Encontro da Palavra revelada com a história vivida

O Curso Internacional de Formação em Bibliodrama foi realizado de 10 de abril a 18 de maio de 2019, no Centro Ad Gentes, em Nemi, Itália. Coordenado pela irmã Maria Illich, SSpS, e padre Rudi Pöhl, SVD, reuniu pessoas de seis países: Alemanha, Filipinas, África, Polônia, Coreia do Sul e Brasil. Entre os participantes estava o educador Agostinho Travençolo Júnior, coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Para ele, participar do curso foi uma oportunidade única e muito especial de experimentar um caminho novo de leitura, escuta e vivência da Sagrada Escritura. Ele ressalta a experiência de interagir com a Palavra de Deus “não meramente como coadjuvante e sim como protagonista”. Segundo Agostinho, o objetivo do curso foi buscar fortalecer a espiritualidade e o encontro com a Palavra de Deus, tendo como base quatro pilares (“relacionamento”, “comunhão”, “missão profética” e “ministério bíblico-pastoral”), além de formar facilitadores do método no bibliodrama. O texto inspirador foi a passagem dos “Discípulos de Emaús” (Lc 24,13-35). Buscando uma nova dinâmica e maneira de experimentar e comunicar a Palavra de Deus, o bibliodrama constitui-se de duas partes que se encontram: a Palavra de Deus e a história pessoal de cada participante. Por esse motivo, no método, cada pessoa é considerada única pelo que é e pelo modo como sente e compartilha sua experiência pessoal com a Palavra. O curso também capacita o participante a tornar presentes personagens e outros objetos do texto sagrado bem como aflorar o melhor e mais verdadeiro de seu mundo interior. Nesse sentido, Agostinho confidencia: “O curso veio para ressignificar minha história onde o Texto Sagrado pode expressar sua força e sabedoria”. Também conta que provocou uma mudança de direção, no sentido de olhar, sentir e tocar a vida de um jeito diferente e mais pleno de significados: “Trouxe para o centro o que deve estar no centro: a Palavra e a vida”, resume. Para Agostinho e demais participantes, Nemi se tornou, por seis semanas, um “laboratório internacional” de vivência e de aprendizado do método, possibilitando diferentes leituras da Bíblia, o que proporcionou uma profunda reflexão dos ensinamentos e dos valores do Evangelho. Agostinho retorna ao Brasil trazendo na bagagem o desejo de partilhar a experiência vivida. Ele quer proporcionar às comunidades educativas dos colégios da Rede de Educação a vivência do método e seus elementos, “para que nossas ações se transformem cada vez mais em expressões criativas e espontâneas”. Com entusiasmo, afirma: “É tempo de partir e de adaptar o método à nossa realidade latino-americana, que clama por dignidade e justiça. Afinal, o Deus de Israel bíblico e de Jesus de Nazaré é o Deus dos excluídos”. Agostinho ressalta ainda o clima intercultural de acolhida. “É o sinal mais claro da Palavra viva nesse encontro, que semeou no coração de cada um, de cada uma, sentimentos de gratidão e o desejo de continuar nessa caminhada”. “Quem ganha é a Dimensão Missionária, por se tornar cada vez mais um espaço de encontro da pessoa com a sua história e com a Palavra que fez morada entre nós”, conclui. Agostinho Travençolo Júnior, educador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS.

A Palavra que encanta e toca o coração

Para os dez participantes da primeira etapa, o Curso de Bibliodrama foi uma surpresa do começo ao fim. Todos chegaram muito curiosos e descobriram que não se tratava de fazer “dramatizações”, mas de mergulhar numa vivência da Palavra de Deus que encanta e toca o coração. O ingrediente principal do Bibliodrama, segundo o verbita Ir. Paolo Delucca, um dos facilitadores, “é como alimentamos a nossa fé e a nossa alma com a Palavra de Deus”. Também para as outras duas facilitadoras, as irmãs Maria de Fátima Marques e Heloíse Matos, a Bíblia e a vida caminham juntas. Cada pessoa é convidada a se deixar tocar e transformar pela Palavra. O curso foi realizado no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, no último fim de semana de março, e foi como um retiro para os participantes, dos quais a maioria era educadores e educadoras da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo e ainda algumas irmãs e missionárias leigas de Deus Uno e Trino (MLDUT). Pelos depoimentos, é possível ter uma ideia do que significou o curso. Para a missionária leiga e educadora Maria Cristina Queiroz Maia, o “mapeamento do texto”, um dos elementos do bibliodrama, “permite identificar as motivações, significados e sentimentos que a Palavra gera na relação comigo, com Deus e com o próximo. Essa vivência é curativa e libertadora”. O facilitador Paolo acrescenta que o mapeamento “convida a entrar na história de Jesus e no mistério de nossas vivências cotidianas”. Segundo ele, o Espírito Santo atua em nossa intuição e aprofunda a fé, e, no diálogo com a Santíssima Trindade, o amor se propaga e faz o coração arder, como aconteceu aos discípulos de Emaús. Já a educadora Simone Fortunato Nunes, o bibliodrama contribui para “um novo olhar acerca das leituras bíblicas, atentando para os sinais presentes nas palavras, versículos e parábolas”. Mas o mais interessante para ela é “fazer a ‘ponte’ entre a Bíblia e a vida, num exercício de interiorização que promove o autoconhecimento e o crescimento pessoal”. Irmã Lusia Sakunab também fala do novo olhar e acrescenta: “Ajudou-nos a usar nossa criatividade na vivência da liturgia e nas celebrações do nosso dia a dia”. As educadoras Rogelia Aparecida de Rezende e Luciana Marzulo enfatizaram que o bibliodrama proporcionou uma vivência de encontro com Deus com base na Palavra, consigo mesmas e com os outros. Para Luciana, foi uma “transformação pessoal” e, para Rogelia, um momento de “abrir novos caminhos e de se deixar guiar”. Também a missionária leiga e educadora Nanci Regis Queiroz Afonso ressaltou que a partilha no grupo foi essencial e ajudou a melhor compreender e viver os desafios do dia a dia. “O Bibliodrama me fez mergulhar em mim mesma e encontrar o tesouro da Palavra de Deus de modo muito significativo. Construí pontes em mim. Portas se abriram no meu coração”, acrescentou ela.

Encontros que movimentam a água

É interessante que o evangelista sublinhe que eram muitos os que esperavam a cura e logo dirija nossa atenção no encontro a sós entre Jesus e o homem que estava enfermo: “Encontrava-se ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus o viu aí deitado e, sabendo que estava assim desde muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar sadio’” (versículos 5 e 6). O relato nos diz que o homem ficou curado antes mesmo de proferir qualquer palavra de fé: “Jesus lhe disse: ‘Levanta-te, toma tua maca e anda!’” (v. 8). O diálogo que se estabelece entre Jesus e esse homem deixa-nos mais desconcertados, pois, embora se trate de uma cura milagrosa, foge do esquema típico das curas de doenças. Geralmente há um pedido e uma afirmação da fé, mas, neste caso, é Jesus quem, por iniciativa própria, apresenta-se ao enfermo com uma oferta. Mesmo diante da negativa deste, Jesus insiste. Cabe observar que, no caso, o imperativo “Levanta-te” antecipa já a autoridade de Jesus para ressuscitar os mortos (cf. Jo 11). Nessa ótica, o acontecimento transcende a cura física e nos situa perante questões mais profundas que paralisam internamente o ser humano. Podem ser ideologias religiosas ou culturais, indiferença social, sofrimento, injustiça, etc. Na lógica de nossa sociedade, a gratuidade parece absurda. Em geral, somos educados na ideologia mercantilista. Assim, oferecemos algo (inclusive afeto) ou fazemos favores esperando retribuição (que ganho com isso De que me serve isso…, etc.) Dessa forma, quando é evidente que não seremos retribuídos, nós nos negamos a ajudar e até mesmo nos justificamos com razões socialmente válidas (não faço mal a ninguém, eu trabalho, meu dever é cuidar da minha família…). Também colocamos a Deus a concepção retributivo-mercantil, por isso nos custa tanto confiar na gratuidade de seu amor e misericórdia (no fundo, acreditamos mais na recompensa e no castigo). Destarte, preferimos pagar que ofertar, cumprir ritos religiosos que ser compassivos com quem está sofrendo da paralisia sociocultural e religiosa. Aliás, se no mais recôndito de nosso coração, estamos satisfeitos sendo como somos, não haverá uma mudança capaz de acolher a oferta libertadora de Jesus. O enfermo esperava que a água da piscina fosse movimentada e que, daquela vez, conseguisse mergulhar. “O enfermo respondeu: ‘Senhor não tenho ninguém que me leve à piscina quando a água se movimenta. Quando estou chegando, outro entra na minha frente’” (v. 7). O fato de querer curar-se, embora não visse como, pois ninguém o ajudava, foi a primeira atitude para ele receber a cura. E Jesus manda-o que faça o que parecia impossível. Ele diz “Levanta-te!”. Além do mais, é interessante que Jesus o mande o enfermo carregar a maca na qual este esteve deitado por trinta e oito anos. Porém o homem não se queixa, não se autocompadece; ao contrário, faz o esforço de levantar-se, carregar sua maca e andar. É, no entanto, um sábado. Logo, a lei rabínica proíbe estritamente as pessoas de carregarem qualquer objeto. Parece, pois, uma ironia que o homem que foi curado agora esteja quebrando a lei. Essa transgressão poderá levá-lo a ser apedrejado até a morte. Por isso, ao ser questionado, ele se defende, colocando a culpa no homem que o curou. É notável que não saiba quem é Jesus, por isso diz: “Aquele que me curou disse: ‘Toma teu leito e anda!’”(v. 11). Na realidade, somente busca ver-se livre da situação. “Mais tarde, Jesus encontra-o no templo e, desta vez, lhe diz: ‘Ficaste saudável, não peques mais’” (v. 14). Agora não é o profundo da piscina que se mexe, mas é o homem, em seu mais recôndito, estremecendo-se ao descobrir que aquele que o curou e mandou carregar sua maca é Jesus. Certamente, depois disso, as acusações se deslocam à pessoa de Jesus. Entretanto a defesa de Jesus é surpreendente: “Meu Pai trabalha sempre, e eu trabalho também” (v. 17b). Jesus mostra-nos que o cerne da lei de Deus é o amor, a misericórdia e a compaixão. Indiscutivelmente, o Filho e o Pai não descansam. Eles continuam procurando-nos junto à “piscina”. Eles nos desafiam a levantar-nos da paralisia, para chegarmos àquilo que devemos ser: filhos de Deus. Jesus nos quer de pé, quer-nos carregando nossa maca como testemunho de que é possível sermos seus seguidores! Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na Animação Vocacional.

CURSO DE BIBLIODRAMA – 2019

O Bibliodrama é uma nova abordagem bíblica a partir da leitura contextualizada e criativa da Palavra de Deus, integrando-a no concreto da nossa vida e missão. Venha conhecer e fazer a experiência desta nova maneira de vivenciar a Bíblia em sua vida pessoal, profissional e na liderança. No Curso apresentaremos os Elementos do Bibliodrama em quatro etapas, cada uma num final de semana durante o ano de 2019: • 1ª etapa: 30 e 31 de março • 2ª etapa: 29 e 30 de junho • 3ª etapa: 17 e 18 de agosto • 4ª etapa: 30 de novembro e 1º de dezembro O curso acontece nos finais de semana com início na sexta-feira à noite com o jantar e momento de integração. Os participantes receberão certificado no final do curso. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… DESTINATÁRIOS Educadores (as) e Lideranças Leigas e Religiosas.Vagas limitadas a 25 participantes.Trazer para o curso: Bíblia, caderno para anotações e objetos de uso pessoal. ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… LOCAL Centro Missionário Cultural Santíssima TrindadeRua São Benedito, 2146 – Santo Amaro – São Paulo/SP – Tel.: 11-5687-7229 ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… FACILITADORES Ir. Paolo Delucca, SVD Ir. Maria de Fátima Marques de Oliveira, SSpS Ir. Heloise Matos, SSpS ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… INVESTIMENTO R$ 380,00 para cada etapa, incluindo hospedagem e todas as refeições. O investimento total será de R$ 1.520,00. Cada pessoa custeia sua viagem. INSCRIÇÕES Preencha sua ficha de inscrição até 28/02/2019 pelo Bibliodrama 2019Só serão aceitas as inscrições de quem fizer todas as etapas. Venha vivenciar o Bibliodrama e aprofundar a EspiritualidadeMissionária e Trinitária transformando sua vida e missão.

