falar mal dos outros… De que tipo de jejum você está precisando? O importante é o sentido de sacrificar algo para o bem do próximo e para corrigir alguma coisa que não está indo bem em minha vida. Oração A oração é muito importante para a nossa vida, especialmente nesta época das redes sociais, que não nos deixam um minuto. Rezar é tirar um tempo para me encontrar com Deus e comigo mesmo; tomar consciência do amor de Deus em minha vida e ver se estou amando de verdade as pessoas. Há muitas maneiras de rezar. Todas as que me ajudam a viver o Evangelho e a fazer o bem ao próximo são boas formas de oração. Esmola Há ainda a esmola e a prática da caridade. O sentido da esmola é ajudar o pobre e quem passa por necessidades. Essa atitude espiritual é básica, e devemos fazê-la com critério. Não basta simplesmente dar uns trocados a qualquer mendigo para acalmar a consciência. É necessário ir às causas que geram mendigos, moradores de rua, crianças abandonadas, pessoas famintas e tantas outras situações que clamam aos céus, e fazer o que está a nosso alcance para superá-las. Campanha da Fraternidade Para nos ajudar a vivenciar as práticas espirituais da Quaresma de tal forma que elas possam transformar as situações de injustiça e melhorar a vida das pessoas, a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade (CF). A cada ano, a Campanha traz um tema relevante que ajuda a entender, à luz da fé, alguma situação ou problema e a buscar alternativas de solução. Neste ano, o tema da CF 2019 é “Fraternidade e Políticas Públicas”, e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). Políticas públicas O tema da CF 2019 vai nos ajudar a entender que podemos e devemos atuar como cidadãos e lutar pela garantia dos direitos fundamentais, como educação, saúde, moradia, trabalho, cultura, lazer, preservação do meio ambiente, oportunidade de acesso às novas tecnologias, entre outros. A Constituição Brasileira de 1988 garante todos esses direitos, mas os governos, muitas vezes envolvidos em corrupção, utilizam os recursos públicos para interesses próprios, deixando grande parte da população brasileira totalmente desassistida. Nesse contexto, o exercício da cidadania é fundamental e pode até mesmo mudar, para melhor, os rumos do País. Mas, para isso, o que temos de fazer? Qual é o caminho para que as políticas públicas respondam às reais necessidades da população e sejam de fato implantadas? É o caminho da participação e da política. Para isso precisamos partir para algumas ações bem concretas: tomar conhecimento do que está acontecendo em nossa cidade; acompanhar a atuação dos políticos que elegemos e também dos outros; participar de fóruns de discussão de questões sociais, de movimentos populares e outros; participar na elaboração e implementação de políticas públicas, por meio dos conselhos deliberativos (criança e adolescente, saúde, assistência social e educação). Essas são algumas das possibilidades, mas, para conhecer melhor as propostas da Campanha da Fraternidade, trazemos alguns links para você consultar: Mais informações: https://campanhadafraternidade2019.com.br/ Kit gratuito da CF: https://bit.ly/2Uc2RaB Texto-base: https://portalkairos.org/tag/cf-2019-texto-base/ Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Encontros que movimentam a água

