Novena de Pentecostes: primeiro dia – “Vinde, Santo Espírito”

Reze conosco o primeiro dia da Novena de Pentecostes!
Irmãs SSpS convidam para a Novena de Pentecostes 2026

As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) partilham, entre 15 e 23 de maio, um grande tesouro de fé: a Novena de Pentecostes. O tema “Unidade na Diversidade” ilumina as orações deste ano, e as preces meditam o hino “Veni Sancte Spiritus” (Vinde, Espírito Santo). Seja no silêncio de uma capela, seja no metrô ou numa sala de espera, o importante é conectar-se nessa grande rede de oração. Saiba como participar!
“Irmãs rosadas”: emoção marca a entrada da Ir. Teresita Sotelo na vida contemplativa

Muita emoção marcou a entrada da Ir. Teresita Luján Sotelo na Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (SSpSAP), em Ponta Grossa-PR. De origem argentina, a ela foi missionária serva do Espírito Santo (SSpS) no Brasil por mais de seis anos. A decisão de transferir-se para a vida contemplativa veio após um longo tempo de discernimento. Saiba como foi o rito de acolhida entre as “irmãs rosadas”.
Santo Arnaldo Janssen e a festa de Natal

A Solenidade do Natal está nas bases do carisma de Santo Arnaldo Janssen. Ele se sentiu inspirado, ainda no seio familiar, com a leitura do Prólogo de São João: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. O Fundador enfatizava uma espiritualidade enraizada e fecundada no Deus que quis vir ao mundo. Veja o artigo do Pe. Nivaldo da Silva, missionário do Verbo Divino.
Terciato 2023 leva membros da Família Arnaldina aos lugares de origem

As missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD) participam, em Nemi (arredores de Roma, Itália) e Steyl (Holanda), do Curso de Terciato 2023. O evento tem como objetivo favorecer aos participantes um tempo especial para aprofundamento da vida religiosa missionária, experienciar a riqueza da vida comunitária intercultural e ajudar a criar abertura para os desafios no processo de transformação e renovação. O curso tem como cenário os lugares importantes na origem da família espiritual fundada por Santo Arnaldo Janssen. A proposta é favorecer às missionárias e aos missionários a conexão com suas raízes. Para irmã Zoleide Adriana Renosto, SSpS, o Curso de Terciato está sendo um momento enriquecedor, de graça, bênçãos e renovação, por ser um tempo de estudo e oportunidades. “O que estudamos em livros e que as irmãs nos contaram, hoje, estou aqui, vivendo interiormente essa graça de estar onde teve início nossa Congregação, por meio do sonho de Santo Arnaldo Janssen e das Bem-aventuradas Maria e Josefa. Momento único, especial.” Irmã Zoleide se diz agradecida à direção provincial Brasil-Sul por poder fazer a experiência, junto à Família Arnaldina, nos locais de origem dos fundadores, onde toda a história das congregações teve início. “É uma experiência muito boa de convivência, como família, numa caminhada de fé, renovação espiritual, humana, da missão. É um momento de muita emoção interior, de muita fé. Estar em Oies, onde nasceu São José Freinademetz, foi um momento muito marcante para mim. Toda a cidade fala de São José, tudo é dedicado a ele, é um grande missionário. A experiência me alimentou para buscar nele inspiração para ser uma boa serva do Espírito Santo na missão que Deus me confia”, declara. Para a Ir. Nely, é uma possibilidade de conivência muito intensa e tensa entre irmãos e irmãs, com base na mesma espiritualidade e carisma e, ao mesmo tempo, de muitas culturas diferentes. “Foi quase que um laboratório que, às vezes, evidenciou nossas próprias limitações e nos mostrou lugares que nos convidam a crescer e compreensões que convocam a alargar nossas possibilidades de convivência e nossa compreensão de missão”, relata. O curso, diz Ir. Nely, “foi uma oportunidade de aprofundar os lugares onde nossas congregações começaram e ver a compreensão da geração fundadora, irmãos e irmãs, com o elã que se lançaram e com uma meta absolutamente definida, que é preparar uma vida missionária e enviar pessoas em missão. Encanta-me muito a certeza com a qual eles fizeram isso, o que será uma inspiração para novas iniciativas na minha vida religiosa”. “Este foi o melhor presente que pude ganhar nos meus 25 anos de vida consagrada. Eu me sinto tão feliz que não tenho palavras para agradecer”, confessa Ir. Maria Aparecida Ricardo Ribeiro. “O Terciário oferece momentos fortes de vida comunitária e oportunidades de partilhas em grupo das alegrias e dificuldades encontradas na missão”, completa. Também, segundo ela, é um tempo para aprofundamento teórico, bíblico, dos documentos da Igreja, missionário, da história da Congregação e da vida dos fundadores. “Pude pisar onde pisaram os fundadores, um lugar abençoado. Estamos terminando o lindo retiro personalizado, e estou fazendo uma experiência maravilhosa.” Para a Ir. Juliana de Andrade, a convivência entre as congregações, a partilha da missão, o orar juntos, retomar o carisma desde suas origens são experiências que fortalecem e enriquecem a missão. “Abre o desejo e a possibilidade de maior cooperação em nossos trabalhos e na busca de respostas aos desafios atuais”, explica. “O Terciário” – explica Ir. Juliana – “significou um aprofundamento de nossas raízes, de minha identidade como SSpS, assim como abriu novos horizontes, me dando um novo gás para o dia a dia da missão. Só tenho a agradecer à Província e à Congregação por tão bela oportunidade.” Perfil dos participantes Participam do Terciato conjunto 33 pessoas de 17 nacionalidades, entre missionários do Verbo Divino e missionárias Servas do Espírito Santo. Têm a faixa etária entre 42 e 64 anos, com o mínimo de dez anos de votos perpétuos. Missionárias Servas do Espírito Santo A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo foi fundada, em 8 de dezembro de 1889, por Santo Arnaldo Janssen e com a indispensável colaboração das Bem-aventuradas Maria Helena Stollenwerk (Madre Maria) e Hendrina Stenmanns (Madre Josefa), e outras jovens aspirantes. A missão no Brasil iniciou-se em Juiz de Fora-MG, em 20 de agosto de 1902. Hoje elas marcam presença missionária em 11 Estados. Rosa M. MartinsMestra em Jornalismo, Imagem e Entretenimento pela Fundação Cásper Líbero, licenciada em Filosofia pela Universidade Salesiana de Lorena (Unisal), bacharela em Teologia pela Pontifícia Universidade São Boaventura de Roma. É missionária scalabriniana e vive em Santo André-SP. Indicada ao Prêmio Tarso Genro de Jornalismo em 2020, foi vencedora do Prêmio Papa Francisco, categoria mestrado, do Prêmio CNBB de Comunicação com a dissertação “Menores estrangeiros não acompanhados: uma análise da representação no fotojornalismo italiano”, em 2021.
O Sagrado Coração de Jesus na espiritualidade de Santo Arnaldo Janssen

Aproximando-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que, em 2021, celebramos no dia 11 de junho, não podemos deixar de nos lembrar de nosso santo fundador, Arnaldo Janssen, que foi profundamente influenciado por sua devoção e a levou consigo para animar espiritualmente suas fundações missionárias. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é muito antiga e sempre foi ligada à contemplação da Paixão de Jesus Cristo. Ignorada totalmente no primeiro milênio, ela aparece, pela primeira vez, com traços claros, com a escola cisterciense e, mais tarde, na ordem franciscana. A partir do século XVII, por meio das visões de Santa Margarida Maria Alacoque, essa devoção foi popularizada, sendo um dos focos da Escola Francesa de Espiritualidade, que marcou profundamente a Igreja na Europa Ocidental. A espiritualidade do Sagrado Coração é muito simples, acessível a todas as pessoas. Ela tem como objetivo ajudar o fiel a voltar-se para seu coração e para o Coração de Jesus, como núcleo mais íntimo da pessoa, onde ela se encontra com seu Senhor. Essa devoção difunde que “O coração de nosso coração é o próprio Deus, com a sua lógica enraizada no amor”. Ela nos aproxima do amor compassivo de Cristo para com a humanidade. Nela, pedimos que sejamos revestidos das virtudes e das qualidades do Coração do Filho, deixando-nos inflamar pelo amor que o impulsionava, tornando-nos sempre mais semelhante a ele e formando com ele um só corpo. Ela contempla ainda o coração transpassado de Jesus que, na Cruz, entregou-se por nós com um imenso amor gratuito e compassivo. Em 1856, duzentos anos após as aparições de Jesus a Santa Margarida Maria, foi instituída a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a ser celebrada, a cada ano, no mês de junho. O movimento que mais propagou sua devoção