Você é tolerante?

Para conscientizar sobre o respeito e à diversidade religiosa entre todos, foi instituída a data de 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Para que todos os indivíduos possam ter um convívio pacífico, é preciso ser tolerante com a crença (ou não crença) do próximo. Maria Terezinha Corrêa partilha um artigo sobre o valor da coexistência em um país plural como o Brasil. Veja!
Religião não se discute?

“Você acredita em Deus?” Essa é uma pergunta comum em escola ou mesmo em rodas e redes sociais. “Não aponte o dedo para a estrela”, acreditam alguns. Tem gente que se benze quando passa diante de um cemitério ou de uma igreja, e até um despacho na curva de uma esquina, às vezes, é motivo de medo ou desprezo. Enfim, qual é sua religião? Ou você é agnóstico? As pessoas que creem deveriam ser mais tolerantes e testemunhas da justiça e da paz, mas, infelizmente, não é sempre assim. Há muitos estudiosos que afirmam que a maioria das guerras que ocorreram no mundo (e ainda acontecem) têm motivos religiosos. Até hoje, existe quem profana algo sagrado de uma religião, o que é um desrespeito e crime. Isso tem causado julgamentos e terrorismo entre nações. Há um ditado que diz que “futebol, política e religião não se discutem”, o que não é verdade. Já faz tempo que religião tem sido uma discussão mundial para educarmos nosso bom senso, a ponto de termos 21 de janeiro como Dia Mundial da Religião. Essa data foi criada em dezembro de 1949, em uma Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá’ís, com o objetivo de promover o respeito, a tolerância e o diálogo entre as diversas religiões existentes no mundo. Após as Guerras Mundiais, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Entre os 30 artigos, o de número 18 estabelece: Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular. O Brasil, por ser um Estado republicano e democrático, também é um Estado laico, isto é, um país onde toda crença deve ser respeitada, inclusive quem professa ser ateu. Conforme a Constituição Federal de 1988, art. 5º, “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Assim, todos podem manifestar sua religiosidade dentro dos limites do respeito e da fraternidade, pois o importante é que todos promovam a paz. Por que ainda há casos de preconceito religioso em nossa sociedade? Por que há disputa por adeptos entre as igrejas? Jesus disse que “Na casa de meu Pai, há muitas moradas” (Jo 14,2). E por que há pessoas que menosprezam aqueles grupos religiosos menores, de influência africana ou indígena? Jesus, um dia, afirmou à Samaritana que “Os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade” (Jo 4,5-42). Sabemos que a experiência mística é algo subjetivo. Somente na intimidade do ser, pode-se expressar a vivência transcendental. Muitas figuras bíblicas, como Moisés, José do Egito, profetas, José da Galileia, testemunharam a presença divina em suas vidas. O mesmo ocorreu e ocorre com homens e mulheres em tempos contemporâneos. Assim, não nos cabe julgar a revelação intrínseca daquele que crê. No entanto, a melhor maneira de combater a intolerância religiosa é com a prática do bem, observada pelo filósofo Immanuel Kant (1724-1804), ao escrever sua obra Crítica da razão prática. A data 21 de janeiro é também o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Foi instituído pela Lei n.º 11.635/2007, para que possamos viver fraternalmente em sociedade, promovendo, assim, a empatia, estudos sobre a diversidade religiosa e a paz entre todos aqueles que creem. Atos ecumênicos são uma boa forma de expressar o respeito pelo outro, de unir adeptos de diferentes credos e doutrinas, palestras, orações em comum. Independentemente da crença, somos todos seres humanos que necessitam melhorar nossas relações interpessoais.Pense nisso! Maria Terezinha CorrêaMestra em Antropologia, especialista em Ensino de Filosofia, graduada em Filosofia e Pedagogia, cursou Teologia pelo Mater Ecclesiae, filiada à ABA, APEOESP e SBPC, atualmente professora de Filosofia na Prefeitura de São José-SC, membro da Comissão de Prevenção e combate à tortura pela ALESC, voluntária na Pastoral da Pessoa Idosa, pertencente à Arquidiocese de Florianópolis-SC.
Ecumenismo: um novo caminho de fé

“Eles se mostravam assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2,42). E logo mais adiante: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava seu o que possuía, mas tudo era comum entre eles” (At 4,32). Esse sumário de vida das primeiras comunidades cristãs traduz o sentimento dos apóstolos, dos seguidores de Jesus e constitui-se em elementos fundantes de uma teologia do caminho. Etimologicamente, ecumenismo quer dizer o “mundo habitado”. Esse conceito amplia-se conforme as sociedades evoluem. De mundo habitado para “mundo civilizado”, com uma cultura mais aberta, com os avanços sociais, políticos, econômicos e religiosos que possibilitaram compreender sua amplitude. Em relação ao cristianismo nascente, podemos entender esse “mundo habitado” dentro de uma perspectiva espiritual, pois desta “terra habitada” Deus faz parte, por meio de seu filho Jesus, com a colaboração humana. As expressões máximas desse cuidado eclesial são os concílios ecumênicos, que cuidam das influências do “mundo em geral” nas questões doutrinais e disciplinares da Igreja. Contudo é no Concílio Vaticano II que a questão do ecumenismo tem o avanço e a profundidade em sua abordagem e prática, que, na voz do Papa João XXIII, anunciava-se o “abrir as janelas” da Igreja para o mundo. E o Papa Francisco pede uma Igreja de “portas abertas”, uma Igreja em saída. Igreja de janelas e portas abertas, em saída e a caminho, sob o sopro do Espírito, com novos ventos, em direção aos limites das fronteiras humanas. O movimento ecumênico busca construir a unidade dos cristãos, por meio de maior proximidade e estreitamento de laços entre as Igrejas cristãs, em suas diversas denominações (católica, ortodoxa, luterana, anglicana, entre outras), pela superação de divergências teológicas e culturais, fortalecendo o diálogo e a cooperação para a paz mundial. Mas como compreender essa construção da unidade, se nós, cristãos, que bebemos da mesma fonte, parecemos historicamente divididos em grupos religiosos e que, por vezes, entram em conflitos? A teologia paulina nos imerge na imagem do Corpo de Cristo, que implica um forte compromisso ético de cuidado e solidariedade dos membros uns para com os outros, especialmente para com os mais fracos (1Cor 12,12-27). Essa imagem evoca a unidade da Trindade e nos convoca a “vivermos com um só coração e uma só alma, orientados para Deus”, como diz Santo Agostinho. Apesar do crescimento da consciência da identidade e missão dos cristãos na Igreja e no mundo, ainda há longo caminho a percorrer. Essa responsabilidade que nasce do batismo e da confirmação se manifesta de formas diferentes em cada cultura. Alguns pilares, entre outros, que sustentam a caminhada em busca da fraternidade universal e que podem ser compreensíveis em todas as línguas destacam-se por sua essência e obrigam-nos a pensar em como cuidar bem da “casa comum”, tendo em vista o bem comum de todos: encontro-acolhimento, respeito, justiça e ética. Encontro-acolhimento: ir ao encontro do Outro, com a atitude do Bom Pastor, com a prática do Bom Samaritano, sentar-se junto ao poço de Jacó, sob a ótica da Nova Aliança, “ouvir” o que não está sendo dito e “guardar essas coisas no coração” (Lc 2,51). Respeito: é o primeiro princípio/ da ética; reconhecer o Outro em sua identidade cultural e social, em sua dignidade humana. A gente não vê algumas pessoas que estão à nossa volta. Que saber da experiência nasce da relação entre o conhecimento do outro e a vida humana em sua integridade? Justiça: o termo justiça sempre indica uma relação com o outro. Em Jesus, há uma síntese entre o projeto do Reino de Deus e sua pessoa: a justiça e o justo. Mais do que ser “do bem”, é necessário ser bom. Há uma convocação para uma nova ordem: aquele que adora a Deus é profundamente influenciado a viver esta nova era (o amor, o direito, a justiça, a liberdade, a felicidade), constituindo um novo ethos social e religioso. A lei só é válida quando nela está contida a justiça do Reino. Jesus opera visivelmente ações de justiça do Reino (Lc 7,22-23). Ética: vem de ethos: “morada e proteção do ser humano”. Diferente de cosmético, que apenas enfeita. Falamos de vida boa, digna, justa. O ser humano é o fundamento ético para princípios e valores de vida e a mais vida. Implica sua essência: o ser. Ter a coragem de ser, de ser em relação ao outro e ao mundo. De ser inconformado e indignado com a injustiça e desigualdade, ser determinado, ser engajado, ser comprometido e leal, ser profissional, ser transparente, ser apaixonado pelo que faz, enfim: ser ético; “fé ética é o amor”, como diz Edgar Morin. Há uma referência primeira: Jesus vivia com as pessoas. Esse é o caminho que os apóstolos aprenderam. Mariano Gaioski é formado em Filosofia, Teologia e especialista em História e Educação. Trabalhou em diversas ações pastorais nas dioceses de Registro, Santo Amaro e Campo Limpo, também com adultos em situação de rua e com crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional (abrigos) na cidade de São Paulo. Foi professor e coordenador pedagógico em escolas estaduais de São Paulo, na região de Campo Limpo. E-mail: marianogaioski56@gmail.com.