É interessante que o evangelista sublinhe que eram muitos os que esperavam a cura e logo dirija nossa atenção no encontro a sós entre Jesus e o homem que estava enfermo: “Encontrava-se ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus o viu aí deitado e, sabendo que estava assim desde muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar sadio’” (versículos 5 e 6). O relato nos diz que o homem ficou curado antes mesmo de proferir qualquer palavra de fé: “Jesus lhe disse: ‘Levanta-te, toma tua maca e anda!’” (v. 8). O diálogo que se estabelece entre Jesus e esse homem deixa-nos mais desconcertados, pois, embora se trate de uma cura milagrosa, foge do esquema típico das curas de doenças. Geralmente há um pedido e uma afirmação da fé, mas, neste caso, é Jesus quem, por iniciativa própria, apresenta-se ao enfermo com uma oferta. Mesmo diante da negativa deste, Jesus insiste. Cabe observar que, no caso, o imperativo “Levanta-te” antecipa já a autoridade de Jesus para ressuscitar os mortos (cf. Jo 11). Nessa ótica, o acontecimento transcende a cura física e nos situa perante questões mais profundas que paralisam internamente o ser humano. Podem ser ideologias religiosas ou culturais, indiferença social, sofrimento, injustiça, etc. Na lógica de nossa sociedade, a gratuidade parece absurda. Em geral, somos educados na ideologia mercantilista. Assim, oferecemos algo (inclusive afeto) ou fazemos favores esperando retribuição (que ganho com isso De que me serve isso…, etc.) Dessa forma, quando é evidente que não seremos retribuídos, nós nos negamos a ajudar e até mesmo nos justificamos com razões socialmente válidas (não faço mal a ninguém, eu trabalho, meu dever é cuidar da minha família…). Também colocamos a Deus a concepção retributivo-mercantil, por isso nos custa tanto confiar na gratuidade de seu amor e misericórdia (no fundo, acreditamos mais na recompensa e no castigo). Destarte, preferimos pagar que ofertar, cumprir ritos religiosos que ser compassivos com quem está sofrendo da paralisia sociocultural e religiosa. Aliás, se no mais recôndito de nosso coração, estamos satisfeitos sendo como somos, não haverá uma mudança capaz de acolher a oferta libertadora de Jesus. O enfermo esperava que a água da piscina fosse movimentada e que, daquela vez, conseguisse mergulhar. “O enfermo respondeu: ‘Senhor não tenho ninguém que me leve à piscina quando a água se movimenta. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’” (v. 7). O fato de querer curar-se, embora não visse como, pois ninguém o ajudava, foi a primeira atitude para ele receber a cura. E Jesus manda-o que faça o que parecia impossível. Ele diz “Levanta-te!”. Além do mais, é interessante que Jesus o mande o enfermo carregar a maca na qual este esteve deitado por trinta e oito anos. Porém o homem não se queixa, não se autocompadece; ao contrário, faz o esforço de levantar-se, carregar sua maca e andar. É, no entanto, um sábado. Logo, a lei rabínica proíbe estritamente as pessoas de carregarem qualquer objeto. Parece, pois, uma ironia que o homem que foi curado agora esteja quebrando a lei. Essa transgressão poderá levá-lo a ser apedrejado até a morte. Por isso, ao ser questionado, ele se defende, colocando a culpa no homem que o curou. É notável que não saiba quem é Jesus, por isso diz: “Aquele que me curou disse: ‘Toma teu leito e anda!’”(v. 11). Na realidade, somente busca ver-se livre da situação. “Mais tarde, Jesus encontra-o no templo e, desta vez, lhe diz: ‘Ficaste saudável, não peques mais’” (v. 14). Agora não é o profundo da piscina que se mexe, mas é o homem, em seu mais recôndito, estremecendo-se ao descobrir que aquele que o curou e mandou carregar sua maca é Jesus. Certamente, depois disso, as acusações se deslocam à pessoa de Jesus. Entretanto a defesa de Jesus é surpreendente: “Meu Pai trabalha sempre, e eu trabalho também” (v. 17b). Jesus mostra-nos que o cerne da lei de Deus é o amor, a misericórdia e a compaixão. Indiscutivelmente, o Filho e o Pai não descansam. Eles continuam procurando-nos junto à “piscina”. Eles nos desafiam a levantar-nos da paralisia, para chegarmos àquilo que devemos ser: filhos de Deus. Jesus nos quer de pé, quer-nos carregando nossa maca como testemunho de que é possível sermos seus seguidores! Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

Escolas Vivas também brincam o carnaval

Colégios da Rede de Educação promovem blocos carnavalescos com temática sobre direitos humanos O carnaval é uma das festas que mais traduzem a diversidade da cultura brasileira, por isso é considerado a celebração mais popular do País. Os enredos das escolas de samba, as temáticas dos blocos de rua e os motes dos bailes em clubes mostram a vibração do povo para assuntos do cotidiano do Brasil. Na programação de uma Escola Viva, o carnaval não fica de fora. É por isso que os colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo organizaram quatro espaços de folia: o Bloco do Stella, Bloco do Sagrado, Bloco do Coração de Maria e Bloco do Espírito Santo. O tema é “Carnaval com alegria e respeito aos direitos humanos”. O objetivo é convidar a comunidade educacional para uma reflexão, usando uma linguagem mais leve. Além disso, a proposta traz para a realidade das escolas o principal assunto que está em voga no País e faz, de forma direta, uma conexão com o tema transversal da Rede de Educação. Nas redes sociais das escolas, a ação já começou na semana que antecede o carnaval. Foram postados diariamente vídeos de professores, relacionando os conteúdos das disciplinas trabalhadas em sala de aula com a festa de Momo. Além disso, em ações de interação e relacionamento com a comunidade, os alunos estão distribuindo ventarolas de papel aos pedestres e vizinhos dos colégios. Elas levam mensagens sobre a importância de se respeitarem os direitos humanos. Para resgatar a expressão de alegria e festividade, os colégios realizarão bloquinhos de carnaval, nos quais os alunos, educadores e pais dos segmentos infantil e fundamental I poderão se divertir com segurança e tranquilidade. A ornamentação traz elementos que convidam os participantes a refletirem sobre o tema central da festa. Link vídeo Stella: https://www.instagram.com/p/BuXHKI9B7_w/ Link vídeo Sagrado: https://www.instagram.com/p/BuXEVo2hxCk/ Link vídeo Espírito Santo: https://www.instagram.com/p/BuZI2LjltzH/ Link vídeo Coração de Maria: https://www.instagram.com/p/BuXFgUNnIwb/

Um encontro desafiador: Marcos 5,1-20

O episódio do encontro entre Jesus e o endemoniado de Gadara é como uma luz para humanizar a nossa sociedade globalizada. Pois, certamente, temos alcançado amplo desenvolvimento nos diversos campos da medicina. Destarte muitas doenças já foram superadas ou se tornaram de fácil controle. Entretanto outras adquiriram maior extensão, como é o caso das doenças psíquicas. Diante desse cenário, cabe perguntar-nos: como as doenças afetavam as pessoas no tempo de Jesus? Que faziam elas para recuperar a saúde? E, na nossa sociedade de hoje, quais são as doenças que mais nos comprometem? Que estamos fazendo para recuperar a saúde? Na época de Jesus, a doença ia além de um fato biológico, pois tinha a ver com a incapacidade de viver como filhos de Deus. Imaginemos a dor profunda das pessoas pelo fato de pensarem que tinham sido abandonadas por Deus. Isso, além de estigmatizá-las, permitia que fossem excluídas da convivência social. É o caso do endemoniado gadareno (ler o texto de Mc 5,1-20), que é refletido neste breve escrito. No episódio relatado em Marcos, não se trata da cura de uma doença. Refere–se a um exorcismo cheio de detalhes que devemos observar com atenção, para compreender sua estreita relação com a doença (outra margem do mar, terra pagã, sepulcros, espírito imundo, porcos). No intuito de compreender o significado desse exorcismo, devemos considerar a forte influência que a Palestina recebera da cultura mesopotâmica por volta dos séculos III a.C. e I d.C. Isso fortalecera o fenômeno das possessões por espíritos ou demônios (daimonia). Acreditavam tratar-se de uma série de forças personificadas que tomavam conta dos indivíduos, podendo influenciar e controlar sua existência, além de produzir enfermidades e trazer os males. Porém há contextos culturais em que não se pode protestar contra as injustiças e opressões. Nesse marco, o corpo expressa a queixa contra a sociedade “doente”: “E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras” (v. 6). É possível que os indivíduos que sofram opressão nem sejam conscientes da origem de sua condição, mas o fenômeno da “possessão” revela a intensa pressão política e familiar em que se encontram. Perante esses fatos, necessitamos nos perguntar: os estigmas que as sociedades modernas têm para todos os que se rebelam contra a injustiça favorecem a revisão do sistema ou mantêm esse sistema? Quando se outorga um papel marginal às vítimas do sistema opressivo (revoltosos, depressivos, delinquentes, migrantes, viciados, feministas, etc.), a violência se torna o veículo para a manutenção da ordem social injusta. Não é por acaso que triunfem os discursos que fomentam a violência em vistas da segurança nacional e individual. Na sociedade de Jesus, não era diferente, portanto as curas e exorcismos que ele fez suscitaram forte oposição da elite. Isso porque Jesus desafiava o sistema ideológico, tanto político como religioso, e propôs outra forma de entender as relações sociais e outra concepção de Deus. A figura do endemoninhado gadareno denuncia as consequências de um sistema que submete e escraviza. Seu nome “Legião” representa a violência global sistematizada e legalizada. E Jesus manda o espírito sair dele, ou seja, Jesus o liberta, o humaniza, desafiando o sistema de morte. A travessia da posição do endemoniado à proposta libertadora de Jesus rompeu o círculo da violência. Em nossa realidade, as pessoas também estamos submetidas a ideologias contrárias de nossa condição. É impactante a violência na que estamos submergidos, vítimas ou vitimários, vemo-nos imobilizados quando justificamos essa violência. Por isso nós também devemos ter a coragem de sair ao encontro de Jesus e fazermos a travessia de sair de nossos estreitos pensamentos para acolher a proposta libertadora do Senhor. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

Papa promove encontro para proteção de crianças

Como resposta a escândalos que envolveram a Igreja Católica em casos de abuso sexual de crianças e adolescentes, o Papa Francisco convocou um encontro com os presidentes das conferências episcopais, superiores-gerais de congregações religiosas e outras autoridades para discutir “A proteção dos menores na Igreja”. O evento, realizado no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro, conta com um total de 190 participantes. Para esse encontro, o Papa pede orações, pois é importante que a Igreja enfrente essa situação, uma vez que, “Se algum membro sofre, todos os membros sofrem juntos” (1Cor 12,26). Segundo o Papa, será “um encontro em solidariedade, humildade e penitência”, e “o compromisso de proteger menores tem de ser assumido, clara e efetivamente, pela comunidade inteira, começando com os que estão nas mais altas posições de responsabilidade”. O Papa Francisco insiste que o abuso sexual de crianças e adolescentes é gravíssimo e tem de ser enfrentado em todos os seus aspectos. Ele acrescenta que a Igreja assumiu ficar, acima de tudo, em solidariedade às vítimas, às suas famílias e às comunidades feridas pelos escândalos. Esse encontro é muito importante para que toda a Igreja tome consciência da gravidade do problema e as medidas necessárias para garantir que as crianças sejam, de fato, protegidas do abuso sexual e de suas consequências físicas, morais e psicológicas. A Coordenadora-Geral das missionárias servas do Espírito Santo, Ir. Maria Theresia Hörnemann, como membro do Conselho da União Internacional das Superioras-Gerais (UISG), também participa do encontro e pede a todas as irmãs, amigos e colaboradores na missão que, com orações, apoiem o evento. Gravidade do problema Os escândalos ocorridos na Igreja é apenas a ponta de um problema ainda mais amplo que afeta a sociedade como um todo. Por tabu, o abuso sexual de menores ficou escondido durante muito tempo, mas está presente em praticamente todas as culturas e sociedades, e só recentemente vem sendo estudado. As estatísticas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, entre outras, embora assustadoras, não representam a verdadeira extensão dos abusos. Isso porque uma em cada três vítimas não conta para ninguém, seja por medo, vergonha, culpa, confusão ou desconfiança nas instituições. Aqui apresentamos alguns dados baseados em pesquisas: Em 2017, segundo dados da OMS, até 1 bilhão de crianças sofreram violência física, emocional ou sexual. O abuso sexual (de “passar a mão” a estupro), de acordo com algumas estimativas da UNICEF de 2014, afetou mais de 120 milhões de crianças. Em 2017, quase 17 milhões de mulheres adultas admitiram terem sido forçadas a ter relacionamento sexual durante a infância. Isso em 38 países de renda baixa e média. Só na Europa, em 2013, a OMS estimou que quase 18 milhões de bebês haviam sido vítimas de abuso sexual. Na Índia, entre 2001 e 2011, o “Centro Asiático de Direitos Humanos” registrou um total de 48.338 casos de estupro de menores, com um aumento de 336%: de 2.113 casos em 2001 para 7.112 casos em 2011. Nos Estados Unidos, dados oficiais do governo informam que mais de 700 milhões de crianças são vítimas de violência e abuso a cada ano. Mas, afinal, quem comete o abuso contra tantas crianças e adolescentes? O mais preocupante é que, em nível global, esses crimes são cometidos principalmente por pais, parentes ou professores. De acordo com dados do UNICEF relativos a 2017, em 28 países, de cada dez adolescentes que relataram relações sexuais forçadas, nove revelaram serem vítimas de pessoa conhecida ou próxima. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

