ONU: Vivat Internacional denuncia violência contra indígenas de Roraima

Apoiada por 16 outras organizações, a Vivat Internacional denunciou, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a escalada da violência contra povos indígenas no Estado de Roraima. A região já é considerada a mais perigosa do mundo para os povos originários. O avanço irresponsável da mineração, a impunidade e a corrupção política vem provocando o assassinato de dezenas de pessoas e o aumento nos casos de estupro. Saiba mais!
Entre ações e orações: violentômetro

Eu até peço a Deus que nos livre do mal que é o feminicídio. Mas, além de rezar, eu me lembrei também do “Violentômetro”, um material muito didático, criado originalmente no México. Orações e ações mudam histórias! Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, veja o impressionante alerta de Maria José Brant (Deka)!
A mulher na política brasileira

Quantas vezes você ouviu as expressões “lugar de mulher é na cozinha” ou “mulher no volante, perigo constante”? Essas frases transmitem uma mentalidade machista e preconceituosa. Em tempos remotos, cozinhar já era uma atividade fora da moradia, como acontece em algumas culturas. E quais foram as mulheres que criaram movimento para combater o preconceito e lutar pela liberdade feminina no Brasil? Sabemos que as mulheres brasileiras começaram suas conquistas com muita persistência e busca de ideais. Graças à luta delas pelo direito à vida, à terra, ao estudo básico e superior, ao voto, à dignidade, conquistaram reconhecimento perante a sociedade atual. Como exemplos, temos Dandara, esposa de Zumbi dos Palmares (falecida em 1694); a indígena Clara Camarão (século XVII); Luísa Mahin, mãe de Luís Gama (falecida em 1882); Maria Quitéria, que lutou pela Independência do Brasil (falecida em 1853); Nísia Floresta, primeira educadora negra do Brasil (falecida em 1885); a bióloga e política Bertha Lutz, que lutou pelo direito do voto feminino (falecida em 1976); Lélia Gonzalez, filósofa e antropóloga, cofundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras do Rio de Janeiro (falecida em 1994); Therezinha Zerbini, advogada e ativista dos direitos humanos, fundadora do movimento feminista pela anistia (falecida em 2015); e tantas pensadoras e batalhadoras de nosso dia a dia, como Maria da Penha. A discriminação da mulher ocorre em todas as camadas sociais. A violência contra o sexo feminino vem de longa data. Infelizmente, o Brasil é o quinto país no mundo em feminicídio. De acordo com dados do IBGE (2020), com a pandemia, 35% das mulheres brasileiras têm sofrido violência sexual e psicológica. Todavia, graças à coragem de Maria da Penha, vítima de violência doméstica, depois de várias denúncias policiais contra seu parceiro, reivindicou proteção à vida, garantindo para as demais companheiras o direito a um recomeço longe de seus desafetos, ao ser criada a Lei n.º 11.340/2006, que tenta coibir maus-tratos e desrespeito. O Disque 180 e as delegacias da mulher têm sido uma ferramenta de amparo e esperança. Caso precise ou conheça alguém que necessite, utilize. Conforme o censo do IBGE de 2010, a maioria da população brasileira é do sexo feminino (51,5%, sendo 43,6% brancas e 56,10% que se declaram pardas e negras, destacando 9,7% de mulheres indígenas). Isso demonstra que, mesmo sendo a maioria no País, a cidadã brasileira ainda é pouco reconhecida na sociedade. Com efeito, a cada eleição, as brasileiras têm procurado seu espaço na política. No Congresso Nacional, atualmente temos como representantes do povo 76 deputadas federais, o que corresponde a 15% do total de 513 parlamentares, e 12 senadoras, entre os 81 senadores. Percebe-se que há, ainda, uma tímida participação feminina nas eleições também das câmaras municipais, mesmo com a Lei n.