À luz do Evangelho dominical

Hoje é muito fácil dizer que seguimos Jesus, que somos seus discípulos e discípulas. Mas será que estamos seguindo os critérios que o próprio Jesus nos apresenta para seu seguimento? O Evangelho deste domingo nos apresenta quais as condições para poder ser discípulo ou discípula de Cristo. São exigências que vão até a raiz mais profunda de nossa vida e de nossos afetos. Jesus exige amor absoluto, desapego total e disposição para tomar a cruz. Será que estamos dispostos? O projeto do Reino de Deus é tão importante que não dá para fazer de conta. Seguir Jesus é entregar a própria vida, como Ele mesmo fez. Para nós, isso é impossível, mas, com a graça do chamado que Jesus faz a cada pessoa, podemos colocar tudo o que somos e temos a seu serviço e da humanidade. No vídeo produzido pela Verbo Filmes, o biblista Afonso Giglio Junior fala da radicalidade do seguimento de Cristo e da resposta que o Evangelho pede de nós. Confira!

“Este sistema não Vale!”: Grito dos Excluídos

O Grito dos Excluídos completa, neste ano, sua 25ª edição. Assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1996, o Grito ocorre anualmente e é uma grande construção coletiva, com articulações que se estendem por todas as regiões do País, reunindo os mais diversos grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais. Contrapondo-se ao Grito da Independência, o Grito dos Excluídos tem sua culminância no Sete de Setembro, mas a sua reflexão se estende por todo o ano. Além de questionar os padrões de independência do povo brasileiro, essa grande manifestação popular tem como proposta ecoar a voz dos excluídos e marginalizados da sociedade, denunciando as mais variadas formas de exclusão e refletindo sobre os caminhos de construção para um Brasil mais justo, solidário e fraterno para TODOS os cidadãos e cidadãs. Com o lema nacional, “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”, este ano o Grito propõe refletir sobre quatro eixos: • Sistema capitalista: a manifestação quer alertar para a insustentabilidade do sistema capitalista que, endossado pelo sistema político, vem gerando cada vez mais mortes e degradação. • Justiça: o Grito quer também debater sobre o sistema de justiça e proteção que almejamos, uma vez que “ainda não temos justiça que liberta e direito que protege os pobres”. • Direitos: com esse eixo, busca-se denunciar a exploração e a precarização que vêm ocorrendo no Brasil, afetando brutalmente a vida dos mais empobrecidos. • Liberdade: diante das atuais ameaças às diversas liberdades conquistadas por muita luta e sangue em nosso País, o Grito quer defender esses direitos: a liberdade de ir e vir, de ficar, de falar, de manifestar-se, de ser oposição. Os problemas sociais, às vezes, parecem muito grandes e, geralmente, sentimo-nos impotentes diante deles, sem saber o que fazer. Participar do Grito dos Excluídos, somando com outras pessoas, é uma excelente atitude que pode gerar mudança social. O Grito ocorre em muitas cidades do Brasil. Informe-se e participe! Seja protagonista da transformação de nossa sociedade! Stela Martins, SSpSCoordenadora da RedesRede de Solidariedade _______

Contagem regressiva para o centenário

O Colégio Imaculado Coração de Maria, localizado no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro-RJ, vai comemorar cem anos de existência em 2020. Milhares de pessoas passaram pelas salas de aula, corredores e pátios da instituição. Desde sua fundação, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo, tornou-se uma das principais referências de educação da capital fluminense. Para marcar seu aniversário de 99 anos e abrir o ano jubilar, no dia 24 de agosto, foi realizada uma celebração que contou com a presença de famílias, educadores e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. As famílias foram recebidas com música. A Banda Sinfônica da Faetec abriu o evento ao som de clássicas canções cariocas, como Garota de Ipanema e Cidade Maravilhosa. Na sequência, uma animada celebração da Palavra foi presidida pelo padre Júlio, pároco da Basílica Coração de Maria. Nas preces, foram lembradas famílias, alunos, ex-alunos, educadores e irmãs missionárias. Também se rezou pelos valores humanos e cristãos, pelo diálogo na formação dos jovens e pela caminhada e missão de todos. Fechando a celebração, uma emocionante ação levou quem estava presente às lágrimas: 99 balões foram lançados por alunos do colégio. Cada balão representava um ano de muitas histórias e levava um gentil recado, que contava sobre o aniversário do colégio e convidava quem o encontrasse a fazer uma visita ao colégio e ganhar um presente. “Foi uma festa linda. Todas saíram encantados. E o mais importante foi que transmitimos a mensagem de que, mesmo com seus 99 anos, o Coração de Maria mantém o compromisso de educar crianças e jovens na perspectiva cristã, sempre alinhando tradição com contemporaneidade e inovação. O carisma missionário nos fortalece e nos conecta aos valores que o mundo em transformação exige de cada um”, afirma irmã Cida, que conduziu as festividades. Um painel de contagem regressiva foi inaugurado e instalado na fachada do colégio. Diariamente, as placas serão viradas, indicando quantos dias faltam para o centenário do colégio. A cada dia, um aluno, familiar, educador ou ex-aluno será convidado para alterar a placa. Patrícia Campos é jornalista e especialista em comunicação corporativa. Faz parte da equipe da Árvore, um laboratório de comunicação localizado em Belo Horizonte (MG), que faz a gestão de comunicação de todos os colégios e centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo _____