Como viver a ressurreição de Cristo em nosso dia a dia?

Ainda em clima de Páscoa, queremos falar um pouco de um dos principais eventos do Tríduo Pascal: A ressurreição de Cristo. Hoje vamos explicar com detalhes o que é ressurreição e como podemos viver esse milagre em nosso cotidiano. Acredite, no final deste post sua vida pode mudar com essa nova percepção! Quer saber como? Nossas irmãs explicam. Muito se fala sobre ressurreição, um acontecimento do Cristianismo que às vezes parece abstrato, e distante da nossa realidade, mas na verdade ele é algo que pode e deve ser vivido através de uma espiritualidade viva. “A ressurreição é uma experiência muito concreta na vida cotidiana e que podemos experimentar de muitas maneiras. E cada vez que experimentamos a ressurreição em nossa própria vida, mais nos aproximamos da vida do próprio Cristo ressuscitado” explica Irmã Ana Elídia. O que é ressurreição? “O Cristo Senhor ressuscitou, a nossa esperança realizou. Vencida a morte para sempre, triunfa a vida eternamente!” Assim cantamos no domingo da Ressurreição. Mas, o que é ressurreição? Significa deixar que a vida se manifeste. Jesus passou pela nossa vida humana e venceu muitas tribulações e por fim venceu a morte para que uma vida nova pudesse surgir. A partir desse fato tudo mudou para os seus discípulos(as), seguidores(as) e também para nós. A esperança da vida renasceu, voltou a alegria, o ânimo, a coragem e o sentido da vida. Jesus ressuscitado é diferente do que era antes, por isso não o reconheceram logo. Seu rosto não é o mesmo porque Ele assume os rostos de toda a humanidade. Por isso seus discípulos(as) precisavam de sinais (ver as chagas, partilhar o pão, vê-lo comer o peixe, etc.). Jesus ensinou pela sua vida que para alcançar a ressurreição é preciso passar pelo sofrimento e pela paixão. Ressurreição é Vida Nova Maria Madalena, as outras mulheres, João e Pedro, os dois discípulos de Emaús, todos experimentaram a mesma coisa, a certeza da verdade do que Jesus havia ensinado, e a força do amor que supera o sofrimento. Assim também é na vida da gente. Quando conseguimos superar uma dificuldade, uma dor, um sofrimento, a gente dá um suspiro e diz: “Que bom, agora posso recomeçar e vai ser bem melhor do que antes” e a alegria e o ânimo voltam. Isso é como ressuscitar, pois é uma nova etapa da vida. “Penso muitas vezes nos povos que sofrem por causa das guerras, como na Síria. Depois dos bombardeios, é um eterno ressuscitar para outra nova etapa, a reconstrução, etc. Os refugiados, quando encontram solidariedade em outros países, como ajuda, comida, moradia, sustento, experimentam a ressurreição, uma vida nova. E nos hospitais? Quanta ressurreição a gente não pode presenciar? Há ainda os jovens ou outras pessoas que conseguem se libertar do vício das drogas. Esses também experimentam a ressurreição para uma vida nova. Jesus quer tocar o nosso coração. E é esse toque profundo de Jesus que transforma a nossa vida em ressurreição.” disse Irmã Monika Kopf. E você, quantas vezes já experimentou sair de uma situação difícil e complicada e percebeu que só conseguiu vencer com a ajuda de Deus? Estas são pequenas experiências de ressurreição que podemos vivenciar no dia a dia e que nos preparam para um dia participar da vida definitiva que Jesus nos dá por intermédio de sua ressurreição. Já viveu uma experiência de ressurreição parecida com essas que descrevemos? Conte para nós.
