Eleições: CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulgou a carta “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”. O texto pede que religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade promovam um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da vida religiosa consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. Saiba mais!
Papa Leão XIV nomeia presidente da CRB Nacional como consultora do Dicastério para a Vida Consagrada

A irmã Maria do Disterro Rocha Santos, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), foi nomeada pelo Papa Leão XIV para ser consultora do dicastério que cuida da vida consagrada e sociedades de vida apostólica. A religiosa tem uma longa trajetória de serviço à Igreja. Saiba mais!
“Irmãs rosadas” são destaque em reportagem do G1

Uma longa reportagem publicada pela TV RPC e o Portal G1 apresenta um pouco da vida e da rotina das irmãs da Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP). As religiosas, também conhecidas como “irmãs rosadas”, formam o ramo contemplativo da Família Arnaldina, da qual fazem parte também as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD), além de diversos grupos de leigos e leigas. Veja mais!
SSpS do Sul convidam para encontro vocacional

As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) convidam jovens do sexo feminino para o Encontro Vocacional a ser realizado nos dias 13 e 14 de junho, em Ponta Grossa (PR). A confirmação de presença deve ser feita até o dia 10 (quarta-feira). Saiba como participar.
“Irmãs rosadas”: emoção marca a entrada da Ir. Teresita Sotelo na vida contemplativa

Muita emoção marcou a entrada da Ir. Teresita Luján Sotelo na Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP), em Ponta Grossa-PR. De origem argentina, a ela foi missionária serva do Espírito Santo (SSpS) no Brasil por mais de seis anos. A decisão de transferir-se para a vida contemplativa veio após um longo tempo de discernimento. Saiba como foi o rito de acolhida entre as “irmãs rosadas”.
A ferida invisível da ingratidão: entre o ideal do bem e a dignidade do sujeito

Há dores humanas que não aparecem nos diagnósticos clínicos, mas que corroem silenciosamente a alma. Entre elas, a ingratidão talvez seja a mais profunda. Quando o servir implica anulação da pessoa, corre-se o risco de transformar vocações vivas em desertos áridos. Veja o artigo do Pe. Cristóvão Gonçalves, missionário do Verbo Divino.
Conheça a Escola para Formadores Jesus Mestre

A Escola para Formadores Jesus Mestre nasceu com o objetivo de proporcionar uma formação integradora aos que vão acompanhar os jovens que querem seguir a vida religiosa e presbiteral. Foi fundada em Porto Alegre-RS, em 1983, por um grupo de professores formados pelo Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Em 1989, a Escola se transferiu para São Paulo-SP, o que coincidiu com a conclusão de meus estudos e meu retorno ao Brasil. Desde então, faço o acompanhamento psicoespiritual de religiosas e presbíteros que fazem o curso, participo da equipe de professores e também da diretoria. Nosso desafio é preparar religiosos e religiosas, padres e leigos comprometidos, capazes de integrar, em suas próprias vidas, as dimensões psicológicas e espirituais, as quais se manifestam na vivência da própria vocação de maneira coerente e consistente. Isso significa uma formação integral que capacitará a acompanhar os jovens em sua busca vocacional e processo de formação numa congregação religiosa ou numa diocese. A formação é proporcionada durante quatro etapas, num período de quatro anos. Durante o mês de janeiro, é realizada a formação teórica e, ao longo do ano, a escola continua com os acompanhamentos personalizados e também com os trabalhos e estudos dos conteúdos recebidos, que incluem Antropologia Psicológica, Teoria da Personalidade, Desenvolvimento Humano, Psicodinâmica da Família, Psicologia Social, Psicopedagogia e Teologia da Vida Consagrada, entre outros. Para participar da escola, o candidato ou candidata faz um acompanhamento psicoespiritual com um dos professores e, depois, uma avaliação. Os princípios que norteiam a escola são os valores cristãos, religiosos e humanos. Temos experimentado que a Escola para Formadores Jesus Mestre tem contribuído para toda a Igreja no Brasil e em Angola, na África, onde tive a oportunidade de colaborar durante alguns anos na preparação de formadores, até que eles próprios assumiram a direção da escola de lá. Em relação à vida religiosa, ao oferecer uma base sólida àqueles e àquelas que estão na missão de acompanhar o processo de formação dos jovens, contribuímos também para a formação das lideranças. Nesse sentido, vale a pena ressaltar que um número significativo de religiosos que passaram pela Escola Jesus Mestre hoje atuam na linha de frente de suas congregações. O mesmo se dá entre os presbíteros, uma vez que vários deles foram ordenados bispos e aplicam, em suas atribuições pastorais, o que receberam. Como missionária serva do Espírito Santo, fazer parte da diretoria da escola, para mim, é uma resposta aos apelos do Espírito Santo, para que a vida religiosa consagrada e ordenada sejam instrumentos de transformação diante dos desafios atuais. Estamos contribuindo para a formação de pessoas para que sejam realmente instrumentos do Reino de Deus na realidade de hoje. Pessoalmente, sinto-me realizada quando acompanho pessoas que querem fazer parte da escola, especialmente quando buscam fazer um trabalho pessoal que as ajudem a serem pessoas livres, capazes de dar a vida sem reservas e a se comprometer com a causa dos mais excluídos. Durante este tempo da pandemia, tenho experimentado a ação do Espírito Santo nos impulsionando a sermos criativos para encontrar novas formas de animar, dinamizar os acompanhamentos pessoais e dar continuidade à escola, mesmo neste período em que as aulas não podem ser presenciais. Como fazer isso, quando um dos princípios da escola é a relação interpessoal? Como manter essa relação mesmo à distância? Buscando responder a esses questionamentos, criamos grupos para encontros on-line. Como não será possível realizar as aulas presenciais durante o mês de janeiro, organizamos grupos on-line de aprofundamento dos temas centrais da escola durante os meses de janeiro, fevereiro, março e abril. Assim, estamos acompanhando todos os alunos que já iniciaram a escola nos anos anteriores e também aqueles que querem conhecer a escola para poderem iniciar a formação. E já estamos colhendo os frutos! Irmã Maria Percila Vieira é a atual coordenadora provincial das missionárias servas do Espírito Santo na Província Brasil Norte e presidente da Escola para Formadores Jesus Mestre. É Pedagoga, Psicopedagoga e formada pelo Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália.
Irmã Zilda Hornai: confiança em Deus e desafios em nossa cultura

