Lives ajudam a superar o estresse da pandemia

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo vem realizando uma série de atividades on-line dentro do Projeto Tecendo Relações. Entre elas estão as lives que apresentam os talentos dos colégios da Rede de Educação. A última foi com a banda Xad Caramelo, na sexta-feira, 11 de setembro, no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. A escola está comemorando 118 anos de existência. Antes disso, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, apresentou a banda Soul Much Blues, no fim de julho. A irmã Maria de Fátima Marques, diretora-presidente da Rede de Educação, explica que as lives surgiram como um desdobramento do projeto Tecendo Relações, quando perceberam que a pandemia estava gerando muito cansaço e um certo nível de estresse na comunidade educativa. “Então resolvemos trazer as lives com uma leveza artística, com a música, com o ‘sextou’, com o descanso, para estar num ambiente familiar, curtindo uma boa música”. Além disso, segundo ela, é também uma oportunidade para promover os talentos dos alunos e professores, que se intercalam durante a apresentação. Na última live, o aluno Alexander Behrend e sua mãe, Ana Paula Behrend, professora de Música, representaram o Colégio Imaculado Coração de Maria, que celebrou recentemente os cem anos de presença no Méier, bairro do Rio de Janeiro-RJ. O aluno Eduardo Martins, do Colégio Espírito Santo, fez uma apresentação de guitarra, e o professor Célio Andrade, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, soltou a voz, em homenagem ao cantor Vander Lee, nascido em Belo Horizonte-MG. “O Tecendo Relações, dentro dos jardins do Colégio Stella Matutina, comemorando os seus 118 anos, fez pulsar dentro de mim os sentimentos mais profundos de saudade, de emoção, de solidariedade e de amizade”, afirmou a gestora administrativa Raquel Fiuza. Para ela, o projeto significa “o reencontro com a comunidade escolar, neste momento de angústia, de tristeza, por que o mundo está passando”. O mais importante para ela é que isso “está fazendo os nossos corações pulsarem”, não só nos alunos e profissionais, mas também no ex-alunos e até nas escolas vizinhas. Feliz com os bons resultados, afirma: “A comunidade precisa desse carinho”. Também Lilian Sedlmayer, diretora educacional do Colégio Stella Matutina, falou de sua emoção ao perceber o engajamento da comunidade escolar: “Foi muito bom participar da organização do evento, ver a mobilização das pessoas e a emoção da equipe, dos professores, alunos e familiares”. Irmã Maria de Fátima vem participando diretamente das lives e demais atividades on-line, e comenta que as transmissões já ultrapassaram 1.800 visualizações. “É número muito significativo no universo educacional de nossas escolas”, acrescenta. Das atividades on-line, o recorde de visualizações foi a apresentação do centenário do Colégio Imaculado Coração de Maria, em agosto, com mais de 4.600 visualizações. Segundo ela, está crescendo a adesão no canal do Youtube, o que mostra que “a comunidade educativa vem respondendo a esse projeto on-line da Rede de Educação”. A diretora-presidente lembrou ainda que, neste momento, o objetivo da Rede de Educação é cuidar da comunidade educativa, incluindo os educadores, os alunos e as famílias, e que “esses momentos de leveza são uma expressão desse cuidado”, explicou. “Queremos desestressar, viver momentos alegres, mesmo que o distanciamento social, nesta realidade da pandemia, traga desafios tão profundos.” Para finalizar, Ir. Maria de Fátima recitou o slogan da Rede: “Uma escola viva pulsa na gente”. ____ Na live do dia 11 de setembro, foi escolhida a banda Xad Caramelo porque seu vocalista, Alex Xad, é pai do aluno Aleph Mograbi, de 2 anos de idade, e sua esposa Thais Moreira Silva, é professora do colégio. A apresentação, com um repertório dedicado ao rock dos anos 70, foi uma homenagem aos 118 anos do Stella Matutina. Aqui trazemos a letra da música composta por Thomé Paulo Soares e Xad Caramelo, a qual ganhou uma adaptação para homenagear a presença missionária do colégio na cidade