Sínodo dos Bispos discutirá sobre os desafios atuais da juventude

O Sínodo dos Bispos, um evento que discute diversos temas católicos, neste ano de 2018 vai ser dedicado totalmente para tratar dos problemas relacionados à juventude. Com as novas tecnologias, os jovens tem mergulhado neste mundo e se distanciado da igreja e de Cristo e, isso preocupa Papa Francisco. No mês passado, Papa Francisco reuniu cerca de 300 jovens do mundo inteiro, de várias religiões e também não crentes, para uma reunião que foi uma prévia dos assuntos que serão tratadas no próximo Sínodo. Além destes jovens, outros 15 mil participaram, dando suas opiniões através de grupos pela internet. O evento aconteceu entre os dias 19 e 24 de março, no Vaticano. Em sua primeira intervenção, Papa Francisco ressaltou que: “Não basta trocar algumas mensagens ou partilhar fotos simpáticas, os jovens têm de ser levados a sério!” e destacou uma atenção especial ao discernimento vocacional para ajudar os jovens a descobrir a verdadeira alegria de cada um. O Vaticano recebeu cerca de 221 mil respostas no formulário disponibilizado pela internet e está apurando os resultados para o evento do Sínodos dos Bispos. O Sínodo acontecerá em outubro e terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Para saber mais sobre o Sínodo, visite: www.synod2018.va ou https://www.facebook.com/synod2018.
Comunhão com os outros: Católicos e outras religiões – Pode?

Estamos vivendo um momento nunca antes visto pela humanidade, estamos numa era onde todos estão se comunicando mais do que nunca. Mas, infelizmente, também tem crescido o ódio e a intolerância contra as pessoas que pensam diferente, têm uma fé diferente ou simplesmente porque nasceram em um país cjua língua e cultura são diferentes. Diante disso, no seu esforço de alargar o “círculo da comunhão” e superar o que cria divisão e violência, a Congregação definiu o ano de 2018 como o Ano da Comunhão com os outros. Para nós, a Comunhão com os outros é um conceito amplo que abrange a diversidade cultural e religiosa do povo de Deus através do diálogo e do testemunho de vida. Hoje, mais do que nunca, nossa missão assume cada vez mais a forma de diálogo, encontro e colaboração. Nosso 14º Capítulo Geral indica isso: “Somos chamados a unir as mãos a todos aqueles que são inspirados pelo mesmo Espírito, como os nossos parceiros leigos na missão e aqueles que pertencem a outras organizações, culturas e religiões. Nós reverentemente entramos em um diálogo de vida e ação com pessoas de outras crenças. Utilizamos de forma criativa e responsável as mídias sociais e a tecnologia moderna para compartilhar a Boa Nova do amor de Deus. O tema deste ano é: Construindo Pontes da Amizade”. E dentro do tema da Comunhão com os outros podemos falar de vários assuntos e, o que escolhemos hoje é a Comunhão entre as religiões. Te convido a conhecer as principais religiões do mundo: 1 – Cristianismo: A religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I. De acordo com a fé cristã, Deus mandou ao mundo seu filho para ser o salvador dos homens. Jesus foi o próprio Deus encarnado, que morreu na cruz para redimir nossos pecados. A base do cristianismo, ensinado por Jesus, tem como fundamentos principais: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Existem cerca de 2,2 bilhões de cristãos no mundo. 2 – Espiritismo: Criado por Allan Kardec, o Espiritismo surgiu na França no século XIX e consiste numa doutrina religiosa, filosófica e científica, cuja principal crença gira em torno da constante evolução espiritual do ser humano, através das reencarnações. A caridade, a reencarnação e o carma são os princípios básicos do espiritismo. Acredita-se que exista cerca de 13 milhões de adeptos do mundo inteiro. 