º 9.504/1997, que estabelece 30% de mulheres nos partidos políticos. Entretanto sabemos que, na realidade, a participação das mulheres na política brasileira não é satisfatória. Na eleição de 2018, apenas uma governante é do sexo feminino, a do Estado do Rio Grande do Norte, tentando cumprir seu mandato. Na História do Brasil, até hoje, somente tivemos uma presidente, Dilma Rousseff, que sofreu com as pressões machistas. Em 2022, teremos novas eleições e precisamos nos conscientizar da força e da responsabilidade política que todos nós temos. Sabemos que a educação da mulher tem, no Brasil, em seu núcleo familiar, uma história conservadora, gerando preconceitos e discriminação, reproduzindo a mentalidade machista, já que a educação dos filhos, por várias gerações, ficou sob sua responsabilidade. Nesse sentido, desde quando a mulher passou a trabalhar fora, percebeu a exploração da mão de obra, o assédio sexual, além da violência doméstica. Com a união e a força do movimento feminista/feminino, o respeito pelo “sexo frágil” passou a ser conquistado. A afirmação da pensadora francesa Simone de Beauvoir (1905-1986), “Não se nasce mulher; torna-se mulher”, provoca muitas reflexões que geram ações de busca pela liberdade feminina de construções culturais equivocadas. A educação da mulher, embora tímida, reflete na educação bem como em várias esferas sociais. Reconhecer a participação feminina nos projetos de políticas públicas, nas universidades, nas manifestações artísticas e desportivas é necessário para a emancipação da sociedade brasileira, que busca viver uma democracia plena. Infelizmente o “empoderamento” feminino tem incomodado o sexo oposto, acostumado, culturalmente, a ser o poder, tanto no espaço público quanto no privado. A compreensão dos papéis de ambos os sexos se faz necessária para uma parceria que, naturalmente, deveria ser para o bem comum. Que o Dia Internacional da Mulher não seja apenas uma demonstração do carinho, da ternura e da delicadeza estereotipados como características do sexo feminino, que, muitas vezes, se “coisifica” nos comerciais, sendo objeto de desejo, recebendo flores, mas seja de engajamento nos movimentos de luta pela conscientização de políticas públicas à dignidade humana. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente, professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, ligada à Arquidiocese de Florianópolis.
Reeducação dos homens diminui violência contra a mulher

Projeto Construindo Novos Valores: uma perspectiva de promover a equidade de gênero. A violência doméstica e familiar contra as mulheres apresenta um grande entrave para a conquista da equidade de gênero e exige a formulação de políticas públicas específicas para a sua prevenção e combate. Com a promulgação da Lei 11.340 (Lei Maria da Penha), em 2006, o debate sobre serviços de atendimento a homens autores de violência tem atraído cada vez mais visibilidade. Apesar de escassos no Brasil, esses serviços, denominados como “centros de educação e de reabilitação” ou “programas de recuperação e reeducação” nos artigos 35 e 45 da Lei, são consolidados em vários países como um complemento às iniciativas voltadas às mulheres. Esses espaços devem proporcionar o engajamento da população masculina na promoção da equidade de gênero e nas ações pelo fim da violência praticada por homens contra as mulheres. A importância de criar espaços de atendimento para homens autores de violência contra mulheres está na possibilidade de proporcionar ao sujeito a chance de reconhecer suas dificuldades e criar instrumentos para lidar com elas. “Eu não sei o que acontece, mas, quando ela fala alto comigo, eu perco a noção; quando vejo, já bati. Eu gosto dela, gosto muito”, ouvimos de um autor de violência. Ao ser questionado sobre o porquê dessa agressividade ao ouvir uma fala em um tom mais alto, após alguns minutos pensando, respondeu: “Acho que é porque, quando eu era pequeno, meu pai chegava bêbado em casa, ele gritava e batia na gente”, referindo-se aos irmãos e à mãe. A Lei Maria da Penha significou uma conquista e tem se traduzido em avanço no acesso aos direitos específicos das mulheres. A partir da norma, os crimes de violência contra a mulher começaram a ser mais visíveis, passando a ser combatidos e punidos. Porém uma lei por si só não transforma uma realidade. Ela precisa ser acompanhada de uma ampla mudança de paradigmas, de desconstrução de velhos valores e