Olhar a vida por outros óculos

O que seria olhar a vida por diferentes óculos? Há aqueles necessários para recuperar a visão e há aqueles apenas para exibir o charme. Necessário mesmo são os primeiros, os outros são dispensáveis, porque não se trata de uma necessidade útil. Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera, SDS.

Gratuidade na vida cristã, como expressão do amor de Deus

A gratuidade na vida cristã tem como fonte primeira o amor. É uma resposta de amor. Podemos dizer que a gratuidade é uma extensão de nossa intimidade com Deus. Ela nos leva a amar e a servir ao próximo, sem nada exigir, sem nada barganhar.
Veja o texto de #TBT de hoje!

Diversidade cultural versus etnocentrismo

No censo do IBGE 2022, você respondeu sobre a sua identidade? Qual é sua etnia? Você conhece suas origens? No Brasil, há uma diversidade social e cultural muito grande devido à miscigenação de etnias. A falta de conhecimento do modo de vida dos vários grupos sociais gerou violência física e psicológica nas sociedades. Confira o artigo de Maria Terezinha Corrêa!

Vivat Brasil: Carta ao Presidente

A Vivat Brasil enviou uma mensagem ao presidente Lula, pedindo que a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28) seja mais efetiva no cuidado da Casa Comum. O encontro ocorre entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro próximos, em Dubai (Emirados Árabes Unidos). O texto enfatiza três aspectos: acelerar a transição energética; praticar a justiça climática e o compromisso financeiro, sobretudo com as nações mais pobres; e colocar a natureza, as pessoas, as vidas e os meios de subsistência no centro da ação climática. A Vivat Brasil é uma extensão da Vivat Internacional, organização com assento no Conselho Econômico-Social da ONU, e envolve dez congregações religiosas, entre elas a das Missionárias Servas do Espírito Santo e a do Verbo Divino, além de leigos, leigas e grupos parceiros. Eis a carta.

Valores que transformam nossas relações interpessoais

O ser humano é um ser social e, desde que começou a se agrupar e a viver em sociedade, começou a criar laços em comunidade, no exercício e convivência das relações interpessoais. As relações entre os seres humanos se diferenciam dos outros animais justamente pela capacidade de se relacionarem com o outro.  O ser humano é complexo. Somos diferentes uns dos outros, com vontades próprias, forma de pensar diferenciada, e essas diferenças, muitas vezes, geram conflitos, mas que, de uma maneira ou de outra, estão presentes em nossos relacionamentos e fazem parte de nosso crescimento. Para um bom relacionamento interpessoal, é necessário que tenhamos uma boa inteligência emocional, que envolve conhecer-se a si e ao outro. Talvez não nos demos conta do quão importante é a convivência com o outro. A pandemia nos fez perceber a necessidade que temos do contato, da troca, da relação com os outros, família, amigos, todas as pessoas que fazem parte de nosso convívio.  Como aprender a desenvolver relações interpessoais num tempo em que não podíamos sair de casa, devido às restrições da covid-19? A pandemia e o isolamento social pelos quais passamos nos últimos dois anos trouxeram-nos a oportunidade de conhecer-nos e, talvez, de sermos melhores. Tivemos tempo para pensar e agir em prol do fortalecimento das relações interpessoais, especialmente na família.  O autoconhecimento é a peça-chave, pois nossas emoções são complexas, e a convivência dentro de casa por um longo período trouxe desentendimentos que tiveram de ser trabalhados. As relações interpessoais interferem nos ambientes nos quais estamos interagindo. Por exemplo, nas empresas, essas relações se evidenciam entre os colaboradores. Num ambiente harmonioso, os efeitos surgirão pelos resultados apresentados, contribuindo para a competitividade da empresa ante as concorrentes. Promover cursos, palestras, atividades em conjunto são algumas das formas capazes de promover a integração entre todos. Os fatores que influenciam nossas relações interpessoais são a habilidade do diálogo (falar/ouvir) e a aproximação (transpor medos/bloqueios). É possível construir relações saudáveis por meio do diálogo, mas é necessário, antes, escutar, compreender, sem fazer julgamentos precipitados.  Jesus Cristo, quando esteve neste mundo, foi nosso grande exemplo, tanto pela forma de pensar como em seu agir, estabelecendo, assim, relações interpessoais saudáveis. Em vários momentos, com atitudes e seu exemplo, demonstrou que podemos, sim, transformar nossas relações interpessoais. O Evangelho de João (Jo 4) nos relata a história da mulher samaritana que, junto ao Poço de Jacó, ouve Jesus a lhe pedir água para beber. Na época, havia uma rivalidade muito grande entre judeus e samaritanos, além do mais, as mulheres eram consideradas inferiores aos homens. Jesus quebra esse paradigma. Pelo diálogo, percebeu o que se passava no coração daquela mulher samaritana. Ele sabia que ela precisava conversar com alguém, ser ouvida, não ser julgada. Ele pede água à mulher samaritana. Ela tem um choque! Jesus rompe as barreiras de relacionamento. A mulher samaritana aprendeu, pelo diálogo e encontro com Jesus, que as relações podem ser transformadas. São muitos os exemplos nos Evangelhos, dos quais aprendemos como podemos nos relacionar entre nós. Em nossos dias, na escola, os professores podem aprender e seguir o exemplo do Mestre Jesus ao olharmos para nossos alunos, nossos colegas, coordenadores, direção, todas as pessoas que estão ao nosso redor. Os alunos podem exercitar a habilidade das relações interpessoais no ambiente escolar e familiar. A escola poderá tornar um vasto campo de aprendizado, não somente de conteúdos e habilidades, mas do conhecer-se a si mesmo, conforme se interage com o outro, ao conhecer o outro, aprender a conviver em harmonia, aprender a resolver conflitos, compreender o diferente, o que será o alicerce para todas as relações interpessoais. Jociane Pereira Professora no Colégio e na Faculdade Santana, em Ponta Grossa-PR, licenciada em Música, bacharela em Direito, Pedagogia e Sociologia, acadêmica no curso de Psicologia.

