Catequese familiar on-line

Uma das prioridades da Rede de Educação é, sem dúvida alguma, o cuidado para com a espiritualidade e a evangelização da comunidade escolar. Tal anseio motivou a equipe missionária a continuar as atividades em plena pandemia. Evidentemente, o meio utilizado é o virtual, por meio dos recursos tecnológicos educacionais disponível a docentes e discentes. À primeira vista, para quem acredita na força da interação pessoal para a transmissão da fé e que o testemunho é imprescindível para a evangelização, a exemplo das antigas comunidades cristãs, algumas objeções não seriam fáceis de superar. Uma catequese on-line teria efeito? O que pensariam os alunos? E os pais? De fato, a catequese tem sua origem nas primeiras comunidades cristãs. A palavra “catequese” significa explicação oral e sistemática dos mistérios da fé. Nesses pequenos grupos, a exemplo dos primeiros cristãos, os estudantes partilham suas vidas e celebram suas crenças e aspirações em comunhão com a Igreja. A preparação para a primeira Eucaristia tem como objetivo uma formação na fé, com impacto positivo para a vida da criança, da família e da sociedade. A catequese possibilita o amadurecimento e experiência da criança e do adolescente na fé. Além disso, há o grupo da Infância Missionária e da Perseverança, com o objetivo de manter o espaço de encontro para os que já receberam os sacramentos. Os grupos são estimulados a participar de projetos de voluntariado, inclusive em outras instituições. Logo após a interrupção das atividades presenciais, alguns alunos já entraram em contato por meio do Google Classroom, para saber se continuaríamos as atividades missionárias e de catequese. Com efeito, após um debate na própria equipe missionária do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, foi decidido implantar encontros quinzenais e uma experiência de espiritualidade para os grupos. A atividade foi aberta à participação das famílias, pois a Igreja afirma que a família é o berço da fé. Os pais são os primeiros catequistas. A escola abriu então a possibilidade de os pais ou responsáveis participarem junto com os filhos na caminhada da Igreja em família. Mesmo no período da quarentena, os grupos foram mantidos por meio dos recursos tecnológicos disponíveis aos alunos, especialmente o Google Suíte. Os encontros têm momentos dinâmicos, com metodologia ativa, com partes expositivas, momentos de partilha e escuta dos alunos, trechos de vídeos, confecções artísticas, momentos de oração, dramatização, leituras bíblicas, atividades dinâmicas que movimentam o corpo e muita música. Os comentários de gratidão tanto por parte dos alunos quanto dos familiares, que assistem e participam dos encontros na telinha, fizeram com que a equipe alterasse a frequência dos encontros, agora semanais. A frequência dos convidados é impecável, inclusive porque foi aberta a possibilidade de dois horários facultativos. Para um educador-missionário, não tem preço ver crianças e adultos com olhinhos brilhando e experimentando a aquela paz de Cristo que provém de encontros com o Transcendente. Dessa forma, famílias, estudantes e educadores aprimoram sua espiritualidade. Professor Marcos Melo é doutor em História da Filosofia pela Unicamp, mestre em Literatura pela USP e mestre em Teologia pela PUC-SP. No Colégio Espírito Santo, contribui na equipe missionária e leciona para os ensinos fundamental e médio.
