Conexões missionárias: inspirando mudanças e inovações nos Colégios SSpS

Em um encontro na cidade de Cascavel-PR, a equipe pedagógica da Rede de Educação SSpS mergulhou em reflexões, projetos inovadores e momentos de espiritualidade. Em espírito fraterno, educadores e educadoras partilharam experiências e se fortaleceram para a missão. A professora Joselba Zimmermann, da coordenação-geral do Colégio Santa Maria, conta como foi o evento.

Viver em permanente Advento

“Atenção! Estai despertos, porque não conheceis o dia nem a hora” (Mc 13,33). Estamos no primeiro domingo do Novo Ano litúrgico. Começamos com o Advento, que não é somente um tempo litúrgico, mas um “modo de viver”. Trata-se de uma atitude vital que precisa atravessar toda nossa existência. Não teremos entendido nada da mensagem de Jesus se ela não nos inspira a viver em constante busca daquilo que já está presente em nosso interior.  O importante não é recordar a primeira vinda de Jesus; isso é só o pretexto para descobrir que Ele já está presente em nós e na nossa realidade. Também não se trata de nos preparar para a última vinda, que é só uma grande metáfora. O importante é descobrir que Ele está vindo neste instante, a cada instante. Através de uma simples parábola, Jesus nos anima à espera ativa e à atenção consciente frente à passagem de Deus por nossa vida. O Deus de Jesus não é inacessível, distante, impassível; seu desejo é vir sempre ao nosso encontro, de forma surpreendente e desconcertante. Mas, nem sempre estamos mobilizados para entrar em sintonia com a presença providente d’Aquele que habita em tudo e em todos. A vida é um constante Advento que nos pede estar despertos para acolher a novidade de Deus em cada momento e situação. A pergunta fundamental não é tanto “onde está Deus?”, mas “como Deus está atuando?”. Às vezes, Ele irrompe como grito persistente para fazer-nos despertar de nossas sonolências cúmplices, de nossas dispersões, impulsionando-nos a sair de nossas falsas seguranças ou das “zonas de conforto” frente à injustiça, à violência, à marginalização dos outros; outras vezes, Ele atua com a suavidade de uma carícia que nos cura e nos capacita para sermos canais de consolo e libertação frente às feridas do coração do mundo e da história; outras vezes, nos instiga a pôr no centro a vida, a alegria e a esperança, em meio a tanta destruição que está acontecendo, desfigurando o rosto d’Aquele que é sempre Presença Amorosa. O apelo de Jesus no evangelho deste domingo (“ficai atentos!”, “vigiai!”) pode muito bem ser traduzido por “ficai despertos!”. O oposto à atenção é a rotina e o modo “normótico” de viver, sem inspiração e criatividade. A rotina tem a “vantagem” de nos facilitar as coisas e nos confere uma certa sensação de segurança: nós nos movemos por caminhos trilhados nos quais tudo se revela familiar. Os hábitos repetitivos permitem que façamos muitas coisas sem precisar perguntar pelo sentido daquilo que estamos fazendo, sobre o “porque” e “para quem” fazemos; tudo é realizado no “piloto automático”. No entanto, se não estivermos atentos, esse modo de viver tem um preço muito alto que pode chegar a manifestar-se como desânimo, cansaço e vazio. Perdemos a novidade e o frescor da vida. Na realidade, mais que viver, vegetamos, sobrevivemos ou agimos mecanicamente.  A atenção, pelo contrário, nos conecta com a vida, porque nos traz ao presente. E o presente é o único lugar da vida. Graças à atenção, habitamos o momento presente, deixando-nos fluir com a vida mesma. Graças à atenção, vivemos na consciência, acolhendo tudo a partir da lucidez e amando tudo a partir da sabedoria. Sintonizamo-nos com a corrente da vida e fazemos a descoberta maior à qual podemos aspirar: que a consciência não é só uma atitude que podemos favorecer, senão que constitui nossa verdadeira identidade.  Estar atento é ousar renascer, advir, “vir-de-novo”, recomeçar… Nessa atenção vislumbramos detalhes decisivos: a vivência da ternura, a reinvenção da vida em cada amanhecer, o criar asas e alçar voo, o despertar de sonhos, a gratuidade amorosa, a alegria transbordante… Vemos assim que, no dizer de Jesus, o tempo da ausência do “dono da casa” que partiu em viagem não é um “tempo morto”, mas um tempo de intensa gestação. Não é uma espera vazia, angustiante e ansiosa, provocadora de medo, mas uma espera centrada no Senhor que vem e centrada na responsabilidade que foi confiada: serviço. O Advento vem nos dizer: “há uma esperança para o teu futuro” (Jr 31,17). A esperança é algo constitutivo no ser humano. Para ele, viver é caminhar para um futuro. Sua vida é sempre busca de algo melhor. O ser humano “não só tem esperança, senão que vive na medida em que está aberto à esperança e é movido por ela” (H. Mottu). Por isso, quando numa sociedade se perde a esperança, a vitalidade decai, a marcha se paralisa e a vida mesma corre o risco de degradar-se. Esperança é uma palavra vencedora. Quando tudo parece perdido, irremediável, destruído, ela comparece para salvar. Ela é capaz de transformar a derrota em vitória, o perigo em alívio, o desespero em alegria. A esperança é tão poderosa que consegue tirar do domínio da morte os que não veem mais razão para viver. Vivemos de esperança; se não fosse assim, já teríamos desaparecidos há muito tempo. Vivemos e continuamos avançando sobre um abismo de ameaças, mas temos de despertar para viver mais um ano, com inspiração e criatividade, superando os desafios da vida. A esperança, hoje como sempre, não é virtude de um instante. É a atitude fundamental e o estilo de vida daqueles que enfrentam a existência “enraizados e edificados em Jesus Cristo” (Cl 2,6). Todo o AT está atravessado pela promessa e pela espera. Segundo o relato bíblico, Deus vai lhes prometendo o que eles mais aspiravam em cada momento. A Abraão, Deus promete descendência; aos escravos no Egito, promete liberdade; aos famintos no deserto, promete uma terra que mana leite e mel; quando conquistaram Canaã, promete uma nação forte e poderosa; quando estão no Exílio, promete fazê-los voltar à sua terra; quando o Templo é destruído, promete reconstruí-lo. No AT, Deus sempre lhes promete bens, liberdade e descendência, porque é o que eles esperavam.  Jesus promete algo muito diferente: “Vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). A esperança cristã é chamada a “abrir horizonte” ao ser humano contemporâneo. No meio desta nossa história, às