Dia da Amazônia

Comemorando o Dia da Amazônia, 5 de setembro, queremos refletir sobre nossa atitude em relação a essa grande dádiva da criação, importante não somente para nós brasileiros, mas também para a preservação da vida e do equilíbrio climático de todo o planeta. Neste artigo, Frei Betto fala sobre o Sínodo da Amazônia e da necessidade de se cuidar da ecologia integral, incluindo os povos da floresta, que são os mais ameaçados. Como cristãos, somos convidados a adotar uma postura ética em favor da vida e da integridade da criação. Amazônia, o rosto ecológico de Deus A Igreja tem consciência de que, se agora defende a causa indígena, ainda não se libertou da influência do projeto colonizador que vigorou no passado O Sínodo da Amazônia, convocado pelo papa Francisco para outubro, terá lugar em Roma, numa decisão equivocada do Vaticano, pois fora agendado, de início, para ocorrer no coração da selva. Ali se debaterá mais do que a presença da Igreja Católica naquela região interconectada e cada vez mais violenta e desigual. O bioma amazônico engloba nove países e ocupa mais de 7 milhões de km² habitados por 34 milhões de pessoas, das quais 3 milhões são indígenas, que dominam 340 diferentes idiomas. Ali, cada metro quadrado tem mais diversidade do que qualquer outro lugar do planeta. O bioma possui três tipos de rios: os de superfície; o subterrâneo, conhecido como “alter do chão”; e os “rios voadores”, assim chamados por acumular vapor na atmosfera e distribuí-lo em forma de chuva em toda a América do Sul. A Amazônia exerce forte relevância no ciclo do carbono, ao absorvê-lo em bilhões de árvores e impedir sua liberação na atmosfera em forma de gás. Reduz, assim, o aquecimento da Terra. As quatro dádivas da região são: • povos que sabem viver da selva e na selva, sem ameaçá-la; • o ciclo das águas e do carbono; • a biodiversidade; • e a regulação do clima. Segundo o papa Francisco, “os povos amazônicos originários nunca estiveram tão ameaçados em seus territórios como agora”. Em sua sabedoria ancestral, eles nos ensinam a se relacionar com a natureza, os demais seres humanos e Deus. No entanto, agora são vítimas de assassinatos, expulsões de suas terras, ação de grileiros e mineradoras, desmatamento, e proibição de se reunir e organizar. A Igreja tem consciência de que, se agora defende a causa indígena, pela qual há tantos mártires, por outro lado ainda não se libertou da influência do projeto colonizador que vigorou no passado. O Sínodo busca justamente implantar uma Igreja pós-colonial e solidária, com rosto amazônico e indígena. Para a Igreja, a região é muito mais do que um lugar geográfico; é também um lugar teológico, no qual transparece a face de Deus criador. Não há como manter a floresta de pé sem a sabedoria dos povos que a habitam. O “capitalismo verde” não convém, pois se rege pelas leis do mercado e busca patentear princípios e essências, privatizar a água e promover a pirataria dos saberes populares. Os povos indígenas guardam ainda uma sintonia holística com o Cosmo. Seus sentidos aguçados estabelecem um diálogo permanente com a natureza. Conhecem cada ruído, prenunciam a chegada da chuva ou da seca, identificam os recursos medicinais das ervas. O índio não é um indivíduo na natureza. Seu corpo, o território no qual habita e a natureza formam uma unidade. Os indígenas respiram uma cultura que se traduz, de fato, em espiritualidade da reciprocidade. Através de ritos e festas, celebram a exuberância da natureza e exorcizam os espíritos malignos. Sem recorrer à escrita, passam de geração a geração a cultura do cuidado da floresta e do respeito a todos os seres vivos. Para eles, a terra não é um bem econômico, e sim dom gratuito de Deus no qual descansam seus antepassados, e espaço sagrado com o qual interagem para preservar sua identidade e valores. Sofrem, no entanto, sérias ameaças de uma equivocada concepção de desenvolvimento e riqueza que lhes cobiçam as terras para implantar projetos extrativos e agropecuários, indiferentes à degradação da natureza e à destruição de suas culturas. Cinco grandes sintomas da crise planetária se manifestam na Amazônia: 1) mudança climática; 2) envenenamento da água; 3) perda da biodiversidade; 4) degradação da qualidade de vida humana e da natureza; 5) conflitos sociais marcados por violência e assassinatos. A convocação do Sínodo Panamazônico pelo papa Francisco é uma boa nova para toda a humanidade. Frei Betto é escritor, autor de “A obra do artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros. O texto foi publicado originalmente pelo portal O Globo.

Quem se humilha será exaltado

No Evangelho deste domingo, Jesus toma refeição na casa de um fariseu. Conhecendo bem sua maneira de pensar e de agir, Jesus propõe uma nova visão, uma nova atitude. Os fariseus eram pessoas piedosas e observavam a lei fielmente, e ao pé da letra. Por isso eram considerados justos, achavam-se melhores que as outras pessoas e merecedores dos lugares mais importantes.  Jesus desarma os esquemas farisaicos e nos convida a sermos humildes, a deixarmos para os outros os melhores lugares. Jesus mostra que é preferível ser chamado à frente do que passar a vergonha de ter de ceder o lugar a alguém mais importante, pois quem se exalta corre o risco de ser humilhado… Quem ocupa o primeiro lugar no coração de Deus? O Evangelho de Lucas deixa claro que são os pobres, os enfermos, aqueles que não têm qualquer prestígio e nem como retribuir. E no nosso coração, quem ocupa o primeiro lugar? No vídeo de hoje, o biblista Ademir Guedes Azevedo, do Centro Bíblico Verbo, mostra como as atitudes de Jesus apontam para uma nova lógica de ser e para os verdadeiros valores do Reino de Deus. A humildade e a gratuidade estão em sintonia com o coração de Deus.

Papo Vocacional – Propósito de vida

Estamos chegando ao fim do Mês Vocacional, mas vocação faz parte de nossa vida e cultura, e é um tema que nunca se esgota. No vídeo de hoje, a estudante Jade Santos Tamiett fala sobre seu processo de escolha vocacional, que somente foi possível a partir da descoberta de seu propósito de vida. E você, já descobriu o seu? Já sabe qual é a sua missão no mundo? O propósito de vida é a missão para a qual nos sentimos chamados. É o motivo pelo qual existimos e a contribuição que devemos dar para a sociedade e o mundo. Isso é algo muito pessoal, e cada ser humano tem o seu próprio propósito que precisa ser descoberto. Quando descobrimos qual é o nosso lugar no mundo e o que viemos para fazer, nossa vida ganha foco e direção. Sabemos quem somos e qual o caminho a seguir. Assim podemos aplicar todos os nossos esforços em direção à nossa meta. Jade é ainda muito jovem, mas já descobriu seu propósito de vida: ajudar a salvar o planeta. Assim ela pode se decidir pelas Ciências Biológicas, que vão dar as ferramentas e o conhecimento necessário para ela realizar seu intento. Todo ser humano tem uma missão a cumprir, a qual é diferente para cada pessoa. Realizar o chamado profundo de nosso coração, seja ele qual for, é a melhor maneira de encontrar a felicidade. Quando colocamos nossos dons e talentos a serviço dos outros, buscando o bem de todos e o crescimento pessoal, vamos concretizando nossa razão de existir. E você, já descobriu seu lugar no mundo? E que passos está dando para viver sua vocação?

O encontro na casa (Lc 10,38-42)