3 – Judaísmo: O judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo. Originou-se por volta do século XVIII a.C., quando Deus mandou Abraão procurar a terra prometida. Os judeus acreditam que Jeová, seja o criador do universo, um ser onipresente, onipotente e onisciente, que influencia todo o universo e tem uma relação especial com seu povo. Estima-se cerca de 15 milhões de adeptos. 4 – Budismo: Originário da Índia, o Budismo, além de ser uma religião, também é um sistema ético e filosófico. Foi criado por Buda em torno de 563 a.C. No budismo, os sofrimentos da vida são resultados das ações da vida passada. Sendo assim, a pessoa tende a reencarnar diversas vezes após a morte até atingir o estado de pureza espiritual completo, chamado de nirvana. Os princípio dessa religião consiste em respeitar a vida, viver honestamente e evoluir sempre. Atualmente existem cerca de 376 milhões de adeptos em todo o mundo. 5 – Islamismo: O Islamismo é uma religião monoteísta, revelada pelo profeta Maomé, em 570 d.C. A expressão ‘islã’ representa ‘submissão’ e traduz a obediência às regras e aos desejos de Alá. Os que seguem esta doutrina são conhecidos como muçulmanos. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos. São estimados aproximadamente 1,6 bilhões de adeptos em todo o mundo. 6 – Sikhismo: Fundada pelo Guru Baba Nanak no século XVI, o Sikhismo é um religião monoteísta, baseada nos ensinamentos de Nanak. Ele acreditava em um ser supremo e que todas as religiões utilizam nomes diferentes para a mesma divindade. Seu princípios são: Tratar todos igualmente, ser generosos com os pobres, trabalhar duro, viver honestamente e manter Deus na cabeça e no coração o tempo todo. São aproximadamente 20 milhões de adeptos em todo o mundo. 7 – Hinduísmo: Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange tradições, crenças, seitas e variações de várias culturas, que não tem uma doutrina única ou escritura. Surgiu há cerca de 3 mil anos e é uma religião politeísta, com cerca de 330 mil divindades. Eles acreditam que o nascimento de uma pessoa dentro de uma casta (status na sociedade) é resultado de ações produzidas nas vidas passadas. São aproximadamente 900 milhões de adeptos em todo o mundo. 8 – Religião Tradicional Chinesa: Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de adeptos, eles representam cerca de 6% da população mundial. Por que conhecer as outras religiões? Tem muita gente que acha que é perigoso perder a própria fé quando se estuda outras religiões. Mas isso não é verdade. Só perde a fé quem realmente não está firme ou não conhece sua própria religião. De qualquer forma, conhecer outras religiões não significa mudar de religião, mas entender como é a fé de outras pessoas para poder respeitá-las mais e até mesmo aprender seus valores e novas maneiras de lidar com a realidade humana. Além disso, quanto mais informação você tem sobre um assunto, melhor a chance de falar dele sem dizer bobagem, não é mesmo? Sem falar que quando você mantém a mente aberta, você fica livre de preconceitos, respeita mais a opinião do outro e ainda pode aprender muito com ele. O conhecimento traz paz para as relações. Conte pra nós nos comentários qual é a sua religião e o que você pensa sobre isso.
Pergunte à irmã: Como saber quem tem vocação religiosa?

A pergunta deste mês traz um dos mais sérios questionamentos feitos pelas pessoas que querem ou pensam entrar para a vida religiosa. Como se trata de um passo decisivo na vida, este deve ser tomado com muito cuidado e por isso toda a orientação é muito bem vinda. Esta importante pergunta foi feita pela Bianca, de Messias – AL, e será respondida pela nossa Irmã Juanna Ortega, da equipe da Animação Vocacional. Assista abaixo: Não esqueça de enviar a sua pergunta através do nosso formulário e se inscrever no nosso canal para receber os próximos vídeos do ‘Pergunte à irmã’.