Bíblia: a Palavra que liberta

A sabedoria, como dom e graça do Espírito Santo, traz a cada um de nós a amizade com Deus, que vem animar-nos na luta de todos os dias, diante das injustiças, consumismo, frieza e indiferença que inundam a sociedade. O autor do Livro da Sabedoria se utiliza de uma comparação: “É ela, com efeito, mais bela que o Sol…” (Sb 7,29). O Sol ilumina e aquece, mas a graça de Deus é superior ao Sol, e age em nossa vida iluminando-nos, aquecendo-nos e tornando-nos capazes de enfrentar, com paz, serenidade e confiança, os desafios do mundo. A oração de Salomão para obter a sabedoria é como um diálogo com Deus… “Os homens aprenderam as coisas que vos agradam e, pela sabedoria, foram salvos” (Sb 9,18). É preciso permitir que a sabedoria faça morada em nossas vidas, o que conseguiremos trilhando um caminho pessoal e coletivo de escuta, como expressão de respeito e amor. Reconhecendo-nos frágeis e limitados, consideramos Deus como fonte inesgotável de vida e sabedoria. Os testemunhos a seguir demonstram que o protagonista dessa comunicação é o próprio Deus, que se dá a conhecer, revelando-se na pessoa de Jesus e na ação do Espírito Santo.   “Minha essência e vivência da Palavra em minha vida cristã está em escutar a Palavra do Evangelho e colocá-la em prática. Minha fé não se resume a liturgias e leis rígidas. Vivencio atitudes concretas e no cumprimento do mandamento do amor.” Luciana Marzullo Araújo, MLDUT (missionária leiga de Deus Uno e Trino) e coordenadora da Pastoral no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG.     “‘Vinde a mim todos vós que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’” (Mt 11, 28). Em muitos momentos difíceis de minha vida, essa Palavra de Deus me deu forças.” Leida Maria Pereira de Sousa, MLDUT em Campo Belo-MG.       “A ação da Palavra de Deus na minha vida, o que dizer? É minha luz, é meu farol! Ela me guia, me sustenta. Hoje, admirando a ação da natureza no berçário de sementes em meu quintal, fiz uma relação dessa ‘ação’, esse ato de germinar, com o que vem, silenciosamente, brotando e tomando conta de meu coração quando leio, quando ouço a Palavra, quando estou atenta ao outro, quando estou atenta à mensagem diária que recebemos de todos os lados, seja da natureza, do amigo, e também daquele que você não conhece, mas que traz um testemunho para você compreender o que Deus nos oferece a todo instante.” Maria Fernanda P. Azevedo, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ.   “A Bíblia, para mim, é toda orientação da prática cristã em minha vida. Com ela, posso aprofundar meu relacionamento com a Palavra de Deus, por meio da orientação, meditação e estudo da Sagrada Escritura. E, neste ano, somos convidados a refletir sobre o Livro da Sabedoria. A Bíblia é o meu chão.” Rosiná Lopes Bressan, MLDUT, Rio de Janeiro-RJ.

Bibliodrama abre novas perspectivas

As três semanas do Curso de Bibliodrama, que se encerrou no dia 21 de julho, abriu novas perspectivas para seus participantes, ensinando-lhes novas maneiras de se relacionar com a Palavra de Deus e de colocá-la em prática. Participaram 17 pessoas entre missionárias Servas do Espírito Santo, missionários do Verbo Divino e leigos e leigas ligados às nossas congregações. Todos saíram entusiasmados com as novas descobertas e com o desejo de partilhar com outras pessoas os ensinamentos recebidos. Para 2020 os e as participantes planejam realizar um retiro para retomar e aprofundar as vivências do Bibliodrama. Para isso contarão com a presença das Irmãs Maria Ilich e Lídia Kunze que foram as facilitadoras do curso. Também pretendem oferecer encontros de fim de semana, ou de alguns dias, com elementos de Bibliodrama nos locais e países onde atuam. Nos depoimentos dos participantes podemos sentir a diversidade cultural e a riqueza das experiências vivenciadas durante o Bibliodrama. Vamos conferir?

As 5 coisas que Deus nunca viu

Já passou pela sua cabeça que existem coisas que até o próprio Deus nunca viu? Será que isso é possível, sendo ele Onisciente, Onipresente e Onipotente? Veja conosco estas 5 coisas que Deus nunca viu e tire suas próprias conclusões: 1- Deus nunca viu alguém que Ele não possa salvar: Ninguém é tão perdido que não possa ter a salvação em Jesus Cristo. Quando ele morreu pela humanidade, foi por todos sem exceção, independente dos pecados. Basta apenas se arrepender e confessar Deus como seu único salvador (João 3.16). 2- Deus nunca viu uma situação que ele não possa reverter: Por mais difícil que uma situação possa parecer em sua vida, Deus pode dar um jeito. E ainda quando muitas vezes ela não pareça ter solução, aí Deus surpreende com seus milagres. Como quando Ele abriu o mar vermelho para o povo de Israel fugir do Faraó (Êx 14, 5-31). 3 – Deus nunca viu uma doença que não possa curar: Como sabemos Deus é especialista em curas, inclusive temos diversos milagres listados na Bíblia: a cura do cego de Jericó (Lucas 18,35), o leproso que teve sua pele renovada (Mateus 8:2-4), o paralítico que voltou a andar (ateus 8:5-13), a ressuscitação de Lázaro e assim vai. Nunca uma doença foi complexa demais para Ele, não é à toa que Ele é chamado de médico dos médicos. 4 – Deus nunca viu um justo mendigar o pão: No Salmos 37 está escrito que aqueles são corretos e justos, Deus nunca os deixará passar necessidades. Então se o negócio complicar pro teu lado, saiba que Deus pode te ajudar a sair dessa. 5 – Deus nunca viu alguém que não possa consolar: Desde unha quebrada a parente que se foi, Deus consegue cuidar de um coração triste, colocando paz e serenidade na vida daqueles que passaram por momentos triste e danosos. Com essa lista fica meio difícil de duvidar, não é? Compartilhe essa ‘pegadinha’ com seus amigos e depois nos diga como foi.  😉

Qual é a diferença entre a Bíblia católica e a protestante?

O que acha de aprender mais um pouquinho sobre a Bíblia? Você sabia que existem mais de 2.500 tipos diferentes de traduções dela? Segundo a União das Sociedades Bíblicas, são 451 línguas para as quais a Bíblia foi traduzida integralmente, enquanto aquelas para as quais foi traduzida em parte são 2.479.  No Brasil, a Bíblia católica existe nas traduções: Jerusalém, TEB, Peregrino, Ave-Maria e CNBB, entre outras. Além dessas, existem a de tradução protestante, que são usadas em variadas denominações.  Agora vamos à grande questão: Já que é tudo Bíblia, então não tem problema eu ler qualquer uma delas. Certo? Errado! Eis 2 motivos que fazem a maior diferença: Motivo número 1 – Na Bíblia protestante, os livros: Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16 e Daniel 3,24-20; 13-14 não fazem parte da Bíblia. Para nós católicos, isto torna a Bíblia incompleta em comparação com as nossas traduções. Motivo número 2 – Sendo de orientação protestante, essas Bíblias trazem informações extras, como introduções aos livros bíblicos e notas de rodapé, dicionários bíblicos, entre outros possíveis comentários, orientados pela sua própria doutrina, que é diferente da doutrina católica. Essas informações são muito importantes para o entendimento do texto; e se estas forem de orientação protestante, elas estarão de acordo com a doutrina protestante e não com a católica. E como saber qual é a Bíblia que estou lendo? Quando você abrir as primeiras páginas da Bíblia, você pode ver nas informações gerais e de impressão qual é a sua tradução ou você pode ir no índice e ver se os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico e Macabeus estão lá. Se estiver, é uma Bíblia católica. Ganhei uma Bíblia cristã protestante, o que faço? Dê de presente para um protestante. Dessa forma, além de evitar confusões, você pode presentear alguém e fortalecer a amizade com outros cristãos.  Falando em Bíblia, não deixe de ler a sua! Aumente seu conhecimento e desenvolva sua espiritualidade cada dia mais. Aproveita e deixa pra gente nos comentários seus versos favoritos.

Pequeno glossário para quem não fala catolicês

Se você é d@s muit@s que só ouviu o termo ‘carmelengo’ no filme “Anjos e Demônios”, não se sinta só. Carmelengo, núncio, dogma, homilia… pra quem não tem muita intimidade com o catolicismo, algumas palavras soam quase como outra língua. Mas não se preocupe. Com este nosso pequeno glossário católico, você ficará por dentro dos termos mais usados pela nossa Igreja. Aproveite! Pequeno Glossário Católico Apologética – justificação e defesa da fé católica por meio de argumentos racionalmente válidos. A pessoa que defende a fé nessa perspectiva é chamado de apologético. Nota: O conjunto de escritos associados às atitudes de defesa dos cristãos entre os séculos II a IV d. C. são conhecidos como “tradição apologética cristã”. Apóstolo – Palavra de origem grega que significa ‘enviado’. Eram os seguidores diretos de Jesus, enviados para propagar o cristianismo. Advento – Período de quatro semanas preparatórias para o Natal. Beatificação – Aprovação de uma pessoa como modelo cristão, para que possa ser cultuado. A beatificação é um passo para a canonização, na qual o beato é declarado santo. O beato pode ser cultuado apenas em alguns lugares (como um país ou a região em que viveu). Já o santo não tem essas restrições. Bispo – Responsável pela administração de uma diocese, maior unidade territorial da igreja. É considerado sucessor dos apóstolos. Está diretamente subordinado ao papa. A Igreja Católica tem cerca de 5.100 bispos. Canonizar – Processo de transformação de um beato em santo. Cardeal – Dignidade eclesiástica que compõe o Sacro Colégio pontifício e tem voto na eleição dos papas. É um título honorífico conferido pelo papa. Normalmente é dado a bispos ou arcebispos, mas pode ser ainda conferido pelo sumo pontífice a outras posições eclesiásticas, como padre, por exemplo. Camerlengo – É o cardeal que administra a igreja entre a morte de um papa e a eleição de outro. Catecismo – Texto que transmite a doutrina católica. Celam – Conselho Episcopal Latino-Americano. CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, uma organização de bispos. Não se inclui na hierarquia tradicional da igreja. Concílio – Reunião de bispos de um país, de uma região ou de toda a igreja. Neste caso, recebe o nome de concílio ecumênico. Conclave – Assembléia de cardeais para a eleição do papa ou local onde eles se reúnem para tal fim. Cúria Romana – Conjunto de órgãos e pessoas que auxiliam o papa e que governam o Vaticano e a Igreja Católica. Diácono – É um ministro religioso que está no último ano de estudos que o leva à carreira clerical. Há os diáconos em grau permanente que podem ser homens solteiros, casados ou viúvos. A Igreja Católica possui atualmente 39.500 religiosos que recebem esse título. Diocese – Parte da igreja sobre a qual um bispo tem jurisdição. Em geral, tem caráter territorial, mas há dioceses pessoais, como de bispos de comunidades nacionais em países estrangeiros. Dogma – Ponto da doutrina estabelecido formalmente pela igreja. É de aceitação obrigatória para os fiéis. Encíclica – Carta circular do papa abordando algum tema da doutrina, com mensagens universais dirigidas aos membros da Igreja Católica. Estola – Acessório utilizado pelo papa que simboliza o poder supremo do sacerdote e sua sujeição a Deus. O uso deste item significa que o pontífice está ocupado com algum dever eclesiástico.  Também faz parte das vestes litúrgicas utilizadas pelos padres e diáconos durante a celebração da missa e dos sacramentos. Evangelho – Cada uma das narrativas da vida de Jesus que fazem parte do novo testamento. Homilia – Sermão, pregação, preleção dada por um sacerdote no decorrer de uma missa após a leitura do Antigo Testamento e do Novo Testamento e antes da recitação do Credo. Igreja Católica Apostólica Romana – herdeira e continuadora da missão evangelizadora que Jesus Cristo outorgou aos apóstolos. Há outras Igrejas Católicas (Armênia, Caldeia, Greco-Melquita, Maronita, Croata, Ucraniana, Grega e a Bielo-Russa) que se diferenciam pela língua litúrgica e pelo rito. Liturgia – Celebração com ritual estabelecido previamente pela Igreja Católica para o culto comunitário. A mais importante delas é a missa. Missa – Celebração principal da liturgia. Para os católicos, pão e vinho consagrados numa missa viram corpo e sangue de Jesus. Núncio – Embaixador do papa. Padre – Responsável por uma paróquia ou por serviços da igreja. Existem padres seculares (fixos em sua diocese) e missionários. A Igreja Católica tem ao todo 412 mil padres espalhados pelo mundo. Papa – Sucessor vitalício do apóstolo Pedro, é bispo de Roma e autoridade máxima da igreja. Páscoa – Celebra a ressurreição de Cristo. A principal festa do catolicismo é comemorada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera do hemisfério Norte, que geralmente é em abril. Paróquia – Divisão territorial da diocese sobre a qual um padre tem jurisdição. Pentecostes – Palavra grega que significa ‘quinquagésimo’. É a manifestação do Espírito Santo aos apóstolos no quinquagésimo dia após a ressurreição de Jesus, comemorada, portanto, 50 dias após a Páscoa. Primaz – O bispo que ocupa a diocese mais antiga de um país. No Brasil é o bispo de Salvador. Quaresma – Os 40 dias que vão da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Ramos, destinados à penitência (arrependimento por falta cometida). Renovação Carismática Católica – Movimento surgido na década de 60 nos Estados Unidos, na esteira do movimento protestante pentecostal. Valoriza os carismas (dons concedidos pelo Espírito Santo), além do culto à Maria, à figura do papa e ao catolicismo. A cura, segundo essa ideologia, é a resposta de Deus à oração. Sacramentos – Sete práticas litúrgicas que a igreja administra para a salvação dos fiéis: batismo, crisma, ordenação, casamento, confissão, unção dos doentes e eucaristia. Santa Sé – significa “cadeira santa”, ou seja, aquela especificamente ocupada pelo papa. Santíssima Trindade – As três pessoas -Pai, Filho e Espírito Santo- do Deus único. Semana Santa – Período que comemora a instituição da eucaristia, a morte de Jesus e sua ressurreição. Sínodo – Assembleia de bispos do mundo inteiro, que se reúne periodicamente para, sob

Quiz: Você conhece mesmo a Bíblia?

Será que você manja de Bíblia? Teste seus conhecimentos através deste Quiz que preparamos especialmente para o mês da Bíblia. Depois nos conte nos comentários a sua pontuação.  Não se esqueça de compartilhar este Quiz com os seus amigos!  

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