Diante da cruz

Hoje nos colocamos diante da cruz… A Sexta-Feira Santa nos convoca ao silêncio, à contemplação e à coragem de permanecer. Na cruz estão as dores do mundo e o amor que não recua. Na cruz, descobrimos que amar até o fim é nossa maior vocação. A meditação de hoje é com a Ir. Eduarda Gracilda, SSpS. Assista!

“Uma vida consumada faz fecunda a morte”

Nesta Sexta-Feira da Paixão, sequência da celebração do Tríduo Pascal, recordemos todas as pessoas que, a exemplo de Jesus, doam a vida a serviço do próximo. Na série Semana Santa Orante, o jesuíta padre Adroaldo Palaoro medita os capítulos 18 e 19 do Evangelho de João, proclamado na Ação Litúrgica deste dia especial, marcado pela contemplação do Cristo crucificado.

Sexta-feira da Semana Santa

Veja a reflexão bíblica elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o Evangelho desta Sexta-Feira da Paixão do Senhor, narrado nos capítulos 18 e 19 do Evangelho de João.

Sexta-Feira da Semana Santa: as mulheres junto ao Crucificado

“Junto à Cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena” (Jo 19,25) Na vida e missão de Jesus encontramos duas paixões: a primeira é a paixão pela vida, pelo Reino, pelo compromisso em favor dos mais pobres e excluídos. Esta paixão é expressão de uma opção, assumida fielmente por Jesus até o fim. A segunda paixão é a da cruz, imposta pelos poderes religiosos e civis. Ela não é fruto da opção de Jesus e nem faz parte da vontade do Pai. Ela é a visibilização da violência, do ódio, do fechamento frente à proposta de vida revelada por Jesus. No grego, “cruz” é “staurós” e tem dois significados: de um lado, é patíbulo, instrumento de tortura imposta pelos romanos aos rebeldes do império; de outro, significa prontidão, preparado, mobilizado, firme, sólido, estar de pé, ser fiel até o fim… Jesus não buscou a cruz do sofrimento, o patíbulo, a morte violenta… Ele buscou a cruz da fidelidade, da vida comprometida. Nesse sentido, a “staurós-cruz” é vida aberta, expansiva, oblativa, vida descentrada em favor dos outros. Ela não é um evento, mas um modo de viver, pois perpassa toda a vida de Jesus. “Cruz-staurós” é vivida a partir de uma causa: o Reino. Assim entendemos a afirmação de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua ‘cruz-staurós’ cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Significa esvaziamento do próprio “ego” para viver em sintonia com os outros, sobretudo com os mais sofredores. Infelizmente, a história da espiritualidade cristã confundiu “cruz-patíbulo” com “cruz-fidelidade” e acabou gerando uma espiritualidade do sofrimento, da mortificação, da renúncia… como se isso fosse agradável a Deus. A Paixão e Morte de Jesus foi “desconectada” de sua vida comprometida em favor dos pobres e sofredores, dando a impressão que só a “paixão de Jesus” é salvífica. Toda a vida de Jesus é salvação porque é vida que destrava vidas e abre para elas um novo sentido. Com isso, privilegiou-se a “cruz da dor” desligada da “cruz da vida”, do compromisso com o Reino. Tal concepção desembocou numa vivência cristã intimista, farisaica, alienada, descompromissada… Sabemos que o(a) seguidor(a) de Jesus quando vive a fidelidade à “cruz-staurós”, por causa do Reino, pode encontrar a perseguição, oposição e morte, como o próprio Jesus (a cruz patíbulo). Mas Jesus integra a “cruz patíbulo” e revela sua máxima solidariedade com todos os crucificados da história. Por isso, esta Cruz assumida é também visibilização da salvação. Nos relatos da Paixão de Jesus encontramos a presença das mulheres que vivem a “cruz-staurós”, ou seja, vivem a fidelidade ao seguimento de Jesus desde a Galileia. Enquanto os discípulos fogem, elas permanecem “de pé junto à Cruz”, numa atitude solidária e comprometida. A presença delas, certamente, foi um alívio para Jesus no momento trágico de sua vida: sentiu que não estava sozinho, pois suas amigas caminhavam com Ele, sofriam com Ele, morriam com Ele… Os evangelistas nos falam das mulheres muitas vezes; o relato da crucificação revela suas presenças como testemunhas, mediadoras e verdadeiras discípulas. Os relatos de Mateus, Marcos e Lucas coincidem em indicar que as mulheres “contemplavam a cena de longe”. João, “que vê por dentro”, as coloca junto à cruz. Estão ali, precedendo-nos no caminho, e não dizem nada. É seu corpo, são seus gestos, suas mãos, seus olhos, seu silêncio… que falam por elas. A linguagem delas é a linguagem da relação. Se elas podem permanecer nessas circunstâncias, é porque amaram muito. Elas nos falam de resistência e de fidelidade, de uma presença comovedora. Estão juntas, expostas a outros olhares, como comunidade de discípulas em torno a seu Mestre, que lhes ensina, agora sem palavras, uma sabedoria muito maior. Em meio à impotência, não se afastam da dor experimentada ao ver sofrer a quem mais se ama, senão que se expõem ao olhar d’Aquele cujo rosto foi desfigurado. * Quem são elas? De onde tiraram forças para permanecer ali quando outros se afastaram? * Onde estas mulheres encontraram a força para segui-Lo por este caminho do Calvário? Que faziam elas ali, junto à cruz? Realizam alguma ação eficaz? Vão poder impedir a morte de um inocente? Algumas destas mulheres são chamadas por seu nome próprio, ou são identificadas por vínculos de parentesco, ou ainda por ter gerado e acompanhado outras vidas. São as mesmas mulheres que haviam seguido e servido a Jesus na Galileia, e agora o farão também na sua morte. Sobem com Ele ao lugar do abandono e da ingratidão, levantando uma ponte de proximidade e de solidariedade que cruza a totalidade da vida de Jesus. Nem um só instante afastaram seus olhares d’Ele. E o que para uns é escândalo e para outros é loucura, para estas mulheres é uma força de Deus impressionante. Elas têm a coragem de permanecer ali, acolhendo o acontecimento em toda sua crueldade e profundidade; elas estão de pé, enquanto outros desistiram ou se afastaram assustados. A partir deste momento elas vão aprendendo a conviver com a morte, com a d’Ele, com a sua e com a dos outros. Vão aprendendo, precisamente em meio à morte, a “celebrar a vida”, mesmo intuindo que uma lança também as atravessará. Estas mulheres nos ensinam que “subir a Jerusalém” é assumir o conflito e a rejeição por defender os pobres e pequenos; é encontrar a perseguição devido ao compromisso em favor da vida; é saber que os grãos que caem em terra precisam morrer para germinar e multiplicar a vida. E é, também, subir animando a outros. Neste dia, a presença silenciosa das mulheres junto à Cruz nos ensina a compadecer, a abrir o coração e a despertar a sensibilidade solidária diante do sofrimento e da dor humanas. Nós nos humanizamos quando nos deixamos configurar pela compaixão, afetar por ela, ser tocados por ela. E deixar que a compaixão comande nossos atos e decisões. Compaixão, padecer com: esse é o segredo da vida, vivida em plenitude. Solidarizar-nos com o outro naquela situação

Páscoa: tempo de renascer! Tempo de despertar para a vida nova!

Muitos de nós, de uma certa idade, lembram ainda quando a Quaresma era observada com muito rigor nas famílias e comunidades cristãs, com especial ênfase em privar-se de algum bem (doces, bebidas, cinema ou algo semelhante). Que alegria quando chegava o Sábado Santo, quando terminava a Quaresma ao meio-dia, pois tudo aquilo terminava! Sem negar o valor das práticas daqueles tempos idos, antes da reforma litúrgica do Papa Pio XII, a celebração da Páscoa foi diminuída em sua importância e quase que desligada da caminhada quaresmal. O ponto alto do ano litúrgico é o Tríduo Pascal. Aqui está resumido todo o mistério de nossa salvação, pela vida, morte e ressurreição de Jesus. Na quinta à noite, comemoramos a Ceia que sintetizou toda a vida de Jesus. “Tendo amado os seus, amou-os até o extremo” (João 13,1), até o último ponto de doação, dando a sua vida. Jesus nos deu o mandamento que deve nortear toda a nossa vida: “Façam isso em memória de mim”. Não fazendo uma lembrança de algo que já passou, mas o memorial, tornando presente tudo o que foi celebrado na ceia derradeira e comprometendo-nos com o seguimento de Jesus hoje, alimentados por seu Corpo e Sangue, com uma vida de amor e solidariedade. Há uma ligação estreita entre todos os elementos do Tríduo, pois a Sexta-Feira foi a consequência lógica da vida de Jesus. Ele não veio para morrer, mas para que “todos tenham a vida e a vida em abundância” (João 10,10). Por isso seu projeto do Reino bateu frontalmente com os projetos de dominação de seu tempo e, por isso, ele foi assassinado. Fiel até o fim, assumiu as consequências da fidelidade à vontade do Pai e foi morto, e morto na Cruz. Desvinculado da Quinta-Feira Santa e do Sábado Santo, Sexta-Feira seria a celebração de uma derrota fragorosa. Por isso, depois de sentirmos a dor e a tristeza da Sexta-Feira, aparente vitória do mal, celebramos, pela Liturgia Pascal, numa explosão de alegria: a vitória de Deus, do bem, na Ressurreição de Jesus, garantia da nossa. Salta aos olhos, mesmo com uma leitura superficial dos relatos evangélicos, que a experiência da Páscoa fez uma reviravolta na vida dos discípulos e discípulas. De um grupo de decepcionados, desiludidos, fracassados, tornaram-se um grupo dinâmico, evangelizador, animado, olhando a vida, com suas alegrias e tristezas, de outra maneira. Isso fica claro no relato dos Discípulos de Emaús, em Lucas (24,13-35). Podemos sentir, no desabar de Cléofas, sentimentos de tristeza, decepção, desilusão, até revolta contra Jesus por, aparentemente, Ele ter fracassado e destruído os sonhos e esperanças deles: “Nós esperávamos (notemos o tempo do verbo) que fosse Ele o libertador de Israel, mas… já faz três dias que tudo isso aconteceu” (Lucas 24,21). De repente, depois de ter feito a experiência da presença de Jesus Ressuscitado, tudo muda: “Então, um disse ao outro: ‘Não estava o nosso coração ardendo quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?’. Na mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze, reunidos com os outros” (Lucas 24,32-33). Páscoa era para eles, e tem de ser para nós, “tempo de renascer”. Mas é bom notar: só “renasce” o que morreu! Temos de descobrir em nós o que precisa renascer, o que tem morrido ou está agonizando. Pode ser a fé, a força, o ânimo, a esperança, o engajamento na comunidade, a energia para lutar por um mundo melhor. Todas essas coisas são capazes de renascer se realmente fizermos a real experiência da Páscoa, da ressurreição de Jesus. Não de uma maneira sentimental e aérea, mas realista. Para ressuscitar, Jesus teve de passar realmente pela morte. Mas venceu a morte e continua a viver, e no meio de nós. Lembremos como Paulo dava importância à Ressurreição. Escrevendo aos coríntios, uma comunidade onde alguns “iluminados” negavam ou menosprezavam o fato da Ressurreição, ele brada: “Se os mortos não ressuscitam, Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a fé que vocês têm é ilusória, e vocês ainda estão nos seus pecados… Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Coríntios 15,16-19). Não há dúvida de que não é fácil manter sempre a esperança, a fé e a coragem diante de tantas dificuldades na vida. Sempre foi assim. O autor anônimo de Hebreus, escrevendo na segunda parte do primeiro século a uma comunidade judaico-cristã, sabia disso e falou: “Corramos com perseverança na corrida, com os olhos fixos em Jesus… Para que vocês não se cansem e não percam o ânimo, pensem atentamente em Jesus” (Hebreus 12,1c-3). A celebração da Semana Santa nos dá uma oportunidade de fazer isto: olhar de novo atentamente para Jesus, o Verbo de Deus, “que se fez homem e armou a sua tenda no meio de nós” (João 1,14). Assim podemos reanimar nossa fé, nossa missão, nossa participação na comunidade, olhando, recordando e celebrando o Jesus real, de mão calejada, que se tornou igual a nós em tudo, menos no pecado. Se, apesar de ser abandonado por quase todos e sentindo-se abandonado até pelo Pai, gritando, “Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste?” (Marcos 15,34), mesmo assim, foi fiel até o fim, foi ressuscitado pelo Pai. Tempo de renovação, tempo de reviver, tempo de ânimo novo, tempo santo; a celebração da vida, morte e ressurreição de Jesus, “autor e consumidor da fé” (Hebreus 12,3). Padre Tomaz Hughes, SVD, biblista e assessor da CRB e do Cebi. Dedicou-se a cursos e retiros bíblicos em todo o Brasil. Publicou diversos artigos e o livro “Paulo de Tarso: discípulo-missionário de Jesus”. Faleceu em 15 de maio de 2017. Suas reflexões bíblicas são muito atuais.