no século XIX foi o Apostolado da Oração, aprovado pelo Papa Pio IX, em 1849. Hoje o Apostolado é obra pontifícia. A consagração do mundo ao Sagrado Coração ocorreu em 16 de junho de 1875, às vésperas da fundação da Congregação do Verbo Divino. Mais de 400 institutos de vida religiosa com espiritualidade cordiana foram fundados de 1800 até o Concílio Vaticano II, em sua maioria, femininos. Como filho de seu tempo, Arnaldo Janssen foi também impregnado por essa espiritualidade afetiva e concreta que respondia às necessidades do simples cristão. Inicialmente, recebeu na família forte influência da mística da Baixa Renânia, de espiritualidade cristocêntrica e trinitária. Seu pai falava com paixão para os filhos sobre a encarnação do Verbo e rezava diariamente com eles o Prólogo de São João. Sua mãe, uma pessoa silenciosa, testemunhava uma vida de oração contínua, alimentada pela frequência diária à missa. Foi também com o pai que o menino Arnaldo conheceu o Anuário da Propagação da Fé, que o introduziu ao amor às missões estrangeiras. Como jovem padre, a devoção especial ao Sagrado Coração foi ocupando suas orações e reflexões. Inicialmente, resolveu rezar, às sextas-feiras, a missa em honra do Sagrado Coração, para glorificar seu sacerdócio. Queria homenagear a Trindade habitando nesse Coração. Para Arnaldo, o Coração de Jesus era a humano-divina Pessoa de Jesus, a face humana de Deus, seu amor incompreensível pela humanidade.A partir de 1866, ao lado das aulas que administrava, passou a dedicar uma atenção especial ao novo Apostolado da Oração em sua diocese. Esse apostolado, com forte espiritualidade cordiana, deixou suas marcas na vida de oração de Arnaldo. Sua profunda motivação passou a ser sua união fundante com as disposições do Sagrado Coração, emergindo daí o traço característico de sua espiritualidade, inicialmente assim expresso: “Viva o Coração de Jesus nos corações de todas as pessoas!”. Arnaldo foi se tornando mais e mais habitação do Sagrado Coração, e os propósitos e intenções desse Coração, assumidos como seus. Desejava ardentemente a glorificação do Deus Trino e o cumprimento de sua vontade salvífica para todos os povos. O amor e a bondade de Jesus, sua compaixão sincera, suas virtudes humanas, seu sofrimento e aflições, sua atitude de entrega incondicional, suas emoções e sentimentos íntimos, tudo tinha para Arnaldo seu lugar e centro no Sagrado Coração de Jesus. Escrevia assim no livro de admissão dos novos membros ao Apostolado de Oração: “A melhor devoção ao Coração de Jesus é conformar nossos desejos aos desejos do Coração de Jesus”. Por meio do Apostolado da Oração, Arnaldo foi também tomando consciência de uma variedade de situações eclesiais, abrindo, assim, a mente aos grandes propósitos da Igreja. Seu dinamismo missionário, na força da oração, foi se revelando com o Apostolado. Iniciou, em 1866, com 26 grupos na diocese de Münster. Após sete anos, sua missão no Apostolado tinha se espalhado por várias dioceses alemãs, alcançando um total de 600 paróquias. Dois anos depois, em 1875, em meio a muitas lutas e rejeições, Arnaldo estava pronto para iniciar a primeira casa de formação missionária na Igreja alemã. Dentro de sua espiritualidade, Arnaldo foi enxergando cada vez mais o Coração de Jesus como Tabernáculo da Trindade: “A Trindade toda reside no Coração de Jesus: a Onipotência do Pai, a Sabedoria e a Beleza do Verbo Eterno e o Generoso e Eterno Amor do Espírito Santo. Contudo o Coração de Jesus permanece um coração criado, um coração humano”. Com o tempo, Arnaldo vai explicitando assim a relação entre o Coração de Jesus e o Espírito Santo: “Durante sua vida terrena, o Coração de Jesus já era a fornalha ardente cheia do amor e da graça do Espírito Santo”. Arnaldo viu um duplo movimento entre o Coração de Jesus e o Espírito Santo: de um lado, foi o Espírito Santo que formou o Coração de Jesus e fez dele sua morada; por outro, é do Coração de Jesus que emergem todas as graças que recebemos do Espírito Santo, pois é pela encarnação de seu Filho que Deus comunica-se a si mesmo em seu insondável amor incondicional. No fim de sua vida, Arnaldo escreve: “Vou tentar chegar tão perto quanto possível dos sentimentos de Jesus, de sua vida interior, de seus ensinamentos, realizações, dores e morte.
SSpS: 118 anos de presença missionária no Brasil

No dia 20 de agosto, as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) recordam a chegada das seis primeiras irmãs ao Brasil, em 1902. Naquela época, com apenas 13 anos de fundação, a jovem Congregação experimentava uma vitalidade missionária extraordinária. Fundada em Steyl, na Holanda, já havia enviado missionárias para Argentina (1895), Togo (1897), Papua-Nova Guiné (1899) e Estados Unidos (1891). A disposição de vir para o Brasil partiu do próprio fundador, Santo Arnaldo Janssen. Após muita oração e discernimento, ele decidiu pelo envio do grupo pioneiro. Madre Josefa era a Superiora-Geral e ajudou a preparar as irmãs. Eram elas as irmãs Walburgis, Laurência, Bonifácia, Crescência, Regina e Córdula. O objetivo principal das missionárias na América Latina era reavivar a fé nas famílias cristãs. No Brasil, havia também a grande necessidade de escolas. Por isso, as irmãs já vieram focadas em iniciar um colégio, a partir do qual poderiam estar em contato com muitas pessoas. É surpreendente a coragem das primeiras missionárias. Em janeiro de 1903, poucos meses após a chegada, ainda mal falando o português, deram início a uma escola que depois viria a se tornar o Colégio Stela Matutina, em Juiz de Fora-MG. Depois delas, outras irmãs foram chegando, não somente para as escolas, mas também para trabalhar em hospitais e nas pastorais. Muito rapidamente, espalharam-se pelo Brasil, assumindo diferentes frentes missionárias, especialmente em locais onde as necessidades eram maiores. Em 1963, quando decidiram estabelecer uma segunda província no Brasil, já somavam um total de 461 irmãs, entre missionárias vindas da Europa e irmãs brasileiras. Sempre atentas aos apelos do Espírito Santo, as missionárias SSpS acompanharam as grandes transformações pelas quais passou a Igreja, com o Concílio Vaticano II e as conferências de Medellín e Puebla. Foram ao encontro dos mais pobres nas periferias das grandes cidades e para o interior, nos locais onde a Igreja ainda não estava devidamente estabelecida. Desde então, marca presença também com populações indígenas. Atualmente, o número de missionárias SSpS no Brasil está em torno de 200, organizadas nas províncias Stela Matutina (Estados de São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Divina Sabedoria (Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Amazonas e Roraima). Um aspecto marcante da Congregação, e que sempre esteve presente nestes 118 anos no Brasil, é a interculturalidade. No início, isso se dava pela presença de irmãs europeias e brasileiras. Atualmente, a variedade cultural está crescendo, com a chegada de irmãs de outros continentes, especialmente da Ásia. O compromisso com a vida e a busca de construir comunhão se fortalecem com as práticas cotidianas de “Justiça, Paz e Integridade da Criação”, conhecidas pela sigla Jupic, e que fazem parte do estilo de vida das missionárias. Concretamente, significa que as irmãs priorizam o cuidado com a ecologia, defendem os direitos humanos e os grupos menos favorecidos, assumem as principais causas sociais e promovem uma cultura de paz, fundamentadas nos valores do Evangelho. Os campos de missão são muito diversificados em cada uma das províncias. Mas, ao viverem o carisma missionário e a espiritualidade trinitária, seja qual for a obra social, educacional, pastoral ou da área da saúde, as irmãs sempre buscam vivenciar o lema de nossa congregação “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Irmãs SSpS Brasil Norte em sua história…
Novo espaço de espiritualidade na internet

Há mais de um ano, estamos trabalhando num projeto de evangelização que se tornou um sonho para nós… Um sonho porque, ao contrário do que imaginávamos inicialmente, surgiram muitos obstáculos no caminho… Mas agora temos a alegria de anunciar que estamos prestes a alcançar nossa meta e será um presente para você que acompanha nossas publicações. Imagine um espaço na internet para vivenciar a espiritualidade, acompanhar a liturgia diária, rezar, aprofundar a fé e até mesmo encontrar uma comunidade para rezar com você e por você… Gostou? Então imagine que você sinta vontade de conversar com alguém, esclarecer dúvidas, partilhar algo que está em seu coração ou simplesmente receber orientação em seu caminho espiritual… Pense que você está indo para o trabalho e, no caminho, ouve pelo celular a leitura orante do Evangelho do dia… Ou reza o terço junto com as missionárias servas do Espírito Santo. Você também encontrará orações variadas, o santo do dia, testemunhos missionários, reflexões e vídeos que ajudarão a aprofundar a fé e o compromisso com o Reino de Deus. Tudo isso estará disponível, em breve, em nossa Capela Missionária virtual. Uma capela real no mundo virtual A Capela será um espaço de oração e de espiritualidade acessível a todas as pessoas que desejarem, em meio à correria e desafios da vida cotidiana. Será uma oportunidade de dedicar alguns momentos do dia para crescer na relação com Deus e se conectar com a humanidade, num espírito missionário. Antes de iniciar o projeto, pesquisamos na Internet e não encontramos nenhuma capela virtual católica que tivesse uma identidade explicitamente missionária. Por isso temos a alegria de lançar a primeira e queremos contar com seu apoio para nos ajudar a torná-la um espaço de oração não apenas virtual, mas real, que possa acompanhar você em seu dia a dia. A Capela Missionária é uma iniciativa das missionárias servas do Espírito Santo do Brasil, que inclui duas sedes provinciais, uma em São Paulo-SP, no Convento Santíssima Trindade, e outra em Ponta Grossa-PR, no Convento Espírito Santo, além das quase 30 comunidades de irmãs espalhadas de norte a sul do Brasil, oito escolas, uma faculdade, cinco centros educacionais, um hospital, um centro de fisioterapia e diversas obras sociais. Seguindo as pegadas de Santo Arnaldo Para mim, é realmente uma alegria poder seguir as pegadas de nosso fundador, Santo Arnaldo Janssen, que, no século XIX, já utilizava o que havia de mais moderno em comunicação para a evangelização. Em seu tempo, existia apenas a imprensa e foi por meio dela que propagou a obra missionária de Steyl, através de revistas e almanaques que ofereciam formação religiosa, cultural e entretenimento às famílias. Tenho certeza de que, se Santo Arnaldo vivesse hoje, ele daria continuidade à obra missionária por intermédio das redes sociais, do rádio, da televisão e de todos os meios de comunicação disponíveis. Assim, o trabalho que fazemos por intermédio do blog, do Facebook, do site, do Twitter, Instagram e, em breve, também pela Capela Missionária está em profunda sintonia com nosso carisma missionário e contribui com o trabalho de evangelização da Igreja. Missão on-line Estamos trabalhando com muito carinho na Capela Missionária para, além de oferecer um espaço de oração e de vivência da espiritualidade, que ela seja também um ambiente de missão on-line. Por detrás da tecnologia, teremos quatro irmãs bem preparadas para interagir com as pessoas que frequentam o site da capela, oferecendo orientação espiritual. Também haverá duas orientadoras vocacionais à disposição. Além disso, todo pedido de oração será atendido pelas comunidades das irmãs dos nossos dois conventos, que rezarão nas intenções e necessidades encaminhadas pela Capela Missionária. Ofereceremos também a oportunidade para colaborar concretamente com a missão, por meio de nossas diversas obras sociais e missionárias. Muito em breve, será o lançamento da nossa Capela Missionária. Aguardem! Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)
“Viva o coração de Jesus no coração de todas as pessoas”

Sou de uma pequena província do nordeste da Argentina, Missiones, que deve esse nome às missões jesuítas entre os guaranis. A região ainda é caracterizada por uma religiosidade muito profunda, expressa nas devoções e festividades do povo ao longo do ano. Desde a infância, lembro-me de ver, em muitas casas, uma pintura emoldurada da imagem do Sagrado Coração de Jesus. Na casa de minha bisavó paterna, essa imagem adornava uma parede pintada de azul claro, como se estivesse indicando a transparência do céu e refletida pelos que moravam naquela casa; eles eram muito religiosos. Quando vim para a África, especialmente quando trabalhava na Tanzânia, a imagem do Sagrado Coração de Jesus estava adornada com uma parede de barro, no interior de uma vila, ou em um belo gesso, em uma casa da cidade. Ainda mais para minha surpresa, encontrei a mesma imagem nos lares de irmãos e irmãs de outras denominações cristãs. Uma imagem muito doce de Jesus com o peito aberto, mostrando um coração ardente, saindo dele um raio de luz, perfurado por lanças, cercado por espinhos. Um coração que une e não se divide, um coração ecumênico, que reúne, numa grande família, aqueles que estão dispersos, o que leva a descobrir o outro não como inimigo, mas como irmão ou irmã. Que todos sejam um, esse foi um dos desejos e sonhos mais profundos de Jesus, antes de seu coração ser transpassado na cruz pela crueldade dos homens. O que o Coração de Jesus tem que tantas pessoas lhe prestam homenagem em várias culturas? Eu acho que uma das respostas para essa pergunta, e ainda mais no contexto global de pandemia que enfrentamos, é que a devoção proporciona conforto e incentiva a não perder a esperança, confiando em que sempre há uma saída, mesmo nas piores situações da vida. As dificuldades, desafios que tantas pessoas enfrentam no dia a dia, devido a dificuldades econômicas, problemas de saúde, deterioração dos relacionamentos familiares, isolamento, solidão e muitos outros, levam muitas pessoas a serem fascinadas e atraídas pelo Sagrado Coração de Jesus e a depositarem em Cristo suas aflições. De coração aberto, Ele espera cada um para dar conforto, descanso e encorajamento. O coração transpassado de Jesus sofre em cada pessoa que sofre e se alegra em cada ser humano que encontra um sopro de vida para a jornada. “Viva o coração de Jesus no coração de todas as pessoas.” É uma das orações e lema do nosso fundador, Santo Arnaldo Janssen, que era um grande devoto do Coração de Jesus e um fiel divulgador dessa devoção, antes mesmo de iniciar o trabalho missionário de Steyl. Não há dúvida de que nosso fundador descobriu o coração vivo de Jesus em todo ser humano que se dirigiu à graça divina. Ele sonhava que esse coração, que é a presença próxima de Deus, pudesse viver em todos os seres humanos e em todas as culturas. Por esse motivo, seu sonho era que seus missionários pudessem alcançar os lugares mais remotos do planeta para anunciar a boa-nova de consolo e esperança. Para os membros da Família Arnaldina, a oração de Santo Arnaldo é muito eloquente. Nós a recitamos muitas vezes, talvez, em várias ocasiões, com alguma complacência e um pouco de desdém, levando a rezá-la sem pensar em sua profundidade. Geralmente não há reunião ou sessão de oração em que essa prece não faça parte do repertório. Se formos um pouco mais longe com a nossa reflexão, fica claro que, sem o coração, não podemos existir. Segundo as Ciências Biológicas, o coração é o primeiro órgão que se forma e começa a bater apenas alguns dias após nossa concepção no útero. Quando o coração para de bater, a vida termina, um ciclo termina. O coração é o começo e o fim, é a fonte que permite que a vida flua para o corpo. Portanto podemos concluir que a vida de quem crê emana do Coração de Jesus e volta para ele quando sua missão termina. Além disso, o que queremos dizer quando falamos de um coração sagrado? Não podemos deixar de lado a referência à Bíblia. A palavra “coração” é mencionada mais de oitocentas vezes e não se refere apenas a um tecido muscular que bombeia sangue para o corpo. Em uma linguagem profunda e poética, é a morada de atitudes, emoções e inteligência. “Acima de tudo, vigie seu coração, pois aqui estão as fontes da vida” (Pr 4,23), “Pois onde quer que esteja o seu tesouro, também estará o seu coração” (Mt 6,21), “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro de seu coração, mas o homem mau tira de seu mal coisas más, porque a boca fala daquilo de que o seu coração está cheio” (Lc 6,45), “Você deve amar o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua mente” (Mt 22,37). Esses textos bíblicos, entre outros, deixam bem claro que todo coração é criado como fonte da vida e motor do amor. É por onde ocorrem os sentimentos e pretensões mais profundas do ser humano, mas também é lá que se originam ressentimentos e violência de todos os tipos. O coração é sagrado, mas está contaminado com as sementes do mal. Em Jesus isso não ocorre, porque seu coração não está contaminado com o pecado que mancha e degenera o coração do ser humano. Jesus diz: “Venham a mim todos vocês que trabalham e estão sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Aceitem meu jugo e aprendam comigo, pois sou manso e humilde de coração”(Mt 11,28-29). Em um mundo dividido e dilacerado por todas as formas de miséria e tormento, longe de ser uma devoção antiquada, o Sagrado Coração de Jesus é mais válido do que nunca. Somos convidados a focar e guiar nossas vidas de e para Ele. Ele é a fonte pela qual nos entregamos no trabalho missionário com zelo ardente e coração apaixonado. Somente quando for focado nele, o nosso serviço missionário será mais eficaz, próximo dos