3 dicas de Santo Agostinho para viver bem a Quaresma

A Quaresma, os 40 dias que antecedem o Tríduo Pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus) é um tempo litúrgico importante para os cristãos e não pode ser vivenciada de qualquer jeito. Para este período, preparamos 3 dicas excelentes, inspiradas numa das maiores figuras da Igreja Católica, para você aproveitar ao máximo este tempo de reflexão. Bispo de Hipona, teólogo e escritor, Santo Agostinho é considerado o maior doutor da Igreja. Fez diversos escritos de fé, fervor religioso, metafísica, filosofia, humanismo, temas espirituais, entre outros. Reunimos alguns versos de suas confissões mais apaixonantes e convidamos a aplicá-las na sua vida nestes dias da quaresma. Dica 1 – Procure Jesus dentro de você “Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu, lá fora, a procurar-Vos!” A mãe de Santo Agostinho era católica e ele já havia ouvido falar de Jesus Cristo através dela, mas foi apenas aos 30 anos de idade que se converteu, depois de muito buscar o sentido da vida em outras religiões. Como o Santo diz acima, nos concentramos em ver Deus em coisas ou pessoas mas o Senhor é simples, sua presença suave se faz em nossos corações. Apenas com uma sincera oração podemos achá-lo em nossas vidas. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29,12). Dica 2 – Encontre forças no alimento diário “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele. […] A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.” Na época da quaresma sempre somos chamados à penitência e à conversão. É um tempo de aprofundarmos nossa relação com Deus e com as pessoas, buscando corrigir nossos erros e vivenciar o perdão de Deus, como também perdoar as pessoas que nos ofendem. Nesta quaresma, a Campanha da Fraternidade nos convida à superação da violência que está dentro de cada um (a) de nós, mas também na sociedade como um todo. Para isso, o lema da CF – 2018 nos recorda que “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). De fato, a fraternidade, o amor mútuo, a solidariedade e o respeito são o melhor caminho que leva à construção da paz e à superação da violência. Mas temos dificuldade em vivenciar, com todas as pessoas, o amor e o compromisso que o Evangelho nos pede. Por isso, necessitamos da força do próprio Cristo para colocar em prática os seus ensinamentos. E onde encontramos essa força? É na Eucaristia! Ao receber regularmente, na Missa, o próprio Jesus que se entrega a nós no pão consagrado. Ele é o nosso alimento, a força que nos ajuda a fazer o bem e a dar a nossa contribuição para a paz em nossas famílias e no mundo em que vivemos. Dica 3 – Demonstre amor em tudo que fizer “Se tu manténs o silêncio, faz isso por amor; Se gritas, fá-lo por amor; Se corrigires, corrigirás com amor; Se perdoares, perdoarás com amor; Se evitas punir, faz isso por amor. Cultiva em ti a planta do amor, pois dela só poderá vir o que é verdadeiramente bom. Por amor. Quem ama nunca faz o mal, e é para o bem que nascemos.” Se pudéssemos descrever a Paixão de Cristo em uma palavra, com certeza seria “amor”. E esse mesmo amor que Jesus demonstrou por nós na cruz, deve ser o amor praticado por nós em tudo que fizermos e a todas as pessoas. Cumprindo assim a palavra do Senhor dita em 1 Coríntios 16.14 “Façam tudo com amor”. O que acharam destas dicas? Gostaram? Então vejam estas do Papa Francisco, que são imperdíveis: http://cnbb.net.br/conheca-a-integra-da-mensagem-papal-sobre-a-cf-2018/ Conheça mais sobre a Campanha da Fraternidade: Resumo do texto base da CF 2018: https://portalkairos.org/resumo-do-texto-base-da-campanha-da-fraternidade-2018/
Regras de etiqueta: 8 coisas que não se deve fazer durante a missa