Oração da Via-Sacra

A Via Sacra é uma prática espiritual que nos aproxima de Jesus em sua entrega pela salvação do mundo. Convidamos você a rezar conosco em solidariedade com toda a humanidade que sofre, pedindo pelo fim da pandemia provocada pelo coronavírus. Oração da Via-Sacra A Via Sacra é uma prática espiritual que nos aproxima de Jesus quando Ele mais amou, ou seja, na entrega de sua vida pela salvação do mundo. Convidamos você para rezar conosco a paixão de Jesus em solidariedade com toda a humanidade que sofre, pedindo pelo fim da pandemia provocada pelo coronavírus. O coronavírus nos coloca diante de uma das cruzes que os seres humanos têm que enfrentar ao longo de nossas vidas: a cruz da doença. Uma cruz que pode perturbar todas as áreas da existência: pessoal, familiar, social e até mesmo mundial, como está acontecendo. Rezemos, unidos (as) à cruz de Jesus, para que o Senhor nos ajude em meio a esta circunstância excepcional que requer a cooperação de todos para superá-la. Que encontremos luz e paz na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 12-15) “Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!” (…) Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado”. Oração Pedimos nesta estação por todas as pessoas. Somos frágeis. Estamos expostos a vírus, doenças, pecados, perigos… É a “condenação” de nossa limitação e fraqueza humana. Que possamos assumir essa condição de fragilidade que nos identifica: não somos deuses, somos de carne e osso, com tudo o que essa realidade implica. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 20) “Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificarem”. Oração Pedimos por todas as autoridades políticas e sanitárias que têm a responsabilidade de gerenciar esta crise causada pelo coronavírus, buscando o bem comum da sociedade. Cabe a elas carregar nas costas a cruz do cuidado da saúde das pessoas. Que Deus ilumine e guie as autoridades na tomada de decisões. Pai Nosso… Do Livro do Profeta Isaías (Is 53,5) “Foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele; fomos curados pelas suas chagas”. Oração Vamos pedir neste período de quarentena para não cairmos na tentação da frivolidade de não levar a sério as recomendações que nos fazem para evitar possíveis contágios, colocando em risco nossa saúde e a saúde dos outros. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 2, 34-35) “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações’. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.” Oração Peçamos a intercessão da Virgem Maria, e para que confiemos na missão de tantos profissionais que zelam “como mães” pela nossa saúde e pelo bem-estar de todos. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26) “Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.” Oração Peçamos por todos os profissionais da saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários dos hospitais que são os Cireneus que ajudam os enfermos a superar a doença. Que Deus os proteja, cuide e fortaleça nesta hora tão difícil. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 8, 1-3) “Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.” Oração Peçamos pelas pessoas que, de maneira altruísta, ajudam, colaboram, se solidarizam, dedicando seu tempo e seus dons para aliviar tantas necessidades que surgem numa situação como esta. Que possamos aprender e estar sempre ao lado daqueles que sofrem, sem rotular ninguém. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 26, 36-39) “Jesus chegou a um lugar chamado Getsêmani para orar. E, levando consigo Pedro e os dois discípulos filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: “A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo”. E orava dizendo: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. Oração Peçamos para não cair no medo, na histeria, na desesperança… que não leva a nada. Que o Senhor nos dê serenidade para enfrentar esta situação de emergência em que estamos vivendo. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26-28) “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’”. Oração Vamos pedir de maneira especial por tantos de nós que acreditamos e estamos rezando para que Deus afaste do mundo o mal do coronavírus. Que Deus escute e atenda às nossas orações. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São João ( Jo, 16, 28) “Saí do Pai e vim ao mundo; agora deixo o mundo e vou para o Pai”. Oração Peçamos por todos aqueles que sofrem os efeitos colaterais desta crise. De modo especial pelos pequenos empresários que veem seus meios de subsistência em perigo e pelos trabalhadores que, em consequência, estão sem trabalho. Que tudo possa voltar logo à normalidade. Pai Nosso… Do Livro dos Salmos (Sl 22, 19) “Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica.” Oração Rezemos pelos cientistas que estão pesquisando por remédios eficazes

Por que esta semana é santa?

A Semana Santa é um tempo de vivência profunda da fé, no qual acompanhamos de maneira intensa o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, especialmente na Sexta-Feira Santa, no Sábado Santo e no Domingo de Páscoa. Este ano, no entanto, a Semana Santa será completamente diferente dos outros anos. Com a pandemia provocada pelo coronavírus, não poderemos participar das celebrações nas igrejas… Não haverá a missa do Lava-pés na Quinta-Feira Santa… Não haverá a adoração da cruz nem a celebração da paixão de Jesus na Sexta-Feira Santa… Tampouco haverá a Vigília Pascal com a bênção do fogo e a entrada triunfante do círio pascal. Também não teremos a missa do Domingo de Páscoa… Então, como esta semana será santa? Como vamos viver a nossa fé e celebrar o ponto culminante da vida cristã que é a Páscoa? Talvez, este momento de sofrimento que atinge todos os países, seja uma oportunidade de participar do mistério da paixão de Jesus, oferecendo nossa dor, nossas incertezas e perdas, a solidão do isolamento, o medo e a angústia que sentimos, unindo-nos ao sofrimento de Jesus para o resgate de toda a humanidade. Viver esta Semana Santa na fé é um grande desafio, mas somos convidados a fazer de nossa casa uma Igreja doméstica, a reunir nossa família e acompanhar pelas TVs católicas as celebrações das missas. Em comunhão espiritual, podemos nos unir a Jesus no dom de sua entrega total e rezar por todos os que estão sofrendo nos hospitais, e também por tantas pessoas que, a exemplo de Jesus, estão colocando a própria vida em risco para cuidar dos doentes ou prestar serviços essenciais. O que celebramos na Semana Santa é justamente o mistério da vida de Jesus e seu amor infinito, que se doa até o fim. É o esvaziamento do Deus que veio ao mundo como criança, ensinou o mandamento do amor e mostrou que é possível, em nossa humanidade, aproximar-nos do Pai e nos acolher como irmãos e irmãs, por que, em Deus, somos todos um. Mas talvez esta realidade ficou esquecida e foi necessário que um vírus invisível viesse nos mostrar que de fato somos um e o que acontece com os demais também nos atinge. A ressurreição de Jesus é a confirmação de tudo quanto Ele fez e ensinou. É o cumprimento da promessa da salvação de Deus que, em Jesus, liberta-nos da morte e nos convida a participar da vida plena. Mas, para chegar à ressurreição, Jesus enfrentou o sofrimento e a morte na Cruz. Nós também superaremos esta crise! Que Deus nos ajude a aprender de tudo o que estamos passando. Que Jesus nos dê a força da solidariedade para viver também o mistério da paixão, morte e ressurreição de toda a humanidade. Quinta-feira Santa Na verdade, o Tríduo Pascal começa na noite da quinta-feira, quando a Igreja recorda a última ceia de Jesus com os seus discípulos. Nessa missa, há o rito do lava-pés, em que Jesus revelou o caminho do serviço e do cuidado com o próximo. Conforme narra o Evangelho de São João, durante a refeição, Jesus pôs um avental, pegou uma toalha e lavou os pés dos seus discípulos. Depois os convidou a fazer o mesmo. Também lembramos a instituição da Eucaristia, quando Jesus, durante a ceia, tomou o pão e o vinho, e os deu aos discípulos, dizendo que eram o seu corpo e o seu sangue. Em todas as missas, fazemos a memória de Jesus, quando o padre consagra o pão e o vinho, que se tornam o corpo e o sangue de Cristo. Após a ceia, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, ou Getsêmani, e, sabendo o que estava para acontecer, colocou-se em oração diante do Pai e pediu que afastasse o cálice da dor e da morte, mas se entregou totalmente, dizendo “Faça-se a tua vontade e não a minha”. Naquela mesma noite, Jesus foi preso, humilhado, maltratado… Nas igrejas, no fim da missa dessa noite, o Santíssimo Sacramento é retirado do sacrário e levado para outro local, onde a comunidade fica em adoração. Sexta-feira da Paixão Recordando a paixão e a morte de Jesus, que ocorreram na sexta-feira, os católicos fazem um dia de jejum e oração. Acompanhamos a Via-Sacra de Jesus, desde seu julgamento injusto e condenação à morte, sua flagelação e o caminho até o calvário, carregando a cruz de todas as maldades humanas. A Sexta-Feira da Paixão está muito presente na religiosidade popular, pois, diante de todas as dificuldades que o povo enfrenta para sobreviver, identifica-se com Jesus sofredor. No Senhor, encontra forças e esperança para suportar os desafios da vida. Nas igrejas de todo o mundo, os católicos se reúnem pelas três da tarde para rezar na mesma hora em que Jesus morreu na cruz. É o único dia do ano em que não se celebra a missa. Não se tocam instrumentos musicais e até o altar fica completamente despojado. É feita a narração da paixão de Jesus e se reza por todas as situações do mundo. Na adoração da Cruz, os fiéis se aproximam e beijam o crucifixo. É costume também haver a meditação da Via-Sacra pelas ruas, muitas vezes com encenações, acompanhando os passos de Jesus até o calvário. Na Via-Sacra, rezamos também por todas as pessoas que sofrem injustamente ou são perseguidas, pela superação das forças da morte que oprimem a humanidade, como a fome, o desemprego, a falta de sentido, a falta de saúde, de moradia e tudo o que destrói a dignidade humana, como o abuso sexual, as drogas e tantos outros. Também recordamos Maria, a mãe de Jesus, que o acompanhou em todos esses momentos, entregando-o a Deus. Em seu sofrimento, ela foi corredentora. Em muitas comunidades, há a tradição de rezar as sete dores de Maria. Sábado Santo No Sábado Santo, nós lembramos Jesus na sepultura. É um dia de silêncio e reflexão. Somos convidados a experimentar o vazio e refletir sobre tudo o que Jesus fez e significa em nossa vida. Na

Oração da Via-Sacra

A Via Sacra é uma prática espiritual que nos aproxima de Jesus quando Ele mais amou, ou seja, na entrega de sua vida pela salvação do mundo. Convidamos você para rezar conosco a paixão de Jesus em solidariedade com toda a humanidade que sofre. Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 12-15) “Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: “Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?” Eles gritaram novamente: “Crucifica-o!” (…) Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado”. Sentimentos de Jesus No Getsêmani, meu coração ficou perturbado e encheu-se de angústia. Com um gesto que significa amor, um discípulo meu me traiu, saudando-me com um beijo. Que amargura, naquele momento! Durante a ceia, implorei-Te, Pai, que guardasses os meus discípulos no teu nome, para serem um só, como Nós somos um. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Marcos (Mc 15, 20) “Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificarem”. Sentimentos de Jesus Ecoam em mim palavras dramáticas do profeta Isaías sobre o Servo do Senhor. ‘Dizem que não tem aparência de beleza; é desprezado; é o homem das dores; é como um cordeiro levado ao matadouro; é eliminado da terra dos vivos; é ferido de morte’. Pai Nosso… Do Livro do Profeta Isaías (Is 53,5) “Foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele, fomos curados pelas suas chagas”. Sentimentos de Jesus Sinto-me vacilar enquanto dou os primeiros passos para o Calvário. Já perdi muito sangue. Tenho dificuldade em aguentar o peso do madeiro Penso em João Batista que disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”  Revela-se agora a verdade daquelas palavras. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 2, 34-35) “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações’. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.” Sentimentos de Jesus No meio da multidão, está a minha mãe. Só de pensar, meu coração bate agitado. Não consigo vê-la direito, pois o sangue está escorrendo também pelo meu rosto. Quando fui levado ao Templo, ainda bebê, Simeão tomou-me nos seus braços e disse que eu haveria de ser um “sinal de contradição”. Simeão disse ainda à minha mãe que “uma espada haveria de trespassar-lhe a alma”. Essas palavras, neste momento, se tornam ardente realidade para ela e para mim. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26) “Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus.” Sentimentos de Jesus Ouço gritos ao redor de mim. À força agarram um camponês que passava por ali. Sem grandes explicações, obrigam-no a carregar o meu peso. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 8, 1-3) “Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.” Sentimentos de Jesus No meio da multidão, há muitas mulheres. A gentileza impele alguma delas a aproximar-se para me limpar o rosto. Este gesto faz-me aflorar ao pensamento diversos encontros… Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 26, 36-39) “Jesus chegou a um lugar chamado Getsêmani para orar. E, levando consigo Pedro e os dois discípulos filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: “A minha alma está numa tristeza de morte; ficai aqui e vigiai comigo”. E orava dizendo: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. Sentimentos de Jesus Ao cair, percebo que a fadiga não é apenas física. E lembro-me de ontem à noite no Getsêmani… Prostrado no chão, rezei insistentemente ao Pai. Meu suor era como gotas de sangue. Já sentia em mim a agonia. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 23, 26-28) “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’”. Sentimentos de Jesus Passaram-se apenas alguns dias da minha entrada em Jerusalém. Uma pequena multidão de discípulos fez-me festa. Até me aclamou dizendo: “Bendito seja o rei que vem em nome do Senhor”.  Que contraste… Agora, enquanto vou passo a passo para o Gólgota, ressoam vozes de mulheres que se lamentam por mim e batem no peito. Pai Nosso… Do Evangelho segundo São João ( Jo, 16, 28) “Saí do Pai e vim ao mundo; agora deixo o mundo e vou para o Pai”. Sentimentos de Jesus A minha viagem terrena está prestes a terminar. Como enviado itinerante do Pai, anunciei o seu amor, que não esquece ninguém; que é fiel através de todas as gerações; é esperança que vence a própria morte; e me enviou, não para os justos, mas para os pecadores. Neste momento, mais do que nunca, sou chamado a revelar o amor de Deus pela humanidade. Pai Nosso… Do Livro dos Salmos (Sl 22, 19) “Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica.” Sentimentos de Jesus Mantenho-me em silêncio. Sinto-me humilhado por um gesto aparentemente banal. Já fui despojado horas atrás. Penso na minha Mãe, aqui presente. A minha humilhação é também a sua. Também desta forma é trespassada a sua alma. A Ela devo a túnica que me foi arrancada e que é

Por que esta semana é santa?

A celebração da Páscoa é o ponto culminante da fé cristã. A ressurreição de Jesus é a confirmação de tudo quanto Ele fez e ensinou. É o cumprimento da promessa da salvação de Deus que, em Jesus, liberta-nos da morte e nos convida a participar da vida plena. Mas, para chegar à ressurreição, Jesus enfrentou o sofrimento e a morte na Cruz. O que celebramos na Semana Santa é justamente o mistério da vida de Jesus e seu amor infinito, que se doa até o fim. É o esvaziamento do Deus que veio ao mundo como criança, ensinou o mandamento do amor e mostrou que é possível, em nossa humanidade, aproximar-nos do Pai e nos acolher como irmãos e irmãs, por que, em Deus, somos todos um. A Semana Santa concentra os principais fatos relacionados à paixão, morte e ressurreição de Jesus, especialmente durante o Tríduo Pascal. Mas o que é o Tríduo Pascal? Como o nome diz, são os três dias de vivência intensa do mistério pascal: a Sexta-Feira Santa, o Sábado Santo e o Domingo de Páscoa. Quinta-feira Santa Na verdade, o Tríduo Pascal começa na noite da quinta-feira, quando a Igreja recorda a última ceia de Jesus com os seus discípulos. Nessa missa, há o rito do lava-pés, em que Jesus revelou o caminho do serviço e do cuidado com o próximo. Conforme narra o Evangelho de São João, durante a refeição, Jesus pôs um avental, pegou uma toalha e lavou os pés dos seus discípulos. Depois os convidou a fazer o mesmo. Também lembramos a instituição da Eucaristia, quando Jesus, durante a ceia, tomou o pão e o vinho, e os deu aos discípulos, dizendo que eram o seu corpo e o seu sangue. Em todas as missas, fazemos a memória de Jesus, quando o padre consagra o pão e o vinho, que se tornam o corpo e o sangue de Cristo. Após a ceia, Jesus foi ao Monte das Oliveiras, ou Getsêmani, e, sabendo o que estava para acontecer, colocou-se em oração diante do Pai e pediu que afastasse o cálice da dor e da morte, mas se entregou totalmente, dizendo “Faça-se a tua vontade e não a minha”. Naquela mesma noite, Jesus foi preso, humilhado, maltratado… Nas igrejas, no fim da missa dessa noite, o Santíssimo Sacramento é retirado do sacrário e levado para outro local, onde a comunidade fica em adoração. Sexta-feira da Paixão Recordando a paixão e a morte de Jesus, que ocorreram na sexta-feira, os católicos fazem um dia de jejum e oração. Acompanhamos a Via-Sacra de Jesus, desde seu julgamento injusto e condenação à morte, sua flagelação e o caminho até o calvário, carregando a cruz de todas as maldades humanas. A Sexta-Feira da Paixão está muito presente na religiosidade popular, pois, diante de todas as dificuldades que o povo enfrenta para sobreviver, identifica-se com Jesus sofredor. No Senhor, encontra forças e esperança para suportar os desafios da vida. Nas igrejas de todo o mundo, os católicos se reúnem pelas três da tarde para rezar na mesma hora em que Jesus morreu na cruz. É o único dia do ano em que não se celebra a missa. Não se tocam instrumentos musicais e até o altar fica completamente despojado. É feita a narração da paixão de Jesus e se reza por todas as situações do mundo. Na adoração da Cruz, os fiéis se aproximam e beijam o crucifixo. É costume também haver a meditação da Via-Sacra pelas ruas, muitas vezes com encenações, acompanhando os passos de Jesus até o calvário. Na Via-Sacra, rezamos também por todas as pessoas que sofrem injustamente ou são perseguidas, pela superação das forças da morte que oprimem a humanidade, como a fome, o desemprego, a falta de sentido, a falta de saúde, de moradia e tudo o que destrói a dignidade humana, como o abuso sexual, as drogas e tantos outros. Também recordamos Maria, a mãe de Jesus, que o acompanhou em todos esses momentos, entregando-o a Deus. Em seu sofrimento, ela foi corredentora. Em muitas comunidades, há a tradição de rezar as sete dores de Maria. Sábado Santo No Sábado Santo, nós lembramos Jesus na sepultura. É um dia de silêncio e reflexão. Somos convidados a experimentar o vazio e refletir sobre tudo o que Jesus fez e significa em nossa vida. Na tradição da Igreja, esse é o dia em que Jesus desce à região dos mortos e resgata Adão e toda a humanidade com ele. Mas, quando chega à noite, toda a tristeza transforma-se em alegria, durante a Vigília Pascal. Está é a mais bela e a mais longa de todas as celebrações. Começa do lado de fora da igreja, ao redor de uma fogueira. O fogo é abençoado e, com ele, acende-se o círio pascal, uma grande vela que é sinal da luz de Cristo ressuscitado. Depois, todo o povo, com velas na mão, entra na igreja ainda escura. O diácono ou o sacerdote entra carregando o círio e anuncia três vezes: “Eis a luz de Cristo!”, e o povo responde: “Demos graças a Deus!”. Da chama do círio pascal, todos acendem a sua vela, iluminando toda a igreja. Então com cantos, leituras e orações, recorda-se a história da salvação desde a criação do mundo até a ressurreição de Cristo. Na Igreja primitiva, a Vigília Pascal terminava ao amanhecer. Atualmente a celebração pode durar de duas a três horas. Além do anúncio da Páscoa, dos cantos alegres e animados, há também a celebração do batismo de adultos e a renovação das promessas batismais. Domingo de Páscoa Domingo é o Dia do Senhor por causa da Ressurreição de Jesus. De manhã bem cedo, as mulheres foram ao túmulo de Jesus e encontraram removida a pedra que o fechava e vazio o lugar. Um anjo anunciou-lhes que Jesus havia ressuscitado, e elas correram, cheias de alegria, anunciar aos apóstolos que Jesus estava vivo. Páscoa é a festa da vida que vence a morte. Por isso é cheia de símbolos que falam de

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