de Juiz de Fora. Flores do Céu Em tudo e em todosAlgo existe fascinante de se ver O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu Na bravia tempestadeNos ventos indomáveisNa calmaria em um lagoNo cintilar das gotasAté no tocar dos sinosDe um templo mais alémNa revoada dos pássarosAlegres em debandada O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu No alvorecer do diaNa noite caindo aos poucosNo surgir de uma estrelaNas estrelas matutinas (O Stella Matutina – adaptação) O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do… Se o mundo assim tão beloMe revelou sua belezaSerá assim pra sempreE será a partir de agora! O céu é lindo visto da terraA terra é linda vista do céuFlores da terra, flores do céu

Tecendo Relações de Solidariedade

A vida é feita de pessoas que, diariamente, tecem os sinuosos fios, dando sentido à existência humana. A sensibilidade que se traduz em ajuda é um dos sentidos que tornam o dom de viver ainda maior. Gente que se encontra e que, na convivência, vão descobrindo que a generosidade, a solidariedade e a alegria contagiante de fazer o bem às pessoas, por meio de gestos concretos e das mãos que se abrem, fazem toda a diferença e podem mudar tudo. Nesse sentido são os depoimentos de quem entendeu que educação se faz também de atitudes nobres. Por eles, partilhamos um pouquinho do projeto “Tecendo Relações de Solidariedade”, da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. “No início, nossa preocupação era com as necessidades emocionais, espirituais e sociais de toda a comunidade educativa e que nasce como resposta a uma preocupação sensível e cuidadosa com as pessoas que fazem parte da Rede, e por entender a importância do cuidado emocional, do acolhimento e da espiritualidade que constitui a alma e a razão de ser de nosso carisma. O Projeto foi se desenvolvendo e tecendo diferentes maneiras de ouvir, sentir e cuidar. Esse precioso cuidado, que chegou aos alunos, educadores, familiares por meio de encontros virtuais e ‘webinares’, criou uma grande corrente de solidariedade, amizade e fraternidade. Pensando naqueles que mais precisam, surgiu uma necessidade de ajudar, de fazer mais pelo nosso próximo. Doações variadas, de forma especial, de cestas básicas, contribuíram com muitas famílias e comunidades atendidas pelas obras sociais ligadas à instituição. Estamos conectados e envolvidos diante de um olhar cuidadoso e fraterno.” Luciana Marzullo Araujo, coordenadora missionária do Colégio Stella Matutina – Juiz de Fora-MG ________________________________________________________ “O projeto tem como objetivo despertar, em nossa comunidade educativa (famílias e colaboradores), o olhar do cuidado àqueles que estão em dificuldades ou nelas foram colocados. Assim, para comemorar nosso centenário de uma maneira em que o nosso carisma e missão estivessem visíveis ,realizamos o ‘Drive-Thru Solidário’, em que as famílias e os colaboradores foram convidados a trazer doações de alimentos não perecíveis para a confecção de cestas básicas que serão distribuídas para as famílias dos alunos do Centro Educacional Madre Josefa, obra de nossa Rede e que atende famílias que vivem no Complexo do Alemão. O objetivo foi alcançado! Conseguimos recolher cerca de meia tonelada de alimentos. Agradecemos a todos os familiares e colaboradores que se empenharam na concretização desse projeto. Que essa parceria família-escola continue dando muitos frutos!” Alexandre Britto, coordenador missionário, Colégio Imaculado Coração de Maria – Rio de Janeiro-RJ ________________________________________________________ “A situação que vivemos, no contexto da pandemia, tem nos ensinado a ressignificar nossas relações, sejam elas com nosso corpo, com nossas responsabilidades, com o mundo em que vivemos e também com nosso semelhante. Poder ajudar as famílias do Centro do Imigrante, por meio do projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’, tem sido uma experiência incrível. Saber que, de alguma forma, um pequeno gesto solidário que está a meu alcance poderá significar um suspiro aliviado e provisão para os próximos dias de uma família é encontrar, dentro de toda a instabilidade do momento em que vivemos, sentido para a vida. É uma alegria caminhar com pessoas que assumem a responsabilidade de entender o papel da educação na intervenção social. O sentimento é de gratidão por conhecer tantas pessoas boas que têm se mobilizado, em um exercício de empatia, para cuidar e servir.” Beatriz Von Laspera Carelli, professora da educação infantil, Colégio Espírito Santo – São Paulo-SP ________________________________________________________ “Empatia, compaixão e solidariedade. Esses são alguns sentimentos que o projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’ me trouxe neste momento. Mostrou-me o que é ser uma verdadeira cristã e uma cidadã consciente. A pandemia fez com que muitas pessoas parassem e olhassem o próximo. Mas esse olhar vai além do enxergar; estamos sentindo. Um projeto tão lindo, com o qual fui surpreendida por tanto amor e preocupação de tanta gente! E fazer parte disso tudo é colocar em prática valores que não ficam só na teoria. Agradeço a meus colegas Agostinho, Beatriz e Kelly, que compartilham dos mesmos sentimentos e ideias! Gratidão sempre!” Luciana Basile Mendonça Lima, professora do ensino fundamental 1, Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP ________________________________________________________ “O que dizer sobre projetos sociais? A gente vê muito por aí sobre trabalhos lindos que envolvem a generosidade e o amor das pessoas em ajudar o próximo ou aquele que nem conhece. Sempre achei lindo, mas nunca tive uma atitude eficaz para me envolver a fundo com esse tipo de ‘trabalho’/‘ação’. Contudo hoje tudo mudou. Acredito que essa pandemia veio nos ensinar muita coisa e nos ajudar a sermos seres humanos melhores, com um olhar mais humanizado e generoso para o outro. A palavra do momento é ‘empatia’, portanto vamos usá-la com todo o significado que ela tem. Fazer parte de um projeto social tem um gostinho diferente. Estou imensamente feliz em participar ativamente. Tem sido mágico, impactante e extremamente importante colaborar com esse tipo de ação, em especial, colaborar com o projeto ‘Tecendo Relações’. Se antes eu já tinha a preocupação em me tornar um ser humano melhor, um ser humano responsável e ajudar o próximo, hoje isso está inserido em minha rotina, enfim em minha vida. Conectar-me com as pessoas para ajudar outras pessoas, ir em busca de descontos, faz-me sentir viva, forte. Sim, eu posso ajudar! Sim, eu quero ajudar! Agradeço imensamente por fazer parte deste projeto lindo. Poder ajudar as pessoas me faz um bem enorme, um bem à alma… Muito obrigada!” Kelly Silva Brandão, coordenadora de Segmento da Ed. Infantil e 1º ano ________________________________________________________ São palavras como as que acabamos de ler que nos ajudam a entender, cada vez mais, que a partilha é um caminho urgente, possível e transformador. Motivar e participar de projetos como o “Tecendo Relações”, tendo a possibilidade de fazer o bem neste momento da história, nos faz felizes e ajuda a pensar sobre nossa missão aqui. Afinal, ajudar as pessoas a encontrar suporte nos momentos de necessidade nos ajuda a entender que estamos

Maestro João Carlos Martins participa do Tecendo Relações nesta quinta

Nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 19h, o maestro João Carlos Martins participa ao vivo de um bate-papo sobre a arte de agir com amor e emoção para superar os desafios. O artista é o convidado do webinar Tecendo Relações. A conversa será mediada pela professora Edja Camila, do Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ. A transmissão será pelo canal da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, no Youtube. O professor Marcus Vinícius Leles de Barcelos, que leciona Literatura e História da Arte no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG, conta um pouco mais sobre o maestro João Carlos: “Aos 5 anos, João precisou submeter-se a uma cirurgia para a remoção de um tumor benigno incrustrado em seu pescoço. Todavia o procedimento contou com alguns revezes. Sensibilizado, o pai do menino decidiu presenteá-lo com um instrumento, o piano. O pai de João lhe sentenciou ao apresentar o instrumento pelo qual o garoto desenvolveria verdadeira fascinação: ‘Nós vamos perseguir o sonho de você se curar, e você ficará curado’. Iniciou-se, assim, a relação entre o menino e a música. João, sanado em nova cirurgia aos 8 anos, debruçou-se cada vez mais sobre as teclas. Aos 13 anos, João Carlos Martins estabelecera-se como concertista com sólida carreira pelo Brasil. Aos 18, passou a constelar entre os nomes de lustre do cenário internacional. Pouco depois, consagrou-se em apresentações no Carnage Hall, em Nova Iorque, sempre com lotação esgotada. Em tais ocasiões, peças de Bach eram as melhores vitrines para o virtuosismo do brasileiro. João não apenas os versava com facilidade como adestrou seu corpo a um novo patamar de exigência. Tornou-se capaz de executar vinte e uma notas por segundo. Em 1965, o músico residia em Nova Iorque, quando o time da Portuguesa de Desportos visitou a cidade por ocasião de um jogo-treino, para o qual convidou João Carlos Martins a integrar a equipe oficial. Contudo, em um desfecho inusitado, a participação do pianista na partida foi interrompida por um acidente que provocou a perfuração de seu braço à altura do cotovelo e comprometeu o pleno funcionamento do nervo ulnar, relacionado à elaboração motora das falanges. Como consequência, João Carlos Martins precisou afastar-se temporariamente do piano, devido à atrofia de três dedos. A situação se agravou alguns anos depois, quando o músico, que em nenhum momento desistiu da vocação e manteve-se engajado em exaustivos tratamentos, desenvolveu um quadro de lesão por esforço repetitivo. Entretanto, em um exemplo incrível de superação, o pianista conseguiu voltar aos palcos após longas e atribuladas sessões de fisioterapia. Não se desapegou, aliás, da paixão por Bach. Entre 1979 e 1985, realizou várias e significativas gravações das composições do mestre barroco. Em 1995, uma nova pirueta do destino. Ao sair de um teatro na cidade de Sófia, na Bulgária, João Carlos Martins foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, em um assalto. A concussão causou uma sequela neurológica que impôs restrições ainda mais severas à mobilidade do braço direito. Passou a executar peças que demandassem apenas a utilização de sua mão sã, como o álbum Só para a mão esquerda, composto por Maurice Ravel para Paul Wittgenstein, pianista austríaco que perdeu o braço direito durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, acabou por ter a mão esquerda inviabilizada pelo acometimento de uma nova moléstia, a contratura de Dupuytren. Desse ponto em diante, iniciou um longo périplo pela regência antes que pudesse voltar ao piano. A transição à posição de maestro acarretou novas necessidades de adaptação. Impossibilitado de manusear as partituras em tempo hábil para reger a orquestra, João Carlos Martins passou a memorizar, nota por nota, as peças que se propunha apresentar. Ressignificou também sua fascinação por Bach por meio da criação da Bachiana Filarmônica e da Bachiana Jovem, instituições responsáveis pelo recrutamento e pela revelação de grandes talentos musicais. Surpreendentemente, em 2020, deu-se o reencontro do músico com o piano, por meio de um par de luvas biônicas projetadas pelo designer industrial Ubiratã Bizarro Costa, as quais restituíram a mobilidade às mãos de João. A trajetória de João Carlos Martins é uma peça executada a vários andamentos. Nunca em silêncio. E para aqueles que, a qualquer momento, pensaram-no fora de cena, não se iludam. Como todo bom prestidigitador de Bach, João Carlos Martins é mestre da invenção e do improviso. Tem a arte sutil do ardil e da saída. Tocata e Fuga. Conhecê-lo é um privilégio que será experimentado pelos colaboradores da Rede de educação das Missionárias Servas do Espírito Santo no webinar Tecendo Relações.” Marcus Vinícius Leles de Barcelos é graduado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela mesma instituição. É professor de Literatura e de História da Arte do Colégio Sagrado Coração de Jesus.

Empatia, compaixão e cuidado na Rede de Educação SSpS

A Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo está promovendo uma série de atividades on-line como parte do projeto “Tecendo Relações”. O próximo webinar ao vivo é nesta quinta-feira, 9 de julho, às 19h, com o tema “Caminhos para viver bem: empatia, compaixão e cuidado!”. A convidada é a Monja Coen, reconhecida como autoridade na abordagem de práticas vivenciais baseadas na sabedoria, na compaixão e na empatia. A webinar será transmitida no endereço https://www.youtube.com/channel/UCJkRvCAyci2WxskppPEidEQ. O tema faz parte da proposta do projeto “Tecendo Relações” que, de acordo com a diretora-presidente da Rede de Educação, Ir. Maria de Fátima Marques, “Nasceu das reflexões realizadas em rede e da preocupação sensível e cuidadosa com as pessoas que fazem parte de nossa missão educativa, como o samaritano que viu, sentiu e se compadeceu”. Dessa forma, o projeto está alinhado com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano e busca cuidar do emocional da comunidade educativa, incluindo alunos, educadores, familiares e interessados em aprofundar assuntos que possam ser iluminadores, especialmente durante este período de pandemia. A primeira webinar foi com a psicóloga Aline Souki, que desenvolveu o tema “Gerindo as emoções durante o isolamento social”. O encontro está disponível no Youtube, pelo link https://www.youtube.com/watch?v=rce0Rflu7io. Diante da necessidade de cuidar do emocional e das relações humanas, a Monja Coen vai dialogar e apontar caminhos do bem-viver, tendo a empatia, a compaixão e o cuidado como práticas possíveis e que fazem parte dos valores que iluminam a ação pedagógica das escolas da Rede de Educação SSpS e que ganharam reforço por causa do tema transversal deste ano, que é “Escola viva: vê, sente e cuida”. Coen é uma monja zen budista brasileira de ascendência portuguesa e missionária oficial da tradição Soto Shu, com sede no Japão. Ela vem ajudando muitas pessoas a pensar e a dar à vida um novo significado, com base na espiritualidade, motor que move cada ser humano.“Refletir sobre esses temas se torna necessário e oportuno para que saiamos ainda melhores deste momento de distanciamento social”, afirma Patrícia Campos, assessora de comunicação da Rede de Educação. Ela acredita que, “diante de tantas tribulações, parar um pouco, serenar o coração e ouvir se torna essencial”. O webinar está aberto também ao público em geral. Será uma oportunidade de refletir a partir de uma perspectiva inter-religiosa que certamente ajuda a abrir horizontes para uma compreensão mais ampla da realidade atual e da universalidade do ser humano.

Tecendo relações em meio ao isolamento social

Alguns meses atrás, quem poderia imaginar as escolas funcionando de portas fechadas, com os alunos em suas casas e os professores também? Mesmo que as escolas da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo estejam bem equipadas com tecnologia de ponta, há muitas situações impostas pelo isolamento social com as quais é difícil de lidar. A pandemia do coronavírus trouxe uma mudança radical no cotidiano dos alunos e de suas famílias, como também no de educadores, sejam professores ou ligados à área administrativa. Para analisar a situação e buscar soluções para manter um ensino de qualidade e dialogar com as famílias, a equipe gestora dos colégios da Rede de Educação se reúne on-line diariamente. Nesse contexto, a equipe percebeu a necessidade do cuidado com as pessoas que passam por momentos de muito sofrimento. Daí surgiu o Projeto Tecendo Relações. Abraçado pela Dimensão Missionária, a iniciativa quer cuidar do emocional das pessoas durante a pandemia e pretende atingir quatro frentes: os alunos; os educadores, tanto administrativos como os professores; os familiares; e as obras sociais. Para isso são organizados encontros específicos para cada grupo. Irmã Maria de Fátima Marques, diretora-presidente da Rede de Educação, diz que, ao participar do projeto, pode perceber melhor o que significa para as pessoas viverem em isolamento social. Ela explica que, “mesmo estando no núcleo familiar, estamos cercados de mistério, de sentimentos de incerteza, de dúvidas, de insegurança” e, nos encontros on-line, os diálogos permitem uma vivência em que “as emoções afloram”. Ela identifica aspectos que aparecem com frequência: “O resgate da dimensão da família, a fé e a esperança, e a importância da equipe”. E acrescenta que o projeto ajuda a sustentar as pessoas neste momento de crise e a fortalecer o sentido de pertença como equipe da Rede de Educação. Agostinho Travençolo Júnior, coordenador da Dimensão Missionária das Escolas, assumiu o papel de mediador dos encontros on-line com os diferentes grupos. Ele considera o Tecer Relações como “um trabalho artesanal, pois se trata do fio que tece a vida, que tece as dores, que tece as nossas fragilidades e também os nossos sonhos”. “É um projeto de cuidado com a vida, em sua amplitude”, completa. “Criar esse canal, utilizando as ferramentas tecnológicas para que as pessoas possam falar um pouquinho de suas vidas, é muito importante e ajuda a fortalecer e abastecer as energias neste tempo de grandes desafios”, afirma. “Temos falado de questões muito essenciais da vida, que dizem respeito à nossa existência humana. As pessoas têm necessidade de falar sobre suas angústias, seus medos, seus afetos, suas preocupações e sua espiritualidade, o que, na verdade, torna todo mundo igual”, explica Agostinho. Os encontros são sempre uma surpresa. Os temas são variados, e cada grupo tem reações bem diferentes. Na avaliação do coordenador da Dimensão Missionária, as pessoas têm se surpreendido, no sentido de que o projeto convida a sair um pouco do trabalho, da rotina, para perceber que há gente se preocupando com elas, com seus familiares, com seus sentimentos. Agostinho confessa que conduzir os encontros tem sido gratificante. “Tem momentos que saio muito emotivo do contato que tenho com cada grupo”, conta. “Acho que temos deixado na vida das pessoas uma marca, possibilitando essa janela em que a gente pode ouvir a alma das pessoas, na qual pode ser essa presença motivadora na vida de cada uma delas.” Inspirado na experiência vivida nos encontros do Tecendo Relações, Agostinho criou este poema: Crochetar Teço tramasAcendo flamasTransformo fiosEntre dramas e desafiosCrio a vida ponto a pontoMesclando cores e encontrosSem pressa em meus devaneiosDançam mãos silenciosasFrágil força em novelos enleioE assim se compõe a vidaMesclando sonhos e desconstruções antigasUm faz e desfaz entrelaçadoOnde se perdem os pensamentosEm fios desembaraçadosMão que criaMão que teceMão que aqueceMão que fiaQue convive com o tempoQue textura utopiaArtesã de relaçõesE histórias de família Conheça um pouco da programação do Tecendo Relações: • Os encontros ocorrem às terças, quartas e quintas-feiras, às 18h.• A cada semana, temos grupos diferentes.• Quinzenalmente, às quintas-feiras, temos o “Tecendo com a Juventude Missionária Conectada”.• A primeira live com as famílias será no dia 28 de maio, às 18h. Live com música No dia 14 de maio, houve uma live com os alunos. O tema foi a Missão Sem Fronteiras de 2017 e 2019. Participou o músico João Pedro, ex-aluno do Colégio Stella Matutina, de Juiz de Fora-MG. A live, transmitida pelo Instagram, proporcionou uma conversa descontraída com os jovens e muita música.

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