COP 28: oportunidade ou derrota?

COP 28: Oportunidade ou Derrota? Mergulhe nas impressões diretamente da Amazônia sobre as discussões climáticas globais. Descubra insights valiosos sobre o que está em jogo para o nosso planeta. O objetivo é conectar a COP 28 à COP 30 na Amazônia, promovendo mudanças nos territórios e pressionando por decisões mais eficazes. O texto ressalta a importância de reformas na ONU para enfrentar a crise climática. Vamos debater juntos!

Sinodalidade

A sinodalidade quer ser um “caminhar juntos”, porque somos povo de Deus. A convicção de que Jesus é “o Caminho, a Verdade e a Vida” é motivo suficiente para que cada cristão se sinta convocado a testemunhar a certeza de que Deus, ao fazer-se carne em Jesus, tornou-se um caminhante conosco. O Pe. Deolino Pedro Baldissera partilha suas reflexões sobre recente Sínodo convocado pelo Papa Francisco.

Olhar a vida por outros óculos

O que seria olhar a vida por diferentes óculos? Há aqueles necessários para recuperar a visão e há aqueles apenas para exibir o charme. Necessário mesmo são os primeiros, os outros são dispensáveis, porque não se trata de uma necessidade útil. Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDS.

Gratuidade na vida cristã, como expressão do amor de Deus

A gratuidade na vida cristã tem como fonte primeira o amor. É uma resposta de amor. Podemos dizer que a gratuidade é uma extensão de nossa intimidade com Deus. Ela nos leva a amar e a servir ao próximo, sem nada exigir, sem nada barganhar.
Veja o texto de #TBT de hoje!

Diversidade cultural versus etnocentrismo

No censo do IBGE 2022, você respondeu sobre a sua identidade? Qual é sua etnia? Você conhece suas origens? No Brasil, há uma diversidade social e cultural muito grande devido à miscigenação de etnias. A falta de conhecimento do modo de vida dos vários grupos sociais gerou violência física e psicológica nas sociedades. Confira o artigo de Maria Terezinha Corrêa!

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade