“Este sistema não Vale!”: Grito dos Excluídos

O Grito dos Excluídos completa, neste ano, sua 25ª edição. Assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1996, o Grito ocorre anualmente e é uma grande construção coletiva, com articulações que se estendem por todas as regiões do País, reunindo os mais diversos grupos, entidades, Igrejas e movimentos sociais. Contrapondo-se ao Grito da Independência, o Grito dos Excluídos tem sua culminância no Sete de Setembro, mas a sua reflexão se estende por todo o ano. Além de questionar os padrões de independência do povo brasileiro, essa grande manifestação popular tem como proposta ecoar a voz dos excluídos e marginalizados da sociedade, denunciando as mais variadas formas de exclusão e refletindo sobre os caminhos de construção para um Brasil mais justo, solidário e fraterno para TODOS os cidadãos e cidadãs. Com o lema nacional, “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”, este ano o Grito propõe refletir sobre quatro eixos: • Sistema capitalista: a manifestação quer alertar para a insustentabilidade do sistema capitalista que, endossado pelo sistema político, vem gerando cada vez mais mortes e degradação. • Justiça: o Grito quer também debater sobre o sistema de justiça e proteção que almejamos, uma vez que “ainda não temos justiça que liberta e direito que protege os pobres”. • Direitos: com esse eixo, busca-se denunciar a exploração e a precarização que vêm ocorrendo no Brasil, afetando brutalmente a vida dos mais empobrecidos. • Liberdade: diante das atuais ameaças às diversas liberdades conquistadas por muita luta e sangue em nosso País, o Grito quer defender esses direitos: a liberdade de ir e vir, de ficar, de falar, de manifestar-se, de ser oposição. Os problemas sociais, às vezes, parecem muito grandes e, geralmente, sentimo-nos impotentes diante deles, sem saber o que fazer. Participar do Grito dos Excluídos, somando com outras pessoas, é uma excelente atitude que pode gerar mudança social. O Grito ocorre em muitas cidades do Brasil. Informe-se e participe! Seja protagonista da transformação de nossa sociedade! Stela Martins, SSpSCoordenadora da RedesRede de Solidariedade _______
24º Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência”

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, sempre aberto e plural, de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. O Grito tem, a cada ano, um lema nacional, mas que pode ser trabalhado regionalmente, com base na conjuntura e na cultura local. As manifestações são variadas, de acordo com a criatividade dos envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos, procissão, pré-Grito, cursos, seminários, palestras… Em 2018, o lema é “Vida em primeiro lugar! Desigualdade gera violência”. Por que o Sete de Setembro? Desde 1995, o Grito dos Excluídos ocorre em Sete de Setembro. É o dia da comemoração da Independência do Brasil. Nada melhor do que essa data para refletir sobre a soberania nacional, que é o centro das mobilizações do Grito. Nessa perspectiva, o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo, em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, além de ser de festa, vai se tornando também um data de consciência política e de luta por uma nova ordem nacional e mundial. Objetivos específicos: Defender a vida dos excluídos e excluídas, assegurar os seus direitos, voz e lugar. Construir relações igualitárias que respeitem a diversidade de gênero, cultural, racial, religiosa e sejam esperança para, juntas e juntos, lutarmos por outro mundo possível. Construir espaços e ações organizadas politicamente, a fim de fortalecer e mobilizar o povo a lutar por um projeto de sociedade mais igualitária e fraterna que valorize a vida, a distribuição de terra, renda e bens para todos. Denunciar as estruturas opressoras da sociedade, as injustiças cometidas pelo modelo econômico neoliberal, a concentração de renda, a criminalização dos movimentos, dos defensores e defensoras dos direitos humanos e das lutas populares. Ocupar os espaços públicos e exigir do Estado a garantia do acesso e a universalização de direitos básicos, como educação, segurança pública, saúde, transporte, alimentação saudável, saneamento básico, moradia. Lutar contra a privatização dos recursos naturais e contra as reformas que retiram direitos dos trabalhadores. Cobrar dos governantes uma auditoria integral da dívida pública (interna e externa), que consome aproximadamente 45% do nosso dinheiro (orçamento federal) no pagamento de juros e amortizações aos especuladores. Fonte: http://www.cebsdobrasil.com.br/2018/04/29/grito-dos-excluidos-as-20181a/