Chuvas em Juiz de Fora: colégios das SSpS recebem doações para vítimas

As unidades da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) recebem doações para as vítimas das chuvas em Juiz de Fora e municípios vizinhos. A região foi atingida por uma chuva histórica, matando dezenas de pessoas. Centenas de famílias estão desalojadas. A ajuda também pode ser feita por meio de pix. Saiba como participar!
Solidários sempre!

Uma tragédia se abate sobre o Rio Grande do Sul. Solidariedade é a palavra do momento. Ela é capaz de unir todos por uma causa comum: ajudar o próximo. O amor verdadeiro se traduz em ações concretas, por isso sejamos solidários sempre! Confira a reflexão do Pe. Deolino Pedro Baldissera!
Redes realiza VI encontro anual

“O impacto das mídias sociais na missão” foi o tema do VI Encontro da Redes – Rede de Solidariedade das Missionárias Servas do Espírito Santo, realizado neste fim de semana, 4 e 5 de agosto, no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. Participaram 35 irmãs de São Paulo, Tocantins, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O encontro da Redes ocorre anualmente e é uma oportunidade para as missionárias discutirem temas relevantes para a missão. Elas também acompanham os projetos e outros trabalhos que a entidade promove, tais como o Centro de Integração do Migrante, no Brás, o apoio à missão indígena no Tocantins e vários outros projetos nos quais as irmãs participam. O impacto das mídias sociais na missão Com a assessoria de John Jefferson Silva, consultor de comunicação e coordenador leigo da Pastoral da Comunicação para o Sub-Regional SP2 da CNBB, as irmãs refletiram sobre o papel das redes sociais e como usá-las de maneira adequada para a comunicação pessoal e também para a missão. As mídias sociais, como Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, entre várias outras, têm uma influência muito grande na vida das pessoas. Por isso é importante entender esse fenômeno e saber dialogar com quem faz parte dessas redes. Também é necessário publicar conteúdos que ajudem a refletir e a propor alternativas baseadas nos valores do Evangelho. Em pequenos grupos, as irmãs discutiram como melhorar o uso das mídias sociais a serviço da missão, apontando a necessidade de ampliar a divulgação das mídias existentes e trabalhar mais em rede. Alertaram também para a necessidade do uso responsável das redes sociais, os riscos da internet e a necessidade de senso crítico diante de informações que nem sempre são verdadeiras.
33º Semana do Migrante incentiva a acolhida de estrangeiros

Se você acha que migração é um assunto para Americanos ou Europeus, você está enganado. Só pra você ter uma ideia, por dia o Brasil tem recebido cerca de 800 venezuelanos, chegando a uma soma de 40.000 em fevereiro de 2018. E fora os venezuelanos recebemos cerca de outros milhares de migrantes em nosso convívio. Como lidar com tanta gente diferente? Aprendendo sobre eles! Neste domingo começará a 33º Semana do Migrante que será feita abraçando a Campanha Mundial Do Imigrante e Refugiado “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. A realização desta Semana do Migrante que acontecerá entre 17 e 24 de junho, conta com o apoio da Cáritas, CSEM, Pastoral da Mobilidade Humana-CBNN, IMDH, pastorais e dioceses. O tema escolhido é “A vida é feita de encontros” e o lema “De braços abertos sem medo para acolher”. Foram desenvolvidos diversos materiais para esta semana, que servem como guia de assuntos. Tem cartão, Roteiro de Celebração, Roda de Conversa, Texto base e Círculo Bíblico. Para baixar basta clicar em cada um deles. Sensibilizadas com a crise e a realidade de miséria e fome desses migrantes, a Congregação desenvolveu a nível nacional uma campanha para ajudar os migrantes venezuelanos com doações. Cada comunidade abriu mão de alguns gastos para economizarem dinheiro e com esse dinheiro poupado serão comprados alimentos e distribuídos aos venezuelanos. Convidamos você a participar dessa ação e ajudar a centenas de migrantes. Envie suas doações para a REDES – Rede de Solidariedade: Banco Itaú Agência: 0192 Conta corrente: 49353-4 Envie o comprovante para: redes@ssps.org.br Desde já agradecemos seu apoio! E não se esqueça, participe da Semana do Migrante de 2018 com a gente!
Alfabetizando os índios Xerentes em Tocantins

