Namoro: tempo de carinho, alegria (e atenção aos sinais)

O Dia dos Namorados surgiu como uma data meramente comercial, mas podemos dar-lhe um olhar cristão, como ocorreu com outras celebrações ao longo da história. No artigo, apresentamos 12 pontos (além de um bônus) a serem observados no período do namoro. É uma das formas que encontramos para homenagear os casais que, apesar destes atuais tempos de ódio, divisões e bombas, insistem em testemunhar o amor. Confira!

Alteridade

Essa alteridade, ilustre conhecida e desconhecida, parceira da vida, que a vida mesma me presenteou, me leva para diante do mesmo mistério da vida, que tanto para ela quanto para mim, só se desvela mais plenamente diante da outra Alteridade soberana e transcendente, que move o mundo dos crentes e dos descrentes. Veja a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera.

Namorar pra quê?

Hoje é Dia dos Namorados, uma data muito esperada pros pombinhos que já devem ter planejado algo bem legal pra curtir no dia de hoje. Independente do que você já preparou para a sua namorada ou namorado, queria conversar com você uma questão muito básica: Afinal, pra que serve o namoro? O namoro é um período importantíssimo para conhecer melhor a pessoa com quem você quer construir um relacionamento permanente. Não basta simplesmente estar apaixonado. É necessário descobrir se dá para construir uma vida a dois. Aí entra uma série de coisas, como afinidade, capacidade de aprender um com o outro, de crescer juntos, de abrir mão de interesses pessoais em vista de um interesse maior, como construir uma família, por exemplo. Tomara que o namoro de vocês seja bem divertido. Que vocês compartilhem momentos de muita alegria, carinho e ternura. Que vocês sejam criativos para descobrir o que faz feliz um ao outro e invistam o melhor de vocês mesmos para transformar a atração que sentem um pelo outro num amor duradouro. Isso implica em compromisso e respeito.  Aqui vai um teste para ver se seu namoro está indo na direção certa: 1) Gastam tempo para conversar sobre os gostos pessoais, sonhos e projeto de vida? 2) Cada um expressa seus pontos de vista e escuta com respeito a maneira de pensar do outro? 3) Quando tem uma briga, são capazes de conversar honestamente, pedir perdão e recomeçar? 4) Cada um está realmente interessado no bem estar da outra pessoa e não apenas em realizar seus próprios desejos? 5) Existe afinidade entre vocês, uma complementariedade que não é pensar igual, mas a capacidade de se entender nas diferenças e dialogar? 6) Vocês sabem negociar entre vocês, não havendo uma parte que impõe sua ideia e outra que acaba sempre cedendo? 7) Juntos, vocês tem condições de construir um futuro viável e que seja bom para ambos e para os filhos que um dia vão ter? 8) O relacionamento entre os dois é intenso, mas é aberto para os amigos e, principalmente para as famílias de vocês, com bom entrosamento e aceitação mútua? Se você respondeu sim a todas estas perguntas, parabéns. O namoro de vocês tem boas chances de ir adiante, permitir um amadurecimento mútuo e favorecer um casamento que dê certo. Se a resposta positiva foi apenas para algumas perguntas, é hora de vocês sentarem para conversar e ver o que não está legal. Sempre é tempo de encarar a realidade e ver o que dá para melhorar. Para isso precisa de muita abertura e coragem dos dois lados. Mas se faltar essa disposição e boa vontade para corrigir os erros, será que não é hora de terminar? Namoro não tem que dar certo. É melhor descobrir logo que não se está com a pessoa certa, do que deixar o barco correr e depois se machucar. Há ainda outros sinais que é preciso levar em conta: seu namorado ou namorada é uma pessoa honesta, verdadeira? Tem algum vício que não consegue largar, como drogas, álcool ou outro? Se for assim, pense bem. Se não superar durante o namoro, não será depois de casados que as coisas vão melhorar. Se você construir sua casa sobre a areia, não fique surpreso quando ela desmoronar. E se você é cristão, há ainda algo muito importante: Deus faz parte do seu namoro? Vocês compartilham da mesma fé? Vocês rezam juntos? Há ainda outros aspectos que precisam ser bem pensados. O sexo é algo sagrado e deve ser vivido com responsabilidade e maturidade. Quem realmente ama sabe esperar. A sociedade atual faz propaganda do amor “livre”, mas não alerta sobre os sofrimentos que poderiam ser evitados a curto e longo prazo. A ilusão passa, mas ficam as consequências. Por isso, mesmo hoje, por mais careta que você possa achar, ainda é muito mais sensato esperar pelo casamento. E aí, bateu com vocês? Enviem seus comentários.

