Eleições: CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento

A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulgou a carta “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”. O texto pede que religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade promovam um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da vida religiosa consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. Saiba mais!
Papa Leão XIV nomeia presidente da CRB Nacional como consultora do Dicastério para a Vida Consagrada

A irmã Maria do Disterro Rocha Santos, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), foi nomeada pelo Papa Leão XIV para ser consultora do dicastério que cuida da vida consagrada e sociedades de vida apostólica. A religiosa tem uma longa trajetória de serviço à Igreja. Saiba mais!
CRB Nacional realizará pesquisa sobre a vida religiosa consagrada no Brasil

Uma live na noite de quinta-feira, 28 de maio, lançará a pesquisa sobre a vida religiosa consagrada no Brasil. A iniciativa é da CRB Nacional (Conferência dos Religiosos do Brasil). Saiba mais!
CNBB e organizações da vida religiosa manifestam apoio ao Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV tem se colocado abertamente contra os conflitos em andamento no mundo. Sua posição profética em favor da paz está causando reações dos que promovem a guerra. A CNBB, que congrega os bispos, e a CRB Nacional e a CLAR, estas últimas, entidades ligadas à vida religiosa consagrada, emitiram mensagem em solidariedade ao Papa e reforçando os valores do Evangelho. Veja a íntegra dos textos!
Revitalizando a Vida Religiosa Consagrada através do Autoconhecimento

Introdução O presente artigo visa refletir sobre a temática do autoconhecimento na Vida Religiosa Consagrada aprofundando elementos que constituem um percurso de entrega radical no serviço ao Reino, isto é, como o consagrado conhece a si mesmo, se aceita e se reconcilia com a sua própria história, reconhecendo o dom de si e orientando-o para à humanidade. Partimos da premissa de que o caminho do conhecimento de si, nem sempre é fácil, e isto é verdade, pois, é um percurso que exige ruptura com uma falsa imagem de si mesmo, no intuito de olhar-se com realismo, o qual, diante de tantos desafios apresentados pelo mundo atual, se faz necessário para todas as pessoas, e mais ainda, se faz imprescindível para aqueles que se sentem chamados à consagração total no seguimento de Cristo[1]. O autoconhecimento é uma passagem basilar para a maturação da própria vocação, para a autoaceitação das próprias emoções e a integração do indivíduo na sua totalidade, sobretudo para se configurar Àquele a quem se segue. Na realidade, a vida consagrada precisa de pessoas que tenham atingido um nível de autoconsciência madura e uma transparência que lhes permitam administrar suas relações interpessoais com uma certa liberdade, de modo a gerar vida e liberdade ao seu redor, como afirma Rulla: “Deus chama a profundidade de nosso ser, nosso coração, à liberdade para a autotranscendência do amor” (1985, p. 256). O autoconhecimento objetivo, coloca cada indivíduo em contato com o profundo mistério de si, com suas lutas, dores, necessidades, suas resistências que dificultam seu crescimento e os desejos que habitam no coração humano. Conhecê-los, aceitá-los e orientá-los para o que se escolheu é um dos principais desafios na formação[2] à vida religiosa consagrada a fim de acolher e compreender a vontade de Deus na própria vida, sem negar a realidade. Comprometer-se com a proposta de Deus requer tempo, vida de oração assídua, discernimento, corresponsabilidade, abertura as mediações, porque esta enfatiza os elementos a serem amadurecidos e purificados no caminho de crescimento vocacional. Sem um verdadeiro e sincero conhecimento de si, a ser desenvolvido face ao ideal e, portanto, aos critérios objetivos do crescimento da própria vocação cristã, seria quase impossível compreender o que há realmente para ser purificado, revitalizado e amadurecido. Portanto, faz-se indispensável cultivar um profundo e gradual percurso de acompanhamento psicoespiritual. 1 Autoconhecimento como percurso de autoaceitação Amedeo Cencini[3] em seus escritos, destaca que o conhecimento verdadeiro e realista, leva cada indivíduo ao contato com o que se vive no eu atual: limites e valores. Permite com que reconheça os dons e talentos recebidos de Deus e os seus pontos a serem melhorados; faz com que reconheça a sua própria realidade e negatividade dando-lhe um nome preciso; ajudá-o a compreender onde se é particularmente frágil, para identificar as áreas da própria escravidão e vulnerabilidades. Finalmente, levá-o a conhecer as suas incoerências e as áreas da personalidade que estão fechadas à ação do Espírito, num nível consciente e inconsciente. A partir daí, quanto mais precisa a identificação, mais eficaz pode ser então o trabalho de purificação, conversão, integração para alcançar essa consciência em viver a verdade, a sinceridade de uma forma autêntica, sem exaltação ou degradação. Conforme o autor, o autoconhecimento requer outro passo importante que é a autoaceitação, em outras palavras, olhar para si próprio com um olhar benevolente, sem a autocondenação. Aceitar-se como se é, com falhas e qualidades, para que a autoaceitação o ajude a administrar as suas necessidades, a superar seus limites, e acima de tudo não pretendendo eliminar o seu componente negativo, mas reconhecendo-o como um sinal inerente de humanidade. Atualmente, é comum encontrar consagrados incertos da própria identidade, de quem realmente são, ou com a sensação de que a parte mais profunda de si está submersa por uma autoimagem plena de convicções, regras, preconceitos, medos, ansiedades que, realmente nem sequer o conseguem reconhecer. Muitos, às vezes, por falta de tempo, de instrumentos ou até mesmo por desinteresse nunca tiveram a oportunidade para descobrí-lo. Com o intuito de superar desconfortos, falta de sentido, insatisfações, perda do encanto inicial da própria vocação e bloqueios interiores, faz-se necessário aventurar-se em um percurso sistemático e perseverante de conhecimento de si, a fim de compreenderem suas limitações e fragilidades, bem como, redescobrir seus talentos e potenciais inexpressivos. Desta forma, e, graças à exploração de sua verdadeira identidade como pessoa, será possível construir uma boa autoestima e sentirem-se realizados, integrados e sobretudo livres nas relações consigo mesmo, com os outros e com Deus. 2 Cultura do acompanhamento psicoespiritual A cultura do acompanhamento psicoespiritual ainda é muito escassa ou quase inexistente na vida religiosa consagrada e comunitária, de um modo geral. Muitos, ainda vivenciam a mentalidade de que um processo psicoterapêutico seria apenas para pessoas “problemáticas” ou que possuem um determinado nível de “patologia”, resultando por viver uma vida medíocre, como fotocópias, inconsistente ou sem uma identidade estruturada no total desconhecimento de si. Certamente, somente após revisitar um passado por vezes desconhecido, mas, que continua muito vivo dentro de cada indivíduo, que desperta a cada vivência de suas memórias afetivas, será possível uma resposta responsável, livre e autêntica em sua opção fundamental. No que diz respeito ao consagrado, além de entrar em um mundo interior para conhecer as suas incongruências, bem como suas potencialidades, o percurso de autoconhecimento faz-se crucial para assimilar os dons recebidos de Cristo, para identificar-se com Sua vida e ser configurado com Ele. Para além das mãos humanas, o acompanhador com uma particular preparação, embora conduzido pelo Espírito, caminha junto, mas não alcança, pela pessoa, um verdadeiro e transformante “entrar no próprio mundo interior” sem as mãos de Deus, pois Deus que habita em cada ser, o conhece em profundidade. Neste árduo itinerário, cada passo, cada descoberta, sentimento, incoerência revelada, ferida aberta, são integralmente envolvidos no manto de amor e misericórdia d’Aquele que conhece cada pessoa como nenhum outro e a acolhe, conforta, ilumina, cuida, cura, fortalece, ressignifica, revitaliza e finalmente, faz nova todas as coisas (cf. Ap 21,25). Através de um percurso sistemático poderão dizer como o salmista, que se maravilhou com o mistério da origem humana e louvou
Vocação à vida religiosa consagrada