a elaboração de novas formas educacionais e culturais. Em uma sociedade que tem como prioridade o capital, todos os sujeitos se tornam vítimas constantes das diversas formas de violência, reproduzidas nas relações sociais. O Projeto Construindo Novos Valores foi criado, em 2014, para buscar compreender e apresentar ferramentas para combater a violência de gênero, especificamente a ocorrida no espaço doméstico, local e resultado de relações de poderes, onde as vítimas, em sua maioria, são esposas e filhas dos autores da agressão. A iniciativa é voltada para homens que se encontram em conflitos familiares causados por violência doméstica contra as mulheres. A partir de um processo de responsabilização, reflexão e reeducação, mediante atendimentos gratuitos, discutimos assuntos voltados à masculinidade, gênero, relações marido-mulher, o sentimento de posse, o perdão e o autoperdão. O objetivo é orientar o homem a rever e transformar os próprios valores, trabalhar a agressividade e a adotar um estilo de vida mais equilibrado. Os atendimentos individuais e em grupo são realizados por uma equipe composta por quatro psicólogos e três assistentes sociais. São realizados em espaço cedido generosamente pela Fundação Julita, localizado a Rua Nova do Tuparoquera, 249 – Jardim São Luís, em São Paulo-SP. Às segundas-feiras, das 19h às 21h, há os grupos psicossociais; às terças-feiras, das 18h às 21h, o acolhimento; e, às quartas-feiras, das 18h às 21h, atendimentos individuais. Os serviços são ofertados aos homens em conflitos familiares que chegam encaminhados pelo Judiciário e serviços de garantia de direitos do território, assim como aqueles que buscam o projeto de forma espontânea. Para além dos atendimentos diretos, o Projeto Construindo Novos Valores trabalha a prevenção da violência e a promoção da cultura de paz por meio da oficina “Ninguém mete a colher”, junto ao Fórum Social Sul, a Rede de Saúde e a Rede de Educação. Trabalhar com os homens é fazer política pública de enfrentamento à violência contra a mulher. Venha fazer parte conosco, associe-se ao Instituto Novos Valores. Rosita da Cruz Assistente social Especialista em Políticas Públicas Fundadora e presidente do Instituto Novos Valores cnv.inova@gmail.com (11) 95123-7672
Chega de violência contra a mulher

Celebrar o Dia Internacional da Mulher não é simplesmente reconhecer sua importância na sociedade, a qual é inegável, mas é, antes de tudo, um grito de protesto contra todo o sofrimento que é imposto às meninas e às mulheres no mundo inteiro. Por que será que as mulheres precisam carregar um fardo tão pesado de discriminação, violência, desigualdade e preconceito? Quanto dano faz uma cultura machista! Ser diferente não quer dizer ser inferior ou superior, significa apenas ter habilidades e possibilidades distintas para nos ajudar mutuamente e nos complementar como seres humanos, com os mesmos direitos e deveres. Infelizmente, ainda estamos longe disso. O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países onde há o maior índice de feminicídio no mundo. Só em 2016, uma mulher brasileira foi assassinada a cada duas horas. Mas o que é feminicídio? É matar uma mulher pelo fato de ela ser mulher, ou seja, por questões de gênero, em consequência do menosprezo ou discriminação da condição feminina. No Brasil, muitas mulheres são assassinadas pelos seus próprios maridos ou namorados. Até bem pouco tempo, as penas desses crimes eram abrandadas por estes serem considerados passionais e em defesa da honra. Somente a partir de 2015 o assassinato de mulheres passou a ser tido como crime hediondo, graças à Lei 13.104, que alterou o Código Penal Brasileiro. É preciso entender que o feminicídio é o último estágio da violência contra a mulher. Segundo dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, a cada hora, 503 mulheres acima de 16 anos foram vitimadas, resultando em 4,4 milhões de casos denunciados. Essas agressões foram desde a ofensa verbal e a ameaça até a violência física. Estes dados são alarmantes! Mas de onde vem toda essa violência? De acordo com a Organização das Nações Unidas, as