Nações Unidas declaram 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas

A diversidade cultural é uma das maiores riquezas que temos no mundo, e é inegável a contribuição das comunidades indígenas para a preservação da história cultural da humanidade. Falantes da maioria das línguas mundiais, esses povos herdaram e continuam transmitindo às sucessivas gerações a história, os costumes, as formas artísticas, as tradições, a memória, o pensamento e significados dessas culturas. De acordo com dados da UNESCO, existem hoje 370 milhões de indígenas no mundo, presentes em 90 países. Ao todo, são 5 mil culturas indígenas distintas. É pela linguagem que esses povos mantêm viva a memória do passado e constroem seu futuro. Apesar dessa relevância, as línguas indígenas vêm desaparecendo em um ritmo alarmante. Assim, diante dessa perda progressiva do que é considerado patrimônio mundial, a UNESCO declarou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas e pretende focar nas seguintes áreas: • aumento da compreensão, da reconciliação e da cooperação internacional; • criação de condições favoráveis para o intercâmbio de conhecimentos e difusão das boas práticas em relação às línguas indígenas; • integração das línguas indígenas no estabelecimento de normas; • empoderamento por meio da capacitação; • crescimento e desenvolvimento por meio da elaboração de novos saberes. Para melhor difundir pesquisas, eventos, vídeos, formas de participação e outras informações, foi criado o site (em espanhol) https://es.iyil2019.org/. Conhecer a cultura desses povos certamente é a melhor maneira para ajudar em sua preservação. A perda de elementos culturais, como as línguas indígenas, é um prejuízo enorme para toda a humanidade e não apenas para um grupo. Por isso empenhemo-nos, todos, na conservação das línguas indígenas! Por: Irmã Stela Maris MartinsPresidente da Redes (Rede de Solidariedade) e graduanda em Ciências Sociais pela PUC Rio.

A acolhida que muda a vida dos migrantes

O fenômeno da migração cresceu tanto no Brasil como no mundo que se tornou um forte apelo missionário para a Congregação, especialmente diante dos inúmeros sofrimentos e dificuldades que os migrantes enfrentam até se integrarem em sua nova terra. Em São Paulo-SP, as missionárias servas do Espírito Santo, ao escutarem as necessidades dos migrantes da região do Brás, deram início ao Centro de Integração do Migrante (CIM). Atualmente, o espaço oferece atividades educativas e culturais para crianças, adolescentes, jovens e adultos. A seguir, publicamos o depoimento de Lucélia Arrioja, imigrante venezuelana que trabalha no CIM como coordenadora de projetos sociais. O CIM ajuda a acalmar as angústias e a diminuir as dores O Centro de Integração do Migrante (CIM), localizado no bairro do Brás, na cidade de São Paulo-SP, funciona desde 12 de dezembro de 2015. Apareceu como uma luz no caminho dos migrantes que chegamos ao país, procurando uma mão amiga, entre tanto cansaço, angústia e momentos difíceis que passamos desde que decidimos começar a viagem até aqui. Nesse sentido, as pessoas que pensaram, criaram e materializaram o projeto trabalharam, dia após dia, com persistência, dedicação, humildade e, sobretudo, uma grande sensibilidade pelo próximo que não necessitava de palavras, porque, pelo olhar, o ouvir e o manter os braços abertos diante de qualquer circunstância, conseguiram ajudar a acalmar as angústias e diminuir as dores. E esse jeito de tratar as pessoas como seres humanos que são fez uma grande diferença que tocou no coração de muitas outras que eram cegas e surdas diante dessa realidade. No percorrer dos anos, multiplicou-se com o envolvimento e apoio de voluntários e pessoas da comunidade, convertendo-se em um espaço alternativo onde todas as pessoas são bem recebidas sem importar raça, cor, religião ou cultura. No entanto, não foi uma tarefa fácil, porque, como migrantes, sejamos de outros países ou dentro do Brasil mesmo, sofremos preconceitos. Muitas pessoas nos olham como ameaças e outras tantas se aproveitam de nossas necessidades e nos exploram com trabalhos forçados ou de muitas horas de duração. Porém o CIM tenta quebrar esses flagelos que nos afetam, usando a educação combinada com diferentes atividades que envolvem crianças, adultos e idosos. Nosso CIM, como muitas pessoas gostam de chamá-lo, veio para transformar a vida de todo aquele que passa ou faz parte dele, porque, em sua essência, tem como premissa proteger, integrar, promover e, sobretudo, acolher a todos e todas. Mas se esforçam para nos empoderar, por meio de cursos livres de capacitação, que nos ajudam a ter outras ferramentas tanto acadêmicas quanto espirituais para nos manter fortalecidos e sentindo que não estamos sozinhos em nossa caminhada nesta metrópole. No meu caso particular, eu considero o Centro como minha segunda casa e as irmãs e companheiros como parte dessa família que formamos baseada num vínculo que nos une, traduzido pelo amor que temos uns aos outros e que nos permitiu avançar nesta caminhada que empreendemos há pouco mais de dois anos, desde que saímos da Venezuela. E aconteceu porque, quando chegamos aqui, neste espaço, fomos acolhidos com tanto carinho e com uma “sorofraternidade” que jamais esqueceremos e que, para sempre, agradeceremos. Cada uma das irmãs e professoras(es) que já passaram ou que ainda se encontram trabalhando no CIM terão um lugar muito especial em nossos corações, como tenho a certeza de que estarão nos corações de outros tantos migrantes que estão no Brasil ou que já continuaram sua viagem. A mística de trabalho que aqui se tem faz com que cada vez somemos mais pessoas a participarem ativamente na criação de novos projetos ou na permanência e melhoria dos que já estão sendo executados. Para nós, isso é motivo de alegria e satisfação, porque é um resultado positivo que nos indica que estamos no caminho certo e que, para além dos tropeços, temos a convicção de estar colaborando, a partir de nosso CIM, para a construção de um Brasil melhor para todos os que aqui já vivemos e também para os que vêm chegando. Para finalizar, é importante mencionar que, nos últimos dois anos em que trabalhei nesta instituição, sinto muito orgulho, junto com os meus colegas, pelo fato de ter atendido muitas pessoas que enriqueceram o espaço com sua sabedoria e diversidade cultural. Lucelia del Valle Briceño ArriojaCoordenadora de projetos sociais do CIM