Entrevista exclusiva com Pe Leomar sobre o livro “5 Pedras para não tropeçar”

Quem não quiser dicas para ser feliz, que atire a primeira pedra! Ou melhor, deixa ela quieta aí porque, às vezes, uma pedrinha inofensiva pode fazer um grande estrago. São sobre outras pedrinhas que queremos falar hoje, mais especificamente sobre o livro “Cinco Pedras para não tropeçar: pistas para se viver a vida com sabor” do escritor Leomar Nascimento, que também é nosso professor do Curso de Teologia, que acontece aqui em nosso centro missionário. O livro fala da existência de caminhos que ajudam na busca de uma vida com um sabor especial e a descoberta da felicidade através do uso de cinco expressões do nosso dia a dia, que causam um efeito benéfico surpreendentemente bom, capaz de transformar nossas vidas: “por favor”, “te amo”, “perdão”, “obrigado” e “parabéns”. Batemos um papinho com o Padre Leomar sobre seu livro e ele nos contou algumas valiosas informações: 1)       Qual foi o motivo que o fez escrever este livro? Sempre fui um apaixonado pela comunicação, de modo especial, pela comunicação interpessoal. Percebi que o descuido com este tipo de comunicação pode gerar problemas inimagináveis, que comprometem o todo da nossa existência. Creio que uma boa comunicação interpessoal seja, de fato, um dos principais motores para alcançarmos este objetivo. 2)       Por que “cinco pedras para não tropeçar”? Tomo como base de minha reflexão o episódio bíblico da luta entre Davi e o filisteu Golias (ISm 17, 1-54). Davi só precisou de uma de suas cinco pedrinhas para derrotar o gigante Golias. “Golias” representa aquela comunicação truncada, agressiva, irônica que faz ruir as relações, que torna a vida humana insossa.  “Davi” é cada um de nós que busca se conhecer melhor, se superar, se comunicar adequadamente, para viver a vida com sabor. Se o herói desta história precisou apenas de uma pedrinha para derrubar seu inimigo, creio que nós, ao contrário, precisamos, ao menos, das cinco pedras apresentadas no livro: “por favor”; “eu te amo”; “perdão/eu te perdoo”; “obrigado” e “parabéns”. 3)       Você fez este livro baseado nas suas experiências pessoais? Conte um pouco sobre isso. Sim. Dizem que desde criança fui sempre muito comunicativo. Em minha família, no meio de meus parentes e amigos, vivi sempre intensamente nossos relacionamentos. Entrando no seminário, precisei aprender a conviver com muitas pessoas bem diferentes de mim, com histórias e contextos bastante diversos. Estando à frente de vários trabalhos (presidente de obra social, pároco no interior, pároco fora do Brasil, responsável por padres e seminaristas etc.), precisei (e preciso) aprender a gerir muitos conflitos. Todo este emaranhado de experiências só aguçou o meu desejo de conhecer melhor o mundo da comunicação. No livro, portanto, partilho experiências, instigo questionamentos e convido ao cultivo da espiritualidade. Ali pretendo dividir com meus leitores o desejo de aprofundar e de compreender – sem ter a pretensão de esgotá-lo – o fascinante mundo da comunicação humana no ordinário da vida,  a partir das cinco pedrinhas. 4)       Qual é a lição mais importante que podemos aprender com as 5 pedrinhas. Se é verdade que não existe uma receita para ser feliz, também é verdade que existem caminhos que nos auxiliam na busca para vivermos com sabor nossa existência, para nos sentirmos vivos e protagonistas de nossa própria história. Um deles é uma boa comunicação interpessoal, expressa nas cinco pedrinhas. Evidentemente não se trata de uma mágica, de palavras que por si só darão um novo sabor à nossa vida. Leomar Nascimento de Jesus, natural de Goiás (GO), mestre em Teologia pela PUC-SP, é presbítero da diocese de Santo Amaro (SP). Tendo exercido o ministério sacerdotal no Mato Grosso do Sul e Sul da França, atualmente é pároco da paróquia São João Batista e capelão do lar de idosas “Assistência Vicentina Vila Mascote”, em São Paulo (SP).

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