Terço ao Espírito Santo pelo fim da pandemia

Em breve, celebraremos a Solenidade de Pentecostes, em que a Igreja revive a vinda do Espírito Santo aos discípulos e discípulas de Jesus, 40 dias após sua ressurreição. E, apesar de ainda ser tempo pascal, com a situação que o Brasil e o mundo enfrentam com a pandemia do covid-19, fica difícil se alegrar e acreditar que a vida sempre tem a última palavra. Foi nesse panorama de sofrimento e angústia diante de tantas vidas ceifadas pela contaminação do coronavírus que Ir. Francisca Romana da Costa pediu luzes ao Espírito Santo para que libertasse a humanidade desta pandemia. Irmã Francisca é missionária serva do Espírito Santo (SSpS). Enfermeira por profissão, ela trabalhou por vários anos no México e, depois que retornou ao Brasil, dedica-se à pastoral, animação vocacional e missionária. Atuava em Belo Horizonte e, um pouco antes da pandemia, foi transferida para a comunidade missionária SSpS em Abreulândia-TO. Ao chegar lá, toda animada para iniciar uma nova etapa em sua vida missionária, foi surpreendida pelas medidas do isolamento social e pela gravidade da situação que se alastrou pelo Brasil e pelo mundo. Nesse contexto e baseada em muita oração, dentro dela, surgiu a récita do terço ao Espírito Santo, diferente de muitos outros terços que já são conhecidos. O fato é que Ir. Francisca, ao rezá-lo, encontrou paz e consolo em seu coração e se sentiu encorajada a intensificar a oração por tantas pessoas e famílias que sofrem por causa das perdas causadas pelo covid-19 ou que estão sofrendo nas unidades de terapia intensiva, uma realidade que ela conhece tão bem. Aqui trazemos o depoimento da Ir. Francisca e o Terço ao Espírito Santo, que ela sentiu o apelo de compartilhar com todos os que estão sofrendo ou se importam com os que sofrem. “Rezei… e o peso do meu coração desapareceu” “Em vários momentos de oração pessoal, sentia-me muito sozinha e com muita angústia em meu coração, especialmente por causa das notícias no mundo todo, com tanta gente morrendo por causa desse vírus destruidor e sem piedade. Na comunidade discutíamos sobre os cuidados necessários e as medidas de isolamento… A Semana Santa foi de impasse: celebrar ou não celebrar com o povo? As pessoas não tinham consciência dos riscos, e pouco entendiam dos cuidados necessários… Perdida nessa situação, intensifiquei minhas orações pessoais, e alguma coisa foi acontecendo no meu coração. Estava desesperada, mas percebi que o mundo está cheio de gente desesperada, sem teto, sem as mínimas condições de vida, muitos morrendo sem possibilidade alguma… Todos seres humanos como eu! Fui rezando a oração do nosso fundador, Santo Arnaldo Janssen: ‘Ante a Luz do Verbo e o Espírito da graça, afastem-se as trevas do pecado e noite da incredulidade…’. Assim, pouco a pouco, as dúvidas e a escuridão foram desaparecendo. Nos momentos de adoração ao Santíssimo e quando me retirava a meu quarto para silenciar-me dessa aflição, pedia a tranquilidade para o meu coração, e tudo foi se transformando. Foi na capela, rezando a Oração ao Espírito Santo, de Santo Agostinho, que me veio a ideia de rezar o terço repetindo frases dessa oração nas dezenas, no lugar das Ave-Marias. Rezei assim várias vezes, e o peso em meu coração desapareceu. Fui acrescentando pedidos pelas pessoas doentes por causa do vírus em todo o mundo. Veio-me o pensamento que está chegando Pentecostes. O Espírito Santo é o respirar da vida, e tantos estão morrendo por falta de ar… Que Ele possa respirar em todos aqueles que mais necessitam de sua graça e sabedoria! Então, alguns dias depois, sentei-me no computador e tentei organizar esse terço, pedindo a cura e a descoberta do tratamento para pôr fim a esta pandemia.”