Vivat Internacional: indígenas tenharins homenageiam irmã advogada

Seis tenharins do Amazonas foram acusados de assassinato e encarcerados injustamente. Na condução da defesa dos indígenas, esteve a irmã Michael Nolan, da Congregação da Santa Cruz (CSC), organização membro da Vivat Internacional. Uma das teses da defesa foi baseada em aspectos culturais, o que pode ser considerado um avanço. Para agradecer a absolvição dos réus, a comunidade homenageou a religiosa com um cocar, algo muito mais significativo do que um mero adorno. Saiba mais!

Após mobilização, governo revoga decreto de privatização de rios amazônicos

O Diário Oficial da União publicou, nesta terça-feira (24 de fevereiro), a revogação do decreto que permitia a privatização das hidrovias dos rios Tocantins, Madeira e Tapajós, na Amazônia. A notícia foi acolhida com festa por centenas de manifestantes. Veículos da “grande mídia” disseram que houve vandalismo nas instalações da Cargill; religiosos que acompanhavam o movimento negam. Saiba mais!

SSpS apoiam manifesto contra decreto que privatiza rios da Amazônia

As missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), ao lado de outras congregações que compõem a Vivat Internacional Brasil, unem-se aos povos indígenas, ribeirinhos e ambientalistas que protestam contra o Decreto n.º 12.600/2025. A medida do governo federal permite a privatização das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. A proposta beneficia o agronegócio, mas coloca em risco a sobrevivência de comunidades amazônicas. Saiba mais!

Luta contra a injustiça e a fome: movimentos reagem ao PL 445/23

Diversas organizações, entre elas a Vivat Internacional, participaram de um protesto contra o projeto de lei 445/23, que buscava limitar a distribuição de comida a pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. Um dos gestos foi um “marmitaço” em frente à Câmara Municipal. Saiba como foi a manifestação.

A desertificação desperta para a espiritualidade ecoteológica

O quadro de desertificação se agrava com o crescimento de áreas desérticas, áridas e de secas repentinas. Diante das possíveis consequências geradas pela desertificação, a Igreja (como educadora da fé e da vida) alerta para a necessidade de uma espiritualidade para a Ecoteologia. Saiba mais no artigo de Miriam Bernardete de Souza.

Florestas, sustentabilidade e outros significados

Em 21 de março, comemora-se o Dia Internacional das Florestas. Para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, as origens passam por Nebrasca, nos Estados Unidos, que, em 1872, dedicou um dia para o plantio de árvores. O evento foi inspiração para a “festa da árvore” em outros países. Na década de 1970, a festa deu lugar ao Dia da Árvore. Essa data logo foi alterada para o Dia Mundial da Floresta, no intuito de sensibilizar para a preservação de condições de vida na Terra, tendo em vista as gerações futuras. Em 2013, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 21 de março como o Dia Internacional das Florestas, num esforço alinhado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para 2022, o tema de reflexão é “Florestas: consumo e produção sustentáveis”. A relevância da data é ampliada pelas crises humanitária, ecológica, climática, sanitária, entre outras, que ocorrem em escala global e colocam em questão nossa inabilidade de habitar o planeta sem o explorar. O modo como afetamos as florestas é derivado da produção em larga escala, cuja insustentabilidade é ampliada quando consumimos de maneira irresponsável e inconsciente. Outro problema está relacionado às formas de produção que suprimem a vegetação em nome da eficiência dos processos tecnológicos. Além disso, ao submeter a natureza aos desejos e necessidades da humanidade, também afetamos as florestas e a Terra, especialmente quando extraímos matéria-prima para a construção de habitações, de dispositivos para mobilidade física e digital, de baterias e energia para os equipamentos eletrônicos, entre tantos outros produtos que poderíamos citar. Até aqui, falamos das condutas que afetam as florestas. Não abordamos ainda sua importância para sustentar a vida do planeta. A teia que entrelaça as florestas com a vida alcança o mar, o ar e a terra: desde as raízes no subsolo, passando pelas copas das árvores que abrigam a vida de várias espécies, até a camada de folhas que formam a serapilheira, contribuindo com a fertilização do solo. Peter Wohlleben, engenheiro florestal e ecologista, discute essas questões com brilhantismo na obra A vida secreta das árvores. A escritora e ambientalista Rachel Carson, em sua robusta obra que inclui Sob o mar-vento, O mar que nos cerca e Primavera silenciosa, aborda, com muita sensibilidade e coragem, a conexão entre todas as formas de vida. As florestas, com a fotossíntese e a umidade, contribuem para que a atmosfera ofereça condições de vida e que rios aéreos flutuem, de um ponto para o outro, distribuindo chuva e fertilidade. Também são elas que, como uma fortaleza, permitem a vitalidade dos rios. Mais do que isso, elas são fonte de cura, de espiritualidade e sabedoria. As flores, os frutos e os extratos da floresta alimentam e curam o corpo. O espírito também se beneficia com a temperatura, as formas de luz e sombra desenhadas pelo sol, assim como a chuva suavizada pela vegetação; o som da brisa e do vento, dos pássaros, dos riachos e de nossos passos sobre as folhas constituem experiências sensoriais que afetam nossa alma e permitem entrar em contato conosco e com o meio para estabelecer conexão com o Divino que habita em nós. Por esses significados e pela vida que nelas toma forma, as florestas merecem nossa reverência, atenção e cuidado. Referências CARSON, Rachel. O mar que nos cerca. São Paulo: Gaia, 2013.CARSON, Rachel. Primavera silenciosa. São Paulo: Gaia, 2013.CARSON, Rachel. Sob o mar-vento. São Paulo: Gaia, 2013.INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DAS FLORESTAS. Disponível em: https://www.icnf.pt/. Acesso em: 17 mar. 2022.WOHLLEBEN, Peter. A vida secreta das árvores: o que sentem e como se comunicam. Rio de Janeiro: Sextante, 2017. Marli Teresinha EverlingProfessora nos cursos de Graduação e Pós-graduação em Design da Universidade da Região de Joinville (Univille), coordenadora do Projeto Ethos – Design e relações de uso em contexto de crise ecológica, colaboradora do Instituto Caranguejo de Educação Ambiental.

Pandemia: Vivat Brasil denuncia política de morte

A Vivat Brasil, entidade que reúne diversas congregações religiosas, entre as quais as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD), divulgou a nota intitulada “Discriminação racial no Brasil no contexto da emergência covid-19”. O texto, assinado também por diversas outras instituições, denuncia o descaso dos poderes públicos em relação à contenção da covid-19. Segundo a mensagem, grupos minoritários têm sido os mais afetados, sofrendo com as mortes, o abandono por parte das autoridades e a falta de gêneros básicos.  O texto recorda que, a cada dez pessoas mortas no mundo, uma é brasileira. As entidades alertam que “há o empenho da União em favor da disseminação do vírus em território nacional” e uma estratégia de propaganda contra a saúde pública. A mensagem também destaca o caos na Região Amazônica, onde chegou mesmo a faltar oxigênio para os enfermos. Com base em estudos, chama a atenção para as disparidades nas mortes, vitimando mais analfabetos, negros e indígenas. Veja, a seguir, íntegra da nota. Discriminação racial no Brasil no contexto da emergência covid-19 Manaus e o Brasil estão se sufocando pela pandemia e pelo descaso do poder público A cada dez pessoas mortas por covid-19 no mundo, uma é do Brasil. Mais uma vez, o grito de socorro se faz mais alto na Amazônia, onde a onda de contaminação está desenhando cenários de indizível degradação e total desrespeito da dignidade humana.  A pandemia, alimentada por uma conduta política, econômica e social contraditória, negacionista, indiferente à dor, está amplificando as profundas desigualdades em nosso País.  Nossas organizações denunciam que a emergência de hoje deriva de escolhas políticas de ontem. A Lei de Teto de Gastos, por exemplo, dificulta o investimento público e contribui para o aumento das desigualdades, com a privatização de serviços essenciais para o desenvolvimento econômico, como o saneamento básico, educação e saúde. As populações mais afetadas por esta opção política são as pessoas negras e indígenas, fortalecendo assim o racismo estrutural de nossa sociedade.  Uma investigação da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Conectas Direitos Humanos [1] mostra que a grande proliferação e as mortes por covid-19 não resultam apenas da incompetência ou da falta de condições econômicas e de estrutura pública de saúde. Este estudo indica que, sob o argumento da retomada da atividade econômica a qualquer custo, há o empenho da União em favor da disseminação do vírus em território nacional. A análise detalhada das decisões do governo, em relação à pandemia, revela uma estratégia de propaganda contra a saúde pública, um discurso político que mobiliza argumentos econômicos, ideológicos e morais. Faz-se amplo uso de notícias falsas e informações técnicas sem comprovação científica, com o propósito de desacreditar as autoridades sanitárias, enfraquecer a adesão popular às recomendações de saúde baseadas em evidências científicas e promover o ativismo político contra as medidas de saúde pública necessárias para conter o avanço da covid-19.  Outro estudo recente, publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, [2] mostra que a proporção geral de mortes hospitalares é maior entre pacientes analfabetos (63%), negros (43%) e indígenas (42%). As disparidades regionais também são marcantes. No Norte e no Nordeste, os índices de mortes hospitalares são de 50% e 48%, enquanto no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul, de 35%, 34% e 31%, respectivamente.  A orientação política do governo federal em relação à pandemia foi assumida pelos governos municipal de Manaus e do Estado do Amazonas. Há, portanto, responsabilidades compartilhadas entre as diferentes esferas de poder. Sob o argumento de “salvar a economia”, não ocorreram medidas efetivas para a conter a disseminação da covid-19 na Região Amazônica. O resultado desta firme opção pela economia foram os 945 óbitos por coronavírus em Manaus nos primeiros 20 dias de janeiro de 2021, quase a mesma quantidade do que a somatória de mortes por covid-19 entre agosto (início da segunda onda) e dezembro de 2020. A principal causa de tantas mortes foi a falta de oxigênio nos hospitais e a frágil estrutura hospitalar.  O pesquisador Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), afirma: “Isto parece ser parte de um projeto que muitos insistem em não enxergar e, neste caso, Manaus é o laboratório a céu aberto, onde todo tipo de negligência e barbaridade é possível, sem punição e qualquer ameaça à hegemonia dos responsáveis pela (não) gestão da epidemia nos mais diferentes níveis”.  Nossas organizações denunciam o descaso dos poderes públicos, na esfera federal, estadual e municipal, pelos fatos apresentados e exigem investigações em vista de toda possível responsabilização. Apoiam os mais de 60 pedidos de impeachment do Presidente da República, em particular pelos crimes de responsabilidades com respeito às políticas de saúde pública em tempo de pandemia. Também solicitam a atuação e denúncia da actores internacionais na Região Amazônica, ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (CNUDH) e outros mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas, considerando que não há transparência nas informações e menos ainda confiança nas decisões tomadas pelas representações políticas em relação à contenção da covid-19.  28 de janeiro de 2021  Comissão Especial para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB  Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic)  Conselho Indigenista Missionário (Cimi)  Franciscans International  Fundação Luterana de Diaconia  Rede Eclesial Panamazônica (Repam-Brasil)  Rede Igrejas e Mineração  Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (Sinfrajupe) Articulação Comboniana de Direitos Humanos  Vivat International  Missionários da Sociedade Verbo Divino  Missionárias Servas do Espírito Santo  Congregação do Espírito Santo  Irmãs Missionárias do Espírito Santo – Espiritanas  Congregação das Irmãs da Santa Cruz  Missionários Combonianos do Coração de Jesus  Irmãs Missionárias Combonianas  Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu – Scalabrinianas  Missionários Oblatos de Maria Imaculada  Congregação das Irmãzinhas da Assunção  Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo  Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (grifos conforme o texto original) Notas: [1] Disponível em: https://www.conectas.org/wp/wp-content/uploads/2021/01/Boletim_Direitos-na-Pandemia_ed_10.pdf. Acesso em: 21 jan. 2021.  [2] O estudo analisou, entre fevereiro e agosto de 2020, 254.288 mil pacientes no Brasil, com idade média de 60 anos, internados