O trabalho social é um dos valores mais importantes da missão das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, que abriram uma comunidade na cidade de Abreulândia, em Palmas – TO, para ajudar a comunidade local. Por muitos anos, Irmã Sílvia Tekla Wewering, que vive nesta comunidade, vem trabalhando com projetos educacionais na aldeia Recanto Krite onde mora a tribo indígena Akwe Xerente, localizada nas reservas do município de Tocantínia, a 70 km de Palmas. A REDES – Rede de Solidariedade – entidade social das Irmãs Missionárias Servas do Espírito, desenvolveu um material educativo para as crianças da aldeia serem alfabetizadas. O que antes era uma apostila simples, feita em cópias preto em branco com desenhos a mão, hoje se transformou em um belo livro colorido com ilustrações próprias. O material novo trouxe um ar de entusiasmo aos alunos e professores, que ficaram muito felizes em receber o novo livro para aprender. A Cartilha, que é feita na língua mãe Akwe Xerente, é usada para a alfabetização da tribo com o objetivo de manter viva suas origens e história. O processo da distribuição das cartilhas Xerente foi realizado em agosto de 2016 nas escolas, e durou em torno de 2 a 3 meses. Foram alcançadas 33 escolas, mais de 50 professores/professoras, com mais de 1.000 alunos. A entrega foi acompanhada por uma orientação pedagógica em cada local. “A aceitação das novas cartilhas, por parte de todos nas diversas Aldeias, não poderia ter sido melhor, acima do esperado. Em cada aldeia tivemos uma acolhida sincera e conversa amiga. Toda a comunidade Xerente, portanto, agradece à REDES e a Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo pela valiosa colaboração à “causa indígena”. Todos sabemos da importância em conservar a própria língua, que constitui a base na vida cultural religiosa de um povo e é indispensável para continuar a viver sua identidade como pessoa e como povo.” – declarou Irmã Sílvia, expressando sua satisfação pelo desenvolvimento deste trabalho. Ao final do trabalho, os professores/professoras das escolas Xerentes escreveram uma carta em agradecimento: “A Deus, nosso Pai Grande que chamamos de Waptokwazawre e a todos os que colaboraram na correção dessa cartilha do nosso povo Akwê Xerente. E a chegada de nossas cartilhas e alfabetização em Xerente, para concretizar de saberes no nosso povo Akwê Xerente, principalmente as nossas crianças para que eles possam aprender a ler e escrever a escrito na nossa língua materna. Nós, professores indígenas, da correção da nossa cartilha do povo Akwê Xerente, Manoel Sirnãrê, Armando Sópre, Genail, Nelson Prase, é que estamos levando as cartilhas para cada as escolas indígenas do povo Akwê Xerente, juntamente com a Sílvia Thêkla Wewering Sibakadi. Quero Agradecer a Deus, Pai Grande, que chamamos de Waptokwazawre, a todos que colaboraram como na correção e na parte das pinturas dos desenhos e na gráfica. Para a REDES, quero agradecer também a Deus, Pai Grande, que chamamos de Waptokwazawre, que ajudou a parte da correção da artilha do povo Akwê Xerente. Obrigado!” – Manoel Sirnãrê Conhecendo os Xerentes Os Xerentes, junto com os Xavantes e Xakriabá, são classificados como Jê Centrais, e se localizam no munícipio de Tocantins (TO), cerca de 70 km ao norte da capital, Palmas. Em um senso feito no ano de 1999, a população Xerente era de 1.850 indivíduos, espalhados por 34 aldeias e em 2 cidades. Os Xerentes se dividem em dois grupos, os Isake e os Dohi. O primeiro é subdividido nos clãs wahire, krozake e krãiprehi e o segundo nos clãs kuzâ, kbazi e krito. A pintura corporal também é diferenciada, enquanto os primeiros usam os traços, os segundos utilizam círculos. A terra é a fonte de vida e sustento dos Xerentes, as atividades mais praticadas por eles são: agricultura, pesca, caça e coleta. Pelas grandes dificuldades enfrentadas atualmente, como falta de caça e pesca, os Xerentes tem buscado uma fonte de renda na venda de artesanatos (cestarias, bordunas, arcos, flechas, colares, etc.). O Xerente já passou por vários tipos de experiências educacionais, a catequese é uma delas. A educação bilíngue foi ensinada por missionários a partir da década de 50. O ensino formal nas aldeias, que hoje tem aproximadamente 30 professores, restringe-se apenas até a 4ª série, por questão de locomoção ou até mesmo de adaptação as exigências das escolas não-indígenas.
Pastoral Urbana foi tema do 5º encontro da REDES

O 5º Encontro da REDES – Rede de Solidariedade, aconteceu nos dias 15 e 16 de junho no Centro Missionário Cultural, no feriado de Corpus Christi e teve como tema: “Pastoral Urbana”. Todas as irmãs da Província e leigos de diversas paróquias foram convidados. E pra quem não sabe, a Pastoral Urbana trata de assuntos relacionados à cidade, como miséria, marginalização, corrupção e etc. A assessoria foi feita pelo Prof. Fernando Altemeyer, da PUC – SP, com enfoque a partir do método – ver, julgar e agir. Os tópicos tratados foram: A realidade urbana na perspectiva de JUPIC (Justiça e Paz e Integridade da Criação) e o impacto dessa realidade no ser humano e em sua vivência da fé; O apelo do Evangelho para esta realidade urbana; Como nós, Missionárias Servas do Espírito Santo e leigos e leigas engajados na missão, em comunhão com os excluídos e marginalizados, respondemos ou poderíamos responder a esses desafios? Fernando Altemeyer Junior é teólogo leigo, possui graduação em Filosofia e em Teologia, mestrado em Teologia e Ciências da Religião pela Universidade Católica de Louvain-La-Neuve, na Bélgica, e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC. Atualmente é professor e integra o Departamento de Ciência da Religião, da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP. Entre suas publicações, destacamos Aparecida, caminhos da fé (São Paulo: Loyola, 1998), Deus sem poder (In: Centro de Estudos da antiguidade greco-romana – PUC-SP. (Org.). Hypnos 6. São Paulo: Palas Athena, 2000, v. 6, p. 57-63) e A recepção do projeto do papa Francisco (In: Wagner Lopes Sanchez; Eulálio Figueira. (Org.). Uma Igreja de portas abertas – nos caminhos do papa Francisco. 1ed. São Paulo – SP: Paulinas, 2016, v. 1, p. 23-38).
Dia 19 – Ir. Sílvia Tekla e a preservação da língua xerente

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em abril de 1500, existiam cerca de 1.300 línguas indígenas faladas por diversas nações e tribos. Atualmente existem apenas 274* línguas indígenas conhecidas no Brasil. Na busca de preservação de uma delas, a língua do povo Akwe Xerente, é que há anos trabalha a irmã Sílvia Tekla, acompanhando os professores indígenas na comunidade das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo em Tocantínia (TO). No ano de 2015, porém, chegou-se a um feito inédito. A irmã Sílvia, em parceria com a REDES – Rede de Solidariedade, coordenou o trabalho de confecção de uma cartilha da língua Xerente para os nativos da região. “O que antes era uma apostila simples, feita em cópias preto em branco com desenhos a mão, se transformou em um belo livro colorido com ilustrações próprias”, comenta Ir. Sílvia. A primeira cartilha de alfabetização ajudará de sobremaneira com a alfabetização xerente nas escolas, evitando que a língua se perca. Para a comunidade indígena, porém, é um marco na preservação da sua história e da sua cidadania. Veja a matéria completa no site da REDES: http://www.novosite.ssps.org.br/public.asp?12258-24121 (*) Pela falta de contato, não foram contabilizadas as línguas faladas pelas tribos isoladas.