Criada Conferência Eclesial da Amazônia

Na segunda-feira, 29 de junho, a Igreja ganhou a Conferência Eclesial da Amazônia. O anúncio foi feito após dois dias de deliberações a distância, devido à pandemia do covid-19. O comunicado foi assinado por Dom Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano), e pelo cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e eleito presidente da nova conferência. O novo órgão eclesial responde, como afirma a mensagem, à proposta dos padres sinodais, no Documento Final (DF) do Sínodo da Amazônia (realizado de 6 a 27 de outubro de 2019), pedindo um rosto amazônico da Igreja e a continuação da busca de novos caminhos para a missão evangelizadora (cf. DF 115). A necessidade foi reforçada pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia. A Conferência Eclesial Amazônica vai fomentar iniciativas de evangelização na área que abrange nove países da América Latina. A ideia é que o organismo aumente o intercâmbio e mobilidade de missão entre religiosos, leigos e padres dentro da mesma região, independentemente de cada país. “Nestes tempos difíceis e excepcionais para a humanidade, quando a pandemia do coronavírus afeta fortemente a região Pan-Amazônica, e as realidades de violência, exclusão e morte contra o bioma e os povos que o habitam clamam por uma conversão integral urgente e iminente, a Conferência Eclesial da Amazônia quer ser uma boa notícia e uma resposta oportuna aos gritos dos pobres e da irmã mãe Terra”, diz o texto. A nova Conferência Eclesial será formada por um bispo de cada país da Pan-Amazônia, com exceção do Brasil, que terá dois. Também farão parte representantes da Cáritas da América Latina e do Caribe, da Confederação Latino-Americana de Religiosos (CLAR) e da Repam, além de três representantes dos povos originários. Por ser um órgão oficial da Igreja, também será composto por autoridades vaticanas, como o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, do prefeito da Congregação dos Bispos, do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e o subsecretário do Dicastério para o Serviço Integral de Desenvolvimento Humano. Veja a íntegra do comunicado no link abaixo: Com informações da CNBB e Vatican News.

Vem aí o Mês Missionário Extraordinário

O mês de outubro, na Igreja, é o Mês das Missões. Mas, neste ano, será um mês ainda mais especial, com a proclamação, pelo Papa Francisco, do “Mês Missionário Extraordinário”. O objetivo é “Despertar, em medida maior, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral”. As missionárias servas do Espírito Santo, nos cerca de 50 países onde estão presentes em todo o mundo, abraçaram o apelo do Papa Francisco e estão se mobilizando para dinamizar o Mês Missionário, tanto em suas comunidades como nos locais e obras onde atuam. A secretária-geral das Missões, Ir. Gretta Maria Fernandes e Ir. Maria Cristina Avalos, da Direção-Geral da Congregação, em Roma, gravaram um vídeo, incentivando todas as irmãs a intensificarem ações missionárias e ajudarem a animar a Igreja local em torno do Mês Missionário Extraordinário. No Brasil, na Província Stella Matutina, as irmãs também estão se organizando para vivenciar, com intensidade, o mês de outubro. De acordo com a coordenadora provincial, Ir. Maria Percila Vieira (ao centro, na foto), o ponto fundamental é “Retomar o nosso ser missionário e nos animar mutuamente”. Para isso, ela está enviando uma mensagem a todas as irmãs, com algumas propostas para o Mês Missionário Extraordinário. Entre as ações concretas apresentadas, a primeira já está sendo feita, que é o acompanhamento da preparação do Sínodo da Amazônia, com estudo e orações nas comunidades. Como subsídio, as irmãs estão utilizando o texto “40 dias pelo Rio: navegando juntos a boa-nova de Deus a caminho do Sínodo Amazônico”, escrito por Mauricio López Oropeza, secretário executivo da Repam (Rede Pan-Amazônica), e publicado pela Unisinos, entre outros. As demais ações incluem a participação dos alunos e das irmãs nas atividades do Mês Missionário em cada escola e também encontros celebrativos nas comunidades, reunindo as que estão mais próximas. A ideia é levar a Cruz Missionária a cada um dos locais onde as irmãs estão e aprofundar o compromisso com a missão. A Cruz é uma cópia da que foi utilizada no Congresso Missionário na Bolívia e tem um rico simbolismo a respeito da evangelização. Outra realização para o Mês Missionário Extraordinário é o lançamento da Capela Missionária Virtual SSpS, um espaço on-line onde as pessoas poderão rezar, deixar pedidos de oração, interagir com as irmãs, receber informações missionárias e até colaborar com os projetos de evangelização. Essa é uma iniciativa da Equipe de Espiritualidade com a Equipe de Comunicação da Província e está em fase de preparação. Significado da Cruz Missionária A cruz missionária recorda a Páscoa de Jesus, que ilumina nossa vida e missão. A haste está em forma de espiral ascendente. Recorda o movimento característico da missão, da Encarnação em direção à Páscoa de Jesus crucificado e ressuscitado, que ilumina e transforma a realidade. Os cravos testemunham o martírio de Jesus na Cruz. As flores que brotam da Cruz representam a vida nova que nasce da Páscoa de Jesus Cristo. Em meio à dor e ao sofrimento, Deus se manifesta e faz ressurgir a esperança e alegria do Evangelho. A inscrição IHS significa “Jesus, Filho de Deus, Salvador dos Homens”. Relíquia de Santa Nazária, fundadora de uma Congregação Missionária feminina na Bolívia. A Cruz Missionária nesse formato faz memória às missões jesuítas da Bolívia e à evangelização dos povos da América Latina. Ela expressa o amor infinito de Deus e a salvação da humanidade. Hoje, a Cruz continua inspirando a evangelização dos povos e animando nossa espiritualidade na ação missionária.

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