Espiritualidade da convivência intercultural

Antigamente era normal passar a vida num mesmo local, com pessoas da mesma origem e conviver apenas com as que praticavam a mesma religião e compartilhavam os mesmos princípios. Hoje vivemos numa sociedade multicultural. Com o aumento das migrações e da globalização, aliado à rapidez das comunicações e à facilidade de transporte, não precisamos mais nos deslocar para outros países para encontrar pessoas com línguas e costumes diferentes dos nossos. Elas estão em nossas cidades e até mesmo em nossas famílias. Conviver com outras culturas é um desafio, pois, apesar de sermos todos humanos, temos maneiras diferentes que vão desde o jeito de preparar a comida e educar os filhos até o modo expressar sentimentos, celebrar a alegria e enfrentar os sofrimentos. Como nascemos e crescemos imersos em nossa própria cultura, tudo o que fazemos nos parece natural, enquanto que o comportamento de outros povos nos parece estranho quando é apenas diferente. Na sociedade atual, a convivência multicultural é fonte de conflitos e de mal-entendidos, mas também é oportunidade de enriquecimento e abertura para novos horizontes. Acolher, conviver e aprender com as diferenças faz parte de uma nova maneira de estar no mundo e exige a superação de nosso etnocentrismo, dos preconceitos e da tendência à exclusão. Do multicultural ao intercultural Para as missionárias servas do Espírito Santo, com comunidades formadas por irmãs de diversos países e de distintas regiões, o desafio é ainda maior, pois somos chamadas a superar o multicultural para vivenciar o intercultural. Qual a diferença? Num grupo multicultural, cada pessoa mantém a própria cultura, mas não há um verdadeiro intercâmbio, e as pessoas ficam isoladas umas das outras; moram juntas, mas, no fundo, estão sozinhas. Por outro lado, se cada pessoa renunciasse à própria cultura para se adaptar aos costumes do país onde está, haveria um empobrecimento cultural e um sentimento de mal-estar reprimido, pois não podemos negar a raiz de onde viemos ou deixar de ser quem somos. Então, o que fazer? É possível construir comunidades com gente tão diferente? Sim, é possível, mas não é fácil. O caminho da interculturalidade é um processo de conversão constante que nos ajuda a perceber que há outras maneiras de viver e de agir tão boas como as nossas, e outras que, tanto como as nossas, precisam de aperfeiçoamento e de transformação. Com base na espiritualidade trinitária, é possível alcançar a interculturalidade. Como Deus é um só, mas, ao mesmo tempo, Pai, Filho e Espírito Santo, cada pessoa divina, em sua diversidade, está de tal forma unida pelo amor às demais que formam uma única realidade. Assim é a Trindade. Também nós somos chamadas a viver em comunhão com Deus, com as pessoas e com toda a criação. Isso significa construir uma convivência que vai além de nossas diferenças, reconhecendo no outro a beleza e a grandeza de nosso Criador, que se expressa de múltiplas formas. Numa comunidade intercultural, as pessoas não estão justapostas em sua maneira de ser e de pensar, mas vivenciam relações dinâmicas nas quais cada uma pode se expressar a partir do que é e da cultura de onde vem, e são aceitas, acolhidas e respeitadas em sua diversidade. Ninguém é melhor que a outra: todas têm dons a oferecer e muito a aprender. Quando isso ocorre, a comunidade se transforma e cria uma nova cultura que é diferente da cultura original de cada uma, mas incorpora elementos de todas elas de acordo com o que promove a vida e o desenvolvimento humano. Chamamos isso de comunidade intercultural, e o resultado é o amor mútuo e a celebração de nossas diferenças como dádivas para o enriquecimento de todos. Seminário de Espiritualidade e Interculturalidade Para aprofundar a vivência da interculturalidade, com base na ótica da espiritualidade trinitária, um grupo de cerca de 35 missionárias servas do Espírito Santo, missionários verbitas e leigos participaram de um seminário internacional em Steyl, na Holanda, de 26 de janeiro a 14 de fevereiro. Éramos de 20 nacionalidades, atuando em diferentes países da África, Ásia, Oceania, Europa e Américas. Assim tivemos a oportunidade de vivenciar intensamente a interculturalidade não somente nos conteúdos e dinâmicas, mas principalmente na convivência entre nós. A primeira parte foi dedicada ao aprofundamento dos conceitos teóricos; a segunda para integrar a espiritualidade pela oração e o silêncio; e a terceira para colocar em prática o que aprendemos e vivenciamos, por meio da produção de materiais para retiros, reflexões e atividades comunitárias. Participar desse seminário em Steyl, local da fundação da família religiosa de Santo Arnaldo Janssen, foi uma experiência inesquecível. Tivemos o privilégio de beber da fonte espiritual que alimentou nossa geração fundadora e que, até hoje, inspira-nos a deixar tudo para anunciar o Evangelho em qualquer país aonde somos enviadas. Viver a interculturalidade, para nós. SSpS, SVD e missionários leigos e leigas, é viver a cultura do Evangelho, abrindo o coração para acolher as diferenças e superar todas as formas de discriminação e exclusão. Em outras palavras, vivenciar a cultura do amor universal e do encontro que abre as portas para a cultura da paz. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
Espiritualidade e ecologia integral

É urgente fortalecer relações comunitárias, cooperativas de produção, trabalho colaborativo, consumo consciente, comércio justo, respeito ao próximo e à diversidade e tantos outros aspectos humanos definitivamente incompatíveis com a lógica de acumulação do capital que “coisifica”, “explora”… Vivemos tempos difíceis, com pessoas adoecidas física e espiritualmente, sistemas social, político e econômico marcados pelo egoísmo do “salve-se quem puder”, corrupção… É preciso identificar o que não convém: “Aprender o caminho do inferno para dele se afastar”, como recomendava, há cinco séculos, Nicolau Maquiavel. Não temos mais tempo a perder. Juntos podemos iluminar alguns caminhos para uma ação cotidiana, silenciosa, que pode provocar mudança para uma vida harmoniosa consigo, com o próximo, com a Natureza e com Deus. A espiritualidade e a ecologia integral nascem da prática libertadora de Jesus que fez e continua fazendo, ainda hoje, o apelo a uma profunda conversão interior e integral para vida em abundância (Jo 10,10), de inter-relação entre pessoa-espiritualidade-natureza. Está em curso uma mudança da “ecologia ambiental” para a “ecologia integral”, incluindo a ecologia político-social, cultural, educacional, ética e a espiritual (Laudato Si’) que nos leva a uma consciência do rosto humano de Deus e nos impele a uma profunda defesa e valorização da vida humana em todas as suas manifestações. Como entender a “ecologia integral” com base na realidade que nos cerca e no momento político que vivemos no Brasil? Nossa proposta oferece uma reflexão baseada em três dimensões: religioso-missionária, comunitária e econômica. Vamos a elas. Dimensão religioso-missionária Na dimensão religioso-missionária, somos provocados a refletir sobre a experiência de fé e o diálogo, os desafios e a promoção da ecologia integral. Essa dimensão caracteriza a nossa relação com Deus, o Criador. Por essa relação, pode-se adquirir uma experiência da fé profunda que deve motivar para a convivência cotidiana na relação interpessoal. A experiência com Deus não é somente para construir uma relação vertical, mas ela fundamenta nossa relação com outros seres, outra criação. Nessa relação cabe um compromisso para que as mensagens e os mandamentos divinos sejam realizados para transformar a vida em mais integrada e harmônica. Por isso a missão é fazer o bem, promover e cuidar da vida em todas as suas manifestações, colaborar e fazer acontecer o que Deus quer e deseja desde a criação o mundo. Algumas provocações para sua reflexão e aprofundamento: Como a experiência de fé ajuda no diálogo e promove uma ecologia integral? Quais os desafios da missão na perspectiva da ecologia integral? Dimensão comunitária Na dimensão comunitária, somos provocados a refletir sobre os desafios que se apresentam no dia a dia nas comunidades, na Igreja, na sociedade. Precisamos ir além das limitações pessoais, sabendo que a missão é o maior tesouro. Como criar unidade nas diferentes maneiras de ser religioso, religiosa, cristão no dia de hoje em diferentes frentes de trabalho, como formação, vivências, visão de Igreja, culturas, partilha dos bens e interesses pessoais e comunitários? Só criando um diálogo de vivências comunitárias com respeito mútuo, interesses comuns e crescimento humano que aproximam o discurso da prática de vida. Cultivar os encontros e relacionamentos onde a vida familiar vai crescendo em exemplo e testemunho de fé como evangelizadores da Família Arnaldina. Cultivar verdadeiras amizades significa buscar valores em comum, aprender a gerenciar conflitos inerentes à convivência humana, um diálogo corajoso em refazer relações, momentos de partilha da fé, cultivar sonhos em comum, celebrar acontecimentos que reforçam a identidade. A figura a seguir propõe a “ecologia integral” como centro das atividades pastorais e comunitárias. Algumas provocações para sua reflexão e aprofundamento: Acredito nos valores de uma comunidade que me faz crescer humanamente? Onde busco alimentar meu espírito comunitário? Qual a relação entre uma vida comunitária bem vivida e a contribuição ao meio ambiente? Dimensão econômica Na dimensão econômica, somos provocados a refletir sobre a urgência de uma articulação estratégica dos diferentes níveis do Poder Público para obtenção de resultados efetivos nas políticas ambientais que precisam estar presentes e articulados com as políticas educacionais, industriais, energéticas… Sabe-se da dificuldade em articular esferas de poder autônomas e com focos específicos, mas, pela ênfase na ecologia integral, pode-se estruturar uma grande transformação na realidade socioeconômica do Brasil. Estratégias para uma solução demandam uma abordagem articulada para combater a pobreza, garantir direitos e proteger a natureza. Não se trata de um documento para avaliar o índice de desenvolvimento humano (IDH), mas que o conceito de “ecologia integral” seja estruturante para todas as políticas públicas, no sentido de colocar o Brasil em outro patamar civilizatório, com geração e distribuição de renda e maior sustentabilidade. Como cidadão e cristão, a vida humana se sobrepõe a qualquer outro interesse de natureza econômica, comercial ou política. Algumas provocações para sua reflexão e aprofundamento: Como as políticas públicas podem promover a ecologia integral (CF 2019)? Como estimular o protagonismo dos cidadãos na intervenção social? Equipe de Espiritualidade Nacional SSpS e SVD: Maria Cristina Maia, Ir. Paolo Delucca e Pe. Matheus Nurak.
CURSO DE BIBLIODRAMA – 2019

O Bibliodrama é uma nova abordagem bíblica a partir da leitura contextualizada e criativa da Palavra de Deus, integrando-a no concreto da nossa vida e missão. Venha conhecer e fazer a experiência desta nova maneira de vivenciar a Bíblia em sua vida pessoal, profissional e na liderança. No Curso apresentaremos os Elementos do Bibliodrama em quatro etapas, cada uma num final de semana durante o ano de 2019: • 1ª etapa: 30 e 31 de março • 2ª etapa: 29 e 30 de junho • 3ª etapa: 17 e 18 de agosto • 4ª etapa: 30 de novembro e 1º de dezembro O curso acontece nos finais de semana com início na sexta-feira à noite com o jantar e momento de integração. Os participantes receberão certificado no final do curso. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… DESTINATÁRIOS Educadores (as) e Lideranças Leigas e Religiosas.Vagas limitadas a 25 participantes.Trazer para o curso: Bíblia, caderno para anotações e objetos de uso pessoal. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… LOCAL Centro Missionário Cultural Santíssima TrindadeRua São Benedito, 2146 – Santo Amaro – São Paulo/SP – Tel.: 11-5687-7229 ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… FACILITADORES Ir. Paolo Delucca, SVD Ir. Maria de Fátima Marques de Oliveira, SSpS Ir. Heloise Matos, SSpS ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… INVESTIMENTO R$ 380,00 para cada etapa, incluindo hospedagem e todas as refeições. O investimento total será de R$ 1.520,00. Cada pessoa custeia sua viagem. INSCRIÇÕES Preencha sua ficha de inscrição até 28/02/2019 pelo Bibliodrama 2019Só serão aceitas as inscrições de quem fizer todas as etapas. Venha vivenciar o Bibliodrama e aprofundar a EspiritualidadeMissionária e Trinitária transformando sua vida e missão.
A espiritualidade cristã

O cerne da espiritualidade cristã visa à vida plena, por isso contempla a alegria, o deleite e a fruição da vida. Nesse viés, comporta exigências éticas que brotam do projeto de vida de Jesus: o Reino de Deus. Entretanto, para melhor compreender o que é a espiritualidade cristã, devemos falar dos perigos que a cercam e que, muitas das vezes, a distorcem. O termo espiritualidade tem sido relacionado com espírito e, para muitos, espírito é oposto à matéria. Essa concepção criou uma dicotomia entre espiritualidade e felicidade humana. Com o passar do tempo, o termo espiritualidade foi sendo identificado com o oposto à corporeidade, inclusive à sexualidade, criando-se um desprezo pelo sensível e o corporal. Isso acarretou uma ruptura entre o divino e o humano, chegando-se a acreditar que, para adentrar-se no caminho espiritual, seria preciso renunciar ao essencial de si mesmo. O que o ser humano quer é ser feliz, realizar seus anseios mais profundos. Por isso uma espiritualidade que sufoque esse ser humano necessariamente fracassará. O escritor Juan Antonio Estrada define a espiritualidade cristã como “a vida guiada pelo espírito de Cristo”. Dessa perspectiva, a espiritualidade envolve toda a vida da pessoa (sua individualidade, suas relações sociais e públicas, sua condição de cristão e de cidadão). Portanto, o ponto de partida da espiritualidade cristã encontra-se onde começa o seguimento de Jesus. Mas seguir Jesus não é seguir normas, ideias abstratas ou um programa determinado. Seguir Jesus é andar nos passos de uma pessoa e segui-la sem condição (cf. Mt 8,18-22; Lc 9,57-62), e em plena liberdade. Trata-se de estar disponíveis à causa do Reino de Deus. E o Reino de Deus é um projeto de vida, de humanização e de felicidade para todos, especialmente para os que mais sofrem. Evidentemente, a espiritualidade cristã tem uma estrutura sacramental e, portanto, é celebrativa e comunitária. Por isso, enquanto não tenhamos clareza do que realmente é a espiritualidade, corremos o risco de viver numa constante contradição de sermos buscadores de “perfeição espiritual” e, ao mesmo tempo, agressores da obra de Deus, a vida humana. Os Evangelhos mostram que Jesus deixou-se conduzir pelo Espírito de Deus, para aliviar o sofrimento humano e devolver a dignidade aos caídos… (cf. Lc 4,16-21; Mt 4,23-25). Deixar-nos conduzir pelo Espírito do Senhor, sermos espirituais é preocupar-nos não somente com normas religiosas ou ascese, mas sim com a vida inteira das pessoas. Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.
Especial de Pentecostes – Celebre conosco a vinda do Espírito Santo

Este domingo, dia 20, celebramos o Dia de Pentecostes, uma data muito importante e significativa para nós Irmãs Missionárias. Celebre conosco a vinda do Espírito Santo em sua vida com esta mensagem que preparamos para você:
Papa Francisco reza por discernimento Espiritual – O vídeo do Papa

São tantos afazeres, tanto trabalho, tanta diversão e tanto barulho em nossa vida, que dificilmente paramos para silenciar o nosso coração e ouvir a voz de Deus. Por isso, neste mês de março, Papa Francisco enxerga a urgência na formação para o discernimento espiritual, e nos convida a focarmos nossas orações neste propósito. “Precisamos ‘ler a partir de dentro’ o que o Senhor nos pede, para viver no amor e ser continuadores desta sua missão de amor. O tempo em que vivemos exige de nós desenvolver uma profunda capacidade de discernimento… Discernir, entre todas as vozes, qual é a voz do Senhor, qual é a voz d’Ele, que nos conduz à Ressurreição, à Vida, e a voz que nos livra de cair na ‘cultura da morte’”.
Siga esta dica definitiva para praticar a espiritualidade no dia a dia

Você está conseguindo frequentar a igreja, participar da missa e ter uma prática de oração ou vive como os milhões de cristãos que, de tantos compromissos, mal tem tempo para a vida espiritual? No nosso blog, já falamos sobre as vantagens de manter uma prática espiritual diária (veja aqui). Porém, se você ainda não conseguiu colocar a espiritualidade na sua rotina, nossa Irmã Missionária Monika Kopf, com experiência de 50 anos de vida religiosa, vai dar uma dica definitiva que vai te ajudar a sair dessa: MANTER DEUS EM SEUS PENSAMENTOS Quando você manter Deus em seus pensamentos, começará a ver que os acontecimentos simples do seu dia a dia são pequenos milagres ou até livramentos. Espiritualidade vai muito além de religiosidade, ela é a busca pelo significado espiritual nas coisas ou práticas que nos conectam com o Divino. Essa ligação revela que a essência do ser humano não consiste em seus bens materiais ou em prazeres terrenos, mas que a sua alma vive numa constante necessidade de se conectar com algo que é bem maior do que ela, para entender qual é o verdadeiro sentido da vida. Viu como tempo é uma questão de detalhe? Mantenha Deus nos seus pensamentos e você verá a diferença entre ter espiritualidade e não ter. Faça essa experiência e venha nos contar.
O que aprendi trabalhando num Convento

O famoso e movimentado bairro de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, esconde um casarão centenário e uma realidade diferente e mística: a do Convento Santíssima Trindade. Nosso lar. Nossa casa é também sede da Congregacão Brasil Norte e nela funcionam a casa de repouso das nossas irmãs aposentadas (o Lar Santana), dois institutos (a Rede de Solidariedade e a Rede de Educação SSpS) e o Centro Missionário e Cultural SS. Trindade, bem como o centro administrativo de todas estas entidades. Como em muitas outras entidades religiosas, nosso convento possui processos administrativos e, logo, colaboradores e colaboradoras leigas para este serviço. Uma delas, Paula Lima de Faria, de 23 anos, que trabalha no marketing, preparou um emocionante texto para contar como é a experiência de trabalhar neste nosso lugar sagrado. “Em 2015 me inscrevi para uma vaga de estágio em um instituto. Quando cheguei ao local, por fora vi apenas um quarteirão com muitas árvores e um espaço grande, mas quando entrei me deparei com um lugar simplesmente fantástico, tanto na essência do trabalho quanto no sentido estético. Estava diante de uma estrutura antiga, gótica, secular. Enquanto andava pelo local, deslumbrada com a sua arquitetura, via também muitas mulheres sorridentes e alegres. Fui encaminhada à sala de entrevistas e, de repente, me vi conversando com duas freiras, coisa que nunca fiz na vida. Irmã Cida e Irmã Ana Elídia me explicavam o trabalho e aproveitavam pra tirar algumas dúvidas que me apareceram assim que as vi: – Desculpe a pergunta, mas vocês são casadas? Notei uma aliança. – Havia notado um anel no dedo anelar da mão das irmãs. – Somos sim, com Jesus! – respondeu irmã Cida, sorrindo. A entrevista se sucedeu bem e fui então chamada para trabalhar. Minha chefe, irmã Ana Elídia, muito atenciosa e compreensiva, ao longo dos meses me ensinou muito mais do que o meu trabalho e sobre a vida profissional. Com seu jeito calmo e sereno, me ensinou como devo levar a vida com tranquilidade, a ser flexível e sempre entender o lado dos outros. As outras irmãs me ensinaram muito também: a ser animada, a festejar mais a vida, a prestar atenção nas pessoas carentes e necessitadas e no quanto é importante e gostoso manter um relacionamento com Deus. O interessante da história é que elas não sabem que me ensinaram isto. Foi com o seu testemunho de vida e exemplo diário que aprendi estas coisas. De certo a minha vontade de estar com Deus e ajudar mais o próximo aumentaram significativamente. A lição mais importante que aprendi ao longo destes quase 3 anos aqui foi o valor que o ser humano tem. Independente da raça, do contexto, da segurança do local, da história da pessoa, da religião e qualquer outro fator, as irmãs se dedicam a cuidar das pessoas que precisam. A causa é real e o trabalho árduo e diário também. Obrigada, irmãs, pela oportunidade de estar com vocês nesta caminhada.” Paula Lima de Faria.
Quaresma: O jejum que fortalece a alma – e o corpo!

“Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” Mateus 6:16-18. A Quaresma é o período espiritual de preparação para a Páscoa, data da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ela dura 40 dias e começa hoje, quarta feira de cinzas, e termina no sábado de Aleluia em 29/03. Este é um período privilegiado que nos leva a penetrar fundo no sentido da nossa condição de filhos e filhas de Deus. Um tempo especial que nos recorda e convida a sermos misericordioso com o nosso próximo, enquanto cristãos, de sermos misericordiosos com o nosso próximo. A caridade, a oração e o jejum são práticas que nos ajudam a viver bem e nos proporcionam bom relacionamento com os outros e com Deus. Porém, você sabia que o jejum não é apenas uma prática que faz bem ao espírito, mas também ao corpo? Seja inteligente: faça jejum O jejum, ao contrário do que acreditamos e até sentimos, faz bem. E isso não fomos nós que dissemos, mas o cientista Yoshinori Ohsumi, Nobel de Medicina de 2016, graças às suas descobertas sobre autofagia, um processo de reciclagem celular. Então, mais motivad@ a jejuar? Não deixe de participar e nos contar como foi este período.A autofagia acontece quando nos privamos de alimentos. Não é dieta e nem regime, é um período curto sem comida. Esse período sem alimentação faz com que seu corpo ative mecanismos de autodefesa que fazem as próprias células ‘se comerem’. Esse processo promove uma autolimpeza, dando fim às células ruins e mal formadas de seu corpo, trazendo mais saúde e longevidade pra sua vida.