Jovens se preparam para a Missão sem Fronteiras

Estamos nos aproximando da II Missão sem Fronteiras, promovida pela Rede de Educação das Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, será em Belo Horizonte-MG, de 28 a 30 de junho. O projeto nasceu com o desejo de ser um jeito novo de a juventude fortalecer seu protagonismo como agente de transformação e de esperança, diante de realidades que clamam por dignidade e justiça. Tudo começou com um pequeno grupo do Colégio Sagrado Coração de Jesus que, depois de implantado, ganhou nova e maior proporção, tornando-se um encontro interescolar. A primeira edição, que reuniu 43 jovens das quatro escolas da Rede SSpS, deixou marcas importantes e foi uma experiência muito bonita na vida de cada participante. Experiência marcada pela convivência, solidariedade, resolução de conflitos e ajuda aos imigrantes. O encontro dos alunos tem como objetivo evangelizar a juventude com base na ação missionária dos jovens, da espiritualidade trinitária da Congregação das Missionárias SSpS, em comunhão com a realidade global e com os excluídos dessa realidade. A ideia, de forma especial neste ano, vem ao encontro da Campanha da Fraternidade e do tema transversal que permeia nossa ação pedagógica, a busca por direitos, justiça e pelo bem comum. Ao aproximar-se o encontro, cresce a expectativa dos alunos e educadores envolvidos na edição de 2019, que tem como tema “Rompendo fronteiras para construir a justiça e o bem comum”. Primeiro, por ser um encontro com pessoas de diferentes lugares e com novas realidades; segundo, por partir do desejo vivo de cada jovem, que é tornar o mundo um lugar melhor. Por esse motivo, a proposta de identidade visual também harmoniza com o espírito que anima a missão. O conceito utilizado foi o de permear, atravessar as fronteiras. A ideia é trilhar um caminho para que as fronteiras não existam, um mundo no qual se possa viver, realmente, sem elas. Por isso o balão com a ideia de ser o transporte, afinal, quando a visão é de cima, não há limite. Algo que faça referência à afirmação de que “no céu não existe fronteira”, que cabe tanto no sentido literal quanto figurativo. Além disso, ele é meio de transporte para uma passagem mais leve, simbolizando a leveza de se espalhar o carisma. Assista ao depoimento da jovem Bruna Lopes de Souza, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que participou da Missão sem Fronteiras do ano passado, em São Paulo-SP. Agora ela se prepara para o evento que será em sua própria escola.

E para você, quem é Jesus?

Essa é a questão central do Evangelho deste domingo. Jesus se reúne com seus discípulos e pergunta: “E para vocês, que sou eu?”. No vídeo, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho de Lucas e comenta a resposta de Pedro: “Tu és o Messias de Deus!”. Se, de fato, acredito em Jesus, devo seguir seus ensinamentos, e isso traz consequências. Ele pode transformar minha vida, tornando-a plena de sentido. Confira assistindo ao vídeo.

Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.

Semana do Migrante convida a acolher e integrar

De 16 a 23 de junho, em todo o Brasil, está sendo realizada a 34ª Semana do Migrante. Estão previstas atividades relacionadas ao tema “Migração e políticas públicas”, retomando a Campanha da Fraternidade deste ano. O lema escolhido é um convite ao compromisso com a causa dos migrantes: “Acolher, proteger, promover, integrar e celebrar. A luta é todo dia”. O Dia Mundial do Migrante é 29 de setembro, mas, no Brasil, comemora-se o Dia do Migrante em 19 de junho. Assim, este é um mês bastante movimentado para todos os que estão envolvidos na Pastoral dos Migrantes ou no apoio às suas lutas. Também as missionárias servas do Espírito Santo estão engajadas nessa missão e, em São Paulo-SP, acompanham e animam as atividades do Centro de Integração do Migrante (CIM), no Bairro do Brás. Atualmente são três irmãs que procuram, no cotidiano, oferecer acolhimento, amizade e um espaço onde os migrantes podem se encontrar, conviver, celebrar a vida e buscar caminhos para enfrentar suas dificuldades. Fundado em 2015, o CIM busca capacitar as pessoas que o procuram, para que tenham melhores condições de se integrar ao mercado de trabalho. Por isso, boa parte das atividades são cursos livres de línguas, especialmente o português, mas também inglês e espanhol, e também formação para o uso dos programas de computador mais utilizados, como Word, Excel e Power Point. Há ainda o de manutenção de computadores e de bolos e salgados, na área da culinária. No dia 6 de julho, haverá a entrega de certificados para os 43 alunos que estão concluindo cursos neste semestre. Já no dia 8 de julho, começarão as inscrições para os novos cursos, incluindo o de “Inovação e Empreendedorismo”, que será conduzido por dois migrantes cubanos. Para a Ir. Malgarete Scapinelli Conte, uma das responsáveis pelo CIM, o trabalho que realizam contribui especialmente para que os migrantes consigam se integrar, com suas culturas, no país que escolheram para viver. “Mas também é questão de amizade e ter um espaço de convivência e partilha”, afirma a missionária. O CIM, até o fim do ano passado, já entregou certificado de conclusão de curso a 178 pessoas. Mas há muitas outras atividades além da capacitação técnica, como atividades para crianças e adolescentes, orientação na regularização de documentos, festas e momentos de convivência que reúnem as famílias, entre outras. Para enfrentar os desafios e superar os sofrimentos da distância da família e do próprio país, um grupo de mulheres se reúne todos os sábados. Também um de homens está sendo formado. Essa é uma maneira de se organizarem e se ajudarem mutuamente. Há ainda um grupo de vivência para adolescentes, com o acompanhamento de uma psicóloga. Para todos esses trabalhos, o CIM conta com o apoio de profissionais voluntários e dos professores e alunos do Colégio Espírito Santo, do Bairro do Tatuapé. Além do atendimento diário no Centro, as irmãs Malgarete, Lucilene Ferreira Soares e Nadir Vieira Pereira estão presentes na Paróquia São João Batista do Brás, onde, às quartas-feiras, celebra-se a Eucaristia em castelhano e, no terceiro domingo de cada mês, é realizada a missa dos migrantes. ___________________________________________________________________________________________ Mensagem do papa Francisco para o dia Mundial do Migrante e do Refugiado 29 de setembro de 2019 Tema: “Não se trata apenas de migrantes” Queridos irmãos e irmãs! A fé assegura-nos que o Reino de Deus já está, misteriosamente, presente sobre a terra (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 39); contudo, mesmo em nossos dias, com pesar temos de constatar que se lhe deparam obstáculos e forças contrárias. Conflitos violentos, verdadeiras e próprias guerras não cessam de dilacerar a humanidade; sucedem-se injustiças e discriminações; tribula-se para superar os desequilíbrios econômicos e sociais, de ordem local ou global. E quem sofre as consequências de tudo isto são sobretudo os mais pobres e desfavorecidos. As sociedades economicamente mais avançadas tendem, no seu seio, para um acentuado individualismo que, associado à mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede mediática, gera a “globalização da indiferença”. Neste cenário, os migrantes, os refugiados, os desalojados e as vítimas do tráfico de seres humanos aparecem como os sujeitos emblemáticos da exclusão, porque, além dos incômodos inerentes à sua condição, acabam muitas vezes alvo de juízos negativos que os consideram como causa dos males sociais. A atitude para com eles constitui a campainha de alarme que avisa do declínio moral em que se incorre, se se continua a dar espaço à cultura do descarte. Com efeito, por este caminho, cada indivíduo que não enquadre com os cânones do bem-estar físico, psíquico e social fica em risco de marginalização e exclusão. Por isso, a presença dos migrantes e refugiados – como a das pessoas vulneráveis em geral – constitui, hoje, um convite a recuperar algumas dimensões essenciais da nossa existência cristã e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui está a razão por que «não se trata apenas de migrantes», ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos também por nós, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz também àquela parte de nós mesmos que talvez mantenhamos escondida por não ser bem vista hoje. “Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!” (Mt 14, 27). Não se trata apenas de migrantes: trata-se também dos nossos medos. As maldades e torpezas do nosso tempo fazem aumentar “o nosso receio em relação aos “outros”, aos desconhecidos, aos marginalizados, aos forasteiros (…). E isto nota-se particularmente hoje, perante a chegada de migrantes e refugiados que batem à nossa porta em busca de proteção, segurança e um futuro melhor. É verdade que o receio é legítimo, inclusive porque falta a preparação para este encontro” (Homilia, Sacrofano, 15 de fevereiro de 2019). O problema não está no fato de ter dúvidas e receios. O problema surge quando estes condicionam de tal forma o nosso modo de pensar e agir, que nos tornam intolerantes, fechados, talvez até – sem disso nos apercebermos – racistas. E assim o medo priva-nos do desejo e da capacidade de encontrar o outro, a

O encontro que me devolveu à vida (Lc 7,11-17)

A instauração do Reino de Deus é real e palpável nos sinais e nos ensinamentos de Jesus. Nessa ótica, entendemos o encontro de Jesus com a viúva de Naim (Lc 7,11-17). A grande característica dessa perícope é que se trata de um relato de contrastes entre a morte e a vida. Portanto se emoldura nos costumes e ritos próprios dos cortejos fúnebres. Lembremos que, na maior parte do mundo antigo, o lamento da flauta e outras práticas rituais eram usados para acentuar a desolação e a separação definitiva pela morte. Ora, diante desse drama, Jesus nos mostra a face da compaixão do Abba (Pai), revelando-se como o Senhor da vida e da morte. “Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e o acompanhavam seus discípulos com uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que estavam levando um morto, um filho único filho, cuja mãe era viúva” (vv. 11-12). É interessante que o local do encontro fosse à porta da cidade. Na Antiguidade, as portas da cidade eram de grande importância, pois, além de dar segurança ao lugar, nelas se exercia a justiça, por isso porta e tribunal eram unívocos. Assim, conclui-se que o evangelista apresenta estrategicamente a porta para estabelecer o limite entre a caravana da vida e a caravana da morte. Outro detalhe a ser considerado é que o encontro deve ter acontecido no fim da tarde, pois os mortos comumente eram enterrados fora dos muros das cidades, e no fim do dia da morte. Além disso, o autor traz duas multidões caminhando em direções inversas, uma entrando na cidade com Jesus e outra saído da cidade com a viúva. Com Jesus vem uma grande multidão do povo de Deus. Entretanto a que acompanha a mulher é uma multidão suficiente. Significando que a mãe viúva tem a solidariedade de um grupo suficiente de pessoas da comunidade. Entretanto ambas as multidões logo formarão o novo povo de Deus. No desenrolar da ação, o evangelista nos chama a atenção para o momento-chave: o movimento interno de compaixão que se gera em Jesus diante da mulher. Aqui há algo muito bonito, o olhar de Jesus: “Ao vê-la, o Senhor foi movido de compaixão por ela” (v. 13). Esse “ver” de Jesus, seguido do verbo no passivo, indica que Jesus foi profundamente afetado. O sentido do verbo σπλαγχνίζομαι (“mover-se, ser movido de compaixão, comover-se”) é muito intenso, pois tem o significado de sentir com as entranhas. No Novo Testamento, esse verbo é referido somente ao comportamento de Jesus (cf. Mt 18,27; Lc 10,22; 15,20). Essa compaixão de Jesus é um sinal da compaixão de Deus, inaugurando seu Reino, e é destinada às pessoas mais desprotegidas e excluídas. Numa sociedade patriarcal, uma viúva que perdesse seu único filho significava que ela ficaria sem qualquer possibilidade de sustento físico e moral. Pois, com a morte do único filho, acabava-se a descendência da família. Dessa ótica, as mulheres que perdessem seu único filho ficavam na mesma posição de desonra e até de “castigo” de Deus que a mulher estéril. Os profetas compararam as catástrofes de Israel precisamente à mãe que perdia o seu único filho (cf. Jr 6,26; Am 8,10b; Zc 12,10b). Notemos então que não é o morto quem provoca a compaixão em Jesus, mas a mãe que chora imersa na morte do filho. “E disse a ela: não chores!” (v. 13). Essas palavras trazem já a certeza de que não há mais motivo para chorar. Dessa forma, concluímos que a reanimação do jovem é resultado de uma atitude de profunda compaixão de Jesus pela mãe. No Antigo Testamento, órfão e viúva, junto com o estrangeiro, eram os grupos mais pobres e indefensos, portanto Iahweh saiu em seu socorro. O povo da Aliança assim o experimentou e teve de ampará-los por meio das normas jurídicas (cf. Dt 10,18-19; 14,28-29; 24,17-21; 26,12-13; Is 1,17; Jr 22,3). Na atualidade, assistimos a líderes que se autoproclamam cristãos. Mas, em vez de propor ou resguardar leis que defendam os grupos sociais mais pobres e indefesos, atuam contrariamente. O mais escandaloso é que se resguardam sob o nome de Deus e de Maria para realizar sua destruição. Consequentemente, como a viúva de Naim, os mais fracos enfrentam situações de morte e risco. De modo que podemos perguntar-nos: qual é o choro dos marginalizados e excluídos de hoje O que temos perdido Conservamos a certeza de que com Deus nem a morte é uma derrota Diante das situações cruciais da vida, Jesus é o exemplo. E, com a força e autoridade da sua palavra, Jesus diz a ele: “Jovem, eu te digo, levanta-te…, e o morto sentou-se e começou a falar” (vv. 14 e 15). O jovem não somente é reanimado e torna à vida, mas também Jesus o restitui como filho (“Ele o entregou à mãe”), para que aquela mulher torne a encontrar a razão da sua vida e a alegria de doar-se ainda. Movido de “compaixão” com a mulher viúva e dando novamente vida ao menino morto, Jesus assume atitudes em favor da vida, como outrora Iahweh havia realizado em favor de seu povo. Deus sai a nosso encontro, dando-nos motivos para exultar de alegria e glória. Espalhemos essa boa notícia na práxis! Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

Solenidade da Santíssima Trindade

Neste domingo, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, que é o “mistério central da fé e da vida cristã”, de acordo com o Catecismo da Igreja. Para a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo, é o coração de toda a espiritualidade e carisma missionário. Somos convidados a refletir sobre o mistério do Deus único que não é sozinho e se manifesta em três pessoas iguais em poder, divindade e sabedoria, mas com características distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. A Santíssima Trindade é a origem e fonte de toda vida, amor e comunhão. A Solenidade da Santíssima Trindade também é a data em que os missionários leigos de Deus Uno e Trino escolheram para celebrar sua vocação laical e consagração. A celebração ocorre sempre no domingo após a Solenidade de Pentecostes e nos convida a abraçar o jeito de ser do próprio Deus, que é diálogo e comunhão de amor. Ao contemplar o mistério da Trindade, descobrimos que Deus é amor e nos quer participantes de sua vida plena. Isso significa viver o diálogo, a partilha e a comunhão, trabalhando para que o mundo seja melhor, sem excluídos, violência nem injustiças, pois o amor do Deus Uno e Trino envolve todas as pessoas, oferecendo sua alegria e sua paz. Santo Arnaldo Janssen e as Bem-Aventuradas Madre Maria e Madre Josefa vivenciaram profundamente a espiritualidade trinitária, traduzindo em ações concretas o que contemplavam na oração. Como herança espiritual, deixaram o lema “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Vivamos também nós esse lema, cuidando para que a dignidade dos filhos e filhas de Deus seja reconhecida e respeitada em todos os seres humanos. Oração à Santíssima Trindade Ó Deus Trindade,Pai, Filho e Espírito Santo,nós vos louvamos pela vossa comunhão. Sois o fundamento e a inspiração de nossa fraternidade.Ajudai-nos a construir uma convivência fraterna,respeitando as diferenças e sendo solidários(as) com todas as pessoas. Abençoai os missionários e as missionárias do mundo inteiroe a nós, que peregrinamos rumo ao Reino de Deus,que é comunhão total e vida eterna. Despertai vocações missionárias no campo e na cidade,para que possamos, com Maria, construir um milênio sem exclusões,na dignidade e na paz. Amém. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Domingo da Santíssima Trindade

Para você se preparar melhor para o domingo, já estamos publicando o vídeo que a Verbo Filmes está produzindo semanalmente com a reflexão dominical. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho e fala sobre o sentido da Santíssima Trindade na vida dos cristãos. O Deus de amor, compaixão e ternura nos convida a cuidar uns dos outros e a zelar pelo bem de todos. Assista!

Urgência da questão ecológica e Sínodo da Amazônia

O Sínodo da Amazônia, com o tema “Novos caminhos para uma ecologia integral”, segundo o cardeal Dom Cláudio Hummes, é importante não somente para a Igreja na Pan-Amazônia, mas para todos os países, porque amplia a discussão do cuidado com a natureza num momento “em que o mundo está passando por uma crise de máxima gravidade, porque está em risco o planeta”. Como presidente da Repam (Rede Pan-Amazônica), Dom Cláudio Hummes tem dado palestras pelo Brasil, esclarecendo sobre o Sínodo da Amazônia e alertando sobre sua importância. No Instituto São Paulo de Estudos Superiores (Itesp), em São Paulo-SP, ele destacou, no dia 10 de junho, a urgência da preservação da natureza e a busca de novos caminhos para enfrentar os desafios pastorais que a Igreja enfrenta na região amazônica. Embora seja um encontro de bispos marcado para Roma, em outubro próximo, o sínodo vai ouvir lideranças das comunidades da Pan-Amazônia, especialmente indígenas, que falarão sobre suas realidades. Embora a Igreja não vá refletir a respeito de fronteiras nem com questões de soberania nacional, o governo brasileiro reagiu… Para Dom Cláudio, o receio do governo é que o sínodo mexa com seus interesses e o das grandes empresas que tratam a Amazônia como um grande negócio. Que futuro você quer para seu filho? Partindo do tema da ecologia integral, Dom Cláudio falou sobre as mudanças climáticas que já estão ocorrendo no planeta por causa do aquecimento global, causado pelo efeito estufa. Ele lembrou que, se a temperatura subir mais de 1,5 grau, o processo será irreversível. O planeta ficará tão aquecido que não terá mais condições de vida. Para evitar que isso aconteça, será necessário abandonar o uso do petróleo, do carvão mineral e do gás mineral, principais fontes de energia utilizadas atualmente, e substituí-las por energia limpa. Isso é possível, mas requer investimentos altíssimos e vai contra os interesses dos que vivem da exploração dessas energias fósseis, que produzem o gás carbônico, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa. Dom Cláudio alertou que, se essas medidas forem deixadas para depois, “será tarde demais”. Salientou que se trata de uma questão ética: o direito das próximas gerações de ter um planeta saudável. E questionou: “Que futuro você quer para seu filho? O futuro será não ter futuro só porque você não tem coragem de mudar?”. Discorrendo sobre o paradigma tecnocrático e o processo exploratório com o uso de novas tecnologias, reforçado pela ideologia do liberalismo, a terra tem sido explorada até o limite e de maneira irresponsável. Por isso é necessário e urgente buscar novos modelos de desenvolvimento para reverter o processo, porque o planeta está dizendo que não dá mais. Desafios pastorais na Amazônia Dom Cláudio situou alguns dos problemas que a Igreja na Amazônia enfrenta, especialmente por ser uma Igreja com muitas dificuldades econômicas e que enfrenta grandes distâncias para alcançar as comunidades. Embora haja muitas comunidades, há poucos pastores, e estes não conseguem estar presentes. Apenas visitam os povoados, em muitos casos, apenas uma vez por ano. “Um pastor que aparece uma vez por ano não pastoreia”, afirmou ele. “As comunidades têm o direito de celebrar a Eucaristia e ter os sacramentos, ter um pastor que reza com o povo, celebra, acompanha… Mas isso não existe, o que é muito sério!”, lembra. Ele afirmou que, “depois de 400 anos de evangelização, ainda não conseguimos passar a Igreja para eles; não temos um clero autóctone, inculturado… E isso é um direito deles”. Daí a urgência de se buscarem novos caminhos e de se discutir sobre os ministérios ordenados, para que a Igreja possa realizar uma pastoral de permanência, com ministros das próprias comunidades. Para Dom Cláudio, o cuidado com a preservação da Amazônia também é parte importante da ação pastoral da Igreja naquela região, pois do cuidado do meio ambiente depende a sobrevivência das próprias comunidades, “uma vez que tudo está interligado, e o que fazemos contra a terra o fazemos contra nós mesmos”, completou o cardeal.

Escola de Perdão e Reconciliação tem nova gestão

O VI Encontro Nacional Espere (Enespere), realizado em Belo Horizonte-MG, de 23 a 25 de maio, contou com a participação de voluntários de todas as regiões do Brasil, que acolheram a metodologia da Escola de Perdão e Reconciliação (Espere) como uma das formas de encontrar caminhos e estratégias para uma cultura de paz. O evento teve as presenças do fundador do projeto, padre Leonel Narvaez, e da presidente da Fundación para la Reconciliación, Paula Monroy, ambos procedentes de Bogotá, Colômbia. A programação permitiu a contribuição de todos os inscritos no Seminário Internacional de Cultura de Paz, promovido na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Palestras, diálogos e partilhas com temas relacionados à alteridade, verdade, ódio e a justiça restaurativa nos âmbitos Judiciário e comunitário marcaram o primeiro dia do encontro. A palestra da dr.ª Petronella Boonen, mais conhecida como Ir. Nelly, missionária serva do Espírito Santo (SSpS), encerrou o dia. Ela convidou professores, alunos, representantes do Judiciário e demais participantes do Seminário a refletirem sobre a “Justiça restaurativa na perspectiva comunitária”. A programação no segundo dia, desta vez, na Casa de Retiros São José, propôs diversas oficinas temáticas. Entre elas a do “Autoperdão”, conduzida por Joana Blaney, do CDHEP (Centro de Direitos Humanos e Educação Popular) de Campo Limpo, e Ir. Helena Suzana Christo, também SSpS, da mesma comunidade de Ir. Nelly, localizada na periferia de São Paulo-SP. Os voluntários se envolveram na experiência e puderam reavaliar fatos que deixaram marcas em suas vidas, as quais podem ser vividas com uma melhor compreensão do autoperdão. Por fim, houve a reunião dos coordenadores regionais, a apresentação do levantamento da realidade nacional e a eleição para o novo modelo de coordenação da Espere Brasil para o biênio 2019-2021. As regiões puderam indicar nomes para a nova modalidade de gestão. O grupo reconheceu o esforço e o trabalho desenvolvido pela Ir. Nelly em mais de dez anos de atuação com perdão e justiça restaurativa. Ela foi eleita como articuladora nacional dos núcleos Espere. Essa gestão será compartilhada com a assessoria de Minas Gerais, na área de comunicação, e do Distrito Federal, na secretaria, em diálogo com as cinco coordenações regionais. Mesmo participando pela primeira vez no Enespere, percebo que o encontro fortaleceu a reflexão sobre a importância do perdão e da mediação de conflitos para as comunidades, em especial, as esquecidas pelo Poder Público. Nesse sentido, gostaria de salientar que, nessa missão, a coerência e a ética são primordiais para a efetiva aceitação da proposta. Participar do encontro foi motivo de alegria, especialmente pela oportunidade de conhecer parte daqueles que, em diferentes esferas da sociedade, dinamizam voluntariamente ações que contemplam a metodologia Espere, pois os voluntários e voluntárias nos animam e nos levam a ter esperança na construção de uma realidade verdadeiramente justa e fraterna. Miriam de Souza, São Paulo-SP, voluntária no CDHEP e missionária leiga.

Domingo de Pentecostes

No dia de Pentecostes, principal festa das missionárias servas do Espírito Santo, celebramos a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e o início da Igreja. Convidamos você para rezar a Oração de Pentecostes e assistir ao vídeo do Evangelho de hoje. Oração de Pentecostes Divino Espírito Santo, enviai-nos como pequenas chamas desprendidas do grande Pentecostes. Que o mesmo Espírito que naquela manhã radiante em que os discípulos rezavam juntos com Maria, no cenáculo, possa tomar conta do nosso ser e enviar-nos pelo mundo a testemunhar a força e o poder do vosso amor. Que a mesma mensagem que contagiou os apóstolos naquela manhã de Pentecostes, possa contagiar a cada um (a) de nós e nos dar um impulso novo de criatividade na missão. Ó Eterno Consolador, dai-nos o teu Espírito e renovai nossas comunidades, nossas paróquias, nossa congregação e toda a Igreja. Enfim, renovai a face da Terra. Coragem! Dai-nos vosso Espírito de Coragem, de ousadia e de profetismo. Afastai de nós todo o medo, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de amor! Alegria! Dai-nos vosso Espírito de Alegria e dancemos juntos na leveza do vento. Convosco podemos sorrir e nos alegrar, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de bondade! Amor! Dai-nos vosso Espírito de Amor, de carinho, de ternura, de amizade e compaixão. Arrancai de nós o medo de amar, de nos doar e de nos acolher mutuamente, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de misericórdia! Criatividade! Cria Dai-nos vosso Espírito Criador, que renova a face da Terra! Em vossa presença podemos sonhar, criar e acreditar num mundo melhor, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus sempre novo! Liberdade! Dai-nos vosso Espírito de Liberdade, que provém da verdade e da humildade. Tornai-nos livres e cantaremos leves e soltos (as), sem preconceitos e sem medos, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus sem limites! Solidariedade! Dai-nos vosso Espírito de Solidariedade, que revela que somos irmãs e irmãos de todos, que a humanidade é nossa casa e a dor dos outros ferem nosso coração. Convosco podemos abrir nossos braços e nos comprometer com os que sofrem, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus que ama os pequenos e excluídos. Comunhão! Dai-nos vosso Espírito de Comunhão, de unidade e verdadeira comunicação. Convosco somos fortes, não porque somos muitos, mas porque somos um. Pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus Uno e Trino! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

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