agressões estão relacionadas ao sentimento de posse e de controle do homem sobre a mulher e seu corpo, do desejo de limitar sua emancipação e autonomia, e ainda o desprezo e até mesmo o ódio por sua condição de gênero. Todos esses fatores são culturais e precisam ser mudados. Daí a importância de abrir os olhos para o que está acontecendo e denunciar, ajudar as mulheres que sofrem agressões a buscarem amparo legal. Para isso temos a Lei Maria da Penha e a Delegacia da Mulher. Vamos, sim, comemorar o Dia Internacional da Mulher, homenageando sua coragem, sua criatividade, seu cuidado pela vida, sua capacidade de amar e de criar beleza ao seu redor. Vamos agradecer às mulheres por tornarem o mundo um lugar muito melhor… Mas vamos também dizer “chega”! Chega de violência contra a mulher! Chega de feminicídio! Chega de desigualdade, preconceitos, exploração sexual e de todos os tipos de exploração! Chega de abusos contra a mulher! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
Reeducação para homens violentos? Conheça o Projeto Construindo Novos Valores

Mês passado, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, falamos neste post sobre como a independência financeira feminina contribui para a saída das mulheres do quadro de violência doméstica. Hoje, no Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, dedicamos um tempo para abordar outra face desta violência: a dos agressores. Por que homens batem em mulheres? Para entender melhor sobre este assunto, pesquisamos os principais motivos que fazem com que os homens cometam uma agressão e os resultados foram bem curiosos. Existe um status que se chama pole position, e mexe diretamente com o ego da pessoa. Este sentimento faz com que a pessoa se sinta mais vantajosa perante a sociedade. Quando acontece alguma situação em que o homem se sente inferiorizado pela mulher, ele pode vir a querer retomar esse status, inclusive com força física. Um outro fator comum foi a banalização da violência, provocada pela vivência destas pessoas em locais onde a violência é comum e diária. Pessoas que estão expostas todos os dias à violência, acabam achando comum e repetem o comportamento. Em média, 60% dos homens agressivos vivenciaram violência doméstica na infância. Outros fatores incluem: não saber lidar com a frustração, rejeição, afronta e uso de substâncias psicoativas (drogas). Independente de qualquer que seja o motivo que leva a uma discussão ou desacordo, defendemos que nenhuma situação deve ser tratada com violência, afinal, ninguém gosta de apanhar não é mesmo? A reeducação como caminho Entre os especialistas, é consenso que o caminho para a mudança dos comportamentos agressivos dos homens está na reeducação. Tem circulado um vídeo na internet onde escolas em Nairobi, no Quênia, tem dado aos alunos Aulas de Consentimento para meninos e autodefesa para meninas. Este ensino faz parte do programa da Fundação No Means No WorldWide (“Não Significa Não, Mundo Afora”, em tradução livre) e ajudou a reduzir a violência em 50% logo no início do projeto. Como o governo não dá conta de atender a todos que precisam, algumas ONGs iniciaram projetos para ajudar na causa, como a Casa Sofia, que fica no Jardim Ângela na Zona Sul de São Paulo.No Brasil, para atingir os homens adultos, a Lei Maria da Penha, no artigo 35, prevê a existência de centros para educar e reabilitar agressores. Porém são pouquíssimas as vagas disponibilizadas pela rede pública e elas não podem ser ocupadas por estupradores nem homicidas. A Casa Sofia possui o Projeto Construindo Novos Valores, desenvolvido pela assistente social Rosita Cruz, que oferece um trabalho exclusivo para homens que cometem ou cometeram violência contras as mulheres. Os encontros individuais e em grupo acontecem semanalmente. “O Projeto Construindo Novos Valores é um espaço de escuta, reflexão e responsabilização para homens autores de violência doméstica. Ele têm por objetivo sensibilizar a Sociedade e, em específico, os homens autores de violência contra a mulher, sobre as implicações da desigualdade de gênero e as possibilidades de mudança de comportamento. Também são discutidos temas como ‘o lugar do homem na sociedade’, ‘a construção dos papéis de gênero’, ‘a violência em geral e contra as mulheres’. Os trabalhos com os homens são realizados por meio da metodologia de grupos reflexivos de gênero onde cada participante é tratado como responsável da violência contra a mulher. São utilizados os temas: gênero; relações de gênero; Direitos Fundamentais; masculinidade; direitos sexuais e reprodutivos; dinâmicas de grupo; noções de relações família e de casal e noções de psicopatologia” – explica Rosita Cruz, responsável pelo projeto. Que mudanças o trabalho traz para os homens? Segundo Rosita Cruz, existe uma conscientização pessoal e uma melhora significativa no comportamento dos agressores atendidos. Após algumas sessões, é notável uma melhora na qualidade das relações familiares e sociais e uma maior sensibilização da família para a resolução de conflito familiar. Os encontros fazem com que os agressores vejam que ninguém nasce violento, e que é possível controlar seu comportamento quando ele se esforça para isso. Saiba mais: Para mais informações da Casa Sofia e do projeto, ligue para (11) 5831-3053 / 5831 5387 (escritório) / 0800 770 3053 ou envie um e-mail para casasofia@santosmartires.org.br. Baixe aqui apostila “Vamos falar sobre masculinidade?”
Independência financeira diminui violência contra mulheres

A história das mulheres vem marcada por violência e privação desde que o mundo é mundo e a nossa Irmã Missionária Maria Amália sabe muito bem sobre isto. Ela trabalha no Projeto Providência desde 2003, uma ONG que atende crianças e jovens de comunidades carentes de Belo Horizonte – MG. Do contato diário com famílias carentes, ela montou um grupo de mulheres para ajudá-las em suas diversas dificuldades do cotidiano. Através deste trabalho, muitas mulheres, algumas vítimas de violência doméstica, aprendem a ter mais autonomia em suas vidas. Ir. Amália afirma que o projeto ensina à mulher o verdadeiro significado de dignidade e valorização e, mostra que ela pode ser responsável pela própria vida sem depender de ninguém. No grupo feminino, ela orienta as mulheres sobre a vida pessoal e profissional e as ensina a pintar e costurar, sugerindo como uma opção de renda. Estatísticas sobre a violência contra a mulher no Brasil No Brasil, apesar das novas leis, como a da Maria da Penha, as estatísticas (veja o quadro) referentes à violência contra a mulher ainda são assustadoras: A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha) O assassinato de mulheres negras aumentou (54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015) Somente em 2015, a Central de Atendimento a Mulher – Ligue 180, realizou 749.024 atendimentos, ou 1 atendimento a cada 42 segundos. Desde 2005, são quase 5 milhões de atendimentos. (Dados divulgados pelo Ligue 180) 2 em cada 3 universitárias brasileiras disseram já ter sofrido algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física) no ambiente universitário. (Fonte: Pesquisa “Violência contra a mulher no ambiente universitário”, do Instituto Avon, de 2015). 54% conhecem uma mulher que já foi agredida pelo parceiro, em todas as classes econômicas. (Fonte: Pesquisa “Percepção da sociedade sobre violência e assassinatos de Mulheres”, de 2013) Vergonha e medo de ser assassinada são percebidas como as principais razões para a mulher não se separar do agressor e metade da população considera que a forma como a Justiça pune não reduz a violência contra a mulher. Como sair deste quadro? É consenso que não existe independência feminina sem independência financeira. Mulheres que dependem financeiramente do marido, se sujeitam à violência psicológica e física para não serem deixadas e consequentemente passarem dificuldades com seus filhos. A estabilidade da carreira traz a tranquilidade de poder seguir em frente com a sua vida. Quando uma mulher está em um ambiente de igualdade, ela tem controle maior sobre a família e o destino dos filhos e pode ser mais ativa na luta contra a injustiça e a discriminação em suas comunidades. E aí mulheres, bora conquistar o teu?