Sobre o caos e a esperança

O futuro parece ter chegado de modo menos ordenado do que esperávamos. Em nosso cotidiano, encontramos mais angústia e ansiedade do que gostaríamos. Discutir questões ambientais em tal cenário não deixa muito espaço para poesia. Então, como encontrar respostas? Veja o artigo da professora Marli Everling!

Encantos da natureza

A cada nova primavera, recanta-se o hino à vida, que nos convida a desfrutá-la como dom da natureza dado pelo Criador. Pena que tudo isso parece ter seus dias contados. As previsões das primaveras futuras não são tão alvissareiras. Se quisermos ainda “primaveras primaveris”, urge assumirmos nossas responsabilidades individuais e coletivas. Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera.

Os caminhos de Deus são surpreendentes

Os caminhos de Deus nos surpreendem. Nosso pequeno Miguel, de 3 aninhos, está frequentando o Centro Educacional Infantil Madre Josefa, das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), em Canoas-RS. Para nós, irmãs da Divina Providência, é um fato de grande relevância, assim como para as SSpS. Tudo muito curioso quando lançamos o olhar para os fatos históricos e os trazemos para o presente. Bate, então, a curiosa sensação que suscita perguntas, mexe com a fé e nos conduz a uma certeza de que Deus nos surpreende constantemente, pois acreditamos que é Ele que conduz a história e faz história conosco.  Vamos ao fato. Em 1878, com a perseguição do Kulturkampf, aproximadamente 9.000 religiosas e religiosos foram expulsos da Alemanha. Com as irmãs da Divina Providência, não foi diferente. Também foram para o exílio, na Holanda, onde, bem acolhidas, iniciaram um novo período de crescimento e expansão missionária. Em 1882, algumas das irmãs da Divina Providência trabalhavam na cozinha da Casa Missionária de Steyl, na Holanda.  Nesse seminário, viviam, entre outros padres, o padre Arnaldo Janssen (fundador dos Missionários do Verbo Divino) que, com a colaboração de várias pessoas, aspirava a fundar uma congregação missionária. Esse fato chegou ao conhecimento do público e atraiu a atenção de algumas jovens mulheres interessadas em associar-se ao projeto missionário de longo alcance. Foi assim que Maria Helena Stollenwerk (Madre Maria), Hendrina Stenmanns (Madre Josefa) e outras jovens aspirantes foram acolhidas no seminário de Steyl.  As irmãs da Divina Providência, naquele momento, receberam a incumbência de ajudar no processo formativo da nova congregação das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. As irmãs da Divina Providência trabalhavam na cozinha e a essas jovens competia o trabalho na limpeza. O processo formativo se deu ao longo de sete anos, no citado seminário, conciliando sempre a limpeza e a formação para vida religiosa missionária. Trabalho árduo que exigia diariamente iniciar, ainda de madrugada, as atividades. Mulheres fortes, corajosas, sensíveis aos apelos de Deus, deixaram-se conduzir por caminhos tão adversos para os nossos dias. O sonho foi se concretizando, e ambas as congregações foram se desenvolvendo na missão. Expandiram-se pelo mundo. De Steyl, Holanda, para o Brasil, Bairro Fátima, em Canoas-RS. Já completados 140 anos, a vida continua sendo marcada por estas duas congregações (Verbo Divino e Missionárias Servas do Espírito Santo) que não se cansam de testemunhar o amor de Deus Uno e Trino no serviço que vêm prestando. A missão de ambas as congregações deu muitos frutos, e elas continuam incansáveis e renovadamente no processo do seguimento fiel ao projeto do Reino de Deus.  Hoje, no Bairro Fátima, podemos contar com a missão da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, que tem um centro educacional, cujo nome é Madre Josefa, e com uma comunidade da Congregação das Irmãs da Divina Providência, que criou e mantém uma instituição: a Rede Divina Providência de Ação Social e Cidadania (Redipasc), entidade beneficente e de assistência social, cuja missão é promover o cuidado da vida, proteção social, o exercício da cidadania e a inclusão cidadã. Entre os trabalhos, presta o serviço de proteção especial em quatro casas lares. Cada uma tem capacidade de atender até dez crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, que têm medidas de proteção concedidas pelo Juizado da Infância e Juventude, razão pela qual estão no acolhimento institucional.  Coincidência ou caminhos de Deus, em 2021, o pequeno Miguel, de 3 anos, acolhido na Casa Lar administrada pelas irmãs da Divina Providência, foi recebido, em 2 de outubro, dia dos Santos Anjos, no Centro Educacional Madre Josefa, das irmãs missionárias servas do Espírito Santo. Para nós, irmãs responsáveis pela instituição, esse encontro não é uma simples coincidência, e sim o marco de uma história que merece ser lembrada e relida para compreendermos como são surpreendentes os caminhos percorridos ao longo desta abençoada trajetória, com a ação e a graça de Deus. Irmã Lucila Mai, Divina Providência Mestra em Psicopedagogia e membro da Equipe da Coordenação Provincial, atualmente Presidente da Rede Divina Providência de Ação Social de Cidadania (Redipasc–RS).

Querido planeta e as mudanças climáticas…

O cuidado com a Casa Comum é uma das direções propostas pelo XV Capítulo-Geral da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Inspirada nesse desafio, a irmã Aurélia Príhodová, que atua na Diocese de Roraima, reflete sobre as mudanças climáticas. Para ela, é necessário alargar a compreensão da crise climática e não a naturalizar. Veja o artigo!

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