A irmã Zilda Maria Cofitalan Hornai pertence à Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo. Ela é natural do Timor Leste, um país insular, localizado na Ásia, que conquistou sua independência de Portugal no ano de 1975 e, em 2002, da Indonésia, com o fim da ocupação. Sua população é composta por vários grupos étnicos e fala cerca de dezesseis línguas. A primeira vez que irmã Zilda sentiu o chamado foi quando participava do grupo de coroinhas e assistiu ao filme sobre Santa Teresa de Calcutá. Ela ficou profundamente tocada. “Queria também me tornar uma freira para servir ao povo de Deus e, como as irmãs, ter uma vida muito simples”, narra. Um dia, ela encontrou uma missionária serva do Espírito Santo e expressou sua vontade de entrar numa congregação. “Nunca perdi de vista esse desejo até que terminei meus estudos e entrei. Tinha 19 anos”, conta Ir. Zilda. Ela passou quatro anos em formação religiosa antes de se tornar freira. Ao falar sobre os primeiros votos, seus olhos brilham e, com muita alegria, diz: “Deus me escolheu!”. Naquele dia, os pais, os parentes e os paroquianos foram para testemunhar sua consagração religiosa, realizada na paróquia. “Foi uma festa muito especial, com comidas deliciosas e danças, que foi até o sol se pôr”, lembra Ir. Zilda. Antes de entrar na congregação, Ir. Zilda achava que freira não precisava estudar, mas, durante seu estágio pastoral em uma escola das irmãs, percebeu que queria ser professora. Na formação, aprendeu sobre a Congregação, sua missão, carisma, internacionalidade e que as irmãs são enviadas para onde são mais necessárias. Só não imaginava que sairia do país para estudar e que viria para o Brasil, a fim de fazer faculdade e passar por uma experiência intercultural de seis anos. Para isso teria de deixar sua cultura, sua família, suas irmãs, sua comida e adaptar-se a uma nova vida. Chegando ao Brasil, sentiu muita saudade de seu país, porque tudo era diferente: a linguagem, a comida e as irmãs, muito mais idosas do que ela. Com o tempo, Ir. Zilda começou a gostar da vida no Brasil. “As irmãs são simpáticas e carinhosas, cuidando com muita atenção para que não me sentisse fora da comunidade”, conta. O que a ajudou foi lembrar-se sempre de São José Freinademetz. Enviado como missionário para a China, ele se tornou chinês com os chineses, a ponto de afirmar que queria ser chinês até mesmo no céu. “A vida dele se tornou uma inspiração para mim, pois me ensina a me adaptar, acolher e aceitar esta nova cultura”, afirma. A vida comunitária com irmãs de faixas etárias, nacionalidade, pensamentos, sentimentos e temperamentos diferentes não é fácil, mas ela explica que é possível: “Quando nos ajoelhamos diante de Deus, em oração, Ele nos dá força e paciência para nos entender umas com as outras e aceitar, com todo o coração, sem julgar e sem preconceito”. No dia 11 de agosto, Ir. Zilda renovou, pela quinta vez, seus votos religiosos, sendo a terceira vez aqui no Brasil. Relata que foi uma grande alegria ter uma Eucaristia presencial depois de meses de missa só pela televisão, por causa da pandemia. “Sinto-me privilegiada e grata por poder continuar o legado de nossa Congregação e de nossas irmãs. Cada vez que renovo meus votos, coloco-me à disposição como Nossa Senhora: ‘Eis-me aqui, Senhor, faça-se em mim segundo sua vontade’”, partilha. Sobre seus estudos na faculdade, Ir. Zilda confessa que, no início, estava com muito medo e nervosa, pois não conhecia ninguém, mas disse a si mesma que enfrentaria seu medo, conversando com os outros alunos. Aproximou-se dos demais, e o medo foi embora. Com o passar dos dias, começou a sentir-se confiante. Agora ela tem uma relação muito boa com os colegas e também com os professores. O Timor Leste tem dois idiomas oficiais, o português e o tétum. Embora as escolas ofereçam aulas de língua portuguesa, como esta não é a língua falada, os alunos, segundo Ir. Zilda, não levam a sério para aprendê-lo bem. Mas agora, cursando Pedagogia, ela tem de se esforçar e trabalhar muito para dominar o idioma e compreender a linguagem dos livros. Mas, com determinação, conseguiu passar em todos os semestres, sem falhar em nenhuma disciplina. Nas horas de descanso, a irmã pratica violão e toca nas orações e recreações da comunidade. Além disso, está sempre disposta a ajudar em tudo o que precisa. Para outras irmãs que chegam ao Brasil, Ir. Zilda é uma inspiração, pois percebem que elas também podem aprender, pois, como crê, “É Deus quem conduz nossa vida quando colocamos nossa confiança nele”.
Pergunte à irmã: Como saber quem tem vocação religiosa?

A pergunta deste mês traz um dos mais sérios questionamentos feitos pelas pessoas que querem ou pensam entrar para a vida religiosa. Como se trata de um passo decisivo na vida, este deve ser tomado com muito cuidado e por isso toda a orientação é muito bem vinda. Esta importante pergunta foi feita pela Bianca, de Messias – AL, e será respondida pela nossa Irmã Juanna Ortega, da equipe da Animação Vocacional. Assista abaixo: Não esqueça de enviar a sua pergunta através do nosso formulário e se inscrever no nosso canal para receber os próximos vídeos do ‘Pergunte à irmã’.
Anel de Tucum – Você sabe o que ele representa?

O anel de coco, como é conhecido, é um famoso anel usado por adolescentes e adultos e, em geral, é associado à amizade. Mas será que ele realmente significa isto? Na verdade, este anel representa a luta com a causa indígena e causas populares. E nem de coco ele é! O anel é feito de uma palmeira cheia de espinhos chamada Tucum nativa das áreas de nascentes dos Cerrados, Sul da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do sul e do Rio Uruguai e na Amazônia. Sabia disto!? A Origem O anel nasceu no tempo do Império do Brasil. Enquanto a realeza usava joias de ouro e metais, os escravos e índios, por não terem recursos para comprar este tipo de material, criaram o anel de tucum. Ele foi um símbolo de amizade entre si, de pactos matrimoniais, de resistência e da luta pela libertação. Nós e o Anel de Tucum Se você pensa que nós usamos este anel, você está acerto! Como ele representa a luta pelo povo e as causas sociais, seu significado é importante para nós. Este costume começou nos anos 60, no início da Teologia da Libertação. Esta é uma corrente teológica cristã que surgiu na América Latina, depois do Concílio Vaticano II e parte da premissa de que o Evangelho exige a opção preferencial pelos pobres. Muitos movimentos sociais se inspiraram nesta teologia. Desde então, religiosos e leigos que defendem o protagonismo e a inclusão dos mais vulneráveis da sociedade, passaram a usar o anel de Tucum como sinal de seu compromisso com a causa dos pobres. Para você entender tudinho sobre a origem dele, assista o filme “O anel de Tucum” que foi feito exatamente para explicar a história de seu surgimento: