SSpS do Brasil emitem nota em repúdio a conflitos e reforçam opção pela paz

As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) do Brasil emitem uma nota em repúdio ao aumento dos conflitos em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial, e reafirmam a opção pela busca da paz, da concórdia e da defesa da Casa Comum. “Não podemos permanecer indiferentes diante do sofrimento de tantas pessoas”, diz a mensagem. Veja a íntegra do documento.
Missa marca o início da visitação-geral na Província Stella Matutina

As irmãs Miriam Altenhofen (coordenadora-geral das SSpS) e Kreti Vidal (conselheira) abriram oficialmente a visitação na Província Stella Matutina (Brasil Norte). Na missa realizada neste domingo (8 de fevereiro), em São Paulo, Ir. Miriam refletiu sobre a passagem do Evangelho de Mateus (5,13-16), “o sal da terra e a luz do mundo”. Veja a meditação e saiba o que significa a visitação-geral nas congregações religiosas.
Clima e crianças: pistas para mudar o mundo!

Para começar, uma confissão: ando um pouco sem esperança. Mas sempre que isso acontece, minha intuição me leva a aproximar-me das crianças. Então, é exatamente isso o que farei… Se você, adulto, está lendo este texto, compartilhe e traduza esta mensagem em forma de recado para alguma criança. Primeiramente, um pedido público de desculpas: crianças, nós, adultos, falhamos! Sim! Podem acreditar que adultos não são infalíveis, por isso é hora de dar as mãos e ouvidos à infância e contar um pouco sobre essa confusão e contradição que é falar das mudanças climáticas que ameaçam a vida no planeta. Nós, adultos, que fazemos parte dos governos, das instituições privadas e da sociedade civil como um todo, estamos perdendo as chances de buscar soluções conjuntas e globais para minimizar os efeitos das mudanças climáticas. Nossa Casa Comum está pedindo socorro, e sabemos: o que acontecer à natureza que nos foi confiada estará acontecendo a nós mesmos. Nossa Casa Comum está se esgotando pela forma com a qual a ação humana vem interferindo na natureza. Fato é que mudanças climáticas podem ocorrer por alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da Terra, mas o grande problema é quando ela é consequência das atividades humanas, e é sobre isso que vamos conversar. De forma gradual, começamos a perceber, em nosso cotidiano, os efeitos das mudanças climáticas com o aquecimento global, com a subida do nível das águas do mar, o derretimento acelerado de gelo nos polos, a incidência radical de chuvas e seca, a água se tornando mais escassa, perda da biodiversidade, a desertificação, entre outros. Inspirada nas referências de conteúdo aqui citadas, podemos dizer que nosso planeta é protegido por uma camada de gases que ajuda a manter e viabilizar a vida na Terra. Didaticamente apropriando desses conteúdos, o que acontece é que a “radiação solar que chega a nosso planeta é refletida e retorna diretamente para o espaço, outra parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre, e uma parte é retida por essa camada de gases que causa o chamado efeito estufa. O problema não é o fenômeno natural, mas o agravamento dele. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade de gases formadores do efeito estufa, essa camada tem ficado cada vez mais espessa, retendo mais calor na Terra, aumentando a temperatura da atmosfera terrestre e dos oceanos e ocasionando o aquecimento global”. E então, crianças, depois dessa introdução, chegamos ao que interessa. Enquanto esperamos e apostamos que vocês vão crescer e vão nos ajudar a consolidar saídas e alternativas viáveis e criativas, já temos vários caminhos globais, árduos e adultos para fazer “diminuir o desmatamento, investir no reflorestamento, investir em energias renováveis não convencionais (solar, eólica e biomassa, por exemplo), investir na produção e uso de biocombustíveis, reduzir o consumo, reduzir, reaproveitar e reciclar materiais, investir em tecnologia de baixo carbono…”. Enquanto vocês estão crescendo, também temos vários caminhos que dependem de gestos conscientes e opções cotidianas que já podem assumir a liderança e fazer a diferença: pratiquem o consumo consciente e sejam cuidadosas com o que compram e desejam comprar; sempre que puder, usem transporte coletivo; façam a coleta seletiva e aprenda a reutilizar e reaproveitar materiais; economizem energia elétrica e sejam cuidadosas e econômicas no uso da água em geral e na hora do banho; prefira adotar animais, não os comprem; plantem uma horta em família, nem que seja em vasos, e adote o consumo de produtos orgânicos; andem a pé e de bicicleta sempre que puderem; diminuam o consumo de carne e alimente-se com qualidade… Eu poderia seguir com essa lista interminável, mas já vou concluir. Estudem… Estudem muito para que as saídas brotem nas mentes criativas e inquietas que são vocês. E amem, amem muito a diversidade e o mistério da vida na Terra. Referências https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas2/ https://www.biologianet.com/ecologia/mudancas-climaticas.htm Maria José Brant (Deka), assistente social, analista de políticas públicas na Prefeitura de Belo Horizonte-MG, mestra em Gestão Social, mosaicista nas horas vagas.
Direitos humanos, um compromisso social

Você já parou para pensar por que existe “certidão de nascimento”, “carteira de trabalho” ou contrato em cartório? Que há muitos brasileiros que sonham em ter uma moradia digna com escritura e registro de imóvel? Quando trabalhadores e trabalhadoras puderam reivindicar condições e melhoria de trabalho? Que todos têm direitos à educação e à segurança? Que tortura é crime? Da Antiguidade até meados do século XX, esses direitos não existiam para homens comuns e muito menos para as mulheres, que eram vistas como sem alma! Eles foram conquistados durante muitos séculos, quando pensadores clássicos da Grécia Antiga, por volta do século V a.C., começaram a dar sinais de humanidade para a política da época, surgindo, assim, a “democracia”, isto é, “o poder do povo”. No entanto, o conceito de “povo” como coletividade que vivemos hoje apareceu na França, no século XVIII. De lá para cá, novas conquistas. Além do direito político, surgem os direitos civis e os sociais. A cidadania passa a ser exercida por milhares de indivíduos, conforme a garantia das liberdades individuais de ir e vir, de eleger seus representantes, de organizar-se em partidos, da construção de uma vida digna, como acesso à educação, à saúde, à cultura, ao lazer e à moradia, vai aumentando a qualidade de vida. Infelizmente, em muitos lugares do planeta, nem todas as pessoas gozam desses direitos, por causa das desigualdades sociais, das injustiças, das guerras, resumindo, do poder. Para combater as barbaridades que aconteciam no mundo, surgiu, após a Segunda Guerra Mundial, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Há 72 anos, a ONU busca cumprir os 30 artigos da Declaração, com o objetivo de proporcionar o diálogo e impedir conflitos entre os países, devido a questões econômicas, políticas ou culturais. Garantir a vida, a liberdade e o reconhecimento à pluralidade, o respeito mútuo em detrimento a privilégios de grupos particulares, como determina o artigo 1º: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em ralação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Mas, por que ainda, no Brasil, há tantas famílias morando debaixo de viadutos? Homens e mulheres analfabetos? Trabalhadores sendo explorados? Jovens que nunca assistiram a uma peça de teatro? Prisioneiros ou religiosos sendo torturados? Milhões de pessoas passando fome? A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser um compromisso social, em que tráfico de pessoas, discriminação, preconceito, torturas, violências devem ser erradicadas de nossa sociedade bem como de outros países. A maioria dos brasileiros desconhece, ainda, os artigos da Declaração, o que, infelizmente, mantém muitas injustiças e violações quanto aos direitos de crianças e idosos, por exemplo. Procuremos conhecer cada um dos artigos e denunciar quando não são cumpridos por autoridades ou cidadãos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi feita para todos “sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”, conforme o artigo 2º. Ela foi contemplada nos artigos da Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Estatuto do Idoso bem como no Código Civil em vigor. Cabe a cada um ter a consciência de fazer valer esse compromisso social. Maria Terezinha Corrêa Mestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC. Atualmente é professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e Combate à Tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, pertencente à Arquidiocese de Florianópolis-SC.
O agronegócio é compatível com a ecologia integral?: compartilhando uma história vivida

“O avião que joga o veneno faz a curva bem ali, em cima da cerca da nossa terra.” Foi o que ouvi de Wagner, jovem liderança do povo Krahô-Kanela, quando cheguei à aldeia, no Tocantins, pouco antes da pandemia. Ele estava falando do vizinho plantador de soja, e seu povo queria conversar sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Passarinhos que não se ouvem mais; peixes que aparecem mortos, boiando no rio; pessoas queixando de dor de cabeça ou de irritação nos olhos e na pele… Ao falar sobre isso, estes indígenas nos mostram consequências do modelo produtivo do agronegócio para a saúde do ambiente e das pessoas. Ao mesmo tempo, testemunham a ecologia integral a que nos convida o Papa Francisco, ao mostrar, em seu cuidado com os seres não humanos, que sua cosmovisão vai muito além do antropocentrismo. Os Krahô-Kanela, assim como várias outras etnias e também ribeirinhos, quilombolas e camponeses, há muito tempo, vivem nesta linda e generosa região de florestas alagadas. Saberes e fazeres ancestrais, transmitidos às novas gerações no dia a dia, conformam modos de vida singulares, em estreita relação de respeito e afeto com o ecossistema, onde buscam o peixe, as frutas, as ervas, a palha, a água e o contato com seus encantados. Há algumas décadas, o agronegócio se instalou nestas terras férteis e ricas em água da bacia do rio Formoso, no Sudoeste do Tocantins, assim como em outras regiões do Estado, onde já ocupa cerca de um milhão de hectares para produzir soja e exportá-la para a China (para alimentar os animais confinados que provavelmente participaram do desequilíbrio que originou a pandemia de covid-19). Enquanto isso, diminui a área plantada com mandioca, por exemplo, que é comida de verdade. Enquanto isso, vários povos e comunidades tradicionais, descendentes dos povos originários desta terra, aguardam há anos a demarcação de um pedaço de terra onde possam viver de seu jeito. Modelo químico-dependente Injustiça hídrica é o que fazem os empresários do agronegócio quando constroem barragens no rio e capturam essas águas para canais que vão dar direto em seus monocultivos. À montante, essas barragens geram inundação nas plantações do povo do lugar e até mesmo nos terreiros das aldeias. À jusante, principalmente quando não é tempo de chuva, o leito do rio pode ser usado como estrada, de tão seco, como nos mostrou em fotos a equipe do Regional Goiás-Tocantins do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Os peixes não conseguem fazer a piracema, a mata ciliar vai secando, e todos os seres que precisam da água do rio ficam sem ela. Não seriam as águas um bem comum? Além de hidrointensivo, o modelo produtivo do agronegócio é químico-dependente. Sim, porque, para obter a tal produtividade de que tanto se orgulha, extraindo mais de uma safra por ano, espalha sobre a terra toneladas de fertilizantes químicos, os quais contêm vários metais pesados, tóxicos para a biota e para os seres humanos, e que acabam sendo carreados pelas chuvas para o leito dos rios, contaminando também as águas e atingindo outros territórios. A partir do nitrogênio, geram ainda gases nitrosos que têm efeito estufa e contribuem para o aquecimento global. Depende ainda dos agrotóxicos, já que, ao desmatar extensas áreas, destroem a biodiversidade da qual depende o equilíbrio entre as espécies, através de complexas e delicadas relações ecológicas. Gera, desse modo, o que chama de “pragas” (bactérias, fungos, insetos, ervas). E… dá-lhe veneno! No caso da soja, os estudos mostram que são cerca de 17,7 litros de veneno por hectare. Fazendo a conta, no ano de 2019, foram lançados 19.257.600 litros de veneno nos 1.088.000 hectares de soja plantados no Estado do Tocantins, inclusive na aldeia onde mora Wagner. Responsável por mais de 50% dos venenos usados no Brasil, e especialmente nos monocultivos de soja, é o glifosato (nome técnico do Round-up), produzido pela Monsanto, um herbicida que o povo costuma chamar de “mata-mato”. Além de matar ervas “daninhas”, veja do que ele é capaz: alterar as células reprodutoras e causar más-formações congênitas (defeitos ao nascer); interferir nos hormônios do organismo e levar a infertilidade, abortos, puberdade precoce; e se isso fosse pouco, causar câncer, como estabeleceu a Organização Mundial da Saúde ainda em 2015. E, apesar disso, o governo brasileiro, influenciado pelo poder político (e econômico) dos ruralistas, segue autorizando o uso do glifosato no Brasil. Ecocídio e genocídio Vamos então juntar as peças: tiram a terra dos povos e comunidades tradicionais para produzir commodities, apropriam-se e contaminam as águas que sustentam os ecossistemas e suas vidas, e ainda jogam veneno (às vezes, de avião) sobre seus lugares de vida. Em nome do quê? Do progresso, do desenvolvimento, da balança comercial? Ou esse é um discurso para dourar o lucro de grandes corporações econômicas? Essas vidas não importam? Isso não é racismo? Convido vocês a refletir: esse quadro de ecocídio e genocídio não se restringe ao sudoeste do Tocantins; repete-se, em suas linhas gerais, em todo o cerrado e também em outros biomas, porque o agronegócio está no centro do atual modelo de desenvolvimento, junto com a mineração. Chega a todos nós, através dos alimentos contaminados, das águas contaminadas, das mudanças climáticas, e do comprometimento do futuro da humanidade no Planeta Terra. Como podemos afirmar e dar concretude a nosso compromisso com a vida? Raquel Rigotto é professora Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Graduada em Medicina e mestra em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutora em Sociologia pela UFC e pós-doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
Congresso Verbita: leigos e leigas comprometidos na missão

Foram dois anos de preparação junto aos leigos das paróquias do Verbo Divino para realizar, de 8 a 11 de julho, no Distrito de Santa Isabel, Município de Domingos Martins-ES, o III Congresso Verbita da Subzona Brasil. Com o tema “Leigos e leigas comprometidos na missão”, o encontro contou com 235 participantes, sendo 119 leigos, 87 padres, 6 irmãos, 20 seminaristas e 3 irmãs. Do número total de participantes, 51% foram de leigos. Destes, 65% de mulheres. Conforme apontado no Documento 105 da CNBB, a Igreja reconhece que ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja, a exemplo de Maria, a primeira leiga cristã. O congresso é realizado desde 2010. O objetivo é enfatizar o propósito de, junto com os leigos e leigas, formar uma única família na missão. A expectativa é marcar os 125 anos de presença verbita no Brasil, a serem celebrados em 2020. A programação dos quatro dias foi intensa. Houve momentos de oração, celebrações, partilhas nas oficinas (Animação Missionária, Animação Vocacional, Bíblia, Comunicação, Jupic, Leigos e Leigas Associados e Espiritualidade), mesa-redonda, apontando e questionando os rumos da SVD no Brasil, análise de conjuntura, Vivat, momento cultural e saída para as comunidades. Três questões foram debatidas nas oficinas e partilhadas em plenário: “De que maneira vemos a participação eficaz do leigo na comunidade?”, “Que perspectivas temos para o futuro?”, “Como podemos nos organizar para que isso aconteça?”. A memória dos congressos da Subzona Brasil foi apresentada pelo padre verbita Marcelo Catani, que analisou, entre outros, os seguintes pontos: • 1995: Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, testemunhá-lo-ei diante do meu Pai (Mt 10,32). • 2005: Desafiados pelo diálogo profético do Verbo Encarnado e um despertar para novas realidades, tendo como diferencial estar entre os excluídos. • 2010: Congresso de Pastoral Paroquial Verbita. As paróquias são redes de comunidades eclesiais de missão, de Palavra e caridade. • 2015: Romaria à Basílica Nacional, em Aparecida-SP: 120 anos evangelizando o Brasil, colocando os últimos em primeiro lugar, recordando a história, protagonismo dos leigos na missão, família à luz da Palavra e perspectivas futuras. O padre Anselmo Ribeiro, membro do Conselho-Geral dos verbitas, refletiu sobre os rumos que os missionários do Verbo Divino devem tomar no Brasil, com base no amor transformador do Verbo Encarnado, na voz profética do Papa Francisco, nos gráficos apresentados com projeções quantitativas de padres e irmãos até 2030. Em seguida, partilhou os aspectos centrais do Capítulo-Geral ocorrido no ano passado, em Nemi, Itália: • o leigo como parceiro na missão nos 85 países onde os verbitas estão presentes; • a experiência de amor e espiritualidade trinitária (chamado à vida, encarnação, redenção, renovação, comunhão, envio e missão); • comunidade de vida e missão (intenção e cuidado na formação das comunidades, envio, permanência e retorno de missionários, planejamento e programação); • enraizados na Palavra (o nosso nome é a nossa missão, a Palavra no centro da vida, agir através da Palavra – diálogo); • discernimento (para Santo Arnaldo, o discernimento não era uma opção, mas uma necessidade vital para permitir entrar na Palavra e cumprir a vontade de Deus; olhar além dos nossos limites, nosso trabalho não é suficiente); • comprometidos com a missão (estilo de vida simples: financeiro, estruturas, relações, planejamentos); • testemunhas da renovação e transformação (construção de um projeto missionário, comprometidos com a opção fundamental de Jesus, redimensionamento e redistribuição de recursos, capacitando todos os agentes); • 1895-2020 (alcançar um consenso e construir um pacto. Processo de escuta: o que Deus quer de nós? Estamos dispostos a perguntar? Estamos dispostos a ouvir?); • processo de colaboração (leigos e leigas parceiros na missão, corresponsabilidade e formação). O professor João Guilherme Porto, diretor da Faculdade Arnaldo Janssen, apresentou provocações sobre a atual conjuntura, marcada pela evolução tecnológica, percepção acelerada do tempo, realidades em mudança permanente, violência e abismo social naturalizados, profundas e estruturais mudanças sociais. A missão do cristão é estar no mundo, porque nossa casa é onde Deus nos coloca, conforme dizia Santo Arnaldo. O Hino do Laicato Verbita, composto pelo Pe. Cirineu Kuhn, ainda ecoa nas mentes e corações, e traduz essa interculturalidade e presença do leigo na missão desde a geração fundante: “Somos a Igreja viva Nosso rosto você pode ver Somos leigos e leigas verbitas E esta é a nossa maneira de ser!” “Há dois anos, estamos trabalhando nas paróquias do Verbo Divino com os leigos e criando uma preparação na qual damos a conhecer a espiritualidade Arnaldina. Coincidiu com o nosso Capítulo-Geral em Nemi, Roma, Itália, em 2018, quando um dos temas tratados foi sobre ‘o laicato verbita nos 85 países onde estamos trabalhando’. Sentimos a importância da presença que nos marca pela convivência internacional, um estar com o povo e trazer a palavra de Deus com os mais necessitados”, afirmou o irmão Paolo Delucca. Padre Matheus Nurak destaca pontos importantes. “Contamos com a honrosa presença do Superior-Geral, Pe. Paulus Budi Kleden, e Pe. Anselmo Ribeiro, membro do Conselho-Geral. O congresso demonstrou a ressignificação e fortalecimento da participação e do companheirismo dos leigos e leigas na missão verbita, o que não se trata apenas como uma necessidade do tempo atual, mas sim como fundamento que nos marcou desde o início da Congregação.” Maria Cristina MaiaAlém de professora universitária, mestre em Sistemas de Gestão e doutoranda em Educação, é missionária leiga de Deus Uno e Trino e membro da Equipe de Espiritualidade Nacional SSpS/SVD.