ONU, Vivat Internacional e Vivat Brasil: em defesa dos direitos humanos

O Dia das Nações Unidas, ou Dia da ONU, é comemorado em 24 de outubro, desde 1948. A data celebra o aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas, em 1945. Segundo o documento, os objetivos da ONU são: manter a paz e a segurança em todo o mundo; mediar e promover relações amistosas entre as nações; promover cooperações na resolução de problemas internacionais; ser o centro responsável por reunir as nações em prol desses objetivos. Esses propósitos foram se ampliando e, desde 2015, a ONU promove os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Como congregação missionária, esses intuitos também orientam nossa missão. No ano de 2000, para articular melhor essas frentes, a organização Vivat foi criada como ação conjunta entre as missionárias servas do Espírito Santo e os missionários do Verbo Divino. A Vivat International tem sede em Nova Iorque, conta com 12 congregações religiosas e é reconhecida pelo Conselho Econômico e Social da ONU. A Vivat reconhece que as Nações Unidas são um foro importante para a colaboração e o trabalho em rede com outras organizações no mundo que partilham os mesmos objetivos. Além da sede em Nova Iorque, a Vivat mantém um escritório em Genebra, Suíça, pois é nessa cidade onde a ONU abriga o escritório da Coordenação de Assuntos Humanitários. Neste ano, o posto de Secretaria Executiva da Vivat foi ocupado por nossa irmã Gretta Fernandes, SSpS, que vive em Roma. Assim, a coordenação da Vivat Internacional se dá no triângulo entre Nova Iorque, Genebra e Roma. Vivat Brasil Alguns países, como Argentina, Espanha, Quênia, Indonésia e Irlanda criaram uma Vivat local. No Brasil, após muitas reflexões, optou-se por ser um movimento, um coletivo de membros de congregações, sem instituir uma entidade. Desde o início do ano de 2020, o verbita Pe. José Boeing, com quase 30 anos de missão na Região Amazônica, foi liberado para articular a Vivat Internacional no Brasil. A equipe de coordenação é composta ainda pela Ir. Michael Nolen, da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, que, entre muitas outras atribuições, é advogada do Cimi (Conselho Indigenista Missionário); Pe. Dario Bosi, assessor da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica) e do movimento Igreja e Mineração; e nossa irmã Petronella (Nelly) Boonen, que trabalha pelo Centro de Direitos Humanos e Educação Popular, com uma frente de cultura de paz, perdão e justiça restaurativa. Essa composição da equipe de coordenação no Brasil dá uma ideia dos diversos campos de missão que levaram à escolha das seguintes prioridades: erradicação da pobreza, mulher e questão de gênero; desenvolvimento sustentável e cultura de paz. Mas também são desenvolvidas ações com as temáticas boa saúde e bem-estar; educação de qualidade e redução da desigualdade (ODS/ONU). Em diálogo com a sociedade No Brasil, cerca de 1200 religiosas e religiosos, membros da Vivat Brasil, assumem a urgência da missão de efetivar a presença do Reino de Deus nas diversas realidades do mundo. Portanto, a Vivat atende ao chamado para a vida religiosa se deixar tocar pelas necessidades do povo brasileiro e intervir de forma articulada, para além dos espaços religiosos, com outras esferas privadas e públicas. Existem muitos desafios quando se olha para os objetivos. Cada membro das congregações que compõe essa rede está sendo convidado a escolher como colaborar com a missão Vivat, para que todos e todas tenham vida. Que a celebração do Dia das Nações Unidas possa nos lembrar essa convocação. Ir. Petronella Maria Boonen (Nelly) é co-fundadora da linha de Perdão e Justiça Restaurativa do CDHEP e doutora e mestra em Sociologia da Educação pela USP.)

Declaração de apoio ao Cimi

A Vivat Brasil, rede de congregações religiosas filiadas à Vivat International, fiel à sua missão de: • trabalhar com pessoas e grupos que vivem em qualquer tipo de pobreza e compartilhar seus esforços para a restauração e preservação do bem-estar, dignidade e liberdade; • promover os direitos humanos; promover o desenvolvimento sustentável, a compreensão e a harmonia entre povos, culturas, classes, religiões e crenças; esforçar-se pela criação de uma sociedade mundial e comunidades locais que incentivem a inclusão e participação de todos; • trabalhar pela sustentabilidade ecológica, a proteção da biodiversidade e a preservação da riqueza do planeta para as gerações futuras, Manifesta sua solidariedade aos povos indígenas que, na atual conjuntura do País, estão enfrentando perseguições e desrespeito de seus direitos, com o assassinato de vários de seus representantes; invasão de seus territórios por fazendeiros, grileiros, madeireiros, garimpeiros e hidronegócios, destruição de seu meio ambiente por agrotóxicos e incêndios criminosos, e extinção de políticas públicas favoráveis à preservação ambiental, demarcação de suas terras e órgãos de apoio e proteção. Da mesma forma, a Vivat Brasil apoia o Sínodo da Amazônia como um dos processos participativos em que a Igreja Católica mais se pôs à escuta dos povos indígenas e de seus clamores. Somente poderemos defender a vida, a Amazônia e todos os outros biomas por meio do protagonismo indígena e das comunidades e povos tradicionais, no respeito de sua autodeterminação e aprendendo seu estilo de vida e relação com a inteira Criação. Por isso fazemos nossas as denúncias apresentadas pela XXIII Assembleia-Geral do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, realizada de 9 a 13 de setembro de 2019, em Luziânia-GO, com o tema “Em defesa da Constituição, contra o roubo e devastação dos territórios indígenas”. Em âmbito internacional, busquemos também apoiar, como propõe o Cimi, as iniciativas que sancionam produtos brasileiros quando produzidos ilegalmente em terras indígenas e à base de práticas criminosas, como as queimadas, invasões, arrendamentos e grilagens. Portanto, como expressão de compromisso e apoio, solicitamos a todos os membros das congregações filiadas à Vivat International e à Vivat Brasil bem como a seus simpatizantes e apoiadores que divulguem em suas redes sociais e contatos esta Declaração de Apoio e o Documento Final da XXIII Assembleia do Cimi, que transcrevemos a seguir. Participam de Vivat International as seguintes Congregações: • Sociedade do Verbo Divino • Missionárias Servas do Espírito Santo • Congregação do Espírito Santo • Irmãs Missionárias do Espírito Santo • Missionários Combonianos • Missionárias Combonianas • Irmãzinhas da Assunção • Irmãs da Santa Cruz • Missionárias Scalabrinianas • Missionários Dehonianos • Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo • Oblatos de Maria Imaculada • Irmãs do Santo Rosário Veja, na íntegra, o Documento Final da XXIII Assembleia-Geral do Conselho Indigenista Missionário – Cimi.

Vivat Brasil promove encontro sobre Sínodo da Amazônia

O Sínodo da Amazônia está provocando muita polêmica por causa da desinformação que está sendo divulgada, confundindo o público sobre suas finalidades e importância para a Igreja e para a humanidade. De fato, o Sínodo abordará questões relacionadas à evangelização e preservação do meio ambiente pela prática de uma ecologia integral, não somente na Amazônia brasileira, mas nos nove países que integram a Pan-Amazônia. Devido à urgência de esclarecer e envolver as pessoas na proposta do Sínodo da Amazônia, a Vivat Brasil promoveu um encontro para aprofundar o Documento de Trabalho e preparar agentes de pastoral, professores e representantes de organizações, para buscarem estratégias de como trabalhar os temas relacionados com a ecologia integral em suas comunidades ou locais de base. O encontro foi realizado neste sábado, 14 de setembro, no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. Participaram 50 pessoas, membros da Vivat Brasil e representantes de dez paróquias da Grande São Paulo. O encontro foi aberto com um momento de espiritualidade ao ar livre, para se sentir o contato com a Criação, e continuou com apresentações dos conteúdos e estudo em grupos. Irmã Maria Percila Vieira, coordenadora provincial das missionárias servas do Espírito Santo, uma das congregações fundadoras junto com a Congregação do Verbo Divino, acolheu os presentes e explicou que os membros de Vivat Brasil julgaram importante provocar “uma maior consciência nas comunidades em relação a esse importante evento convocado pelo Papa Francisco, que envolve a Igreja da Amazônia, mas que deve também ser assumido por nós que estamos mais ao sul”, explicou. O missiólogo verbita, padre Fernando Doren, e a cientista da religião, Nilda de Assis Cândido, iluminaram uma parte do encontro. Eles apresentaram a síntese de alguns capítulos do Documento de Trabalho. Outros sete padres e duas religiosas também participaram. Foi distribuído o “Guia prático para o Mês Missionário”, com sugestões de cantos, apresentações e vídeos para serem utilizados durante o mês de outubro, tanto nas celebrações e atividades paroquiais como também nas escolas e outras organizações. Os interessados no guia poderão seguir o link e ter acesso ao conteúdo. No encontro também esteve presente a liderança indígena Imaculada Lima Barreto, da Região do Rio Negro e da etnia tucana, que atualmente reside em São Paulo. Ela deu testemunho da contribuição dos povos indígenas na preservação da floresta. No estudo em grupos, os participantes conversaram sobre as sugestões concretas do Documento de Trabalho, procurando ver como aplicá-las à realidade de São Paulo. Sugeriram utilizar as motivações do Mês Missionário Extraordinário e do Sínodo da Amazônia para chamar a atenção sobre o cuidado da Criação e aproveitar as sugestões do Guia Prático antes das missas e celebrações dominicais ou mesmo durante a própria celebração, como pequenos vídeos, a Oração do Sínodo, a Oração do Mês Missionário e alguns cantos de Campanhas da Fraternidade anteriores que abordam a preservação da natureza. Outra proposta foi a instalação de painéis para dar visibilidade ao Sínodo. Padre Arlindo Pereira Dias, um dos organizadores do encontro, avaliou que os participantes “desejam encontrar formas de estar em comunhão com os membros do sínodo em Roma e apoiar concretamente essa iniciativa importante e vital, relacionada com o cuidado da casa comum que Deus nos entregou com tanto carinho”. Segundo ele, a ecologia tem sido presença constante nas Campanhas da Fraternidade desde 1979, mas precisa ser mais bem compreendida. “Queremos gerar ações concretas e, ao mesmo tempo, dar prosseguimento a esse caminho depois da realização do Sínodo”, acrescentou Pe. Arlindo. Como parte da equipe organizadora do encontro, fiquei muito feliz com o engajamento e compromisso dos participantes. Todos saíram muito motivados para trabalharem as temáticas do Sínodo em seus próprios ambientes e com muito desejo de se organizarem para que a reflexão sobre a ecologia integral se transforme em ações concretas nas comunidades. Também expressaram o desejo de continuar a se reunir para estudo e aprofundamento. Do ponto de vista da Vivat Brasil, o encontro trabalhou uma das ações imediatas propostas pela rede de congregações que fazem parte da instituição, que é o acompanhamento do Sínodo da Amazônia e também se articular melhor dentro de suas duas prioridades: sustentabilidade e cultura da paz. Para conhecer melhor as propostas da Vivat Brasil, sugerimos assistir ao vídeo produzido pela Verbo Filmes, disponível no Youtube: Vivat Brasil – workshop maio 2019. Ir. Ana Elídia Caffer Neves, SSpS, secretária executiva da Vivat Brasil, jornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN). _______

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