A narrativa sobre a visita de Jesus a Marta e Maria é própria do evangelista Lucas. Notemos que Lucas é quem mais faz questão de destacar, em seus escritos, como as mulheres, tal como os homens, são objetos da compaixão e da misericórdia divina (cf. Lc 1,46-55; 1,67-79; 7,36-37; 15,4-10). De diversas formas, Lucas insiste em apresentar a mulher, em conjunto com todos os marginalizados e sofredores deste mundo, destinatária da alegre mensagem de salvação trazida por Jesus Cristo aos pobres (cf. Lc 7,11-17; 7,36-50; 13,10-17; 18,1-8). Nesse preâmbulo, analisaremos o trecho de Lucas 10,38-42, o qual se compreende dentro da temática de todo o capítulo dez. Observemos alguns detalhes importantes da coesão entre as unidades. Nos versículos 1 a 24 (missão dos 72), Jesus enviou dois a dois; Marta e Maria também são duas. Na Parábola do Samaritano (v. 29-37), este levou o ferido à hospedaria-casa. O encontro com Marta e Maria tem lugar na casa (Igreja doméstica). Conclui-se, portanto, que o tema que percorre todo o capítulo é a diaconia e o discipulado na domus eclessiae (Igreja doméstica). No caso que nos compete, a casa é administrada e animada por mulheres: Marta e Maria. Assim, e em vista de uma compreensão mais abrangente, propomos uma tradução que nos parece mais conexa do grego. Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia, e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia sua palavra. Marta, porém, estava arrastada, inquieta, envolta da muita diaconia; e colocando-se por cima, disse: “Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a viver a diaconia sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude”. Respondeu-lhe o Senhor: “Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; uma, porém, é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Os versículos 38 a 40a constituem a exposição da cena com as informações sobre os fatos: o tempo (quando iam de caminho à Jerusalém); as personagens (Jesus, os discípulos, Marta e Maria); seus estados (Jesus indo de viagem com os discípulos; Marta aflita com a diaconia; e Maria exercendo o discipulado); as primeiras ações (Jesus chegou, Marta o recebeu, Maria, a irmã de Marta, sentou-se aos pés de Jesus). É interessante observar que os outros discípulos saem da cena, ficando sós as duas irmãs e Jesus. Além do mais, o autor dirige nossa atenção para o conflito que contrapõe ambas as irmãs, por razão do Senhor Jesus. Marta recebe Jesus em sua casa, o verbo ὑπεδέξατο (receber) está no indicativo aoristo da terceira pessoa do singular. Pelo que é possível deduzir a independência familiar de Marta, ela não pertence ao pai ou ao esposo, pois então seriam eles que receberiam Jesus e a Igreja (cf. Gn 18,1-9). Logo, uma leitura que sustente que o papel de Marta é de uma empregada doméstica deve ser posto em dúvida. Além disso, no texto, não se fala de uma casa particular, mas, pelo conflito nela suscitado, o mais provável é que se trate de uma domus eclessiae da qual Marta é a autoridade. Isso deixa em claro que as igrejas, no começo, eram lideradas por ambos: homens e mulheres. Em épocas recentes, temos acompanhado reflexões sobre o papel da mulher na Igreja e sociedade. Mas, na prática, continua-se relegando a mulher aos serviços domésticos ou, o que é mais dramático, ao papel de escrava do homem e, portanto, objeto no qual ele descarrega sua violência. Percebe-se que ainda há um longo caminho para desmitificar os papéis de gênero pelo bem da igualdade. Por isso é mister, sobretudo aos cristãos, perceber a mensagem que, por meio dessas duas mulheres, Marta e Maria, ícones da comunidade, Lucas nos apresenta. Aliás, o evangelista faz questão de mostrar, ao longo de seus escritos, que, no Reino de Deus, homens e mulheres têm o mesmo lugar. Maria está sentada aos pés do Κυρίου (Senhor), escutando diretamente sua palavra. Lembremos que era costume dos judeus (homens) sentar-se para aprender dos rabinos, porém a mulher ficava longe e somente podia conhecer a lei por meio do marido. Na comunidade de Jesus, contudo, a mulher não precisa de intermediário. Ela mesma é inclusa como discípula que escuta e apreende a Palavra (o magistério de Jesus). Entretanto notemos que surge aqui a questão central do conflito, pois o tempo que Maria dedica a aprender faz com que a carga das funções recaia nas costas de Marta. “Marta, porém, estava arrastada, inquieta, envolta da muita diaconia” (v. 40a). Ora bem, entende-se a diaconia no sentido eclesial (pregação da Palavra, administração da comunidade). Marta está sobrecarregada com o serviço da administração e pede a Jesus que intervenha ante Maria, para que a ajude, porém Jesus responde inversamente e, em vez de enfrentar-se com Maria, enfrenta-se com Marta, mostrando-lhe a raiz de sua inquietação. “Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; uma, porém, é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (v. 42). Jesus não repreende Marta, mas a conduz a perceber o risco de dispersão em que se encontra. O esforço pela organização eclesial e perfeição externa das obras pode afastar da raiz da Palavra, da fonte do Senhor. Quando isso acontece, caímos no legalismo que destrói tanto a quem exerce o serviço como a quem o recebe. Diante do muito serviço que preocupa Marta, Jesus destaca o valor de uma coisa, e Maria o sabe, trata-se da busca do Reino (cf. Lc 12,31; Mt 6,33). “Uma, porém, é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (v. 42). A única coisa necessária não pode ser entendida como um simples sentar-se para rezar, mas se trata de acolher Jesus para segui-lo e viver de sua Palavra. O Evangelho, quando traduzido em formas de serviço que distraem e perturbam, provocará conflitos na comunidade. Entretanto, o Evangelho não é imposição, mas acolhida responsável; não é