Durante a celebração da Eucaristia, existem algumas regrinhas básicas de etiqueta que todo bom católico deve saber respeitar. Será que você está atento a elas? Confira as 8 regras de etiqueta para a missa que preparamos para você. São regras, mas também conselhos práticos que servem para aproveitar a celebração e participar, ativa e reverentemente, da Eucaristia. 1 – Seja pontual: Já ouviu falar em “Pegar o bonde andando”? É tipo isto. Você chega correndo, senta no lugar que sobrou, chama atenção pra você e muitas vezes você nem sabe que lugar está quando conseguiu se sentar. Por este motivo, vale a pena sair alguns minutos mais cedo de casa para celebrar a missa com mais tranquilidade e, de quebra, prestar atenção em tudo. 2 – Mantenha-se em silêncio: É muito tentador sentar do lado da sua amiga ou amigo que você não vê a semana inteira para tirar aquele atraso no tricô. Saiba que isto é bem errado! O importante na hora da celebração é estar em sintonia com Deus e também deixar que os outros prestem atenção sem ser incomodados. Você terá muito tempo após a missa pra colocar o papo em dia. 3 – Guarde o celular: Esse mundo tecnológico tem tanta informação interessante que dá vontade de se jogar e não voltar Porém, ainda que seja bom ver a postagem do seu artista favorito no Instagram, melhor ainda será receber a benção de Deus, não é mesmo? Não foi para isso que você foi à missa? Guarde o celular e mantenha-o desligado ou em ‘modo avião’ durante toda celebração, de preferência. Além de ficar silencioso, isso também economiza bateria, sabia? Fica a dica. 4 – Não durma: Nossa Senhora, de onde que vem esse cansaço todo? Parece que o sono da semana inteira vem todo na hora da homilia! Mas você é forte e sabemos que vai conseguir resistir àquele cochilo, não é mesmo? Para não ter sono durante o sermão durma mais cedo na noite anterior. Pela manhã estará com suas forças renovadas! 5 – Não fique circulando: Nós sabemos que sua mãe fala toda hora que você é lindo, mas não é por isso que você deve confundir o corredor da igreja com a passarela do Fashion Week. Chegue uns minutos antes da missa e aproveite para ir ao banheiro e tomar uma água. 6 – Vista-se com modéstia: Vista-se adequadamente para ir à missa. Você não precisa necessariamente estar em trajes sociais, mas é importante que você mantenha o decoro para frequentar a missa. Nada de saias curtas, decotes, roupas muito justas ou camisetas regatas. A casa de Deus é um templo que merece extremo respeito. 7 – Concentre-se: Como tantas coisas interessantes (ou não) aparecem em nossa mente quando precisamos nos concentrar?! Mas garantimos que é só fazer um esforcinho que a homilia da missa, além de estar interessante, será muito útil para sua vida. 8 – Fique até o final da missa: Devemos permanecer na Missa até a bênção final e, durante a saída, permanecer em silêncio para não incomodar as outras pessoas que desejam permanecer no templo rezando. Agora sim você pode curtir a missa de modo pleno e proveitoso. Já cometeu algum erro desses? Tem outros erros? Deixe para nós nos comentários.
Anel de Tucum – Você sabe o que ele representa?

O anel de coco, como é conhecido, é um famoso anel usado por adolescentes e adultos e, em geral, é associado à amizade. Mas será que ele realmente significa isto? Na verdade, este anel representa a luta com a causa indígena e causas populares. E nem de coco ele é! O anel é feito de uma palmeira cheia de espinhos chamada Tucum nativa das áreas de nascentes dos Cerrados, Sul da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do sul e do Rio Uruguai e na Amazônia. Sabia disto!? A Origem O anel nasceu no tempo do Império do Brasil. Enquanto a realeza usava joias de ouro e metais, os escravos e índios, por não terem recursos para comprar este tipo de material, criaram o anel de tucum. Ele foi um símbolo de amizade entre si, de pactos matrimoniais, de resistência e da luta pela libertação. Nós e o Anel de Tucum Se você pensa que nós usamos este anel, você está acerto! Como ele representa a luta pelo povo e as causas sociais, seu significado é importante para nós. Este costume começou nos anos 60, no início da Teologia da Libertação. Esta é uma corrente teológica cristã que surgiu na América Latina, depois do Concílio Vaticano II e parte da premissa de que o Evangelho exige a opção preferencial pelos pobres. Muitos movimentos sociais se inspiraram nesta teologia. Desde então, religiosos e leigos que defendem o protagonismo e a inclusão dos mais vulneráveis da sociedade, passaram a usar o anel de Tucum como sinal de seu compromisso com a causa dos pobres. Para você entender tudinho sobre a origem dele, assista o filme “O anel de Tucum” que foi feito exatamente para explicar a história de seu surgimento: