Websérie Diálogos: sírio fala de sua situação no Brasil e de projetos em favor dos refugiados

Há uma década, o povo da Síria, nação localizada no Oriente Médio, vem sofrendo devido a uma disputa de poder. O país está situado em uma região estratégica e atrai a cobiça de poderosos locais e estrangeiros. Apesar da riqueza de uma cultura multimilenar, os efeitos da guerra continuam a ter um impacto desastroso sobre os sírios em todo o mundo. Cerca de 12 milhões de pessoas, quase a metade da população pré-conflito, estão deslocados tanto dentro quanto fora do país, inclusive no Brasil. Abdulbaset Jarour fugiu da Síria aos 20 anos e, em 2014, buscou refúgio no Brasil. Ele nasceu em Alepo, a maior cidade do país e uma das mais antigas do mundo. Em conversa com a irmã Maria Inês Aragão, missionária serva do Espírito Santo, Abdulbaset conta que sua terra natal é um lugar de referências bíblicas. As memórias são talvez as coisas mais essenciais que podemos estimar ao longo de nossa vida. Elas desenvolvem nosso caráter conforme nossas percepções, e os encontros passados ficam lá guardados. As memórias da guerra e da violência desempenharam um papel significativo na formação do que Abdulbaset é hoje. “A vida me tornou refugiado pela maldade humana”, afirma. Somente quem vive em uma terra estrangeira entende o que significa ser um refugiado. Ele conta que é muito doloroso estar nessa condição. Por sentir na pele o drama de ter de abandonar a própria terra, hoje é ativista em favor da causa migratória e tem projetos para fazer ainda mais pelas pessoas que estão na mesma situação. Qual é a nossa resposta para pessoas refugiadas? Cito o 14º Capítulo-Geral da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo: “As necessidades de nosso planeta são esmagadoras e sempre mudando. Nosso carisma nos chama a servir aqueles que mais precisam receber as boas-novas do amor de Deus que tudo inclui. Suas histórias se tornam nossa história, e nossa história não pode ser dita sem eles”. Por meio da dimensão de Comunicação SSpS no Brasil, trazemos um dos episódios sobre o contexto dos refugiados em nosso país. Podemos fazer algo para promover a paz e a fraternidade? Veja a entrevista! Ir. Elizabeth Rani, SSpSMissionária serva do espírito santo, nascida na Índia e há um ano no Brasil. Estudou Pedagogia e Literatura Inglesa e faz parte da Equipe de Comunicação da Província.

33º Semana do Migrante incentiva a acolhida de estrangeiros

Se você acha que migração é um assunto para Americanos ou Europeus, você está enganado. Só pra você ter uma ideia, por dia o Brasil tem recebido cerca de 800 venezuelanos, chegando a uma soma de 40.000 em fevereiro de 2018. E fora os venezuelanos recebemos cerca de outros milhares de migrantes em nosso convívio. Como lidar com tanta gente diferente? Aprendendo sobre eles! Neste domingo começará a 33º Semana do Migrante que será feita abraçando a Campanha Mundial Do Imigrante e Refugiado “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. A realização desta Semana do Migrante que acontecerá entre 17 e 24 de junho, conta com o apoio da Cáritas, CSEM, Pastoral da Mobilidade Humana-CBNN, IMDH, pastorais e dioceses. O tema escolhido é “A vida é feita de encontros” e o lema “De braços abertos sem medo para acolher”. Foram desenvolvidos diversos materiais para esta semana, que servem como guia de assuntos. Tem cartão, Roteiro de Celebração, Roda de Conversa, Texto base e Círculo Bíblico. Para baixar basta clicar em cada um deles. Sensibilizadas com a crise e a realidade de miséria e fome desses migrantes, a Congregação desenvolveu a nível nacional uma campanha para ajudar os migrantes venezuelanos com doações. Cada comunidade abriu mão de alguns gastos para economizarem dinheiro e com esse dinheiro poupado serão comprados alimentos e distribuídos aos venezuelanos. Convidamos você a participar dessa ação e ajudar a centenas de migrantes. Envie suas doações para a REDES – Rede de Solidariedade: Banco Itaú Agência: 0192 Conta corrente: 49353-4 Envie o comprovante para: redes@ssps.org.br Desde já agradecemos seu apoio! E não se esqueça, participe da Semana do Migrante de 2018 com a gente!

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