A vocação do catequista

O quarto domingo de agosto, Mês das Vocações, é dedicado aos leigos e leigas e, de maneira especial, aos e às catequistas. De fato, a Igreja deve muito a tantas mulheres e homens que dedicam seu tempo e seu amor para comunicar a fé e ensinar a Boa-Nova de Jesus. Cada um, cada uma de nós certamente se recorda com carinho de quem o acompanhou na preparação para a primeira comunhão eucarística ou mesmo para a crisma. Muitos de nós abraçamos a fé por intermédio de nossos pais, que foram nossos primeiros catequistas. Mas, depois, na catequese, descobrimos e aprendemos muito mais, participando da Igreja e integrando a fé e os ensinamentos de Jesus a nosso cotidiano. Em carta dirigida às e aos catequistas, Dom José Antonio Peruzzo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, afirma: “Celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança: gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque, enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura. Os catequistas, eles e elas, evangelizam com afeto. Os tempos desafiam, requerem novos paradigmas, pedem por novas linguagens, mas, se houver paixão, a catequese será sempre criativa”. Há muitas maneiras de realizar a catequese. O primeiro passo cabe aos pais e consiste em ensinar a criança, desde bem pequena, a amar a Deus, mostrando aos pequenos como rezar e falando-lhes de Jesus e do Evangelho. Os pais ensinam pelo exemplo, e é muito importante transmitir os valores humanos e cristãos às crianças e levá-las para a Igreja. Aquilo que aprendem desde o berço fica gravado para toda a vida. Todas as paróquias e a maioria das comunidades contam com uma equipe de catequistas preparada para ensinar diferentes faixas etárias, envolvendo crianças pequenas, crianças em idade de receber a primeira comunhão eucarística, adolescentes que se preparam para o crisma e até jovens e adultos que buscam a fé e não tiveram oportunidade antes. A catequese pode acontecer também nas escolas católicas que, além do Ensino Religioso, que é ecumênico e dirigido a todas as denominações religiosas, oferece a oportunidade para os alunos que são católicos aprofundarem a fé, participarem da catequese e receberem os sacramentos. No Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG, uma das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, os alunos que o desejam participam da catequese. Padre Expedito de Lopes Castro, Capelão Escolar, gravou um vídeo no qual fala sobre o Dia do Catequista. Vale a pena assistir.

À Luz do Evangelho Dominical

Jesus, ao ser interrogado se são poucos os que se salvam, fala que devemos nos esforçar para entrar pela porta estreita… Que porta é essa? Por que é difícil passar por ela? Por que muitos não conseguem entrar? O que faz a porta se fechar? O simbolismo da porta se refere à salvação, e todos nós a buscamos. No tempo de Jesus, havia os fariseus que observavam a lei nos mínimos detalhes e, por isso, consideravam-se salvos e melhores que os outros. Por isso Jesus fala que os primeiros serão os últimos e que os últimos serão os primeiros. Assista ao vídeo, descubra o significado dessa passagem e o que ela tem a dizer para nossa vida.

Papo Vocacional – A escolha da profissão

“O que você vai ser quando crescer?” Essa é uma das perguntas mais comuns feitas às crianças. Já muito pequenas, elas têm uma resposta, mas conforme vão crescendo e se aproximam de uma decisão concreta, vão surgindo as dúvidas. Não é fácil decidir qual profissão seguir. Há muitos fatores que pesam, desde a influência dos pais até a pressão das necessidades econômicas que, muitas vezes, condicionam a escolha, levando o jovem ou a jovem a optar por uma profissão mais rentável, em vez daquela para a qual realmente tem vocação. Neste vídeo, os alunos de algumas das escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo discutem sobre vocação e escolha da profissão. Eles expõem vários aspectos que devem ser considerados antes de se optar por uma determinada carreira. E você que é jovem, já fez sua escolha profissional? Foi por vocação ou por outros motivos? Que tal partilhar conosco?

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