O encontro que rompeu minhas correntes (Lc 13,10-17)

A narrativa do encontro entre Jesus e a mulher encurvada se insere na sequência das curas realizadas por Jesus, em dia de sábado. Porém as narrativas trazem suas próprias peculiaridades. Neste pequeno escrito, nós nos deteremos especificamente nas características particulares do episódio da mulher encurvada. “Ora, Ele estava ensinando numa das sinagogas em dia de sábado. E eis que se encontrava lá uma mulher possuída, havia dezoito anos, por um espírito que a tornara enferma; estava inteiramente encurvada e não podia, de modo algum, endireitar-se. Vendo-a, Jesus a chamou e disse ‘Mulher estás livre de tua doença’” (vv. 10-12). É interessante percebermos a estrutura da narração, pois detalha cuidadosamente o contexto e as condições em que se encontrava a mulher à qual Jesus se dirige. Ela estava possuída havia dezoito anos. O número é simbólico e indica muito tempo. É possível, portanto, que ela estivesse por quase toda sua vida sofrendo desse mal. Aliás, ela estava “inteiramente encurvada”. No Antigo Testamento, o estar encurvado é considerado como uma atitude de humilhação (cf. Gn 4,5-6; Sl 57,7). Mas também encontramos vários textos nos quais o mesmo Deus se ocupa dos cegos, dos encurvados, das viúvas e dos órfãos (cf. Sl 146). Deus tem o poder de erguer o ser humano da prostração: “Mulher, estás livre de tua doença”. Entretanto, Ele conta conosco para romper as correntes e libertar da opressão cultural, social e religiosa. Não é por acaso que Jesus exerça sua atividade libertadora justamente no dia do shabbát (sábado). Jesus segue a tradição profética e lembra ao povo de Israel e a nós que o mandamento da assistência vem antes do mandamento do sábado. Salvar e promover a vida tem prioridade sobre a observância (cf. Mc 3,4). Quando queremos controlar e resguardar, acima da vida, as “leis”, caímos na total desumanização. Consequentemente teremos sociedades doentes e encurvadas. Nesse quadro, a degradação do ser humano se reforça. O exemplo claro é a sobre-exploração da vida em todas as suas formas: mortes violentas; fome massiva; deslocamentos forçados; o aquecimento global causando mudanças climáticas que ameaçam a existência de toda a humanidade. E o mais grave é que, diante desse cenário, os acordos comerciais têm prioridade em relação à vida. No entanto, Deus não nos abandona, segue confiando em nós. Ele, em seu Filho Jesus, aproxima-nos, olha-nos com compaixão e nos atrai, endireitando-nos. A mulher estava possuída por um espírito que a tornava enferma. Ou seja, há uma causa da decomposição, e é fundamental reconhecê-la. Observemos que Jesus é quem toma a iniciativa. Ele vê a mulher, a chama e, com sua palavra e seu toque, a cura. A palavra “chamou-a” é usada somente quando Jesus chama os discípulos (cf. Lc 6,13). Será que Jesus a chama como discípula? Mesmo a imposição das mãos, por parte Jesus, é crucial no texto, pois, mais do que um toque de cura, trata-se de um gesto simbólico. Lucas, no Evangelho, somente narra outra imposição em 4,40. Isso reforça a peculiaridade da imposição de mãos além do sanar. Na obra lucana, esse gesto é feito ao se eleger alguém para um cargo (At 6,5-6; 9,10-18). Será que a imposição de mãos na mulher significa que ela foi eleita? A mulher reage, louvando e glorificando a Deus. O verbo (louvar-glorificar) está em gerúndio, o que remete a uma atuação duradoura. Isso significa que a mulher não apenas expressou um breve louvor pela maravilha recebida, mas, com toda a sua vida, glorificava-servia a Deus na comunidade. Além do mais, seguindo as narrativas de Lucas, percebemos que ele usa elementos estilísticos dos duplicados. Portanto o episódio em questão encontra seu paralelo na cura do homem da mão atrofiada (Lc 6,6-11). Conclui-se que o duplicado “homem-mulher” traz a intenção de realçar a igualdade que mulheres e homens têm no Reino de Deus. O evangelista também nos chama a atenção para as reações dos personagens. A mulher reagiu, louvando a Deus por sua vida, por sua Palavra e por suas ações. A fé que demonstra é exemplar e, por isso, mostra-se como verdadeira filha de Abraão. Os dirigentes religiosos reagem aborrecidos. O povo dos “filhos de Abraão” se mostra cheio de assombro por ver realizarem-se as maravilhas de Deus no meio dele. Com a mulher e seu povo, reconheçamos que a salvação de Deus não está condicionada a atos pessoais. Nem a Lei ou o pecado podem coagir sua ação libertadora. Ergamo-nos! Pois o Reino de Deus já está no meio de nós, eis nossa alegria!   Irmã Juana OrtegaMissionária serva do Espírito Santo, teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e colabora na animação vocacional.

À luz do Evangelho dominical

O Evangelho deste domingo narra a passagem da escolha, por parte de Jesus, dos 72 discípulos. O Senhor os envia em missão, dois a dois, para os lugares aonde Ele mesmo pretendia ir. Jesus prepara os discípulos e também a nós, hoje, sobre as atitudes que devemos cultivar diante do que encontraremos na missão e como devemos ir. No vídeo de hoje, quem nos apresenta a reflexão do Evangelho é a irmã Nelly Boonen, missionária serva do Espírito Santo e especialista em Justiça Restaurativa. Como trabalhadora da cultura da paz, ela aponta as possibilidades que o Evangelho oferece para a construção da paz e a superação de tudo o que pode destruí-la. O Evangelho nos mobiliza a ir ao encontro das pessoas, superando as diferenças, buscando construir relacionamentos de fraternidade e igualdade que fazem o Reino de Deus acontecer. Impulsiona-nos a assumir nossas vulnerabilidades e a nos encantar com a novidade da mensagem de Jesus que transforma a vida.

Celebração de São Pedro e São Paulo

Neste domingo, encerrando as festas juninas, tão caras ao povo brasileiro, celebramos São Pedro e São Paulo: um, o primeiro Papa; e o outro, o missionário dos gentios. Foi graças a eles que o cristianismo ganhou força, dando continuidade aos ensinamentos de Jesus. São Pedro, um dos apóstolos de Jesus, é considerado o primeiro Papa por ter recebido do próprio Mestre a missão de cuidar de sua Igreja, quando este lhe disse “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. E ainda: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19). São Paulo não foi discípulo de Jesus. Ao contrário, era um grande perseguidor dos cristãos até que, a caminho de Damasco, cidade onde pretendia prender os seguidores de Jesus, caiu e ficou cego com a luz que lhe apareceu. Após essa revelação do próprio Jesus, converteu-se, tornando-se um de seus mais entusiasmados discípulos, levando o Evangelho aos não judeus e constituindo muitas comunidades cristãs. Tanto Pedro como Paulo entregaram a própria vida pela causa de Cristo. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de morrer da mesmo forma que seu Mestre. Paulo foi decaptado em Roma, depois de espalhar os ensinamentos de Cristo em inúmeros lugares e deixar muitas cartas escritas, contendo orientações e ensinamentos. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan comenta o Evangelho e fala da vida desses dois apóstolos e mártires que, doando o próprio sangue, tornaram-se fundamentos para a Igreja de Cristo, além de exemplos de compromisso e de fé para nós hoje.

E para você, quem é Jesus?

Essa é a questão central do Evangelho deste domingo. Jesus se reúne com seus discípulos e pergunta: “E para vocês, que sou eu?”. No vídeo, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho de Lucas e comenta a resposta de Pedro: “Tu és o Messias de Deus!”. Se, de fato, acredito em Jesus, devo seguir seus ensinamentos, e isso traz consequências. Ele pode transformar minha vida, tornando-a plena de sentido. Confira assistindo ao vídeo.

Domingo da Santíssima Trindade

Para você se preparar melhor para o domingo, já estamos publicando o vídeo que a Verbo Filmes está produzindo semanalmente com a reflexão dominical. No vídeo de hoje, o biblista Luiz Catapan aprofunda o Evangelho e fala sobre o sentido da Santíssima Trindade na vida dos cristãos. O Deus de amor, compaixão e ternura nos convida a cuidar uns dos outros e a zelar pelo bem de todos. Assista!

Domingo de Pentecostes

No dia de Pentecostes, principal festa das missionárias servas do Espírito Santo, celebramos a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e o início da Igreja. Convidamos você para rezar a Oração de Pentecostes e assistir ao vídeo do Evangelho de hoje. Oração de Pentecostes Divino Espírito Santo, enviai-nos como pequenas chamas desprendidas do grande Pentecostes. Que o mesmo Espírito que naquela manhã radiante em que os discípulos rezavam juntos com Maria, no cenáculo, possa tomar conta do nosso ser e enviar-nos pelo mundo a testemunhar a força e o poder do vosso amor. Que a mesma mensagem que contagiou os apóstolos naquela manhã de Pentecostes, possa contagiar a cada um (a) de nós e nos dar um impulso novo de criatividade na missão. Ó Eterno Consolador, dai-nos o teu Espírito e renovai nossas comunidades, nossas paróquias, nossa congregação e toda a Igreja. Enfim, renovai a face da Terra. Coragem! Dai-nos vosso Espírito de Coragem, de ousadia e de profetismo. Afastai de nós todo o medo, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de amor! Alegria! Dai-nos vosso Espírito de Alegria e dancemos juntos na leveza do vento. Convosco podemos sorrir e nos alegrar, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de bondade! Amor! Dai-nos vosso Espírito de Amor, de carinho, de ternura, de amizade e compaixão. Arrancai de nós o medo de amar, de nos doar e de nos acolher mutuamente, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus de misericórdia! Criatividade! Cria Dai-nos vosso Espírito Criador, que renova a face da Terra! Em vossa presença podemos sonhar, criar e acreditar num mundo melhor, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus sempre novo! Liberdade! Dai-nos vosso Espírito de Liberdade, que provém da verdade e da humildade. Tornai-nos livres e cantaremos leves e soltos (as), sem preconceitos e sem medos, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus sem limites! Solidariedade! Dai-nos vosso Espírito de Solidariedade, que revela que somos irmãs e irmãos de todos, que a humanidade é nossa casa e a dor dos outros ferem nosso coração. Convosco podemos abrir nossos braços e nos comprometer com os que sofrem, pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus que ama os pequenos e excluídos. Comunhão! Dai-nos vosso Espírito de Comunhão, de unidade e verdadeira comunicação. Convosco somos fortes, não porque somos muitos, mas porque somos um. Pois tudo está em vossas mãos e sois um Deus Uno e Trino! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

À luz do Evangelho Dominical – Ascensão do Senhor

Depois de vários encontros do Ressuscitado com os discípulos, Jesus sobe ao céu diante de seus olhos. Para os discípulos, que ainda não tinham assimilado a morte e a ressurreição de Cristo, foi um novo desafio: assumir, por eles mesmos, o anúncio do Evangelho, contando com a presença de Jesus ressuscitado, porém não mais visível. E nós, será que entendemos o significado da Ascensão de Jesus? Será que, como os discípulos, também temos a tentação de ficar olhando para cima, esperando que Deus faça tudo por nós, sem tomar as iniciativas necessárias para realizar seu projeto em nossa vida? Neste vídeo da Verbo Filmes, o missionário leigo Luís Catapan fala sobre nossa missão como seguidores e seguidoras de Jesus. Esta solenidade também marca o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano, a mensagem do Papa Francisco fala sobre as redes sociais e alerta para o risco de nos isolar nas redes, em vez de nos conectar melhor e nos ajudar uns aos outros. Leia na íntegra a mensagem do Papa. http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20190124_messaggio-comunicazioni-sociali.html

À Luz do Evangelho Dominical – 6º Domingo da Páscoa

Estamos no 6º Domingo da Páscoa. Jesus continua o discurso de despedida e promete aos discípulos, e a nós: quem guarda a sua palavra, o Pai o amará e virá fazer morada nele. Também nos dá a sua paz e anuncia o envio do Espírito Santo, o Defensor.

À Luz do Evangelho Dominical – Quinto Domingo da Páscoa

Neste quinto domingo da Páscoa, Jesus revela o imenso amor do Pai e chama os discípulos carinhosamente de filhinhos. Ele sabe que vai morrer em breve e entrega como testamento o mandamento do amor, para que eles possam continuar o projeto do Reino de Deus.

À Luz do Evangelho Dominical – Quarto Domingo da Páscoa

O vídeo “À luz do Evangelho dominical” desta semana traz a imagem de Jesus, o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. O Senhor conhece cada pessoa pelo nome e vai ao encontro dos pequenos, pobres e excluídos. Ele quer vida plena para todos.

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