Escolas ainda mais vivas com o retorno às aulas

Um novo ano, um novo ciclo, uma nova etapa, novos aprendizados. Os colégios da Rede Missionárias Servas do Espírito Santo se prepararam para receber seus alunos para mais um ano letivo. Os educadores dos quatro colégios e dos três centros educacionais passaram por uma jornada pedagógica, na qual puderam pensar e discutir os próximos passos nesse encantador caminho rumo ao conhecimento. A irmã Maria Aparecida Ribeiro acompanhou as atividades do Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, o primeiro a ser fundado, e também de nossas creches. A irmã Maria de Fátima Marques esteve nos Colégios Espírito Santo, em São Paulo-SP, Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ, e no Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. “Levamos a mensagem de nosso papel missionário. Ressaltamos a nossa responsabilidade na formação não só dos alunos, mas sim de toda as famílias. Uma tendência mercadológica vem transformando a educação em commodity. Nossa rede de educação não acredita nisso e não pratica essa visão. Os nossos educadores entendem e avalizam que o carisma missionário de nossa Congregação é a vanguarda da educação. Essa convicção é muito importante, pois são eles que fazem as nossas escolas pulsarem, fazem com que sejam escolas vivas”, enfatiza irmã Maria de Fátima, presidente da Rede de Educação. “Para dar as boas-vindas aos alunos dos colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, fizemos uma brincadeira divertida: transformarmos as escolas em um álbum de figurinhas”, conta irmã Maria de Fátima. No primeiro dia de aula, os alunos receberam o álbum, mas com apenas um pacotinho de figurinhas. Todos ficaram eufóricos, e a pergunta mais respondida pelos educadores era “Como fazemos para ganhar outras figurinhas?”. Para receber outros pacotinhos, eles devem participar de atividades pedagógicas preparadas especialmente para essa distribuição. Figurinha repetida completa álbum? Não! Então, em momentos de socialização, eles trocarão os cromos. Mesmo com décadas de idade (o caçula é o Colégio Espírito Santo, que tem 80 anos), os nossos colégios não param de se modernizar. O período de férias foi de movimentação intensa em todas as unidades, para deixar as estruturas preparadas para acolher os alunos. As benfeitorias são constantes. O Stella está recebendo novas salas de aulas e banheiros. O Coração de Maria está reformando o espaço que abriga o sistema semi-integral, além de toda a infraestrutura elétrica, telefonia e rede de internet que está sendo refeita, o que garantirá grande otimização na parte tecnológica. Já no Sagrado, a clássica e imponente fachada está sendo restaurada. O Espírito Santo modernizou o sistema de audiovisual das salas de aulas. Nós nos orgulhamos de sermos escolas vivas e estamos preparados para mais um ano letivo com muito empenho e alegria.

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