A vocação à vida religiosa consagrada decorre da experiência vivenciada por pessoas simples e normais que buscam o seguimento radical de Cristo, entregando sua vida a Jesus, no cotidiano. A pessoa, ao sentir o apelo do chamado à vida religiosa, começa um processo de discernimento e amadurecimento, realizado por meio de uma caminhada de conhecimento espiritual e humano. Desse modo, começa a viver “o grande tesouro na Igreja naqueles que seguem o Senhor de perto, professando os conselhos evangélicos” (votos de pobreza, de obediência e de castidade), em uma congregação religiosa (Papa Francisco, Oração do Ângelus, 2 fev. 2020). E nesse seguimento, esforça-se para ser “sal e luz” de Jesus por onde passar. No decorrer do processo de formação do vocacionado, é necessário o acompanhamento e ser acolhido numa comunidade de vida religiosa, em busca de crescimento e amadurecimento nas dimensões espiritual, intelectual, comunitária, afetiva e apostólica. Essa ajuda e esforço será para aperfeiçoar as motivações que sustentam a vocação do candidato à vida religiosa. A vivência dessas dimensões estará presente na vida toda do consagrado, da consagrada. Durante a formação, há também os estudos acadêmicos, necessários para proporcionar competência e qualificação exigidas na missão. Na atualidade, torna-se cada vez mais necessário formar solidamente a pessoa, para seguir Jesus nos mais vulneráveis e fragilizados, e tornar-se capaz de fazer conhecida a ação de Cristo, levando-o a ser conhecido e amado. Toda vocação cristã é seguimento a Jesus Cristo, o que muda é o como. Portanto há diversas formas de segui-lo e servi-lo. Todo seguimento é vivido na missão em formas de vida diferentes: vocação ao matrimônio (família), vida sacerdotal e vida religiosa consagrada. Na vida religiosa, o vocacionado escolhe uma congregação que responda aos apelos do carisma e dons recebidos para sua vida e viver sua vocação. Ou seja, “Graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras” (Constituição Dogmática Lumen Gentium, n.º 12). Em outras palavras, o carisma é a missão concreta vivida com base no Evangelho, do qual são partes integrantes a promoção da justiça, do diálogo inter-religioso, no contato com a cultura moderna. No seguimento à vida religiosa, são necessárias atitudes, valores e padrões de conduta que, em seu conjunto, constituem o que podemos chamar de pressupostos da vocação daqueles que desejam seguir o Cristo encarnado na condição dos pobres. Nesse caso, podemos elencar características ou pressupostos da vocação religiosa consagrada necessários no discernimento da vocação, tais como: Profundo amor pessoal a Jesus Cristo. A pessoa seguidora de Cristo nos pobres mais pobres é alguém que, embora pecadora, sente-se chamada a acompanhar os passos de Jesus. Dá de graça o que de graça recebeu: o dom do amor redentor de Cristo. Hoje, como sempre, é a profunda identificação pessoal com Jesus a principal característica da vocação. Contemplativos na ação. Seguir Jesus na pessoa dos mais pobres é sentir-se unido a Deus, pela salvação de todos. Deus atua nos acontecimentos e por meio das pessoas, no aqui e agora, e é no discernimento que o seguidor de Cristo assume a responsabilidade de suas decisões apostólicas, participa da missão do Senhor. Solidariedade com os mais necessitados. A pessoa seguidora de Cristo no pobre faz-se solidária com os pobres, os marginalizados e os sem vez e sem voz. Sempre em busca do bem maior. A pessoa seguidora de Cristo nos pobres mais pobres sente-se constantemente levada a descobrir onde está o mais necessitado. Para isso, é preciso que não se acomode com o já realizado e tenha uma audácia que a leve a novas fronteiras e a novos desafios. É a busca do bem maior que dá o dinamismo apostólico da missão. Por fim, muito mais que todos os pressupostos para a vida religiosa, necessitamos contar com a responsabilidade e o respeito por parte de toda a comunidade cristã e religiosa. O convite “Vinde e vede” (João 1,39) de Jesus aos vocacionados e aos que estão em formação depende intrinsicamente do testemunho e da oração de todos, os já consagrados e de toda a comunidade cristã. Padre Domingos Chagas, SJMonge eremita na Ermida São Miguel, em Maringá-PR.
Pergunte à Irmã nº 2: A religiosa se aposenta?

Chegou mais uma edição do “Pergunte à irmã”, a série em que você pode fazer uma pergunta para uma irmã sobre vida religiosa, vida com Deus, Jesus Cristo, Bíblia, vida pessoal, vida profissional, dicas de leitura, conselhos e tudo mais que você quiser saber. A pergunta de hoje é “A religiosa se aposenta?” Vamos ver o que a Irmã Catarina Eduvirges Scnheider com 51 anos de vida religiosa, respondeu? Se você gostou, inscreva em nosso canal para receber os próximos vídeos. Para participar, envie a sua pergunta através do nosso formulário.
Pergunte à irmã – Por que irmã não casa?

Como falamos no mês passado, hoje vamos começar uma nova série em nosso blog chamada “Pergunte à irmã”, onde respondemos perguntas sobre temas da vida religiosa, Bíblia, fé, Igreja, doutrina católica, vida missionária, vocação religiosa e outros. E para nossa estreia, a Irmã Monika Kopf da Alemanha, com 50 anos de Vida Religiosa, vai responder a nossa primeira pergunta, enviada pela Dalvina Lima, pedagoga de 56 anos: “Por que irmã não casa?” Clique no vídeo e assista: Curtiu? Se essa era uma dúvida que você tinha, nos conte nos comentário e se não for, clique aqui e envie sua pergunta. Não se esqueça que você também pode clicar em qualquer momento em nosso banner da lateral esquerda e fazer a sua pergunta. Compartilhe com os amigos e se inscreva em nosso canal. Até a próxima!
Infográfico: Como ser uma irmã SSpS

Pra você que tem dúvidas sobre como é o processo para virar uma irmã missionária Serva do Espírito Santo, veja este infográfico. Aqui você tem o passo a passo pra se tornar uma irmã SSpS, bem como pode saber mais sobre a gente. No final, se ainda tiver alguma dúvida, comenta aí em baixo que nós esclarecemos. Se você tem interesse em fazer parte da nossa missão sendo uma irmã ou conhecendo mais sobre nosso trabalho, clique aqui. Estaremos entrando em contato com você 🙂
Novidades à vista… “Pergunte à irmã!”

A partir do mês que vem lançaremos uma nova sessão no nosso blog: “PERGUNTE À IRMÔ. Através dela, você poderá nos enviar todas as suas dúvidas sobre a vida religiosa, vida com Deus, Jesus Cristo, Bíblia, vida pessoal, vida profissional, dicas de leitura, conselhos e tudo mais que você quiser saber. Você terá o privilégio de ter a resposta em vídeo ou texto de uma irmã experiente esclarecendo suas dúvidas. Para enviar a pergunta, basta clicar na imagem e enviar a sua questão. Manda ver!